A SEMANA COMO FOI: FURACÃO PASSA POR BRASILIA, MAS ARRANCA APENAS ALGUMAS TELHAS

Brasília, 213 sul

A semana marcou o livramento do presidente Michel Temer de um condenação (política, não jurídica) pela Câmara dos Deputados, que recusou aceitar a denúncia do procurador-geral da República Rodrigo Janot para remeter ao STF uma denúncia formal de corrupção passiva.

O presidente obteve 263 votos favoráveis ao arquivamento do pedido de autorização para que o Supremo Tribunal Federal investigue se ele cometeu crime de corrupção passiva. Houve 227 votos contrários.11 abstenções e ausências.

A margem é considerada estreita para a aprovação da Reforma da Previdência (308 votos necessários), que o ministro Henrique Meirelles deseja ser a próxima etapa .

O saldo foi favorável ao presidente Temer porque consolidou uma base partidária que poderá tornar mais sólida para aprovar as reformas previdenciária, tributária e política.

Não será fácil para o governo, uma vez que o “centrão” exige mais benesses para se manter fiel e quer dar prioridade à reforma politica em vez da previdenciária.

A vitória do governo custou caro. Como escreveu o Valor:

-“A vitória do presidente Michel Temer, ontem na Câmara, teve um custo alto para os cofres públicos e doerá no bolso do setor privado. Apenas três iniciativas de um “pacote de bondades” recente para agradar aos parlamentares – a liberação de emendas, o refinanciamento de dívidas de produtores rurais e o aumento dos royalties da mineração – somam R$ 13,2 bilhões.”

AÉCIO REAPARECE

O senador Aécio Neves, ameaçado por um segundo pedido de prisão e apeado da  Presidência do PSDB, foi um dos arrimos da vitória de Temer ao estar pessoalmente com o presidente no Palácio do Planalto para articular votos tucanos na bancada da Câmara,

REPATRIAÇÃO FRACA

A segunda fase da repatriação de recursos enviados ilegalmente ao exterior arrecadou apenas cerca de R$ 1,7 bilhão, segundo balanço da Receita Federal. O governo já havia admitido que a nova edição da repatriação não rendesse o esperado aos cofres federais. Inicialmente, a expectativa era obter R$ 12,7 bilhões com a medida, mas esse valor foi reduzido a R$ 2,852 bilhões no último relatório de avaliação bimestral de receitas e despesas, divulgado em julho. O resultado final foi ainda menor (Fonte: Estadão)

FRASE DA SEMANA

”SOU DA BASE DO GOVERNO E AGORA VOU APOIAR TEMER A APROVAR A REFORMA DA PREVIDÊNCIA”

(Do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, logo após a votação de ontem na Câmara, segundo a Bandnews)

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