O vôo da águia.
12/11/10
O
PSB terá presença consistente mo governo Dilma.O partido aumentou suas bancada
no Congresso, ampliou o número de governadores.E alçou vôo para objetivos mais
ousados em 2012 e 2014.
Para a corrida presidencial daquele ano o estoque de votos do PSB o tornará
passagem obrigatória para os candidatos.
O governador reeleito Eduardo Campos. de Pernambuco, presidente do partido,
estará à frente das negociações para novas alianças com o PSB,tornando Recife
uma escala
movimentada até lá.
Nesse sentido não foi gratuita a iniciativa do presidente Lula de incluir em sua
comitiva a Seul, para a reunião do G20, um nome de proa do PSDB o governador Cid
Gomes,do
Ceará irmão do ex-candidato presidencial Ciro Gomes (foto Google), que deverá
ser aquinhoado pelo governo Dilma com uma importante posição,o que se adianta
será a
presidência do BNDES.
Lula percebe que ter o PSB como aliado em 2014 será fundamental para o
candidato. E ele é candidato.
Foi também sintomático que em suas férias de uma semana numa praia do litoral
pernambucano, o governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz,que
desfruta de
comprovada intimidade com Lula, tenha recebido por dois dias para conversas
políticas seu colega Eduardo Campos.Pode estar surgindo uma chapa PT-PSB para
2014?: Só o
tempo dirá.
Frase do dia:
"Kassab pode o que quiser dentro do partido. Ele é o nosso líder, o nosso grande
líder... onde ele estiver, estaremos. É hora do partido se renovar"
(Do deputado Paulo Bornhausen (DEM/SC) sobre a propalada fusão DEM/PMDB,segundo
o Terra).
Que vice será Temer?
12/11/10
Maciel
respeitava FHC, intelectualmente. Alencar venera Lula politicamente. Qual será a
liga entre Temer e Dilma?
O cargo exige um perfil discreto,mas intensamente colaborativo. O
vice-presidente da República não deve jamais passar de suas sandálias.
Não deve exagerar, e assumir os contornos de um Marco Maciel, que praticamente
sumiu de cena.
Mas em contrapartida não deve querer repetir o relacionamento que une hoje o
presidente Lula e o vice José Alencar, que permitiu a este assumir mais tempo de
presidência
que o governo inteiro de Itamar Franco.
Ambos – Maciel e Alencar – conheciam o terreno em que estavam pisando. Ambos com
cobertura total do chefe maior.
Michel Temer terá que ser um vice cauteloso, pois seu vôo será cego,e não terá a
cobertura da chefe maior a não ser nos limites de uma convivência obrigatória.
Quem irá tomar as iniciativas para aquecer a proximidade? Terá que ser Dilma,
mas o PT terá em eu governo uma predominância maior do que com Lula, e não
permitirá
concessões de espaço maiores ao vice.
Para o PT,o PMDB representa uma ameaça, pelo jogo escapista que fará no
Congresso,ora pregando peças em votações importantes, ora exigindo muito pela
fidelidade.
Ter o presidente desse partido cobiçoso e ambivalente dentro de casa como seu
vice, será para Dilma um preço salgado demais.
Onde a cobiça se cruza com a reflexão.
11/11/10
Depois
da escalada eleitoral que desaguou em fúria e até em ódio,
chega uma etapa de enfado e cansaço, em que de lado a lado
as baterias foram recolhidas para um momento de reflexão,
que irá até a posse dos novos governo e Congresso Nacional.
A pauta das revistas nacionais, geralmente
aquecidas em denúncias e reportagens que expõem as vísceras
dos tristes poderes, cedeu para uma tonalidade cinza,
neutra, em que se pode enxergar umas tréguas editorial.
Os movimentos sociais, tão ativos e os organismos
da sociedade civil, participantes a ponto de terem levado à
aprovação do projeto da ficha lima, ensarilharam suas armas
de batalha.
O Judiciário quedou-se, de marcha batida em
direção a um glorioso recesso de três meses, e se possível
com um salário de marajá aprovado pelo Congresso.
O próprio Congresso só tem pauta agora o
orçamento, e essa atividade dá sentido a todo um ano
parlamentar, expressando a cobiça às emendas que o relator,
senador Gim Argello (foto Google) terá que fazer constar da
peça a ser aprovada. Este é o ponto em que a cobiça se cruza
com a reflexão:
Poder, dinheiro, emendas, cargos. São os
combustíveis da política brasileira nesse patamar em que os
vencedores não têm certeza do futuro próximo, e não se tem
noticia de que os perdedores se entregaram a uma sincera
avaliação dos erros do passado recente.
É um momento rico em lições. Mas só para os que
estão presos à cobiça.
Governar não é pilhar. Governar é pautar.
Frase do dia:
“Eu acho que, usando uma expressão de que
os tucanos gostam muito, é um trololó [conversa inútil]. É
normal que os parlamentares se posicionem defendendo aumento
maior ou menor para o salário mínimo, mas daí a relacionar
isso com obras que vêm sendo tocadas é só discurso”.
(Do ministro Paulo Bernardo, sobre o salário
mínimo, à EBC, segundo o UOL)
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Com calma é que não se resolve.
10/11/10
Os
contedores estão se observando na arena, preparando seus
próximos lances de lince na transição.
Por vezes esquecem que a presidente eleita tem todos os
trunfos na mão, e sua mão é pesada.
Se antes de eleita era assim, com Lula por
perto.avalie-se o que será sem Lula,do alto de suas
tamancas,e com 55 milhões de votos nas costas.
Logo,logo,aparecerá um instituto de
pesquisas chapa-branca disposto a efetuar o primeiro
levantamento de sua popularidade, e lhe dirá:
"A Sra. vai indo muito bem. Vamos chegar rapidamente ao
mesmo patamar de Lula..."
Se ela acreditar,será uma tola. Mas certamente gostará
de ouvir.
Nesse momento,terá argumentos para colocar em prática a
lei de Agemenon Magalhães, o legendário governador de
Pernambuco, que elegeu para seu sucessor um intelectual que
não tinha um só voto no Estado, Barbosa Lima Sobrinho.
Aos que argumentavam sobre os riscos da empreitada, com a
anotação de que Barbosa Lima,eleito, seria um pau-mandado
das elites pernambucanas, Agamenon professou:
-" Ninguém governa governador."
Da mesma forma, a lei valerá para Dilma:
- "Ninguém preside presidente".
O primeiro poltico que entrar no seu gabinete de
audiências e pisar no felpudo tapete que Lula mandou
reformar,captando toda a aura que cerca o poder, e
observando a caneta pousada sobre a mesa da presidente,
pronta para assinar atos para nomeações ou para liberar
bilhões,entrará no transe que acomete os interlocutores do
Olimpo. Sairá do palácio imaginando que esteve com
uma deusa.
Lula deve cuidar-se, ao ser embebido por sua cultura que
não aceita o ostracismo. Um poder mais alto se
alevanta.Trata-se de História, não de palpite..Até o Sol se
inclina.
Frase do dia:
“Se for necessário fazer uma prova, faremos; se
forem necessárias duas, faremos. Mas o Enem vai continuar a
ser fortalecido. É isso".
(Do presidente Lula, em Moçambique,sobre o ENEM, segundo
om G1).
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Radicais prevalecem nas oposições.
09/11/10
Existem
atualmente dois blocos nítidos nas oposições no velho
Congresso, notadamente entre os reeleitos para o novo
Congresso, em termos de seu ânimo diante do governo Dilma.
Os que, na linha do senador eleito Aécio Neves,
pretendem mover-lhe uma oposição programática (a
“propositiva”,entenda-se, ações vigorosas por debaixo do
pano).E os que desejam oferecer um combate radical.Essa
dicotomia é mais visível na Câmara.
Por enquanto, ganham os radicais, maioria no DEM e
PSDB. Estão mobilizados num só sentimento que os une:
impedir que o PT tenha a presidência da Câmara.
A separação dos dois blocos também se estende à
tese da separação dos blocos contrários ou favorável à fusão
entre DEM e o PMDB.
Os que desaprovam coincidem com os radicais que
desejam partir com tudo para com a do PT e de seu aliado
PMDB.
Embora exista diálogo intenso entre lideres dos
dois partidos – a dizer, Michel Temer conversando
intensivamente com o prefeito Gilberto Kassab (foto Google),
com a concordância do ex-senador Orestes Quércia – a fusão
inviabiliza-se pela porta fechada ao diálogo entre os dois
partidos em três ou quatro estados politicamente
importantes.
O que atrai os dois, e o que terá força para
superar o nojo interno pela fusão, é o fato de que, juntos,
formarão um partido de bancada maior que do PT em número de
deputados.
Esse prêmio – esmagar o PT - vale o sacrifício dos
Andradas?
Frase do dia:
“A coisa mais importante que tem no
Congresso é o Orçamento, se não votarmos não é uma boa
coisa. (...) Farei tudo para que nós aprovemos dentro do
prazo, mas se for necessário uns dias a mais nós
estenderemos estes dias”,
(Do senador José Sarney, presidente do Senado,
sobre a votação do orçamento, segundo a UOL).
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Governador não manda mais em deputado.
08/11/10
Antes
mesmo da nova legislatura iniciar-se,foi estabelecido um
princípio ativo para quem deseja entender o mecanismo do
Congresso Nacional, a começar por sua casa mais dinâmica,a
Câmara dos Deputados.
De nada adiantarão os esforços do futuro governo
Dilma para executar as reformas como emanação da vontade do
poder central, com o suposto apoio dos novos governadores.
Essa foi a proposição pelo presidente Lula, a
mudar a opinião original de sua sucessora Dilma Rousseff, de
insistir na aprovação da nova CPMF através da pressa por uma
reforma tributária, escudada na pressão dos governadores.
Uma das lições extraídas da última eleição foi
justamente a de que governador não manda mais em deputado
federal, como antes.
O exemplo é o governador do Rio, Sergio Cabral,
junto aos deputados federais da bancada fluminense do PMDB.
Houve uma mudança cultural nas bases, por conta do
maior engajamento do candidato a governador com a campanha
dos dois senadores, além de seus compromissos em apoiar o
candidato a presidente.
Deputado foi relegado à ultima camada da evolução
política.
Uma conseqüência foi a inflação dos gastos de
campanha para de garantir uma cadeira na Câmara – o dobro da
ultima eleição.Os recursops para as camoanhas não vieram
mais dos cofres estaduais,porém do patrocinador privado.
Virá a cavalo a rebeldia dos novos deputados
federais contra a influência dos governadores.
Sofrerá muito mais o governo Dilma, qe se
julga assentado numa falsa base de mais de 300 deputados.
Frase do dia:
"O sistema financeiro, depois da
irresponsabilidade da crise de 2008, não pode seguir sem
controle".
(Do presidente Lula, hoje, na Conversa ao Pé do
Rádio, antes de embarcar para o exterior, segundo o UOL).
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Sempre uma sombra de Lula.
06/11/10
A
presidente eleita está sentindo diante das águas tépidas de
Itacaré quanto é complexo ser presidente sem ser.
Dima anunciou em alto e bom som nas entrevistas às TVs
logo após a vitória que seria contrária à criação de um
novo imposto, a CPMF, e, se houvesse necessidade,o
financiamento da saúde viria no bojo de um reforma
tributária.
Foi só ter sua primeira conversa profunda com presidente
Lula,porém, para esta opinião mudar. Hoje ela já admite
ouvir a opinião dos governadores cujo clamor é pela
recriação do imposto – que nunca foi utilizado para a saúde.
O prestativo senador José Sarney veio a bordo para
ajudar: o Congresso pode cuidar da recriação da CPMF por
suas próprias medidas, sem esperar de reforma tributária
coisa alguma.
Dilma está frita Será um terceiro governo Lula – e se cão
se cuidar, piorado, imprensada entre o lulismo de um lado, e
do peemedebismo do outro.
Nas primeiras emanações de sua vontade sobre a formação
do ministério ela foi novamente atropelada.
Sentia-se que ela desejava o economista Luciano Coutinho
no Ministério da Fazenda. Mas Lula impõe a permanência de
Mantega, e também de Henrique Meirelles no Banco Central.
Mantega, no máximo,ministro do Planejamento. Argumentou
Lula que não deveria haver ruptura de comando na aérea
econômica, a maior âncora de estabilidade do governo.
Ela queria Antonio Palocci na Casa Civil. Lula é contra,
considerando que o ex-ministro da Fazenda tem forte carisma
e poderia obscurecê-la.Sugeriu o ministro Paulo Bernardo.E
quer empurra o Ministério da Saúde para Palocci
De concessão em concessão Dilma não irá longe.Os partidos
da base perceberão sua fragilidade e redobrarão seu ânimo de
se apossar do governo.
O Congresso aumentará seu preço para aprovar as matérias
do governo.Faturas altas.Os projetos do pré-sal ficarão nas
alturas.O Congresso lhe imporá um torniquete, caso não pague
o preço da liberdade.
Frase do dia:
“Para 2014, DEM e PSDB devem construir os seus
projetos em conjunto, mas em vias paralelas. Juntos no
Congresso e nas eleições municipais de 2012, mas cada em
condições de chegar a 2014 com candidatos próprios”
(Do deputado Rodrigo Maia,presidente nacional do DEM,
segundo o UOL)
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Estilo Lula, mordaça em Dilma.
05/11/10
O
presidente Lula criou um estilo de governar compatível
somente com sua personalidade e com as circunstâncias com
que governou.
Transferir esse estilo para uma sucessora como
Dilma Rousseff, embora com toda a garantia de
fidelidade,será embarcar em ledo engano, pois o que é de
Lula só Lula resolve.
Dilma precisará de toda a liberdade e autonomia
possíveis para pôr em prática um governo que seja leal ao
lulismo, claro, mas que incorpore a visão de mundo e a
leitura da realidade brasileira que são somente dela.
Dará com os burros n´água se tentar copiar o
pacote de Lula na sua integridade.
Porém se não copiá-lo estará na difícil situação
de ser vista pelos lulistas como ingrata, infiel e traidora
ao adicionar tintas próprias à encomenda recebida.
Mas a autonomia é sempre a melhor opção para quem
obteve 53 milhões de votos. Em nenhuma urna se via a efígie
de Lula, todavia a de Dilma;
Entretanto, na última reunião
ministerial,Lularevelou tolerância e flexibilizou o que
antes era uma determinação a Dilma:disciplina total.
Informou aos ministros que todos deveriam
devolver-lhe nos cargos para deixar-lhe o caminho livre para
os arranjos ministeriais da presidente eleita.
Esse aviso paralisou o lobby de alguns ministros
que plantavam na mídia especulações de que irão permanecer.
Desse modo, Dilma até poderá manter um ou outro
ministro, mas não será por escolha de Lula, para quem está
sendo sofrida a retirada. Não está acostumado ao poder pela
metade.
Conceder-lhe o espaço necessário para realizar um
bom governo será o maior gesto de inteligência que Lula
poderá praticar agora.
Se continuar provocando as oposições,a crise se
sentará no colo da presidente ou presidenta.
Frase do dia:
Todos sabemos - e a própria presidenta
eleita parece pensar o mesmo - (a necessidade) de uma
reforma no sistema tributário nacional, que desonere a
produção e prestação de bens e serviços e que fortaleça o
pacto federativo. “O Brasil não precisa de mais impostos”
(Do deputado ACM Neto, sobre a retomada da CPMF,
segundo o Terra).
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Desastrosa intervenção de Lula prejudica Dilma.
04/11/10
A
seguir,novos apontamentos para a exegese da brusca
intervenção do presidente e Lula na condução da sua
sucessora Dilma Rousseff, que vinha e comportando com
naturalidade na administração do processo de transição.
Lula introduziu uma nota de retrocesso ao diálogo
que estava sendo aberto pela sucessora com as oposições,
evidenciado em suas declarações de mãos estendidas e nos
telefonemas trocados com os governadores eleitos Geraldo
Alckmin e Beto Richa.
Dilma voltou ao marco zero por obra e graça de
Lula, que reabilitou suas velhas teses de comportamento
rancoroso e vingativo das oposições na questão da derrubada
da CPMF.
O bidê não foi retirado da sala e continuará
exalando mau cheiro no governo Dilma por conta dos
ressentimentos e incapacidade de descompressão política por
parte do presidente Lula.
Nesse momento, as oposições estão atordoadas com
a derrota na eleição presidencial e a de alguns de seus
líderes nos estados, e seria a oportunidade para que o
governo jogasse uma bóia de entendimento para recolher os
náufragos.
Em vez disso o presidente lançou novas cargas de
rancor contra as oposições, restabelecendo o ambiente de
enfrentamento, que será altamente danoso à presidente
eleita em seu posicionamento frente ao Congresso.
Essa postura se refletirá na maior dependência de
Dilma do PMDB, que correra para blindá-la no Congresso, mas
exigindo uma fatura muito mais cara que a inicialmente
prevista.
Frase do dia:
"As coisas (na Casa Civil) não estão
andando como imaginamos que deveria andar".
(Do presidente Lula, na abertura da reunião
ministerial, criticando a Casa Civil – à frente da qual está
o ministro interino Carlos Eduardo Esteves – de lentidão na
coordenação dos projetos, segundo a UOL).
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Lula não desarma seu espírito.
03/11/10
A
entrevista concedida esta manhã pelo presidente Lula no
Palácio do Planalto, junto à sua sucessora Dilma Rousseff,
mostrou que ele não se despiu de seu rancor contra as
oposições, não desarmou o espírito para uma nova fase de
conciliação.
Lula
continua o mesmo, e em vez de ajudar Dilma a plasmar um
discurso conciliatório cria novos embaraços, pois provoca a
nova oposição pós-Serra a manter o fogo aceso.
Parece ate
que Lula quer manter enfrentamento direto para não permitir
que a presidente decole sozinha, e se mantenha sob sua
tutela.
A não ser
isto, Lula pode estar seguindo outro roteiro perverso:
apostar que Dilma não vá dar certo ara que retorne nos
braços do povo em 2014.
Seria
primarismo acreditar nisto, mas Lula não ajuda que se tenha
um razoável clareza de suas intenções ao voltar a invectivar
as oposições com tanta dureza, com fez hoje.
Com esse
comportamento está inclusive antepondo obstáculos à proposta
de Dilma de estender as mãos às oposições, uma mensagem
muito bem recebida por seus adversários como sinal de boa
vontade de um governo que começa;
Cogitávamos
que o Brasil tinha evoluído um pouco, mas pelo que vimos
hoje continua na mesma cloaca política, apesar de sua
grandeza econômica.
Frase do
dia:
"Peço que não
façam com Dilma o que fizeram comigo, a política da
vingança. Eles trabalharam para o país não dar certo."
(Do
presidente hoje, em entrevista coletiva no Palácio do
Planalto, a lado de Dilma Rousseff, segundo o).
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