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Os idos de março de Serra.
09/03/10
O goverrnador José Serra (foto Google) ,ao que se conhece dele, não tem vocação para bonzo, o suicida vietnamita.
Algo passa por sua cabeça, um estratégia impercebida de todos,para não aceitar os clamores de seus pares para apresentar sua candidatura a presidente nesses idos de março.
Serra há de estar calculando as condições de tempo e terreno para refugar por enquanto uma concorrência parelha com Dilma Rousseff, e aguardar um momento mais à frente.
O ano atípico de 2O1O, com Copa do Mundo, e início efetivo da campanha apenas em 1 de agosto -- com a propaganda eleitoral na TV e rádio - o estariam conduzindo a esse raciocínio.
Já houve antes a mesma experiência de ano eleitoral junto com Copa do Mundo.E o resutado foi o que se viu: uma estreita faixa de manobra para os candidatos em campanha,que somente se apresentaram para valer em campo após terminada a Copa.
Até lá - pode ser o raciocínio de Serra - a oponente Dima atingirá o máximo de sua exibição pública, com o teto alcançado de intenções de votos, uma vez que se valerá da companhia do presidente Lula,pedindo votos.
Entretanto - seria a esperança de Serra - haverá sempre fatores imutáveis, que não se abalarão mesmo com a torrente da presença de Lula.Por exemplo, os votos do Sul e Sudeste, que não são favas contadas para Diilma.O Nordeste irá todo para ela, graças à mitologia que Lula consegue ter na região.
Mas é verdade que a eleição se decidirá nos colégios eleitiorais de São Paulo e Minas, onde as chances de ambos são iguais,
Lá com os seus botões,Serra há de estar considerando que a partir da apresentação fornmal de sua candidatura conseguuirá compensar os tempos de silêncio.
Quando começar a campanha efetiva - a eletrônica e os debates de TV, depois da Copa - prevalecerão seu maior conhecimento nacional, com o recall de uma campanha anterior para presidente e a solidez de ser governador de São Paulo. Contará também, é claro, com os votos de Aécio Neves em Minas.
Um livro, um Rubicão, uma Minas.
A Editora Batel e o jornalista e escritor Ramiro Batista lançam amanhã,1O,o livro "O Dossiê Rubicão – Quando a Morte assume o Poder",25 anos depois da morte de seu principal personagem,Tancredo Neves, Será no Foyer do Palácio das Artes, em Belo Horizonte,das 19h30 às 24 horas.
Po quê o Rubicão? Ramiro respnde: em março de 1985, o mineiro Tancredo Neves tinha atravessado o seu Rubicão, depois de conduzir o país na delicada transição do regime militar para o civil, mas a morte o aguardava na outra margem. O enredo de suas artimanhas para superar ameaças de golpe, boicotes, traições e chantagens para chegar à posse que não houve, típico da melhor literatura, merecia um romance como este, que entrelaça personagens reais e fictícios diante de situações limite, na trama de um dos momentos mais dramáticos de nossa história recente.
No mesmo dia, entra no ar o site www.odossierubicao.com.br, com linha do tempo e recursos de pesquisa para mais informações sobre os fatos, pessoas e ideias citados. São mais de 200 referências históricas de um dos períodos mais marcantes da história brasileira.
Frase do dia:
"Quem não faz campanha, evidentemente paga um preço por isso. Até o momento, a candidatura Dilma [Rousseff] é a única"
(Do presidente do PSDB paulista, deputado Antonio Mendes Thame, avaliando que a queda do governador José Serra (PSDB) nas pesquisas de intenção de votos para eleição presidencial é resultado de sua opção por dar preferência ao governo de São Paulo neste início de ano, segundio a Folha On line).
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As sombras de um passado que teima ser presente.
08/03/10
Se o candidato José Serra vencer a eleição de outubro, e governar de acordo com as diretrizes expostas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (foto Google) em seu artigo de ontem.Não mudará nem 5% do receituário atual do presidente Lula.
Então, para que todo esse esforço pseudo-oposicionista para mostrar originalidade em um programa de governo? Não há originalidade porque não existem novas idéias além das que estão aí.
Quando Lula assumiu as idéias que passou a perfilar eram mais ou menos as do governo FHC, mas nem por isso o novo presidente afirmou que iria mudar a cartilha.
Ao contrário de dizer que mudaria todas as diretrizes tucanas, mudou tudo de si próprio, alterando fisionomia e personalidade, além de escrever a Carta aos Brasileiros em que assumiu uma atitude conservadora( na acepção de conservar os programas - menos o Bolsa Escola,que se tornou Bolsa Família - e respeitar os contratos).
No mais, manteve tudo do governo FHC, a destacar, os fundamentos da política econômica – e nem por isso Lula sentiu-se como tendo caído numa armadilha deixada pelos tucanos.Seguiu sua vida em frente, com essas armas e instrumentos.
Lula tratou de erigir suas próprias bandeiras,ampliando os programas sociais, e chamando os movimentos sociais à participação na grande festa do poder, embora de forma errática, anárquica e ilegal.
A melhor obra de Serra, se for candidato e se vencer a eleição, será realizar o que FHC não relatou no seu artigo como tarefas do novo presidente: é dar um tratamento de legalidade a tudo o que Lula não tratou no legalismo.
Abandonar a leniência com a corrupção, que vem desde Collor e FHC (lembram-se do discurso de ACM que acusava o governo FHC de leniente?). Não passar a mão sobre a cabeça dos teimosamente corruptos, sob a alegação, que banaliza, de que “ todos agiram assim em todos os tempos, em todos os partidos."
Claro, a uniformização da corrupção dá um saída para todos os ratos.Mas, há sempre um que fica com o rabo preso, e estraga a festa de todos.
Frase do dia
“O futuro do País está em nossas mãos. Não vamos deixar que as coisas que avançaram dêem um passo para trás”.
(Da pré-candidata Dilma Rousseff, ontem, no Rio, junto ao governador Sérgio Cabral, segundo O Globo On Line).
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Calendário gregoriano a todos ameaça.
07/03/10
Quando o Papa Gregório XIII criou o atual calendário de 12 meses e 365 dias - a 4 anos um ano bissexto - não imaginava que iria infligir tanta angústia aos políticos brasileiros.
Aqui, em Pindorama,eles trocaram a fonte da eterna juventude pela fonte da eterna continuidade no poder.Brigam por isso.Se matam por isso.
O presidente Lula, a ministra Dilma e o governador enfrentam o mesmo inimigo: o calendário gregoriano.
Gregório avisa:faltam 296 dias para o presidente Lula (foto Google) deixar o poder. Essa é uma verdade inexorável.
296 dias passam rápido, como a verdade de que a pré-candidata Dilma Rousseff tem somente mais 25 dias como chefe da Casa Civil,antes de se desincompatibilizar.
Do lado oposto, o pré-candidato José Serra tem apenas mais 25 dias para retirar sua dúvida hamletiana se concorre ou não à presidência ou à reeleição para o governo de São Paulo.
O governador Aécio Neves nem está tão preocupado, uma vez que o calendário lhe sorri. Traçou um esquema de campanha em que vai sair para ajudar a eleger seu candidato ao governo, Antonio Anastasia, e se reeleger senador.
Não dá mais para ser candidato a presidente pelo PSDB,pois que precisaria de um empuxe maior – o tempo que Serra teve e não soube usar. E passou também o tempo para Aécio ser vive. Se tivesse que ser, teria sido na festa de Tancredo.
Outro tucano que mostra saber calcular o tempo das coisas é o ex-presidente FHC, que não compareceu à festa de Aécio em Minas exatamente porque não quis ser festejador de uma falsidade: sugeriu que ele aceitasse ser o vice de Serra,e não foi ouvido.
A ausência de FHC em Minas foi um silencioso recado de desagrado.
Frase do dia:
"O crescimento de Dilma surpreendeu a eles e a nós.É a verdade, não faz mal dizer que estamos debilitados e dsarticulados".
(Do senador Jarbas Vasconcelos, em entrevista a O Globo)
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Trem da propina atrapalha Brasília.
06/03/10
O VLT --Veiculo Leve sobre Trilhos, também conhecido como Metrô Leve, é uma das obras do governo Aruda movidas a trambique. Desta vez, um polpludo trambique internacional, com a francesa Alstom munindo o propinoduto.
Continua em obras, intermináveis,atrapalhando o trânsito ao final da Avenida W3 Sul de Brasilia. A Alston cessou as negociações para o financiamento.
Purgando o seu passado recente,a Alstom só voltará a negociar quando tiver um dirigente honesto no Governo do Distrito Federal como seu interocutor contratual.A Agência Francesa de Finmanciamento mandou substituir todas as assinaturas já apostas ao contrato, mudando-as para as de gente séria. Mas onde encontrá-las no governo Arruda?
A União, também tirou o corpo fora.O Banco do Brasil evita colocar o seu dinheiro numa obra marcada por corrupção.
Não é melhor deixar de atrapalhar o trânsito e acabar com a ficção arrudiniana?
Em vez de ser Metrô Leve, não poderia ser Mão Leve?
Frase do dia:
"Este país começou a mudar, e isso incomoda muita gente. É só acompanhar os meios de comunicação que você vê como incomoda. Se eles pudessem, cantavam todo dia: "Um Lulinha incomoda muita gente, uma Dilminha incomoda muito mais'"
(Do presidente Lula que cantarolou, arrancando risos da platéia,ao visitar ontem obras de irrigação no Nordeste, ao lado da pré-candidata Dilma Rousseff).
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Agora, Lula embaralhou tudo.
05/03/10
Um ministro do governo vazou ao colunista de O Globo a informação de que o presidente Lula tende a se licenciar nos meses de setembro e outubro para melhor ajudar a campanha de Dilma Rousseff.Outro ministro tratou de desmenti-la com veemência.
Duas verdades se estabelecem a partir daí: 1) o fato é real.Só que Lula (foto Estadão) não pode extemá-la agora, para não dar sinal de fraqueza; 2) os ministros não se entendem.
Ao adotar uma surpreendente linha cautelosa, o presidente Lula embaralha o jogo, abandonando o triunfalismo que é sempre uma constante em suas declarações. O temor de que Serra desista e em seu lugar venha um Aécio,com Ciro Gomes a bombordo,poderá estar guiando os passos de Lula.Sua manifestação de que a eleição está equilibrada e nada decidida, foge inteiramente ao estilo fllibusteiro do presidente.
Nos últimos dias Lula deu-se à inédita iniciativa de elogiar un projeto do senador tucano Tasso Jereissati, que amplia os beneficiados pela Bolsa Família.
Uma pista para o empenho de Lula eleger Dilma, licenciando-se do governo: obter a vitória logo oporimeiro turno,para evitar a concentração de forças adversárias em um segundo turno.
De que viverá Dilma?
No dia 2 de abril próximo,a ministra Dilma Rousseff terá pela lei que apresentar sua carta de demissão ao presidente Lula.No mesmo ato, terá que se demitir também da conselho da Petrobras, o qual preside, e que lhe garante uma remuneração das mais satisfatórias para se manter aqui e em Porto Alegre,onde tem casa,sem apelar para o facilitário público.
Dilma é uma burocrata do Esrado,uma filha da máquina. Nunca viveu sem o holerite do Estado. Jamais emitiu una fatura de serviços como autônoma. Não tem bens acumulados em atividades empresariais.De que então viverá Dilma, após 2 de abril, como candidata?
Recorda-se que o candidato Lula foi mantido pelo PT nacional como seu funcionário,lotado em sua folha de pagamento ao longo das quatro campanhas presidenciais que disputou,mas o precedente foi condenado e apontado como prática ilegal.
Frase do dia:
"Quem especula nisso está procurando cabelo em casca de ovo"
(Do senador José Sarney, a respeito das informações de que substituiria o presidente Lula em sua eventual licença do poder, em setembro e outubro,segundo o Terra).
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