Ciro Gomes

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Atualizado as 10h18

Publicado por O Povo e Folha.com

Ciro Gomes diz que não vai fazer campanha para ninguém

PAOLA VASCONCELOS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE FORTALEZA

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse ontem à noite em Fortaleza que não vai se engajar na campanha da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

"Eu tenho um projeto que é não fazer campanha para ninguém. Eu vou fazer campanha para o Cid e para a chapa dele", disse Ciro, durante a inauguração do comitê de campanha do seu irmão Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição ao governo do Ceará.

Questionado se iria se engajar na campanha nacional de Dilma Rousseff, Ciro disse apenas: "não, não". Ele afirmou que vai "tomar conta" da campanha do irmão e caminhar pelo Ceará, porque estava "com muita saudade, muita, muita mesmo". No seu discurso, quase todo voltado para falar do irmão e de seus adversários, Ciro citou Dilma Rousseff duas vezes, apenas de forma protocolar, no início e no fim.

Após transferir o seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo e ver a sua candidatura à Presidência naufragar, o deputado federal disse que se sentiu "feito de bobo". "Isso tudo que aconteceu comigo, nesses passos da vida nacional, me machucou profundamente. Eu passei um momento de grande tristeza pessoal. Cheguei a negar a minha própria vocação. Eu me senti feito de bobo, que é uma sensação terrível. Mas tudo isso já passou, não sou de cultivar mágoa nem de lamber ferida, estou inteiro, de volta."

Apesar disso, elogiou Dilma e disse que os dois "são grandes companheiros". "Todo mundo sabe que sou profundo amigo da Dilma. Se havia uma pessoa no PT que tinha dotes para ser candidata, entre todos os militantes petistas de alta qualidade, ela era a melhor."

Mesmo deixando claro que não se sente confortável e ainda demonstrando insatisfação com a mudança de domicílio eleitoral, Ciro Gomes disse que o nível de sua participação na campanha petista vai depender da incorporação de suas ideias no programa de governo de Dilma Rousseff.

"O processo não me agradou. Não tenho nenhuma vontade de participar do processo. Vou acompanhar o meu partido, vou votar, enfim, nem votar vou, porque infelizmente... Enfim, vou votar para presidente, claro, mas o nível de minha participação em campanha dependerá muito da incorporação das minhas preocupações com futuro do Brasil, que não são poucas nem pequenas", disse Gomes, que afirmou que não chegou a conversar sobre isso com a candidata.

"Eu sou um ninguém nesse momento. Nem candidato sou, a nada."

Em discurso, Ciro disse que o Brasil ainda é o mais desigual e injusto país, entre todos os países organizados do mundo, mas "está melhorando muito com o presidente Lula".

Mesmo sem ser candidato, Ciro tem sua foto no banner oficial de campanha de Cid Gomes, ao lado das imagens de Dilma e de Lula. Ciro disse que não tinha nem mesmo vontade de participar da campanha do PSB pelos Estados. "Tenho muito é que cuidar da nossa paróquia, que é o que me apaixona hoje."



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Atualizado às 13h13m

Publicada por O Globo

ILIMAR FRANCO

Ciro quer distância de Dilma

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) mandou recados para seu partido de que não vai se engajar na campanha de Dilma Roussef (PT) à Presidência da República. Ele retirou sua candidatura ao Planalto depois de ser atropelado pelo presidente Lula. Dirigentes do PSB não chegaram a ficar decepcionados. Preferem Ciro fora de cena a ele criando caso, atirando contra aliados e reclamando da falta de apoio do PSB.



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Atualizado às  06h25m

Publicada por O Povo, Fortaleza

Ciro Gomes: "vou tentar reverter essa história"

Em encontro do PSB ocorrido ontem em Guaramiranga, o governador Cid Gomes (PSB) disse que agora vai buscar os partidos aliados para conversar sobre eleição. E terá um forte aliado em campo para tentar reverter o rompimento do PSDB: o irmão, Ciro Gomes (PSB)

Giselle Dutra
giselledutra@opovo.com.br
12/06/2010 21:16

Após o PSDB romper com o Palácio Iracema e anunciar que irá lançar candidato ao Governo do Estado, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) garantiu ontem que irá intervir para trazer os tucanos de volta ao arco de alianças do irmão, o governador Cid Gomes (PSB). “Vou tentar reverter essa história”, disse Ciro. Depois do longo silêncio, Cid vai, finalmente, iniciar as conversas com partidos aliados ainda neste fim de semana.

 
Na última quinta-feira, o PSDB se reuniu e, liderado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB), declarou que vai lançar candidato próprio ao Governo. Os tucanos cansaram de esperar diante da falta de resposta de Cid a um pedido de audiência feito há cerca de um mês para tratar da eleição.
Atualmente, são cotados para disputar o Governo pelo PSDB os nomes do empresário Beto Studart e dos deputados Marcos Cals e Cirilo Pimenta.

 
O POVO apurou que, na visão do PSB ainda não está nada definido do lado tucano. Ao comentar a atitude do PSDB, Cid disse apenas que “não reage bem ao ser pressionado”.

 
Já Ciro, depois de ter sua candidatura a presidente da República rifada pelo PSB, afirmou que agora vai “pessoalmente” trabalhar na campanha do irmão. Inclusive, para acalmar os ânimos na relação com Tasso.
Hoje, a Executiva estadual do PSB vai se reunir para definir os primeiros passos das negociações.

 
Além do PSDB, o PT também já vem demonstrando impaciência quanto à demora do governador em tratar das alianças. Os petistas querem emplacar o nome do deputado federal José Pimentel (PT) para o Senado, mas vêm encontrando resistências entre alguns aliados.

 
Chapa “ampla”
Ciro falou durante encontro do PSB ontem à tarde, no município de Guaramiranga (a 102 km de Fortaleza).
Na ocasião, Cid e a cúpula do PSB cearense ouviram a opinião da militância sobre os rumos que o partido deve tomar em relação à composição da chapa para o Senado.

 
A maioria se manifestou favorável a uma chapa completa, com PT e PSDB. Isso incluiria ter Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB) lado a lado disputando as duas vagas de senador na coligação.
Algumas vozes, no entanto, levantaram-se contra, alegando que o PSDB não caberia no arco de alianças e que, ao invés de Tasso, Pimentel (PT) é quem deve estar ao lado de Eunício na chapa.
Estavam presentes representantes da Região Metropolitana de Fortaleza, do Maciço do Baturité, do Sertão Central e do Litoral Leste.



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Atualizado às 05h29m

Publicada pelo Blog do Josias

Lula atribui infortúnio de Ciro exclusivamente ao PSB

Todo mundo sabe Lula segurou o cabo da faca que ceifou as pretensões presidenciais de Ciro Gomes (PSB). Todo mundo, menos Lula. 

Em entrevista ao repórter Guálter George, o presidente atribuiu o sacrifício da candidatura de seu ex-ministro exclusivamente ao PSB. Não interveio?  

“Isso não existe. O PSB é um partido sério, formado por gente íntegra, comprometida com as mudanças e com o progresso econômico e social do nosso país...” 

“...É um partido independente – eu posso garantir que seus dirigentes não se subordinariam a qualquer tipo de imposição que pudesse ter havido...” 

“...Ciro Gomes é um brasileiro formidável, foi um ministro muito eficiente e leal e reúne todas as condições para pleitear a Presidência...” 

“...Ele é jovem e tem ainda um grande futuro pela frente. O que aconteceu foi que o PSB se reuniu e decidiu soberanamente que este ano o mais correto politicamente é apoiar a candidata que deve ser escolhida pelos partidos da base aliada”. 

Então, tá! Ficamos entendidos assim. Se o próprio Ciro passou zíper nos lábios, quem haveria de reclamar?

 



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Atualizado às 07h23m

Publicada pelo Painel, Folha de S.Paulo

RENATA LO PRETE

Feridas De volta a Brasília depois de um período de reclusão desde que foi alijado da disputa à Presidência, Ciro Gomes (PSB) será chamado para uma conversa com Dilma. A reaproximação é conduzida pelo governador Eduardo Campos (PSB-PE), autorizado a lhe ofertar um papel na campanha



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Atualizado às O4h39m

Publicada por O Povo

Ciro é aguardado dos EUA no sábado

Ele está de licença por motivos particulares

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) é aguardado no Brasil sábado próximo, depois de um período nos Estados Unidos. Ele está de licença por motivos particulares. Ciro foi rifado da disputa presidencial por seu partido mas, segundo seu irmão, o governador Cid Gomes (PSB),deve aderir à campanha da pré-candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Ainda há dúvidas se Ciro se engajará mesmo na coordenação da campanha de reeleição do irmão, Cid. Ele, no entanto, não esconde que torce pela reeleição do amigo, o senador Tasso Jereissati (PSDB), e que quer a senadora Patrícia Saboya (PDT) continuando em Brasília. A expectativa é de que ela dispute cadeira de deputada federal.

Em São Paulo, houve até especulação de que Ciro poderia tentar o Senado, assunto que só mesmo o parlamentar poderia dar mais detalhes.

 
Blog do Eliomar



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Atualizado às 15h53m

Publicada pelo Radar On Line

Ciro a caminho

Depois de um período nos Estados Unidos, Ciro Gomes volta ao Brasil dia 29. Mas Ciro não está distante da política, seu irmão Ivo Gomes, que é deputado estadual, foi aos Estados Unidos encontrá-lo e discutir as eleições.

Por Lauro Jardim

Licença família 

Assim como Ciro fez na Câmara, Ivo pediu uma licença à Assembleia Legislativa do Ceará. Mas enquanto a folga do irmão mais famoso é de 30 dias, a de Ivo, aprovada semana passada pelos deputados estaduais, é de 120 dias.



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Atualizado às 10h14m

Publicada por O Povo, Fortaleza,com  G1

Cid: Ciro vai seguir orientação do PSB e apoiar Dilma

Questionado se havia 'mágoas' pelo fato de o PSB ter decidido não lançar candidato próprio à Presidência,

Cid disse que o 'momento é de olhar para frente'. Partido anunciou apoio a Dilma nesta sexta, 21


O governador Cid Gomes (PSB) disse nesta sexta-feira, 21, que o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) vai apoiar a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.

“Ciro sempre falou que vai seguir a orientação do partido. A orientação do partido é de apoio à Dilma, é natural e conseqüência que ele apóie a candidatura da Dilma”, disse o governador, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No último dia 27 de abril, o PSB anunciou que não iria apresentar candidato próprio à disputa pelo Planalto. Ciro Gomes lutou até o último momento para se manter na corrida pela Presidência. Na época, o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, explicou que o partido, em decisão conjunta com os diretórios regionais, avaliou que não teria condições de sustentar a candidatura de maneira isolada.

Na tarde desta sexta-feira, 21, o Diretório Nacional do PSB oficializou o apoio à pré-candidatura de Dilma. “Todo o nosso partido no Brasil inteiro fará campanha para Dilma Rousseff”, disse Campos.

Cid não esteve presente ao anúncio do partido. Ele explicou a ausência dizendo que o voo que tomou para Brasília “atrasou por problemas no avião”. O governador afirmou ainda que Lula perguntou sobre o paradeiro de Ciro durante o encontro desta sexta, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória do governo.

“Disse que ele (Ciro) está nos Estados Unidos, tirou uns dias aí”, contou. Perguntado se havia “mágoas” pelo fato de o PSB ter optado por não lançar candidatura própria à Presidência, Cid disse que o “momento é de olhar para frente” e aceitar a decisão da sigla.

“Acho que não é mais hora de olhar para trás. O momento é de olhar para frente. As coisas são assim. Se você me pergunta se alguém tem alguma queixa, eu ouço pessoas se queixando, se queixando do Ciro não ser candidato, mas eu tenho que olhar para a frente, e tenho certeza de que essa será a postura do Ciro também. A decisão do partido foi de não ter candidato, a gente tem que aceitar e se submeter a ela”, afirmou.

 



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Atualizado às O3h19m

Publicada por Lauro Jardim,Radar On Line, Veja On Lne

Ciro ao Senado?

O lançamento de Paulo Skaf ao governo de São Paulo, hoje à tarde, foi tomado por rumores sobre a possibilidade de Ciro Gomes ser lançado ao Senado na chapa do industrial. Um dos presentes nos bastidores avalia que, hoje, a chance de isso acontecer gira em torno de 30%.

Publicada por Claudio Humberto:

Troco ao PT: Ciro pode disputar o Senado

Durante o lançamento da candidatura de Paulo Skaf (PSB) ao governo de São Paulo, a novidade chegou dos Estados Unidos: o deputado Ciro Gomes (PSB) admite concorrer ao Senado. A informação foi recebida como um “troco” ao PT e a Lula, que pressionaram a direção do PSB a sepultar sua candidatura a presidente. Confirmada a disposição de Ciro, o vereador Gabriel Chalita disputará vaga de deputado federal.

Marta perde

A eventual candidatura de Ciro Gomes ao Senado atinge projeto idêntico da ex-prefeita Marta Suplicy (SP), tirando dela votos preciosos.

Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line

Cid Gomes diz que o irmão, Ciro, ‘deve’ apoiar Dilma


Alan Marques/Folha

O governador do Ceará, Cid Gomes, passou por Brasília. Foi à reunião em que seu partido, o PSB, oficializou o apoio à presidenciável Dilma Rousseff. 

Antes de retornar a Fortaleza, Cid foi a Lula. Sem descer a detalhes, disse que foi conversar sobre canteiros de obras de seu Estado. 

Contou que o presidente lhe perguntou sobre o irmão, Ciro Gomes. De novo, não foi aos detalhes. 

Desde que foi empurrado para fora do tabuleiro presidencial, com uma mãozinha –ou mãozona— de Lula, Ciro submergiu. 

Segundo o irmão, encontra-se nos EUA. Antes de tomar chá de sumiço, Ciro atirou a esmo. 

Disse, por exemplo que, sem ter quem o aconselhe, Lula “viaja na maionese”. Afirmou que, embora seja boa pessoa, Dilma é inexperiente. 

Como se fosse pouco, andou dizendo que José Serra é “mais preparado” do que a candidata de Lula para o exercício da presidência. 

Quem ouviu ficou sem saber que figurino Ciro vai vestir na eleição de 2010. Pois bem, Cid disse que o irmão “deve” seguir a deliberação do PSB. 

Ou seja, “deve” apoiar a inexperiente Dilma. Otimista, Cid acha que Ciro não “deve” cultivar mágoas.  

“Não é mais hora de olhar para trás”, disse o irmão-governador. “As coisas são assim. Temos que olhar para a frente...” 

“...E tenho certeza que essa será a postura do Ciro também. A decisão do partido foi por não ter candidato e pronto. Temos que aceitar e nos submeter a ela”. 

Então, tá! Aguarde-se pela volta de Ciro.





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Publicada pela Folha de S.Paulo

PAINEL - RENATA LO PRETE

Um dia... Os disparos de Ciro Gomes (PSB) ao se retirar da disputa presidencial ajudaram seu amigo Tasso Jereissati (PSDB): a ala tucana antes resistente à ideia de não ter candidato próprio ao governo no Ceará está menos radical. Agora, prevalece a avaliação de que é possível Tasso ancorar a campanha de Serra como candidato ao Senado, em acordo com o governador Cid Gomes (PSB).

...depois do outro. Um integrante da campanha de Serra convencido da possibilidade de o eleitor de Ciro votar no tucano brinca: "Trata-se de uma regra da política: o ódio novo supera o antigo".

 



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Atualizado às 1Oh54m

Publicada por O Estado de S.Paulo

Saída de Ciro põe irmão em saia justa no Ceará 
  
Carmen Pompeu

Cid Gomes terá de escolher entre apoio do PT, que tirou deputado da corrida presidencial, e o de Tasso Jereissati

FORTALEZA

Após descarte pelo PSB nacional da pré-candidatura do deputado Ciro Gomes à Presidência, as alianças dominam o debate no Estado. Irmão de Ciro, o governador Cid Gomes, candidato à reeleição, está diante de uma "escolha de Sofia": fechar aliança com o PT, que forçou a saída de Ciro, ou com o velho aliado, mas adversário de Lula, o senador tucano Tasso Jereissati.

Tasso acredita que somente no final deste mês haverá uma definição. Na sua avaliação, o impacto causado pela saída de Ciro Gomes da corrida presidencial "foi muito grande" e deixou "um vazio" no Ceará. "A gente tinha de deixar a poeira baixar para conversar agora", diz.

O PSDB cearense não sabe se deve apoiar, mesmo que informalmente, a reeleição de Cid ou lançar candidato próprio ao governo. O certo é que com o amigo Ciro fora do jogo, ficará mais fácil para Tasso fazer o que não fez em 2002: entrar de corpo e alma na campanha para eleger Serra presidente.

Naquele ano, os tucanos cearenses ficaram divididos entre Ciro, cuja raiz política é a mesma de Tasso, e Serra. O próprio Tasso foi acusado de fazer corpo mole e lavar as mãos diante da candidatura Serra por ter sido ele próprio preterido pelos tucanos.

Desta vez, Tasso mostra-se disposto a batalhar pelo candidato a presidente de seu partido, assim como fez com Geraldo Alckmin nas eleições passadas. "O palanque do Serra no Ceará sou eu. Sou candidato a senador. Vou rodar o Estado inteiro, seja qual for a aliança que vou ter. Aonde eu for, vou pedindo e fazendo campanha para o Serra", garante Tasso.

Ex-mulher de Ciro, a senadora Patrícia Saboya (PDT) também demonstra o desejo de montar com Tasso um palanque independente, sem candidato a governador, repetindo a dobradinha que os elegeu em 2002. Ela acredita na formação desse palanque independente, que apoie a reeleição de Cid, mas não a petista Dilma Rousseff. Para isso, terá de esperar qual rumo o PDT tomará nacionalmente.

"Rasteira". O deputado estadual Ivo Gomes, caçula de Cid e Ciro, não esconde a mágoa deixada na família com a decisão do PSB. Para ele, Ciro "levou uma rasteira", mas não será vingativo nem apoiará Serra. "Ciro seguirá a orientação do PSB nacional."

Ex-chefe de gabinete do irmão governador, Ivo é o articulador político dos Gomes. Com relação às alianças que a família pretende fazer para reeleger Cid, ele diz que vai aguardar o anúncio oficial de apoio do PSB à pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

Ivo critica o que chama de monopólio da região sudeste - leia-se PT e PSDB de São Paulo - nas decisões políticas nacionais. E diz esperar que a pré-candidata do PV, Marina Silva, cumpra o papel de evitar que a campanha presidencial não seja "burra". Papel este, diz, que seria de Ciro.

Outro obstáculo à aliança de Cid com o PT, que o elegeu em 2006, são divergências com a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, presidente do PT cearense. O partido quer duas vagas ao Senado, além de indicar o vice. Os Gomes também não engoliram o fato de Luizianne ter levado Dilma a Fortaleza, nos dia 12 e 13, sem avisá-los. Apesar de tudo isso, há entre petistas quem ainda acredite que a saída de Ciro reunirá PSB e PT na disputa pelo governo estadual.
 
 
 



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Atualizado às 14h19m

Publicado por o Estado de S.Paulo

ARTIGO

O Ciro de sempre e o voto regional
 
ALBERTO CARLOS ALMEIDA
 

Falar sobre Ciro e pensar na trajetória política recente de Ciro nos motiva, em primeiro lugar, a exercitar o ditado popular que decreta que recordar é viver. Recordemos algumas frases ditas por Ciro na campanha eleitoral de 2002: "(Armínio Fraga foi treinado) no sistema financeiro e graduou-se no epicentro da especulação mundial"; "Eu estou me lixando para o mercado"; "Campanha do câncer do útero, uma grande e criminosa farsa"; "Suas armas (de Serra)[DE SERRA] são o assédio, a pressão, o aliciamento e uma usina de fofocas na imprensa"; "Não vou procurar um eleitor marcado a ferro no rosto como uma pessoa do PFL"; "Não dá para o PT malversar o sentimento de oposição do Brasil"; "Serra é um clone monstruoso de Fernando Henrique"; "Enfrentar (...) o fato de o País estar de joelhos diante da agiotagem internacional"; "O único compromisso que eu tenho é o de mandar o João Hermann (líder do PPS na Câmara) para o Vaticano como embaixador. Naturalmente para me livrar de presença dele". Há muito mais. O fato é que não teremos na eleição de 2010 uma nova chance de ver Ciro falar coisas deste tipo. 
Ciro não é mais candidato por obra e graça de seu partido. Logo após a decisão partidária, o ex-futuro candidato manifestou em várias declarações a sua insatisfação em relação a esse desfecho. Mesmo para Ciro, há males que vem para bem. No seu caso, a retirada forçada da candidatura o poupou de ser dizimado nas urnas pela popularidade de Lula.

A explicação para esse provável fenômeno é simples. A grande base eleitoral de Ciro, ex-governador do Ceará, é o Nordeste em primeiro lugar, seguido das regiões Norte e Centro-Oeste. Ainda que muitos analistas digam que Ciro tirava votos de Serra, essa análise não resiste à série dos dados de pesquisa. De outubro de 2009 a março de 2010, a subida de Dilma nas pesquisas é proporcional à queda de Ciro. Se Ciro perdeu votos, e ele perdeu muitos, isso aconteceu em benefício da candidatura de Dilma. Repito, os dados das pesquisas no tempo mais do que sustentam esta afirmação.

Adicionalmente, Ciro já foi no Nordeste, o epicentro de sua força eleitoral, duas vezes maior do que é hoje. Foi no Nordeste que Dilma mais cresceu, foi também no Nordeste que Ciro mais caiu. Imagine-se que a candidatura de Ciro tivesse permanecido e que, nos próximos meses, ela caísse novamente pela metade. Essa trajetória bastante provável foi evitada pela decisão do PSB.

Ganhou Ciro no futuro, ganhou no presente o PSB de Eduardo Campos que negociou de forma hábil, em Brasília, a retirada da pré-candidatura. Por exemplo, logo depois disso, o PMDB deixou de ter candidato próprio ao governo do Espírito Santo e passou a apoiar a candidatura do PSB local. É difícil não associar um fato a outro.

O fenômeno do voto em Ciro chama a atenção para o voto regional. Garotinho venceu no Rio quando foi candidato a presidente. Heloísa Helena ficou em segundo lugar em Alagoas. Brizola venceu no Rio e no Rio Grande do Sul. O próprio Ciro foi o vencedor no Ceará. Serra e Geraldo em São Paulo. Os eleitorados estaduais votam naqueles cujas carreiras políticas estão muito vinculadas a seu Estado. O argumento é simples: voto nele porque quando chegar a Brasília ele vai mandar muitos recursos para o nosso Estado.

O que ocorrerá com Minas em 2010? O seu ex-governador não é candidato a presidente. Vencerá em Minas quem melhor encarnar o Aécio governador. Aquele candidato que persuadir o eleitor - coisa que Aécio por razões óbvias faria sem esforço - que quando chegar a Brasília o Estado de Minas Gerais terá muitos recursos tenderá a ser o vencedor naquela unidade da federação. É o voto regional de sempre.

(*) É SOCIÓLOGO E AUTOR DO LIVRO "A CABEÇA DO BRASILEIRO" 
 
Atualizado às 12hOOm

Publicada pelo Correio Braziliense

BRASILIA, DF/LUIZ CARLOS AZEDO

Cerzido 

O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos (foto), encontrou-se na sexta-feira com o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). Decidiram tentar uma conversa com o presidente Lula para resolver o impasse do PT no Ceará. Ciro Gomes (PSB-CE), muito magoado, ainda não quer ouvir falar em acordo.



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Atualizado às 1Oh38m

Publicada pelo Radar On Line, Veja On Line

Cunha vai processar Ciro  

Eduardo Cunha avisou à cúpula do PMDB que vai processar Ciro Gomes por suas recentes declarações contra a cúpula do PMDB.

No início da semana, Ciro classificou a cúpula do PMDB de “um ajuntamento de assaltantes” e citou nominalmente o deputado Eduardo Cunha como um deles.

Cunha tentou convencer Michel Temer a fazer o mesmo. Temer foi qualificado como o “chefe da turma”. Apesar de irritado, Temer recusou a ideia, para evitar abrir um confronto direto contra Ciro.

Por Lauro Jardim

 



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Atualizado ás O5h27m

Publicada pela Veja On Line

“Saída de Ciro empobrece disputa”, diz Aécio

Dizendo ser uma visão pessoal, o ex-governador de Minas Aécio Neves (PSDB) afirmou nesta quarta-feira que a retirada da candidatura presidencial de Ciro Gomes pelo PSB “empobrece a disputa”. Segundo Aécio, Ciro é “probo, preparado e pensa o Brasil”. ” Tenho certeza de que nós construiremos no futuro alianças importantes para o Brasil” , declarou Aécio.

Aécio disse ter certeza de que os dois estarão juntos no futuro para construir um projeto “ousado e eficiente de Brasil” . O ex-governador disse que Ciro e Serra podem ter divergências, mas que são questões menores. Já Serra disse não ter nada contra Ciro.

(Fernando Mello, de Uberlândia)

Atualizado às O5hO3m

As charges

Publicada pelo JB, Rio

Ique.

Publicada por O Povo, Fortaleza

Clayton.



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Atualizado às O2h51m

Publicada pla Folha On Line

Ciro diz que decisão do PSB de não disputar Presidência é erro tático e que obedecerá

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) divulgou nota na noite desta terça-feira para criticar a decisão da Executiva Nacional do seu partido.

Reunida em Brasília, a cúpula do PSB oficializou a desistência de disputar a Presidência com uma chapa encabeçada por Ciro.

Numa nota intitulada "Ao rei tudo, menos a honra", Ciro chamou a decisão do PSB de "erro tático". "Acho um erro tático em relação ao melhor interesse do partido e uma deserção de nossos deveres para com o país", escreveu ele em nota publicada em seu site.

Apesar da crítica, Ciro promete obedecer a decisão do partido. "Não é hora mais, entretanto, de repetir os argumentos claros e já tão repetidos e até óbvios. É hora de aceitar a decisão da direção partidária. É hora de controlar a tristeza de ver assim interrompida uma vida pública de mais de 30 anos dedicada ao Brasil e aos brasileiros e concentrar-me no que importa: o futuro de nosso país!"

Na nota, ele diz que seu engajamento com o partido dependerá dos rumos do projeto que o PSB apresentará para o país. "Meu entusiasmo, e o nível de meu modesto engajamento, entretanto, compreendam-me, por favor, meus companheiros, irão depender do encaminhamento, pelo partido, de minhas preocupações com o Brasil, com nossa falta de um projeto estratégico de futuro, com a deterioração ética generalizada de nossa prática política, com a potencial e precoce esclerose de nossa democracia."

Leia a nota de Ciro Gomes sobre a decisão do PSB que retirou sua pré-candidatura
Ciro diz que decisão do PSB de não disputar Presidência é erro tático e que obedecerá
Leia íntegra da nota do PSB sobre a retirada da pré-candidatura de Ciro
Temer diz que é preciso entender "agruras emocionais" de Ciro
Carinho de Lula por Ciro não diminui com críticas, diz chefe de gabinete presidencial
Serra promete fortalecer Zona Franca de Manaus se for eleito
A caminhoneiros, Dilma diz ter certeza que não deixarão país voltar ao tempo da "roda presa"

PSB

Em uma reunião tensa, em que integrantes da legenda acusaram a direção do partido de ser subserviente ao PT, o PSB avaliou que se enfraqueceria nos Estados caso mantivesse a candidatura presidencial.

"Foi quase uma escolha de Sofia. Ou levar à degola vários candidatos ao governo e ao Senado ou ter a candidatura própria", afirmou Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB, par quem o apoio a Dilma é o caminho natural da legenda.

Na terça, o PSB se encontra com o PT para tratar da aliança, que deve ser formalizada em encontro nacional da legenda, em 17 de maio.

Em nota divulgada após a reunião, o PSB sinaliza que deve fechar apoio à pré-candidatura da petista Dilma Rousseff. "A Comissão Executiva Nacional avalia como correta e consequente a participação do PSB no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É dever das forças populares contribuir para a continuidade desse projeto, a partir do qual o Brasil retomou o caminho do desenvolvimento soberano, com maior repartição de renda e menor exclusão social", diz nota do partido.

"O PSB permanece firme e ativo no processo sucessório. Nele, queremos somar, unir e avançar, em favor da construção de uma Nação à altura das mais legítimas esperanças socialistas."

Na nota, o PSB também faz elogios a Ciro. "Administrador vitorioso em diversos níveis de governo, homem de ideias e de atos em favor do país, Ciro Gomes engrandeceu o debate republicano. Com ele, expusemos nossas propostas aos brasileiros."



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Atualizado às O4h38m

Publicado pela Folha de .Paulo

JANIO DE FREITAS

Meia-volta

A retirada formal da candidatura pretendida por Ciro Gomes é esperada para hoje, quando reunida a diretoria deste tantas vezes promissor, antes e depois de 64, e nunca realizado PSB, Partido Socialista Brasileiro. A maioria dos comentários a respeito da retirada de Ciro coincide, em linhas gerais, na conclusão de que assim se "cumpre o roteiro desejado" por Lula para esse seu ex-ministro e, como disse com ênfase mais de uma vez, amigo pessoal.
Ainda assim, os fatos até esse final não foram retilíneos. Em sua parte não exposta, houve entendimentos bastante afinados para um jogo em comum, mas de repente desandados. Por uma das partes. Ou seja, o roteiro fez um ângulo para uma guinada. Ou não seria um roteiro dos tempos atuais.

Atualizado às O4h2Om

Publicada por O Povo, Foertakeza

Em entrevista, Ciro critica PMDB, PT e diz que Serra é um 'perigo' para o País

Deputado classificou candidato tucano como 'personalidade autoritária' e 'tenebrosa'

Durante entrevista veiculada na madrugada desta segunda-feira, 26, no programa "É Notícia", da Rede TV, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) criticou o PMDB, o PT e também o pré-candidato do PSDB, José Serra. Na última quinta-feira, 22, a liderança do PSB disse que o futuro da pré-candidatura de Ciro será decidido nesta terça-feira, 27, durante executiva do partido. A tendência é que a chapa decida apoiar a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, ao invés de lançar candidatura própria com Ciro.

Na entrevista, o deputado reforçou que até a reunião de terça permanece pré-candidato. “Não há força humana que me faça desistir. Vou espernear até terça-feira, mas aceitarei. Eu respeito (a decisão do partido), não sou dono da verdade.” Caso o PSB confirme a desistência da candidatura, Ciro disse que vai se afastar para "escrever, trabalhar e ganhar algum dinheiro".

"Há três, quatro meses atrás eu era o herói do PT. Três quatro meses depois, como eu não sou mais conveniente, sendo a mesma pessoa, pensando rigorosamente a mesma coisa, eu hoje sou agredido, de forma rasteira, pouco elegante, pouco educada. Bobagem, tudo bem, eu estou acostumado com isso", declarou.

Perguntado sobre seu desempenho nas pesquisas, o deputado explicou que, para ele, os percentuais apresentados nas sondagens não podem definir se uma candidatura é viável. “O que afirma o partido é sua personalidade no debate internacional.”

Segundo Ciro, o passar do tempo permite um avanço entre o pensamento do eleitor e a informação que ele obtém sobre os concorrentes, dando a entender que isso permitiria mudanças nas intenções de voto. Para ele, é preciso considerar a possibilidade de fraude e manipulação nas pesquisas. O deputado alertou os eleitores: “não deixe a manipulação de gabinete, do dinheiro, de instituto de pesquisa tirar sua consciência”.

PMDB

Relembrando sua origem política no PDS, Ciro fez teceu a primeira crítica ao PMDB. “Tenho mais vergonha da convivência com o PMDB do que com o PDS”. E continuou: "O PMDB tem tantas virtudes e defeitos quanto outro partido. O problema é a hegemonia. Hoje quem manda no PMDB não tem o menor escrúpulo. Nem ético, nem republicano, nem compromisso público, nada. É um ajuntamento de assaltantes".

A assessoria do PMDB foi procurada pela reportagem, que aguarda retorno para eventual posicionamento do partido sobre os comentários de Ciro.
Para o deputado, a aliança entre PT e PMDB serve apenas para viabilizar a campanha, para “traficar minutos de televisão, para asfixiar o debate e não para governar”.

Questionado sobre a possibilidade de o presidente do PMDB ser indicado vice na chapa do PT, respondeu: "O Michel Temer é hoje o chefe dessa turma. Dessa turma de poucos escrúpulos".

Pré-candidatos

Perguntado sobre o que pensa do pré-candidato do PSDB, José Serra, Ciro voltou a classificá-lo de preparado mas autoritário, como fez em entrevista ao SBT na última semana.

"É um brasileiro bastante preparado, mas é uma personalidade autoritária, tenebrosa, que com o poder na mão me parece um grande perigo para o País." Sobre Dilma e Marina Silva, pré-candidata do Partido Verde, disse apenas que se tratam de "grandes brasileiras".

A reportagem também procurou a assessoria do pré-candidato tucano, que informou que vai retornar caso Serra decida comentar a afirmação do deputado do PSB.

Ciro evitou criticar Dilma. “Se há uma pessoa de valor no PT é a Dilma”, disse, reforçando que Lula acertou na escolha. “Por desgraça ela nunca disputou uma eleição.” Na entrevista ao SBT, Ciro havia dito que considera Serra mais preparado do que Dilma por ter mais experiência política.
 



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Atualizado às 11h31m

Publicado pelo Portal UOL

Na TV, Ciro Gomes chama PMDB de "ajuntamento de assaltantes"
da Reportagem Local

Em entrevista ao programa "É Notícia" (Rede TV!), o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) atacou o PMDB, chamando a legenda de "ajuntamento de assaltantes". Michel Temer, presidente do partido e o nome mais cotado para vice da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, foi considerado por ele "chefe dessa turma de pouco escrúpulo".

O deputado também não poupou críticas ao pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ao dizer que o tucano é bastante preparado, mas com personalidade autoritária e tenebrosa. "Com o poder na mão, [Serra] me parece um grande perigo para o país."

A entrevista (veja trecho abaixo), conduzida pelo repórter especial da Folha e colunista da Folha Online Kennedy Alencar, foi concedida após o PSB ter decidido que Ciro não será candidato a presidente. O partido marcou uma reunião para amanhã, a qual formalizará a decisão.

Atualizado às O5h15m

Publicadas pela Folha de S.Paulo

EDITORIAL

Depois de Ciro

A SAÍDA mais do que previsível do deputado Ciro Gomes da disputa presidencial, a ser formalmente confirmada amanhã pela direção do PSB, seu partido, deve acelerar a polarização já latente na campanha deste ano.
Cumpre-se o roteiro desejado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, muito embora a asfixia do aliado tenha custado ao Planalto severas críticas desferidas pelo preterido. Ao questionar a capacidade e a legitimidade de Dilma Rousseff para presidir o país, Ciro criou um mal-estar inédito no campo petista.
Ressalte-se o quanto foi errática, para não dizer oportunista, a conduta do pré-candidato Ciro Gomes, um político que se proclama programático. Depois de hesitar entre uma intempestiva postulação ao governo de São Paulo e a corrida presidencial, ele agora se volta contra o bloco governista que vinha adulando há meses, para não dizer anos.
PSDB e PT disputam, pela quinta vez consecutiva, a hegemonia política do país -se tomarmos como marco inicial a campanha de 1994, quando o Plano Real elegeu Fernando Henrique Cardoso.
A candidatura "verde" e alternativa de Marina Silva não parece reunir força suficiente para desmanchar a lógica do enfrentamento bipolar entre azuis (tucanos) e vermelhos (petistas). A senadora do PV tem desempenhado, porém, um papel salutar para o aprimoramento da democracia no país.
Sua presença na disputa impõe a discussão de novos temas, do meio ambiente à educação, qualifica o debate e oferece ao eleitorado uma opção além daquelas que o nosso semibipartidarismo é capaz de representar.
Da mesma forma, seria benéfica para o país a postulação presidencial de Ciro. Sem prejuízo da crítica a suas posições, um confronto mais plural se prestaria melhor à disputa democrática, sobretudo no primeiro turno.

ARTIGO

FERNANDO DE BARROS E SILVA

Ciro Gomes: modos de usar

SÃO PAULO - É compreensível que os petistas procurem desqualificar as palavras de Ciro Gomes invocando a sua incoerência. O político que pretende falar em nome da moralidade, que reveste suas posições com verniz ideológico, não passa de um oportunista. Espalhar essa versão parece ser a melhor maneira de exorcizar a frase: "Serra é mais preparado, mais legítimo e mais capaz do que Dilma Rousseff".
Muitos comentários a respeito da entrevista de Ciro seguiram essa mesma linha. Seria apenas mais uma do homem-bomba. Seus ataques seriam apenas fogos de artifício. Afinal, Ciro não merece crédito. Mas não é incrível que o carimbo na testa tenha surgido justamente quando ele resolveu abrir a boca contra a candidata de Lula?
Enquanto o alvo era Serra (e é improvável que deixe de ser), Ciro parecia cumprir um papel. Era destemido ou, no máximo, uma espécie de "menino maluquinho", a quem se tolerava apesar dos exageros.
Eis que ele -humilhado pelo lulismo a que serviu- pretende dizer o que de fato pensa sobre a amiga Dilma. Pronto. Tornou-se o homem-maionese, um cascateiro, o vulcãozinho que é preciso isolar. Dois pesos, duas medidas.
Ninguém deve tomar a palavra de Ciro pelo valor de face, inclusive porque ele é instável. Mas também não se deve agora transformar o que ele diz em moeda podre, sob o risco de deixar escapar o principal: a novidade não está no no clichê da "metralhadora giratória", mas no fato de que, contrariado, o aliado de peso lançou contra Dilma a principal crítica que lhe faz a oposição.
Que autoridade tem Ciro? Pelo menos a de quem conviveu com Lula e Dilma de perto, anos a fio, inclusive na crise do mensalão.
O impacto das suas palavras sobre a campanha talvez seja pífio, talvez não. Mas elas apanham Dilma num momento delicado. Há um mês, Serra era visto como um candidato hesitante e o PSDB parecia um ninho de cobras. De alguma maneira, as coisas se inverteram nas últimas semanas



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Atualizado às O8h55m

Publicadas pela Folha de S.Paulo

ELIANE CANTANHÊDE

O nosso Eyjafjallajoekull

BRASÍLIA - Lula deu aquele sorriso encantador de serpentes, e Ciro Gomes manteve a candidatura a presidente e trocou o domicílio eleitoral do Ceará, onde foi governador e prefeito da capital, para São Paulo, onde não é nada. O PSB blefou, estimulando seu sonho presidencial enquanto negociava suas boquinhas com Lula e o PT nos Estados. E o PT e o eleitor paulista não lhe deram legenda nem opção.
Mas o grande vilão do complô contra Ciro foi... Ciro. Política é a arte de somar, articular, manipular, e ele só divide, confronta, se isola.
Depois de anos inativo no Ministério da Integração e na Câmara, nosso vulcão Eyjafjallajoekull entrou em erupção. Era questão de tempo.
Sua coleção de lavas é espetacular. Não mais aquelas de 2002, contra mulheres, radialistas, repórteres, mas a atual. Ele passou anos xingando a suposta arrogância de São Paulo, mas transferiu o título para lá. Chamou Serra de "figura detestável", e agora diz que o tucano "é mais preparado, mais legítimo, mais capaz" do que Dilma. Foi fiel amiguinho de Lula todos esses anos, mas acha que o presidente "está navegando na maionese".
Sem disputar a Presidência nem o governo de São Paulo (o PT não deixou, e Mercadante vai hoje para o sacrifício), será que Ciro vai ter a pachorra de disputar a reeleição para a Câmara?!
Vejamos o que ele disse sobre seu mandato: "Nunca mais vou ser deputado na vida. Não tenho mais paciência de passar nove horas conversando fiado e não fazendo nada pela vida de ninguém". Se for para a reeleição, estará naturalmente se candidatando a não fazer nada.
O importante, porém, é avaliar o efeito Eyjafjallajoekull na eleição, como todos estão fazendo. O PSB fica mais livre para acordos estaduais. PT e o PSDB avaliam perdas e ganhos e como atrair os 10% de eleitores que estão soltos no ar. Quanto a Ciro? A erupção logo perde a graça e passa. Os voos de Serra e Dilma continuam normalíssimos.

Painel - RENATA LO PRETE

Xis da questão. Quem acompanhou de perto o tormento de Ciro Gomes até o completo naufrágio de sua candidatura presidencial explica: revolta o deputado do PSB a ideia de que ele esteve com Lula na hora mais difícil, enquanto o chamado PMDB da Câmara surfava na crise do mensalão, e que agora esse mesmo PMDB indicará o vice de Dilma e mandará ainda mais do que hoje no eventual governo da petista.

Sem rumo. Amigos acham que Ciro realmente não está bem, apresentando rápidas e frequentes oscilações de humor. Nesse quadro, dizem os mais próximos, ele tanto pode continuar atirando quanto atender a um "apelo emocionado" de Lula e se recolher.

De cima. A esta altura, os aliados de Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, não acreditam mais que a manutenção da candidatura ao Senado do petista José Pimentel, contrária aos interesses e

 



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Atualizado às 12h47m

Publicadas pela Folha de S.Paulo

FERNANDO RODRIGUES - Ciro apostou. E perdeu
 
 
BRASÍLIA - Haverá uma profusão de análises sobre o fim da pré-candidatura de Ciro Gomes a presidente da República. O cardápio era variado entre as avaliações já disponíveis ontem. Foi humilhado por Lula, destratado pelo PSB, o PT destrói quem aparece à sua frente ou Ciro pecou pela ingenuidade.
O tempo dirá qual dessas ou de outras avaliações são verdadeiras ou apropriadas. Do ponto de vista dos fatos, deu-se algo muito simples. Ciro fez uma aposta. Sua previsão não deu certo, e ele perdeu.
A estratégia cirista era conhecida. Ele próprio a relatou em detalhes mais de uma vez acomodado à frente de uma das mesas de tampo de mármore branco nas quais é servido o intragável café de coador da Câmara dos Deputados. Anotei ponto a ponto sua explicação na tarde de 7 de outubro passado:
"O lugar marcado para mim é ficar em terceiro lugar na eleição e ser protagonista no segundo turno. Mas há uma fresta para eu ser o segundo. E uma fresta minúscula para eu ser o primeiro. O Serra vai recuar no ano que vem. Aí entra o Aécio, mas lá atrás nas pesquisas. Eu fico em primeiro lugar".
Em resumo, a aposta era dividida em três etapas: 1) o tucano José Serra ficaria com receio de perder e não seria candidato a presidente; 2) a petista Dilma Rousseff continuaria empacada abaixo de 20%; 3) Aécio Neves assumiria a vaga do PSDB ao Planalto, mas em patamar bem baixo nas pesquisas.
O passo seguinte seria Ciro conquistar o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com medo de ser expelido do Planalto, o PT buscaria uma alternativa heterodoxa, dando apoio ao nome do PSB.
Enquanto pitonisa eleitoral, Ciro foi só um político. Suas previsões estavam todas erradas. Mas, como ele desejava ser presidente, talvez não tenha tido muita escolha. Precisava apostar e pensar alto. Apostou e perdeu. Simples assim.

fernando.rodrigues@grupofolha.com.br

VERA MAGALHÃES:

O candidato que virou maionese 
 
EDITORA DE BRASIL

Ciro Gomes pode protestar por alguns dias, se dizer traído, prever o caos sem sua postulação presidencial, mas o fato é que o enredo que conduziu à sua retirada do processo foi construído meses antes, diante de seus olhos e, de certo modo, com sua anuência quando concordou em transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo.
O fato é que Lula conseguiu exatamente o que queria desde sempre: fazer de Dilma Rousseff a única candidata presidencial de seu campo de apoio.
Há quem veja um paradoxo no esforço empreendido por Lula para tirar Ciro do páreo e o fato de que sua exclusão beneficie, num primeiro momento, o tucano José Serra, o candidato de oposição e alvo preferencial da ira do próprio deputado do PSB. Mas a contradição é apenas aparente, uma vez que a migração de votos de hoje não reflete o potencial de transferência de Lula para Dilma -que, como demonstram os cruzamentos do Datafolha, ainda não se concretizou.
Com Ciro efetivamente descartado como opção na "cédula", não é absurdo pensar que um eleitor que o identifique com as forças de apoio ao governo vá reavaliar o quadro em busca de um candidato apoiado por Lula e reconheça Dilma como essa pessoa.
O risco da estratégia é a já conhecida metralhadora giratória de Ciro, que, no mesmo dia em que disse à cúpula de seu partido que acataria a decisão sobre seu destino, já acusou Lula de "navegar na maionese". Se ficar apenas no terreno do "jus esperniandi", Ciro causará pouco ou nenhum dano. Mesmo porque uma hora vai perder espaço, suas críticas vão cansar.
Caso resolva revelar alguma coisa cabeluda que eventualmente tenha presenciado quando ministro, no primeiro mandato de Lula, poderá causar um estrago maior -ainda assim, estará isolado e falando só por si, graças à rasteira que levou do presidente, com franca colaboração de seu partido.
 
 

 



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Atualizada àS 1Oh47m

Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line

 No Nordeste, Serra imita a ‘caravana cidadã’ de Lula

O comando da campanha de José Serra prepara uma incursão do presidenciável tucano pela região Nordeste. 

Em fase de elaboração, o roteiro deve durar uma semana. Além das viagens de jatinho entre um Estado e outro, prevê o deslocamento por terra.  

De carro, Serra irá a municípios selecionados. Fará corpo-a-corpo em localidades onde a popularidade de Lula é superior à média. 

A idéia é que Serra faça contato direto com o eleitorado que compõe a base da clientela do Bolsa Família. 

O tucanato não admite, mas a incursão nordestina de Serra segue o modelo da velha “Caravana da Cidadania” de Lula. 

Entre uma derrota presidencial e outra, Lula também percorrera os fundões do Brasil de ônibus. 

Algo que, segundo diz, o presidente vai retomar depois que deixar o Planalto. 

Serra mira o Nordeste porque é ali que está assentado o maior cesto potencial de votos da rival Dilma Rousseff. 

As pesquisas indicam que o grosso desse eleitorado pobre tende a votar na candidada indicada por Lula. 

Um pedaço desse contingente, porém, com pouco ou nenhum acesso à informação, ainda nem sabe que Dilma é a candidata do presidente. 

Daí a aposta do tucanato no velho e bom contato direto do candidato com o eleitor. Uma oportunidade para que Serra reitere um dos motes de sua campanha: fazer mais e melhor.  

Apelidado por Dilma de “biruta de aeroporto”, Serra se esforça para apagar a idéia de que a oposição deseja desmontar o aparato social da gestão Lula. 

O mergulho nordestino é visto como estratégico. Serra vai soprar no ouvido do eleitor encantado com Lula a cantilena que vem desfiando em entrevistas

 Quanto ao Bolsa Família, diz o pseudooposicionista, “será mantido e ampliado”. Além da bolsa, diz Serra, serão providas oportunidades de emprego para os jovens.

Afora os rincões mais desassistidos, os organizadores da caravana de Serra incluem no roteiro visitas a projetos que resultaram na geração de empregos.

As urnas do Nordeste dirão se vai funcionar o esforço de Serra para provar-se mais continuísta do que a própria Dilma.

Atualizada às  Oh45m

Publicadas pelo Radar On Line

Serra apela a Jarbas

Na conversa que teve terça-feira com Jarbas Vasconcelos, José Serra pediu que o senador dispute o governo de Pernambuco. Jarbas saiu do encontro sem bater o martelo e manteve a decisão de só anunciar oficialmente sua decisão no dia 30. Até lá, ainda é provável que haja novo encontro com Serra.

Jarbas tem pouco a perder se for candidato ao governo, já que mantém o mandato de senador, mas um dos pleitos centrais é que sua chapa seja completa, com Marco Maciel e Sérgio Guerra disputando o Senado. O problema é que pouca gente acredita que os dois últimos consigam se reeleger. Ou seja, um teria de se sacrificar.

Por Lauro Jardim

Pontualidade de Serra

José Serra chegou 35 minutos atrasado à posse de Ricardo Lewandowsky na presidência do TSE, marcada para as 19h. A essa altura, Lula, Michel Temer e José Sarney já acompanhavam a cerimônia.



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Atualizado às 1Oh52m

Publicada pelo Portal UOL.

Ciro diz que Lula "navega na maionese" e ataca correligionários  

Ciro Gomes, deputado federal pelo PSB e até ontem (22) à noite possível candidato à Presidência, disparou ao ver o partido retirar apoio à sua candidatura: "Lula está navegando na maionese". Em entrevista ao portal iG, o pessebista fez referência ao "apoio desmedido" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a sua pré-candidata, a ex-ministra petista Dilma Rousseff.

"Ele está se sentindo o Todo-Poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente da República. Pior: ninguém chega para ele e diz 'Presidente, tenha calma'. No primeiro mandato eu cumpria esse papel de conselheiro, a Dilma, que é uma pessoa valorosa, fazia isso, o Márcio Thomaz Bastos fazia isso. Agora ninguém faz", disse.

Embora afirme que ele merece a alta aprovação de seu governo, Ciro diz que "Lula não é Deus". Sua mágoa é com a influência do presidente nas resoluções internas de seu partido. "Estou como a Tereza Batista cansada de guerra. Acompanho o partido. Não vou confrontar o Lula. Não vou confrontar a Dilma."

Para ele, a candidatura de Dilma pode sofrer revezes devido à atuação indevida de radicais no PT. "Sabe os aloprados do PT que tentaram comprar um dossiê contra os tucanos em 2006? Veremos algo assim de novo."

Ciro também criticou aquilo que ele classifica como subserviência ao PT por parte do governador de Pernambuco Eduardo e o vice-presidente da legenda, Roberto Amaral. "[Eles] não estão no nível que a História impõe a eles", disse.

Na entrevista, o deputado afirmou que pode deixar a política para viajar ou "virar intelectual" a partir da confirmação, no próximo dia 27, da retirada de sua candidatura.

Ciro ainda reforçou a ideia de que sua candidatura "trata-se de uma missão estratégica, que não será desempenhada por mais ninguém". Ele diz acreditar que sua presença entre os presidenciáveis ajudaria a colocar em pauta durante os debates questões a serem enfrentadas nos primeiros anos de mandato do novo presidente.

"Em 2011 ou 2012, o Brasil vai enfrentar uma crise fiscal, uma crise cambial. Como estamos numa fase economica e aparentemente boa, a discussão fica escondida. Mas precisa ser feita."

Segundo ele, Serra teria mais condições de enfrentar essa crise negociando uma coalizão com o PMDB.

Atualizado a Oh27m

Publicado pelo Portal UOL.

Ciro divulga nota para negar desistência na corrida presidencial

Do UOL Notícias em São Paulo

Em meio a articulações de seu próprio partido para unir a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em torno da candidatura de Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) divulgou nota nesta quinta-feira (22) para negar que tenha desistido da corrida ao Palácio do Planalto.

No texto, o candidato derrotado nas eleições presidenciais de 1998 e 2002 diz que foi “claro na disposição de ser candidato”, mas ao mesmo tempo “a decisão do partido terá a solidariedade” do parlamentar. A definição sobre o papel de Ciro na disputa deve sair no dia 27, quando se reúne a Executiva nacional do partido.

“Ciro afirma que continua candidato, que considera sua postulação importante para o PSB e para o País e que jamais desistirá de concorrer à Presidência. Se o seu Partido decidir por não apresentar candidatura própria que assuma o ônus da decisão, a qual ele aceitará e respeitará como filiado”, diz o texto divulgado por sua assessoria de imprensa.

Pouco depois, o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmou que Ciro ouviu dele que a ideia é “colocar todos os Estados nesse debate, para ter unidade partidária”. Recentemente surgiu a possibilidade de o pré-candidato abrir mão da disputa para coordenar disputas onde o PSB tem candidatos fortes, como Pernambuco e Ceará.

O vice-presidente do partido, Roberto Amaral, também relativizou a importância da presença do deputado na campanha presidencial. "Hoje o partido tem condições de ter candidato próprio e de não ter. A questão é que vamos avaliar todos os fatores e chegar a uma decisão consensual. Não tem nenhuma chance de adiarmos nada, a decisão sai na terça-feira", disse Amaral.

Caso deixe a disputa presidencial, Ciro, hoje empatado com a senadora Marina Silva (PV-AC) em terceiro lugar nas intenções de voto, realizaria a disposição do presidente Lula, que quer ver Dilma em uma eleição polarizada contra o tucano José Serra, líder nas sondagens até agora.
 



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Atialozado às 17h42m

Pulovado por O Povo, Fortaleza

Ciro não será candidato à Presidência

Ciro Gomes (PSB) foi informado da posição do partido na tarde desta quinta-feira, 22. Ele diz que não será candidato a nada.

Ciro Gomes (PSB) mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo, mas também não vai disputar o governo do estado. Ele diz que não será candidato a nada.

O deputado federal Ciro Gomes não será candidato à Presidência da República. A decisão dos dirigentes do PSB foi tomada após reuniões entre a noite de quarta-feira, 21, e esta quinta-feira, 22.

Ciro foi informado da posição do partido na tarde desta quinta. Após comunicar o deputado, a cúpula do PSB se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro Cultural Banco do Brasil, sede do governo. Do encontro com Lula participam o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, o governador do Ceará e irmão de Ciro, Cid Gomes e o governador do Piauí, Wilson Martins.

Além desses três, o senador do Espírito Santo Renato Casagrande e o ex-ministro e vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, participaram dos acordos que levaram o PSB a desistir de lançar Ciro como candidato à presidência.

Ciro Gomes vai se licenciar da Câmara dos Deputados por algumas semanas. O deputado vai viajar ao exterior – o destino ainda não foi informado – e deve voltar dentro de 20 dias a um mês para se incorporar à campanha eleitoral do PSB. Porém, Ciro não será candidato a nada, a princípio, apesar de ter sido cotado em São Paulo como nome à corrida pelo governo estadual.

As reuniões desde a noite da última quarta-feira serviram para o partido fazer um levantamento sobre as condições objetivas nos estados e as possibilidades de alianças para as disputas de governos como São Paulo, Bahia, Ceará, Sergipe, Pernambuco e Distrito Federal.
 
Redação O POVO Online com informações da Revista Época 

Atualizado às 17h15m

Publicado  pelo Estadao.com.br

A hora e a vez de Ciro Gomes ser defenestrado

De Marcelo de Moraes, no Estadao.com.br

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) se reuniu nesta quinta-feira, 22, em Brasília, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que também é presidente do PSB, e com o vice-presidente do partido, Roberto Amaral. Durante o encontro, eles apresentaram a Ciro mapas dos Estados mostrando que o partido não tem alianças, o que inviabiliza a candidatura do deputado.

Na próxima terça-feira, 27, haverá uma reunião da executiva do PSB para sacramentar a retirada da candidatura de Ciro. Interlocutores do Planalto afirmam que Ciro “não ajudou”, ou seja, não conseguiu tirar votos de José Serra (PSDB-SP). Além disso, não há hipótese, avaliam os mesmos interlocutores, de Ciro ser o vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT-RS).

Na tarde desta quinta-feira, 22, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem encontro marcado com três governadores do PSB, Eduardo Campos (Pernambuco), Wilson Martins (Piauí) e Cid Gomes (Ceará), irmão de Ciro Gomes. O tema da reunião são as obras da ferrovia Transnordestina, que estão dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas o tema político também deve ser tratado.

Atualizado às O5h25m

Publicado pelo Blog do Josias, Folha On Line

Clayton, O Povo,Fortaleza

Lula e PT receiam que, retirado da disputa, Ciro atire

Ciro Gomes tornou-se a principal preocupação de Lula e do comando petista da campanha de Dilma Rousseff.

 

O presidente e o petismo ruminam o receio de que, a exclusão de Ciro do tabuleiro presidencial, coisa dada como certa, produza barulho.

 

Dono de temperamento mercurial, Ciro digere seus rancores, por ora, em privado. Receia-se que, consumada a exclusão, ele se torne franco atirador.

 

Um detalhe tonificou o receio. Lula pediu a um auxiliar que tocasse o telefone para Ciro, para convidá-lo para uma conversa.

 

Até a noite passada, o ‘quase-ex-presidenciável’ não se dignara a responder aos telefonemas do Planalto.

 

Também o PSB tenta administrar o desembarque. O partido busca uma mágica: quer retirar Ciro do páreo sem grudar nele a pecha de derrotado.

 

Goverbador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos passou 48 horas em Brasília. O pretexto da viagem foi a festa de aniversário da Capital.

 

Abaixo da linha d’água, Campos reuniu-se com outros dirigentes da legenda. Acertou a realização de uma consulta aos diretórios estaduais.

 

O resultado será levado à reunião da Executiva, marcada para a próxima terça (27). É nesse dia que o PSB pretende amarrar o guizo em Ciro.

 

O passo seguinte seria a adesão ao megaconsórcio partidário que se formou em torno de Dilma Rousseff.

 

No QG de Dilma, cogita-se convidar Ciro para assumir missões executivas na cruzada da candidata de Lula –a coordenação da campanha no Nordeste, por exemplo.

 

Quem conhece Ciro descrê da possibilidade de que ele venha a aceitar uma tarefa que, longe de lhe servir de bâlsamo, acentuaria a humilhação.



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Atualizado às O5hO4m

Publicado pelo Radar On Line

PSB fora 

Em compasso de espera para a reunião do dia 27 que selará o futuro de Ciro Gomes, o PSB não enviou nenhum representante para o encontro pró-Dilma.

Por Lauro Jardim

Atualizado às O5hOOm

Publicado pelo Blog do Josias, Folha OnLine

No microblog, Ciro alonga sua agonia: ‘Sigo lutando’

Noutros tempos, Ciro Gomes tinha sempre um trovão no bolso. Contrariado, estrondeava.  

Hoje, sob questionamento de aliados e partidários, Ciro tem sempre à mão um texto para a internet.  

A web tornou-se o palco da agonia de Ciro. Na última mensagem que pendurou no microblog, agradeceu: 

"Muito obrigado pela força! Mais de três mil manifestações de apoio postadas no cirogomes.com. Sigo lutando!" 

O PSB reúne sua Executiva na próxima terça (27). Na pauta, um tema único: o que fazer com Ciro? A maioria quer dar-lhe as costas. 

Em seu penúltimo artigo, Ciro anotara que aceitaria a decisão, fosse qual fosse. O o que lhe resta. 

Ciro começou a perder a candidatura presidencial ao cair na macumba da transferência do título eleitoral para São Paulo. 

Para quem ambicionava o Planalto, errou o alvo. Ao deixar a impressão de que o Palácio dos Bandeirantes o contentaria, virou o alvo.



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Atualizado às 1)h32m

Publicada por O Estado de S.Paulo

PSB começa a negociar retirada de Ciro 

Desistênciia do deputado vira moeda de troca na negociação com o PT nos Estados
19 de abril de 2010 | 22h 11

Eugênia Lopes - O Estado de S.Paulo 

A cúpula do PSB começa hoje as negociações para a retirada da pré-candidatura do deputado Ciro Gomes da corrida presidencial. A pretexto de participar de comemoração pelos 50 anos de Brasília, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, deve desembarcar na capital para um conversa com Ciro.

Daqui a uma semana, dia 27, a Executiva Nacional do PSB pretende bater o martelo sobre a candidatura de Ciro à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. Na contabilidade do PSB, a renúncia de Ciro pode virar moeda de troca na negociação com o PT em alguns estados.

"Temos de atender o apelo do Ciro e resolver logo isso. Existem vários diretórios do partido nos Estados que estão parados à espera de uma solução", afirmou o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral. A candidatura de Ciro, que já dividia o partido, perdeu força nos últimos dias após nota do deputado pressionando o PSB a decidir seu futuro. A avaliação de parte da cúpula do partido é que a nota de Ciro foi "grosseira" e "deselegante".

Amaral negou, porém, que o partido esteja "negociando" com o PT a retirada da candidatura de Ciro Gomes, em troca do apoio de petistas em alguns Estados. "Não existe isso. Até porque o PT tem muito pouco a oferecer hoje ao PSB", disse.

Em Estados como a Paraíba e o Espírito Santo, o PT já avisou que não vai apoiar os socialistas. Na Paraíba, o PSB lançou na disputa o ex-prefeito Ricardo Coutinho, que deverá contar com o apoio do PSDB. O PT, por sua vez, decidiu ficar com o ex-governador Ronaldo Lessa, hoje no PDT. No Espírito Santo, o senador Renato Casagrande também perdeu as esperanças de ter o PT em seu palanque. Os petistas vão ficar com Ricardo Ferraço, do PMDB.

Em São Paulo, uma possível aliança PSB e PT é hoje inviável. Mas os socialistas almejam que o PT não breque o apoio de partidos, como o PP, à candidatura de Paulo Skaf (PSB) ao governo de São Paulo. O PT vai disputar o governo paulista com o senador Aloizio Mercadante.

Apoio do PT

Há situações, porém, em que o PSB espera reverter o quadro político local e conseguir que apoio do PT para seu candidato. Os socialistas ainda não perderam as esperanças de virem os petistas apoiar Camilo Capiberibe ao governo do Amapá e a reeleição do governador do Piauí, Wilson Martins. PT e PSB conseguiram chegar a um entendimento em Brasília, onde o ex-ministro petista Agnelo Queiróz será candidato a governador e o socialista Rodrigo Rollemberg disputará o Senado.

A avaliação de parte da cúpula do PSB é que a candidatura de Ciro perdeu densidade com a polarização da eleição presidencial entre a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra. Um dos sinais para dirigentes do partido de que Ciro teria refluído em sua candidatura à presidência foi o fato de Pedro Brito, ministro da Secretaria Especial dos Portos, não ter se desincompatibilizado, no início de abril, para disputar uma vaga na Câmara. Brito é ligado a Ciro Gomes – foi seu secretário executivo no Ministério da Integração Nacional, no primeiro mandato de Lula.

Com a provável saída de Ciro do páreo, o PSB fica livre para apoiar formalmente a candidatura do PT. A dúvida é se Ciro participará ativamente da campanha de Dilma. Correligionários apostam que ele deverá dedicar-se à reeleição de seu irmão Cid Gomes ao governo do Ceará e à eleição de sua ex-mulher Patrícia Saboya para a Câmara.

A queda nas pesquisas de intenção de voto em Ciro – pela primeira vez atrás da pré-candidata Marina Silva (PV- AC), não vai influenciar na decisão do partido. "Não é de assustar essa queda. É até natural", disse Amaral. Marina aparece com 10% na pesquisa Datafolha contra 9% de Ciro.
  



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Atualizado às O5h16

Publicada pela Folha de S.Paulo

PAiNEL - RENATA LO PRETE

Tirinho. Se a candidatura de Ciro Gomes vier a fracassar por falta de apoio do Palácio do Planalto, alguns de seus amigos mais próximos duvidam de que ele vá reagir com destempero e ataques ao PT e ao governo. No máximo, dizem eles, Ciro vai disparar uns poucos tirinhos.e



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Atualiozado às 12h4Om

Publicadas por O Estrado de S.Paulo

Ciro evita contato com PSB há 20 dias  
 
Eugênia Lopes / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
 
Partido deve negar-lhe a candidatura e o Planalto não sabe o que fazer com deputado

Magoado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na iminência de o PSB negar-lhe a candidatura à Presidência, Ciro Gomes decidiu mergulhar no isolamento. Há 20 dias, não fala com seus correligionários. O deputado se diz "injustiçado" pelo PSB, pelo PT e por Lula, que agiram para impedir alianças em torno de sua candidatura.

A gota d"água para a insatisfação de Ciro foi a visita da pré-candidata petista Dilma Rousseff ao Ceará, no início da semana passada. O Estado é o principal reduto eleitoral do socialista. Coube à ex-mulher de Ciro Gomes, a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), verbalizar a mágoa do deputado com o governo. "Não havia necessidade de a Dilma ir lá nesse momento. Foi um desrespeito ao Ciro por tudo que ele sacrificou pelo governo Lula."

Ciro sempre manifestou lealdade ao presidente Lula, lembra Patrícia. Transferiu seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, a pedido do presidente, com a finalidade de deixar uma porta aberta à possibilidade de disputar o governo paulista com o apoio do PT.

Cerco. Lideranças do PSB também acusam o governo de intervir junto aos partidos para minar as alianças em torno do nome de Ciro. O partido chegou a oferecer a vice-presidência ao PP do senador Francisco Dornelles (RJ). Também conversaram com o PTB do ex-deputado Roberto Jefferson, aliado de Ciro nas eleições de 2002. O PTB optou, no entanto, pelo apoio à candidatura do tucano José Serra.

"Não digo que teve uma interferência direta do presidente Lula. Mas o PT tem feito essa interferência não só no plano nacional como nos Estados. O PT está usando sua força para nos isolar", reclamou o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral. "De fato, a força do governo impediu que o PSB pudesse conseguir alianças", emendou o secretário-geral do partido, senador Renato Casagrande (ES).

Além da interferência nas possíveis alianças, Ciro Gomes também está decepcionado com a falta de qualquer gesto, pelo presidente Lula, de apreço político ou prestígio. Afinal, como o próprio Ciro gosta de lembrar, ele foi um dos mais fiéis aliados de Lula na época do escândalo do mensalão. Mas, até agora, não há sinal do Palácio do Planalto de entendimento com o deputado em troca de sua desistência da candidatura presidencial.

De concreto, hoje, no Planalto, a situação é esta: o presidente não sabe o que fazer com o caso Ciro. Lula ainda não chamou Ciro para conversar porque não sabe como agir. Além disso, o presidente, dizem seus assessores, achava que Ciro admitia sair do páreo quando combinou com ele a transferência do título para São Paulo - uma ideia que, no Planalto, é atribuída a lideranças do próprio PSB.

Tasso. Com a provável retirada de sua candidatura do páreo da corrida presidencial, o deputado Ciro Gomes deverá "hibernar" nas eleições deste ano, dedicando-se às disputas regionais do Ceará. Ele deverá trabalhar pela reeleição de seu irmão, Cid Gomes, ao governo do Estado. Vai apoiar seu amigo Tasso Jereissati (PSDB-CE), que quer mais oito anos de mandato no Senado. Também ajudará na campanha da ex-mulher para a Câmara dos Deputados.

Futuro. Casado com a atriz Patrícia Pillar, Ciro pretende passar parte do tempo no Rio, onde mora a mulher. A expectativa é que ele fique afastado das eleições presidenciais.

Segundo correligionários, ele não deverá se empenhar na campanha de Dilma Rousseff. Seus amigos mais próximos também não veem chances de ele vir a apoiar a candidatura de Marina Silva (PV) à Presidência da República. E os próprios tucanos reconhecem que é impossível Ciro apoiar Serra, tamanha é a divergência entre ambos.

Artigo. A última vez que Ciro deu as caras em Brasília foi no dia 29 de março, quando houve uma reunião da cúpula do partido. Desde então, seus correligionários não tiveram mais contato com ele.

Nos últimos 20 dias, Ciro só se manifestou pelo seu site, com um artigo que foi considerado "agressivo" e "injusto" pelos colegas. "Ele não me procurou. Eu bem que tentei falar com ele pelo celular, mas só deu fora de área", reclamou Roberto Amaral. "Ninguém sabe dele", resumiu Casagrande. No artigo, Ciro pressionou o partido a definir sua situação na corrida presidencial.  
 
Maioria dos diretórios defende candidatura  
 
Eugênia Lopes / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

De olho nas eleições locais, seções do PSB em pelo menos 14 Estados são favoráveis a ter Ciro Gomes como candidato próprio à Presidência

Expectativa de crescimento do partido. Este é o argumento-chave apresentado pelos defensores no PSB da candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Além disso, pelo menos 14 Diretórios Estaduais do partido são favoráveis à candidatura própria, de olho nas eleições locais.

É o caso do Amazonas e da Paraíba. Nesses dois Estados, as alianças regionais dificultam as condições para que os candidatos do PSB subam no palanque da pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff. Daí, a pressão para que Ciro se lance na corrida presidencial.

A cúpula do partido é, no entanto, majoritariamente contra a candidatura do deputado. A começar pelo presidente do PSB, Eduardo Campos, candidato à reeleição ao governo de Pernambuco e interessado em garantir o apoio do PT.

Contas. A avaliação é de que o PSB conquistará, pelo menos, 10% dos votos do eleitorado brasileiro se disputar a Presidência da República. "Para nós, 10% dos votos do eleitorado significa elegermos mais de 50 deputados federais", argumenta o presidente do PSB de São Paulo, deputado Marcio França, um dos principais entusiastas da candidatura presidencial de Ciro dentro do partido.

Em 2002, Marcio França foi o coordenador da campanha de Anthony Garotinho à Presidência da República. "Antes da candidatura de Garotinho, o PSB tinha 3,5% dos votos do eleitorado brasileiro. Saímos da eleição com 6% dos votos", conta França. É bem verdade que o ex-governador do Rio conseguiu encorpar seus votos com o apoio decisivo da igreja evangélica.

Manobra. Com uma candidatura praticamente solo, restrita a alianças com partidos nanicos, Garotinho também se valeu de uma brecha da legislação eleitoral na época e usou a seu bel prazer o tempo de televisão destinado aos candidatos do PSB nos Estados. "Fizemos uma jogada que hoje é proibida: lançamos candidatos ao governo em todos os Estados e o Garotinho aparecia ao lado deles nos programas", lembra França. Sem poder contar com esse recurso na eleição deste ano, o tempo de exposição de um candidato presidencial isolado na TV seria sensivelmente menor.

Estrutura. Já os críticos da candidatura Ciro alegam que deputado não conta com apoio financeiro nem estrutura de grupos organizados à sua volta. "Tivemos essa experiência de crescimento da bancada do PSB em 2002. Foi uma experiência muito boa, uma oportunidade para firmar a identidade do partido", observa o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral. "Mas temos de ter uma candidatura para disputar e para isso não basta a decisão burocrática de lançar um candidato."

Amaral foi um dos mais ferrenhos defensores da candidatura de Ciro à Presidência, mas mudou de lado diante da falta de estrutura e hoje é contra a entrada do PSB na corrida presidencial. Ele resume assim sua posição: "Time que não joga não tem torcida. Mas time que perde de goleada também fica sem torcida."
 
Atualizado às O5h49m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Fatura. O PSB se reunirá na terça para tratar da agônica candidatura presidencial de Ciro Gomes. Em pauta também estará a reabertura do diálogo com o PT. Inicialmente, a reivindicação é apoio aos candidatos do partido ao governo no Distrito Federal, Espírito Santo, Amapá e Piauí. A chance de a sigla conseguir o pacote completo é quase nula, mas trata-se de negociar.

Que fase! O Tribunal Superior Eleitoral ameaça arquivar, por fragilidades técnicas, a consulta do PSB que poderia garantir mais tempo de televisão a Ciro. O relator é o ministro Aldir Passarinho.

PubIIcada pela Folha de S.Paulo e O Globo:

ELIO GASPARI

CIRO SABE

Em seu desabafo contra o PSB, cujo comando negaceia o apoio a sua candidatura a presidente, Ciro Gomes disse o seguinte: "O que é o PSB? Um ajuntamento como tantos outros ou a expressão de um pensar audacioso e idealista sobre o Brasil?" O Partido Socialista Brasileiro é aquele que tem como filiado e candidato ao governo de São Paulo (com o apoio de Ciro) o empresário Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

 



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Atualizado às 11h43m

Publicada por O Estado de S.Paulo: 

DORA KRAMER

O ônus da aposta 
 
Se de algum erro de cálculo talvez se arrependa o deputado Ciro Gomes atualmente é o de ter atrelado seu projeto de vida política ao presidente Luiz Inácio da Silva sem considerar a hipótese da inexistência de reciprocidade.

Pois bem. Hoje Ciro equilibra-se entre uma ala de seu partido que teme se descolar da proteção do guarda-chuva da aliança com a candidatura governista de Dilma Rousseff e outra que compartilha com ele o entendimento de que caminhar com as próprias pernas a bordo de 10%, 12% do eleitorado nacional é melhor que entrar numa coalizão em posição subalterna.

Nesse último grupo há também a visão de que a fragilidade da candidata não faz do naufrágio uma impossibilidade e, portanto, urge a necessidade de o PSB dispor de um plano B.

Por mais que argumente, Ciro ainda não conseguiu vencer os mais resistentes embora tenha sido convincente o bastante para resistir à pressão do grupo de petistas que se enerva com suas críticas ao PT e com uma atitude amena em relação ao candidato do PSDB, seu inimigo histórico.

Ciro pondera, mas não convence os interlocutores, de que com isso na realidade contribui para conter o crescimento de José Serra nas pesquisas, pois o eleitorado dele tende a apoiar o tucano caso saia da disputa.

De Lula diretamente até agora não recebeu pedido algum para retirar a candidatura. Tampouco ouviu palavra de incentivo. Com o presidente do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, sim, discutiu mais de uma vez o assunto.

Campos ora tende a avaliar que seria melhor a retirada, ora admite que existem vantagens partidárias na manutenção da candidatura. Mas em hipótese alguma pretende pôr em risco sua reeleição entrando em atrito com o presidente, cuja popularidade em Pernambuco é estratosférica.

Há duas semanas Ciro Gomes fez um acordo com a cúpula do PSB, cujo prazo venceu na quinta-feira, quando voltou a se manifestar em artigo, cobrando duramente uma manifestação do partido.

Pelo combinado, passaria 15 dias em silêncio para testar o efeito que isso teria em relação à relevância do PSB junto ao PT. A ideia seria "provar" a tese de que a posição de aliado pacífico, sem voz, tenderia a desvalorizar o PSB. E, nesse aspecto, Ciro comprovou que não estava errado.

Sumiu do noticiário. De uma hora para outra não era mais incluído no rol de candidatos em artigos e reportagens sobre eleições e a montagem das estruturas de campanha.

No artigo de anteontem, Ciro indica falta de condições de diálogo com o partido, tal o tom da cobrança: "O que é o PSB, um ajuntamento como tantos outros ou a expressão de um pensar audacioso e idealista sobre o Brasil?"

O silêncio do presidente do partido, Eduardo Campos, parece responder por si.

E Ciro Gomes, que no artigo reafirma a candidatura a presidente, salvo ilusão de ótica, parece candidato de si mesmo.

Delonga. A publicação do acórdão do STF da sentença de extradição do italiano Cesare Battisti não significa que Luiz Inácio da Silva será o presidente da República a dar a palavra final sobre a questão.

O presidente tem 40 dias para se pronunciar após a publicação do acórdão. Mas, antes disso as partes têm 5 dias para apresentar embargos pedindo esclarecimentos.

Como o tribunal não tem prazo para se manifestar sobre os embargos, não se sabe a partir de quando começam a contar os 40 dias e, portanto, se a data fatal alcançará Lula ainda no cargo.

Modelagem. O ministro Gilmar Mendes deixará a presidência do Supremo Tribunal Federal sem votar, como era seu desejo, o pedido de intervenção federal em Brasília, feito pela Procuradoria-Geral da República.

É que faltou explicar como seria o modelo da intervenção na Câmara Distrital. Seriam substituídos todos os deputados, só a Mesa diretora, quem assumiria no lugar? O STF pediu esclarecimentos à procuradoria e, como Gilmar Mendes deixa a presidência na próxima sexta-feira, não haverá tempo para votar antes disso.
 
Atualizado às 11h25m

Publicada pela Folha On Line  

Datafolha aumenta preocupação de Lula com Ciro

KENNEDY ALENCAR
Colunista

A pesquisa Datafolha divulgada hoje, 17 de abril, aumentou a preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o isolamento de Ciro Gomes (PSB) na disputa pelo Palácio do Planalto. É uma preocupação mais política do que eleitoral.

Vamos explicar.

O Datafolha trouxe Ciro numericamente atrás da pré-candidata do PV, a senadora Marina Silva (AC). Ela marcou 10%. Ele, 9%. É uma situação de empate técnico, mas é a primeira vez que acontece. Há mais do que o impacto psicológico.

De meados de dezembro para cá, Ciro desceu dos 13 pontos percentuais para 9 pontos. Marina foi de 8% para 10%. A trajetória do deputado federal do PSB, portanto, é de queda paulatina.

Isso deve alimentar a hesitação do PSB em manter Ciro na disputa presidencial. O partido dá sinais de que prefere se aliar à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. Mais: Lula continua achando que, para Dilma, é melhor que Ciro não concorra.

Hoje, no Datafolha, a saída de Ciro levaria o pré-candidato do PSDB, José Serra, a aumentar sua diferença sobre Dilma. Mas o presidente da República acha que é uma distância que pode ser tirada ao longo da disputa. Logo, ele não teme o impacto eleitoral da saída de Ciro. Pelo contrário.

Lula teme o impacto político. Ciro é um aliado fiel do governo petista. Ajudou a segurar as pontas no escândalo do mensalão. Participava do gabinete de crise, seleto grupo de ministros para administrar a crise. Fez, viu e ouviu muito. Um Ciro magoado é tudo o que Lula não deseja neste momento.

Lula faz agora uma avaliação política dos prós e contras de tirar Ciro do jogo.

Origem da confiança

No cenário principal da pesquisa Datafolha, Serra marcou 38%. Dilma obteve 28%. A pré-candidata do PV, Marina Silva, 10%. E Ciro, 9%.

Na simulação sem Ciro, Serra agrega quatro pontos. Atinge 42%. Dilma vai a 30%. E Marina fica com 12%. Ou seja, uma análise fria recomendaria ao governo e ao PT estimular Ciro a permanecer na disputa, a fim de evitar uma eventual vitória de Serra no primeiro turno.

Mas Lula tem confiança na virada do jogo. Pesquisas qualitativas que chegaram ao conhecimento do presidente mostram que muitos eleitores ainda não sabem que Dilma é a candidata de Lula. Informados da ligação entre os dois, a maioria dos entrevistados nesses pequenos grupos de discussão opta pela petista.

Resumindo: simulando o cenário de setembro, quando todas as campanhas terão feito exaustivo uso do horário eleitoral gratuito na TV e no rádio, essas pesquisas qualitativas mostrariam que Dilma seria beneficiária de uma segunda onda de transferência de votos de Lula.

O que poderia atrapalhar isso? Um grande erro de campanha, como transformar um aliado fiel em inimigo feroz com extremo potencial de dano.

Atualizado às 1Oh48m

Publicado pela Folha de S.Paulo:

PAINEL - RENATA LO PRETE

A agonia de Ciro

Ciro Gomes (PSB) aparece pela primeira vez numericamente atrás de Marina Silva (PV) no exato momento em que seu partido busca um discurso que lhe sirva como porta de saída. Os 9% registrados no Datafolha indicam desidratação terminal do deputado, que hoje teria algo próximo a 12 milhões de votos, bem menos do que os "15 milhões de brasileiros" que ele invocou em inflamado artigo anteontem. Na virada do ano, sua fatia era de 17 a 20 milhões.
O paradoxo é que, ainda de acordo com o Datafolha, a vantagem de José Serra (PSDB) sobre Dilma Rousseff (PT) sobe para 12 pontos quando ele é retirado da cédula. Mas, a esta altura, esse dado não parece suficiente para lhe garantir a sobrevivência.

Espelho. De um dirigente do PSB sobre o inflamado artigo de Ciro cobrando apoio do partido: "Ele é o Marcelo Dourado da política", numa referência ao briguento vencedor do último "BBB".

Atualizado às 1Oh37m

Tucano é maior beneficiado por uma eventual saída do pré-candidato do PSB da disputa.

FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A corrida presidencial teve pouca oscilação apesar do lançamento oficial da pré-candidatura de José Serra em grande festa do PSDB no último dia 10. Segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16, José Serra (PSDB) registrou 38% das intenções de voto contra 28% de Dilma Rousseff (PT).
No final de março, Serra tinha 36% e Dilma marcava 27% no Datafolha. A vantagem do tucano era de nove pontos. Agora, é de dez pontos. Do ponto de vista estatístico, o quadro não sofreu alteração -a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Nesse mesmo cenário, Marina Silva (PV) teve 10% das intenções de voto. É seguida por Ciro Gomes (PSB), com 9%. Em março, Marina tinha 8%. Ciro estava com 11%. Essas oscilações estão também dentro da margem de erro.
Segundo o Datafolha, 7% dos entrevistados respondem que votarão em branco, nulo ou em nenhum. Outros 8% dizem ainda estar indecisos.
Quando Ciro Gomes é retirado do quadro de candidatos -há ainda dúvidas se o PSB vai lançá-lo oficialmente-, a diferença entre Serra e Dilma alarga-se um pouco. O tucano fica com 42% contra 30% da petista -uma distância de 12 pontos.
Ou seja, Serra "herda" quatro pontos de Ciro. Já Dilma fica com dois pontos a mais sem o candidato do PSB no páreo. Marina Silva vai a 12% (ganho de dois pontos). Nesse cenário, há 8% de indecisos e também 8% dizendo votar em branco, nulo ou em nenhum.
O Datafolha realizou esta pesquisa agora porque também havia feito um levantamento em 24 e 25 de fevereiro, cinco dias após o lançamento oficial da candidatura da petista Dilma Rousseff. Agora, a coleta dos dados se dá também cinco dias após a festa do PSDB para José Serra se lançar na disputa.

Tendências
Embora os números do levantamento do Datafolha sejam semelhantes aos do final de março, é possível identificar tendências ao observar as curvas a partir de dezembro.
Nota-se que Serra voltou a estacionar no seu patamar do final de 2009, quando registrava 37%. Dilma também mostra uma taxa consistente em 2010, sempre de 27% ou de 28%.
Outra curva que aparece clara é a da queda gradual de Ciro. Ele tinha 13% em dezembro. Oscilou para 12% em fevereiro. Foi a 11% em março. E, agora, num período de três semanas, bateu em 9%.
Pela primeira vez, Ciro Gomes fica numericamente atrás de Marina Silva, embora do ponto de vista estatístico ambos estejam empatados.

Segundo turno
Numa simulação de segundo turno, Serra tem 50% e Dilma fica com 40%. No final de março, os percentuais eram 48% e 39%. A variação se deu, portanto, dentro da margem de erro.
O Datafolha testou também um eventual segundo turno entre Dilma e Ciro. A petista marcou 47% contra 36% do deputado do PSB.

Espontânea e nanicos
Ao questionar os eleitores sem mostrar os nomes dos candidatos, o Datafolha registrou agora um empate: Dilma tem 13% e Serra aparece com 12%. No mês passado, a petista tinha 12% e o tucano estava com 8%. Os dois concorrentes apresentam curvas ascendentes.
Pela segunda vez o Datafolha testou os candidatos de partidos pequenos. Apenas no cenário em que não aparece Ciro, dois nanicos pontuam 1% cada: Mário de Oliveira (PT do B) e Zé Maria (PSTU). Nessa hipótese, Serra tem 40%, Dilma fica com 29% e Marina registra 11%.



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Atualizado às O4h12m

Publicado pelo Painel, da Folha de S.Paulo

RENATA LO PRETE

Última instância

Aliados que acompanham o impasse sobre a candidatura (ou não) de Ciro Gomes (PSB) à Presidência avaliam que, ao atacar duramente o partido em artigo publicado ontem em seu site, o verdadeiro destinatário do recado seria o presidente Lula. Ou seja, ao exigir do PSB uma definição sobre seu futuro, Ciro estaria cobrando de Lula o alegado compromisso de não inviabilizar sua permanência na disputa. Segundo leitores de sinais, não à toa ele se queixou da "briga provinciana dos políticos de São Paulo", Estado para o qual transferiu seu domicílio eleitoral a pedido do presidente. "Ele só aceita ser derrotado pelo partido inteiro. Ou pelo Lula", diz um aliado no Congresso.

Corda. No PSB, além da dificuldade em encontrar uma saída, há o temor de que Ciro não aceite a eventual orientação do presidente da sigla, Eduardo Campos (PE), para desistir e recorra ao Diretório Nacional do partido. Feito isso, o problema seria empurrado para a convenção de junho, o qu

Atualizado às O3h57m

Publicado pelo Blog do Josis, Fiolha On Line

Refugado pelo partido, Ciro resiste: ‘Eu não desisto!’

Ciro Gomes tornou-se um presidenciável sui generis. Na bica de ser lançado ao mar, passou a “dialogar” com seu próprio partido, o PSB, por meio de artigos. 

Candidato de si mesmo, Ciro levou à página que mantém na web um novo texto. Está apinhado de interrogações.  

A começar do título: “A história acabou?” Abre com um lamento:  

“Jamais imaginei, apos trinta anos de vida Pública, viver uma situação política como a em que me encontro...” 

“...A pouco mais de 60 dias do prazo final para as convenções partidárias que formalizam as candidaturas às eleições gerais de 2010, não consigo entender o que quer de mim o meu partido”. 

Ciro apresenta as armas: “A se dar crédito às pesquisas eleitorais, eu estaria falando por algo ao redor de 15 milhões de brasileiros”. 

Recorda que conserva o patrimônio eleitoral “apesar de não dispor de nenhuma máquina”.  

Sem citar os nomes de Dilma Rousseff e José Serra, diz que seus rivais escoram as respectivas candidaturas em “portentosas estruturas”. 

“O governo federal”, no caso de Dilma. “O governo de São Paulo”, no caso de Serra. De resto, Ciro lembra que não é “o mais querido da nossa grande mídia ou de nosso baronato”. 

Acrescenta: “[...] É óbvio que o partido só tem a ganhar apresentando uma candidatura...” 

“...Os partidos que disputaram, cresceram. Os que não disputaram definharam. Merecidamente, diga-se de passagem”. 

Ciro anota: “É fato notório o mal que faz ao Brasil esta polarização amesquinhada, porém mutuamente conveniente, entre o PT e o PSDB”. 

Atribui o fenômeno à "briga provinciana dos políticos de São Paulo”. Sustenta que, nesse Estado, tucanos e petistas “são iguais, especialmente nos defeitos”. 

Para Ciro, os rumos do processo eleitoral estão, hoje, submetidos a meia dúvida de pessoas. Ele escreve: 

“Sobre seis pessoas fechadas e isoladas em gabinetes de Brasília ou de São Paulo pode-se hoje definir as opções todas serem ‘escolhidas’ pelo povo nas eleições...” 

“...Isto não é, infelizmente uma hipótese. É o que está acontecendo no Brasil aqui e agora. Omitir-se sobre isto é criminoso!” 

Ciro não disse, mas encontra-se acomodado na mesa dos “seis” o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente do seu PSB. 

O deputado realça uma obviedade que sua legenda se esquiva de enxergar: numa eleição de dois rounds, “as alianças se impõem e são naturais no segundo turno”.

E passa a empilhar interrogações: “A quem interessa tirar do povo as opções que no passado recente permitiram a um sindicalista chegar à presidência?” 

Interessa a muita gente. A julgar pelo entendimento da maioria da cúpula do PSB, interessa sobretudo ao "sindicalista" e, por consequência, também ao partido de Ciro. 

“A história acabou?” Acabar não acabou. Mas Lula, peseudoamigo de Ciro, faz o que pode para encurtá-la. 

“Não há mais o que criticar ou discutir?” Sem dúvida há. Mas, excetuando-se o autor da pergunta, não parece existir, no mundo da política, muita gente disposta a esticar a conversa. 

“Oito [anos] de Lula, quatro de Dilma, mais oito de Lula é o melhor que podemos construir pro futuro de nosso Pais?” 

Nessa questão, Ciro embute uma premissa negada por Lula: a hipótese de que o atual presidente insiste em Dilma apenas para poder voltar em 2014. 

“E estas transas tenebrosas de PT com PMDB é o melhor que nossa política pode oferecer como exemplo de prática aos nossos jovens?” 

A realidade prova que melhor não é. Mas o PSB de Ciro cogita gostosamente aderir às “transas tenebrosas”. 

“O que é o PSB? Um ajuntamento como tantos outros, ou a expressão de um pensar audacioso e idealista sobre o Brasil? Vai se decidir isto agora”. 

Aqui, Ciro soa demasiado otimista. A julgar pelo debate travado nos subterrâneos do PSB, o jogo que ele imagina pendente de decisão, parece jogado. 

O deputado anota, por fim, que vai cumprir “com disciplina e respeito democrático o que decidir meu partido”.  

Mas Ciro se permite avisar aos “companheiros”: “Eu não desisto! Considero meu dever com o Brasil, lutar até o fim”. Se não desiste, será, por assim dizer, "desistido". 

Uma pena. O mais adequado seria transferir ao eleitor a incumbência de levar à balança os méritos e os defeitos de Ciro.



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Atualizado às 12h18m

PublIcada pela Folha de S.Paulo

MONICA BERGAMO

SER OU NÃO SER

Ciro Gomes (PSB-SP) não enviou representante à reunião da TV Bandeirantes que acertou a realização do primeiro debate entre presidenciáveis, no dia 5 de agosto. Já Dilma Rousseff (PT-RS), Marina Silva (PV-AC) e José Serra (PSDB-SP) despacharam assessores para a emissora paulista. E confirmaram participação.



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Atualizado às 1OhO4m

Publicado por O Estado de S.Paulo

Sob pressão, Ciro pode terminar sem mandato
 
Carmen Pompeu e João Domingos
 
Se for afastado da corrida presidencial, deputado poderá desistir de concorrer a cargo eletivo para se dedicar apenas à reeleição do irmão Cid Gomes

Sob uma pressão "violentíssima" para retirar sua pré-candidatura à Presidência da República, conforme definição dele mesmo, o deputado Ciro Gomes (PSB-SP) tende a não concorrer a nenhum cargo eletivo, caso seja afastado da disputa pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


De acordo com informação de políticos ligados a Ciro, ele poderá se recolher ao Ceará para cuidar apenas da campanha à reeleição do irmão, o governador Cid Gomes (PSB). Além de estar decepcionado com o Legislativo, ele teria avaliado que uma candidatura a deputado, por São Paulo, para onde transferiu o voto no ano passado, obteria uma votação pequena, pois teria pouco espaço de atuação.

Ciro transferiu o título para São Paulo a pedido de Lula, que imaginava fazer dele uma arma para disputar o governo paulista. Mas a estratégia não deu certo e a Ciro quase não sobrou opção, visto que Lula e o PSB o pressionam a desistir da candidatura ao Planalto.

Para piorar a situação, o PT cearense ameaça abandonar a aliança de apoio a Cid Gomes e trabalha para impor o nome do ex-ministro José Pimentel na chapa para o Senado, ao lado de Eunício Oliveira, do PMDB. Acontece que Ciro defende outra dobradinha, com Eunício e o atual senador tucano Tasso Jereissati.

Nesse cenário, a convivência de Ciro com o PT do Ceará é cada dia mais complicada. No fim de semana, ele afirmou que "alguns setores do PT nacional e o PT local chegam à beira do criminoso", tal a pressão que fazem sobre ele para que saia da disputa presidencial e para que apoie José Pimentel e não Tasso Jereissati. "Estou sentindo uma pressão violentíssima. Especialmente aos cearenses, eu devo confessar que vou resistir", disse Ciro.

Ele chegou a afirmar que trava hoje a luta mais dura já enfrentada ao longo de seus 30 anos de carreira política. "Mas eu considero um imperativo moral não deixar que a sucessão de 2010 seja um plebiscito despolitizado, falso, entre os amigos do Lula - entre os quais eu me incluo - e os amigos do Fernando Henrique. O Brasil não cabe nisso", disse.

Ciro vinha tentando convencer o PT a fazer uma aliança informal com o PSDB, que também apoiaria Cid Gomes. Os petistas disseram não. Para provocá-los, Jereissati disse que deverá fechar logo uma aliança com Ciro. Em consequência, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, que preside o PT cearense, deu sinais que poderia romper com Cid e lançar um candidato próprio no sentido de assegurar palanque à ex-ministra Dilma Rousseff.

O escolhido para compor com o PT poderia ser o ex-governador Lúcio Alcântara, que já foi aliado de Tasso Jereissati, rompeu com este e hoje está no PR. Luizianne já sondou Alcântara sobre essa possibilidade. Na prática, o nome mais forte do PT seria o da própria prefeita, mas ela não deixou o cargo a tempo, como manda a lei eleitoral.



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Atualizado às 15hs23m

Publicado pelo0 Correio Beraziliense

BRASILIA,DF -LUIZ CARLOS AZEDO

Minado

Foto Gusavo Moreno CB/D.A.Press

Amanhã, Dilma desembarcaria no Ceará, um terreno minado por causa da candidatura do deputado Ciro Gomes (foto) a presidente da República pelo PSB. A viagem foi cancelada de última hora. O encontro com o governador Cid Gomes (PSB-CE), que apoia a candidatura do irmão à Presidência, seria inoportuno. A maratona na terra dos Gomes incluia ainda visita à estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, cidade conflagrada por causa de denúncias contra o prefeito Manoel Santana, do PT.

 



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Atualizado às 19h36m

Publicado pelo Blog do Jefferson:

Momento de decisão

Recomendo a leitura do artigo "Está na hora de pensar grande", de Ciro Gomes. Ao falar das razões que o levam a querer ser candidato a presidente, Ciro diz que "é a hora de o partido decidir se quer ser gente grande ou continuar pequeno". O raciocínio vai além das fronteiras do PSB, serve para outros partidos, pois, no avião do PT, a 1ª Classe é toda reservada aos companheiros, na Executiva só cabe o PMDB, e o resto que se acomode na Econômica. Quem não quiser ficar no sanduíche e na água que comece, como Ciro, a pensar grande.

Postado por Roberto Jefferson às 11:45(www.blog do jefferson,com)
 
Atualizado às 19h33m

Publicado pelo site de Ciro Gomes (www.cirogomes.com.br)

ARTIGO

Este ano vamos disputar eleições gerais em outubro, que escolherão Presidente da República, governadores dos estados, deputados federais, deputados estaduais e dois terços do Senado. É uma oportunidade de ouro para mudar para melhor o país e colocar gente decente e honesta na Presidência, nos governos estaduais e nos legislativos estaduais e federal. É o grande momento também para o PSB pensar grande e disputar um lugar entre os quatro principais partidos do país.

Pretensão? Fantasia? Não. Mas certamente vai requerer ousadia. Como um adolescente que está se tornando adulto, é a hora de decidir se quer ser gente grande ou continuar pequeno, dependente de outros partidos, que, por mais aliados que sejam, não são o PSB. Está na hora de decidir se vamos alimentar a estrutura e a estratégia dos nossos aliados, ou se vamos exercer a opção que a democracia nos apresenta de concorrer com candidatos em todas as instâncias de poder no primeiro turno da eleição. Decidir se nos mostramos ao Brasil como uma força nova, coesa, com discurso afinado e gente decente disposta a melhorar o Brasil, ou se seremos apenas mais um dos partidos que se acotovelam em alianças pautadas pela mera distribuição de cargos e favores.

A tese que defendo é que time que não joga não forma torcida. Mesmo que tome de goleada. Está aí o exemplo no futebol. Equipes hoje grandes tiveram inícios medonhos. Times hoje consagrados tiveram fases terríveis, como Corinthians e Botafogo, que levaram 21 anos sem títulos, mas vendo a torcida crescer apaixonadamente. Já pensaram se o Corinthians em vez de insistir tivesse resolvido virar o time B do Palmeiras?

Já fui candidato a Presidente duas vezes. E quero ser pela terceira vez, mesmo sabendo que enfrentaremos uma disputa difícil pela frente. Mas acredito que uma candidatura própria do PSB tem um papel importante a cumprir, que é forçar os demais candidatos a discutirem o futuro do Brasil, com projetos claros, viáveis e inovadores. Não acho que seja correto com o povo brasileiro reduzir o debate eleitoral a uma disputa entre a turma do Lula - na qual me incluo - e a turma do FHC. Os problemas do Brasil são muito maiores e mais profundos do que um simples duelo entre PT e PSDB.  Se eles não quiserem debater o Brasil, o PSB o fará, apresentando um projeto de desenvolvimento para o pais.  Acredito nos que insistem e isso me aproxima muito do Presidente Lula, um exemplo vivo e atual de que a persistência no final vence.

Além disso, estou convencido que a candidatura própria do partido à Presidência da República será muito benéfica à estratégia de levar o PSB a ser grande. Se conseguirmos 15% que seja dos votos, significam cerca de 20 milhões de eleitores acreditando na mensagem do PSB. Se tivermos a ousadia de fazer uma campanha casada em todos os níveis poderemos eleger importantes bancadas nas assembleias estaduais, na Câmara e no Senado. Já imaginaram, então, se a nossa mensagem empolgar? E se algum dos favoritos escorregar e cair? Podemos chegar até mais longe. E estamos preparados para isso.

Para quem acha isso impossível, basta comparar o que era o PSDB quando elegeu Fernando Henrique Cardoso, em 1994, o que era o PT quando elegeu Lula em 2002 e o que é o PSB hoje. Vocês podem não acreditar, mas a experiência administrativa do PSB hoje é maior ou equivalente do que era a do PSDB em 1994 e do que a do PT em 2002. Hoje, o PSB tem quatro governadores de estado, 333 prefeitos - sendo dois de capitais importantes como Belo Horizonte e Curitiba, e dois ministros de Estado. O PT, em 2002, tinha quatro governadores, 187 prefeitos e nenhum ministro. O PSDB em 1994 tinha apenas um governador de estado, que por coincidência era eu, e 998 prefeitos.

Apenas para encerrar um falso dilema que tem ocupado as páginas de jornal, discordo plenamente que minha eventual candidatura acabe prejudicando a estratégia da candidatura oficial. Ao contrário, basta ler as pesquisas de opinião para ver que quando meu nome é retirado a vida do candidato do PSDB se torna mais tranquila. Na minha opinião, mesmo que o Presidente Lula apoie abertamente essa grande brasileira que é a Dilma Rousseff, ninguém, nem mesmo ele do alto de sua justa popularidade, pode substituir o poder de escolha, que pertence ao povo brasileiro. E para que nosso povo possa escolher bem, é preciso que haja opções.

Até porque, assim, o eleitor poderá até descobrir que existe alguém mais parecido com o próprio Lula do que a candidata que o Lula diz que é. Ou a história de vida da Marina não é parecida com a dele? Ou a minha persistência de ser candidato não é parecida com a dele? Ou as minhas gestões na Prefeitura de Fortaleza e no Governo do Ceará não trouxeram para meus conterrâneos o mesmo acesso à felicidade que hoje o Governo Lula traz ao povo brasileiro?

E se assim for, mais uma vez a democracia terá mostrado seu grande poder de surpreender. Como nos jogos de futebol, em que apenas os times que insistiram em jogar aprenderam a ganhar e se tornarem grandes vencedores. O próprio Lula sabe o que é isso. Afinal, é corintiano. Afinal, virou presidente porque nunca deixou que seu time, o PT, abrisse mão da disputa. Eu, o PSB e o mundo temos muito a aprender com o exemplo de Lula.
  



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Atualizado às O4h44m

Publicada pelo Painel, Folha de S.Paulo

RENATA LO PRETE

Pisando em ovos

O incômodo causado ao PMDB pela visita de Dilma Rousseff a Minas Gerais reforçou o cuidado do comando da campanha com a preparação das próximas viagens da petista. No início da semana, ela irá ao Ceará para eventos em Fortaleza e Juazeiro. Desta vez, o nome do problema é Ciro Gomes (PSB). Até ontem, os responsáveis pela agenda de Dilma discutiam se devem ou não convidar o deputado a participar das atividades, posto que ela agora é pré-candidata assumida -e ele, ao menos por enquanto, também.
O fator Ciro preocupa algumas cabeças governistas. O ambiente no PSB já esteve mais favorável a cortar a cabeça de seu candidato a presidente.

 



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Atualizado às 11h41m

Publicado pelo Terra..

Aliança PCdoB-Skaf depende de Ciro Gomes, diz secretário

Claudio Leal


A candidatura de Ciro Gomes à presidência da República faz sombra sobre o namoro entre PSB e PCdoB em São Paulo. Articulada pela direção estadual comunista, a aproximação com o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de SP), o socialista cristão-novo Paulo Skaf, pode comprometer a cogitada aliança com o pré-candidato do PT ao governo, o senador Aloizio Mercadante. A garantia do palanque regional a Dilma Rousseff, pressuposto na mesa do PSB paulista, esbarra no futuro de Ciro na sucessão.

O secretário-geral do PCdoB, Walter Sorrentino, avalia que um segundo bloco na disputa eleitoral pode dividir os votos do PSDB em São Paulo. Ministro do Esporte, Orlando Silva Jr. é o principal defensor da aliança com os petistas. Na última reunião do comitê político, cresceu a tendência pró-Skaf, protagonizada pelo delegado da PF, Protógenes Queiroz (candidato a deputado federal), o cantor e vereador Netinho de Paula e a presidente do diretório estadual, Nádia Campeão. Sorrentino esclarece a posição do partido:

- ... Há um raciocínio muito claro, legítimo, transparente, e não pra fazer jogo político, no sentido de que não é prejudicial ao interesse nosso, em São Paulo, haver mais de uma candidatura. Ou seja, mais de um palanque de Dilma em São Paulo.

Nos bastidores, Skaf transmitiu aos comunistas que não deseja servir de esteio para o emplacamento da candidatura de Netinho ao Senado - em suma, e com trocadilho, ele não aceita ser uma válvula de Skaf para as insatisfações do PCdoB com o PT. O pré-acordo prevê a aliança com os comunistas, caso Ciro Gomes e PSB desistam da candidatura própria à presidência. Para prosseguir os diálogos, Skaf se reuniu com Protógenes na manhã desta quarta, 7, na sede da Fiesp. O secretário-geral confirma a incógnita Ciro:

- Eu acho que são negociações que dependem de outras questões que extrapolam São Paulo... A contrapartida para isso (aliança com Skaf) seria um palanque pra Dilma em São Paulo. Pressupõe que não haja candidatura do Ciro, e o Ciro tem todo o direito de reivindicar a candidatura - diz Walter Sorrentino, que desmente rusgas com os petistas na aliança eleitoral no Maranhão, em torno do deputado federal Flávio Dino (PCdoB), pré-candidato ao governo.

Confira a entrevista.

Terra Magazine - Há relatos sobre uma rejeição do PT nacional à aliança com o PCdoB no Maranhão, aprovada pelo diretório estadual petista. O PCdoB está acompanhando?
Walter Sorrentino - Desconheço isso que você diz. Há um processo legítimo da parte do PT. No encontro estadual, houve uma votação, venceu por dois votos. Verifico que até o momento a direção nacional do PT não se manifestou. Consta que houve dois recursos, que deverão ser examinados. Não ouvi nenhuma manifestação contrária da direção do PT.

Mas houve o posicionamento de José Dirceu, a favor da aliança com Sarney.
É, foi. E no próprio blog dele foi contestado. Os sete comentários que tinham nessa matéria eram de petistas dizendo: "não, não contraria nada, porque a resolução não dizia o partido da base, dizia: 'da base'". E a base inclui PMDB e PCdoB. Foi até gozado isso... Fora a manifestação do Zé, a direção nacional, com quem a gente vem mantendo relações, até agora não teve nenhuma manifestação, nem contra nem a favor, simplesmente registrando o momento oficial. E o momento oficial foi: o Paulo Frateschi, secretário de organização do PT, em discurso público, retratado pela imprensa local, na presença de Flávio Dino, no dia do encontro, disse: "Acabou a votação, foi uma votação legítima, todos nós neste momento somos Flávio Dino, que é nosso candidato". Eu estou com as palavras do Paulo Frateschi. E não estou fazendo onda com você, tô dizendo com franqueza, não houve nenhuma outra manifestação do PT. Nem extraoficial.

É burburinho?
Ah, aí sim, faz parte da luta política.

Mas é claro que essa aliança desagradou a José Sarney...
Sem dúvida. Imagino que sim, né?

Em São Paulo, o PCdoB mantém conversas com o pré-candidato Paulo Skaf (PSB) e, na reunião desta segunda-feira, houve manifestações mais favoráveis ao apoio a Skaf do que para o Aloizio Mercadante, do PT. Como têm sido as conversas com o PT?
Você pode consultar a direção do PCdoB em São Paulo. O que eu tenho a dizer é o seguinte: há um raciocínio muito claro, legítimo, transparente, e não pra fazer jogo político, no sentido de que não é prejudicial ao interesse nosso, em São Paulo, haver mais de uma candidatura. Ou seja, mais de um palanque de Dilma em São Paulo. Essa foi a leitura última que a direção de São Paulo fez. Está bem, não é necessariamente unir todas as forças em torno de uma candidatura única para o governo de São Paulo. A possibilidade de mais um palanque em São Paulo pode ser positiva pra Dilma. Até para forçar um segundo turno ao governo de São Paulo.

A candidatura do Paulo Skaf não é adversária, pode haver interesse de sair a candidatura do Mercadante e a do Paulo Skaf, quem sabe até a do Celso Russomano (PP). Ou seja, a Dilma pode ter mais de um palanque e as forças contrárias aos tucanos em São Paulo terem mais de um candidato ao governo pra forçarem um segundo-turno com o Geraldo Alckmin.

O senhor acha que a candidatura Skaf divide os votos do PSDB?
Claro, não haveria porque ter nenhuma hostilidade com a candidatura do Paulo Skaf. Muito pelo contrário, é uma candidatura que tira voto do lado de lá e tá somando com o lado de Dilma.

E as restrições ideológicas? Skaf, presidente da Fiesp, está no Partido Socialista, numa mistura ideológica... Como o senhor vê?
Não as considero. Pessoalmente, acho que o que está em jogo no Brasil é um determinado rumo, um determinado caminho para o desenvolvimento da distribuição de renda com democracia. Eu acho que se o Paulo Skaf, junto ao PSB, está nesse campo, que seja bem-vindo. Outros conflitos existem, evidente. Até entre os ambientalistas há conflitos. Ele é um homem que veio para se formar nesse campo do desenvolvimento, da luta contra os juros altos. Bem-vindo. Não vejo outro tipo de restrição ideológica. Uma pessoa de muita capacidade, de muita integridade, haja vista o papel que ele vem desempenhando.

A definição da aliança estadual do PCdoB sai até o dia 20 de abril, mais ou menos?
Ficamos sabendo que o Mercadante vai fazer o lançamento dia 23. Eu acho que são negociações que dependem de outras questões que extrapolam São Paulo. Por exemplo, candidatura Ciro Gomes. A contrapartida para isso (aliança com Skaf) seria um palanque pra Dilma em São Paulo. Pressupõe que não haja candidatura do Ciro, e o Ciro tem todo o direito de reivindicar a candidatura. São coisas que são difíceis dizer o prazo. O Mercadante está certo em lançar a candidatura dele, é bom pra ele e pra São Paulo, pra deixar de existir essa indefinição. O PCdoB está mantendo conversas com todos no sentido de viabilizar o seu projeto, que é uma vaga no Senado para o Netinho. Temos conversado isso com o PT e o próprio Paulo Skaf. Essa é uma condição muito importante para o PCdoB hoje numa chapa majoritária de quatro, cinco grandes posições, porque tem governo, vice, dois senadores e uma suplência.

A proposta para o PT é Netinho e Marta Suplicy no Senado?
A proposta é fecharem acordo com uma das vagas pro Netinho ao Senado. Essas conversações estão sendo feitas com o PT e não houve uma manifestação terminativa.

@ O deputado federal Candido Vaccarezza (PT), líder do governo na Câmara, se referiu a Aldo Rebelo como o melhor nome do PCdoB para o Senado. Como o partido entende essa questão?
O Aldo Rebelo é um dos melhores nomes para qualquer cargo público do Brasil, haja vista a capacidade de consenso que ele gera, agregação de forças... É um político que transcende a força do partido e tem uma respeitabilidade enorme. Aldo é uma pessoa preparadíssima pra qualquer um desses cargos, inclusive pra governador. Tanto que ele era candidato a prefeito e, num gesto de extrema generosidade política, aceitou ser vice da Marta (Suplicy). É um homem público de grande estofo.

Agora, dentro do projeto que está desenhado pra nós, ele está pleiteando a candidatura a deputado federal e seria importante ele ter esse mandato. Para o Netinho, seria uma conquista penetrar nessa área bastante popular em São Paulo. E ele já é vereador, não fica sem mandato. O nome com melhores condições eleitorais é o Netinho. O Aldo tem capacidade até para ser candidato a governador do Estado de São Paulo.

Atualizado às O5h126m

Para  Ciro, eleição não deve ser reduzida ao duelo PT e PSDB

da Reportagem Local

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira que as eleições deste ano não devem ter apenas candidatos do PT e do PSDB. Em artigo, publicado em seu site, Ciro diz que o seu partido deve usar a eleição como oportunidade para ficar entre as quatro principais legendas.

"Não acho que seja correto com o povo brasileiro reduzir o debate eleitoral a uma disputa entre a turma do Lula -- na qual me incluo-- e a turma do FHC [Fernando Henrique Cardoso]. Os problemas do Brasil são muito maiores e mais profundos do que um simples duelo entre PT e PSDB", afirma o deputado.

Para ele, além de candidato a presidente, o PSB deve concorrer aos governos estaduais e às casas legislativas. "Como um adolescente que está se tornando adulto, é a hora de decidir se quer ser gente grande ou continuar pequeno, dependente de outros partidos, que, por mais aliados que sejam, não são o PSB", afirma.

Ciro voltou a defender a tese da qual time que não joga não forma torcida. "Já fui candidato a presidente duas vezes. E quero ser pela terceira vez." Ele lembrou que o caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que perdeu três eleições antes de ser eleito.

Ele diz que se conseguir 15% dos votos isso significa cerca de 20 milhões de eleitores. Segundo o deputado, o PSB tem mais experiência administrativa que o PT e o PSDB quando eles chegaram ao poder.

"Discordo plenamente que minha eventual candidatura acabe prejudicando a estratégia da candidatura oficial [Dilma Rousseff]. Ao contrário, basta ler as pesquisas de opinião para ver que quando meu nome é retirado a vida do candidato do PSDB [José Serra] se torna mais tranquila", argumenta Ciro.

 



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Atualizado às O4h4Om:

Publicado pelo Blopg do Josias, Folha on Line.

Cúpula do PSB discute o futuro de Ciro nesta quarta

O governador pernambucano Eduardo Campos, presidente do PSB, desembarca nesta quarta (7) em Brasília. 

Sua agenda tem um pedaço oficial e outro paralelo. No oficial, o governador terá um encontro com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. 

No paralelo, reúne-se com parceiros de direção partidária. Vai à mesa a ‘quase-futura-talvez-quem-sabe’ candidatura presidencial de Ciro Gomes. 

Ao informar sobre o naco semi-oculto da agenda do governador, o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, disse que Ciro não tomará parte da conversa. 

Mas o que diabos pode ser decidido? “Não posso falar agora”, Amaral desconversou. 

Ecoou uma incerteza que o próprio Eduardo Campos manifestara, há três dias, em Recife: "A gente não tem nada definido. Tudo é possível". 

A depender da vontade de Lula, Ciro já é um ex-candidato. Para auxiliar o PSB em sua decisão, o presidente cuidou de isolar seu ex-ministro. 

Ciro se segura como pode. Tomado por declarações que deu ao sítio Jangadeiro Online, o deputado ainda se considera no páreo: 

“Até maio, a gente resolve essa situação, mas eu continuo e sou candidato a presidente”. Lamentou que a “mídia nacional” não o esteja levando a sério. 

Perguntou-se a Ciro se o agastamento com o PT poderia conduzi-lo a uma composição com o tucano José Serra. E ele: “É mais fácil o boi voar”. 

Resta agora saber o que fará o PSB. As pretendidas parcerias com PDT e PCdoB foram para o espaço. Os dois partidos aninharam-se no colo de Dilma Rousseff. 

Às voltas com um projeto avulso, o PSB combinara com Lula que o futuro de Ciro seria definido em março. Depois, a coisa escorregou para abril. Agora, Ciro fala em maio.  

Para utilizar a linguagem do candidato, o PSB parece esperar que a galinha crie dentes para, só então, assumir como sua uma candidatura que, hoje, é só de Ciro. E de cerca de 12% do eleitorado.

 



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Atualizado às O5h22m

Publicado pelo Blog de Dydimo Borgfes, Recife.

Ciro Gomes pode desestabilizar polarização Serra-Dilma.

Aos tucanos interessa a polarização Serra-Dilma já que a candidata petista é neófita em política. Um cenário com a polarização Serra-Ciro é indesejável para os tucanos, que teriam um adversário mais difícil e imprevisível.

A revista Veja anuncia quase festivamente o fim da candidatura de Ciro Gomes à presidência da República. Tal afirmação da revista se prende ao fato de o presidente Lula assim ter determinado. Claro que a palavra do presidente é importante e até mesmo decisiva para a candidatura do ex-governador do Ceará. Mas, diante dos compromissos com a facção mais radical do Partido do Trabalhadores que lançou a candidatura de Dilma Rousseff, o presidente terá de apoiar a candidatura do seu partido que não admitiu apoiar um candidato de outro partido, ainda que este outro candidato seja um ex-ministro do governo petista.

Mas é necessário pensar com mais cautela para entender o efusivo anúncio de Veja, antevendo o fim da candidatura de Ciro Gomes. É que esta revista do Grupo Civita tem sido um periódico abertamente favorável à candidatura de José Serra, o governador de São Paulo. Todos sabemos do grande esforço de concentrar as intenções de votos de tal forma que haja um polarização, segundo a dicotomia Serra-Dilma.

Não é por mera confissão de voto que as pesquisas têm revelado a tendência de polarização entre o candidato tucano e a petista. É que esta polarização está em consonância com as perspectivas dos articuladores da campanha de José Serra, que preferem, por cruciais motivos, que a polarização seja com Dilma e não com Ciro.

Fácil é entender que os tucanos têm certeza da vitória, se tiverem como principal adversária a ex-ministra da Casa Civil da Presidência da República. É que ela é neófita em campanha política, jamais tendo disputado qualquer cargo eletivo. Sem experiência de palanque, nem de comportamento de campanha, ela seria fácil presa do maduro governador paulista nos debates transmitidos pelas redes de televisão.

Mas as perspectivas seriam outras se o principal adversário fossse Ciro Gomes, um político experiente e com discurso afinado na ponta da linha. A suposição tucana é de que a popularização com Dilma garante a vitória de Serra, enquanto uma polarização com Ciro poderia entornar a estratégia de campanha serrista.

Se a elevada rejeição de Dilma representar uma significativa transferância de votos para as outras duas candidaturas das hostes governistas (Ciro e Marina Silva), poderemos ter um pleito eleitoral muito disputado. É possível que o voto de protesto seja mais direcionado para a candidata do Partido Verde (PV), Marina Silva.

Mas o eleitor inconformado com a opção resultante da polarização Serra-Dilma, mas desejoso de um governo diferenciado do de Lula da Silva que, na política econômica, tão somente deu continuidade à política capitaneada por FHC/Malan, poderá optar por Ciro Gomes. É esta perspectiva que dá suporte à candidatura à presidência da República do deputado filiado ao PSB. Até agora, com o pré-candidato do PSB sem meios de manter-se em evidência, os resultados são muito modestos.

A esperança seria que o advento da propaganda gratuita na televisão poderia marcar uma nova situação, quando seria possível verificar se a candidatura de Ciro poderia se constituir numa real alternativa à de Serra. Mas isto seria um inferno para os tucanos que, se pudessem escolher adversário, escolheriam Dilma. Se o eleitorado brasileiro fosse suficientemente maduro na política poderia detectar tais fatos e isto poderia ser determinante para o resultado das eleições.

Do meu ponto de vista pessoal, o único candidato que poderá ser deliberadamente anti-aparelhamento do Estado é Ciro Gomes. Como governador do Ceará, ele teve sérios entreveros com o funcionalismo público estadual e se isto o credencia como contrário ao uso do aparelho do Estado como instrumento de fazer política, certamente é credencial para milhões de eleitores desejosos de algo novo na gestão do país. Mas não é credencial para, só por isto, ganhar as eleições presidenciais de outubro próximo.

VEJA
O último a saber

Ciro Gomes diz ter "99,47%" de chance de ser candidato. Mas está 99,99% descartado. Falta decidir quem lhe dará a notícia

Otávio Cabral

O deputado federal Ciro Gomes é um político transparente, que não costuma esconder de ninguém suas convicções. Ciro já acreditou que poderia ser o candidato do presidente Lula nas eleições de outubro - e anunciou isso em alto e bom som. Depois, convencido pelo presidente de que talvez fosse melhor disputar o governo de São Paulo, topou o papel de títere e transferiu seu domicílio eleitoral do Ceará para a capital paulista. Agora, Ciro se diz novamente convencido de que será candidato à Presidência, mesmo sem o apoio do PT. "Tenho 99,47% de chance de ser candidato", diz. "Só quem pode me tirar da disputa é o PSB, que é o meu partido, e mamãe." Dona Maria José não faria uma maldade dessas. Já o PSB... Ciro ainda não sabe, mas, ao contrário do que imagina, há, sim, uma probabilidade realmente quase absoluta, mas de ele não ser candidato a nada. Avalizado pelo governo, o partido já decidiu que não dará a legenda ao deputado - discute tão somente a hora apropriada e a melhor maneira de lhe dar a notícia.

A candidatura Ciro Gomes foi uma experiência oficial que tinha tudo para dar errado. Na semana passada, o presidente Lula e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que preside o PSB, se reuniram para sepultá-la de vez. O presidente reclamou das declarações recentes de Ciro contra o governo e das críticas que ele tem feito à aliança do partido com o PMDB. "O que o Ciro está fazendo é inaceitável", disse Lula. Dado o veredicto, a estratégia inicial era tentar convencer o deputado, que já teve 21% das intenções de voto e hoje tem apenas a metade, de que suas chances minguaram e o melhor a fazer é uma republicana batida em retirada. Os conselheiros do governo, porém, temem que, informado do plano de naufrágio, Ciro possa apontar sua metralhadora oral na direção de Dilma Rousseff. Para evitar que isso aconteça, o melhor, decidiu-se, é afastar Lula do processo. A missão de contar a Ciro o que só ele ainda não sabe ficará por conta - e risco - do PSB.

Apesar do constrangimento de ser obrigado a assistir passivamente à decisão sobre seu futuro político, Ciro Gomes sabia desde o início que sua candidatura era teoricamente descartável e dependia exclusivamente da bússola de Lula. Sem nomes relevantes no PT, o presidente acreditava que ter dois candidatos oficiais era a melhor maneira de chegar ao segundo turno. Mudou de estratégia quando concluiu que Dilma pode ser uma candidata competitiva. Emparedado, Ciro topou até avaliar uma participação na disputa pelo governo de São Paulo, o que hoje também parece inviável. O fim de sua candidatura, por tudo isso, era previsível. A dúvida - e o receio de alguns - é saber se ele vai representar até o fim o papel que lhe reservaram.



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Atualizado às 12h14m

Publicada pela Folha de S.Paulo;

Ciro perde um ponto em nova pesquisa Vox Populi.

Pesquisa divulgada neste sábado pelo instituto Vox Populi e encomendada pela rede de televisão Bandeirantes mostra o pré-candidato da presidência pelo PSDB José Serra na liderança com 34% dos votos, mesma porcentagem registrada em janeiro. A pré-candidata do PT Dilma Rousseff subiu quatro pontos percentuais, segundo a pesquisa Vox Populi, e possui 31% das intenções de voto.
Ciro Gomes, do PSB, aparece com 10% e Marina Silva, do PV, com 5%. Votos nulos e brancos somam 7% e 13% dos pesquisados não quiseram ou não souberam responder.
Em um cenário sem Ciro Gomes, Serra possui 38%, Dilma com 33% e Marina Silva com 7% das intenções de voto. Neste caso, brancos e nulos somam 7% e 15% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa do Vox Populi foi registrada sob o número 7337/2010 e realizada entre os dias 30 e 31 de março com 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Datafolha
No último dia 27, em pesquisa realizada pelo Datafolha, Serra aparece com nove pontos de vantagem sobre Dilma. O tucano tem 36% e a petista 27% das intenções de voto.
Na pesquisa realizada em fevereiro, Serra tinha 32% e Dilma 28%.
Ciro Gomes (PSB) ficou com 11% (tinha 12% em fevereiro). Marina Silva (PV) está estacionada e manteve os 8% obtidos no mês passado.
Em um eventual segundo turno, o tucano venceria a petista por 48% contra 39%.
A pesquisa, registrada sob o número 6617/2010, foi realizada nos dias 25 e 26 com 4.158 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Atualizado ás O6h47m.

Publicado pelo Painel, Folha de S.Paulo.

Redução de  danos. Enquanto aguarda a retirada de Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial, o Planalto discute a melhor maneira de engajá-lo na campanha de Dilma. A avaliação geral é que deixá-lo solto seria um perigo.



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Atualizado às 17h11m.

Publicada em O Povo, Fortaleza.

Só faltam "alguns arranjos" para aliança, diz Tasso

O acordo passaria pelo apoio mútuo à reeleição do senador e do governador Cid Gomes. Líder da prefeita reage, ameaçando candidatura própria ao Governo

Pedro Alves.

Pelo que afirma o senador cearense Tasso Jereissati (PSDB), pré-candidato à reeleição, a aliança que vem sendo costurada nos bastidores entre ele e o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), tem mais chances de se tornar real do que gostariam os petistas cearenses. Na última quarta-feira, em entrevista ao site Terra Magazine, Tasso declarou que estão sendo feitos apenas ``alguns arranjos`` para que o PSDB feche aliança com o PSB, cujo presidente no Ceará é o governador.

Apesar de almejar uma aliança com o PSB - partido que hoje está em dúvida entre o apoio a Dilma Rousseff (PT) ou uma candidatura própria à Presidência, que seria encabeçada por Ciro Gomes (PSB), que é amigo do senador e irmão de Cid - Tasso descarta as duas possibilidades. O senador garantiu que fará campanha para o presidenciável do seu partido: o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB). "Isso já está decidido. Sou candidato a senador e o palanque do Serra sou eu. No Ceará, eu sou o palanque do Serra. Está tudo certo".

Mesmo sem dar apoio formal a Cid Gomes em 2006, ano em que o governador foi eleito, os tucanos integram a gestão de Cid, estando representado em duas secretarias de Governo. Além disso - dono da maior bancada na Assembleia Legislativa do Ceará - o PSDB também apoia o governador no Legislativo.

Para que esse apoio administrativo transforme-se em aliança política, resta apenas uma pendência: ``tirar o bode da sala``, nas palavras do líder da bancada tucana na Assembleia, João Jaime (PSDB). O bode, segundo ele, é o PT, sigla que desde 2004 mantém uma aliança consolidada com o PSB e já manifestou interesse em repetir a aliança nas eleições deste ano.

Segundo Jaime, o PT representa, hoje, o único obstáculo à aliança entre PSB e PSDB. ``O bode é aquele bicho fedido que, quando está na sala, incomoda todo mundo``, criticou o deputado. O deputado disse ainda que a aliança com PSB e apoio a Cid é hoje a única opção para o partido.

PT rejeita PSDB

No último sábado, 23 de março, o diretório estadual do PT no Ceará aprovou uma resolução em que rejeita aliar-se com os tucanos. ``O PT não participará de nenhuma construção e aliança política formal ou informal com o movimento anti-Lula, liderado pelo PSDB``, afirma o documento aprovado pelos petistas.

O mesmo documento afirma que o PT mantém, inclusive, o objetivo de indicar o vice na chapa à reeleição de Cid Gomes- a exemplo do que aconteceu em 2006, quando a vice ficou com o PT.

Antes mesmo da aprovação dessas resoluções, a presidente do partido, Luizianne Lins (PT), já havia anunciado que não aceita qualquer aproximação com o PSDB. Essa resolução, entretanto, voltará a ser discutida pelo partido, no próximo dia 10, durante encontro estadual do PT.



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Atualizado às 11h38m.

Publicado pelo Blog do Noblat.

Comentário

Lula não perdoa. Se preciso,mata!

Lula fez Ciro Gomes de trouxa.

Somente Ciro pode dizer em que momento descobriu que estava sendo feito de trouxa.

Em meados do ano passado, com base em pesquisas de intenção de voto encomendadas pelo PSB, Ciro imaginou que poderia ser candidato à sucessão de Lula.

As pesquisas lhe davam bons índices de voto. E mostravam que, uma vez Ciro fora do páreo, a maioria dos votos dele migrava para José Serra (PSDB).

Nada mais razoável, pois, que fosse candidato para vencer, se possível, ou para ajudar Dilma Rousseff a vencer.

Para isso precisava que Lula lhe desse uma mão. Não só concordasse com sua candidatura, como lhe cedesse o apoio de alguns pequenos partidos comprometidos com a candidatura de Dilma.

O apoio de partidos aumentaria o tempo de propaganda eleitoral de Ciro no rádio e na televisão. O tempo do PSB não seria suficiente.

Lula cozinhou Ciro em fogo brando. Passou meses repetindo que jamais lhe pediria para deixar de ser candidato. Prometeu encaixá-lo, junto com Dilma, nas viagens oficiais pelo interior do país.

Levou Ciro para visitar o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco. E foi só.

Mais tarde inventou aquela história sem pé nem cabeça de Ciro ser candidato ao governo de São Paulo. Pediu e obteve dele a transferência para São Paulo do seu domicílio eleitoral.

Por fim largou-o de mão.

Apoio de pequenos partidos?

Esqueça.

Foi quando Ciro começou a disparar contra a aliança PMDB-PT. E, de leve, contra Dilma.

Então Lula decidiu matar de vez a candidatura Ciro.

Em conversa com o governador de Pernambuco Eduardo Campos, presidente do PSB, queixou-se de Ciro. Disse que ele ultrapassara os limites permitidos para críticas. E ordenou ao seu modo: livre-se dele.

É o que Eduardo está pronto para fazer.

A próxima eleição presidencial deve ter um turno só, deseja Lula. Para perder ou ganhar com Dilma. 

Atualizado às O8h57.

Publicado por O Globo.

Tchau, Ciro!

Não deve passar da próxima semana a decisão do PSB sobre a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) à Presidência. Com um eleitorado cativo na casa dos 11% das intenções de votos segundo as últimas pesquisas, Ciro insiste na candidatura, para desespero da cúpula petista e do governo.

Ontem, o presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), disse que a conversa deve ocorrer na próxima semana. Mas não disse se o PSB cederá à pressão governista e obrigará Ciro a desistir da disputa.

Sobre as notícias que dão conta de que o PT e o presidente Lula não querem falar diretamente com Ciro, Campos deixou claro que a notícia sobre a necessidade de o correligionário deixar a disputa será dada por ele mesmo.

— Se você quiser dar essa notícia a ele na frente, fique à vontade — brincou Campos.



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Atualizado às12h37m

Publicada pelo Painel,da Folha de S.Paulo:

Sinto muito.

Diagnóstico de quem conhece bem tanto Eduardo Campos quanto Ciro Gomes: o presidente do PSB está fazendo pacientemente todo o roteiro de conversas com possíveis aliados para no final poder dizer ao pré-candidato algo como: "Tentamos de tudo, mas não deu".

Rajada de balas.

E Ciro vai sair da disputa presidencial em silêncio ou atirando? "Para todo lado", responde o mesmo especialista.

 



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Atualizado às 11h17m

Publicado pela Agência Estado:

Ciro volta a disparar contra o PT

De Luciana Nunes Leal, da Agência Estado:

Em entrevista ao programa "3 a 1", da TV Brasil, exibido na noite de ontem, o pré-candidato do PSB à Presidência da República, deputado federal Ciro Gomes (CE), disse que o PT trata os aliados "como empregados" e que exige respeito do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ciro reiterou que não é candidato a vice, mas a presidente, e que se considera "mais preparado" que a pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff.

"Sou aliado do PT. Mas sou aliado que exige respeito. O PT tem mania de tratar seus aliados como seus empregados. Eu exijo respeito", afirmou o deputado.

"Acho que o PT teme que eu ultrapasse a Dilma na campanha. E se o PT teme que eu vá passar a Dilma, eu, que estou trabalhando nas unhas, então ela vai perder para o Serra", disse, citando o futuro candidato do PSDB, o governador de São Paulo, José Serra.

Para Ciro, a inexperiência de Dilma em disputas eleitorais pode prejudicá-la. "A Dilma tem grandes dotes, mas pode cometer erros na campanha eleitoral porque nunca foi candidata", disse.

Ciro Gomes disse que atendeu a um pedido do próprio presidente Lula quando transferiu a domicílio eleitoral para São Paulo, o que abriu a possibilidade de ser candidato a governador.

"O Lula me pediu para transferir meu título eleitoral para São Paulo. Falei para ele: ''Presidente, é uma honra, mas não estou preparado para governar o Estado de São Paulo''", contou o pré-candidato socialista aos entrevistadores.

Segundo Ciro, a única "força" capaz de demovê-lo da decisão de disputar o Palácio do Planalto "é o Partido Socialista Brasileiro".

O deputado criticou o Banco Central, apesar do elogio ao presidente da instituição, Henrique Meirelles. "O Meirelles é ótimo, mas só quer perseguir a menor inflação", afirmou. "O Banco Central constrange o crédito."

Atualizado às 11hO9m

Publicado  em O Globo:

Sonho de uma noite de verão

De Ilimar Franco:

O pré-candidato à Presidência Ciro Gomes não pretende facilitar as coisas para o PSB. Ele tem garantido que não irá, em momento algum, desistir, por conta própria, de concorrer ao Planalto.

Diz que o partido vai ter que assumir o ônus de tomar a decisão de abdicar de concorrer. Nos contatos que tem mantido, Ciro também acalenta a possibilidade de ter um lugar na chapa da ministra Dilma Rousseff.

Um de seus raciocínios é o de que se Dilma continuar subindo, o presidente Lula poderia chamar o PMDB e refazer a aliança em outras bases.

Isso abriria espaço para a escolha ser numa lista tríplice, na qual constaria seu nome.

 



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Atualoizado às 11h11m

Publicado pr Lauro Jardim, Radar On LIne, Veja  On Line

Pesquisa Vox, encomendada por Ciro

Ciro Gomes encomendou uma pesquisa ao instituto Vox Populi que ficou pronta ontem. Pelos resultados entregues a Ciro, ele estaria com 13% das intenções de voto. José Serra lidera com 32% e Dilma segue em seus calcanhares, com 30%.
Atualizado às 1Oh59m

Publicado por O Povo, Fortaleza.

Ciro acusa Dirceu de ameaçar Cid sobre acordo com PT.

Segundo o pré-candidato a presidente, o ex-ministro da Casa Civil teria dito ao governador do Ceará que se Ciro saísse candidato "ia fazer o PT ir contra ele (Cid)"

O deputado federal e pré-candidato a presidente pelo PSB, Ciro Gomes, disse que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, atua fortemente nos bastidores da pré-campanha à sucessão do presidente Lula e que, inclusive, tem ameaçado alguns governadores & entre eles, seu irmão, o governador do Ceará, Cid Gomes - caso não apoiem a candidatura de Dilma Rousseff.

"Dirceu não está fora (das articulações). Ele foi visitar o governador do Ceará e disse com toda a delicadeza que se o irmão dele (Ciro) fosse candidato a presidente do Brasil, ia fazer o PT ir contra ele (Cid) no Ceará. (Dirceu) Teve ainda o desplante de fazer a mesma coisa com o Eduardo Campos em Pernambuco``, afirmou Ciro.

Petistas cearenses têm admitido que na hipótese de Ciro Gomes sair candidato - o que atrairia o apoio do irmão governador -, a tendência seria o PT lançar um nome ao Palácio Iracema, justamente para garantir palanque para Dilma no Estado.

As acusações do parlamentar do PSB foram feitas durante o programa 3 a 1, da TV Brasil, que foi ao ar ontem, às 23 horas. José Dirceu não quis comentar as afirmações de Ciro Gomes.

Durante quase uma hora de entrevista, Ciro criticou tucanos e petistas e apresentou as mudanças que faria, principalmente na condução da economia, caso fosse eleito. Mas o tema acabou dividindo as atenções do deputado com o PT.

O pré-candidato criticou a forma como o Partido dos Trabalhadores trata seus aliados. ``Sou um aliado do PT. Agora, sou um aliado que exige respeito. O PT está acostumado a tratar seus aliados como se fossem seus empregados e a destratá-los, como faz com o PCdoB``, disse Ciro. Segundo ele, prova disso é a forma como o José Dirceu atua nos bastidores, quando encontra-se com governadores.

Ciro disse, ainda, que o PT teme que a pré-candidata Dilma Rousseff seja ultrapassada por ele, no decorrer da campanha. "Eu tento dizer aos companheiros do PT que se o Lula, com a força legítima e a popularidade extraordinária e merecida que tem, não tiver segurança de que a Dilma ganha as eleições de mim, que estou trabalhando apenas com as unhas, é porque ela vai perder para o Serra. E aí será uma tragédia. O Brasil vai voltar aos anos do FHC."

Afirmou ainda que não abrirá mão da disputa pelo Palácio do Planalto neste ano mesmo na hipótese de o presidente Lula o convidar para ser vice na chapa da petista Dima Rousseff. ``Sou candidato a presidente, não a vice".

A utilização da mídia, pelo PSDB, para atingir a candidatura de Dilma também foi enfaticamente citada pelo pré-candidato durante o programa exibido ontem. "Isso já começou. Vocês vão ver na grande mídia. Vai ser uma pancada por semana na Dilma``.



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Atualizado ás 18h58m

Publocado pela Reuters/Brasil On Line/O Globo:

Se eleito, Ciro aposta que unirá PT e PSDB no governo

O deputado Ciro Gomes tem um sonho e uma certeza. Se eleito presidente da República teria no centro de sua coalizão de governo os principais adversários do país: PT e PSDB.

"Eu vou governar com os dois", apostou o pré-candidato nesta quarta-feira. "Nós estamos prontos para fazer a estabilidade da política brasileira."

A tese dessa improvável aliança não é nova. Em 1994, foi Ciro, à época filiado ao PSDB, quem fez o convite a Luiz Inácio Lula da Silva. Oferecia uma chapa do tucano Tasso Jereissati (PSDB-CE) com o petista, naquela mesma hora rejeitada pelo hoje presidente.

Na ocasião, o PT apostou na crítica ao Plano Real e chamava a política de estabilização de "truque" para vencer as eleições". Oito anos mais tarde, Lula assumia o Executivo federal mantendo todos os pilares econômicos de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

"Isso já é uma realidade em vários Estados", argumentou o parlamentar, citando a experiência de Minas Gerais. Lá, os dois partidos se juntaram para eleger Márcio Lacerda, do PSB de Ciro, prefeito da capital. O pacto foi abençoado por Lula à época.



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Atualizado às 12h38m:

Publicada por O Globo:

Coluna Panorama Politico, Ilimar Franco:

PT cansou do PSB e de Ciro Gomes

Os socialistas já não fazem mais parte dos planos dos petistas em São Paulo. A chapa petista está quase fechada com Aloizio Mercadante para o governo e Marta Suplicy e Netinho de Paula (PCdoB) concorrendo ao Senado. Ninguém sabe o que o PSB quer. É impressionante a quantidade de ataques do Ciro Gomes ao PT, à Dilma e ao segundo mandato do presidente Lula, resume o líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP).



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Atualizado às 1Oh4Om

Publicada pelo Magazine Terra:

Sai de baixo que lá vem Ciro

Vitor Hugo Soares

De Salvador (BA)

Fixo minha parabólica baiana de mais longo alcance na direção do sul do País e sintonizo em São Paulo. Mais exatamente na página principal da revista digital Terra Magazine, onde o editor-chefe e repórter em tempo integral, Bob Fernandes, que vi dar os primeiros passos na redação da sucursal do JB (rádio e jornal), em Salvador - e depois andar a passos cada vez mais largos com Ricardo Noblat, na revista Veja - faz o que mais gosta e sabe: jornalismo político.

Bob levanta a lebre escondida sob os tapetes elegantes do PSB. Destampa o caldeirão de uma trama ainda meio submersa mas já com a cauda de fora quanto aos objetivos: afastar o mais rapidamente possível a candidatura à presidência da República do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), sempre inquieto, imprevisível, língua solta. Isso significaria manter a campanha que se aproxima restrita ao governador de São Paulo, José Serra, e à ministra petista Dilma Rousseff. A Verde senadora Marina Silva correndo bem por fora para emprestar credibilidade internacional à disputa.

Assim a campanha poderia rolar praticamente o tempo inteiro no planejado estuário insosso, livre de surpresas, sem debates que mereçam este nome. Típico das disputas plebiscitárias tão do agrado das forças que contam de fato e que seguram as rédeas da política e da economia cabocla. Bem na linha leopardiana da transição do Império para a República na Itália: "É preciso mudar alguma coisa para deixar tudo como está".

O problema - se é que isso é mesmo um problema - é que Ciro Gomes (foto Magazine Terra) parece decidido a "melar" os planos de petistas e tucanos na sucessão presidencial, para usar uma expressão bem ao estilo do político cearense, personagem principal destas linhas.

Na Bahia, há uns dois meses, já dava para desconfiar da trama para apresentar Ciro como um estorvo maior que o da trama do livro de Chico Buarque. Desde os primeiros movimentos das pedras no Estado com vistas às composições para a sucessão de Lula, no Planalto, e do governador Jaques Wagner, em Ondina, circulavam no ar aqueles ruídos de fuxico bem sertanejo, onde se conta a história e a fonte permanece escondida no escuro.

Esta semana, porém, Terra Magazine desencavou peças fundamentais do tabuleiro da história que mistura malandragens com ameaças explícitas de traição ao socialista do Crato, rápido no gatilho e eficiente (embora desastrado às vezes quando exagera no ataque como aconteceu em campanha passada no pega com um ouvinte da Rádio Metrópole em Salvador) tanto no debate quanto no bafafá.

Ciro Gomes reúne em um mesmo personagem a sagacidade e capacidade de argumentação dos acadêmicos treinados em política e economia na Universidade de Harvard, aliado ao instinto de caubói de faroeste que não nega nem as origens nem o jeito de falar sertanejos, embora tanto se esforcem para fazer dele um paulista talhado para governar o Estado mais rico do País.

Esta semana, quando o jornal Valor Econômico perguntou por que ele transferiu o título de eleitor para São Paulo, foi direto ao ponto: "Porque Lula pediu".

De volta a Terra Magazine: desde a última terça-feira crescem as informações e também rumores dos movimentos dentro do PSB a favor e contra a manutenção da candidatura de Ciro Gomes à presidência da República. A reação mais emblemática veio de Pernambuco, no comentário do governador Eduardo Campos - neto dileto de Miguel Arraes e uma das lideranças mais ilustres dos socialistas no País - a propósito de opiniões de Ciro sobre as alianças do PT na sucessão.

Campos afirmou que o colega de partido tem "um jeito de falar" diferente do seu e que conversariam em Brasília. Não se sabe ainda se a conversa de fato ocorreu, ou se morreu no ar e na distância que separam o Crato (CE) e Carpina (PE) do Planalto Central.

É preciso esperar as próximas falas, para verificar se houve alguma mudança no jeito de Ciro Gomes sacar a sua espingarda verbal. Enquanto isso, vale escutar o que disse o senador Renato Casagrande (PSB-ES), 49 anos, um dos entusiastas da candidatura Ciro, "sobre o rumo dos ventos", como assinala Bob Fernandes na apresentação da entrevista.

-... Para ser franco, o partido está em dúvida, tremenda dúvida se deve ou não ter Ciro como candidato à presidência da República.

O que fazer, então? Afinal, como reconhece Renato Casagrande, "não dá pra tirar assim, sem nada, um candidato que tem 10%, 11%, 13% de intenção de voto."

Voltamos então à clássica questão da fábula da assembléia dos ratos:

Quem terá a coragem de colocar a sineta no pescoço de Ciro Gomes, para avisar a tucanos, petistas e socialistas sobre o perigo de sua presença?

Um queijo para quem acertar no palpite.



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Atualizado às O5h25m de 1i.O3

Publicado pelo Blog do Josias, Folha On Line:

PT-SP condiciona diálogo com Ciro a uma ‘retratação’

As últimas declarações do multicandoto Ciro Gomes (PSB) provocaram um curto-circuito nas relações do deputado com o PT de São Paulo.

 

Em entrevista à repórter Malu Delgado, Ciro disse que o PT de São Paulo “é um desastre”. Por quê?

 

Evocando a escândalo do mensalão e o caso dos “aloprados” petistas do dossiêgate, Ciro respondeu:

 

“Por tudo o que aconteceu. Eu lamento, mas há uma lista toda, a nominata quase inteira com problema...”

 

“...[...] Os principais quadros do partido, por essa ou aquela outra, justa ou injustamente, entraram num problema...”

 

“...Não é brincadeira não, rapaz. José Dirceu, Genoino, Mercadante, Marta, João Paulo... Não é brinquedo não. Praticamente isso é a lista inteira”.

 

Em reação aos ataques de Ciro, Edinho Silva, o presidente do PT-SP, levou ao seu microblog um lote de 12 notas.

 

Metido na articulação que visava fazer de Ciro candiato ao governo de São Paulo, o dirigente petista expôs o fio desemcapado.

 

Pediu um isolante: “Nosso diálogo com o Ciro dependerá do seu posicionamento público, se haverá ou não uma retratação em relação a entrevista publicada”.

 

Espantou-se: “Um partido que lhe ofereceu apoio e lealdade não pode ser atacado. Nunca presenciei tamanha falta de habilidade politica na minha vida”.

 

Apontou a ingratidão: “O mesmo PT paulista atacado por Ciro, sem nenhum motivo, construiu unidade em torno de seu nome para a disputa em São Paulo”.

 

Acomodou Ciro no retrovisor: “As lideranças citadas por Ciro estavam unidas em torno de sua candidatura para o governo de São Paulo”.

 

Condicionou a volta ao para-brisa a um gesto imediato: “Um esclarecimento público, que imediatamente, restaure a relação de respeito e confiança”.

 

Tomado pelo teor da entrevista que acendeu o pavio do PT, Ciro não parece lá muito interessado em composição. Muito menos em recomposição.

 

Afirma que sua candidatura ao governo de São Paulo seria “artificial”. Só admite o flerte com a aventura “se o mundo se acabar”.

 

Sem apocalipses, repisa sua preferência pelo Planalto. A despeito da baixa estatura que lhe atribuem as pesquisas –12% no Datafolha— Ciro tenta soar categórico:

 

“Não posso parecer indeciso. E eu não estou”, ele jura. Repisa os ataques à aliança partidária que dá suporte à candidatura de Dilma Rousseff.

 

Além dos ataques ao PT, Ciro mira o sócio majoritário da megacoligação: “O DEM é muito melhor que o PMDB neste instante”, compara.

 

É no mínimo curioso que só agora o PT tenha esboçado uma reação a Ciro. Nessa entrevista, o deputado soou até mais ameno.

 

Antes, já havia declarado que a junção PT-PMDB é uma aliança de “moral frouxa”. Dissera que, sob Lula, a parceria, por tóxica, deixou “um roçado de escândalos”.

 

Ciro sempre compareceu às negociações paulistas com ares de boxer. Nessa briga, reservou ao PT o papel de sparring.



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Atualizada às 11h19m de 11h19m

Publicada por Rica5do Noblat

Comentário

O estilo Ciro de atrair apoios

Espantosa a vocação do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) de criar problemas para ele mesmo.

Foi assim na eleição presidencial de 2002. Chegou a aparecer bem nas pesquisas de intenção de voto. Aí, em entrevista a uma rádio da Bahia, chamou um eleitor de burro.

Mais tarde, durante uma entrevista coletiva em São Paulo, tentou fazer gracinha diante da pergunta sobre o papel da atriz Patrícia Pilar em sua campanha.

Patrícia é mulher dele.

A resposta de Ciro não foi engraçada - foi de mal gosto.

Depois disso, a candidatura desceu a ladeira.

Na última sexta-feira, em entrevista à Rádio Eldorado, Ciro disse:

- Nunca mais vou ser deputado na vida. Não tenho mais paciência de passar nove horas conversando fiado e não fazendo nada pela vida de ninguém.

Como alguém pode aspirar a atrair o apoio de colegas e de partidos com provocações grosseiras como essa?

Se ele como deputado "não fez nada pela vida de ninguém" foi porque lhe faltou competência. Ou interesse. Ou empenho. Ou paciência. Ou tudo junto.

Ciro transferiu para São Paulo seu domicílio eleitoral a pedido de Lula, e imaginando que contaria em troca com a boa vontade dele.

A candidatura ao governo de São Paulo sempre fora de mentirinha só para assustar o governador José Serra (PSB).

Ciro esperava que Lula cedesse o passe de alguns partidos pequenos para apoiar sua candidatura a presidente.

Lula retribuiu a gentileza de Ciro encaixando-o na comitiva que visitou o projeto de transposição das águas do rio São Francisco.

Prometeu carregá-lo doravante em todas as viagens que fizesse acompanhado de Dilma Rousseff. Em seguida arquivou a promessa.

A direção nacional do PSB estuda a melhor hora e a melhor forma para anunciar seu apoio à candidatura de Dilma.

Ciro foi deletado.

Publicada pela Folha de São Paulo:

PT em São Paulo é um "desastre", diz Ciro  
 
Deputado afirma que partido precisa de nome novo para sucessão de Serra, mas considera sua candidatura no Estado artificial

Ciro defende que PT e PSB tenham candidatos próprios em SP; deputado diz que fará aproximação entre PSDB e petistas se eleito presidente

MALU DELGADO
ENVIADA ESPECIAL AO RIO DE JANEIRO

O deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB), 52, é popular no Rio de Janeiro. Num táxi, discute com o motorista a filiação de Romário ao PSB e escuta, atento, a recomendação de lançar Zico, "que nem precisaria de campanha".
Com uma truculência à mídia arrefecida -ou dominada depois de disputar duas campanhas à Presidência -, um Ciro "mais sereno", como ele se classifica, falou à Folha sobre a sucessão presidencial e no governo de São Paulo.
Ele admite que sua candidatura em São Paulo seria artificial e volta a dizer que será candidato à Presidência da República. Ao final da entrevista, com o gravador já desligado, Ciro confessa que, se não disputar a eleição de outubro para presidente ou para o governo de SP, deixará a política.  

FOLHA - O sr. afirmou na semana passada que São Paulo não precisa do sr. São Paulo precisa de quem?
CIRO GOMES - Fulanizar a política é algo ridículo no Brasil. São Paulo precisa de um projeto porque a eficiência medíocre do PSDB deu o que tinha que dar. Os indicadores de violência estão crescendo, o transporte está colapsando, a educação é uma das piores do país. Agora, como o PT é um desastre, lá em São Paulo especialmente, eles têm essa eficiência medíocre posta em relevo.

FOLHA - Por que o sr. considera o PT um desastre em São Paulo?
CIRO - Por tudo o que aconteceu. Estou falando do desastre de confiabilidade, de confiança da população a ponto de o próprio PT, na minha opinião corretamente, pretender lançar um candidato jovem lá, para fazer nome. Os principais quadros do partido [o PT], justa ou injustamente, entraram num problema. Não é brincadeira não, rapaz. José Dirceu, Genoino, Mercadante, Marta, João Paulo. Não é brinquedo não.

FOLHA - O PT pretendia lançar o sr. no Estado.
CIRO - Eu fico muito honrado, distinguido com isso, mas veja bem, não é tão artificial essa solução, não?

FOLHA - Então se o sr. for candidato ao governo de São Paulo será uma solução artificial?
CIRO - A minha candidatura naturalmente é artificial. Agora, o que eu poderia fazer -e tinha que ser sincero e franco com a população de São Paulo- era dizer: "Eu não faço rotina aqui, mas acumulei uma experiência de grande sucesso na administração pública, e essa experiência eu me disponho a colocar a serviço de São Paulo". Não é minha pretensão. Todo mundo sabe e eu repito que minha intenção é ser candidato à Presidência.

FOLHA - O sr. trabalha por alianças do Paulo Skaf com o PT, por exemplo? O sr. vê possibilidade de uma chapa Aloizio Mercadante e Skaf?
CIRO - Eu não veto, não atrapalho, não opino contra, mas acho que a melhor opção é o PT ter o seu candidato e nós, o nosso.

FOLHA - O sr. diz que é o único a ter liberdade para fazer críticas ao governo do presidente Lula. O debate sobre o papel do Estado, com viés antiprivatização, é equivocado?
CIRO - Não, a questão não é que esteja equivocado. Embora o Serra tenha sido capaz de quebrar patentes no Ministério da Saúde na questão do coquetel antiaids, ele chega em São Paulo e privatiza a conta da prefeitura, hospeda num banco privado. E, em seguida, bota a Nossa Caixa para vender, um dos últimos ativos que São Paulo tem. Em relação à Dilma eu tenho a vivência que ela não tem.

FOLHA - Mas qual é sua posição sobre privatização e papel do Estado?
CIRO - Isso tudo é baboseira ideológica. No mundo inteiro a experiência empírica demonstra que o Estado não é máximo, nem mínimo, nem grande, nem pequeno. É o necessário. É a lei do menor esforço. Quem faz melhor, mais rápido e mais barato é quem vai fazer. Às vezes é Estado regulador, às vezes tem que ser empresário. A economia moderna é mista, mas a responsabilidade pela dinâmica estratégica de um país é do Estado.

FOLHA - O sr. sempre menciona eventuais problemas de governabilidade do futuro presidente, dado que ninguém terá o capital político e a popularidade de Lula, que faz com que ele transite bem no Congresso.
CIRO - Mais que transitar. Ele suporta, sem perder legitimidade. O que é um fenômeno absolutamente raro. Se a coalizão for essa, com o protagonismo desta banda do PMDB que manda no país [haverá crise de governabilidade]. O DEM é muito melhor que o PMDB neste instante. Uma questão é um escândalo, no qual todos nós estamos vulneráveis a ter um companheiro que vai entrar numa dessa. Todos nós. Isso é da política. O problema é que o PMDB, não o coletivo, mas a banda hegemônica, faz desta linguagem o seu instrumento central de luta.

FOLHA - E como se governa o Brasil com a atual condição de representatividade e o atual sistema político?
CIRO - É uma ilusão de ótica que a prostração moral do PT está passando para o país. O problema da situação política da Dilma é que ela fica com a boca travada. Ela não pode falar isso para ninguém. Como o Serra também não pode. Eu posso. Imagino governar o Brasil assim: eu encerraria a violenta, paroquial e provinciana radicalização que opõe PSDB e PT. Convocarei um entendimento nacional entre os dois partidos. Essa é a saída para o país avançar e diminuir a importância de setores clientelistas, fisiológicos, atrasados, corruptos.

FOLHA - Fazendo uma revisão da história de 2002, o mercado ainda teme sua candidatura?
CIRO - Teme, mas é injusto. Eu não sou uma invenção. Eu já fui ministro da Fazenda. Eu fui muito bom para a economia pelos resultados. O país cresceu 5,3%, tivemos superavit primário de 5% do PIB, inflação zero. Agora, tive algumas questões. Fiz a intervenção do Banespa e do Banerj. Fiz a abertura comercial que dissolveu vários cartéis. Tudo bem, a vida é dura. Eu não vou vender a minha alma para ser presidente.

FOLHA - O sr. já sofreu uma oscilação fortíssima nas pesquisas em 2002. Todos os políticos não estão sujeitos a isso?
CIRO - Sim, isso eu acho. Acho que a Dilma cometerá um erro, porque nenhum de nós escapou. O Lula cometeu, eu cometi, o Serra, o Alckmin cometeu. Ela cometerá. Tomara que não. E vai oscilar. Ela é um pouco mais vulnerável, claro. Porque na medida em que você erra, você aprende. O Lula aprendeu para caramba. Eu aprendi muito. O Serra erra menos porque é protegido pela grande mídia.

 



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Atualizado às O6h51m de 14.O3

Publicada pelo Painel, da Folha de São Paulo:

Tempo... No entorno de Lula e no comando da campanha de Dilma Rousseff (PT), cresce a impaciência com Ciro Gomes (PSB). Mas a ordem do presidente é manter a calma.

...ao tempo. Segundo o raciocínio zen, quando abril chegar e Ciro concluir que apostou no cavalo errado -a saber, na desistência de José Serra (PSDB)-, não lhe restará senão sair da disputa, dada a marcha das pesquisas e a ausência de apoio partidário.

Foi. Para completar, quase não se encontra mais, no Planalto ou no PT, quem acredite na viabilidade da operação Ciro-SP. A candidatura de Aloizio Mercadante é tratada como um dado da realidade.



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Atualizada às 1Oh48m de 13.O3

Publicada pela Folha de São Paulo:

Ciro afirma que Serra "aparelha" gestão paulista

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, NO RIO

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato à Presidência, acusou ontem o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), presidenciável tucano, de aparelhar o Estado para se beneficiar eleitoralmente.
"Serra pegou o Márcio Fortes, um banqueiro do Rio, e o nomeou para dirigir a empresa de eventos de São Paulo. Todo mundo sabe que o Márcio Fortes, na verdade, ajuda a captação de dinheiro na campanha [presidencial]", disse Ciro, em entrevista à rádio CBN, no Rio.
À Folha Fortes afirmou que Ciro "demonstrou sua ignorância". Ele disse que não é banqueiro, mas engenheiro. "Não estou tratando de recursos para campanha. já tratei disto no passado, como político do PSDB."
Ex-secretário e ex-tesoureiro do PSDB, Fortes dirige a Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), vinculada à Secretaria Estadual de Planejamento.
Márcio Fortes está cotado para ser o vice da chapa encabeçada pelo deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) na disputa pelo governo fluminense.
Na entrevista, Ciro Gomes disse que é "remotíssima" a possibilidade de ser candidato à sucessão de Serra e negou que vá se encontrar com o presidente Lula para discutir tal tema. Ele também voltou a dizer que é mais preparado que Dilma para a corrida eleitoral.
(JOÃO PAULO GONDIM)

 

 



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Atualizada às 11h56m de 12.O3

Publicada pr O Globo:

Ciro diz que se prepara há 12 anos para ser presidente

O deputado Federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse nesta sexta-feira, em entrevista à rádio CBN, que quer ser presidente da República porque tem um projeto muito bom para o Brasil.

- Meu desejo é colocar o Brasil num projeto nacional de desenvolvimento. É para isso que estou me preparando há 12 anos.

Ciro Gomes reafirmou ainda não ter pretensão de se candidatar ao governo de São Paulo e que não tem mais desejo de ser deputado.

- Nunca mais vou ser deputado na vida. Não tenho mais paciência de passar nove horas conversando fiado e não fazendo nada pela vida de ninguém - disse.

Ciro Gomes ressaltou ter na eleição deste ano sua melhor condição, acrescentando que o PSB é, hoje, o partido emergente no país, com grandes chances de eleger governadores em diversos estados, como o RS, MT, Amapá, Oiauí, Ceará, Paraíba, Espírito Santo e Pernambuco.

Publicada pelo Estadão em 12.O3:

Minas está sendo ''violentada'', avalia Ciro

Deputado do PSB critica o fato de Aécio ter sido preterido na indicação como presidenciável

De Eduardo Kattah:

Durante almoço com empresários em Belo Horizonte, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse que Minas está sendo "violentada" pelo fato de o governador Aécio Neves ter sido preterido na disputa com o colega José Serra pela indicação como presidenciável do PSDB.

Indagado sobre possibilidade de uma eleição plebiscitária, para a qual trabalha o presidente Lula, Ciro - que também pleiteia concorrer ao Palácio do Planalto - disse que só Aécio tem condição de romper com a "polarização mesquinha e radical entre o PT e o PSDB de São Paulo".

"Quando eu venho a Minas, sinto que preciso ganhar uma opinião aqui. Não é para mim, como candidato. Eu torço para o Aécio ainda ser o candidato, ele é que tem condição. Não que eu deixe de ser candidato, eu não sou dono do partido, meu partido é que vai determinar."

Ciro fez referência ao rompimento da política café com leite, na qual paulistas e mineiros se alternavam no poder. Para ele, Minas "foi violentada, traída como está sendo de novo".

"O Júlio Prestes (governador de São Paulo e presidente eleito em 1930, indicado pelo então presidente, também paulista, Washington Luís), eu disse, chama-se José Serra."



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Publicadas pelo Painel, da Folha de São Paulo:

Livre pensar. Na prancheta do Planalto, Meirelles não é a única opção a Michel Temer, nome apresentado pelo PMDB. Num evento dias atrás em São Paulo, um ministro palaciano disse que o governo ainda pensa em fazer Ciro Gomes (PSB) de vice. Só não explicou como o PMDB seria convencido de tal ideia.

Base científica. Cada vez mais disseminada no PT-SP, a resistência em apoiar a eventual candidatura de Ciro ao governo ganhou novo argumento: pesquisa mostrando que o eleitor acharia "estranho" o partido não ter candidato em seu berço político.

 



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Publicada por O Globo:

Ciro diz não aceitar 'papel subalterno'
 
Deputado se recusa a ser usado para criticar Serra, mas volta a atacar.
 

BRASÍLIA. O deputado federal Ciro Gomes (PSB), pré-candidato do PSB à Presidência, bombardeou ontem a articulação do PT e do presidente Lula para que seja o candidato da base ao governo de São Paulo, e assim se contrapor ao projeto tucano no estado. Ele disse que a radicalização da disputa do PT com o PSDB contaminou e amesquinhou a política nacional, e que não se prestará a ser candidato em São Paulo para bater no governador José Serra, principal adversário da pré-candidata petista, Dilma Rousseff. Ciro disse que, se depender dele, será candidato a presidente.

- Sou da turma que acredita que time que não joga não faz torcida - disse.

E lamentou que os aliados só deem valor "à briga paroquial de São Paulo":

- Se alguém acha que eu vou me prestar a esse papel subalterno de agredir o Serra, esqueça! Não sou tão brilhante como o presidente Lula, mas tenho uma biografia que prezo muito e pela qual tenho que zelar. Não vou bater em ninguém - disse Ciro, para em seguida se contradizer, e voltar a provocar o governador tucano:

- É claro que o Serra não será candidato. Já sei disso há muito tempo. Ele está fazendo a conta miúda. Só pensa em si e na carreirinha dele. O Brasil que se exploda.

O deputado negou que tenha participado de uma conversa com o governador Aécio Neves (PSDB) sobre uma provável chapa dos dois, com ele (Ciro) de vice:

- Isso não é provável (a chapa). Embora ele seja muito meu amigo, não acho provável.

Publicada por O Globo:

Panorama Politico

Ilimar Franco

O Lula quer impor um plebiscito despolitizado. Todo mundo agora quer bajular o Lula" - Ciro Gomes, deputado federal (PSB-CE), que gostaria de ter o apoio de Lula para ser candidato à Presidência da República


 



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Publicada pelo Estafáo

DORA KRAMER

Lé com cré

O deputado Ciro Gomes reafirmou em entrevista à revista Isto É que na opinião dele o governador José Serra não será candidato a presidente, deixando para o governador Aécio Neves a vaga.

Ao mesmo tempo, Ciro continuou confirmando sua candidatura presidencial.

De duas, uma: ou tem informação privilegiada ou não disse a verdade quando garantiu que sairia do páreo se o escolhido do PSDB fosse Aécio.



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Publicada por O Globo

Para petistas, pesquisa enfraquece Ciro

Dados mostram que nome de ex-ministro não forçaria mais segundo turno

De Cristiane Jungblut:

O PT reforçou ontem o discurso de que a pré-candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB) à Presidência perdeu força, diante do resultado da pesquisa Datafolha, que mostra um crescimento da candidata do PT, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que Ciro perdeu o principal discurso de que sua presença na disputa era importante para forçar um segundo turno entre Dilma e o governador de São Paulo, José Serra (SP), que deve ser o candidato do PSDB.

Segundo petistas e integrantes do PSB, Ciro deve ter uma conversa definitiva com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por volta do dia 15.

— O que acabou foi o discurso do Ciro. Se ele quiser continuar, tem que ficar com outro discurso. O discurso (de que era essencial) não se sustenta. Agora, ele fica se tiver outros elementos — disse Vaccarezza, acrescentando que o deputado do PSB tem todo o direito de concorrer à Presidência.

Publicada  pelo Estadão:

Resultado de pesquisa não altera planos de Ciro Gomes  
 
Adelson Barbosa dos Santos

ESPECIAL PARA O ESTADO João Pessoa

O deputado federal e pré-candidato à Presidência, Ciro Gomes (PSB), disse ontem, em João Pessoa, que a última pesquisa do instituto Datafolha, divulgada domingo, "começa a anunciar que a ameaça da volta ao passado está diminuindo". Sem citar nomes, ele se referiu à queda nas intenções de voto registradas pelo governador paulista José Serra, cotado para disputar o Planalto pelo PSDB. Segundo o Datafolha, Serra caiu cinco pontos em relação à pesquisa anterior. A ministra e pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, cresceu cinco pontos. Ciro aparece com 12%. Na pesquisa anterior, tinha 13%.

"Apesar de eu ter a menor estrutura de poder, sou um candidato que frequenta a faixa dos 12% estáveis, o que significa quase 20 milhões de brasileiros dando a este modesto nordestino a oportunidade de participar do debate eleitoral", disse Ciro. Segundo ele, o resultado da pesquisa em nada vai alterar sua candidatura ao Palácio do Planalto. Ciro esteve em João Pessoa para manifestar apoio à pré-candidatura do prefeito Ricardo Coutinho (PSB) ao governo da Paraíba.



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Atualizada ás 13h42m

Publicada pelo Radar On Line, da Veja On Line

Lauro Jardim

Ciro e Duda

Na conversa que teve durante a gravação do programa do PSB paulista, que irá ao ar amanhã, Ciro Gomes sondou Duda Mendonça sobre a possibilidade de o baiano assumir o marketing de sua campanha à presidência.

Publicada peolo Correio  Braziliense:

Esperança ladeira abaixo  
 
Pesquisa que aponta queda da intenção de votos em Ciro Gomes dá munição ao PT para pressionar o PSB a desistir da pré-candidatura do deputado ao Palácio do Planalto e favorecer a campanha de Dilma Rousseff

Tiago Pariz

A pré-candidatura de Ciro Gomes perdeu fôlego, mas sua insistência pode custar caro ao PSB, que corre o risco de diminuir após as eleições deste ano. 

Com a estagnação do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) na corrida pelo Palácio do Planalto, a cúpula do PT vai intensificar a pressão em cima do partido aliado para desistir da empreitada e apoiar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Pesquisa do instituto Datafolha publicada na edição de domingo da Folha de S. Paulo mostra o pré-candidato socialista com 12% das intenções de votos, variando negativamente em relação ao último levantamento, realizado em dezembro, quando tinha 13%.

O PT acredita que a pesquisa é um ingrediente importante no processo de convencimento do PSB, que dá sinais de que a candidatura do deputado não é mais desejável. Como Ciro Gomes mantém a postura rígida em defesa de sua campanha, os petistas vão focar a pressão sobre a legenda aliada. A ideia é explorar a tese de que, insistindo no voo solo, o partido corre sério risco de encolher na eleição de outubro.

O deputado cearense tem dito que vale a pena o partido correr o risco por avaliar que terá uma candidatura competitiva, com apoio em estados importantes e com estrutura superior à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas campanhas de 1989 e 1994. O PSB tem governadores no Rio Grande do Norte, no Ceará e em Pernambuco. Mas vem justamente desse último governo, comandado por Eduardo Campos (PE), a principal dúvida sobre a viabilidade do projeto presidencial. A cúpula petista, comandada pelo presidente da legenda, José Eduardo Dutra, pretende insistir com os colegas do PSB que a candidatura de Ciro tende a se tornar cada vez mais descartável.

O PSB apostava que Ciro teria um crescimento pequeno, mas significativo, depois que foi ao ar a propaganda gratuita em rádio e televisão em fevereiro. Ele não só oscilou para baixo, como reforçou que sem seu nome na disputa, o governador de São Paulo, José Serra, o provável candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, não venceria mais em primeiro turno. Isso mostra que começa a fazer água a tese de Ciro Gomes de que, sem ele, o principal beneficiado é o tucano.

No cenário sem o deputado do PSB, o Datafolha mostra Serra com 38%, Dilma com 31%, e a senadora Marina Silva (PV) com 10%. Quando o levantamento inclui Ciro Gomes, ele chega aos 12%, o governador paulista mantém a liderança, com 32%, a petista alcança 28%, e Marina, 8%. O importante é que a ministra da Casa Civil mantém a linha ascendente e Serra, a descendente. Os petistas acreditam que, nesse ritmo, o empate técnico entre Serra e Dilma (com ou sem Ciro) deverá aparecer já em abril.

Estagnação

O senador Renato Casagrande (PSB-ES), secretário-geral do partido, afirmou que a estagnação de seu correligionário sofre com um cenário de instabilidade por haver um descompasso entre seus próprios interesses e os do partido. “A candidatura do Ciro é boa para o processo eleitoral e para a política, mas o partido faz uma reflexão. O risco está nos estados”, disse o parlamentar capixaba, referindo-se à análise sobre a meta de aumentar — e não diminuir — o número de deputados eleitos pelo partido.

Dentro do PSB, há quem defenda a candidatura de Ciro ao governo de São Paulo, exatamente como quer o presidente Lula. O deputado Márcio França (PSB-SP) tem demonstrado otimismo com a possibilidade de a disputa regional ser mais interessante do que a presidencial para seu colega de partido. Os petistas estão mais céticos e apostam que o deputado pelo Ceará não entrará em nenhuma das duas corridas.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que Ciro é uma questão para ser resolvida pelo PSB. Ele preferiu comemorar o resultado e dizer que o seu partido não pode entrar na onda do já ganhou. “Precisamos trabalhar bastante, porque ainda não ganhamos nada”, afirmou. Segundo ele, a queda do governador de São Paulo nas pesquisas já era esperada. “Em 2002, o Serra foi rejeitado porque representava a continuidade e o povo queria a mudança. Agora, o Serra representa a mudança e o povo está dizendo que quer a continuidade. É azar dele”, alfinetou.



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Publicada pelo Estadão:
 
Se disputar em SP, Ciro terá menos tempo na TV   
 
Daniel Bramatti 

Propaganda de candidato do PSDB será mais extensa

Mesmo com o reforço dos oito partidos que lhe prometem apoio, o ex-ministro Ciro Gomes (PSB) ficará em desvantagem na divisão do tempo da propaganda gratuita de rádio e TV caso decida concorrer ao governo de São Paulo.

Uma eventual aliança entre PSB, PT, PDT, PC do B, PTC, PRB, PSC e PT do B teria entre 25% e 30% do tempo destinado aos candidatos a governador. Geraldo Alckmin, o mais cotado para concorrer entre os tucanos, teria de 40% a 45% da propaganda em uma provável coligação com PMDB, DEM, PPS e PTB.

Haverá dois blocos de 18 minutos para a campanha estadual, três vezes por semana. Em cada bloco, Ciro teria entre quatro minutos e meio e cinco minutos e meio, e o candidato tucano, algo entre sete e oito minutos. O cálculo exato só poderá ser feito quando houver definição de quantos partidos "nanicos" lançarão candidatos.

Para o consultor político Gaudêncio Torquato, o tempo de Ciro, apesar de mais curto, lhe daria "condições competitivas do ponto de vista da visibilidade".

"O maior problema de Ciro é a falta de controle sobre a própria língua", disse Torquato, em referência ao tom contundente com que o ex-ministro da Integração Nacional costuma se manifestar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e parte do PT pressionam Ciro a concorrer em São Paulo, mas ele reluta em admitir essa possibilidade. Na quarta-feira, em reunião com dirigentes do PSB e outras oito siglas, considerou a possibilidade "remota", mas não a descartou. "De repente, o projeto nacional que o presidente Lula representa precisará que, mesmo como uma engrenagem modesta, eu aceite esse desafio. Nesse caso, a serviço do Brasil, a serviço dessa fração de São Paulo, eu não titubearia em ir."

ESTRATÉGIAS

Caso decida concorrer ao governo, Ciro, que transferiu seu domicílio eleitoral há menos de cinco meses, poderá enfrentar resistências por ter feito carreira política no Ceará, analisa Torquato. "De nada adiantará dizer que nasceu em Pindamonhangaba se não souber onde fica a Mooca ou o Brás."

Para o consultor, em uma disputa entre Ciro e Alckmin, o primeiro deve buscar "federalizar" a campanha para disfarçar a eventual falta de familiaridade com problemas do Estado. Em outras palavras, deve dar destaque à figura de Lula e se apresentar como representante de seu projeto. Já o tucano, que já governou São Paulo e integra a gestão José Serra, tende a puxar o debate para o campo local.
 
 
 

 



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Publicada pelo Correio Braziliense:

Ciro reforça críticas a Lula 
 
Em tom de campanha, pré-candidato à sucessão presidencial Ciro Gomes volta a chamar governo petista de “um roçado de corrupção” e aposta na desistência de José Serra na corrida pelo Palácio do Planalto
Pré-candidato ao Planalto, Ciro classificou a aliança entre PT e PMDB de “ajuntamento oportunista”

A aliança entre PT e PMDB voltou a ser tema de ataques do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato à Presidência da República. Em Fortaleza, Ciro classificou o arranjo entre petistas e peemedebistas de “ajuntamento oportunista” e afirmou que há “um roçado de corrupção” no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Já falei que essa aliança é um roçado de corrupção, um roçado de escândalos” afirmou o parlamentar, em entrevista à rádio CBN.

Na mesma entrevista, Ciro disse que acredita na desistência do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na corrida pelo Palácio do Planalto. “O Serra vai ter que mostrar a carta. Vai renunciar ao governo de São Paulo ou não. Eu acho que ele vai correr da briga. Acho que ele vai disputar (a reeleição) o governo de São Paulo”, comentou, acrescentando que, com Serra fora do páreo, os tucanos devem lançar o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, como candidato à sucessão presidencial.

 



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Publocada pelo Estadão:

Ciro indica que pode concorrer em SP
 
Vera Rosa, BRASÍLIA
 

Deputado diz que "não titubearia" em atender a pedido do presidente

Exatos vinte e três dias depois de dizer que "o santo Lula está errado" ao querer que ele desista da candidatura ao Palácio do Planalto, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) deu ontem o primeiro sinal de que pode atender ao apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e concorrer ao governo de São Paulo.

Em reunião com dirigentes do PT, PSB, PC do B e PDT, Ciro repetiu que sua prioridade é disputar a cadeira de Lula, mas afirmou que "não titubearia" em entrar no páreo paulista se o presidente precisar de um palanque para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Planalto, no maior colégio eleitoral do País.

"Eu sou candidato a presidente, mas só o tempo dirá se minha decisão vai se materializar", comentou o deputado, que é ex-ministro da Integração.

O vaivém de Ciro deixou os participantes da reunião confusos sobre suas reais intenções. De qualquer forma, apesar de insistir que a possibilidade de ser candidato ao governo paulista era "remota" e "quase impossível", ele abriu uma brecha para a negociação.

"De repente, o projeto nacional que o presidente Lula representa precisará que, mesmo como engrenagem modesta, eu aceite esse desafio. A serviço do Brasil, a serviço dessa fração de São Paulo, eu não titubearia em ir", argumentou.

Lula avalia que a entrada de Ciro na corrida presidencial rouba votos de Dilma e favorece o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), provável adversário do PT. O deputado discorda dessa análise: acha que, sem ele na briga, Serra vence no primeiro turno e o projeto nacional de Lula "corre risco".

A portas fechadas, Ciro mostrou pesquisas indicando que o potencial de transferência de votos de Lula não é tão grande como se imagina. Disse, porém, que conversará mais uma vez com o presidente, em março, para só então dar a resposta sobre o seu destino político. Não foi só: avisou que não será "linha auxiliar" do Planalto se mantiver sua intenção de disputar a Presidência. "Sou muito melhor do que qualquer outro candidato", garantiu. "A Dilma é extraordinária, mas não tem a história de 20 eleições que eu tenho."

O presidente do PT paulista, Edinho Silva, cobrou rápida definição do cenário para montar o palanque de Dilma em São Paulo. O PT pressiona o senador Aloizio Mercadante (SP) a ficar de "stand by" para a tarefa de concorrer à sucessão de Serra, caso Ciro não aceite a missão. Mercadante diz que é candidato à reeleição no Senado e já escolheu como suplente o deputado José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP), mas pode mudar de ideia. "Vocês precisam botar gelo nas veias", brincou Ciro, pedindo o fim da alta ansiedade.



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Publicada pela Folha de São  Paulo:

Ciro dirá a aliados que só disputa Planalto  
 
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Pressionado pelo Palácio do Planalto a abandonar a corrida presidencial, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou que comunicará hoje oficialmente a dirigentes de nove partidos em São Paulo que será candidato à Presidência.
Questionado se a reunião poderia resultar numa resposta final, o deputado respondeu: "A de sempre: sou candidato a presidente da República".
A reunião, realizada na sede do PSB em Brasília, foi marcada a pedido dos dirigentes partidários paulistas. No cenário sem Ciro em São Paulo, o PSB e outros partidos podem lançar candidaturas próprias.
Ciro transferiu o seu domicílio eleitoral para São Paulo a pedido do presidente Lula, que quer vê-lo como o candidato de sua base ao governo.
A pressão do Planalto pela candidatura de Ciro ao governo de São Paulo tem como objetivo declarado a tentativa de unir a base lulista no Estado e permitir, no cenário nacional, uma disputa plebiscitária entre Dilma Rousseff (PT) e o governador José Serra (PSDB).
Mas é certo que uma desistência nacional de Ciro levaria já no primeiro turno para a petista o apoio da totalidade de palanques estaduais importantes do PSB, como o Ceará e Pernambuco, onde governadores do partido disputam a eleição.
Ciro afirmou que ainda não foi chamado por Lula para discutir o assunto e afirmou que o partido não fez pesquisas sobre os resultados do programa partidário de rádio e TV, veiculado na quinta e que trouxe Ciro como principal estrela.
O presidente do PT paulista, Edinho Silva, disse que partido irá insistir que as condições para que Ciro dispute em São Paulo são "excelentes", com uma aliança que pode abranger 11 partidos. "Nenhum candidato do PT ao governo teve condições tão boas", afirma Silva.
 
 

 

 



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Publicada pelo Blog do Noblat:

Agenda política da Semana - 22 a 26/02/10

Quarta-feira

* Integrantes do PT de São Paulo se reúnem com Ciro Gomes (PSB). Tentam convencê-lo a disputar o governo do Estado e não a presidência da República.



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Publicada pela Folha de São Paulo

Ciro recorre à TV para melhorar nas pesquisas

De Andreza Matais:

Na semana em que o PT irá lançar a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão presidencial, o PSB vai usar o programa eleitoral de rádio e TV para tentar alavancar a candidatura do deputado Ciro Gomes ao Palácio do Planalto.

Nos dez minutos de programa, Ciro só irá dividir o tempo com os três governadores do partido -de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.

Apesar do destaque, Ciro não monopolizará as inserções nos Estados onde o PSB deverá lançar candidatura a governador. Pelo menos em sete Estados -incluindo São Paulo e Espírito Santo- as entradas (distribuídas ao longo da programação) serão destinadas à promoção do candidato a governo.

Publicada pelo Painel, Folha de São Paulo:

Pergunte ao trio. No programa que irá ao ar amanhã, Ciro Gomes apresentará um "jeito do PSB de governar", exibindo os governadores Eduardo Campos (PE), Cid Gomes (CE) e Wilma Faria (RN) sob o slogan "escolha certo, escolha o PSB".

 



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Publicado por O Povo, Fortaleza:

Ciro reafirma no Recife que é candidato a presidente

Questionado se o encontro com a ministra em Recife serviria para demovê-lo da ideia de ser candidato, Ciro respondeu categoricamente que não

O  deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) confirmou neste sábado, 13, ao lado da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, que será candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. Eles assistiram ao desfile do Galo da Madrugada, tradicional bloco carnavalesco de Pernambuco.

Questionado se o encontro com a ministra em Recife serviria para demovê-lo da ideia de ser candidato, Ciro respondeu categoricamente que não. "Sou candidato a presidente, isso está decididíssimo".

O deputado e a ministra chegaram ao desfile acompanhados do governador de Pernambuico, Eduardo Campos.



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Publicada pelo Estadão:

Ciro dribla ultimato do PT em São Paulo

Deputado adia reunião para discutir troca da corrida ao Planalto por sucessão paulista e partido já busca opção

De Clarissa Oliveira:

Decidido a adiar até março a definição de seu destino político, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) empurrou para o dia 24 deste mês o encontro que teria com um grupo de dirigentes de partidos da base aliada em São Paulo, liderados pelo PT. Na reunião, agendada inicialmente para amanhã, o comando petista planejava cobrar de Ciro uma posição sobre o convite feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o deputado troque a disputa presidencial pela corrida ao Palácio dos Bandeirantes em outubro.

A promessa de dar uma espécie de ultimato a Ciro foi anunciada na semana passada, após reunião entre dirigentes de siglas como PT, PSB, PDT e PC do B. Empenhado em firmar posição, o grupo já admitia nos bastidores que o plano teria alcance limitado, já que dependeria de Ciro disponibilizar espaço na agenda para o encontro. Ainda assim, a ordem era ampliar esforços para desamarrar os preparativos da campanha.

"O PT não pode entrar em março sem uma definição sobre quem será seu candidato em São Paulo", justifica o presidente do PT paulista, Edinho Silva. A ideia de colocar Ciro na vaga tem como patrocinador o próprio Lula, que tenta viabilizar uma eleição plebiscitária entre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O adiamento do encontro, entretanto, ajudou a alimentar a articulação no PT em busca de outra alternativa para a eleição paulista. Leia mais em: Ciro dribla ultimato do PT em São Paulo.

Publicada pela Folha de São Pauklo;

Painel

Veja bem. Do marqueteiro Edson Barbosa, responsável pelo programa que o PSB exibirá no dia 18, defendendo a permanência de Ciro na disputa presidencial: "Em 2002, a onda Lula era enorme. Ainda assim, ele precisou de Ciro e Garotinho para derrotar Serra no segundo turno. Um plebiscito entre Dilma e Serra pode comprometer o projeto Lula com um tiro só".

Pubicada pela Folha de São Paulo:

Para Ciro, FHC deveria "colocar a viola no saco"

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) entrou na troca de acusações entre tucanos e governistas, e escolheu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como alvo. Para Ciro, as críticas de FHC à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) derivam de uma "vaidade misturada com inveja que tem de Lula".

Segundo o deputado, o ex-presidente é a "única pessoa que não tem moral para falar mal de Dilma, e deveria colocar a sua viola no saco".

"O Serra [governador José Serra (PSDB-SP)] foi a Dilma do Fernando Henrique. Além disso, ele violentou a Constituição [ao aprovar a reeleição no Congresso]."

Ciro afirmou também que Dilma é a melhor opção que o PT tem para a eleição de outubro, mas criticou o fato de ela não ter vivência eleitoral.

O ministro Tarso Genro (Justiça), pré-candidato ao governo do RS, também abordou o assunto. Disse que FHC "sintetiza a oposição" e que busca dar um rumo a "uma oposição sem rumo".

 

 



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Publicada pelo O Estado de S.Paulo:

Ciro se diz ''prejudicado'' e engrossa discurso

Ele vê 'ruído' na mudança do título para SP e põe partido em dilema

De Julia Duailibi:

Após um giro pela França, Alemanha e Holanda, que despertou a fúria de aliados, o deputado Ciro Gomes (PSB) voltou a Brasília com um veredicto: foi prejudicado pela mudança do seu título de eleitor para São Paulo em outubro passado. Agora, com setores de seu partido flertando com apelos governistas de fazer uma eleição plebiscitária, o deputado resolveu engrossar o discurso de pré-candidato e chega a vaticinar uma zebra no cenário da eleição nacional. "Vai mudar tudo", afirma.

"Eu estou dizendo que topo, mesmo isolado. Para mim é um imperativo moral. Se amanhã o meu partido me exonerar desse imperativo, também estou satisfeito, estou com a vida ganha. Não acho que eu seja indispensável para o País", afirmou ao Estado, antes de viajar a Pernambuco, onde gravou o programa de TV do partido que vai ao ar no dia 18 e do qual será a principal estrela. E o suicídio eleitoral de ir para uma disputa com dois minutos de TV? "Vou com zero", respondeu Ciro.

O PSB passa por um dilema. Enquanto setores apostam que Ciro deve ir para a disputa, mesmo sem alianças, outra ala avalia que, sem tempo de TV, resta abraçar a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Neste grupo, está o presidente do PSB, o governador Eduardo Campos (PE). Parlamentares temem que o voo solo prejudique os planos de eleger 50 deputados e reeleger os governadores de Pernambuco e Ceará (Cid Gomes, irmão de Ciro).

O deputado joga para o partido a decisão sobre sua candidatura a presidente, o que deixa a porta aberta para a retirada de seu nome da corrida. Caso isso ocorra, aumenta a chance de ser arrastado para a disputa do governo paulista - desejo do presidente Lula inversamente proporcional ao dele.

 



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Publicada por Lauro Jadim, no Radar da Veja On Line:

Valorização do passe

No staff de campanha de Dilma Rousseff há quem jure que Ciro Gomes está apenas valorizando seu passe para a negociação final com Lula, que se dará em março.

Ciro estaria  também aproveitando o espaço na mídia que tem tido para aparecer. Criando, assim, interesse para o programa de tevê do PSB, que irá ao ar depois do carnaval e no qual ele será a estrela máxima.



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Publicado por Ricardo Noblat

Ora Lula diz que o PT paulista deve repetir nomes de canditatos ao governo e às prefeituras até que eles se afirmem depois de duas ou três eleições e vençam a seguinte. Assim como ele, que disputou e perdeu três eleições presidenciais, mas venceu a quarta e a quinta.

Ora insiste em empurrar goela abaixo do PT a candidatura de Ciro Gomes (PSB-CE) à sucessão do governador José Serra.

Nada mais natural, pois, que o PT paulista se declare confuso, como admitiu na semana passada, por exemplo, o deputado José Genoino.

Pois fique sabendo o PT de uma vez por todas: Lula fará tudo o que puder para que Ciro concorra à vaga de Serra.

É útil para Dilma que Ciro continue aparecendo nas pesquisas de intenção de voto para presidente. Se o nome dele tivesse sumido, a vantagem de Serra sobre Dilma, hoje, seria maior. Por enquanto, Ciro transfere mais votos para Serra do que para Dilma.

Mais adiante, talvez não.

Aí terá chegado a ocasião de forçar Ciro a desistir do sonho de ser candidato a presidente. E Lula acredita que o convencerá a disputar a sucessão de Serra.

Para ganhar?

Não. Lula não aposta um tostão na vitória de Ciro em São Paulo - nem na vitória de nenhum nome do PT.

A missão de Ciro será bater duro em Serra, dentro do reduto de Serra, para diminuir ali a vantagem de Serra sobre Dilma.

Ciro topará servir de boca de aluguel do PT?

No momento, jura que não. Depois, não se sabe.

Até aqui, Lula tem conseguido tudo o que quer.



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Publicada pela Folha de São Paulo:

Sem Ciro, PT de SP quer viabilizar alternativa

Partido cobra maior presença de Lula e de Dilma em eventos no Estado para levar pré-candidatos petistas ao palanque

Chinaglia diz que todos os dirigentes do PT paulista preferem uma candidatura própria, mas vão aguardar decisão do presidente Lula

MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Diante da insistência do PSB em deixar para março a decisão sobre a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), petistas de São Paulo prometem intensificar a partir de agora as negociações com os demais partidos atrás de alianças e "turbinar" a agenda dos pré-candidatos do PT ao governo.
Dirigentes do partido também cobram do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata à Presidência, uma maior participação em eventos no Estado, para dar mais visibilidade à legenda e levar os pré-candidatos juntos para o palanque. "Precisamos fortalecer a agenda popular e a agenda política [em SP], inclusive com a participação dos dois maiores nomes do partido", disse o deputado federal José Genoino (PT-SP).
Anteontem, em Pernambuco, Lula fez mais um apelo aos dirigentes do PSB para que Ciro abrisse mão de sua candidatura à Presidência e aceitasse concorrer ao governo de São Paulo em uma chapa apoiada pelo PT. Ele acha que o melhor cenário para a eleição presidencial é uma eleição plebiscitária entre Dilma e o governador José Serra (PSDB-SP).
Como o presidente saiu do encontro sem resposta, os petistas acham que está mais do que na hora de reagir. "[Deixar a decisão para março] compromete a construção de um nome, principalmente se for alguém que nunca disputou nenhuma eleição majoritária", disse o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP).
A estratégia é intensificar a pré-campanha, mas sem desagradar Lula: apesar do esforço para dar visibilidade para os nomes petistas, o martelo só será oficialmente batido em março. Mas os petistas têm convicção de que as chances de Ciro concorrer ao governo de São Paulo são pequenas.
"Todo mundo sabe que o PT paulista, que todos os dirigentes preferem uma candidatura própria, mas todo mundo também sabe que tem que aguardar o presidente Lula", afirmou Chinaglia. "Não podemos fazer política que dependa dele [Ciro] só", completou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).
Neste um mês e meio que falta para o lançamento oficial de uma pré-candidatura, quatro petistas podem ganhar força: Aloizio Mercadante, Marta Suplicy, Emidio de Souza e Antonio Palocci. O primeiro já saiu na frente. Em encontro com deputados anteontem em Brasília, o próprio Lula disse que, sem Ciro, prefere o senador.
Ele prometeu que vai começar a "falar duro" para que Mercadante seja o candidato no Estado. Até agora, Mercadante diz que quer disputar o Senado.
A intensificação da agenda dos petistas tem o aval do presidente. Segundo deputados que estiveram com ele anteontem, Lula quer fazer uma reunião com os dirigentes do PT de São Paulo para acertar os detalhes dessa articulação no Estado.




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Publicadda pelo Painel da Folha de São Paulo:

Making of

 Horas antes de embarcar para Recife, onde discutiria o futuro de Ciro Gomes (PSB-CE) nas eleições, o presidente Lula aproveitou uma roda de petistas para dizer que, se fracassar a articulação para convencê-lo a disputar o governo de São Paulo, quem deveria concorrer é o senador Aloizio Mercadante. Os petistas gravavam em Brasília a propaganda partidária dos 30 anos da sigla, que vai ao ar no dia 11.

Segundo relatos, enquanto tirava a maquiagem, o presidente argumentou que o PT precisa "repetir candidatos" e "fixar um nome no Estado". Mercadante ouviu as declarações e, acuado, não quis estender o assunto. Lula passará por São Paulo no sábado.

Obstáculo.

Do vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, sobre a possibilidade de Ciro Gomes sair candidato a governador: "Você até pode dizer para alguém que não seja candidato, mas não dá para dizer "você é candidato'".



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Artigo publicado pela Folha de São  Paulo:

Lula, Dilma e Ciro
 
FERNANDO RODRIGUES
 

BRASÍLIA - O planejamento eleitoral do PT está em grande parte atrelado à decisão de Ciro Gomes de ser ou não ser candidato a presidente. Lula tem hoje um jantar com Eduardo Campos, presidente do PSB, o mesmo partido de Ciro.
Deu-se um fato curioso nas últimas semanas. Enquanto os outros três candidatos a presidente -o tucano José Serra, a petista Dilma Rousseff e a verde Marina Silva- fizeram o que foi possível para aparecer, Ciro Gomes sumiu do mundo político. Em férias na Europa, não conversou com quase ninguém desde o final do ano passado.
Essa saída de cena permite pelo menos duas interpretações, não excludentes entre si. Primeiro, que Ciro tem um temperamento despojado e foi cuidar da vida. Tirou férias da política. Segundo, que o deputado federal pelo Ceará não tem tanto apego assim pelo projeto de ser candidato a presidente.
É impossível afirmar com precisão científica, mas a ausência de Ciro coincide com uma atrofia dos seus percentuais nas pesquisas de opinião. Antes, estava empatado com Dilma Rousseff em segundo lugar. Agora, a petista descolou. Ciro caiu para o pelotão de trás, esbarrando na quarta colocada, Marina Silva. Ainda falta muito para a eleição de outubro, mas ficar atrás nas sondagens eleitorais nunca resulta numa sensação agradável.
Hoje à noite, Lula repetirá para Eduardo Campos a tese da eleição plebiscitária. Sugerirá novamente a saída de Ciro Gomes do cenário nacional em troca de uma possível candidatura ao governo paulista.
Embora o destino de Ciro possa não ser selado no jantar de logo mais, já está clara qual será a única possibilidade de sua candidatura presidencial ser mantida sem se indispor com o Palácio do Planalto: viabilizando-se nas pesquisas, empatando ou passando Dilma. Não é algo impossível, mas parece ser improvável a esta altura.
 



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Publicada pelo Blpog do,Josias, na Folha Onliine:

Presidente do PSB repele pressão pela saída de Ciro

Às vésperas de receber Lula em Pernambuco, o governador Eduardo Campos disse que cabe apenas ao PSB definir se Ciro Gomes disputará o Planalto:

“Nossas decisões não serão tomadas por dirigentes de outras legendas. Nossas decisões serão tomadas pela nossa direção”.

Campos é presidente nacional do PSB. Falou sobre Ciro depois de almoçar com um personagem que inspira ojeriza em Lula: o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Cristão novo no PSB, Skaf liderou o movimento que resultou na rejeição, em 2007, da emenda que prorrogava a CPMF.

Desde então, Lula traz o presidente da Fiesp atravessado na traquéia.

O neo-socialista Skaff reivindica o aval do PSB para disputar o governo de São Paulo. Deseja justamente a posição que Lula reservou para Ciro.

Em entrevista, Campos disse que “a candidatura de Paulo Skaf amplia” o palanque da oposição em São Paulo.

Afirmou que que Skaf vai “ficar mobilizado” até que o PSB tome sua decisão sobre o “projeto Ciro”. Algo que só deve ocorrer em março.

Lembrou que a data foi acertada com Lula. E não vê razões para descumprir o combinado.

O governador exalou incômodo com o noticiário acerca do encontro que terá com Lula, nesta quinta (28). Estranha sobretudo o caráter político conferido à conversa.

É algo que, segundo disse, Lula não acertou com ele. O presidente fará no Recife escala para uma viagem à Suiça.

Chega no início da tarde, acompanhado de oito ministros. Entre eles Dilma Rousseff. . 

A comitiva presidencial tem agenda cheia –um pa©mício, visita a uma exposição e a uma sinagoga.  

Só à noite, por volta de 20h, Lula será recebido em jantar pelo governador. Participam do repasto companheiros de viagem de Lula.  

É gente demais para uma conversa consequente, que o petismo se apressa em apresentar como definidora dos destinos de Ciro Gomes.

Em férias na Europa, Ciro retorna ao Brasil nesta quarta (27). Informa-se que deve dar as caras no Recife.

 Integrante da comitiva de Lula, Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado disse nesta segunda (25):

 "O PSB tem legitimidade para ter candidato, mas o importante é unir a base e vencer no primeiro turno...”

 ...O presidente vai a Pernambucano conversar com Ciro e eu vou junto”.

 O lero-lero sobre a pressão para que Ciro troque a cena nacional pelo ringue paulista foi açulado pelo próprio Lula.

 Em reunião ministerial, na semana passada, o presidente repisou a tecla da sucessão plebiscitária –era Lula X fase FHC.

Disse que conversaria com o “companheiro Ciro” sobre a candidatura dele ao governo de São Paulo. Deu a entender que o jogo estava, por assim dizer, jogado.

 É nesse contexto que Eduardo Campos veio ao meio-fio para propalar a autonomia do seu PSB. Uma autonomia que enfrenta uma conspiração dos fatos.

 Ao transferir o seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, em setembro passado, Ciro aceitou gostosamente o papel de candidato multiuso.

 Em novembro, animada pelas pesquisas que mostravam um Ciro encostado em Dilma, a Executiva do PSB proclamou-o candidato à presidência.

 Dono de escassos 2,5 minutos de tempo de TV, o PSB sonhava pôr de pé uma coligação com pelo menos outras duas legendas: PDT e PCdoB.

 Dias atrás, acossado por Lula, o PDT proclamou o apoio a Dilma. O PCdoB, premido pelo menos assédio, também se encaminha para o colo da ministra-candidata.

 Em movimentos calculados, Lula tratou de asfixiar a candidatura presidencial de Ciro. Em menos de cinco meses, deixou o PSB falando sozinho.

 De resto, numa conversa do tipo ‘olho no olho’ com Lula, o presidente do PSB tende a atenuar o tom de voz.

A gestão de Eduardo Campos é, hoje, uma das mais umedecidas pelas verbas borrifadas por Brasília. Graças a Lula, converteu o Estado em canteiro de obras.

Candidato à reeleição num Estado em que a popularidade de Lula roça os 90%, Campos não dispõe de motivos nem de disposição para divergir de Lula.

 Resta saber o que tem a dizer o próprio Ciro. Antes de tomar chá de sumiço, desfilara sua candidatura presidencial por diversos pedaços do mapa brasileiro. 

Por onde passou, fez questão de atacar alvejar o tucano José Serra e realçar a “frouxidão moral” que permeia a união PT-PMDB em torno de Dilma.  

Soou tão enfático que, agora, vai parecer um frouxo se ceder aos apelos de Lula, incorporando-se à caravana dos imorais.



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Publicado pelo Portal R7:

Para Carlos Ranulfo (UFMG), Ciro é coringa que pode garantir segundo turno

Gabriel Mestieri, do R7.Texto: EFE/Reuters

.A vitória do candidato oposicionista Sebastián Piñera nas eleições presidenciais chilenas, no último domingo (17), animou a oposição no Brasil. Para especialistas ouvidos pelo R7, estaria no país vizinho a prova de que um presidente popular não consegue, necessariamente, eleger seu sucessor. Michelle Bachelet, a atual presidente do Chile, cuja popularidade beira os 80% - mesmo patamar de Lula - não conseguiu emplacar seu candidato, Eduardo Frei, e a coalizão de centro-esquerda que governava o Chile há 20 anos perdeu o poder para a direita.

Analistas dizem que, além de confirmar que não existe transferência automática de votos, o exemplo chileno mostra que divisões na base de um presidente podem favorecer a oposição. Lá, três candidatos disputavam os votos dos simpatizantes de Bachelet, enquanto no Brasil, além de Dilma, a favorita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) também sinaliza com a possibilidade de disputar a Presidência como candidato da base governista. A senadora Marina Silva (PV-AC) seria a terceira candidata a rachar a base de Lula.

O exemplo chileno seria, portanto, um argumento que Lula poderia utilizar para convencer Ciro a desistir da Presidência e tentar disputar o governo de São Paulo. É o que aponta o historiador e professor de Ciência Política da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) Marco Antônio Villa.

- Pode servir [de argumento para Lula], sim. É mais um instrumento de pressão.

Para Carlos Ranulfo, cientista político da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), mais do que um divisor da base, como foi o candidato independente Marco Enríquez-Ominami no Chile, Ciro exerce um papel de “coringa” para Lula. Ele pode concorrer no caso de Serra estar forte, garantindo o segundo turno, ou deixar o caminho livre para Dilma, caso ela já esteja forte o suficiente na disputa.

PT aguarda decisão de Ciro até março

Dilma associa imagem a Lula e sobe em pesquisa

A candidatura de Ciro é uma faca de dois gumes, pode ser bom e pode ser ruim. Se o Serra sair muito forte, o Ciro fica na disputa para garantir o segundo turno. A diferença para o Chile é que, nesse caso, o Ciro apoiaria a Dilma logo de início, e de maneira explícita.

Ambos os analistas apontam, entretanto, para limitações na comparação entre os panoramas brasileiro e chileno, devido às diferenças entre os quadros político-eleitorais dos dois países. Para Villa, há diferenças estruturais.

- As histórias são muito distintas. O Chile é mais politizado, lá a campanha é mais baseada em valores, diferente do Brasil, em que há o personalismo em torno da figura de Lula. Lá o Partido Socialista tem mais de meio século, enquanto aqui nossos partidos são jovens, com, no máximo, 30 anos.

Ele diz, entretanto, que apesar das diferenças, o quadro chileno pode servir como um “sinal” para o governo na questão da transferência de votos. Ele destaca ainda o fato de Frei ser um político experiente, que já foi presidente e cujo pai também já governou o país, enquanto a ministra nunca foi “candidata a nada”.

- Apesar das profundas distinções, a eleição chilena mostra que achar que simplesmente o candidato do presidente com alta popularidade vai vencer as eleições é uma ilusão. E isso que o Frei já foi presidente e Dilma nunca foi sequer candidata nem eleita para coisa alguma. É um sinal para o governo, que vai fazer com que Lula tome a frente da campanha.

Ranulfo destaca também a diferença de engajamento dos presidentes populares nas campanhas de seus escolhidos lá e aqui. Enquanto Bachelet foi tímida no apoio à Eduardo Frei, Lula já faz – e deve intensificar - campanha explícita por Dilma.

- No Chile, o Eduardo Frei não era candidato da Bachelet, mas da coalizão. Ela não transferiu votos, mas é porque não quis transferir, não fez campanha explícita por ele. Já a Dilma é [candidata] do Lula e ele vai fazer campanha, não vai deixar a associação para o eleitor.
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Publicada pela  Folha de S. Paulo

Indefinição de Ciro ameaça candidatura à Presidência

PSB está preocupado com "sumiço" do deputado, que viaja desde o início do ano

Partido quer definição até meio de fevereiro, depois de exibir programa na TV; Lula pretende convencer Ciro a disputar o governo de SP

De Maria Clara Cabral:

Integrantes do PSB manifestaram preocupação com o "sumiço" do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) do cenário político nacional. A cúpula do partido avalia que sua candidatura à Presidência está cada vez mais ameaçada e que a indefinição, junto com sua ausência, abre caminho para uma desistência.

A última cartada para a consolidação da candidatura será dada logo após o Carnaval, quando vai ao ar a propaganda partidária do PSB. A campanha, de dez minutos, será quase que inteiramente dedicada ao deputado. Junto dele estará o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional da sigla.

"O Ciro tem um recall muito grande, pois já participou de duas eleições. Mas nossa avaliação é a de que ele só cresceria com a propaganda na TV", disse o líder do PSB na Câmara, Rodrigo Rollemberg (DF).

Depois disso, se Ciro não se consolidar nacionalmente e não conseguir apoios de outros partidos, integrantes do PSB acreditam que ele deve desistir de sua candidatura.

Ciro Gomes está em viagem ao exterior desde o começo do mês e ainda não apareceu em público neste ano. Mesmo seus colegas de partido não conseguem encontrá-lo. A assessoria informou que ele só deve retornar ao Brasil no final do mês.

Publcada por Lauro Jardim,na Veja Onine:

Definição de Ciro, só em março mesmo.

Apesar dos rumores de que o encontro entre Lula e Eduardo Campos na próxima semana serviria para selar o sepultamento da candidatura de Ciro Gomes, isso não deve acontecer.

Lula vai ao Recife para uma solenidade judaica e a inauguração de uma unidade médica de pronto atendimento. A definição do rumo de Ciro exige uma conversa mais longa que só deve acontecer em março, quando José Serra tornar-se publicamente candidato.

 



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Publicada  pela Folha de São Paulo:

Até o fim do mês, Lula quer persuadir Ciro a disputar SP

JOSÉ ALBERTO BOMBIG
da Folha de S.Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pedido do PT, vai conversar com Ciro Gomes (PSB-CE) até o final deste mês para ambos decidirem se o deputado federal aceita ou não concorrer ao governo paulista e, em caso positivo, antecipar o anúncio da pré-candidatura.

O PT-SP entende que, se Ciro declinar do desafio, pode não haver tempo suficiente para a "construção" de uma candidatura que possibilite Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidente, ter um palanque forte no mais populoso Estado. No final de 2009, ficara acertado que o parlamentar teria até março para a resposta.

Antonio Palocci, deputado federal e ex-ministro da Fazenda, informou a direção da sigla no Estado que está mais próximo de participar da coordenação da campanha de Dilma Rousseff a presidente.

Dessa forma, no caso de um "não" de Ciro, o partido não teria condições de iniciar a corrida em fevereiro com um nome pouco conhecido do eleitor e com desempenho magro nas pesquisas, como o do prefeito de Osasco, Emidio de Souza, ou o do ministro da Educação de Lula, Fernando Haddad.

Assim, as alternativas que mais ganham força no partido neste momento para concorrer novamente ao Palácio dos Bandeirantes são velhas conhecidas do eleitor: a ex-prefeita paulistana Marta Suplicy e o senador Aloizio Mercadante.

Lula gostaria de ver Ciro liderando um bloco de oposição aos tucanos em São Paulo neste ano. A ala do partido no Estado mais afinada com o Planalto já deu sinal verde para que a estratégia seja colocada em prática. Falta apenas combinar com Ciro, que ainda está em pré-campanha pela Presidência.

Em setembro do ano passado, conforme manda a Lei Eleitoral, Ciro transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo. Desde então, tem aparecido muito pouco ou quase nunca no Estado, outra queixa constante dos petistas paulistas.

Sem Ciro, o Planalto vai trabalhar para que Mercadante, derrotado por Serra em 2006, aceite concorrer novamente para governador. Ele, no entanto, afirma que irá se candidatar à reeleição.

Marta, que sonha sair para o Senado, aceitaria "ir para o sacrifício", nas palavras de um aliado da ex-prefeita de São Paulo, somente se houvesse um pedido do partido. Quem também se colocou no páreo foi o senador Eduardo Suplicy.

 



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Publicada em Veja

Quem manda em Ciro é Lula

De Felipe Patury:

Todo o mundo político aposta que o socialista Ciro Gomes só manterá sua candidatura ao Palácio do Planalto se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva permitir. Faltava apenas o próprio Ciro admitir isso.

E foi justamente o que ele fez nos últimos dias de 2009. Confidenciou a um interlocutor que fará o que Lula quiser.

Dito isso, resta saber se o presidente preferirá manter a candidatura do aliado, e assim forçar um segundo turno entre a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra, ou se apostará seu cacife em uma única rodada.



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Publicada hoje pelo Estadão:

Candidfatura de Ciro depende de força de petista.

Deputado enfrenta resistência do próprio partido para emplacar seu nome à corrida presidencial

Christiane Samarco, BRASÍLIA

A sobrevivência da candidatura presidencial do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) traduzirá a medida exata da confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no potencial eleitoral da candidata petista e ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Dirigentes do PSB e o próprio Ciro não têm dúvidas: Lula só permitirá outra candidatura da base governista se estiver totalmente seguro da força de Dilma para chegar ao segundo turno.

Nesse cenário de indefinição que se arrastará até março, Ciro ingressa 2010 contabilizando a vitória pessoal de se manter competitivo como terceiro colocado na corrida sucessória, mas sem muito a comemorar. A esperança dos aliados de Ciro no PSB é que Dilma dispare nas pesquisas eleitorais em fevereiro e março, para que Lula mude de ideia sobre a conveniência da candidatura socialista.

"Nós entendemos que Lula se fixou na tese da candidatura única para dar o impulso inicial de que Dilma precisava. Mas ele pode mudar", prevê o líder do PSB na Câmara, Rodrigo Rollemberg (DF), na expectativa de que o presidente passe a estimular a alternativa Ciro, pela desenvoltura dele no confronto direto com o tucano José Serra, poupando a petista. Rollemberg acredita que Ciro "topa" ser candidato em qualquer circunstância.

Antes, porém, terá de remover obstáculos dentro do próprio partido. Não bastasse o veto do Planalto, o pré-candidato tem de enfrentar a resistência do PSB, que até agora não fez um único movimento institucional para tirá-lo do isolamento, conquistando aliados. O drama de Ciro é que, ou sua candidatura é lançada com a bênção da direção partidária, ou morrerá, porque ele não tem força política para fazer o enfrentamento interno.

A avaliação nos bastidores é que o partido ficou paralisado diante de um governo forte demais e de uma oposição bem definida, que não dá espaço a Ciro. Admitem que já deveriam ter procurado a direção do PTB ou do PP para costurar ao menos uma possibilidade de coligação na esfera nacional. Mas o imobilismo acabou reforçado pela parceria estreita entre o maior líder socialista, o governador pernambucano Eduardo Campos, e o presidente Lula.

Feito o mea culpa partidário, sobra a cota de responsabilidade do próprio candidato. A cúpula do PSB identifica em Ciro muita vontade de se candidatar ao Planalto, mas diz que ele também não tem o perfil de diálogo com os partidos. Ciro é visto por seus pares como um político mais afeito ao discurso, à oratória e ao fato político, do que à articulação. Daí as críticas de que ele, por si só, também não se movimenta.

Exemplo raro de entusiasta da candidatura presidencial de Ciro na direção do PSB, o senador Renato Casagrande (PSB) avisa que os próximos 60 dias serão definitivos e que as articulações ainda vão acontecer. "Dá tempo sim, de articular, porque as definições serão mais adiante", afirma Casagrande. "Tenho procurado incentivar o partido a dialogar e acho que devemos avançar em direção ao PTB e ao PP", sugere.

O empenho do capixaba não se dá por acaso. Com Ciro na disputa presidencial, ficaria bem mais fácil, para ele, a montagem do palanque de sua candidatura a governador do Espírito Santo pelo PSB.



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Noticia publicada na Folha de São Paulo:

RUMO A 2010

Ciro agora diz que Serra é um "ectoplasma"

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Em mais um ataque ao governador de São Paulo José Serra (PSDB), o pré-candidato do PSB à Presidência, deputado Ciro Gomes (SP), referiu-se a seu desafeto político como "coisa" e "ectoplasma".
"Eu comemoro que ele tenha finalmente notado que eu existo. Pois eu, normalmente, só percebo a existência dele por meio do coisa, que não é ele, é um ectoplasma." A declaração foi dada em Brasília, após ele ser questionado sobre o que achava de Serra ter dito que "Ciro nem candidato é. E ele não vai fazer nada que o presidente Lula não queira".
Meses atrás, Ciro disse que Serra é "mais feio na alma do que no rosto": "Ele tem uma truculência ao se relacionar com seus adversários. A conduta pessoal dele em relação aos seus adversários é uma conduta feia". Ontem ele reafirmou sua disposição de concorrer ao Planalto.

 



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Deu em O Globo:

Aécio: ‘Gostaria de estar ao lado de Ciro Gomes’

Pré-candidatos à Presidência, o governador Aécio Neves (PSDB) e o deputado federal Ciro Gomes (PSB) almoçam hoje para discutir o cenário eleitoral para 2010. Aécio, que está em Alagoas para um encontro com tucanos, disse, em café da manhã, que pretende atrair partidos da base do governo Lula, como PTB, PP e "parte" do PSB. Esta parte inclui Ciro, chamado por Aécio de amigo. Em compensação, o mineiro fez críticas ao PMDB.

— Gostaria de estar em projeto político ao lado de Ciro Gomes, mas isso não depende da nossa vontade pessoal. Se ele estiver em um campo político e eu em outro, isso não impede que conversemos e, lá na frente, possamos trabalhar juntos para a votação de algumas reformas.

Aécio disse que seu partido deve mudar sua estratégia: em vez de atacar a ministra Dilma Rousseff, buscar apoio em setores da sociedade civil e partidos da base governista que não a apoiam. 

Por Leonardo Mota Neto,às 10h21m



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Editorial da Folha de hoje, domingo:
 

Palco vazio
 
 
 
Especulações em torno de candidatura Ciro Gomes revelam escassez de nomes representativos na sucessão estadual

TORNOU-SE corriqueiro dizer que a política, no Brasil, gira mais em torno de personalidades do que de propostas, mais em torno de indivíduos que de partidos. Na verdade, o fenômeno tende a reproduzir-se em diversas democracias do mundo: as tradicionais divisões ideológicas esmaecem, e a influência da chamada cultura das celebridades há tempo se faz sentir sobre o cenário político.
Figuras como Marina Silva, Ciro Gomes, Dilma Rousseff ou José Serra, sem dúvida, ostentam características pessoais marcantes, a serem evidentemente trabalhadas pelos técnicos em marketing político à medida que se aproximam as eleições de 2010.
Correspondendo a diferentes graus de proximidade ou de rejeição em relação ao governo Lula, ainda assim apresentam, de uma perspectiva doutrinária mais ampla, razoáveis pontos em comum.
Mais do que discordâncias programáticas expressivas, as atitudes do lulismo e do antilulismo terminam constituindo, por enquanto, os fatores determinantes, para não dizer exclusivos, a definir as opções do eleitorado expressas nas pesquisas. Os nomes para a sucessão se situam, basicamente, diante desse divisor de águas.
Se o debate presidencial já parece, nessas circunstâncias, bastante empobrecido, bem mais desolador é o quadro da sucessão paulista. No estágio em que se encontra, chama a atenção pela virtual ausência de polarização política e de nomes que a incorporem com expressividade.
Não é por acaso, assim, que prosperam as especulações a respeito de uma possível candidatura de Ciro Gomes ao governo estadual. Ironicamente, o ex-governador do Ceará, ex-ministro de FHC e ex-tucano viria a ser, pelo PSB, o representante das forças que apoiam Lula no Estado que deu origem ao Partido dos Trabalhadores.
Não se trata aqui de avaliar as qualidades e os defeitos do eventual candidato. O que se destaca nessa possível postulação, antes de tudo, é o que sinaliza a respeito do esvaziamento do PT no cenário paulista. Não por acaso, setores do partido resistem à hipótese de vê-lo, pela primeira vez em décadas, sem candidato próprio às eleições estaduais.
Desde a crise do mensalão, corroeu-se o prestígio das principais lideranças do Estado -e nomes como o do prefeito de Osasco, Emidio de Souza, e do presidente do PT paulista, Edinho Silva, são os que emergem do naufrágio.
Do lado tucano, persistem os altos índices de popularidade de Geraldo Alckmin, figura entretanto ilhada entre as engrenagens do serrismo. As quais, por sua vez, paralisam-se enquanto o atual governador não assume a candidatura à sucessão de Lula; guarda-se, ainda que improvável, a alternativa da reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
Ciro Gomes e José Serra aguardam, de qualquer modo, maiores definições no plano nacional antes de moverem-se no cenário do Estado -no qual, entre a memória eleitoral de Alckmin e o vazio de novas lideranças, as opções do eleitor se ressentem de uma inédita aridez.

Enviado por Leonardo Mota Neto .Às 16h53 de domingo, 25 de outubro.
 



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