A SEMANA COMO FOI: CURTA, MAS INSTÁVEL COMO SEMPRE

Brasília, 213 sul

A vitória no TSE por 4×3 pode ter dado fôlego ao presidente Michel Temer, mas ainda não tirou o governo das cordas.

Diante disso, a ordem do Palácio do Planalto é que a equipe econômica tire do papel medidas que possam minimizar os efeitos negativos do cenário político.

Na mira estão várias ações, como a correção da tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas entre 3,5% e 4% a partir de 2018 e o reajuste do programa Bolsa Família em 4,6% (Fonte:O Globo).

Em contraposição, o Ministério da Fazenda resiste à tese de que é preciso fazer um “pacote de bondades” para ajudar a melhorar o ambiente político e econômico. A visão é que o melhor a se fazer é percorrer o caminho das reformas trabalhista e tributária e continuar trabalhando na agenda microeconômica. (Fonte:Valor).

PSDB MANTÉM FIDELIDADE

A curta semana política começou com um  halo de  esperança para a governabilidade: a Executiva Nacional do PSDB reunida em Brasilia resolveu permanecer fiel ao governo Temer, mas sob a condição de observar novos acontecimentos (denúncias e delações) que possam agravar a crise. Foram fundamentais para essa decisão os votos de Geraldo Alckmin e João Dória.

CUNHA ISENTA TEMER

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) prestou depoimento em Curitiba no inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Michel Temer após a delação dos empresários do Grupo J&F, e afirmou nunca ter recebido dinheiro para manter silêncio. Recebido com alívio pelo Palácio do Planalto o testemunho de Cunha colocou água na fervura e esvazia a denúncia à Câmara que a PGR estaria elaborando contra o presidente Temer.

CÁRMEN ENCERRA ASSUNTO

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, que havia sido dura, ao comentar suposto pedido do presidente Michel Temer para que a Abin investigasse o ministro Edson Fachin, divulgou nova nota afirmando que “não adotará qualquer providência” sobre o assunto, que está, “por ora, esgotado”. A ministra diz que Temer negou ter acionado a Abin contra o ministro Edson Fachin e que “não há o que questionar quanto à palavra do presidente”. Cármen Lúcia ainda acrescentou que não vai tolerar irregularidade vinda “de qualquer órgão estatal”, inclusive a Procuradoria-Geral da República, que não era citada na nota divulgada no anterior sábado.

DIFÍCIL TIRAR TEMER

A Consultoria Eurasia prevê que será difícil destituir o presidente Michel Temer a partir de uma votação na Câmara, pois seria necessários dois terços do total de votos e vários deputados estão também sofrendo acusações da Operação Lava-Jato. Na avaliação do fundador e presidente da consultoria, Ian Bremmer, o caso contra Temer “está longe de ser concluído”. “Ainda há acusações formais provenientes do Ministério Público, mas um julgamento só seria realizado se houver apoio de dois terços da Câmara. Isso não acontecerá” (Fonte: Valor).

ALENTO A GOVERNADORES 

O presidente Michel Temer anunciou em jantar com governadores a regulamentação do refinanciamento de R$ 50,5 bilhões em dívidas dos estados com o BNDES e a retomada do projeto de securitização, que permite ao setor público vender créditos de dívidas parceladas por contribuintes. As condições do refinanciamento incluem alongamento de 20 anos no prazo para o pagamento e carência de quatro anos. O Tesouro Nacional estima alívio de R$ 6 bilhões para os estados em três anos (Fonte: Estadão).

FRASE DA SEMANA

“O SENHOR JOESLEY BATISTA É O BANDIDO NOTÓRIO DE MAIOR SUCESSO NA HISTÓRIA BRASILEIRA”)

(Da nota  oficial do Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer chama o empresário Joesley Batista de “bandido notório”  e antecipa que na segunda-feira serão protocoladas ações civil e criminal cotra ele, por causa de suas declarações à revista “Época” deste fim de semana).

 

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