Notícias relacionadas :
Atualizado às 03h22m
Publicado pelo Estadão
Dilma abre 12 pontos (e 1,2 mihão de votos) sobre Serra em Minas
.jpg)
A candidata a presidente Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, abriu 12 pontos porcentuais de vantagem sobre o presidenciável demo-tucano José Serra em Minas Gerais, conforme pesquisa Ibope/O Estado de S.Paulo/TV Globo. Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas é considerado por analistas políticos como o principal campo de batalha da campanha presidencial.
De acordo com o Ibope, Dilma tem 44% das intenções de voto entre os mineiros, contra 32% para Serra. Em números absolutos, a diferença entre os dois está em cerca de 1,2 milhão de votos, levando-se em conta o tamanho do eleitorado e as taxas históricas de abstenção.
A pesquisa mostra que o apoio do ex-governador Aécio Neves e do candidato à reeleição Antonio Anastasia (ambos do PSDB) ao tucano não mobilizou o eleitorado do partido na mesma direção. Entre os entrevistados que declaram voto em Anastasia para o governo, há mais eleitores inclinados a eleger Dilma (48%) do que Serra (37%). Esse voto que combina PT e PSDB nos diferentes cargos foi apelidado de "Dilmasia" ou "Anastadilma".
Na última semana, o Ibope fez pesquisas em estados do Sudeste, do Norte e do Nordeste - não houve levantamentos no Sul, onde Serra é o favorito. O desempenho em Minas, combinado com a liderança no Rio de Janeiro, onde Dilma vence por 46% a 27%, fez com que a candidata do presidente Lula empatasse no Sudeste, contrabalançando nesses dois nstados a vantagem tucana em São Paulo.
Segundo o Ibope, Serra lidera por 44% a 33% entre os paulistas. O empate no Sudeste, que vinha se mostrando um reduto serrista, empurrou Dilma para a liderança na pesquisa nacional do Ibope, divulgada na sexta-feira. Ela tem 39% das intenções de voto em todo o país, cinco pontos porcentuais a mais que o adversário do PSDB.
Campanha acirrada
Tanto Dilma quanto Serra devem acirrar a disputa em busca de votos no eleitorado mineiro, diversificando estratégias. A pedido de Aécio, Serra estará no estado pelo menos uma vez por semana. Já o comando político da campanha de Dilma em Minas preparou cronograma para que ela visite o estado de dez em dez dias.
Coordenador da campanha da candidata no estado, Patrus traçou roteiro de visitas de Dilma às macrorregiões de Minas. A ideia é que o presidente Lula a acompanhe em pelo menos três viagens até setembro. A primeira desta série de visitas será na próxima sexta-feira (6).
O PT aposta na atuação do ex-ministro "do Bolsa-Família" Patrus Ananias para tentar minimizar o impacto da alta popularidade de Aécio em regiões estratégicas, como Vale do Jequitinhonha e o norte, as mais pobres do Estado. Segundo cálculos petistas, se Dilma abrir vantagem de 2,5 milhões de votos em Minas, haveria possibilidade de vitória no primeiro turno.
Da Redação, com informações do O Estado de S. Paulo
Publicado pelo Congresso em Fovo
Senadores e ministros discutem base de apoio a Dilma
Fábio Góis
Parlamentares governistas parecem estar mesmo confiantes em um governo de continuidade com a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República. Há dois meses para o pleito presidencial, senadores de partidos da base e quase todos os ministros vão discutir, em almoço previsto para a próxima terça-feira (3), uma situação mais favorável no Senado para Dilma do que a que foi enfrentada pelo presidente Lula nesta legislatura. O encontro será na residência do líder do PTB e vice-líder do governo na Casa, Gim Argello (DF), um dos coordenadores da campanha da petista.
Nos quase oito anos de governo, Lula contabilizou derrotas importantes no Senado, nas quais a oposição contou com a ajuda de “dissidentes” da base de apoio, como os peemedebistas Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE). Uma das perdas mais significativas, em dezembro de 2007, foi o fim da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) – o chamado imposto do cheque.
Destinado para a área da saúde, o tributo garantia R$ 40 bilhões de receita anual, segundo estimativas do próprio governo. Na ocasião, três senadores do PMDB (além do potiguar Garibaldi Alves, que presidia o Senado e não pôde votar), principal partido da base, votaram contra a CPMF. Se contasse com esses quatro votos, o governo teria alcançado seu objetivo.
Confira aqui como votaram os senadores
A base de sustentação a ser discutida no almoço desta semana pode servir justamente para evitar prejuízos como o da CPMF. Preocupado com a situação – muitos dos senadores oposicionistas têm mais quatro anos de mandato a partir de 2011 –, o próprio Executivo se encarregou de articular o encontro. A ideia é preparar o terreno para, em eventual vitória de Dilma em outubro, deixar as coisas mais fáceis no Senado para a aprovação de projetos governistas.
Em termos eleitorais, ministros poderão participar de programas de rádio e TV a serem gravados por senadores em seus estados de origem. Eles também poderão dispor de tal espaço para falar de projetos das respectivas pastas nesses estados. Quase todos os parlamentares da base e 20 ministros já confirmaram presença no almoço, segundo Gim Argello.
comentários | imprimir | enviar por email
Atiualizado às 10h2m
PublIcado pela Folha de S.paulo
PAINEL/RENATA LO PRETE
Painel: Dilma "sabatina" ministros e se municia para debates
Faltando nove dias para o primeiro debate dos candidatos na TV, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) tem se valido de longas conversas com seus ex-colegas de Esplanada para se atualizar e juntar munição sobre temas considerados estratégicos, informa o "Painel" da Folha, editado interinamente por Ranier Bragon (íntegra somente para assinantes do jornal e do UOL).
No fim de semana, a petista esteve com José Gomes Temporão (Saúde) e Luiz Paulo Barreto (Justiça). Também já passaram pela "sabatina" Fernando Haddad (Educação) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário).
O PT acredita que o "intensivão" turbinará o desempenho da candidata, acusada pelos adversários de fugir dos debates.
As conversas com ministros de Lula também servem para fechar o plano de governo da petista.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 09h18m
Publicado pela Folha de S.Paulo
Por carta, tesoureiro de Dilma pede recursos a 385 empresas
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
A equipe de Dilma Rousseff vai mirar em 50 tradicionais doadores para bancar boa parte dos R$ 157 milhões que irão financiar os gastos eleitorais da petista.
Eles fazem parte de uma lista de 385 empresas que receberão cartas do tesoureiro de Dilma pedindo oficialmente doações.
Além das cartas, redigidas com a ajuda do marqueteiro João Santana, esse grupo de 50 empresas será procurado pessoalmente pelo tesoureiro José de Filippi Jr., que ocupou mesma função na campanha da reeleição do presidente Lula, em 2006.
Delas, cerca de 30 vão responder por dois terços do financiamento da campanha presidencial da petista.
A maior parte já foi contatada, num "trabalho precursor", pelos três coordenadores da campanha de Dilma: o ex-ministro Antonio Palocci Filho, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Sob o timbre "Dilma13, presidente, para o Brasil seguir mudando", as cartas têm três modelos diferentes. Um endereçado a quem já doou, outro a quem se recusou a doar em 2006 e um terceiro para novos doadores.
Em todos eles, o tesoureiro pede doações em nome da "ex-ministra Dilma Rousseff, candidata à sucessão do presidente Lula, para dar continuidade à transformação do país que ele iniciou".
Ao doador tradicional do PT, será dito que o presidente Lula honrou "os principais compromissos que ele assumiu" e que a "empresa [doadora] também participou destas conquistas".
Às empresas que se recusaram a doar em 2006, o tesoureiro diz que elas também se beneficiaram dos "avanços conquistados pelo Brasil" e destaca a "posição de liderança internacional do Brasil", a criação de um "número recorde de empregos" e a retirada de "24 milhões de pessoas da pobreza".
Até agora, porém, "pingou pouco na campanha", como diz um dos coordenadores. O cálculo na semana passada era de R$ 5 milhões, arrecadados de dois bancos, duas empreiteiras, uma empresa do setor de mineração e duas pessoas físicas.
Alguns bancos já avisaram ao comitê petista que doarão o mesmo valor para Dilma e para o tucano José Serra.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 10h05m
Publcada pelo Blog do Josias
Com Lula, Dilma ‘abre’ campanha em PE nesta sexta
Uma semana depois do comício do Rio, Lula e Dilma Rousseff vão, nesta sexta (23), a Pernambuco.
Será em Garanhuns o primeiro ato oficial da campanha no Estado. Nada de comícios dessa vez. Faz frio. E há, de novo, risco de chuva.
Assim, o cabo eleitoral e a candidata discursarão em ambiente fechado, num colégio da cidade. Estima-se a platéia em algo como 2 mil pessoas.
Para justificar a viagem a Pernambuco, Lula cuidou de injetar na agenda um evento administrativo.
O ato pró-Dilma será à noite. Antes, Lula passará por Caetés, cidade vizinha a Garanhus.
Às 17h30, vai lançar o Prouca (Programa um Computador por Aluno).
Só depois do expediente vai à pajelança eleitoral, anotada em sua agenda como um “compromisso privado”.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 09h53m
Publicada pelo G1
Dilma diz que trabalho compensará carisma menor que o de Lula
‘Ele é um, eu sou outra’, afirmou presidenciável do PT.
Dilma rejeitou ainda pontos polêmicos do programa do partido.
Eduardo Bresciani,do G1, em Brasília
.jpg)
Candidata do PT participa de entrevista na TV Brasil Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/AB
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (21), em entrevista à TV Brasil, que pretende compensar o “menor carisma” em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com “muito trabalho”. Dilma rejeitou ainda pontos polêmicos do primeiro programa entregue pelo PT ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como a taxação de grandes fortunas e o controle social da mídia.
A petista abriu a série de entrevistas que a TV Brasil, emissora do governo federal, faz com os três candidatos que ocupam as primeiras posições nas pesquisas. A entrevista foi gravada no final da tarde, em Brasília, para ser exibida na noite desta quarta.
“Não tenho a menor pretensão de substituir o presidente. Ele é um, eu sou outra. Eu vou honrar o legado dele para mim. O legado dele é o que ele mais ama. O que ele me deu? A função de cuidar do povo do Brasil. Eu tenho certeza que, o menor carisma que eu tenho, vou me esforçar para compensar com muito trabalho”, afirmou Dilma
A petista afirmou que nenhum dos presidenciáveis tem a característica do “carisma” como Lula. “Nenhum dos sucessores do presidente Lula vai fazer face à característica do presidente, que é um homem especial. Não à toa, no meio de tantas lideranças internacionais, ele foi considerado pelo presidente dos Estados Unidos como 'o cara'.”
Na entrevista, Dilma rejeitou pontos considerados polêmicos no primeiro programa entregue por sua coligação ao TSE e que tinha como base o programa do PT. O texto já foi substituído e a aliança trabalha para fazer uma nova versão.
A candidata do PT disse ser contra o controle social dos meios de comunicação e a taxação sobre grandes fortunas. Sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, ela afirmou que o assunto não cabe ao governo e deve surgir nas negociações entre patrões e empregados.
Dilma comentou ainda a questão tributária no Brasil. Para ela, a carga tributária brasileira está "na média" em uma comparação internacional. Na visão da petista é necessário reduzir a tributação sobre investimentos e sobre a folha salarial, mas sem reduzir muito a arrecadação para não prejudicar os estados e municípios.
Temas polêmicos
A candidata se posicionou ainda sobre temas polêmicos como a descriminalização de drogas consideradas menos pesadas. Dilma se manifestou contrária por entender que no Brasil existe uma interligação entre o tráfico de várias drogas.
“Não podemos falar em descriminalização no quadro em que uma droga não esta descolada de outra. O Brasil não tem condições, diante desta questão gravíssima que é o crack, de propor a descriminalização de qualquer droga”, afirmou a petista.
Ela disse ainda ser a favor da união civil de homossexuais e afirmou que o Judiciário já tem avançado reconhecendo essas uniões. A candidata afirmou que o aborto é uma questão de saúde pública, mas não se posicionou diretamente sobre a descriminalização.
Dossiê
Dilma foi questionada também sobre as acusações de que integrantes da sua campanha tentaram fazer um dossiê contra adversários. Ela foi questionada, inclusive, sobre o fato de que uma servidora da Receita Federal está sendo investigada, sob suspeita de ter acessado sem motivo os dados fiscais sigilosos do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.
Na resposta, Dilma pediu cautela e afirmou que a divulgação desses fatos beneficiam seu adversário, José Serra. "Estão sendo feitas acusações sem prova, vem se cometendo injúria e difamação sem prova. Isso só leva à criação de um ambiente de pouca seriedade. Tem que ter cautela e cuidado para fazer acusações que só tendem a beneficiar alguém dentro do processo eleitoral", afirmou.
Questionada sobre as declarações do vice de Serra, Indio da Costa (DEM), de que o PT teria relações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o narcotráfico, Dilma reclamou do "baixo nível" da campanha. "A única coisa que falo é que eu não esperava que a trajetória política do meu adversário chegasse a esse ponto", disse.
Ela criticou ainda Serra por tentar envolver no debate eleitoral temas como a Bolívia. O tucano já afirmou que o país vizinho é conivente com o tráfico de drogas. "O Brasil não pode em momento algum ver qualquer um de seus líderes na tentação de fazer campanha falando de outros países".
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 02h32m
Publicada elo Blog do Josias
Haja colchão: TSE impõe a Dilma outra multa, a sexta
Antes, havia um intervalo de dias entre uma multa e outra. Agora, elas chegam com a velocidade das horas.
Num mesmo dia, o TSE impôs a Dilma Rousseff duas multas. Uma pela manhã. Outra à tarde –R$ 5 mil cada. E a noite mal começou.
Com a nova multa, Dilma iguala-se a Lula em quantidade. O presidente também coleciona seis.
A candidata só não alcançou o cabo eleitoral no valor. As multas dela somam R$ 31 mil. As dele, R$ 42,4 mil.
Nesta segunda decisão do dia, o TSE pendurou uma multa também nas arcas do PT-AM: R$ 30 mil.
No despacho da manhã, R$ 7,5 mil para o PT-SP.
As penas decorrem das infrações de sempre: utilização da propaganda partidária para promoção ilegal da candidata.
Coisa apontada pelo Ministério Público. E vem mais por aí.
Alheia às acusações de "partidarismo", a vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau (foto) produz em escala industrial.
Acaba de encrencar com um outdoor que o PT plantou nas cercanias do comitê central de Dilma, em Brasília. Exibe a candidata e o vice Michel Temer.
A peça é enorme: 575 m². Uma afronta a determinação da Justiça Eleitoral, que só autoriza placas de 4 m², desde que acomodadas em terrenos privados.
A doutora pede que, além de mandar arrancar o outdoor da via pública em que se encontra, o TSE multe a candidata.
De resto, em meio às críticas que lhe fazem Lula e o PT, a procuradora Sandra investe no TSE também contra José Serra e o PSDB.
Protocolou uma, duas representações. Pede, em ambas, que partido e candidato tucano sejam multados por fazer propaganda ilegal em São Paulo.
O ritmo de transgressões é tal que a platéia fica com a sensação de que ontem já faz muito tempo!
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 10h46m
Publicada pelo Blog do Josias
PT protocola duas ações contra vice de Serra e PSDB
Numa das petições, partido flerta com censura à Folha.com
Presidente do STF determinou ‘diligências’ da Procuradoria
Horas depois do anúncio de Dutra, PT protocola duas das três ações que prometera
Já se encontram no STF e no TSE duas das três ações judiciais que o PT prometera mover contra Índio da Costa (DEM-RJ) e o PSDB.
No Supremo, a petição ganhou a forma de uma notícia crime. O PT acusa o vice de José Serra de ter atentado “contra a honra” do partido e da candidata Dilma Rousseff.
Requer que o caso seja submetido à Procuradoria-Geral da República, para o oferecimento de denúncia contra Índio, que, como deputado federal, dispõe de prerrogativa de foro.
Em despacho redigido na noite passada, o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, atendeu ao pedido do partido.
Remeteu o caso ao procurador-geral da Republica, Roberto Gurgel. Determinou que realize as “diligências que entender necessárias”. Para quê?
“Em especial para o oferecimento de denúncia contra o deputado federal mencionado [Índio] pela prática dos crimes contra a honra” do PT e de Dilma.
A peça dos advogados do PT sustenta que, em entrevista ao portal "Mobiliza PSDB", Índio acusou o PT de ser ligado ao narcotráfico e às Farc.
Anota também que, em notas no twitter, Índio veiculou mensagem referindo-se a Dilma como “ateia” e “esfinge do pau oco”.
Acusa o vice de Serra da prática dos crimes de "difamação" e "injúria" –artigos 325 e 326 do Código Eleitoral, respectivamente.
O texto afirma que as declarações de Índio tiveram o propósito de “macular a imagem” de Dilma e dos partidos que integram sua coligação.
Na ação levada ao TSE, o PT investe contra o PSDB. Pede que lhe seja assegurado o “direito de resposta” no portal de campanha da legenda rival, o “Mobiliza”.
Nessa petição os advogados repisam a tecla de que, na entrevista ao portal tucano, Índio disse que o PT tem ligação com o “narcotráfico” as “Farc” e “o que há de pior”.
Mencionam outro trecho da entrevista, no qual o vice de Serra acusou Dilma de utilizar a máquina do governo e da prefeitura do Rio no comício de sexta-feira (16).
Houve, segundo o PT, “calúnia, injúria e difamação”. Cita-se dessa vez não o Código Eleitoral, mas o Código Penal –artigos 138, 139 e 140.
O pedido de direito de resposta é escorado na lei 12.034, de 2009. Prevê que a réplica deve ser exibida na mesma página eletrônica que veiculou a ofensa.
O PT pede que sua resposta seja levada ao ar pelo prazo de 144 horas, “o dobro” do tempo que, segundo suas contas, a entrevista de Índio ficou no ar.
O partido de Dilma recorda na petição que, além da veiculação no portal do PSDB, a entrevista foi “noticiada na página eletrônica do jornal Folha de S.Paulo”.
E inclui na ação um pedido com cheiro de censura. Deseja que o TSE determine à Folha.com que retire do ar o link que conduz ao vídeo com um “trecho da ofensa”.
Trata-se justamente do trecho em que Índio vincula o PT ao narcotráfico e às Farc, o grupo guerrilheiro da Colômbia (reveja lá no rodapé).
Ao reproduzir a imagem, exposta também no portal do UOL e aqui no blog, a Folha.com não fez senão levar notícia ao internauta.
O pedido do PT, por esdrúxulo, como que tenta antecipar a vigência de um pedaço do programa de governo de Dilma que o próprio partido retirou, às pressas, do TSE.
Um pedaço que prevê o “controle" dos meios de comunicação eletrônicos. A tentativa de controlar perde o apelido de "social" e ganha ares tribunalescos.
No TSE, a ação do PT foi às mãos do ministro Henrique Neves, a quem caberá relatá-la. Até a noite passada, não havia sido tomada nenhuma decisão.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 01h43m
Publicada pelo Portal UOL
Serra deverá puxar a orelha de Indio, diz líder do governo.
NANCY DUTRA,DE BRASÍLIA
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), classificou a atitude do vice de José Serra, Indio da Costa (DEM-RJ), de "molecagem" e disse que o tucano "deverá puxar a orelha dele".
Reportagem publicada neste domingo pela Folha mostra que Indio acusou o PT, da candidata Dilma Rousseff, de ligação com o tráfico e os guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em entrevista a um portal do PSDB na internet.
"Isso é molecagem, uma irresponsabilidade. Acho que o Serra deverá puxar a orelha dele", afirmou Vaccarezza.
As declarações do vice de Serra foram transmitidas ao vivo na noite de sexta-feira, enquanto Dilma participava de comício no Rio.
Indio também atacou a adversária ao Planalto. "Quem nos garante que no dia seguinte à eleição ela não vai fazer o que no Brasil é comum entre criatura e criador? Dá um chute no Lula e vai governar sozinha, com as garras do PT por trás dela."
Além de Vaccarezza, outros petistas aumentaram o coro contra o vice de Serra em seus perfis no Twitter. "Esse é o vice qualificado deles", alfinetou André Vargas, secretário de comunicação do PT.
"Ele [Indio] tá fazendo um esforço danado para imitar a Sarah Palin, vice do Mc Cain", disse o deputado federal Ricardo Berzoini, em referência à companheira de chapa do candidato republicano à Presidência dos EUA, em 2008, John Mc Cain. Ela ficou conhecida por cometer deslizes em entrevistas.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 06h54m
Publicada pelo Agência Estado
Dilma volta a negar que pressionou Secretária da Receita
'Afirmo que tive reuniões com ela (Lina Vieira), que não foram a que ela relatou', esclareceu a petista
Paulo Reis Aruca, de O Estado de S.Paulo
A candidata do Partido dos Trabalhadores à presidência da República, Dilma Roussef, voltou a negar que tenha se encontrado com a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, para pressioná-la à encerrar uma investigação fiscal contra a família Sarney.
"Afirmo que tive reuniões com ela (Lina Vieira), que não foram a que ela relatou", disse, no inicio da tarde deste sábado, 17, antes de encontro político realizado em Jales, no interior de São Paulo.
A ex-ministra voltou a ser questionada sobre a denúncia da controversa reunião com Lina Vieira, supostamente ocorrida em 9 de outubro de 2008, porque a revista Veja publicou reportagem neste sábado trazendo uma nova versão que confirmaria a história contada pela ex-secretária da Receita federal. "Não tive acesso ainda à reportagem e não acredito nisto", reafirmou.
Segundo a revista Veja, o técnico de informática Demetrius Sampaio Felinto revelou que existe cópia da suposta reunião gravada no circuito interno de TV do Palácio do Planalto.
Única maneira de provar que diz verdade, se Dilma ou se Lina Vieira, as imagens teriam sido apagadas, segundo informações divulgadas à época do escândalo pelo serviço de segurança da Presidência, levando o caso a ser encerrado.
À Veja, Felinto disse mais. Que vinha sofrendo pressão para não revelar a existência do vídeo. Ainda segundo a revista semanal, o denunciante vinha há sete meses negociando com o comitê de campanha do PT a não divulgação das imagens. E que também vinha tentando obter vantagem para divulgar ou não, dependendo do interesse de quem se propusesse a pagar.
A reportagem de Veja reacende o escândalo e traz de volta a suspeita de que um crime grave foi praticado pela candidata de Luis Inácio Lula da Silva à presidência da República.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 10h35m
Publicado pela Folhja de S.paulo
Após chuva, comício de Dilma reúne 1.000
Expectativa de petistas era que evento de ontem no Rio, com a participação de Lula, atraísse até 100 mil pessoas
À tarde, PM estimou público em 15 mil; Dilma chegou em camionete à reta final da passeata que antecedeu o comício
Ricardo Cassiano/Folhapress

Dilma Rousseff participa de evento ontem na Cinelândia, ao lado do governador do Rio, Sério Cabral, e do presidente Lula
DO RIO
A passeata que petistas esperavam reunir até 100 mil pessoas ontem para promover a candidatura de Dilma Rousseff (PT) teve um público que não passou de 15 mil pessoas, à tarde, segundo estimativa da Polícia Militar. Por volta das 20h, depois de forte chuva, a PM estimou o público em mil pessoas.
Na véspera, o candidato ao Senado Lindberg Farias (PT) dissera que a expectativa era reunir 100 mil pessoas.
A caminhada, da Candelária até a Cinelândia, contou com a presença da ex-ministra apenas nos 400 metros finais do trajeto de 1 km.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), principal organizador do evento, chegaram apenas para o comício na Cinelândia, às 19h20, quando grande parte do público já tinha ido.
No final de seu discurso, às 20h30, Dilma disse estar muito feliz por estar no mesmo local onde foi realizado o histórico comício das Diretas, em 1984 -o principal comício, na verdade, foi na Candelária, ponto de partida da caminhada de ontem.
PASSEATA
A passeata teve início truncado, com os carros de som parando diversas vezes à espera de Dilma.
A candidata, que chegou na caçamba de uma camionete preta, se uniu ao grupo quando a passeata já durava cerca de 45 minutos.
Estava acompanhada pelo vice de sua chapa, Michel Temer, pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, pelo vice-governador do Estado, Fernando Pezão, pelos candidatos ao Senado Lindberg e Jorge Picciani, e pelos presidentes regional e nacional do PT, Luiz Sérgio e José Eduardo Dutra.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 10h44m
Publicada pelo Portal Terrta
A aliança de vísceras do PT e PMDB na campanha de Dilma
Claudio Leal

Na foto de Roberto Stuckert Filho/Divulgação, o palanque de 13 de julho: Dilma discursa na inauguração do comitê central de sua campanha, em Brasília (DF)
No comitê nacional de Dilma Rousseff, em Brasília, empurrões sacolejam a candidata do PT à presidência da República, na hora de receber a corte dos reis magos de dez partidos aliados. Tailleur azul aprumado, apesar dos abraços, ela é conduzida a uma sala mais reservada, acompanhada do vice Michel Temer (PMDB). O tumulto é menor, os rostos amistosos.
Fechada para a abertura do QG da campanha, a Quadra 2 do Setor Comercial Sul se anestesia pela repetição do jingle: "Lula tá com ela. Eu também tô. Veja como o Brasil já mudou...". Início da noite de 13 de julho, e o vidro trincado do Edifício Vitória expõe o esforço da militância para ultrapassar os círculos do poder.
A poucos minutos do comício, o senador José Sarney (PMDB-AP) sobe ao andar do gabinete de Dilma. Macilento, cauteloso, ironia amortecida pelo bigode.
- Onde estão os noivos? - pergunta Sarney.
- Lá, presidente.
Os noivos, Dilma e Temer, assumem os sorrisos plásticos do casamento PT-PMDB, com a promessa de aprofundar uma aliança moldada pelo presidente Lula. À noite, depois de 24 horas sem dirigir-se a jornalistas, a petista abrirá a janela do carro, na saída da mansão do deputado federal Eunício Oliveira, no Lago Sul:
- Vou descansar... Tirei mais de 500 fotografias lá dentro.
Mas uma imagem anterior, a do palanque armado em frente ao comitê, merece abrir o álbum do jantar de Eunício. No palco, os personagens influentes da Nova República formam um presépio que se apresentaria implausível em 1989, na primeira eleição presidencial com voto direto após o fim da ditadura militar.
Evitando a regra das legendas ideológicas, "da esquerda para a direita", a lista de alguns dos presentes na frente ou atrás do palanque: Michel Temer, José Sarney, Renan Calheiros, Íris Rezende, Maguito Vilela, Geddel Vieira Lima, Valdir Raupp, Garibaldi Alves, Mangabeira Unger, Moreira Franco (PMDB); Eduardo Campos e Roberto Amaral (PSB); Renato Rabelo (PCdoB); Manoel Dias (PDT); Gim Argello (PTB), Mário Negromonte (PP), José Eduardo Dutra, Antonio Palocci, Fernando Pimentel, Rui Falcão, Guido Mantega, José Genoino, Agnelo Queiroz, Delcídio Amaral, Eduardo Suplicy, Jaques Wagner (PT). Para completar o samba-enredo, o carnavalesco petebista Joãozinho Trinta, numa cadeira de rodas, e a beldade comunista Manuela d'Ávila.
- Ali estavam lideranças distanciadas do ponto de vista ideológico, mas com um peso político enorme. Se você somar aquilo tudo e transformar em voto, é impressionante - calcula o presidente em exercício do PDT, Manoel Dias.
O arranjo
Como no clichê dos filmes em que um vento revira o álbum e apresenta à câmera os retratos mais antigos, observadores regressam a 16 de agosto de 2005, em busca de vestígios outros.
Em pé, no plenário do Senado, o ex-presidente Sarney discursa em defesa do registro do Partido dos Trabalhadores, ameaçado pelos oposicionistas num dia de metástase da crise do mensalão. O PFL planejou a rasteira depois de ser desvendada a rota ilegal do dinheiro do "caixa 2" da campanha de Lula no exterior.
"Não se pode pensar em banir a esquerda da vida política brasileira, a ela transferindo a ausência de caráter, de valores morais de algumas pessoas... A esquerda brasileira que Lula trouxe ao poder é equilibrada e responsável", discursou o maranhense. Acuado no Planalto, o presidente esteve atento às palavras. E retribuiria o gesto em 2006, na campanha presidencial, subindo no palanque previamente derrotado de Roseana Sarney, no Maranhão. Consolidava-se, nas mútuas lealdades (e indolores traições), um bloco formado pelos maiores partidos brasileiros, PT e PMDB, parcialmente aliados desde 2004.
Agora, uma nova folheada no álbum.
Em janeiro de 2010, sabia-se o nome da noiva, mas não do noivo. Cearense vidrado nos bastidores de Brasília, o deputado federal Eunício Oliveira articulava uma manobra: antecipar para fevereiro a eleição nacional do PMDB, marcada para março, e empossar Michel Temer na presidência do partido, o que ajudaria a grudá-lo na vice de Dilma. Até aquela altura, Lula entregara a noiva, mas vetava os pretendentes: Temer, por exemplo, necas. Queria uma lista tríplice.

Numa reunião da "Turma da Sopa" - formada pelos gregários peemedebistas, às terças, na casa do presidente da Câmara -, Eunício desistiu da chefia do PMDB e ofereceu o cargo a Temer. Ambos se consideram "amigos principais". Nesse tom de intimidade, o futuro vice desconfiava da estratégia para costurar o PT.
- Aceite ser presidente do partido, isso vai fortalecê-lo - clamou Eunício.
Temer, um pouco receoso, topou.
- Mas você precisa ser o meu primeiro-vice-presidente. Eu saio, e aí você assume - propôs.
Recado a Meirelles
Depois de arranjos internos, o deputado cearense cedeu sua vaga a Valdir Raupp e terminou eleito tesoureiro do PMDB, em 6 de fevereiro. Jamais se afastou da articulação da chapa com os petistas. A ele coube um duro recado ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, hipnotizado pelas sereias de ser vice de Dilma, ungido por Lula.
- Henrique, nós podemos defender seu nome para ministro, senador ou governador de Goiás. Mas não adianta disputar com o Michel. É a vez dele.
Renan Calheiros, Henrique Eduardo Alves e Eunício Oliveira assumiram as vestes e espadas de mosqueteiros da vice-candidatura de Temer. Dobraram, gradualmente, as baforadas de Lula e formalizaram o acordo com o presidente do PT, José Eduardo Dutra. Dilma e Temer ainda se tratavam por "senhor" e "senhora".
- Tive o privilégio de fazer, em minha casa, um encontro com uns 20 líderes e lideranças da base de sustentação do governo Lula, para que ela (Dilma) os conhecesse. Foi muito positivo num primeiro momento. Aí as coisas evoluíram entre PT e PMDB. Os dois se convenceram de que um precisa do outro para governar o Brasil. O PMDB sabe da importância que tem. E o PT se conscientizou, venceu as resistências. Essa via de mão dupla se iniciou num grupo relativamente restrito e está se consolidando cada vez mais no final do governo - analisa Eunício.
Coordenador jurídico de Dilma, o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, identifica um "clima harmonioso".
- Vejo uma aliança bem consolidada, apesar de ter algumas questões pendentes nos Estados. Mas há entendimento, sem nenhum conflito. O momento mais importante foi quando o PMDB integrou a base governista. Isso construiu uma identidade. Eles assumiram a presidência da Câmara num período, nós em outro - descreve Cardozo.
Presente à inauguração do comitê de Dilma, o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) personifica uma das refregas estaduais. No palanque federal, encontrou-se com o adversário na sucessão baiana, o governador Jaques Wagner (PT). Aliados em 2006, eles arruinaram as relações políticas em dois breves anos de governo. Diante de Dilma, evitaram o tiroteio no Estado.
- Cumprimentei Wagner, mas não temos por que falar sobre eleições. Não somos inimigos. É uma disputa, não é uma guerra.
Para Geddel, por ter se aliado desde o começo à candidata do PT, o "PMDB corre riscos, mas ganha legitimidade".
- Dilma vai imprimir suas características pessoais à aliança. Os parâmetros são os mesmos de Lula, mas todos vão se adequar às características da presidente.
"Navegar é preciso"
A ex-ministra da Casa Civil manifesta a interlocutores a importância da continuidade do bloco PT-PMDB no Congresso - e de ampliá-lo, especialmente, no Senado. Caso saia vitoriosa do embate até agora acirrado com José Serra (PSDB), ela pretende sedimentar a relação - para os críticos, fisiológica - arquitetada por Lula. Os peemedebistas já comandam seis ministérios.
Raízes históricas se manifestam nesse casamento. Apesar de ter militado em grupos guerrilheiros, como o VAR-Palmares, Dilma se considera uma "emedebista". Depois de deixar a prisão, mudou-se para o Rio Grande do Sul, onde estudou Ciências Econômicas e atuou no Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPES), vinculado ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro).
Com afagos públicos ao senador Pedro Simon (PMDB-RS), um dos líderes da resistência democrática, Dilma procura fazer as pazes com sua biografia e aproximar-se da ala histórica do partido. No aniversário do senador, em 31 de janeiro, deu um telefonema afetuoso. E não deixou de elogiá-lo em ocasiões adversas. Na convenção nacional do PMDB, em 12 de junho, relembrou a trajetória de Ulysses Guimarães e Simon, num plenário protagonizado por rivais do gaúcho: Renan, Sarney e Temer.
- Vocês lembram melhor do que eu: era 1973. Naquela época, a gente ficava muito apertado entre a desesperança e a falta de luz no fim do túnel. A esperança parecia uma coisa vazia. Ulysses se lançou candidato de uma forma especial: ele era o anticandidato... Mas Ulysses se lançou anticandidato contra a ditadura, em protesto contra ela. Valendo-se da sua coragem como estratégia e da sua palavra como arma, levantou o País num verso que, hoje, eu torno a repetir aqui: "Navegar é preciso".
Logo partiu para o elogio explícito: à época, "tinha um valoroso militante do PMDB como líder", Pedro Simon.
- A partir daquele momento, nós navegamos com Ulysses e Simon naquela campanha inesquecível que nos devolveu a esperança para seguir lutando contra a tirania...
Houve um discreto incômodo. Dois dias antes, no lançamento da pré-candidatura do ex-governador do Paraná Roberto Requião à presidência, Simon sugeriu que Temer fosse o vice dessa chapa:
- De repente, pode ser vice nas duas... - ironizou.
Como se Requião elogiasse o "bom quadro do PMDB" Michel Temer, o gaúcho bateu na canela:
- Não é booooooooom. É só bom - disparou.
Dilma pode ter conquistado a hegemonia do PMDB. Mas não uniu a "Turma do Poire", o digestivo grupo de Ulysses no restaurante Piantella, à "Turma da Sopa".
Dilma, Temer e sua comitiva jantam na casa do deputado Eunício Oliveira(foto: Roberto Stuckert Filho)
Os talheres
Na última reunião do conselho político da campanha (PT, PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC e PTN), na segunda-feira 12/07, pincelou-se um quadro favorável à sucessora de Lula: Serra estagnou e Dilma tem o desafio de se fazer conhecida por 40% do eleitorado brasileiro. O horário eleitoral na TV cumpriria essa travessia.
Em 13 de julho, na casa de Eunício Oliveira, o jantar da ex-ministra com deputados federais ofereceu um prenúncio da batalha nos Estados. "A gente esperava 150 parlamentares, mas apareceram 300", conta Eunício. Candidato ao Senado no Ceará, ele trouxe um isopor de camarão de Fortaleza; serviu também vinhos e lagostas aos convidados. "Houve mais quórum do que a sessão da Câmara naquela noite", relata.
Anfitrião e convidada aproximaram-se no convívio do governo Lula - ela no ministério das Minas e Energia, ele nas Comunicações. Dilma costuma forjar seus amigos e interlocutores no trabalho.
- Na casa de Eunício, começou tudo do ponto de vista da relação com o Congresso. Sou muito grata por isso que tem sido feito. Desde então, houve a unidade do PT com o PMDB e os partidos da base aliada - discursou a candidata.
Aos jornalistas, Eunício havia prometido uma foto semelhante à de Lula, na ocasião em que o presidente esteve em sua casa. Interrompeu os cumprimentos e pediu à ex-ministra uma ligeira pose, na porta da rua.
- Não, não... - esquivou-se a petista.
O deputado puxou-a, sorridente, pelo braço:
- Prometi e vou cumprir!
Em fileira, mostram os dentes no retrato: Eunício, Temer, Dilma, José Eduardo Dutra, Eduardo Alves, Fernando Pimentel e Paes de Andrade.
Clique, clique.
Na garagem, Dilma abraça o casal Eunício e Mônica, antes de entrar no carro.
- Vocês são realmente amigos.
Clique.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 07h54m
Publicado pelo Portal Terra
No Paraná, Dilma diz que só promete "o possível"
Roger Pereira,Direto de Curitiba
A candidata do PT à Presidência da República insinuou, na noite desta quarta-feira, em Curitiba, que seu adversário, José Serra (PSDB) está prometendo coisas que o PSDB deixou de fazer em seu governo. Para uma plateia de pouco mais de 200 prefeitos pertencentes aos partidos que a apoiam, Dilma Rousseff prometeu construir 2 milhões de novas moradias no programa Minha Casa, Minha Vida, criar escolas técnicas em todos os municípios com mais de 40 mil habitantes e construir seis mil novas creches no país.
"Numa época de campanha, que vemos candidatos se comprometendo com promessas que não realizaram quando estavam no governo, quando podiam muito fizeram pouco, nós prometemos que, primeiro, faremos o possível, depois, o necessário e, assim, acabaremos fazendo o impossível, ou alguém, em 2002, apostava que estaríamos emprestando dinheiro para o FMI", disse a petista, que passou rapidamente por Curitiba, acompanhada de seu vice, Michel Temer (PMDB) e do coordenador da campanha, José Eduardo Cardozo (PT).
Dilma foi a Curitiba para participar de uma reunião com os prefeitos de PT, PDT e PMDB. O encontro foi organizado pela coordenação da campanha de Osmar Dias (PDT) ao governo do Paraná, depois da informação de que muitos prefeitos do PMDB estavam descontentes com a coligação montada entre os três partidos e cogitavam não apoiar Osmar, pois queriam a candidatura própria do governador Orlando Pessuti (PMDB) à reeleição, uma vez que, em muitos casos, têm no PT ou no PDT seus principais adversários políticos locais.
No encontro, Dilma destacou a união dos três partidos para representar o projeto de continuidade do governo Lula no país e no Estado e elogiou a atitude de Pessuti, "que abriu mão de uma candidatura legítima para garantir que o Brasil e o Paraná mantenham os avanços dos últimos oito anos". "Vejo aqui um momento de vitória na minha caminhada em busca da continuidade do projeto do presidente Lula. Pessuti dá demonstração de grandeza e de clareza do que está em jogo na eleição. É um projeto que conquistou todos os requisitos para ser vitorioso. Com ele o Paraná mostra maturidade e exemplo de conduta política", destacou.
No encontro, Osmar Dias prometeu que retribuirá o apoio dos prefeitos que vierem a apoiá-lo nesta eleição. "Eu perdi a eleição de 2006 porque não tinha essa gente comigo, não tinha PT e PMDB. Eleição não se ganha sem o apoio dos prefeitos e eu assumo desde já o compromisso: o prefeito que me apoiar nesta eleição terá meu apoio em 2012". O ex-governador Roberto Requião (PMDB), candidato ao Senado pela chapa cobrou lealdade dos prefeitos. "Tenho certeza que os prefeitos não vieram aqui por curiosidade. Vieram para consolidar o apoio a essa chapa. Faço o apelo pela chapa fechada: Dilma, Osmar, Requião e Gleisi (Hoffmann - candidata do PT ao Senado)", disse.
Atualizado às 07h44m
Publicado por O Globo
PMDB já fuma ‘charuto da vitória’
Temer, vice de Dilma, organiza jantar em clima de já ganhou
Maria Lima e Gerson Camarotti
O clima de euforia tomou conta do PMDB e, sobretudo, do candidato a vice da petista Dilma Rousseff, Michel Temer (PMDB-SP). Diferentemente da candidata, que dava sinais de cansaço, Temer — normalmente discreto — estava eufórico e falante no jantar que ajudou a organizar e que juntou cerca de 300 políticos, terça-feira, na casa do deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE).
O otimismo era tanto que, após a saída de Dilma, ele e um grupo de parlamentares foram ao tradicional restaurante Piantella para "fumar o charuto da vitória".
O grupo, que incluiu parlamentares de outros partidos, como Miro Teixeira (PDT-RJ), reuniu-se no bar do restaurante, onde há uma charutaria. No discurso da inauguração do comitê da campanha, Temer disse a Dilma que era hora de se acostumarem com a ideia da vitória. No fim do jantar, foi combinada a "esticada do charuto".
— O Temer vai com um grupo para o Piantella para fumar o charuto da vitória. Vão encerrar a noite e comemorar esse grande enlace — contou Carlos William (PMDB-MG).
— Temer e os deputados se sentaram no bar, na área de fumantes. Temos charutos cubanos e de várias marcas. Às vezes eles levam os próprios charutos — confirmou Marco Aurélio, dono do Piantella.
i
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 11h18m
A foto do dia

Dilma na Contag, ontem, foto Globo On Line
Atualizado às 11h14m
Publicada pelo Portal Folha.com
PMDB atua para acalmar empresários sobre programa de Dilma
VALDO CRUZ e RANIER BRAGON DE BRASÍLIA
Após não ter suas sugestões anexadas ao programa de Dilma Rousseff registrado no TSE, o PMDB acertou com a campanha petista que irá reforçar o combate à versão de que Dilma, se eleita, se renderá aos radicais do PT.
A decisão abrange a montagem de novo programa, que buscará ser fator de equilíbrio na área econômica, e a participação do candidato a vice, Michel Temer, na tarefa de dizer ao empresariado que ela não se comprometerá com propostas como redução da jornada de trabalho.
Ontem Temer recebeu Antonio Palocci (PT), um dos coordenadores da campanha de Dilma, para definir como será a fusão dos programas.
"Foi um cochilo, no prazo final para registro da candidatura anexaram um documento que não era o programa da chapa de Dilma", disse Temer à Folha sobre a apresentação, como programa de Dilma, de diretrizes petistas --taxação de grandes fortunas, redução da jornada e controle social sobre os meios de comunicação.
A ideia, diz ele, é fazer do "limão uma limonada": o novo programa será divulgado em agosto e representará todos os partidos da aliança.
O PMDB deu como superado o desconforto com o episódio e crê que agora haverá mais entendimento na aliança com a inclusão oficial de Moreira Franco (PMDB) no comando da campanha.
Vice-presidente da Caixa, Moreira participou ontem da reunião de Temer com Palocci. Ele vai se afastar do cargo, mas com o acerto de que reassumirá suas funções ao término da campanha.
Palocci acertou com Temer que ele, como candidato a vice, irá representar Dilma em alguns encontros com empresários. Procurado pelo setor para falar sobre o risco de uma guinada à esquerda da petista, Temer diz que isso não ocorreu no governo Lula e não irá ocorrer com Dilma.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 15h17m
Publicada pelo UOL.
'Vamos continuar a reforma agrária', diz Dilma
Candidata petista criticou proposta de José Serra (PSDB) para o campo.
Ela recebeu da Contag sugestões para seu programa de governo.
Sandro Lima
Do G1, em Brasília
A candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, disse nesta terça-feira (13), durante evento na Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em Brasília, que caso seja eleita, continuará com a reforma agrária. "Vamos continuar a reforma agrária. Não porque o MST ou qualquer outro movimento queira, mas porque é bom para o Brasil."
Dilma recebeu da Contag uma série de sugestões para seu programa de governo, entre elas intensificar e aprimorar a realização de reforma agrária, atualizar os índices de produtividade, limitar o acesso à terra a pessoas físicas e jurídicas brasileiras e estrangeiras, e democratizar o acesso à terra mediante desapropriação por interesse social.
Em discurso, Dilma criticou o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. "Meu adversário propôs acabar com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. É um absurdo. O MDA faz com que a agricultura familiar se desenvolva. Queremos um Brasil com gente e não uma devastação total. Se não tiver vida com qualidade no campo, nossas cidades vão explodir."
Aplaudida várias vezes pela plateia e saudada aos gritos, a candidata assumiu o compromisso de incorporar mais dois milhões de agricultores ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Ela prometeu ainda ampliar o programa de compra de alimentos de pequenos agricultores para a merenda escolar.
"Agricultura familiar, reforma agrária e desenvolvimento social e econômico no campo vão ser prioridades", disse Dilma.
O ministro do Desenvolvimento Agrário Guilherme Cassel, presente ao evento, disse que estava utilizando seu horário de almoço para participar da campanha e não infringir a lei eleitoral.
Atualizado às 10h07m
Publicada pelo G1
Dilma inaugura comitê em Brasília com a provável presença de Lula
Presidente foi convidado e é esperado nesta terça no evento.
Candidata também terá encontro com deputados federais.
Eduardo Bresciani,do G1 em Brasília
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, inaugura na noite desta terça-feira (13), em Brasília, o comitê central de sua campanha. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado e é esperado no evento.
PT vai trocar mais uma vez plano de governo no TSE, diz jornal
O líder do governo Lula na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), argumenta que a fixação do comitê central em Brasília se deve não só ao aspecto político da cidade, mas também à localização geográfica.
“Vai centralizar em Brasília porque é o planalto central, porque você diminui as distâncias entre o Norte e o Sul, e a Dilma fala para o Brasil todo”, afirmou Vaccarezza.
A cerimônia de inauguração do espaço está prevista para o início da noite. Além da candidata e de seu vice, Michel Temer (PMDB-SP), aguarda-se a presença de Lula, convidado pelo PT.
Se o presidente comparecer, será a primeira vez que ele estará ao lado da candidata nesta fase oficial da campanha, iniciada na semana passada. O evento será aberto ao público.
Após a inauguração, Dilma terá ainda outro compromisso. Ela vai participar de um jantar na casa de Eunício Oliveira (PMDB-CE) com deputados federais que apóiam a candidatura da petista. Apesar de a semana ser de pouca presença no Congresso, os organizadores esperam mais de cem deputados no jantar.
Antes do evento e do jantar, a candidata tem outra programação prevista. Pela manhã, ela vai receber propostas da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) em um encontro no Núcleo Bandeirante (DF), cidade satélite de Brasília (DF). No site da entidade, o evento é tratado como um ato político da entidade de apoio à petista.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 11h10m
Publicada por O Globo
Coordenação de Dilma ficará com PT e PMDB
Demais partidos aliados terão participação secundária nas decisões da campanha petista
Gerson Camarotti
O núcleo da coordenação política da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, ficará restrito ao PT e ao PMDB, embora a coligação governista conte com dez partidos.
Depois de muita pressão, o PMDB finalmente terá um representante no comando central da campanha a partir dessa semana. Os demais partidos aliados atuarão de modo periférico na coordenação.
Vice-presidente da Caixa e dirigente do PMDB, Moreira Franco será integrado ao grupo de coordenadores, junto com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o secretário geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP), o deputado Antonio Palocci (PT-SP) e o líder do governo, Cândido Vaccarezza. Indicado pelo deputado Michel Temer (PMDB-SP), candidato a vice de Dilma, Moreira deixará a Caixa.
Para conter a insatisfação dos partidos da base que se sentem excluídos da campanha, Dilma se dedicará esta semana a atos com os aliados.
Além de inaugurar amanhã à tarde o comitê central da campanha, em Brasília, ela participará à noite de um jantar com 150 parlamentares governistas. Por enquanto, sua agenda de viagens só prevê uma ida ao Paraná, na sexta-feira.
Com o mesmo objetivo de aparar arestas e afagar aliados, haverá hoje reunião do Conselho Político com os representantes dos 10 partidos. Está em discussão a proposta de se criar um grupo executivo compacto, com um integrante de cada legenda, para resolver com agilidade problemas como conflitos regionais.
— É natural que até esse momento o PT estivesse centralizando a coordenação. Mas agora, com Michel Temer na vice, o PMDB obrigatoriamente tem que estar na coordenação — disse ontem o presidente do PT, José Eduardo Dutra.
— Não tem como fazer uma coordenação operacional com 20 integrantes. Seria inviável. O Conselho Político discutirá a estratégia global. É possível engajar os partidos nas várias coordenações, como a de agenda — acrescentou
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 10h32m
DIA DO CANDIDATO
DILMA ROUSSEFF (PT)
Às 11h faz corpo a corpo na praça do Patriarca, centro de SP, e, às 13h, vai a Heliópolis com Mercadante. À noite, vai a jantar com prefeitos em São José do Rio Preto (SP)
Publicada pela Folha de S.Paulo
Programa radical teve aval de Dilma
Há rubrica da petista em cada página de versão polêmica do texto entregue ao TSE e substituído após pressão
Segundo a campanha, em meio a papéis para registrar a candidatura, ela acabou por rubricar sem se dar conta do erro
RANIER BRAGON
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
A candidata do PT, Dilma Rousseff (PT), deu aval por escrito, página a página, ao programa de governo que prevê, entre outros pontos, tributação de grandes fortunas, redução da jornada de trabalho e combate "ao monopólio dos meios eletrônicos" de comunicação.
O documento que embute reivindicações das alas mais à esquerda do PT, aprovado em congresso nacional do partido em fevereiro, foi protocolado anteontem no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e trazia a rubrica de Dilma em todas as suas páginas.
Após repercussão na internet e reação de aliados, o PT retirou o texto radical cerca de sete horas depois, substituindo-o por outro sem os pontos polêmicos.
Oficialmente, a campanha petista argumentou que havia cometido um erro administrativo -teria levado ao TSE um texto desatualizado.
A Folha apurou, porém, que o documento inicial foi enviado ao TSE de forma deliberada e que o recuo se deu devido a reações dentro da própria campanha. Tanto que a nova versão se limitou a suprimir os pontos polêmicos e a fazer uma ou outra modificação de redação.
Entre outros argumentos, os que pressionaram pela alteração disseram que a própria Dilma dera declarações que entram em conflito com algumas das propostas.
Em maio, por exemplo, ela havia se negado a defender a redução da jornada de trabalho, hoje em 44 horas semanais. "Eu não posso apoiar nem não apoiar porque não acho que seja uma matéria governamental."
Questionada sobre o aval por escrito dado pela candidata petista, a campanha de Dilma afirmou que ela recebeu o texto incorreto e, em meio a toda a papelada de registro da candidatura, acabou colocando sua rubrica de forma protocolar, sem se dar conta do erro.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado as 15h17m
Publicada pelo UOL
Tumulto faz Dilma cancelar primeiro evento de campanha em Porto Alegre
DANIELA LIMA,ENVIADA ESPECIAL A PORTO ALEGRE

Foto Tiago Guimarães do G1.,
Um tumulto fez a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, cancelar seu primeiro evento público de campanha.
Cerca de 4.000 pessoas, segundo a campanha petista, se reuniram hoje no centro da cidade para receber a Dilma, mas o empurra empurra no local fez a candidata cancelar seu almoço no Mercado Público. Segundo a Brigada Militar do Rio Grande do Sul, o público era de 1.000.
Após receber a Medalha do Mérito Farroupilha, na Assembleia Legislativa do Estado, Dilma seguiu de carro até a Esquina Democrática, subiu num carro de som e fez um discurso de cerca de 15 minutos. Logo depois, quando iniciou sua caminhada em direção ao Mercado Público, o tumulto começou.
Eleitores queriam tirar foto e pedir autógrafo à ex-ministra de Lula, que ainda tentou manter o bom humor. Ela estava acompanhada do candidato do PT ao governo do Estado, Tarso Genro. Ao perceber que a situação não seria controlada, Dilma desistiu.
Mais cedo, a petista afirmou que espera uma disputa de "alto nível, em que predomine o debate de ideias". Ela escreveu em seu Twitter que, com uma discussão em torno de conteúdos, os eleitores terão oportunidade de escolher democraticamente seus candidatos. "Chegou a hora de ir às ruas. Queremos uma campanha de alto nível, em que predomine o debate de ideias para que o eleitor escolha democraticamente", disse.
Dilma convocou a militância a se engajar na campanha, prestigiando os eventos de rua. Essa é a aposta do partido para a candidatura ganhar fôlego enquanto o horário eleitoral na TV e no rádio não começa --o início está marcado para o dia 17 de agosto.
"Hoje começa uma fase nova, com o início da campanha oficial. Vamos fazer uma caminhada no centro de Porto Alegre, e amanhã em São Paulo."
Tecnicamente empatados na preferência do eleitorado nas últimas pesquisas de intenção de voto, Dilma e José Serra (PSDB) escolheram a região Sul do país para iniciar a campanha pela Presidência da República.
Enquanto Serra busca consolidar sua vantagem no Sul, Dilma optou pela região onde tem seu pior desempenho para tentar reduzir a dianteira do adversário.
A última pesquisa Datafolha, divulgada sexta-feira, apontou 50% de intenções de voto para o tucano na região, ante 31% de Dilma.
A justificativa da coordenação da petista para iniciar a campanha por Porto Alegre é o fato de a cidade ser um dos principais redutos políticos de Dilma.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 08h52m
Publicada pelo UOL
Dilma diz que participação de Lula em seu eventual governo será de ex-presidente.
Do UOL Eleições,São Paulo
Candidata do PT à Presidência participa do programa 'Roda Viva', da TV Cultura
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, destacou nesta segunda-feira (28), em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, figura que, segundo ela, se eleita, estará presente em seu governo. “Tenho uma relação muito forte com ele. Vou querer muito que o presidente me aconselhe. Vou querer que o presidente participe com seus conselhos. Mas tenho certeza de que o presidente participará como ex-presidente” ,afirmou.
A candidata voltou a negar a responsabilidade pelo suposto dossiê contra o seu adversário José Serra (PSDB) e disse que até hoje não viu “nenhum papel do referido documento”.
"Se há dossiê - que até hoje eu não vi papel nenhum - não foi feito pela minha campanha. A Folha de S.Paulo chegou a noticiar, até, que isso que se chamava dossiê era uma reportagem investigativa patrocinada pelo jornal O Estado de Minas e foi contratado um jornalista para isso", declarou a petista. O programa, que teve sua gravação transmitida pela internet, vai ao ar hoje, a partir das 22h.
igilo fiscal e bancário do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, a petista disse não ter conhecimento de nenhuma prova. "Não foram [as provas] mostradas em nenhum momento. (...) Enquanto vocês [jornalistas] não mostrarem a prova, do nosso ponto de vista, é uma acusação infundada", disse.
Dilma nega ser "poste"
Na entrevista ao "Roda Viva", a petista discordou da afirmação de que seria um "poste" a ser eleito com a ajuda de Lula. "Coordenei todos os programas do governo Lula nos últimos cinco anos e meio. Concordo que não tenho experiência eleitoral. Compreendo que alguns queiram dizer que sou um poste, mas isso não me transforma num poste", disse.
Sobre os investimentos em infraestrutura do Brasil, Dilma rebateou as críticas ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). “Dizem que o PAC não tá andando. Como não tá andando?”, questionou. Segundo ela, até agora, o PAC já teria desenbolsado mais de 70% da verba prevista para ser gasta ate 2010.
Na gravação, Dilma defendeu ainda a autonomia operacional do Banco Central, elogiou o técnico Dunga pela vitória da Seleção por 3 a 0 sobre o Chile, defendeu a governabilidade com todos os partidos e se disse favorável ao financiamento público de campanhas eleitorais e à reforma política.
Assim como Serra e Marina Silva (PV), a petista se manifestou favorável à união civil entre casais do mesmo sexo. "Quanto ao casamento, é uma questão religiosa. Tem que pensar no que a religião considera. Agora, a união, os direitos civis, esses têm que ser reconhecidos", afirmou.
Ao responder a pergunta de uma internauta sobre quais eram seus planos para melhorar a educação no País, Dilma declarou que pretende, entre outros, investir no ensino profissionalizante. “Sou a favor de fazer escola técnica em todo município que tenha mais de 50 mil pessoas”, disse.
Saúde e CPMF
Dilma afirmou, em relação ao fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que "a gente não volta pra trás na história", mas lamentou o fim do tributo. Criado em 1997 com o objetivo de financiar a saúde no país, o tributo teve o seu fim aprovado pelo Congresso em 2007.
"A gente não volta para trás na história, mas que a perda da CPMF foi muito grande, foi", disse a petista. "Ninguém vai me dizer que um sistema de saúde, que em todo lugar do mundo é caríssimo, perde R$ 40 bilhões e fica por isso mesmo, a não ser em uma discussão totalmente ideológica. Nós [do governo] deixamos isso claro [a posição contrária ao fim da CPMF], mas acabou, tá acabado. Vamos ter que abrir uma discussão sobre financiamento da saúde", disse Dilma, que vê um "subfinanciamento" no setor.
A candidata defendeu o fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde) e elogiou projetos como a participação de organizações sociais dirigindo hospitais e a criação de clínicas públicas especializadas.
Reforma Tributária
Sobre tributos, Dilma Rousseff se comprometeu com a redução a zero dos tributos sobre investimentos no Brasil, além da diminuição dos impostos para a fabricação de remédios. No entanto, a petista não se comprometeu com a realização de uma reforma tributária completa no país, alegando que uma iniciativa como esta demanda um esforço político muito grande. "Se a gente não conseguir a reforma total, nada impede de fazer algumas tópicas", disse a candidata.
Dilma se mostrou favorável à uniformização do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no país, mas com compensação dos tributos entre os Estados. "Sem compensação, não se faz reforma no Brasil", afirmou.
A petista defendeu ainda uma mudança nos parâmetros de avaliação do desempenho da economia brasileira. "Eu não acho que podemos analisar esse periodo em que estamos com os mesmos padrões de quando o país crescia 1%, 2%", afirmou Dilma, que defendeu a manutenção de um ritmo estável de crescimento, que possibilite reformas sem comprometer a capacidade de gasto do governo.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado ás 17h21m
Publicado pelo Radar On Line
As consequências da pesquisa Ibope
Antes mesmo de ser divulgado oficialmente o resultado da CNI/Ibope, a oposição já começava a calcular o tamanho do estrago. A maior preocupação neste momento é com as convenções estaduais, que só se encerram dia 30.
A expectativa agora é que haja uma enorme pressão por parte da cúpula dos partidos aliados a Dilma Rousseff para que seus diretórios regionais se desliguem de candidaturas da oposição.
Outra preocupação é com o PP, último dos partidos grandes e médios que havia escolhido a neutralidade. A tendência é que cresça a pressão dos próprios filiados para que o partido feche a aliança com Dilma.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizadom às 05h02m
Publicvada ppr Le Monde:
De Paris, Dilma Rousseff, candidata de Lula, tenta se projetar no cenário internacional
Paulo A. Paranaguá

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, recebe a candidata Dilma Rousseff no Palácio do Eliseu (Paris)
Dilma Rousseff aproveitou a Copa do Mundo para se projetar no cenário internacional. Foi em Paris que a candidata do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, designada pelo Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda) para a eleição presidencial (cujo primeiro turno está marcado para 3 de outubro), assistiu à primeira partida da equipe do Brasil, na terça-feira (15). Ela vestia a camisa verde-amarela da Seleção.
Na quarta-feira, seu programa foi mais protocolar: Rousseff se encontrou com a secretária nacional do Partido Socialista, Martine Aubry, e com o presidente da República, Nicolas Sarkozy.
Aos 62 anos, essa ex-ministra e chefe da Casa Civil nunca concorreu em uma eleição. Seu principal trunfo é a imensa popularidade de seu mentor, que está terminando seu mandato com a aprovação de 80% dos brasileiros. No entanto, essa mulher de forte personalidade não quer se considerar como uma simples continuação do presidente Lula.
“O Brasil está vivendo um momento muito especial, podemos passar da condição de país emergente para a de uma nação desenvolvida”, explica em uma entrevista ao “Le Monde”. Isso, supondo-se que durante a próxima presidência (2011-2014) seja mantida uma taxa de crescimento de 5,5% a 6% ao ano.
“Bônus demográfico”
O governo Lula conseguiu reduzir o número de pobres de 77 para 53 milhões. Mas 19 milhões de brasileiros ainda sobrevivem em condições de extrema pobreza, e outros 34 milhões vivem em situação de precariedade. “O Brasil deve continuar a expandir sua classe média, que se tornou majoritária”, afirma Rousseff.
Para ela, o país está vivendo um “bônus demográfico”, uma vez que a maioria de sua população (193 milhões) está em idade ativa. Em oito anos, foram criados 14 milhões de empregos. Agora, o desafio é implementar um ensino de qualidade. “A integração das regiões pobres do Nordeste e do Norte exige uma mão de obra mais qualificada, seria preciso uma escola técnica em cada cidade com mais de 50 mil habitantes”, diz a candidata. O governo atual dobrou o número de escolas técnicas existentes e criou quatorze universidades. Para dispor dos recursos do Estado federal, os estabelecimentos passaram por uma avaliação de resultados.
O crescimento exige mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
“O Brasil não se tornou um grande produtor de alimentos só por causa da qualidade de seus solos e das virtudes de seu clima, mas porque nossa excelência em matéria de pesquisa agrícola permitiu que escolhêssemos os cultivos adequados”, observa. “Da mesma forma, imensas jazidas de petróleo em águas muito profundas sob uma crosta de sal [pré-sal] foram descobertas graças à competência da empresa pública Petrobras”.
Para superar o ponto de estrangulamento da infraestrutura, o governo Lula lançou em 2007 um amplo programa de aceleração do crescimento (PAC). Além disso, Dilma Rousseff foi apresentada pelo chefe do Estado como “a mãe do PAC”, para associá-la mais ao resultado de sua gestão.
Os estabelecimentos privados precisam contribuir
Segundo fontes não-governamentais, menos da metade dos projetos foram executados até agora. A candidata contesta esse número e critica a hesitação dos investidores privados. “O financiamento das grandes obras não pode depender exclusivamente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é preciso que os estabelecimentos privados também contribuam, ao mesmo tempo em que elaboram novas formas de engenharia financeira”, garante a ex-economista. “A construção de uma usina hidrelétrica como Jirau e Santo Antônio leva cinco anos, as obras estão bem adiantadas”, diz.
As grandes obras, assim como a construção de Brasília, sempre resultaram em um crescimento da corrupção no Brasil. O país é constantemente criticado sobre esse assunto pela ONG Transparência Internacional. O primeiro mandato do presidente Lula foi maculado por um escândalo que custou o cargo do antecessor de Rousseff, José Dirceu, ainda muito influente dentro do PT.
“Nossas instituições estão melhorando”, garante Rousseff. Ela menciona a transparência das licitações, a vigilância do Tribunal de Contas e do Ministério Público. O governador de Brasília, da oposição, foi preso pela Polícia Federal por ter recebido propina.
A candidata de Lula não admite o atraso do governo federal em matéria de segurança, uma das principais preocupações da opinião pública. Para evitar ter de recorrer ao Exército para manter a ordem, uma tropa de elite, a Força Nacional de Segurança Pública, foi formada e treinada para intervenções rápidas. Prisões de segurança máxima permitiram isolar os chefes do crime organizado, traficantes de drogas que haviam ocupado territórios abandonados pelo Estado.
Rousseff cita como exemplo a favela Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. “Um teleférico tirará a favela do isolamento, ligando-a ao bairro residencial de Botafogo”, explica. “A polícia voltou a ocupar o território, e foram instalados novos serviços sociais: escolas, postos de saúde, centros esportivos”.
Preocupada em não se diferenciar de seu mentor, Rousseff não se deixa abalar quando mencionam as relações duvidosas do presidente Lula, com Raúl Castro ou Mahmoud Ahmadinejad. “Não se faz diplomacia interferindo nas questões internas de outros países”, exclama. “As ameaças, o isolamento ou as sanções não levam a nada de construtivo”, diz ela a respeito de Cuba e da recente iniciativa da Turquia e do Brasil na questão nuclear iraniana.
Antes mesmo do início da campanha oficial, a candidata do PT conseguiu alcançar nas pesquisas seu principal rival, o social-democrata José Serra, ex-governador de São Paulo. Mas, assim como na Copa do Mundo, nada se define de antemão.
Tradução: Lana Lim
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 05h00m
A foto do dia
Dilma assiste o jogo em Paris,foto Terra.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 04h50m
Publicada pela Folha de S.Paulo
Dilma se defende e diz que não foge de debates
Candidata tem sido criticada por cancelar compromissos agendados
Segundo coordenação de campanha, petista já confirmou ida a cinco debates na TV; sabatina da Folha foi cancelada
ANA FLOR
DE SÃO PAULO
Irritada com a associação entre o cancelamento de agendas nos próximos dias e a tentativa de fugir de debates com outros candidatos à Presidência, a petista Dilma Rousseff foi a público ontem afirmar que a acusação "não tem o menor sentido".
Além de explicar em entrevista à rádio Jovem Pan os motivos de viagem à Europa -que a levou a cancelar, entre outros compromissos, a presença na sabatina promovida pela Folha e pelo portal UOL, negociada por meses- a candidata do PT ao Planalto publicou notas no Twitter.
"Não faz o menor sentido dizer que estou evitando debates e entrevistas. Basta olhar a imprensa", disse ela no microblog, em referência a entrevistas à revista "Veja" desta semana e à Jovem Pan, na manhã de ontem.
Em outra nota, afirmou que cancelou a ida à sabatina da Folha, que seria no dia 17, porque viajaria ontem mesmo para se encontrar com chefes de Estado e de governos europeus. Ontem, porém, ela confirmou presença no programa "Roda Viva", da TV Cultura, no qual será entrevistada no dia 28.
Dilma disse ainda que retorna no domingo para cumprir agenda e participar de debates em TVs abertas.
Segundo a coordenação de sua campanha, a candidata se comprometeu a participar de cinco debates em canais abertos no primeiro turno e analisa a possibilidade de ir a outros confrontos em canais a cabo e de rádio.
À Jovem Pan, questionada por que havia desmarcado participação "em debates", Dilma disse que a sabatina da Folha era uma entrevista.
A petista tem sido criticada por seus rivais por fugir de debates. Até hoje, os três principais candidatos já se encontraram em eventos, não num debate real.
Na avaliação dos tucanos, José Serra, candidato do PSDB à Presidência, tem mais chances de se sair melhor nos enfrentamentos.
Na sexta-feira, em encontro com a direção do PT, Dilma afirmou que está pronta para vencer os debates.
DOSSIÊ
A candidata do PT voltou ontem a negar que sua campanha tenha produzido um dossiê contra Serra.
"Eu posso te dizer com muita certeza: a minha campanha não fez nenhum documento, de qualquer forma que ele tenha, que dissesse respeito a outras pessoas", disse ela à rádio Jovem Pan.
"Acho que é melhor a gente discutir programas, projetos, apresentar propostas do que ficar usando de certos expedientes para tentar [ter] alguma vantagem", afirmou.
Dilma se irritou ao ser perguntada se sabia que o jornalista Luiz Lanzetta, que era contratado por sua campanha, havia procurado pessoas com a suposta finalidade de investigar adversários.
"Eu não vou me manifestar a respeito de outras pessoas que não estão na minha campanha [...] Ele era uma empresa contratada, como existem em todas as campanhas", afirmou.
A petista chegou a dizer que o dossiê teria sido "criado e feito em outros ambientes políticos" e que agora algumas pessoas "querem colocar na conta do PT".
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 05h12m
Publicada pelo Blog do Josias
Lula faz de Dilma sua genérica: ‘Eu mudei de nome’
Fopto de Valter Campanato/ABr
José Serra jacta-se de ter popularizado, como ministro da Saúde de FHC, os medicamentos genéricos.
Pois bem, condutor de sua própria sucessão, Lula impõe a Serra um genérico de si mesmo. Reforçou a tática neste domingo (13).
Ao discursar na convenção nacional do PT, Lula recordou que não poderá disputar a eleição presidencial.
“Vai haver um vazio naquela cédula”, disse, em timbre emocional. “Para que o vazio seja preenchido, eu mudei de nome e vou colocar a Dilma lá".
Hiper-popular, o ‘cabo eleitoral’ não poderia ter soado mais explícito: em 2010, Lula se chama Dilma, Rousseff virou Silva.
Estrela de um encontro em que a candidata deveria brilhar sozinha, Lula cuidou de associar a oposição à baixaria e à falta de discurso:
"Esperamos que os nossos adversários estejam dispostos a fazer uma campanha para discutir programa e não façam jogo rasteiro para discutir dossiê todo dia".
Enveredou por um faz-de-conta que ignora os fatos. A usina de dossiês foi reaberta nos porões do comitê de sua candidata.
Como que decidido a desconversar, Lula dirigiu a Dilma e ao vice dela, o pemedebê Michel Temer, um pedido de calma:
"O bicho vai pegar. A tranquilidade de vocês é o que vai garantir que a gente ganhe as eleições".
Em resposta a Serra, que na véspera pespegara em sua pupila a pecha de “paraquedista”, Lula realçou a passagem de Dilma pelo governo.
Disse que sua ex-ministra, cristã nova no PT e noviça em urnas, acumulou "conhecimento e experiência". Afirmou que ela sabe selecionar mão-de-obra:
"A companheira sabe montar equipe, e o milagre da governança é você saber montar a equipe".
No mais, Lula envernizou a gestão que, segundo diz, Dilma vai continuar. Entre 2003 e 2010, “14 milhões de empregos”...
...Mais universidades, mais escolas técnicas, nova classe média, economia estável e PIB em alta. “Este país mudou”, disse.
Por último, um recado à militância: “Humildade”. Nada de “já ganhou”. Atenção máxima: “Não existe eleição fácil”.
Alheia aos ataques do Serra da véspera, Dilma pronunciou um discurso assentado em dois pilares: o programa e o apelo ao voto feminino.
Coube à periferia petista rebater Serra. Ele “saiu do armário”, disse o ministro Alexandre Padilha (Articulação Política). Revelou-se, afinal, o “anti-Lula”.
“Vejo uma frase do candidato da oposição que diz 'comigo o povo brasileiro não terá surpresas'”, ecoou o presidente do PT, José Eduardo Dutra.
“É verdade, o povo brasileiro não teria surpresa porque já conhece o fracasso do governo que ele participou", completou Dutra, grudando FHC em Serra.
E Dilma: "Chegou a hora de uma mulher comandar o país". Não uma Marina Silva qualquer.
"Uma mulher que vai continuar o Brasil de Lula, mas que vai governar com a alma e coração de uma mulher".
Como Lula, ela ignorou a reedição abortada da ‘alopragem’ de 2006. “Nessa campanha, vamos debater em alto nível, confrontar projetos e programas...”
“...Vamos mostrar que somos diferentes dos outros candidatos. Mas, depois de eleitos, governaremos para todos os brasileiros, sem exceção".
O apelo ao voto feminino é inspirado nas pesquisas. Empatada com Serra em 37% na média geral, Dilma perde para o rival entre as mulheres.
De resto, para assegurar a super-dosagem de Lula, a convenção foi embalada ao som de um jingle que gruda o cabo eleitoral à candidata.
Num trecho: “Lula tá com ela/Eu também to/Veja como o Brasil já mudou/Mas a gente quer mais/Quer mais e melhor/É com a Dilma que eu vou”.
Noutro: “Lula tá com ela/Eu também to/Veja como o Brasil já mudou/Mas a gente quer mais/Quer mais e melhor/É com a Dilma que eu vou”.
É improvável que Serra faça do ataque a Lula a prioridade de sua campanha. Deve concentrar-se em Dilma.
Na convenção deste domingo, Lula serviu o antídoto: “Eu mudei de nome”. É como se dissesse: Bateu nela, bateu em mim.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 05h17m
A foto do dia

Temer é entronizado como vice de Dilma. Foto de Valter Camponato,da ABR, publicada hoje pelo Blog do Josias.
Publicada pela Folha de S.Paulo
Dilma diz que combaterá "inimigos da democracia"
Convenção do PMDB oficializa Temer candidato a vice na chapa de petista
Sem citar dossiê feito por equipe ligada à sua campanha, Dilma diz que irá lutar contra mentira e manipulação
DE BRASÍLIA
DA ENVIADA A BRASÍLIA
DE SÃO PAULO
Sem menção explícita aos adversários, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, prometeu ontem combater os inimigos da democracia, que querem levar para trás o país e as "conquistas sociais do nosso povo".
"Nós vamos defendê-la [a democracia] com todo o coração dos seus inimigos, os que tentam fazer o Brasil andar para trás levando de roldão as conquistas sociais do nosso povo", disse Dilma, na convenção do PMDB, em Brasília, que indicou o deputado federal Michel Temer para seu vice.
"Vamos defender a democracia também dos seus maiores inimigos: a mentira, a manipulação e a falsidade", completou.
Dilma aproveitou o evento para elogiar figuras históricas do PMDB, em especial Ulysses Guimarães. Ela chegou a atribuir a ele o verso "Navegar é preciso", que o político paulista empregou quando enfrentava a ditadura militar, na década de 70.
"Esse verso de Ulysses mostrava que, sobretudo, mesmo quando a esperança é pequena, a coragem das pessoas tem que levá-las a andar."
Em 2004, o mesmo trecho já havia motivado uma confusão de Lula: "Eu poderia citar Ulysses Guimarães no discurso que ele fez na famosa campanha em 1974, a campanha da resistência, em que ele proferiu uma frase de uma música que talvez seja do Chico, mas cantada pelo Caetano, que dizia: "Navegar é preciso'".
A canção "Os Argonautas", de Caetano Veloso, tem como refrão "Navegar é preciso, viver não é preciso", lema atribuído ao general Pompeu, da Roma antiga. A primeira parte é também título de um poema do português Fernando Pessoa.
Dilma também citou o senador Pedro Simon (RS) e elogiou o presidente do Senado, José Sarney (AP), que, segundo ela, teve a missão de conduzir o país na transição entre entre a ditadura militar e a democracia.
CONVENÇÃO
A organização da campanha de Dilma elegeu as grandes mulheres brasileiras como tema da festa que o PT faz hoje para lançar a candidatura dela à Presidência.
Em telões espalhados por todo o auditório, mulheres como Chiquinha Gonzaga e Anita Garibaldi, entre muitas outras, serão lembradas para reforçar o nome da petista.
O evento será iniciado com a baiana Virgínia Rodrigues cantando o hino nacional. Um novo jingle, insistindo em Dilma como "uma grande brasileira" e como a continuação de Lula reforçará o clima de festa.
Em seu discurso, Dilma irá falar da importância de uma coalizão para dar seguimento ao legado de Lula, sem fazer ataques aos tucanos.
PDT
Ontem, durante a convenção do aliado PDT, em São Paulo, Dilma citou em seu discurso políticos da legenda, como Getúlio Vargas, Darcy Ribeiro, João Goulart e Leonel Brizola.
Ela ainda destacou que "os responsáveis pela construção do Brasil moderno permanecem vivos na memória do país. Não se vira a página de quem deixou a Petrobras, o BNDES, o salário mínimo".
(ANA FLOR, RANIER BRAGON, MÁRCIO FALCÃO E FERNANDO GALLO)
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 05h24m
Publicada pela Folha de S.Paulo
Dossiê traz dados sigilosos da Receita contra tucano
--------------------------------------------------------------------------------
EQUIPE DE INTELIGÊNCIA DA PRÉ-CAMPANHA DE DILMA INVESTIGOU VICE-PRESIDENTE DO PSDB INFORMAÇÕES SÓ ESTÃO DISPONÍVEIS NA RECEITA FEDERAL "É UM ABSURDO", AFIRMA EDUARDO JORGE
--------------------------------------------------------------------------------
LEONARDO SOUZA
DE BRASÍLIA
A "equipe de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência levantou e investigou dados fiscais e financeiros sigilosos do vice-presidente-executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira.
O grupo obteve documentos de uma série de três depósitos na conta de EJ no valor de R$ 3,9 milhões, além de outras informações de seu Imposto de Renda.
Os papéis integram um dossiê elaborado por um time de espionagem que começava a ser montado com o aval de uma ala da pré-campanha de Dilma.
A equipe reuniu três conjuntos de documentos. Dois tinham dados, respectivamente, sobre um aliado de José Serra (PSDB) investigado pela CPI do Banestado (2003-2004) e de negócios atribuídos à filha do tucano.
Agora, a Folha teve acesso às informações da terceira pilha de papéis, com dados fiscais e financeiros confidenciais de EJ disponíveis somente nos sistemas da Receita Federal e no computador pessoal em que ele preencheu sua declaração de IR.
Como a "Veja" revelou no mês passado, o esquema foi desfeito após o vazamento da movimentação do grupo.
EJ foi homem-forte no governo Fernando Henrique Cardoso, no cargo de secretário-geral da Presidência.
A espionagem é recente, já que um dos depósitos na conta de EJ foi feito neste ano. Os outros dois, também de R$ 1,3 milhão cada um, ocorreram em 2007 e 2009.
Procurado pela Folha, EJ confirmou as informações e afirmou que só poderiam ter sido obtidas por meio da quebra de seu sigilo fiscal. "É um completo absurdo essas informações terem chegado até eles. Demonstra a repetição do método do PT", disse.
Em tese, uma quebra de sigilo pode envolver vários crimes. Se feita por um servidor público e repassada a informação para pessoas fora de sua competência, ele pode responder por violação do sigilo funcional. A pena varia de multa a detenção.
A Folha confirmou com duas pessoas ligadas à equipe de espionagem que os documentos seriam usados para atacar o grupo de Serra.
EJ diz que os depósitos em sua conta, no Banco do Brasil, decorrem da venda de imóveis do espólio de seu sogro (uma chácara e uma loja no município de Maricá, RJ).
Ele contou que se tornou o inventariante de todo o espólio após a morte de sua sogra, quatro anos atrás. "Está tudo devidamente documentado no inventário", disse, repassando os dados do processo.
ORIGEM DO DOSSIÊ
Segundo a Folha apurou, a investigação da equipe da pré-campanha petista tem origem no desdobramento de um procedimento administrativo aberto pelo Ministério Público Federal.
No começo de 2009, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) enviou uma comunicação para a Procuradoria da República no DF, alertando para a insuficiência na renda declarada do tucano para justificar o depósito de R$ 1,3 milhão em sua conta em julho de 2007.
No ano passado, o jornal "Correio Braziliense" publicou parte do trabalho da Procuradoria da República.
Ao tomar conhecimento da investigação, EJ prestou esclarecimentos ao Ministério Público, mas os procuradores entenderam que deveriam continuar apurando.
O vice-presidente do PSDB, então, entrou com um mandado de segurança no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e conseguiu trancar a investigação. No pedido à Justiça, o próprio EJ forneceu dados do caso, mas falando somente sobre sua movimentação financeira até 2007.
A partir do mandado de segurança, a equipe de espionagem começou a rastrear as movimentações financeiras de EJ, tendo obtido documentos que não constam do trabalho do Ministério Público, como cópias das declarações de IR do tucano e dados de depósitos de 2009 e 2010.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 05h07m
Publicada pelo Terra
Em SP, Dilma diz que Lula priorizou a utilização do etanol

A pré-candidata pestista, Dilma Rousseff, segue em ascenção nas pesquisas de intenção de voto
Foto: Ricardo Matskawa/Terra
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
A pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou na noite desta segunda-feira (7) em discurso durante a entrega do "1º Prêmio Top Etanol", em São Paulo, que o governo do presidente Luiz Inácio da Silva priorizou a utilização do etanol. "O etanol sempre foi motivo de orgulho para o Brasil e avançamos muito no setor". Para ex-ministra, "a larga experiência do Brasil é importante quando se fala de matriz energética".
Segundo ela, o governo do qual participou teve o compromisso de difundir o etanol. "Tivemos o compromisso de fazer esse crescimento com compromisso ambiental. Nos próximos anos, 80% dos veículos leves serão movidos por etanol", afirmou.
A petista afirmou que o biocombustível brasileiro "é extremamente acessível e o presidente Lula fez um esforço enorme para que ele ficasse conhecido no mundo todo, colocando esse combustível na agenda internacional".
Assim como o Serra, Dilma defendeu a uniformização das alíquotas de ICMS para o produto, mas não especificou números.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 06h39m
Publicada pelo Blog do Josias
Para PT, subida de Dilma ‘desarruma’ tática de Serra
Em sua última reunião, o comando da campanha petista de Dilma Rousseff chegou a uma avaliação otimista sobre os rumos da sucessão.
Em resumo feito ao repórter, um dos participantes do encontro apontou a principal conclusão: Dilma sai da fase de pré-campanha mais bem posta que José Serra.
Para os operadores de Dilma, a ascensão da candidata nas pesquisas provocou uma “desarrumação” na tática adotada pelo rival tucano.
Segundo essa visão, Serra escorou sua campanha numa premissa que a realidade conspurcou.
Contava que chegaria ao início formal da campanha, depois da Copa do Mundo, ainda no topo das sondagens eleitorais.
Com isso, poderia abster-se de criticar Lula e concentrar-se na comparação de sua biografia com a de Dilma.
Agora, estima o QG da candidata oficial, Serra será compelido a ajustar os planos e o discurso. Por quê? A imagem de Dilma tende a se fundir à de Lula.
A reunião ocorreu na última quinta (3), dois dias antes do adensamento da polêmica do dossiê, um tema que domina o noticiário deste final de semana.
Já então, o petismo tratava como um ponto fora da curva o episódio da desastrada tentativa de dotar o comitê de um núcleo de espionagem.
Estimou-se que a encrenca não prejudicaria a “boa fase” da campanha. Havia sobre a mesa, a propósito, uma pesquisa interna, feita por encomenda do PT.
Um ponto chamou especial atenção. Perguntou-se ao eleitor quem a mídia protege mais, Serra ou Dilma?
Curiosamente, a maioria respondeu que o noticiário é mais favorável à petista que ao tucano. Visão inversa à que predomina no comitê de Dilma.
Concluiu-se: as gafes e erros atribuídos a Dilma e explorados à larga nas manchetes se esvaíram numa atmosfera em que a candidata é associada a Lula.
“À medida que vão descobrindo que Dilma é a candidata do Lula, acham tudo nela lindo. E aumentam as intenções de voto”, disse o interlocutor do blog.
De resto, o alto comando de Dilma identificou os problemas que vicejam no comitê do adversário:
A “falta de clareza no discurso”, a “dificuldade para encontrar um vice”, os “contratempos com repórteres”, os “ataques à Bolívia”.
Na opinião do petismo, não há muito a fazer em relação a Dilma senão manter a estratégia, à espera da entrada efetiva de Lula na campanha.
Quanto a Serra, planeja-se contribuir para que tenha mais problemas. Numa das iniciativas, o PT mira o PP, legenda presidida pelo senador Francisco Dornelles (RJ).
Primo do grão-tucano Aécio Neves, Dornelles foi cogitado para vice de Serra. Algo que, para se tornar viável, exigiria a coligação do PP com o PSDB.
Num primeiro momento, o petismo assediara Dornelles e seus pares para reivindicar a “neutralidade” do PP. Não viria para Dilma, mas também não cairia no colo de Serra.
Hoje, imagina-se que será possível obter mais: a adesão formal do PP à candidatura de Dilma. Menos pelo tempo de TV, mais pelo baque que representará para Serra.
Trabalha-se com a seguinte lógica: Associando-se a Serra, o PP iria ao noticiário como uma derrota para Dilma...
Mantendo-se neutro, o PP se converteria em grave prejuízo para Serra, às voltas com a necessidade de tonificar o seu tempo de TV...
Incorporando-se formalmente à caravana de Dilma, o PP vira uma crise para Serra, uma nova evidência de fragilidade da campanha tucana.
Em contraposição à estratégia inimiga, o tucanato abre a semana com disposição para extrair do episódio do dossiê o máximo proveito político.
No mais, Serra não parece, por ora, tentado a escalar sobre Lula. Na quinta, disse na Paraíba que não há pressão sobre ele para que apimente o discurso.
Continua aferrado à idéia de comparar seu histórico ao de Dilma. Afora a falta de experiência, deseja fulminar a imagem de boa gestora.
Quer vender a tese de que é mais experiente para “manter o que está dando certo”, como não se cansa de repetir.
O PT acha que, com ao subir no ringue da TV e dos palanques abraçado a Dilma, Lula fará o discurso de Serra virar pó.
Daí a convicção de que o tucano vai submeter sua tática a um reajuste que o aproximará da armadilha plebiscitária urdida por Lula.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 13h55m
POuhblocfada pelo Blog do Josias
Lula reclama de derrapagem e Palocci ganha terreno
O Quartel General da campanha de Dilma Rousseff sofrerá um rearranjo nas próximas semanas. Deixará de ter um comando múltiplo.
O poder decisório será gradativamente concentrado nas mãos do deputado Antonio Palocci, homem de Lula no comitê.
Palocci travava com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, uma disputa dissimulada. Prevaleceu.
Em privado, Lula revelou-se irritado com a descoberta de que um grupo de “neoaloprados” operou nos subterrâneos do comitê de Dilma.
O blog conversou, na madrugada deste sábado (5), por telefone, com um dos operadores da campanha petista.
Contou que Lula abespinhou-se sobretudo por considerar que o noticiário negativo chega num instante em que Dilma vive o seu melhor momento.
Não é hora de derrapagem, teria dito o presidente. Acha, de resto, que não se ganha eleição com denúncias.
No Planalto, associa-se a operação tida por desastrada a Fernando Pimentel. De resto, tenta-se afastar a candidata da confusão.
Dilma nada teria a ver com a malograda tentativa de montagem de um grupo de espionagem para recolher material contra o rival José Serra.
Ao contrário. Vende-se a tese de que Dilma, assim que soube da movimentação do jornalista Luiz Lanzetta (na foto), amigo de Pimentel, mandou fechar o porão.
Em prejuízo dessa versão, há o fato de que a empresa de Lanzetta, a Lanza Comunicação, contratada pelo PT para atuar na campanha, não teve o contrato rescindido.
Alega-se que Lanzetta teria apenas se informado sobre o teor de uma apuração realizada por outro repórter: Amaury Ribeiro Jr., também próximo a Pimentel.
Apuração antiga, que se destinaria à publicação de um livro. Há na peça dados pouco lisonjeiros sobre Serra e o tucanato. Daí o interesse de Lanzetta.
De novo, a versão oficial serve-se de meias-verdades. Lanzetta não se limitou a ouvir o amigo Amaury.
Promoveu, com a presença dele, uma reunião cujo objetivo era a obtenção dados frescos. Nada a ver com o mercado editorial.
Tomado pelas declarações do delegado aposentado Onézimo Sousa aos repórteres Policarpo Junior e Daniel Pereira, o encontro visava propósitos sombrosos.
Deu-se em abril a tentativa de Lanzetta de dotar a campanha de Dilma de um grupo de espionagem.
Mesmo sem atribuir responsabilidades a Pimentel, que nega participação no episódio, o PT e Lula vão cuidar para que ele deslize suavemente para fora da campanha.
Não se vai utilizar o vocábulo afastamento. Menciona-se, desde logo, a “necessidade natural” que Pimentel terá de se dedicar à sua própria campanha, em Minas.
A depender dos planos traçados em Brasília, Pimentel irá às urnas como candidato ao Senado, não ao governo mineiro, como pretendia.
Quanto ao caso do dossiê, providencia-se para Pimentel um escudo. Afirma-se que jamais partiria dele um plano que tivesse como alvo Rui Falcão (PT-SP).
Um dos alegados objetivos de Lanzetta, além de espionar José Serra, seria o de perscrutar os passos de Falcão.
Por quê? Suspeitava-se que Falcão estivesse vazando detalhes de reuniões estratégicas do comitê de Dilma.
Pois bem, diz-se que Pimentel e Falcão são amigos comuns de Dilma do tempo da militância contra a ditadura.
Algo que desautorizaria a tese segundo a qual Pimentel estaria por trás das ações de Lanzetta. A despeito disso, o leme da campanha irá às mãos de Palocci, agora sem interferências.
Tomando-se a sério o script oficial, será necessário aceitar que Lanzetta reuniu-se com gente especializada em investigação, expôs planos e cifras e não informou ao comitê –ou a parte dele— nada do que se passava no porão.
Atualizado às 12h46
Publiacada pela Folha de S.Paulo
Dilma se diz "injustiçada" por acusações de Serra
Tucano afirma que PT é quem deve explicações sobre origem de suposto dossiê
Para Serra, interpelação para que ele explique na Justiça acusação contra rival é uma tentativa de desviar atenção do caso
DE BRASÍLIA
DO ENVIADO A CAMPINA GRANDE (PB) COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE JOÃO PESSOA
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, (PT) disse ontem estar sendo "injustiçada" ao ser acusada por José Serra, pré-candidato do PSDB, de ser responsável pela montagem de um suposto dossiê anti-tucano.
"Tais documentos, se existem, não foram produzidos por nós. Tenho certeza de que a verdade vai aparecer. Estou sendo claramente injustiçada", disse Dilma, que classificou a acusação de "ignomínia" e "falsidade".
Serra, que será interpelado judicialmente para explicar na Justiça a acusação contra Dilma, afirmou que o suposto dossiê "não passa de lixo eleitoral" e voltou a atacar os adversários. "Isso tudo não passa de uma grande mentira elaborada pelo PT", disse, em João Pessoa.
O tucano afirmou que é o PT que deve explicações sobre a confecção do suposto dossiê -um conjunto de papéis que trata de transações financeiras de antigos colaboradores de Serra.
"Foi descoberto um esquema de dossiê fajuto, difamante da parte deles, e estão querendo atrair atenção com outra coisa [a interpelação judicial]", afirmou Serra, em Campina Grande (PB).
Apesar das declarações, ambos evitaram se estender sobre o tema. O PT ameaça processar Serra por danos morais caso ele mantenha as acusações num eventual testemunho à Justiça.
Anteontem, no Twitter, o presidente do PT, José Eduardo Dutra sugeriu ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra, a leitura de um blog que atribuía ao ex-governador de Minas Aécio Neves a ordem para a confecção do dossiê. Aécio e Serra disputaram a indicação tucana para disputar a Presidência.
"Então quer dizer que foi o Aécio quem encomendou? E agora querem jogar no nosso colo? Que coisa feia!", escreveu Dutra. Ontem, em entrevista, o tom foi outro: "Não sou como nossos adversários, que fazem ilações".
Dutra também disse que o PT ainda vai avaliar se renovará ou não o contrato com a empresa Lanza Comunicação, cujo dono, Luiz Lanzetta, teria tentado montar um "grupo de inteligência" na pré-campanha de Dilma.
Serra disse que não pretende manter tom agressivo na campanha. "Eu sou do jeito que eu sou. Não estou fixado nos outros." (FÁBIO GUIBU, RANIER BRAGON e ANDRÉ GOMES)
Atualizado às 05h27m
A foto do dia

A pré-candidata do PT em evento de petroleiros . Foto de Alan Marques, Folha Imagem,publicada pela Folha de S.Paulo.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 11h05m
Publicada pela Veja On Line
Dilma sobe em mais um palanque durante evento sindical
Foto Veja On Line
Com a pré-campanha embalada pelos sindicatos, a petista Dilma Rousseff terá na 2ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que acontece hoje e amanhã em Brasília, a oportunidade de mais um palanque. O coordenador-geral da entidade, João Antônio de Moraes, disse que a candidatura de Dilma ao Planalto é a que mais se identifica com o pensamento da categoria.
"Há pessoas ligadas ao Serra que já disseram que, se ele for eleito, voltará à atual Lei do Petróleo (e não o marco regulatório do pré-sal)", afirmou. A FUP acredita que as mudanças propostas pelo governo Lula são um avanço em relação ao modelo atual, mas defende a volta do monopólio da Petrobras.
Dilma foi a única candidata convidada para participar da plenária da entidade. Será o segundo evento sindical, nesta semana, a servir de palanque para a candidatura petista. Na última terça-feira, durante a Assembleia da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em São Paulo, cinco centrais sindicais pregaram a continuidade do governo Lula e alertaram para um "retrocesso" caso Serra seja eleito.
Durante o encontro, a FUP quer obter de Dilma a garantia de que terá participação nas discussões sobre a política do setor petrolífero, caso seja eleita. A programação do evento, divulgada no site da FUP, informa que "a ex-ministra deverá comparecer ao evento para dar sua saudação aos petroleiros".
(Com Agência Estado)
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 17h0m
Publicada pelo Terra
Presidente do PT diz que responsável por suposto por dossiê não faz parte da campanha
RANIER BRAGON,ENVIADO ESPECIAL A GOIÂNIA
Depois de classificar como atitude "desesperada" a acusação de José Serra (PSDB) contra Dilma Rousseff (PT), o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou na tarde desta quarta-feira que o jornalista que supostamente teria encomendado um dossiê antitucano não faz parte da campanha.
"Repelimos essa acusação. Não há nenhuma ação por parte do PT no sentido de orientar, autorizar ou permitir a formação desse tipo de material", afirmou Dutra, sublinhando que o jornalista Luiz Lanzetta "não faz parte da campanha".
A empresa de Lanzetta é a responsável pela contratação de assessores para a pré-campanha de Dilma. Segundo reportagem da revista "Veja" desta semana, Lanzetta teria feito contato com um delegado e um jornalista para promover investigação contra o ex-governador José Serra e integrantes da própria campanha de Dilma.
Dutra afirmou que o papel de Lanzetta se restringe exclusivamente à contratação de mão de obra para a pré-campanha. "Não sei se houve tal contato, se não houve, mas não há nenhuma responsabilidade do partido ou da campanha", afirmou. Segundo o presidente do PT, os assessores contratados pela empresa de Lanzetta se reportam diretamente ao deputado estadual Rui Falcão (PT), coordenador da comunicação da pré-campanha.
Dutra voltou a classificar como "patifaria" a afirmação de que Dilma compactuou com a fabricação de dossiês, referindo-se ao senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, e afirmou que é "desespero" e "stresse acima do suportável" a declaração de Serra no mesmo sentido. "É uma acusação inconsistente", disse, ironizando em seguida: "O Serra tentou por um tempo passar a imagem de 'Serrinha paz e amor', mas pelo visto, essa fase passou".
As declarações do petista foram dadas em Goiânia, onde ele acompanha visita de Dilma à cidade. Até às 16h desta quarta, ela não havia se pronunciado publicamente sobre o caso.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 10h20m
Publicada pelo G1
Dilma defende investimento em economia 'ecologicamente correta'
Pré-candidata do PT participou de fórum em São Paulo nesta segunda.
Para petista, BNDES não pode ser única fonte de financiamento no país.
Maria Angélica Oliveira,Do G1, em São Paulo
A ex-ministra chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, participou nesta segunda-feira (31) de um fórum em São Paulo a respeito das perspectivas para a economia brasileira. A petista defendeu o aprofundamento de iniciativas relacionadas à economia de baixo carbono, cuja principal característica é a menor emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global.
Dilma citou vantagens “comparativas” que o Brasil possui na área de energia renovável e em práticas sustentáveis em relação a outros países. Entre elas, lembrou que os produtores brasileiros fazem a fixação de nitrogênio nas lavouras e também a rotação entre lavoura e pecuária. Ela defendeu ainda uma meta de redução do desmatamento na Amazônia e disse que o reflorestamento de áreas degradadas pode gerar ganhos de produtividade. Dilma afirmou que a redução do desmatamento é um compromisso “independentemente [da posição] dos fóruns internacionais”.
Mais tarde, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, discursou no evento e defendeu a concessão de bolsas de ensino técnico a famílias benefíciarias do Bolsa Família, do governo federal.
saiba mais
Pré-campanha antecipa estrutura dos candidatos para disputar PresidênciaMeirelles diz que discutir autonomia do BC nas eleições é 'legítimo'Por votos, Serra e Dilma buscam alianças incômodasInvestimento
A pré-candidata defendeu que o investimento em infraestrutura no país seja diversificado e que não seja um papel apenas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“Não conseguiremos garantir o funding de infraestrutura sem a presença dos fundos de pensão atuando de forma mais forte”, disse, defendendo ainda o lançamento de debêntures e o financiamento privado de longo prazo.
“Não podemos deixar que só o BNDES financie a infraestrutura e as demais atividades industriais e econômicas do país”, disse. A ex-ministra previu que, até 2014, quando termina o próximo mandato da Presidência da República, a taxa de crescimento do PIB seja em torno de 5,5% e que a taxa agregada de investimento seja ampliada para 22%. Ela estima que, ao final do mesmo período, dívida pública corresponda a cerca de 30% da economia.
'Bônus demográfico'
A ministra proferiu a palestra "Brasil, 5ª economia mundial. Como chegar até lá?". No pronunciamento, voltou a defender a erradicação da pobreza, segundo ela, condição essencial para que o país seja alçado à condição de nação desenvolvida. "Para o Brasil chegar lá é preciso que se mantenha a política de crescer e distribuir renda".
Ela afirmou que o país tem uma vantagem única em relação a outros países, o chamado "bônus demográfico". "A população ativa, em idade de trabalhar, é maior que a população dependente, de crianças e idosos. Isso significa que mais jovens podem contribuir paar o crescimento do país. (...) Educação de qualidade é a única forma de capitalizar esse bônus", defendeu.
Tesoureiro
Dilma comentou ainda a condenação do ex-prefeito de Diadema José de Filippi Junior, nome cogitado para assumir o cargo de tesoureiro da campanha. Ele foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a devolver R$ 2,1 milhões para os cofres do município por contratação irregular de serviços de advocacia.
Questionada se a condenação afeta a participação do ex-prefeito na campanha, a petista afirmou que a coordenação executiva de campanha ainda avalia o assunto. Segundo Dilma, ele está em Harvard, nos EUA, e os líderes da campanha aguardam seu retorno para uma decisão. “A coordenação de campanha está fazendo essa avaliação e esperando ele voltar de Harvard, onde está fazendo um curso, para fazer essa avaliação com ele sobre esse assunto”, disse.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 10h02m
Publicada pelo Blog do Noblat:
Dilma vai colar mais no governo

Dilma e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel (à esquerda), mostram uma maquete no Encontro de Habitação de Agricultura Familiar. Divulgação / Roberto Stuckert Filho / 28-05-2010.
A estratégia petista de colar propaganda e eventos de governo ao discurso de campanha da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, será intensificada, informam Maria Lima e Gerson Camarotti em reportagem publicada na edição de O GLOBO desta segunda-feira.
Avaliação interna é de que essa associação foi essencial para que ela voltasse a subir nas pesquisas em maio, fazendo com tranquilidade a chamada "travessia no deserto", quando deixou o governo em abril e ficou mais distante do governo Lula.
A agenda governamental foi retomada de forma mais explícita em eventos recentes. Na sexta-feira, por exemplo, Dilma estava em Chapecó, no Oeste catarinense, como se ainda fosse do governo, como estrela do Encontro de Habitação de Agricultura Familiar, ao lado do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.
Lá, os dois divulgaram o Programa Nacional de Habitação Rural, segurando uma maquete. Simultaneamente, o site de campanha de Dilma mostrava o evento. O Ministério das Cidades disse que o programa tem previsão de receber reforço de verbas no PAC-2, lançado por Dilma antes de sair do governo.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 07h24m
Publicada pelo Blog do Josias
Planalto gastou R$ 3 mi para exibir Dilma em viagens
6 meses de viagens ao lado de Lula custaram R$ 3.052 mi
Cifra inclui comida, hotel, telefone, apoio e carros alugados
Exclui os gastos do presidente, de suas comitivas e o avião
Cabo eleitoral e candidata no Vale do Jequitinhonha: uma multa de R$ 5 mil no TSE.
Ao ungir Dilma Rousseff como sua candidata, Lula se auto-atribuiu a tarefa de convertê-la de auxiliar desconhecida em presidenciável competitiva.
Com antecedência nunca antes vista na história desse país, o presidente antecipou sua própria sucessão. Levou a ministra-candidata à vitrine já em 2009.
Exibiu-a em inaugurações e inspeções de obras, num vaivém que inspirou os rivais a acusá-lo de usar a máquina pública com propósitos eleitorais.
Uma pergunta passou a boiar na atmosfera: Quanto custou ao contribuinte brasileiro a movimentação urdida para catapultar Dilma?
Um deputado oposicionista, Raul Jungmann (PPS-PE), transformou a dúvida num requerimento de informações. Endereçou-o à Casa Civil da Presidência.
Esse tipo de requerimento é uma prerrogativa que a Constituição confere aos congressistas. Coube à sucessora de Dilma, Erenice Guerra, responder.
No questionário, Jungmann circunscreveu sua curiosidade a eventos realizados entre 1º de setembro de 2009 e 19 de fevereiro de 2010, quase seis meses.
Em pesquisa prévia, o deputado contabilizara 26 as viagens e eventos. Inquiriu sobre os custos da participação de Dilma, de Lula e dos convidados oficiais.
Na chefia da Casa Civil desde abril, quando Dilma trocou o posto pelos palanques, Erenice respondeu apenas um pedaço do questionário.
Limitou-se a informar a cifra referente à participação de Dilma nos pa©mícios: R$ 3,052 milhões. Para ser exato: R$ 3.052.870,94.
Ou seja, noves fora o grosso dos custos (Lula e comitiva) a Viúva foi levada a torrar uma média de R$ 508,8 mil por mês para promover a candidata oficial.
As cifras incluem, segundo a resposta da Casa Civil: “Fornecimento de alimentação, diárias, hospedagem...”
“...Serviços de telecomunicações, de apoio logístico e locação de veículos terrestres [utilizados por Dilma] nas viagens”.
E quanto ao resto? “As demais despesas relacionadas a combustível das aeronaves oficiais, locação de veículos aéreos...”
“Custo estimado por convidado e número de convidados que integraram a comitiva presidencial, deixam de ser informadas”.
Por quê? “Não são da competência desta secretaria [de Administração da Casa Civil] e tampouco constam do nosso sistema de apropriação de custos”. Pena.
Só numa das viagens, a “Caravana do São Francisco”, Lula e Dilma dispuseram de um séquito de mais de cem convidados. Seria razoável saber quanto custou.
O Planalto sempre alegou que o périplo promocional de Dilma não ultrapassou as fronteiras da lei. Foram atos de governo, não de campanha.
Decisões tomadas pelo TSE deram ares de pantomima à alegação. O rol de viagens inclui, por exemplo, um deslocamento ocorrido em 22 de janeiro de 2010.
Nesse dia, Lula e Dilma foram à inauguração da sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo. A coisa virou comício.
Em discurso transmitido ao vivo pela emissora estatal, Lula fez campanha para Dilma. Ao julgar representação da oposição, o TSE multou-o em R$ 10 mil.
Noutra viagem listada por Jungmann e incluída nos levantamento de custos da Casa Civil, Lula levou a candidatura de Dilma ao interior de Minas Gerais.
Cabo eleitoral e candidata foram a cidades do Vale do Jequitinhonha, em 9 de fevereiro de 2010. Uma visita impregnada de 2010.
Num dos discursos do dia, Lula, com Dilma a tiracolo, disse: “Vou fazer a sucessão”. Para quê? “Dar continuidade ao que nós estamos fazendo...”
“...Porque este país não pode retroceder. Este país não pode voltar para trás como se fosse um caranguejo”.
De novo, provocado pela oposição, o TSE condenou Lula por campanha ilegal e fora de época. Multou-o, nesse caso, em R$ 5 mil.
Não foram as únicas multas. Houve outras, resultantes de transgressões praticadas em viagens e eventos não listados no requerimento que a Casa Civil respondeu.
A azáfama administrativo-eleitoral foi tanta que, em 27 de janeiro, de passagem por Recife, Dilma viu Lula ser recolhido a um hospital da capital pernambucana.
O mal-estar do presidente foi passageiro. Rendeu-lhe uma madrugada no leito hospitalar e um check-up de emergência.
Permanente mesmo só a impressão de que o contribuinte –inclusive os eleitores de José Serra e Marina Silva— financiou parte do empreendimento eleitoral de Lula.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 05h24m
Publicada pelo Blog do Josias
Se Dilma vencer, Lula quer levar Meirelles à Fazenda
Em público, Dilma Rousseff e seus operadores dizem que, a despeito das pesquisas, resistirão à tentação de escalar o salto alto.
Nos subterrâneos, porém, debate-se, desde logo, a composição do primeiro escalão de um eventual governo Dilma.
Conforme noticiado aqui, na semana passada, Dilma deve acomodar Antonio Palocci na chefia da Casa Civil caso prevaleça sobre o rival tucano José Serra.
Cabo eleitoral da candidata, Lula abriu uma discreta articulação para levar um “nomão” a outro posto-chave da Esplanada.
O presidente deseja ajeitar as coisas para que, sob Dilma, o ministro da Fazenda seja Henrique Meirelles, atual presidente do Banco Central.
Acha que, com Palocci e Meirelles, Dilma teria duas âncoras –uma na política e outra na economia.
Para o lugar de Meirelles, no BC, o nome cogitado é o de Luciano Coutinho, atual presidente do BNDES.
Submetido à movimentação de Brasília, Mané Garrincha perguntaria: “Já avisaram aos russos?”
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 05h12m
Publicada pela Folha de S.Paulo
Para Dilma, fala de Serra "demoniza" a Bolívia
Tucano reage, defende ação para frear contrabando e critica "trololó"
Petista diz que tucano foi "atabalhoado'; Serra afirma que preocupação com as drogas não pode ficar apenas no discurso
GRACILIANO ROCHA
ENVIADO ESPECIAL A GRAMADO (RS)
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, acusou o rival José Serra (PSDB) de "demonizar" a Bolívia e agir de "forma atabalhoada" ao acusar o governo do país de ser "cúmplice" do tráfico de cocaína para o Brasil.
Pouco depois, Serra voltou a defender que a diplomacia brasileira pressione o governo Evo Morales a coibir o narcotráfico e insinuou que a preocupação da petista com o crack é só discurso para "comover pessoas" na TV.
A troca de farpas ocorreu em Gramado (115 km de Porto Alegre), onde os dois discursaram no Congresso Brasileiro de Secretarias Municipais de Saúde. Quando Serra chegou, Dilma já havia deixado o evento uma hora antes.
"Não é possível, de forma atabalhoada, a gente sair dizendo que um governo é isso ou aquilo. Não se faz isso em relações internacionais. Não é papel de estadista ou de quem quer ser um estadista", disse Dilma em entrevista.
A petista disse que Evo representou um avanço político por trazer estabilidade política à Bolívia, defendeu a política externa brasileira e fez críticas veladas às declarações de Serra sobre o vizinho, feitas anteontem, mas sem citá-lo nominalmente.
"Não podemos desprezar nossos vizinhos e olhar com soberba para países diferentes de nós. Essa é a política imperialista que leva à guerra, leva ao conflito, leva ao desprezo", afirmou Dilma.
TROLOLÓ
Questionado, Serra declarou não ter pedido "nenhuma intervenção" na Bolívia, e sim ação do país para reprimir o tráfico. "Essa preocupação [com as drogas] não pode ser só de discurso, de programa de televisão para comover as pessoas", disse.
"A maior parte da cocaína que entra no Brasil vem da Bolívia. Vocês já ouviram falar de algum controle do governo boliviano sobre esse contrabando?", questionou.
A referência foi ao comercial de TV do PT, estrelado por Dilma prometendo combater o crack. "É importante ter ação diplomática forte e pública para frear esse contrabando [de cocaína]. Do contrário, é trololó", disse.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 08h49m
Publicada pela Folha de S.Paulo
Dilma faz proposta casada com Planalto
Promessas de petistas são apresentadas em sintonia com ações de governo, como o plano de combate ao crack
Pré-candidata já havia citado a necessidade de combater a droga, o que dias depois se tornou projeto da Presidência
RANIER BRAGON
SOFIA FERNANDES
DE BRASÍLIA
A pré-candidata Dilma Rousseff (PT) e o Planalto promovem uma ação casada na montagem das principais propostas da pré-campanha, estratégia evidenciada no lançamento do plano nacional de combate ao crack.
A ideia de mobilização nacional contra a droga veio a público nas palavras de Dilma já na pré-campanha e, após ser tratada por 40 dias como uma bandeira da petista, virou programa oficial de governo no último dia 20.
"Veja o caso do crack. Ele é hoje o inimigo número 1 de toda a sociedade brasileira. (...) Não devemos, não podemos e não vamos permitir que nossa juventude seja destruída", discursou Dilma em 8 de abril.
No dia seguinte, o presidente Lula determinou a cinco ministérios a criação de proposta de combate às drogas, com ênfase no crack, plano lançado na última quinta-feira.
Outras duas das propostas apresentadas por Dilma até agora também representam uma "sintonia" com o Planalto -como a criação de um ministério para pequenos e médios empreendedores.
"Se tem um único ministério que eu acredito que é importante, era um ministério para os pequenos e médios empresários", disse Dilma no início de maio.
Na semana passada, Lula disse a prefeitos: "Uma coisa que eu deixei de fazer e não quis fazer neste ano, por causa da questão eleitoral, era criar o Ministério da Micro e Pequena Empresa".
A outra proposta, a de zerar a pobreza extrema do Brasil, também tem como esteio o governo. Mais especificamente um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão vinculado à Presidência.
EQUIPE
Dilma também tem incluído no seu rol de promessas tentativas fracassadas do atual governo, como a reforma tributária e a desoneração da folha de pagamento.
Ela continua usando em seus discursos o "nós" ao se referir a ações futuras do Planalto, tendo em pelo menos uma ocasião recorrido ao Ministério da Justiça para rebater uma reportagem.
Desde que deixou a Casa Civil, em março, Dilma participou de cinco eventos públicos com Lula. Também tem tido encontros com integrantes do primeiro escalão, como Franklin Martins (Comunicação Social) e Guido Mantega (Fazenda).
Alexandre Padilha (Relações Institucionais) integra o conselho político da pré-campanha. Marco Aurélio Garcia (assessor especial da Presidência) coordenou o programa prévio de governo.
Atualizado às O8h16m
Publicada pelo G1
Dilma rebate críticas de Serra sobre loteamento de estatais
Tucano tem atacado nomeações de cargos públicos por partidos políticos.
Petista defendeu que indicação de partidos sigam critérios técnicos.
Do G1, em São Paulo
A candidara do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, rebateu, nesta quarta-feira (26), as críticas de seu oponente, José Serra (PSDB), sobre a distribuição de cargos em estatais. Nos últimos dias, o tucano disse, diversas vezes, que há loteamento no governo federal e citou principalmente as agências de saúde e agências reguladoras.
Dilma disse que o preenchimento de cargos por meio de indicação política acontece "em todo lugar do mundo", mas que é preciso que a nomeação cumpra critérios técnicos. "O que tem que exigir é que a pessoa indicada ao cargo tenha credenciais para ocupá-lo e tenha competência. Não necessariamente um político é uma pessoa ruim", disse, em entrevista ao SBT.
Em seguida, citou as críticas do tucano e cutucou Serra. "Me disseram que a agência de transporte em São Paulo é dirigida por um ex-deputado federal. Ele é uma indicação política, necessariamente. Não necessariamente é uma pessoa inadequada para ocupar o cargo. (...) Será que a agência de transportes em São Paulo também está loteada? Eu não faço essa análise do representante do PSDB dentro da agência, agora se ele for tecnicamente capaz, pode ocupar o cargo. Agora, se for tecnicamente incapaz, seja ele do partido ou apartidário, é inadequado. ", ironizou.
'Maluquice'
Tinha 16 anos quando houve o golpe de estado de 64. Não considero que tenha praticado nenhum ato de violência contra as pessoas. Eu combati a ditadura, lutei pela democracia"Dilma Rousseff (PT)Em outro momento, a ex-ministra foi questionada se o país precisa de mais estatais e aproveitou para dizer que acha uma "maluquice" a ideia de privatizar a Petrobras.
O apresentador então questionou se alguém pretende fazer isso, e Dilma respondeu: "Eu não vou, se alguém vai, eu não sei".
Ela afirmou que, assim como é contra "vender o patrimônio público", também não é a favor de "estatizar nenhuma área hoje ocupada pelas empresas".
'Dogma falso'
A petista classificou o dilema "inflação ou desenvolvimento" como uma discussão "absurda", um "dogma falso". "Nós provamos que nós podemos crescer e controlar a inflação. Provamos que é possível crescer e distribuir renda, que diziam que era uma coisa extremamente inflacionária, reajustar o salário mínimo."
Retomando um tema já abordado nesta quarta, quando defendeu a reforma tributária e a redução de impostos para medicamentos, a ex-ministra defendeu corte de impostos em bens de capital, desonerando o investimento, nas exportações e na contribuição patronal, para estimular o emprego formal.
A petista, que militou em organizações de esquerda durante a ditadura militar e ficou presa por três anos, falou ainda sobre sua atuação no período. "Tinha 16 anos quando houve o golpe de estado de 64. Não considero que tenha praticado nenhum ato de violência contra as pessoas. Eu combati a ditadura, lutei pela democracia."
"Depois que a gente passa pela experiencia do cárcere, da tortura, da prisão, de pessoas que desapareceram, você aprende o valor intrínseco da democracia na carne. Mudei com o brasil, mas não mudei de lado", acrescentou.
Comentário nosso:Dilma fez essas declarações ao telejornal SBT Notícias,de Carlos Nascimento,
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 08h51m
Publicado pelo Blog do Josias, Folha On Line
Se eleita, Dilma deve acomodar Palocci na Casa Civil
O deputado Antonio Palocci (PT-SP) anunciou há três dias que desistiu de concorrer à reeleição para a Câmara.
Vai se dedicar integralmente à coordenação da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Há, sob a decisão, um projeto.
Se eleita, a candidata petista vai devolver Palocci ao primeiro escalão. Planeja fazer dele o seu chefe da Casa Civil.
Sob Lula, Palocci foi ministro da Fazenda. Realizou uma transição suave. Sob Dilma, cuidará da articulação política do governo.
Será o que José Dirceu foi para Lula antes de o escândalo do mensalão carbonizá-lo.
Dono de personalidade acomodatícia, Palocci tem trânsito fácil na oposição. Dá-se bem até com José Serra
Deve as boas relações com a oposição à gestão que realizou na Fazenda. Ao assumir, em 2003, patrocinou uma transição suave.
Manteve o tripé econômico adotado na administração de FHC –meta de inflação, câmbio flutuante e higidez iscal.
Preservou também parte da equipe herdada do governo anterior. Era mais criticado no PT que na oposição.
Não fosse pelo modo como caiu, Palocci talvez ocupasse, hoje, a candidatura que Lula deu a Dilma.
Perdeu o cargo de ministro e a perspectiva do projeto presidencial nas pegadas do escândalo da violação do sigilo do caseiro Francenildo Costa.
Absolvido pelo STF por suposta falta de provas de seu envolvimento no malfeito, Palocci cogitou disputar o governo de São Paulo.
Foi demovida da ideia por Lula, que o empurrou para dentro do comitê de Dilma. A Casa Civil iria à biografia de Palocci como uma espécie de ressurreição.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O9h49m
Publicada pela Folha de S.Paulo
Dilma cresce em todas as regiões e faixas de eleitores
Serra mantém vantagem sobre a petista só no Sudeste; Sul tem empate técnico, com tucano 3 pontos à frente
Taxa de conhecimento de Marina Silva cresce dez pontos desde abril, atingindo 73%; entre as mulheres, petista perde
FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA
O crescimento que levou Dilma Rousseff (PT) a empatar com José Serra (PSDB) em 37% na pesquisa Datafolha se deu em quase todos os grupos de eleitores e em todas as regiões do país em pouco mais de 30 dias.
Há uma outra novidade na pesquisa. Agora, Dilma abriu larga vantagem sobre Serra quando se trata de disputar voto entre os eleitores que aprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em março, quando o presidente tinha 76% de aprovação no Datafolha, Dilma e Serra registravam 36% de intenção de voto cada um entre esses eleitores pró-Lula.
No levantamento deste mês, a história é outra. Lula repetiu os 76% de aprovação de março, mas Dilma passou a ter 45% entre esses eleitores -nove pontos a mais do que tinha em março.
Já Serra recuou para 32% nesse grupo -ficando 13 pontos atrás da petista. A pré-candidata Marina Silva (PV) tem 10% de intenção de voto no universo pró-Lula.
Outro fato relevante que sustenta a alta de Dilma na pesquisa realizada nos dias 20 e 21 deste mês é ela ter melhorado seu desempenho em todas as regiões do país.
A postulante do PT ao Planalto elevou suas taxas de intenção de voto de 7 a 9 pontos, dependendo da região.
No Sudeste, onde estão 44% dos eleitores brasileiros, Dilma está com 33% e perde para Serra, cuja taxa é de 40%. Mas no mês passado, o tucano vencia por 45% a 26% -a diferença encolheu de 19 para 7 pontos.
Em todas as outras regiões, Dilma está à frente ou empatada com Serra. No Sul, a petista subiu nove pontos e foi a 35% das intenções.
O tucano caiu dez pontos desde abril e está com 38%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, eles estão empatados.
No Nordeste, onde Lula é aprovado por 85%, Dilma registrou 44% das intenções de voto -alta de sete pontos.
Essa foi a única região do país na qual Serra não perdeu votos: manteve seus 33%. Uma explicação possível são as viagens que o tucano fez a Estados como Bahia e Ceará nas últimas semanas.
No Norte e no Centro-Oeste, regiões agrupadas pelo Datafolha, Dilma registra 40% das intenções de voto (mais nove pontos) contra 34% de Serra (menos oito).
No universo de eleitores mais pobres, com renda familiar mensal de até dois salários mínimos (R$ 1.020), Dilma teve uma alta de sete pontos percentuais, saindo de 29% em abril para os 37%.
No mesmo período,Serra desceu de 42% para 37%.
Esse grupo de eleitores de renda mais baixa representa 51% do universo total dos que votam no país. É também onde estão os de mais baixa escolaridade e com menos informação -inclusive sobre o processo eleitoral.
Dilma sempre perdeu para Serra nesse segmento. Agora, pela primeira vez, eles aparecem empatados.
A candidata do PT ainda perde para Serra entre as mulheres, o eleitorado em que tem mais rejeição. Nesse segmento, o tucano tem 38%, e ela, 33%. Entre os homens, Dilma lidera, por 42% a 36%.
CONHECIMENTO
Outra novidade do novo Datafolha é que a taxa de conhecimento de Marina Silva subiu dez pontos em um mês. O período coincidiu com o lançamento da pré-candidatura da senadora e do anúncio de Guilherme Leal como seu vice.
Em abril, o índice dos que diziam conhecer Marina era de 63%, e saltou para 73%.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O5h29m
Publicada pelo Potal Terra
Dilma diz que Ficha Limpa melhora quadro de políticos no País

Dilma Roussef durante passagem por Nova York.Foto: Lígia Hougland/Especial para Terra
Direto de Nova York
A pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, disse na noite desta quinta-feira (20) que o projeto da Ficha Limpa vai garantir a partir de agora "um quadro mais selecionado de políticos". Dilma fez a declaração ao participar, no hotel Waldorf Astoria, em Nova York, da entrega do prêmio de personalidade do ano ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, dado pela Câmara Brasil-Estados Unidos.
A cerimônia foi inaugurada com uma carta enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lida pelo embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira. Nela, Lula disse que o prêmio ao presidente do Banco Central é "um reconhecimento de que a política econômica atual é um patrimônio da sociedade brasileira".
Acompanhada da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, Dilma usava saia longa de renda preta e blazer vermelho. "O Brasil também tem roupas bonitas", afirmou a petista ao explicar que não havia necessidade de fazer compras na cidade.
No saguão, ela foi abordada por vários simpatizantes que estavam hospedados no hotel.
Ao ser questionada se já estava praticando o Rebolation, hit baiano que prometeu dançar se for eleita, a pré-candidata disse: "só respondo sobre isso rindo".
Dilma está hospedada no Hotel Four Seasons, um dos mais caros de Nova York, e teve de esperar por quatro horas para o quarto ficar pronto.
Atualizado às O5h19m
Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line
PSB reúne seu diretório para confirmar apoio a Dilma
Sob a presidência do governador pernambucano Eduardo Campos, o PSB reúne seu diretório, nesta sexta (21), para ratificar o apoio à presidenciável Dilma Rousseff.
Rifado pelo partido, Ciro Gomes não dará as caras. Encontra-se nos EUA. Não disse, por ora, se vai ou não fazer campanha para Dilma.
Antes de submergir, Ciro dissera que José Serra, seu desafeto, é “mais preparado” que Dilma para ocupar a Presidência.
O ingresso do PSB na mega-coligação que se formou em torno de Dilma terá de ser ratificado em convenção. Deve ocorrer em 13 de junho.
À tarde, o PSB preenche, em São Paulo, a vaga para a qual Lula tentara empurrar Ciro. Será oficializada a candidatura de Paulo Skaf ao governo do Estado.
Presidente da Fiesp, o capitalista Skaf “converteu-se” ao socialismo moreno do PSB em setembro do ano passado.
Sentou praça no partido já de olho na candidatura. Vai às urnas como azarão. Frequenta as pesquisas com 3% das intenções de voto.
O PT tentou atrair Skaf para a vice de Aloizio ‘13%’ Mercadante. Desistiu. Passou a avaliar que a presença de Skaf na cédula pode ser útil.
Por quê? Ajudaria a evitar a vitória do tucano Geraldo ‘53%’ Alckmin no primeiro turno.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 10h52m
Publicada pela Veja On Line
Dilma vai a Nova York para se 'apresentar' à imprensa americana
Nome pouco conhecido da imprensa americana, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, desembarca nesta quinta-feira em Nova York para uma visita de dois dias. A agenda de Dilma prevê, à noite, a participação no jantar da Câmara do Comércio Brasil-Estados Unidos, que premiará as personalidades do ano no Hotel Waldorf Astoria. Os escolhidos foram o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, e Jeffrey Robert Immelt, CEO da General Electric.
Na sexta, a pré-candidata estará na cerimônia de abertura do encontro promovido pela BM&F-Bovespa, que discutirá a eleição presidencial brasileira, onde ela fará uma apresentação. Esta é a primeira vez que a ex-ministra estará nos EUA depois de ter deixado o governo para disputar a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a BM&F-Bovespa, todos os principais candidatos presidenciais estão convidados para o evento, que ocorrerá ainda em outras oportunidades em Londres e, mais uma vez , em Nova York. Não há informações sobre quando os candidatos José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) participarão.
(Com Agência Estado)
Atualizado às 1Oh39m
Publicada pela Foha de S.Paulo
Pressão do PT barra vídeo crítico ao governo
Animação, que seria exibida em evento com Dilma, Serra e Marina, mostra périplo de prefeito para obter verba federal
Petista negou ter assistido ao filme ou participado da negociação; Serra apoiou a exibição e Marina deixou a decisão a cargo da entidade
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Devido à pressão exercida pela campanha de Dilma Rousseff (PT), a marcha nacional dos prefeitos desistiu de exibir ontem na sabatina dos pré-candidatos à Presidência animação em que um prefeito percorre ministérios com um pires na mão, atrás de recursos federais.
O vídeo, produzido pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios), trata das dificuldades burocráticas na liberação do dinheiro federal para obras nas cidades. No final, o prefeito da animação acabava preso por ter direcionado outros recursos do município para cobrir o buraco deixado pelo Executivo federal.
A insatisfação com o vídeo foi manifestada à CNM por Clara Ant, ex-assessora especial do presidente Lula e hoje na pré-campanha de Dilma, que teve acesso ao material anteontem. A assessoria da pré-campanha petista afirmou que a animação é "ofensiva" ao governo e não "condiz com a realidade".
No final do vídeo, há uma lista de operações da PF que atingiram prefeitos, entre elas a da máfia dos sanguessugas, esquema de desvio de recursos federais da compra de ambulâncias. Na sabatina promovida ontem pela CNM com os três principais pré-candidatos, José Serra (PSDB) desaprovou a atitude do PT: "Cadê o vídeo? Ele mostra o calvário de um prefeito, presumo, para liberar recurso. Foi tirado provavelmente a pedidos", alfinetou Serra.
À imprensa ele acrescentou: "Com vídeo ou sem vídeo, o fato é que os prefeitos saem com o pires nas mãos". O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, afirmou que a animação não se referia especificamente ao atual governo, mas que, devido à divergência entre os pré-candidatos, levou o caso para a decisão dos prefeitos, que preferiram vetá-lo.
Dilma negou ter visto a animação ou participado da discussão com a CNM, mas defendeu o governo: "Essa época de pires na mão, temos que enterrar definitivamente. (...) Não tivemos essa prática de receber prefeitos com pires na mão". Sua assessoria negou que tenha havido veto ou ameaça de não participação da petista. "A decisão coube à confederação." Serra concordou com a exibição. Marina Silva (PV) deixou a decisão a cargo da CNM.
O vídeo ilustraria uma pergunta aos pré-candidatos sobre o apoio à ideia de extinguir as emendas individuais dos congressistas ao Orçamento da União, o que transferiria esses recursos a um fundo a ser rateado entre os municípios.
O "pires na mão" é alegoria da peregrinação que prefeitos normalmente fazem pelos ministérios em busca da liberação de dinheiro para obras alocadas no Orçamento por meio dessas emendas. Dilma e Serra disseram considerar a proposta impraticável. (GABRIELA GUERREIRO, RANIER BRAGON E SOFIA FERNANDES)
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 1Oh29m
Publicada por O Globo
Dilma falará para investidores em NY
Maria Lima e Vivian Oswald:
Escoltada pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), pelo presidente da Câmara e seu pré-candidato a vice, Michel Temer (PMDB-SP), e pela ex-prefeita Marta Suplicy (PT-SP), a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, segue hoje para uma rodada de três dias em Nova York.
A petista, que tenta passar tranquilidade ao mercado de investidores internacionais e desfazer a imagem de radical de esquerda do passado, desfilará o novo figurino do modelo econômico adaptado pelo governo Lula — metas de inflação, política fiscal e câmbio flutuante — a empresários estrangeiros num seminário organizado pela BMF&Bovespa, sexta-feira.
Na palestra para os investidores, Dilma dirá que a estabilidade monetária e o crescimento econômico foram compatibilizados com sucesso com programas sociais, que garantiram mobilidade social e ascensão de pobres à classe média.
O primeiro evento de Dilma, amanhã, será o jantar de gala de entrega da premiação "Personalidade de 2010", oferecido pela Câmara Brasileira-Americana de Comércio ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e a Jeffrey Robert Immelt, Chairman e CEO da General Electric. O jantar de gala será no luxuoso hotel Waldorf Astoria.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O5h1Om
Publicada pela Folha de S.Paulo
Sensus aponta empate entre Dilma e Serra
Petista está numericamente na frente, com 35,7%, contra 33,2% do adversário tucano
Margem de erro da pesquisa, feita no período em que a propaganda eleitoral do PT foi transmitida em cadeia de rádio e TV, é de 2,2 pontos
GABRIELA GUERREIRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem mostra Dilma Rousseff (PT) na frente, numericamente, de José Serra (PSDB) na corrida presidencial com 35,7% das intenções de voto, contra 33,2% do tucano. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou menos, o resultado configura empate técnico.
A pré-candidata do PV, Marina Silva, ficou em terceiro, com 7,3%. Os demais candidatos registraram percentuais que variam de 1,1% a 0,1%. Brancos, nulos, indecisos e os que não responderam somam 20,6%.
Em uma segunda simulação feita pelo Sensus, desta vez sem os "nanicos", Serra tem 37,8%, enquanto a petista ficou com 37% das intenções, também empatados tecnicamente.
Numa eventual disputa de segundo turno entre Dilma e Serra, a petista tem 41,8% contra 40,5% do tucano.
A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 14 de maio, em meio à veiculação do programa eleitoral do PT em rádio e TV.
O Sensus mudou a metodologia da sondagem. Antes, o instituto questionava a avaliação que o entrevistado tinha do governo Lula antes de perguntar o candidato de sua preferência.
Licenciado do cargo, o presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Clésio Andrade (PR), disputa indicação de uma vaga ao Senado na chapa de Hélio Costa (PMDB), aliado de Dilma.
Na pesquisa, o governo do presidente Lula atingiu mais um recorde, avaliado de forma positiva por 76,1%.
A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 11.548/2010.
Reunido na noite de ontem, o conselho político da pré-candidatura Dilma comemorou o programa do PT na TV e o resultados das pesquisas.
Deputados saíram do encontro falando em vitória no primeiro turno. "Se na primeira possibilidade de Lula falar que ela é a candidata dele houve essa revolução, imagina em 45 dias de campanha na TV. A avaliação geral aqui foi a de que não haverá segundo turno", afirmou o deputado Dagoberto (MS), líder da bancada do PDT.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O4h58m
Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line
Na Bahia, Dilma se equilibra entre Wagner e Geddel
A presidenciável petista foi ao ato de lançamento da recandidatura do governador baiano Jaques Wagner (PT).
Foto Divulgação
Em entrevista, teve de fazer contorcionismo verbal para não desagradar Geddel Vieira Lima (PMDB), que vai às urnas contra Wagner.
Contou que, ao saber que ela voaria para Salvador, Lula pediu que fosse portadora de um recado:
“Ele me disse: ‘cê vai lá no Jaques? Dá a ele um grande abraço e a certeza de que eu estou com ele’.”
Um repórter quis saber se Lula não mandara também um recado para seu ex-ministro pemedebê. E Dilma: “Ele também tem apreço pelo Geddel”.
A candidata disse que, “a tendência” é de que, durante a campanha, escale os dois palanques, o do PT e o do PMDB.
Ouvido pelo blog, Geddel reagiu com a naturalidade que a conveniência permite:
“Teve um evento do PT e ela foi convidada. No dia em que tiver um evento meu, eu convido. Só não acharei normal se ela não vier”.
Geddel disse que sua relação com Dilma é política: “Estou apoiando Dilma e o projeto nacional que eu integrei como ministro...”
“...Mas, diferentemente do que ocorre com Wagner, não pretendo fazer de Dilma minha muleta eleitoral...”
“...Vou apoiá-la, mas vou sustentar o meu projeto no discurso pela a Bahia, que inclui a crítica ao governo Wagner, um fracasso do ponto de vista administrativo”.
Ao discursar no evento do PT, Dilma recobriu de elogios o governo que Geddel considera fracassado.
De resto, a ministra revelou aos jornalistas que, se eleita, planeja criar um novo ministério: a pasta do Empreendedorismo.
Para quê? Para “disseminar micro e pequenas empresas pelo Brasil, incentivar o empreendedorismo e dar sustentação creditícia”.
José Serra, o rival tucano de Dilma também já informou que, eleito, vai plantar na Esplanada duas novas pastas: a da segurança e a dos deficientes físicos.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 15hO9m
Publoicxada pelo Portal UOL
Em Salvador, Dilma não comenta pesquisa
Especial para o UOL Notícias
Pesquisa do instituto Vox Populi, divulgada neste sábado (15) no Jornal da Band, mostra a pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, com 38% das intenções de voto, contra 35% do tucano José Serra.
Embora dentro da margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo, esta é a primeira vez em que Dilma aparece à frente de Serra
A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, não quis comentar na manhã deste domingo (16) o resultado da pesquisa Vox Populi que a coloca à frente do seu principal opositor, o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB). De acordo com o instituto, a ex-ministra aparece com 38% das intenções de voto, ante 35% de Serra. “Pesquisa é resultado de momento. Eu não comentei pesquisa antes e não vou comentar agora. Acho que não podemos usar a pesquisa como avaliação de campanha, nem subir no salto alto por causa de pesquisa", afirmou Dilma Rousseff, que veio à capital baiana para participar do congresso do PT que homologou a candidatura do governador Jaques Wagner à reeleição.
Em um rápido contato com os jornalistas, a pré-candidata admitiu a possibilidade de criar o Ministério do Empreendedorismo, caso seja eleita. "O estímulo de micro e pequenas empresas é uma grande preocupação do governo Lula". Assessores da ministra disseram esta manhã que o comando da campanha pretende privilegiar regiões e Estados onde o PT não está com um bom desempenho eleitoral, como as regiões Sudeste e Sul.
Esta também é a intenção do comando da campanha tucana. O PSDB confirmou que vai realizar a sua convenção nacional para homologar a candidatura de José serra em Salvador, no próximo mês. Apesar do clima de festa, pelo menos até o final desta manhã, o PT da Bahia ainda não havia definido oficialmente sua chapa. O deputado federal Walter Pinheiro e o ex-governador Waldir Pires postulam uma vaga ao Senado - a outra deverá ficar com a deputada federal Lídice da Mata, ex-prefeita de Salvador (PSB).
Antes de discursar no encontro dos petistas, Dilma Rousseff afirmou que pretende subir em dois palanques em todos os Estados onde o PT e o PMDB não tiveram um candidato de consenso. “Tudo vai depender da posição do PMDB, mas esta é a minha intenção.” Em seguida, disse que nos próximos anos o Brasil será o terceiro país que mais vai crescer no mundo, “ficando só atrás da China e da Índia”. De acordo com a pré-candidata, o atual governo retirou cerca de 24 milhões de pessoas da linha da pobreza “e a meta, na próxima administração, é erradicar a miséria e a pobreza do país”. Dilma disse, ainda, que não tem propostas para extinguir ministérios e elogiou a administração de Jaques Wagner.
Atualizado às O6hO1m
Publicada pelo Portal UOL e Folha On Line
Pesquisa Vox Populi mostra Dilma com 38% e Serra com 35%
Do UOL Eleições
Em São PauloPesquisa do instituto Vox Populi, divulgada neste sábado (15) no Jornal da Band, mostra a pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, com 38% das intenções de voto, contra 35% do tucano José Serra. Embora dentro da margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo, esta é a primeira vez em que Dilma aparece à frente de Serra.
Saída de Ciro beneficiou mais Dilma que Serra
Na pesquisa anterior do Vox Populi, divulgada em 3 de abril, o presidenciável do PSDB tinha 34%, contra 31% da pré-candidata do PT. Marina Silva (PV) aparece agora com 8%, contra 5% registrados no levantamento anterior. Votos brancos e nulos ficaram com 8%, enquanto 11% dos entrevistados se disseram indecisos.
Em uma projeção de segundo turno, Dilma tem 40%, contra 38% de Serra. Votos brancos e nulos ficaram com 9% no segundo turno, enquanto 13% dos entrevistados ainda não escolheram candidato. Segundo o Vox Populi, 75% das pessoas disseram conhecer bem o pré-candidato José Serra, enquanto 56% afirmaram o mesmo de Dilma e 33%, de Marina.
Foram entrevistadas 2.000 pessoas entre os dias 8 e 13 de maio. A pesquisa foi registrada no TSE com o número 11.266/2010.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O5h24m
Publicada pelo Blog do Josias, Folha on Llne
Entre a manhã e a tarde, Dilma faz ‘ajustes’ no rosto


Fotos: Alan Marques/Foha
Duas Dilmas desfilaram por Brasília nesta sexta (14). Uma pela manhã. Outra diferente à tarde.
A Dilma Rousseff matinal, na primeira foto, levou o rosto a uma missa, vitrine inusual para uma ex-militante marxista.
Trazia os cabelos fartos. O contorno dos olhos e a pintura dos lábios, algo tortuosos, denunciava uma maquiagem de próprio punho, improvisada.
A Dilma Rousseff vespertina, na segunda foto, deu as caras num compromisso partidário, o Encontro Nacional de Negros e Negras do PT.
Em vez dos rigores da liturgia católica, uma atmosfera menos austera. Dilma viu-se cercada de militantes ligados a cultos africanos
O cabelo era outro, podado e escovado com esmero. Olhos e lábios, agora bem delineados, delatavam:
Dilma passara por mãos profissionais. A presença de Dilma na quadra eleitoral de 2010 submete o eleitor a uma novidade.
Nunca antes na história desse país uma mulher chegara-se aos 30% numa sondagem presidencial.
Na briga pelos votos, a beleza é secundária, irrelevante. Interessa mais o conteúdo que a aparência.
A despeito disso, Dilma mexe-se em duas frentes. Numa, lapida o discurso em sessões de treinamento de marketing e mídia. Noutra, cultiva a vaidade.
Na homilia da continuidade, Dilma enfrenta a concorrência de José Serra. O tucano tenta provar-se mais Lula do que ela.
Na cosmética facial, Dilma faz vôo solo. Dias atrás, Serra disse que não cogita fazer um implante capilar.
Faltam-lhe, segundo reconheceu, disposição e, sobretudo, matéria-prima.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 14h1Om
Publicada pel0o Portal Terra.
Dilma diz que não aceita apoio de políticos com ficha suja
Larissa Borges, Direto de Brasília
A pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira (14) que não aceitará apoio de políticos que tiverem pendências com a Justiça e uma ficha comprovadamente suja. Embora tenha ressaltado que não fará pré-julgamento das pessoas, enfatizou ser "impossível" receber o suporte desses apoiadores com débitos judiciais.
"Acho impossível uma coisa dessas acontecer, uma vez que ele não tem a ficha limpa está vedado a ele não só concorrer, mas acho que nos casos de ficha comprovada, sem fazer pré-julgamento das pessoas, de maneira alguma (aceitará apoio)", afirmou.
Pelo projeto da ficha limpa aprovado pela Câmara e agora analisado pelo Senado, ficariam inelegíveis os políticos condenados em decisão de um colegiado de juízes por crimes contra o sistema financeiro, eleitorais, abuso de autoridade, patrimônio público e privado, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, racismo, formação de quadrilha e terrorismo.
O texto prevê ainda, entre outros pontos, a possibilidade de o candidato poder apresentar recurso, com efeito suspensivo, contra uma decisão de segunda instância que o tenha condenado por algum crime que acarrete em inelegibilidade. Essa alternativa ocorreria apenas "em casos em que existam evidências insofismáveis de que os recursos possam vir a ser providos".
"Acho esse um projeto importante. Acho que chegaram a um acordo na Câmara, que achei um acordo bastante consistente porque, a partir daí, se tem um quadro claro em que condições um candidato que foi acusado e que, não só acusado, mas condenado e essa condenação se deu em nível em que o colegiado decidiu na Justiça, é absolutamente correto que ele não possa se candidatar naqueles termos aprovados na Câmara", disse Dilma após participar da Missa da Solidariedade, em Brasília.
"Acredito que o Senado vá analisar e expressar sua opinião, mas concordo com o processo e lamento que ele não possa ser aplicado nessa eleição, pelo menos por tudo que eu aprendi", declarou.
Atualizado às 13h48m
Publicada pela Folha de S.Paulo
Na TV, Lula atribui "sucesso" a Dilma e a compara a Mandela
Fopro:reprodução da TV pela Foha de S.Paulo
Presidente diz que sul-africano "só foi para o confronto porque não deram outra saída"
Programa petista, para alavancar pré-candidata, se refere sempre à gestão tucana como "FHC e Serra", em oposição a "Lula e Dilma"
A pré-candidata petista Dilma Rousseff em cena do programa do PT que foi ao ar ontem à noite
RANIER BRAGON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
No programa em que o PT espera alavancar a pré-candidatura de Dilma Rousseff, o presidente Lula atribuiu ontem à petista, em cadeia de rádio e TV, a responsabilidade por "grande parte" do sucesso de seu governo e a comparou ao líder sul-africano Nelson Mandela.
Ao falar que parte da história da petista o lembra da luta de Mandela contra o apartheid, Lula trouxe à tona a primeira estratégia de marketing da campanha do PT para tratar um dos pontos cruciais da biografia de Dilma, a sua participação em grupos que defendiam a luta armada durante a ditadura militar (1964-1985).
Lula e Dilma dominaram a maior parte dos dez minutos da propaganda partidária do PT, produzida com o intuito de informar e fixar no eleitor a ideia de que a ex-ministra é a candidata de Lula, tem luz própria e grande capacidade gerencial.
Nas palavras de Lula, que a apresentou como idealizadora do Luz para Todos, o programa para levar energia elétrica aos rincões do país: "É a história de uma mulher que viveu tudo muito intensamente, com muita coragem e competência e que chegou onde está com seus méritos próprios. É uma tremenda história de vida".
Lula aparentava conversar com um interlocutor oculto enquanto falava. Ocupou, sozinho, 2min43s do programa. Dilma apareceu em 3min46s.
"Ela simplesmente foi exuberante na coordenação do meu governo. Eu digo, sem medo de errar: grande parte do sucesso do governo está na capacidade de coordenação da companheira Dilma Rousseff."
Produzido pelo marqueteiro João Santana, o mesmo de Lula, o programa do PT explorou comparações entre o petista e Fernando Henrique Cardoso (95-02), mencionando a gestão tucana sempre como "FHC e Serra", em referência ao principal adversário de Dilma, José Serra, que foi ministro do Planejamento e da Saúde de FHC.
"Ascensão social dos brasileiros: com FHC e Serra, insignificante. Com Lula e Dilma, 31 milhões entraram na classe média e 24 milhões saíram da pobreza absoluta", dizia o locutor.
A comparação Dilma-Mandela veio quando a petista disse que não fugiu da luta contra a ditadura e que usou "os meios e a concepção" da época. "Eu lutei sim. Lutei pela liberdade e pela democracia. Lutei contra a ditadura do seu primeiro ao seu último dia. Com os meios e as concepções que eu tinha."
Nesse momento, Lula a comparou a Mandela: "Uma parte da história da Dilma me lembra muito a do Mandela. Lembro-me uma vez que o Mandela me contou que só foi para o confronto porque não deram outra saída pra ele. O tempo passou e o que aconteceu: ele virou um dos maiores símbolos da paz e da união no mundo".
Mandela foi sentenciado à prisão perpétua nos anos 60, acusado de participação na luta armada. Libertado em 90, presidiu a África do Sul de 94 a 99.
Para suavizar a imagem de "durona" de Dilma, Lula lançou mão dos Estados em que sua ex-ministra nasceu e se formou politicamente para tentar vender a ideia de uma Dilma "sensível" à mineira e "intrépida" à gaúcha. "É uma bela mistura que certamente será muito importante para o Brasil", disse.
Também apareceram, sempre elogiando Dilma, os ministros Fernando Haddad (Educação), Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), e o presidente do PT, José Eduardo Dutra.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O5h13m
Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line
Para Dilma, mensalão 'é crime de pessoas, não do PT'
Ela diz que companhia de Sarney e Jader não constrange
A presidenciável petista Dilma Rousseff participou, nesta quarta (12), de sabatina promovida pelo de grupo gaúcho de comunicação RBS.
Na parte da inquirição dedicada à política, perguntou-se à candidata se é possível governar sem mensalão.
E Dilma: “Não só é possível como é uma exigência absoluta fazer isso”. Procurou afastar o ex-chefe do escândalo de 2005.
Disse que Lula “jamais tergiversou com corrupção, droga, crime organizado, lavagem de dinheiro e crime de extermínio”.
Mencionou as ações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União. Insinuou que, sob Lula, o governo alterou uma prática da gestão anterior:
“Acredito que a melhor coisa que a gente fez foi mudar a política de varrer pra baixo do tapete todos os malfeitos...”
“...Crimes tem que ser apurados, tem que ser levados para o tribunal e as pessoas tem que ser condenadas. Aí se configura a maturidade do processo brasileiro”.
Recordou-se à candidata que, no caso do mensalão do PT, a punição ainda não veio. “Não por vontade nossa”, Dilma retrucou.
Em seguida, Dilma pôs-se a qualificar o escândalo. Caracterizou-o como algo relacionado a pessoas, não ao PT.
“Acho que é muito complicado, no caso do PT, essa avaliação a respeito do que o PT fez. Está sendo apurado...”
“...[...] Não pode igualar o PT a pessoas. Se as pessoas eerraram elas tem que pagar. A instituição Partido dos Trabalhadores não cometeu crimes. São crimes pessoais”.
Dilma esquivou-se de dar nomes ao rebanho. Disse apenas que “quem fez tem que pagar”.
Insinuou que a denúncia em que o Ministério Público acusou a “quadrilha” dos 40 pode incluir gente inocente: “Não é correto botar gente que não fez pagando”.
Perguntou-se a Dilma se a companhia de políticos como José Sarney, Jáder Barbalho e Fernando Collor não a constrange.
E ela: seja quem for o próximo presidente, “o Brasil vai precisar de coalizão para ser governado. O país é complexo e a realidade política exigirá coalizões”.
O importante, disse ela, é que essas coalizões sejam escoradas em compromissos programáticos. É o que acredita ter ocorrido na gestão Lula.
Mas, afinal, as (más) companhias a constrangem? “Não me constranjo nem um pouco. Não acho que seja uma questão pessoal...”
“...A governabilidade do país é uma questão de responsabilidade política”.
Vai escalar o partido de Fernando Collor em Alagoas? “Tudo indica que o PTB [partido de Collor] não nos apóia. Não tenho como responder essa questão...”
“...[...] É precipitado saber o que vai acontecer amanhã com as coligações. Só vai ficar claro em junho”.
Dilma defendeu a aproximação do Brasil com o Irã, a generosidade com países como a Bolívia e a diversificação das exportações para China, América Latina e África.
Instada a dizer se teria com o venezuelano Hugo Chávez o mesmo relacionamento de Lula, a candidata escorregou:
“Acho, assim, inadequado me manifestar pessoalmente. Você imagina se perguntar se a minha simpatia com o [Nicolas] Sarkozy é a mesma do Lula...”
“...Você me arruma um problema com Carla Bruni [mulher do presidente francês]. Fica uma saia justa, apesar de eu estar de calça comprida. Não posso fazer isso. Seria complicado”.
E quanto a Cezari Battisti, deve-se extraditá-lo ou não para a Itália? Dilma disse que deveria haver “um pronunciamento claro do Supremo”.
Recordou-se à candidata que o STF transferiu a Lula a palavra final. “Não tenho condições de dizer a posição do presidente. Eu teria que pegar todos os dados”.
Acrescentou: “Se supremo mandar extraditar, não há a menor duvida, tem que extraditar. É a suprema corte do país. A gente não negocia com a legalidade...”
“...Mas tem outros detalhes que me fogem aqui. Não tenho informação boa pra te dar”.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado ás O5h29m
Publicada pela Zero Hora, Porto Alefre
Dilma lança comitê suprapartidário em Porto Alegre
Ex-ministra foi saudada por autoridades do PT, PDT, PC do B e PTB
Foto Zero Hora
Aline Mendes
Como fechamento ao primeiro dia da visita que faz ao Rio Grande do Sul, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participou hoje do lançamento de seu comitê suprapartidário que contará com aliados do PT, PSB, PC do B, PDT e PPL. O evento ocorreu em Porto Alegre.
Dilma chegou ao jantar com os apoiadores, no Clube Farrapos, por volta de 22h30, depois de participar da posse da nova diretoria da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul). Na recepção do evento político, posou para fotos de braços erguidos ao lado do candidato do PT ao Piratini, Tarso Genro, dos ex-governadores Olívio Dutra (PT) e Alceu Collares (PDT), entre outros.
Partidos que não compõem formalmente o comitê também estiveram representados: é o caso da prefeita de Santa Cruz do Sul, Kelly Moraes (PTB). Ao discursar, por 26 minutos, a candidata aproveitou para exaltar a passagem de Tarso pelo governo federal:
— O companheiro Tarso tem grande contribuição prestada ao Brasil em duas áreas estratégicas. Primeiro, na educação. Depois, na área da segurança pública.
Um dos apoiadores mais animados foi Collares. Ele chegou a fazer brincadeira com Dilma, ao dizer que ela havia se alfabetizado no PDT — sua sigla de origem — e feito pós-graduação no governo federal.
Em seguida, comentou uma passagem vivida ao lado do presidente:
— O presidente Lula foi chamado pelo presidente Obama: ele é o cara. Lula sorriu, chegou para nós e disse: o que ele não sabe e nós sabemos é que o Brasil tem 190 milhões de caras.
Antes, ao longo do dia, a ex-ministra esteve em Rio Grande, onde defendeu que o polo naval "tem o DNA do governo Lula".
Atualizado às O5h26m
Publicada pela Folha de S.Paulo
No RS, Dilma critica gestão de tucanos
DA AGÊNCIA FOLHA, EM RIO GRANDE
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
Menos de uma semana após José Serra (PSDB) visitar o Rio Grande do Sul, a petista Dilma Rousseff viajou para o Estado e acusou os tucanos de "desmontarem" parte do parque industrial brasileiro.
Ela visitou ontem Rio Grande, cidade que produz plataformas de petróleo e cascos de navio para a Petrobras, e lá prometeu manter a política de priorizar fabricantes nacionais nas compras da estatal.
"Vejam vocês o absurdo: diziam que o Brasil não podia produzir casco de navios. Na campanha de 2002, diziam que nós éramos irresponsáveis."
Na época, o então presidente da Petrobras, Francisco Gros, criticou a proposta do PT de priorizar fabricantes locais. Dilma disse que, em 1998, os estaleiros nacionais empregavam menos de 2.000 pessoas, e hoje empregam 45 mil: "Foi quase uma cruzada para ressuscitar a indústria naval brasileira".
Dilma participaria ontem de um jantar com PT, PDT, PSB e PC do B. O PMDB foi convidado, mas não iria. Dilma disse que não se reuniria com o pré-candidato do PMDB ao governo, José Fogaça, "por falta de tempo". (GRACILIANO ROCHA e DIMITRI DO VALLE)
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O5h16m
Publicada pela Folha de S.Paulo
ANÁLISE
Dilma agora renega discurso que já foi dela

Foto de Rafael Andrade, da Folha Imagem,publicada pela Folha de S.Paulo
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Enquanto Dilma Rousseff esconde seu pensamento recente, José Serra revela o que estava evitando expressar até aqui. Assim poderíamos traduzir o que os dois principais pré-candidatos à Presidência disseram ontem sobre a autonomia do Banco Central.
Em outras palavras, na busca de ressaltar diferenças entre as candidaturas, Dilma renega hoje um discurso que, durante seu período de governo, em tudo parecia com o que Serra externou ontem durante entrevista à rádio CBN.
Nos bastidores do governo Lula, a então ministra da Casa Civil não poupava de críticas a política monetária do presidente do BC, Henrique Meirelles. Dependesse apenas dela, por sinal, Meirelles poderia estar fora do governo.
Ao vestir a pele de candidata, contudo, Dilma foi aconselhada a amenizar seu tom crítico em relação ao BC. É o que vem demonstrando quando fala no assunto, num recado endereçado ao mercado financeiro e ao eleitorado, na busca de se diferenciar do tucano.
O ex-governador paulista, do seu lado, até pouco tempo evitava falar de economia e orientava sua equipe a ficar muda sobre o assunto. De olho na informação de que o mercado o enxerga tão ou mais intervencionista do que o presidente Lula e a sua candidata.
Entre analistas do mercado financeiro, a opinião é que Serra representa um risco maior do que Dilma. Ela seria mais confiável por ser criatura do presidente Lula e ter a seu lado o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.
O detalhe é que, se o tucano assusta o mercado financeiro, seu tom mais crítico em relação ao BC agrada em cheio ao setor produtivo. Não por outro motivo, nas enquetes realizadas até aqui, esse setor da economia demonstra gratidão enorme a Lula, mas declara seu voto, por enquanto, no tucano Serra.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 11h48m,
Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line
PT desafia TSE e mantém Dilma em programa de TV
Vai ao ar na próxima quinta-feira (13) uma nova propaganda institucional do PT. Dez minutos, em horário nobre.
Pela lei, o espaço deveria ser usado para enaltecer o partido. Porém, o PT planeja utilizá-lo para exaltar Dilma Rousseff
A peça está pronta. Associa Dilma aos principais programas da gestão Lula –PAC, Minha Casa, Minha Vida e Bolsa Família, por exemplo.
De resto, o petismo aproveita a vitrine televisiva para ligar a imagem de sua candidata à de Lula.
A estratégia é um desafio à Justiça Eleitoral. Além da publicidade maior, de dez minutos, o PT leva ao ar inserções menores, de 30 segundos.
As duas primeiras foram veiculadas na quinta-feira (6) passada. Numa prévia do que está por vir, o PT as utilizou para propagandear Dilma.
Em reação instantânea, o PSDB protocolou uma ação no TSE. Pediu que fossem suspensas outras duas inserções de 30 segundos.
Horas depois, o ministro Aldir Passarinho, corregedor do TSE, deu razão ao tucanato. Expediu liminar ordenando a suspensão dos filmetes
Um seria exibido neste sábado (8). O outro, está previsto para a próxima terça (11). Passarinho facultou ao PT a possibilidade de substituir as peças vetadas.
Impôs condições: para que sejam consideradas legais, devem se limitar a louvaminhar as atividades partidárias, não a envernizar a imagem de Dilma.
O ministro exemplificou: o PT pode divulgar sua atuação no Congresso ou eventos partidários. Pode também estimular a participação das mulheres na eleição.
Deixou claro que não são admissíveis: propaganda de candidatos a cargos eletivos e a defesa de interesses pessoais.
A despeito da reprimenda, o PT mantém, por ora, a decisão de concentrar em Dilma o programa da próxima quinta (13).
O partido já fizera o mesmo na propaganda que exibira em dezembro do ano passado. PSDB e DEM ajuizaram na época uma representação, ainda pendente de julgamento.
Instado pelo TSE a se manifestar sobre essa peça de dezembro, o Ministério Público Eleitoral encaminhou ao tribunal, na semana passada, um parecer.
O documento endossa os queixumes da oposição. Para a Procuradoria eleitoral, o PT usou sua propaganda institucional para fazer campanha dissimulada de Dilma.
O texto sugere ao TSE que condene o PT ao pagamento de multa e à perda do tempo de TV a que teria direito no primeiro semestre de 2009.
Na hipótese de julgar o processo neste início de semana, o TSE pode inclusive suspender a exibição do programa petista de quinta.
Reza a lei eleitoral que a propaganda eleitoral eletrônica começa em agosto, depois da oficialização das candidaturas nas convenções partidárias de junho.
Daí os recursos da oposição. Daí também a decisão de Aldir Passarinho e o parecer do Ministério Público Eleitoral.
O que leva o PT a desafiar o TSE e a flertar com o risco de perda do tempo de TV, é a necessidade de trombetear Dilma, ainda atrás do rival José Serra nas pesquisas.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O521m
Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line
Após rifar Ciro, PSB vira aliado de ‘2ª linha’ de Dilma
Uma semana depois de passar na lâmina a candidatura presidencial de Ciro Gomes, a cúpula do PSB encontrou-se com Dilma Rousseff.
Deu-se nesta quarta (5), em Brasília. Presentes, entre outros, a candidata e os presidentes do PSB, Eduardo Campos; e do PT, José Eduardo Dutra.
Ciro não deu as caras. O PSB aderiu a Dilma. O teor da conversa, como que denunciou a posição que vai ocupar na mega-aliança governista.
Será um aliado de segunda linha. Eduardo Campos reclamou da hegemonia que PT e PMDB exercem na coligação oficial.
Disse que a candidatura deve ser de todo o bloco, não de dois partidos. Pediu que o PSB passe a ter assento no comitê da campanha.
A legenda será admitida no conselho que reúne os demais aliados, não no Quartel General de Dilma, dominado pelo PT.
O PSB pediu também participação na elaboração do programa de governo. Avisou que aprovará suas sugestões num encontro partidário, em 21 de maio. Chega tarde.
Num instante em que os acertos regionais já se encontram em estágio avançado, o PSB reclamou ainda solidariedade aos seus candidatos.
A legenda deseja que Dilma prestigie os seus palanques, mesmo que sejam armados sem a participação do PT.
Por último, a cúpula do PSB aconselhou Dilma a procurar Ciro Gomes. Acha que cabe à candidata e a Lula atrair o ex-presidenciável para a campanha.
Dilma comprometeu-se a procurá-lo. Mas não disse quando. Quanto às demandas do novo aliado, foram protocolarmente aceitas. Tudo a negociar.
A supercoligação pró-Dilma passa a contar agora com sete partidos: PT, PMDB, PDT, PR, PCdoB, PRB e o retardatário PSB. O tempo de TV foi a 9min10s.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 1Oh45m
Publicada por O Globo
Petista suspende convite que faria a Temer para integrar chapa
Impasse em alianças estaduais faz PMDB adiar anúncio de vice de Dilma
E PP, cortejado pelos tucanos, decide ficar neutro na disputa presidencial
DILMA ROUSSEFF: em dia de derrotas, pré-candidata viu PP anunciar neutralidade e PMDB adiar encontro
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Apesar de ter feito ontem forte ofensiva para manter os aliados em seu palanque, a pré-candidata petista a Presidência da República, Dilma Rousseff, viu os seus planos frustrados. Primeiro, foi informada de que o PP deverá mesmo ficar neutro na disputa presidencial. No início da noite, o PMDB, principal aliado governista, comunicou que cancelou o encontro que faria no dia 15 de maio para consolidar a aliança nacional do partido com o PT, o que só fará agora na convenção nacional de 12 de junho.
Dilma jantou ontem com o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), para convidá-lo a ser o candidato a vice em sua chapa. Mas, pouco antes, o PMDB desmarcou o encontro do partido previsto para o dia 15. A alegação é que há ainda problemas regionais em 14 estados entre PMDB e PT. Entre as pendências, está o apoio do PT ao PMDB em Minas. O PMDB quer quer o apoio dos petistas a Hélio Costa, mas o PT escolheu Fernando Pimentel como candidato. Também há conflitos na Bahia, Pará, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Ceará.
- Ainda há muitos problemas entre PT e PMDB - reconheceu o vice-líder do governo no Congresso, senador Waldir Raupp (PMDB-RO), que quer o apoio dos petistas em Rondônia.
A primeira dificuldade de Dilma, ontem, ocorreu durante o almoço, quando o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), disse a ela que a tendência da legenda era ficar sem candidato presidencial, mesmo integrando o governo Lula. A campanha petista está preocupada com o avanço do PSDB na tentativa de atrair o PP.
No almoço com o PP, estavam o ministro das Cidades, Márcio Fortes (PP), o presidente do PT, José Eduardo Dutra, além o deputado Antonio Palocci (PT-SP) e do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Dilma lembrou que o PP integrao governo e perguntou se ela e o PT podiam trabalhar para reverter os que estavam contrários à coligação. Segundo relatos, Dornelles disse que sim, mas alertou:
- Cuidado, porque, se pressionar muito e houver disputa na convenção, pode sair um resultado contrário - disse Dornelles, indicando que poderiam aprovar aliança com Serra.
PP consulta diretórios
sobre adesão a petista
Dornelles afirmou que no último levantamento no PP, o apoio a Dilma tinha a adesão de 20 dos 27 diretórios regionais. Mas que esse levantamento foi feito em dezembro. O partido está fazendo nova consulta:
- Uma das características desse pleito é que a questão estadual é mais importante que a nacional. No PP, cada filiado é livre para conversar com quem quiser e desejar. Esse foi um almoço normal de presidente do partido com uma candidata, como também posso almoçar com a Marina (Silva) ou o (José) Serra - disse Dornelles.
- A tendência do partido é ficar neutro como ficou nas últimas eleições presidenciais. O que queremos é aumentar o numero de senadores e crescer nossa bancada na Câmara - disse o vice-presidente do PP, deputado Ricardo Barros (PR), que deve concorrer ao Senado.
- A prioridade é a eleição em Santa Catarina. Não tenho compromisso com a chapa nacional. Estarei próximo de quem for parceiro - disse a deputada Ângela Amin (PP-SC), candidata ao governo catarinense.
Na noite de segunda-feira, na reunião de integrantes do conselho político da campanha de Dilma com o marqueteiro João Santana, ficou claro que os aliados decidiram ignorar os erros da candidatura e esperar o grande trunfo petista: a entrada do presidente Lula na campanha. De acordo com os aliados, a expectativa é que Lula será o verdadeiro candidato e que terá condições de mudar o jogo assim que entrar, junto com os sindicatos. Eles avaliam que o presidente irá agregar, a partir de julho, 10 pontos na pesquisa.
- O grande diferencial será Lula e a militância, com os sindicatos 100% fechados com a campanha. Dilma terá que ser empurrada, ou rebocada. Nos primeiros 30 dias, Lula e a militância agregarão de 10 a 15 pontos de largada. Dilma crescerá com cenários que não dependem dela. Serra não, é ele sozinho - disse um integrante do comando da campanha.
- É possível que o presidente Lula se afaste para entrar na campanha de cabeça, mas primeiro ele quer sentir o desempenho de Dilma - disse o representante do PR, deputado Luciano Castro (RR).
Atualizado as 05h27m
Publicda pela Veja On line:
Dilma convida Temer para vice em sua chapa
Depois de um dia agitado no Congresso, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, reuniu-se por duas horas com a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, na noite desta terça-feira. Durante um jantar, Dilma convidou Temer a participar como vice em sua chapa eleitoral.
"Eu ouvi com muita alegria que a pré-candidata Dilma disse que, se eventualmente o PMDB me indicasse para vice, ela receberia com muito agrado e eu registrei que isso só poderia ser feito de fato depois que o PMDB se reunisse e depois de determinados procedimentos em que o partido viesse a me indicar para o cargo. Então dependo do PMDB, mas desde já tenho um apreço da pré-candidata Dilma", disse o deputado, após o jantar.
Antes de formalizar a aliança, PMDB e PT precisam resolver alguns litígios estaduais. Há pendências de coligações nos estados de Minas Gerais, Pará e Bahia. Em Minas, o petista Fernando Pimentel deverá ceder seu lugar para o ex-ministro Hélio Costa (PMDB) candidatar-se ao governo estadual.
"Nós queremos chegar à convenção do PMDB com muita tranquilidade em relação à essa aliança. Em Minas Gerais tem que haver um ajustamento, no Pará tem que haver um ajustamento, Bahia tem uma ou outra questão. O que mais? Acho que basicamente esses Estados. Acho que se começa a buscar uma resolução", declarou Michel Temer.
Dilma ecoa o discurso da conciliação. Para ela, "as tratativas estão avançando mais do que estão paralisadas. A minha avaliação é otimista neste aspecto".
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 11h53m
Publicada por O Globo
Dilma convida Temer
Aliados da petista pedem novo rumo
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. A possibilidade de esvaziamento da candidatura da petista Dilma Rousseff, com ameaças veladas feitas por pequenos e médios partidos aliados, está levando o presidente Lula a ter uma ação mais efetiva nos bastidores. Ele até voltou a se arriscar na cena pública com atitudes mais ousadas para explicitar seu apoio, após período de cautela por causa das duas multas da Justiça Eleitoral. O presidente tem conversado com Dilma para avaliar a campanha.
Por orientação de Lula, a candidata tem encontro hoje à noite com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para sacramentar a chapa PT-PMDB. Ela vai oficializar o convite para Temer ser o vice. Amanhã, vai almoçar com o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), assediado pelo PSDB para ser o vice do tucano José Serra.
- Lula está se envolvendo de perto na campanha e vai orientar, onde for necessário, os ajustes. Até porque Dilma é candidata dele - disse o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Ontem, em reunião do conselho político da campanha com o marqueteiro João Santana, representantes dos aliados pediram mudanças. Eles querem influir também na campanha. Há preocupação com o desempenho político de Dilma.
- Está muito ruim, né? O povo não está gostando de jeito nenhum. É lógico que a Dilma não tem que vender simpatia. Mas simpatia é quesito muito importante - disse o ex-líder do PP, deputado Mário Negromonte (BA).
Atualizado às c11h51m
Publicada por O Estado de vS.Paulo
Lula diz que Dilma ajudou a construir sua popularidade.
Segundo o Presidente da República, graças à ajuda de Dilma, seu nível de aprovação é de cerca de 70%
Elizabeth Lopes, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - Na tentativa de obter dividendos eleitorais para a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, nas eleições de outubro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está procurando vincular seu elevado índice de popularidade - a taxa de aprovação de sua gestão oscila na faixa dos 70% de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto - à ex-ministra da Casa Civil. "Não é uma questão de transferência de popularidade, já que ela (Dilma) ajudou, e muito, a construir essa popularidade, pela sua dedicação, pelo seu trabalho e pelo seu compromisso com esse projeto que está transformando o Brasil", afirmou o presidente, em entrevista concedida ao jornal Correio do Estado, do Mato Grosso do Sul.
Na entrevista, que também foi reproduzida no blog do Planalto, Lula disse que a aprovação ao seu governo vem crescendo "consideravelmente". "O que precisa ficar claro é que eu não sou o responsável único por essa popularidade", destacou,reiterando que "há uma equipe excelente" que trabalha em seu governo para implementar as políticas que "pela primeira vez nos últimos 50 anos estão combinando crescimento econômico com distribuição de renda e democracia política".
Ao falar de sua equipe, o presidente da República frisou que a ex-ministra Dilma Rousseff foi "a pessoa que mais contribuiu para" que essas políticas fossem colocadas em prática. "O seu desempenho foi uma coisa excepcional. Ela foi meu braço direito no governo", disse ele, complementando que essa é uma informação que deve chegar a todos os eleitores, "uma vez que ela sempre procurou agir e fazer a máquina andar e nunca se preocupou com os holofotes, em mostrar o quanto era importante o seu trabalho".
Nessa mesma entrevista, indagado sobre a rivalidade entre PT e PMDB em Mato Grosso do Sul, que tem em lados opostos o atual governador André Puccinelli (PMDB) e o ex Zeca do PT, Lula respondeu: "Vocês sabem que eu nunca fui de desistir diante da primeira dificuldade e que tenho trabalhado para termos candidaturas únicas da nossa base aliada nos Estados." Mas, se os dois partidos saírem com candidaturas próprias e for inviável um palanque único, ele disse que isso não o impedirá de fazer campanha pela Dilma e de se empenhar para que os candidatos da base aliada estejam unidos pela candidata escolhida para disputar a sua sucessão.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 1Oh36m
Publicada por O Estado de S.Paulo
PT mineiro ignora apelo de Lula, faz prévias e atrapalha palanque de Dilma
Eduardo Kattah de Belo Horizonte, Vera Rosa de Brasília
Dispostos a adiar ao máximo a definição do candidato da base aliada ao governo de Minas, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, e o ex-ministro do Desenvolvimento Social Patrus Ananias, disputaram ontem uma prévia no PT e endureceram o tom contra o PMDB. Patrus criticou a política da "moeda de troca" e Pimentel rejeitou "ultimatos".
O novo enfrentamento irritou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Contrariado, Lula mandou avisar os dois de que quer o impasse resolvido até o fim deste mês. Para ele, a "novela" em Minas já começa a atrapalhar a campanha da petista Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto.
A prévia foi convocada pelo PT para a escolha do candidato ao Palácio da Liberdade. Para garantir o apoio do PMDB a Dilma, porém, Lula concordou em ceder à principal reivindicação do partido, que pede a cabeça da chapa para o senador Hélio Costa. Na composição desejada pelo Planalto, o PT fica com uma vaga ao Senado, além da vice.
"Na história do Brasil e do PT, Minas Gerais nunca foi tratada como moeda de troca", desafiou Patrus, que largou na frente. Na primeira apuração parcial dos votos, contabilizadas as urnas de 97 dos 605 municípios, Patrus liderava a consulta com 51,60% (3.026 votos). Pimentel tinha 48,40% (2.835 votos).
O esforço do Planalto para o acordo em Minas tem fator adicional: trata-se do segundo colégio eleitoral do País, hoje administrado pelo PSDB. Detalhe: o candidato do PSDB, José Serra, está bem à frente de Dilma na região Sudeste.
Amigo de Dilma e um dos principais coordenadores de sua campanha, Pimentel disse não haver motivos para preocupação e garantiu que a petista terá "palanque único" no Estado.
Lula já deu sinal verde para o Diretório Nacional do PT intervir na seção mineira, caso o partido não se entenda com Costa. Quer solução rápida porque o PMDB promoverá um megaencontro no próximo dia 15 para anunciar o aval a Dilma e apresentar o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), como vice da chapa. O governo está de olho no tempo de TV do PMDB.
"O meu querido amigo Hélio Costa não tem condições de dar ultimato ao PT", provocou Pimentel. "Ele sabe que não pode fazer isso e não o fará."
O nome do vencedor da prévia sairá hoje, mas terá de passar pelo crivo do encontro estadual do PT, de 21 a 23 deste mês. A ideia, porém, é ganhar tempo e empurrar a definição do candidato até junho para cansar o PMDB e fazer o partido desistir do plano de eleger Costa à cadeira ocupada por Antonio Anastasia (PSDB).
"Fixar prazo, em política, empobrece a discussão", insistiu Pimentel. "O prazo legal de registro da chapa é 3 de julho."
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, não escondeu o desconforto do governo com o impasse. "A nossa expectativa é de que o PT de Minas encerre logo essa disputa e sente com os aliados para que possamos montar o palanque único e começar a campanha da Dilma no Estado", afirmou Padilha. "Não existe candidato que saia sozinho." Pelos cálculos do PT mineiro, o quórum da prévia foi baixo: dos 108 mil filiados aptos a votar, o comparecimento às urnas não ultrapassou 30 mil.
Sinal amarelo nos Estados
Outros problemas para os petistas
Maranhão
Lula entrou em campo para obrigar o PT do Maranhão a apoiar a candidatura da governadora Roseana Sarney (PMDB). Antigo adversário da família Sarney, o PT decidiu se aliar ao deputado Flávio Dino (PC do B). Mas uma ala do partido, com cargos na equipe de Roseana, promete rever a decisão.
Pará
Para apoiar a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa (PT), o deputado Jader Barbalho (PMDB) quer reconquistar cargos estratégicos. Em rota de colisão com Ana Julia, Jader flerta com os tucanos e ameaça lançar seu sobrinho, José Priante, ao governo, garantindo um lugar na chapa para o Senado.
Rio
Candidato a um segundo mandato, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), prometeu aval a Dilma, mas não admite que ela pise no palanque de seu adversário, Anthony Garotinho (PR). O PT não sabe como administrar o problema, pois Garotinho também espera retribuição por aderir à campanha de Dilma.
Paraná
O PT pode perder o apoio do senador Osmar Dias (PDT), candidato ao governo. Ele está aborrecido com a insistência do PT em lançar Gleise Hoffmann ao Senado porque quer que ela seja vice na chapa. Alega que o PT está atrapalhando as negociações com o PP e flerta com o PSDB de Beto Richa.
Rio Grande do Sul
O PMDB está em cima do muro. O ex-prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, não declarou apoio ao tucano José Serra, nem fechou com Dilma. A base aliada está dividida: o PT lançou Tarso Genro, o PSB apresentou Beto Albuquerque e o PP ameaça fechar aliança com a governadora Yeda Crusius (PSDB).
Bahia
São cada vez mais fortes as estocadas entre o governador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, e o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). Os partidos governistas estão divididos e o PR aderiu a Geddel.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 14h3Om
Publicado por O Globo
Dilma ainda procura seu espaço na campanha
Maria Lima e Gerson Camarotti
Cercada de assessores e aliados, ela pouco tem tido voz ativa na condução da pré-campanha; Lula é esperado.
BRASÍLIA. Dilma tem que sorrir mais, tem que afinar a voz, tem que se vestir assim. Dilma não pode viajar a tal lugar, tem que ser mais afirmativa, menos arrogante, tem que apoiar tal candidato.
A ex-gerentona do governo Lula já fez de tudo, dançou fado português, cantou “El día que me quieras” em programa popular de TV, mas, para os “experts” em campanhas políticas, ainda não encontrou um rumo que dê segurança aos aliados. E está ainda procurando seu espaço próprio na campanha.
Dilma passa a maior parte do tempo cercada por assessores de tudo: de imprensa, internet, imagem, comunicação, voz. Sem autonomia, não sabe o rumo das negociações de palanques nos estados ou mesmo o que está sendo agendado de viagem.
Diante de tantos comentários, opiniões e críticas, a pré-candidata petista tem se mostrado mais insegura e solitária. Segundo interlocutores da ex-ministra, isso tem feito com que ela mostre fraco desempenho público na primeira fase da campanha.
Também há críticas de conteúdo.
Aliados externam preocupação com táticas erráticas e acreditam que Dilma precisa sinalizar para o futuro, não só comparar gestões passadas Por esses relatos, Dilma chega a ter dúvidas até mesmo de que roupa vestir. Quase sempre, está inadequada, segundo críticas do marqueteiro Duda Mendonça, que fez a campanha de Lula. Na quinta-feira, estava de terninho num evento agropecuário no interior de São Paulo.
Já na semana anterior estava com braços e axilas à mostra numa entrevista na TV.
— Ela está aprendendo. São observações naturais que fazem sobre a Dilma. Foi contratado “media training”. Todos fazem isso. Até o Lula e o Serra. Ninguém ficou descaracterizado.
Por que a Dilma ficaria? — reage o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), da coordenação de campanha petista.
Para petistas mais próximos, é um risco o que estão fazendo com Dilma: primeiro descaracterizaram a ex-ministra, que tinha um estilo próprio.
E agora ela não se enquadra no figurino novo. Alguns reconhecem que há risco de ela começar a campanha em julho sem ter ajustado o discurso, em forma e conteúdo.
— Podiam reclamar, mas Dilma era uma ministra com personalidade forte. Agora, perdeu a identidade e está à procura de outra mais leve. Espero que encontre logo — desabafou um integrante da Executiva Nacional do PT.
A insegurança é evidenciada pela candidata quando, por exemplo, é questionada em entrevistas sobre ações corriqueiras.
Dia desses, perguntada que dia seria a convenção nacional do PT, respondeu: “A coordenação ainda vai decidir”. Os aliados, como o vice-líder do PR, Luciano Castro (RR), que integra o conselho politico da campanha, dizem que nessa fase Dilma tem mesmo que obedecer. Mandar, só depois de eleita.
— O Conselho decide e comunica a ela. Depois de eleita ela pode fazer o que quiser.
Mandar ela sabe — diz Castro.
Quem visita o seu escritório de campanha, num bairro nobre de Brasília, tem visto a exministra solitária, sem participar das decisões da campanha.
As alianças ficaram a cargo de sua coordenação política. Ou seja, diferentemente do seu tempo de Casa Civil, quando Dilma mandava e desmandava, agora, ela influi pouco.
— Campanha eleitoral é igual a jogo de futebol. Tem um milhão de técnicos e cada um dá pitaco — reconhece um integrante da campanha de Dilma.
Há o reconhecimento do presidente Lula, feito internamente, de que o rumo da campanha não está correto e que será preciso fazer ajustes em toda a campanha. Há pressão para que Lula esteja mais presente e, se possível, assuma o comando da campanha, mesmo que informalmente.
Lula pôs como seu representante na coordenação da campanha o deputado e exministro Antonio Palocci. Mas Dilma tem resistido aos conselhos de Palocci. Cada vez mais Lula manda recado.
Depois das convenções partidárias, em junho, Lula deve entrar com tudo na campanha.
Mesmo assim, os petistas estão temerosos com a presença de Lula no palanque. Isso porque todas as vezes em que ele discursou ao lado de Dilma ofuscou a candidata
Atualizado às 11h49m
Publicada pela Folha de S.Paulo
PAINEL - RENATA LO PRETE
Três na bancada. Serra, Dilma e Marina Silva (PV) aceitaram participar no próximo dia 25 de evento no qual a CNI (Confederação Nacional da Indústria) lançará sua agenda 2011-2015.
Atualizado às 11h23m
Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line
Em segredo, Dilma vai ao dentista e ‘ajeita’ o sorriso.

Reprodução/revista Veja
Nem só de treinamento de mídia é feito o cotidiano de Dilma Rousseff. Além de ajustar o timbre, a candidata ajeita a aparência.
O repórter Lauro Jardim informa em seu Radar que, depois de trocar os óculos pelas lentes e de se submeter a uma plástica facial, Dilma investe agora nos dentes. Eis a nota:
- Em sigilo, Dilma cuida do visual: Nas últimas semanas, Dilma Rousseff cumpriu uma agenda secreta. Ela se submeteu a um tratamento de correção da arcada.
Os ajustes ainda não acabaram, mas as mudanças já são visíveis, com os dentes mais alinhados e o espaço entre os incisivos preenchido.
A campanha de Dilma já fez pesquisas com o “antes” e o “depois” e constatou que o novo sorriso ajudou a minimizar um certo ar de antipatia que ela projetava.
Foi a terceira intervenção cosmética a que ela se submeteu desde que Lula a fez candidata.
Primeiro, os óculos foram trocados por lentes de contato; depois, veio a cirurgia plástica.
Lula, aliás, também deu uma ajeitada no visual em 2002: fez tratamento para ter um sorriso novo, emagreceu, passou a usar ternos Armani…
Atualizado às 11hO4m
Publicada pela Veja:
A cara vai ser de Dilma
O presidente do PT diz que cabe aos profissionais criar
uma marca própria para Dilma, admite que Lula comandará
a campanha e define seu partido como de esquerda
Otávio Cabral e Daniel Pereira
"Acho errado produzir uma Dilma artificial. O problema são as inevitáveis comparações com o Lula"
José Eduardo Dutra assumiu a presidência do PT há quase três meses com a missão de coordenar a campanha presidencial de Dilma Rousseff. Missão difícil, como ele mesmo define. Dilma jamais disputou uma eleição, e essa inexperiência tem provocado entre os próprios petistas muitas indagações neste início de campanha. Para contornar os problemas, Dutra conta como poderoso trunfo a popularidade recorde do presidente Lula e sua influência dominadora sobre o partido. Mas esse trunfo também é motivo de preocupação diante da constatação de que Lula talvez seja praticamente o único patrimônio ponderável do partido e de sua candidata. Questionado sobre qual marca Dilma deve buscar para não ser apenas um subproduto de Lula, Dutra pensa, coça a cabeça, olha para o chão e responde: "É difícil!".
O ex-governador José Serra propõe fazer mais, acelerar os avanços, e a ex-ministra Dilma Rousseff adota um discurso agressivo. A campanha presidencial não começou com os papéis invertidos?
Nós, dirigentes do PT, não temos adotado nenhuma postura agressiva em relação ao candidato
José Serra. As principais lideranças da oposição é que estão muito agressivas. Vêm tentando desqualificar a Dilma. É só ver as entrevistas do presidente do PSDB. Por outro lado, a oposição descrevia o governo Lula há até pouco tempo como uma tragédia para o Brasil. Como estava trombando com a realidade, seu candidato tenta agora atenuar esse discurso beligerante dizendo que vai continuar o que é bom e corrigir o que está ruim. Se o governo está tão bom, se deve ser tão elogiado, por que mudar, por que eleger alguém da oposição? Vamos eleger alguém do governo que assumidamente é a continuidade desse projeto.
A campanha tende a ser agressiva e com baixaria?
Espero que não, mas vamos dançar de acordo com a música. O que me preocupa é a postura
das principais lideranças do PSDB, do DEM, do PPS contra a Dilma. É uma postura agressiva, desqualificadora, preconceituosa, atrasada. E isso acaba contaminando a militância. Quando um dirigente partidário chama a Dilma de terrorista, dá margem à militância e ao pessoal de baixo para radicalizar ainda mais. Nosso site já foi invadido. É claro que não foi a mando da direção do PSDB. Mas foi invadido por pessoas no mínimo simpatizantes do partido. Vamos lembrar que, em 2006, na reta final da campanha, uma eleitora do Alckmin arrancou o dedo de uma eleitora do Lula em um bar no Leblon. Preocupa-me as coisas já estarem tão acirradas, porque isso pode levar a um ponto em que você não tem mais controle.
O PT acredita mesmo em uma conspiração da imprensa contra a ex-ministra Dilma Rousseff a ponto de fazer propaganda subliminar?
Há uma profunda má vontade de setores da imprensa contra a Dilma. Existem articulistas que transformaram suas colunas em libelos contra a nossa candidatura. Mas há uma coisa da qual a gente não pode fugir: a Globo está fazendo 45 anos, e 45 é o número do PSDB. Quando vi a propaganda, naturalmente me veio uma associação entre a campanha da Globo e a do Serra – que a própria Globo acabou admitindo, tanto é que tirou a campanha do ar para evitar maiores polêmicas. Não acho que tenha havido uma associação intencional. Com relação à imprensa, da mesma forma que somos criticados, queremos ter o direito de responder a manifestações que considerarmos preconceituosas, que nos ataquem ou sejam inadmissíveis do ponto de vista de uma relação civilizada. Não vamos fazer nenhuma ação contra a imprensa em geral, mas vamos responder aos ataques que recebermos.
Políticos têm dito que as novas regras eleitorais, como o fim da doação oculta, tornam o caixa dois quase obrigatório.
Não acho que as novas regras vão incentivar ou diminuir o caixa dois. Acho, inclusive, que não haverá caixa dois nas eleições presidenciais. As ações do Ministério Público e da Polícia Federal estão inibindo o caixa dois. Então, as empresas e os candidatos vão pensar cinco vezes antes de operar doações por fora. Eu posso garantir que na nossa campanha presidencial receberemos todas as doações absolutamente dentro da lei. A tesouraria do PT estima que a campanha presidencial custará entre 150 milhões e 200 milhões de reais. Ainda não tenho elementos para aferir se é isso mesmo.
Até o episódio do mensalão, o PT se escorava no discurso da ética e do combate à corrupção. Hoje não se viu ainda a ex-ministra Dilma tocar nesse assunto.
O mensalão foi uma grife que pegou como toda grife. Mas o mensalão, nos termos em que foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, não houve. Por que cargas-d’água o ex-deputado Roberto Brant (DEM) recebeu dinheiro lá no Banco Rural se ele nunca votou com o governo? Por que o Professor Luizinho, que era líder do governo, receberia 20 000 para votar? Por que o João Paulo Cunha, que era presidente da Câmara e nunca votava, iria receber dinheiro?
Por quê?
Era caixa dois. É público e notório. O que houve foi crime eleitoral. Não estou atenuando, não estou tirando a gravidade de que é crime também. Agora, o mensalão, nos termos em que foi colocado, volto a repetir, não existiu.
Mas caixa dois do quê, se todos eles já estavam eleitos?
Não era ano eleitoral parlamentar, mas esse dinheiro foi usado para saldar dívidas das campanhas municipais do ano anterior de candidatos ligados aos deputados.
Mas o fato é que o discurso sumiu...
O escândalo serviu para atenuar a postura udenista do PT, de achar que a ética é um objetivo, quando na verdade tem de ser uma obrigação de toda atividade política. Serviu também para mostrar que não somos um conjunto de freiras franciscanas dentro de um bordel. A ética é uma obrigação. Deixa de ser o palanque principal. Ela tem de ser um alicerce da campanha, e não aquilo que está em cima.
É confortável fazer uma campanha em companhia de José Sarney, Renan Calheiros e Jader Barbalho?
Já tivemos alianças com essas pessoas em eleições anteriores. É um processo que naturalmente tem de ser levado em consideração num país como o Brasil. E que vale para nós como vale para a oposição. Até porque todos esses personagens estavam no governo do Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Para os críticos, agora, essas pessoas são ruins. Quando elas estavam do lado deles, eram boas. Tudo o que eles, da oposição, gostariam é que nós disséssemos: "Não, nós não queremos o PMDB". Com certeza, no dia seguinte eles estariam tentando se aliar a ele.
Ciro Gomes foi alijado da campanha presidencial e saiu atirando no PT e até elogiando José Serra.
Depois da primeira declaração, ele já se corrigiu dizendo que o Serra seria nefasto para o Brasil. Essas declarações refletem um estado de espírito perfeitamente natural de alguém que acreditava que podia ser presidente e cujo projeto não se consolidou. A culpa não é do PT nem da Dilma. Espero que o Ciro, depois de baixar a poeira, siga as recomendações do partido e se engaje na campanha da Dilma.
Duda Mendonça, ex-publicitário do PT, considera um erro tentar construir uma imagem diferente para Dilma. O senhor concorda?
Nós não estamos tentando construir uma imagem diferente. Também acho errado produzir uma Dilma artificial. O problema são as inevitáveis comparações com o Lula. Qualquer que fosse o candidato, quando comparado com o Lula na comunicação e no carisma, estaria em desvantagem. A Dilma tem de ser ela mesma. O eleitor percebe quando o candidato é artificial. Por isso não temos de construir uma nova Dilma. Este período está servindo para ela pegar traquejo de candidata, não para se transformar.
Como será para o PT disputar a primeira eleição sem o Lula?
Não vamos disputar eleição sem o Lula. O Lula estará na campanha. Dentro da lei, será nosso principal militante e cabo eleitoral da Dilma. Nos horários de folga, fim de semana, programas de TV, ele estará presente. A partir da propaganda de TV, vamos ampliar o conhecimento da nossa candidata, o conhecimento da população de que a Dilma é a candidata do governo, é a candidata do Lula. E não há dúvida de que hoje nós contamos com o cabo eleitoral mais decisivo na eleição, que é o apoio que o governo e o Lula têm. O Lula vai eleger a Dilma.
Qual deve ser a marca de Dilma para que ela não fique parecendo apenas um sub-Lula?
É difícil. A marca da campanha é continuidade com avanço. Mas transformar isso em um tema legível para o eleitor comum é difícil, terá de ser construído pelos profissionais. Temos de ter claro que o eleitor vota no candidato. Mas, ao escolher, também analisa como está a vida dele. Essa é a vantagem da Dilma. Hoje a marca dela é representar o governo do Lula, que ela ajudou a construir. O Lula é o principal cabo eleitoral. Aliás, cabo não. É um general eleitoral. Isso é bom para nós. A oposição adoraria que o Lula estivesse do lado deles. Tanto é que faz um esforço danado para que esqueçam o que eles disseram sobre o Lula desde o início do governo.
O PT critica a privatização, principalmente de serviços públicos. Existe alguma coisa estatizável no Brasil?
Não, o estado tem de ficar do tamanho que está. Não é preciso estatizar mais nada, nem privatizar. Nós vamos fortalecer os instrumentos estatais de que dispomos, como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica. São instrumentos que se revelaram essenciais
na crise e na retomada do crescimento. A oposição, por seu lado, diz que esse
programa é chavista e que nem na China o estado é tão grande. Não quero fazer um sofisma, mas quem é contra fortalecer os instrumentos estatais dá margem a dizer que vai enfraquecer. É a oposição que precisa explicar o que quer do estado.
Os banqueiros já foram tratados pelos petistas como os grandes vilões da sociedade. O que mudou?
Quando a economia cresce, os bancos também crescem. A diferença é que no governo Lula não foram só os bancos que cresceram. Outras empresas cresceram. Os trabalhadores tiveram aumentos acima da inflação. Não queremos que ninguém perca. Mas também não queremos que só um setor ganhe, como acontecia anteriormente.
A política do MST de pregar a reforma agrária pela força ainda conta com a simpatia do PT?
O MST teve o mérito de colocar a luta pela reforma agrária na agenda nacional. Mas o PT sempre foi crítico de ações do movimento, como ocupação de prédios públicos, de terras produtivas, de destruição de patrimônio. É a posição histórica do partido. O MST reclama do governo Lula, dizendo que podia ter avançado mais. Só que metade de tudo o que foi feito em reforma agrária na história ocorreu no governo Lula. Não há do que reclamar.
O PT ainda se considera um partido de esquerda?
A tualmente, o que move a esquerda é entender que o mercado não pode ser o regulador das relações entre as pessoas, instituições e países. É entender que o estado não pode ser idolatrado nem demonizado. É lutar contra a injustiça e a desigualdade social. É combater qualquer discriminação de raça, sexo ou cor. É saber que a democracia é um valor estratégico permanente, não só tático ou instrumental. São conceitos universais de posições à esquerda na política. Todos encontram abrigo no PT.
O governo Lula abrigou todos esses conceitos?
O governo Lula é de coalizão, de centro-esquerda. Abriga partidos de esquerda, de centro, como o PMDB, e até de centro-direita, caso do PP.
Atualizado às 11hO1m
Publicado pela Veja
RADAR - LAURO JARDIM
Em sigilo, Dilma cuida do visual
Nas últimas semanas, Dilma Rousseff cumpriu uma agenda secreta. Ela se submeteu a um tratamento de correção da arcada. Os ajustes ainda não acabaram, mas as mudanças já são visíveis, com os dentes mais alinhados e o espaço entre os incisivos preenchido. A campanha de Dilma já fez pesquisas com o "antes" e o "depois" e constatou que o novo sorriso ajudou a minimizar um certo ar de antipatia que ela projetava. Foi a terceira intervenção cosmética a que ela se submeteu desde que Lula a fez candidata. Primeiro, os óculos foram trocados por lentes de contato; depois, veio a cirurgia plástica. Lula, aliás, também deu uma ajeitada no visual em 2002: fez tratamento para ter um sorriso novo, emagreceu, passou a usar ternos Armani...ás sd
Atualizado às 1Oh47m
.jpg)
Foto do dia
Lula emocionou-se ontem ao falar sobre sua próxima saída do governo, diante de Dilma, que tambem emocionou-se.Foto estampada hoje pela Folha de S.Paulo. de Mastrangelo Reino, da Folha Imagem. Observem a beatitude da menina ao lado de Lula.(LMN).
Publicada pela Veja
HOLOFOTE -FELIPE PATURY/MARCOS ISSA
O forró de Dilma
Para ganhar a eleição deste ano, a petista Dilma Rousseff precisa abrir uma ampla dianteira no Nordeste, um reduto governista. A fim de medir a permeabilidade dos eleitores locais ao discurso da candidata oficial, o Instituto Análise, de Alberto Carlos Almeida, identificou suas demandas. Entre os ouvidos, 44% dizem que a criação de empregos e o aumento dos salários na região deveriam ser as prioridades do próximo presidente. As obras de infraestrutura aparecem em segundo lugar, com 34%. Em terceiro, com 9%, vem a melhora da saúde. Os programas sociais e de combate à fome, duas peças de resistência do governo do PT, são mencionados por apenas 3% dos entrevistados, cada um.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado ás O5h24m
Publicada pela Folha de S.Paulo
Dilma cita número que até PF desconhece
Para criticar tucanos, petista comparou operações nos governos Lula e FHC, mas corporação não sabe de onde surgiu a estatística
Procurada, a assessoria da pré-candidata também não informou origem dos dados; segundo Dilma, foram 1.012 ações com Lula e 29 com FHC
MÁRCIO FALCÃO
FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Para comparar as ações da Polícia Federal nos períodos de Lula e FHC, a pré-candidata petista Dilma Rousseff usou em pelo menos três entrevistas um número que nem a própria PF sabe como surgiu.
Ao tentar atestar a eficiência da PF no governo Lula de forma quantitativa, Dilma afirmou que foram feitas 1.012 operações especiais desde 2003, número que consta na página da PF na internet, contra 29 na gestão de Fernando Henrique.
A Folha questionou a PF sobre o número. A resposta da assessoria foi que não existe levantamento exato a respeito de anos anteriores a 2004 e, portanto, não teria como informar o número de operações referentes aos anos anteriores.
O mistério continuou quando a Folha questionou a assessoria de imprensa da pré-candidata sobre a origem da estatística citada nas entrevistas.
No primeiro contato, a informação foi que o dado havia sido obtido no governo. No dia seguinte, informalmente, assessores disseram que os números vieram de pesquisas em jornais, relatórios e internet. Por fim, a equipe da petista disse que consultaria o "pessoal de conteúdo". Três dias depois do primeiro contato, não houve resposta oficial.
A reportagem também procurou o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, que afirmou não ter os números porque a PF está subordinada ao Ministério da Justiça. Por sua vez, o ministério informou ser a PF a responsável pela contabilidade de operações.
A confusão aumenta se for comparado o número apresentado por Dilma ao que o próprio Lula citou em 2006, quando concedia entrevista a jornalistas europeus. Lula disse que "entre 2003 e 2006 a Polícia Federal fez mais de 300 operações contra o crime organizado e, nos oito anos anteriores, foram só 48" -diferença de 19 para as 29 citadas por Dilma.
Apesar de não haver contabilidade exata feita pela PF antes de 2004, na página da internet da polícia existem relatórios de atividades a partir de 2002.
Nesse documento de 2002, a Folha encontrou 62 operações identificadas como principais ou que ganharam nome da PF e que poderiam ser comparadas às 1.012 especiais citadas por Dilma no governo petista. De acordo com a própria PF, a partir de 2004 são contabilizadas como operações especiais as ações que ocorrem em mais de um Estado ou têm número significativo de mandados.
Nas entrevistas que concedeu, Dilma foi categórica. "Sabe qual é a diferença? Se você for olhar nos oito anos antes da gente, houve 29 operações especiais. No nosso governo, houve 1.012", disse ao apresentador José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, em 21 de abril.
A declaração de Dilma provocou incômodo em integrantes do governo FHC. Ex-ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior criticou. "Não estranho essa diferença nos números. Ela [Dilma] não tem outra declaração a não ser a de que o Brasil foi descoberto em 2003", disse.
"Atualmente, o número de operações é alto, mas grande parte dessas ações dá origem a processos nulos que são derrubados na Justiça", afirmou.
Na avaliação do presidente do Sindicato dos Delegados da PF, Joel Mazo, Lula foi mais atencioso com a corporação. "Só 29 [ações] eu acho baixo, mas tudo depende do critério que está sendo utilizado. Sem dúvida, o Lula apostou muito mais na PF e deu muito mais condições de trabalho", disse.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 1OhO5m
Publicada pela Folha de S.Paulo
Após tropeços, Lula fará "tour" com Dilma
Presidente pede calma a integrantes da campanha petista e prepara viagens em tom de "despedida" pelo país, depois da Copa
Repercussão negativa no noticiário e pesquisas que mostram Serra na dianteira causaram início de tensão na equipe da pré-candidata
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Lula já definiu uma das estratégias para tentar vitaminar a candidatura de Dilma Rousseff a partir de julho: fará, depois da Copa, viagens em tom de despedida pelo país, quando dirá que a ex-ministra é a única que dará continuidade às políticas de seu governo.
Além disso, Lula confidenciou a aliados que prepara uma "série de atos de impacto" para buscar uma virada na eleição, mantidos em sigilo por enquanto. Tudo, porém, está reservado para acontecer depois da Copa. O presidente tem insistido que a eleição só começará após os jogos na África do Sul e que não adianta ter "ansiedade" nessa fase da campanha.
Nos últimos dias, Lula tem pedido calma aos integrantes da campanha de Dilma, diante do início de tensão provocado pelo que classificam de noticiário negativo e pelos resultados das últimas pesquisas, mostrando o tucano José Serra entre sete e dez pontos percentuais à frente da petista.
Lula disse a Dilma e sua equipe que eles não precisam entrar em "crise" na eventualidade de a ex-ministra cair nas próximas pesquisas -ela está na casa dos 30%. Ele lembra que, em 1994, tinha cerca de 40% nessa época, enquanto FHC atingia em torno de 10%. Depois, ancorado no Plano Real, o tucano virou e ganhou no primeiro turno.
Nas conversas, o presidente tem dito que seu governo será a "âncora de Dilma" e vai garantir sua virada quando a eleição começar de fato. Lula tem resistido a atender apelos do comando de campanha para fazer mais viagens ao lado da ex-ministra. Para o petista, ele não pode "banalizar" sua presença ao lado de Dilma nessa fase, quando boa parte do eleitorado ainda não está ligado na disputa. Seria "gastar munição".
Na visão de Lula, Dilma deve dar prioridade nesse momento a treinamentos com sua equipe visando se preparar para programas de TV e rádio, buscando usar uma linguagem "mais simples e direta, frases curtas e evitar termos técnicos".
O presidente avalia que os erros atuais não são graves e que Dilma já evoluiu. Os deslizes, porém, não poderiam se repetir na fase oficial de campanha, principalmente nos debates.
Atualizado às 1OhO2m
Publicado pela Folha de S.Paulo
ELIANE CANTANHÊDE
De tropeço em tropeço
BRASÍLIA - A campanha de Dilma Rousseff tem tudo demais, e a de José Serra parece ter tudo de menos, quando se trata de alianças, palanques, tempo de propaganda na TV e equipes de jornalismo, de agenda, de internet. Mas o resultado é que a campanha de Dilma também tem errado muito mais. Digamos que proporcionalmente mais: quanto mais gente e parafernália, maior a chance de erros.
Afora o ataque ao Mercosul, equivocado sob vários ângulos, Serra tem errado pouco. Já Dilma já tem uma bojuda coleção de "tropeços verbais, agenda errática, coordenação inchada e mau uso da estrutura de internet", como disse o jornalista Ricardo Kotscho, ex-assessor de Lula em campanhas e no governo. Logo, insuspeito.
Do "Dilmasia" na cara de Hélio Costa em Minas à fraude da foto de Norma Bengell, passando pelas agendas canceladas de última hora, o que se imagina é que estão batendo cabeça. Como se um dissesse para Dilma usar rosa, o outro exigisse azul; um a empurrasse para o Ceará, o outro puxasse para Santa Catarina; um quisesse um site programático, o outro estimulasse a troca de figurinhas da militância.
Por enquanto, até pode. As candidaturas ainda não foram oficializadas e, afinal, a Copa do Mundo vem aí. A fase da campanha, portanto, é de aprendizagem e aquecimento. Mas não vai ser sempre assim.
Em campanhas muito polarizadas, em que se fala até em definição no primeiro turno, os candidatos e candidatas têm não apenas de acertar, firmar diferenças a seu favor e conquistar confiança mas principalmente não errar.
Dilma tem Lula e o vento a favor, mas a campanha tem de ajudar, não atrapalhar, e cabe a ela fazer o resto, ou o principal. Campanhas são cada vez mais sofisticadas e científicas, mas também cometem erros (como se vê) e não fazem milagre. Não tem santo nem pesquisa que substitua ou reinvente Sua Excelência, o(a) candidato(a).
Atualizado às O5h27m
Publicada pelo Blog do Josias,Folha On Line.
A receita de Pimentel para Dilma: ‘Mais objetividade’
Membro da coordenação de campanha de Dilma Rousseff, o grão-petê Fernando Pimentel falou em público sobre um tema delicado.
Em entrevista à Rádio Gáucha, disponível aqui, Pimentel foi instado a comentar o esforço empreendido para vestir em Dilma o figurino de candidata.
Ao responder, o operador petista terminou por borrifar no ar os reparos que vêm sendo feitos a Dilma em privado:
“O que há é uma crescente adaptação da nossa candidata a esse papel que ela está cumprindo agora. Ela não é mais ministra do governo...”
“...Então, ela tem que, aos poucos, deixar de usar aquela linguagem mais técnica, mais analítica, mais elaborada que ela sempre usou...”
“...Na função de candidato, não pode ser assim. Ela tem que dar respostas mais objetivas, mais concisas, mais curtas...”
“...Sob pena de esgotar o tempo de uma entrevista e não conseguir passar o recado inteiro. Isso não era necessário no momento em que ela era ministra, mais técnica”.
“...Ela está se adaptando a isso, acho que, crescentemente, está se saindo muito bem...”
“...Essa pré-campanha, entre outros objetivos, acaba cumprindo essa função de preparar o pré-candidato para a campanha efetiva, que começa em julho...”
“...Aí, sim, ela vai estar, para usar uma expressão popular, em ponto de bala para disputar e ganhar, se Deus quiser, as eleições de presidente da República”.
Na véspera, em palestra feita no Rio, o marqueteiro Duda Mendonça, fizera reparos à, digamos, reconstrução de Dilma:
"Não adianta desvirtuar a Dilma. Tem que deixar a Dilma ser como ela é. As pessoas vão entender como ela é ou não...”
“...Pegá-la e fazer outra pessoa...Vai ficar numa vestimenta que não é confortável, vai ficar escorregando volta e meia”.
Como se vê, é dura a vida de uma candidata noviça.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 15h52m
A foto do dia

Dilma esteve hoje no 17o Agrishow, em Ribeirão Preto, beijou crianças, subiu no trator e usou o chapéu de peão. Foto Agência Estado
Atualizado às 12h15m
Publicada pelo Radar On Line,Veja On Line
Márcio, o anfitrião
Márcio Thomaz Bastos tem comparecido a poucas reuniões de coordenação da campanha de Dilma Rousseff. Não está, porém, longe de Dilma. Tem sido anfitrião de algumas reuniões reservadas entre ela e empresários.
Atualizado às O5h12m
Publicada pela Gazeta do Povo, Curitiba

Paixão
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 21h2Om
Publicado por O Globo, citado pelo Blog do Noblat, Globo On Line
PP decide não apoiar Dilma oficialmente
De Maria Lima, de O Globo:
Em reunião nesta quarta-feira de manhã, a executiva nacional do PP decidiu não apoiar oficialmente a candidatura da petista Dilma Rousseff.
Apesar de integrar a base governista, o PP vai priorizar as alianças nos estados sem amarras de uma coligação nacional. A decisão oficial acontecerá no dia 30 de junho, data da convenção nacional. Mas deve vencer a tese da neutralidade.
Sem o PP na coligação oficial, Dilma perde 1m36s no tempo de propaganda eleitoral no rádio e TV.
- Decidimos ficar neutros como ficamos nas três últimas eleições presidenciais. Queremos priorizar os estados, dar liberdade aos nossos candidatos para fazerem alianças com total liberdade, com base nas melhores composições regionais - explicou o vice-presidente do PP, deputado Ricardo Barros (PP-PR).
Atualizado às O6h26m
Publicada perlo Blog do Josias, Folha On Line
Dilma e Temer ‘formalizam’ chapa em duas semanas
PMDB e PT decidiram dar um ar de fato consumado à sua parceria eleitoral. Unidos por acordo pré-nupcial firmado em 2009, as legendas vão antecipar o casamento.
O PT aclamou Dilma Rousseff como sua candidata em Congresso partidário realizado em fevereiro.
O PMDB agendou para 15 de maio o Congresso que indicará Michel Temer como candidato a vice-presidente da República.
Sem alarde, a “noiva” foi convidada a participar do evento do “nubente”. Com as bênçãos de Lula 'Governabilidade' da Silva e do PT, Dilma Rousseff aceitou.
Em termos práticos, vai-se antecipar em um mês uma boda que seria celebrada nas convenções partidárias de junho.
Deseja-se produzir um fato político que leve às manchetes a impressão de que o palanque do governo está mais bem alicerçado que o da oposição.
Com a adesão do PSB de Ciro Gomes, cuja candidatura foi incinerada, a coligação de Dilma está escorada em sete legendas: PT, PMDB, PDT, PR, PCdoB, PRB e PSB.
Esse consórcio partidário já assegura à candidata de Lula uma vitrine televisiva de 9min09s.
Amparado por três partidos –PSDB, DEM e PPS— o tucano José Serra conta, por ora, com escassos 5min37s de tempo de tevê.
Nos subterrâneos, o PT se mexe para tentar evitar que o senador Francisco Dornelles vire candidato a vice na chapa de Serra.
Primo do grão-tucano Aécio Neves e presidente do PP, Dornelles (RJ) administra o assédio do PSDB sem fechar a porta para o PT.
Nesta quarta (28), sob o comando de Dornelles, a Executiva do PP deve se reunir em Brasília. Será um encontro de cartas marcadas.
Está combinado que o PP vai adiar a decisão sobre o apito que irá tocar na sucessão de Lula.
O PP desfila na passarela eleitoral munido de um patrimônio de 1min20s de propaganda televisiva. Daí o duplo assédio.
Unindo-se à caravana petista, o PP eleva o tempo da propaganda eleitoral de Dilma para notáveis 10min29s.
O PSDB dá de barato que PTB e PSC vão entregar seus espaços na tevê para Serra. Se confirmado, a oposição iria a 6min57s. Com o PP, saltaria para 7min77s.
O PT executa dois movimentos. Num, tenta convencer Dornelles de que a adesão a Dilma é melhor negócio.
Noutro, conspira para arrancar do PP pelo menos a neutralidade. Nessa hipótese, o partido de Dornelles não fecharia com nenhum dos lados.
Solteiro, o PP liberaria os seus diretórios regionais para fechar, nos Estados, as composições que lhes pareçam mais convenientes.
Contra a manobra petista, o DEM, em tese o dono da vaga de vice de Serra, já se dispôs a abrir mão do posto em favor de Dornelles.
Aproveitando-se da situação, um pedaço da bancada de deputados do PP avança sobre o Orçamento da Viúva.
Ttentam arrancar verbas de emendas que, injetadas no Orçamento, foram represadas pelo governo.
O oportunismo da tribo pepê acomodou um criatório de pulgas sob as plumas do tucanto.
Os operadores de Serra ruminam o receio de que a turma do PP empurra a decisão com a barriga apenas para valorizar o passe.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O4h11m
Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Linwe
Dilma reduz viagens para privilegiar ‘treino de mídia’
Sem alarde, o quartel general de Dilma Rousseff alterou os planos de campanha da candidata de Lula.
Decidiu-se reduzir, nas próximas semanas, o ritmo das viagens. O tempo livre será usado para aumentar o número de sessões de treinamento da candidata.
Dá-se a essas sessões um nome expresso em língua inglesa: “Media training”.
Consiste em treinar a candidata para extrair de seus contatos com jornalistas o máximo proveito, reduzindo o risco de gafes.
O treino inclui entrevistas simuladas, além da análise pormenorizada das manifestações da candidata.
Comum nas grandes empresas, o treinamento é conduzido, no caso de Dilma, pelo marqueteiro João Santana e por especialistas contratados por ele.
A candidata do PT já vinha sendo submetida ao adestramento. Decidiu-se, porém, intensificar o aprendizado.
Avalia-se internamente que, a despeito da evolução da candidata, seu desempenho está, ainda, longe do ideal.
Essa avaliação, como já noticiado pelo repórter Valdo Cruz, é compartilhada por Lula. Daí a ideia de submeter Dilma a um “intensivão”.
Os especialistas que assessoram Dilma analisam junto com a candidata as entrevistas que ela concede às emissoras de rádio e TV.
Depois, ensinam técnicas para “limpar” o discurso. Persegue-se a frase curta, clara, livre de cacoetes. Busca-se o raciocínio redondo, com começo meio e fim.
Parte-se do pressuposto de que Dilma, habituada a conduzir reuniões técnicas, tem de ajustar o discurso do grau médio de compreensão do eleitor leigo.
Dilma continuará concedendo entrevistas em profusão. Nesta segunda (26), falou à Rádio Brasil Sul, de Londrina (PR).
Realçou programas da gestão Lula. A certa altura, disse que não é “uma política tradicional”. Porém...
Porém, “o fato de eu ter participado nos últimos cinco anos e meio da coordenação de todos os programas de governo [...] acho que me credencia" (ouça trechos).
Um dos integrantes do comitê de Dilma disse ao blog que não há crise na campanha oficial nem ansiedade com o desempenho da candidata.
Ao contrário. Considera-se natural que Dilma, neófita em campanhas políticas, atravesse uma fase de “aprendizado”.
Afirmou que as principais entrevistas de Dilma são acompanhadas por grupos de eleitores, em pesquisas qualitativas.
Os resultados revelariam boa aceitação do discurso. De resto, disse o operador da campanha petista, o rival José Serra também vem cometendo os seus equívocos.
Mencionou as frases do candidato tucano sobre o Mercosul. Deixaram no ar, segundo ele, a impressão de que Serra, se eleito, acabaria com o mercado comum.
Citou também a comparação, a seu ver “esdrúxula”, da união entre Lula e Dilma com a malfadada parceria entre Paulo Maluf e Celso Pitta.
Imagina-se que, até junho, Dilma estará “afiada”, pronta para o debate direto com o rival Serra. A conferir.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O5h22m
Publicada pela Foha de S.Paulo
Lula chama Dilma e pede mudança de discurso na TV
Presidente aconselha petista a viajar menos e treinar para encarar entrevistas
Assessores da pré-candidata consideram que, nesta fase da campanha, José Serra está se saindo melhor e demonstrando experiência
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Lula decidiu intervir e pedir ajustes na campanha de Dilma Rousseff. Chamada para uma conversa na sexta-feira, Lula reclamou que a pré-candidata do PT está sendo muito "técnica", precisa ser "direta e simples" nas entrevistas para a TV e falar frases mais sintéticas, evitando deixar raciocínios sem conclusão.
Dois dias antes, Dilma havia participado do "Brasil Urgente", na TV Bandeirantes. Lula não viu o programa, mas foi informado que Dilma estava muito nervosa e, em vários momentos, deu respostas longas, sem concluir seu raciocínio. Em sua avaliação, nada grave nessa fase, mas um tipo de erro que não pode se repetir durante a campanha, principalmente nos debates eleitorais.
A conversa entre Lula e Dilma ocorreu no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, na sexta pela manhã. O presidente segue confiante de que vai eleger Dilma sua sucessora, mas confidenciou a aliados que ela precisa melhorar seu desempenho nas entrevistas a TV e rádio.
Lula orientou sua ex-ministra a, nesse período da campanha, dedicar mais tempo a treinamentos para entrevistas como a concedida na semana passada ao jornalista José Luiz Datena, da TV Bandeirantes.
O presidente defende que, se for preciso, Dilma reduza suas agendas regionais e dê preferência aos treinamentos com sua equipe de campanha. Na avaliação de Lula, nesse momento, as entrevistas têm muito mais eficácia do que as viagens a Estados, principalmente naqueles em que ainda não há definições sobre os candidatos aliados a governador.
Apesar dos reparos feitos por Lula na fala de Dilma no programa da Band, o presidente foi informado de que pesquisa feita pela equipe de campanha com grupos de mulheres apontou que o desempenho da petista foi considerado mais positivo do que negativo.
Nessas pesquisas, a avaliação das mulheres foi que Dilma passou uma imagem de "humildade", "simpatia", "capaz de se emocionar", em contraste com sua fama de "autoritária" e "durona" citada diversas vezes pelo jornalista da Band.
Experiência
Acertar o tom de suas entrevistas e discursos é considerado, por seus assessores, essencial também para que Dilma demonstre algo que ela tem: segurança. E, com isso, demonstrar que tem experiência administrativa e está preparada para ocupar o lugar de Lula.
Aliados da ex-ministra dizem que, nessa fase de pré-campanha, é preciso fazer não só ajuste no tom, mas também no conteúdo. Na avaliação de governistas, nesse período quem está se saindo melhor é o pré-candidato tucano, José Serra.
Nas palavras de um aliado da ministra, que não quis ser identificado, "a experiência de Serra em campanhas está fazendo a diferença, ele está deixando a impressão de que é mais experiente, falando serenamente, fazendo uma campanha mais governista do que a Dilma".
Do outro lado, a petista tem se desgastado mais, entrando em mais polêmicas, batendo demais na tecla da comparação entre os governos FHC e Lula e deixando em segundo plano a apresentação de propostas que possam entusiasmar o eleitor.
Diante dessa avaliação, a equipe de campanha está preparando agendas e material para que Dilma desenvolva temas relacionados a mulheres, crianças e juventude, com propostas que seriam implementadas em um eventual governo seu.
Atualizado às O5hO7m
Publicadas pelo Blog do Josias,Folha On Line:
No Rio, Dilma diz que seu palanque será o de Cabral
Um dia depois de ter estrelado, em São Paulo, o lançamento das candidaturas de Aloizio Mercadante (governo) e Marta Suplicy (Senado), Dilma Rousseff foi ao Rio.
Tomou café da manhã num hotel de Ipanema com artistas reunidos pelo músico Wagner Tiso.
Depois, foi à quadra da escola de samba Portela. Ali, participou de um encontro estadual do PT
Serviu para oficializar a candidatura de Lindberg Farias, ex-prefeito de Nova Iguaçu, ao Senado.
Candidato à reeleição, o governador Sérgio Cabral (PMDB) prestigiou a pajelança petista. Dilma brindou-o com uma declaração de fidelidade:
"O palanque do Sérgio Cabral é o único palanque do PT aqui no Rio”. E quanto ao neoaliado Antony Garotinho (PR)?
“No que se refere a outros palanques cabe à coordenação da pré-campanha e todos os partidos da base aliada decidir as condições e se haverá ou não outros palanques".
Sítio de Dilma trata logro como mero ‘mal-entendido’
Depois de apresentar foto da atriz Norma Bengell como se fosse Dilma Rousseff, o sítio oficial da presidenciável do PT levou à web uma “nota de esclarecimento”.
A autoria da explicação é atribuída à Pepper Interativa, empresa contratatada pelo PT para assessorar a candidata em suas incursões na internet.
O blog de Dilma “lamenta profundamente a interpretação equivocada da foto que traz a atriz Norma Bengell participando de uma passeata contra a ditadura”.
Anota que “jamais houve a intenção de confundir” a imagem da atriz “com a de Dilma, o que seria estapafúrdio, ainda mais se tratando de uma figura pública”.
Buscou-se apenas, diz a nota, “ressaltar um momento da vida do país do qual Dilma participou ativamente”.
O texto encerra com um simulacro de pedido de desculpas:
“Lamentamos eventuais mal-entendidos que possam ter ocorrido e tomaremos providências para evitá-los”.
Conforme já noticiado aqui, a foto da atriz aparece no centro de outras duas imagens: uma mostra Dilma em criança. Outra exibe a candidata com face atual.
Ao lado das três fotos, a expressão “Minha Vida” e um link que conduz à biografia de Dilma. Ou seja, a intenção é clara como água de bica.
Se a “Dilma” do centro é Bengell, que dizer das outras duas? Quem será a menininha que aparece à esquerda? Qual é a verdadeira identidade da senhora da direita?
Em meio a tantas dúvidas, o eleitor potencial de Dilma Rousseff ainda acaba votando em Norma Bengell.
comentários | imprimir | enviar por email
A foto do dia

Mercadante, Dilma e Marta acenam para o público durante evento petista em São Paulo, ontem. Foto de Luiz Carlos Murauskas, da Folha Imagem, publicada hoje pela Folha.
Atualizado às 1Oh51m
Publicada pela Folha de S.Paulo
Mercadante exalta Dilma no lançamento ao governo
Senador lança pré-candidatura sem atacar rival, Alckmin, mas com críticas a Serra
Pré-candidato ao governo paulista promete criar Conselhão regionalizado; Lula, que era esperado para o evento, não compareceu
ANA FLOR
DA REPORTAGEM LOCAL
No lançamento das pré-candidaturas de Aloizio Mercadante, ao governo de São Paulo, e de Marta Suplicy, ao Senado, a estrela foi Dilma Rousseff. Lula, esperado no evento, não compareceu.
A pré-candidata do PT à Presidência foi escalada para fazer a defesa do nome de Mercadante e de Marta aos delegados do partido, que aprovaram de maneira simbólica os dois principais candidatos da aliança que faz contraponto aos tucanos.
Ela foi recebida com festa pela militância ao som de um dos jingles da campanha, a toada sertaneja "Vem Dilma, vem".
Tratada como "a primeira presidente mulher que este país terá" por Mercadante, Dilma se apropriou do argumento da oposição para a disputa à sucessão ao Planalto ("O Brasil pode mais") para defender a vitória do senador no pleito.
"Achamos que é possível e necessário fazer muito mais", disse Dilma, que reforçou que a vitória do PT em São Paulo "Vai permitir que nós aqui façamos mais". O slogan tucano tem sido alvo de brincadeiras de Lula.
Em discurso, Dilma repetiu que obras emblemáticas da gestão José Serra (PSDB) no Estado, como o Rodoanel e a expansão do metrô, receberam recursos do governo federal. Ela fez também críticas à educação no Estado -apontada como um dos pontos fracos das gestões tucanas. Disse ainda que quem dirigiu o Estado nas últimas três décadas "não preparou São Paulo para o futuro".
Mercadante, que falou após a candidata ao Planalto, direcionou boa parte de seus ataques, sem citar nomes, ao atual governo paulista -Serra deixou o cargo no início de abril-, sem mencionar seu principal rival na disputa, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Segundo a última pesquisa Datafolha, no cenário com Paulo Skaf (PSB), a vantagem de Alckmin sobre o petista é de 39 pontos: o tucano tem 52% e Mercadante, 13%.
O pré-candidato petista ressaltou as conquistas do governo Lula e falou das dificuldades e dos desafios do Estado. Ele prometeu, como primeira ação caso seja eleito, criar um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, nos moldes do Conselhão criado por Lula, mas regionalizado no Estado. E disse que irá cuidar melhor do interior paulista. "São Paulo vai se interiorizar, vai olhar o interior com mais respeito", disse.
Mercadante citou os recentes conflitos do governo tucano com professores durante a greve da categoria. Ele afirmou não prometer atender todas as reivindicações dos professores, mas disse que se empenhará para melhorar a qualidade do ensino e valorizar a classe.
Ao final do discurso, ele se emocionou ao falar da vida dedicada à política.
A aliança construída até agora pelo PT para fazer frente à candidatura do PSDB inclui outros sete partidos (PDT, PC do B, PR, PRP, PPL, PT do B e PTN). "É a maior aliança da nossa história", afirma o presidente do PT-SP, Edinho Silva. A coligação estima o tempo de TV, durante a campanha, em torno de seis minutos.
Ausência
Antes da fala de Dilma, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), leu carta enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu desculpas por não estar presente no evento. A ausência causou mal-estar porque Lula foi o responsável pela mudança de posição de Mercadante, que até pouco tempo insistia em concorrer à reeleição no Senado.
Marta, em discurso, afirmou que São Paulo, reduto do PSDB e do principal pré-candidato da oposição, será o palco principal das eleições no Brasil.
"A luta é aqui em São Paulo, a eleição vai ser vencida aqui", disse. Marta atacou a oposição, afirmando que as críticas a Dilma são "procurar pelo em ovo". "Só não ousaram dizer que é porque é mulher", disse ela.
É a segunda vez que Mercadante concorre ao governo paulista. Na primeira, em 2006, foi derrotado por Serra, hoje rival de Dilma na disputa pelo Planalto. Antes de escolher Mercadante, o PT apostava no nome do deputado Ciro Gomes (PSB) como candidato de uma coalizão antitucana no Estado.
Atualizado às O9h44m
Publicada pela Folha de S.Paulo e O Globo
ELIO GASPARI
HILLARY ROUSSEFF?
O comissariado da campanha de Dilma Rousseff conseguiu superar os tucanos, pois se briga mais por lá do que na tropa de José Serra. A candidata petista talvez devesse passar os olhos em alguns necrológios da candidatura de Hillary Clinton.
Guardadas as diferenças, restam duas fortes semelhanças:
1) A equipe de Hillary estava tão convencida da vitória que passou um bom tempo brigando entre si. Quando acordaram para o perigo Obama, continuaram brigando entre si.
2) Tanto Hillary como Bill Clinton custaram a perceber que o discurso de Obama tinha um conteúdo de mudança. "Yes, we can" não era um slogan, era um desejo.
comentários | imprimir | enviar por email
Atuiaizado às 12h55m
Publicada pela Folha de S.Paulo:
Dilma copia ex-presidente chilena e quer se lançar candidata a "presidenta"
UIRÁ MACHADO
DA REPORTAGEM LOCAL
A coordenação da campanha de Dilma Rousseff decidiu copiar Michelle Bachelet, primeira mulher presidente do Chile, e dizer que a petista é candidata a "presidenta". Na avaliação do PT, o termo feminino pode marcar um diferencial da candidatura, mas ainda é preciso ter certeza de que não causará estranheza.
As palavras "presidente" e "presidenta" estão corretas, "mas a forma feminina é pouco usada", diz Thaís Nicoleti, consultora de português do Grupo Folha-UOL. Palavras terminadas em "ente", segundo ela, são resultado do antigo particípio presente e formam substantivos neutros. O que define o gênero é o artigo: "o" presidente, "a" presidente.
Para Pasquale Cipro Neto, o uso da forma "presidenta" "é desnecessário se considerarmos todos os outros casos. Os dicionários dão como forma possível, não obrigatória. Talvez a "exigência" decorra do politicamente correto".
Maria Helena de Moura Neves, professora do Mackenzie e da Unesp, concorda que não é necessário usar "presidenta", mas diz que, do ponto de vista da campanha, "faz sentido, porque valoriza o fato de o PT estar lançando uma mulher à Presidência".
Para Regina Dalcastagnè, professora da UnB, é impossível saber se isso terá impacto eleitoral positivo, mas diz que a questão "é política em sentido amplo, pois marca a presença do feminino e rompe com a uniformização na língua, sempre no masculino".
Também da UnB, Susana Moreira de Lima diz que "o correto é usar "presidenta", pois é a palavra registrada para designar a mulher que preside": "A discussão é saudável, porque traz a questão do machismo na linguagem".
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 1OhO9m
Publicada pela Folha de S.Paulo
PAINEL - RENATA LO PRETE
Embora parlamentares petistas tenham festejado no Twitter o recuo da Rede Globo, que retirou do ar peça institucional considerada passível de associação com a propaganda de José Serra (PSDB), o comando da campanha de Dilma Rousseff (PT) desaprovou a condução do episódio, no qual o coordenador da área de internet, Marcelo Branco, deflagrou na blogosfera uma ofensiva contra a emissora -com a qual o QG dilmista vem tentando aparar arestas.
O guru virtual foi alertado de que suas novas funções o impedem de se manifestar como bem entender -daí a mensagem, postada por Branco no final da tarde de anteontem, para registrar que havia feito seus comentários "em caráter pessoal".
Atualizado às O5h2Om
Publicado pelo Radar On Line
PTB e PSC no ninho de Dilma
O jantar promovido ontem à noite para reunir os aliados de Dilma Rousseff contou com a presença dos líderes do PTB, Jovair Arantes, e do PSC, Hugo Leal. Ambos discursaram e disseram que as bancadas na Câmara eram majoritariamente favoráveis à aliança com a petista.
O problema para a petista é que as direções partidárias dos dois partidos estão com José Serra. Tanto Jovair quanto Hugo deixaram claro que é necessário que a candidata intensifique a negociação para que eles ainda tentem impedir que as legendas sigam para o tucano. Não será tarefa fácil.
Atualizado às O5hO6m
Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line.
Dilma afirma que ‘não é cabível’ vestir boné do MST
Um dia depois de o MST ter ocupado 19 instalações do Incra, inclusive em Brasília, Dilma Rousseff condenou o movimento.
“O governo não pode aceitar práticas ilegais. A legalidade é a base de qualquer governo...”
“...Não está correto tomar conta de prédios públicos. Isso nós não aprovamos e não aceitamos”.
Apoiada pelo MST, a presidenciável petista fez as declarações em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.
A certa altura, perguntou-se a Dilma se, eleita, levaria à cabeça o boné do MST. Algo que Lula já fez.
E ela: “Eu acho que isso não é cabível. [...] A gente tem que ter muita consciência de que governo é governo, movimento é movimento”.
Entre as mordidas, Dilma assoprou. Disse que não aceita a “repressão” a manifestações pacíficas do MST. Defendeu o “diálogo”.
“O movimento vai reivindicar o que ele quiser. E o governo vai tentar chegar até onde ele pode. [...] Isso conseguimos através do dialogo”.
Declarou que, sob Lula, o governo “instituiu a paz no campo”. Quantificou em “mais de 590 mil hectares” as terras desapropriadas para assentamentos.
Mencionou, de resto, a ampliação de crédito, a instalação de luz no campo, o estimulo à agricultura familiar e o financiamento para a compra de tratores.
Instada a comentar o “Abril Vermelho”, voltou a morder:
“[...] Acho que não está certo é de alguma forma tumultuar a vidas das pessoas que não são responsáveis pelas políticas...”
“...Paralisar cidades, impedir o livre trânsito, tudo isso é incorreto, é ilegal. E ilegalidade você não pode conviver estando no governo”.
Curiosamente, não inculiu no rol de “ilegalidades” a invasão de terras privadas.
Entre dentadas e assopros, ficou-se com a impressão de que, num eventual governo Dilma, o MST continuará sendo tratado a golpes de gogó.
Sob holofotes, críticas. Na sombra dos gabinetes, lideração de verbas para ONGs que, na ponta, ajudam a financiar as “ilegalidades”.
Noutro trecho da entrevista, Dilma foi instada comentar uma analogia feita pelo rival José Serra.
Serra dissera que a eleição de Dilma não é garantia da continuidade de Lula. Para reforçar o argumento, o tucano dissera:
“Lembra o que ocorreu em São Paulo com Maluf e Pitta? O Maluf estava bem avaliado e bancou o Pitta...”
“...O Pitta foi diferente do Maluf ou não foi? Foi outra coisa. Não necessariamente o sucessor replica o antecessor mesmo tendo sido apoiado por ele".
E Dilma: “Nem eu nem o presidetne podemos ser comparados com ninguém. [...] Nem o presidente é o Maluf nem eu sou o Pitta. É uma constatação óbvia”.
Disse que mantém com Lula uma “relação de extrema lealdade”. Mais adiante, afirmou que, eleita, espera encontrar no chefe “um conselheiro”.
Perguntou-se a Dilma se, diante de uma decisão complicada, pediria socorro a Lula. A candidata respondeu que, no governo, tomou decisões acerbas.
Segundo ela, Lula é o tipo de chefe que estimula os auxiliares a agir. Disse que o ministério não é feito de “marionetes”.
Dilma foi inquirida também sobre seu passado guerrilheiro. Há algo que tenha feito na juventude de que se arrependa? A candidata disse:
“[...] Arrepender é um sentimento que só deve ter quando fez deliberadamente uma coisa para maltartar alguém, machucar alguém ou prejudicar alguém. Eu não fiz isso ao longo da minha vida...”
“[...]... A gente pode amadurecer. Pode inclusive modificar várias posições. Mas eu posso dizer: mudei, mas não mudei de lado...”
“...Não saí de um lado e fui pro outro lado. [...] A realidade mudou. Eu vivia numa ditadura, hoje vivo numa demcoracia. Então, eu mudei também a minha visão do mundo. É muito ruim ser jovem na ditadura”.
Acha que, hoje, a juventude, livre para se expressar, não sabe que no Brasil pós-golpe de 64 “nós eramos presos e procurados pelo delito de opinão...”
“...Foram anos de chumbo e anos negros. [...] O Brasil tava iluminado de forma muito ruim. Não era propriamente um mundo apagado, era um mundo com uma luz que não iluminava aquilo que interessava iluminar”.
Pôs-se, então, a elogiar o Brasil de Lula, que “deu oportunidades a homens, mulhres, índios e negros...”.
Dilma repisou as metáforas que cunhou para atacar Serra e os aliados dele: “lobos em pelo de cordeiro” e “biruta de aeroporto”.
No mais, falou de coisas pessoais. Disse que não está apaixonada, embora desejasse estar. Lamentou ter engordado três quilos. Contou que está fazendo musculação.
Revelou-se uma admiradora de Roberto Carlos. Cantarolou Luiz Gonzaga. Estimulada por Lula, provou buchada de bode –“Não é a coisa que eu mais goste no mundo”.
Prefere arroz com feijão, quiabo, uma “boa galinha caipira”, ovo frito e salada de alface com tomate. “Sou mineira, né?” Bebida? Vinho. Cigarro? Parou em 89.
comentários | imprimir | enviar por email
Auaozada às 14h39m
Publicada pelo Blog do Noblat, Globo On Loine
Encontros reservados de Dilma
Na última quarta-feira, dia 14, Dilma Rousseff e Otávio Frias Filho, Diretor de Redação da Folha de São Paulo, se encontraram na capital paulista para uma longa e amigável conversa.
Foi em local neutro, segundo confidenciou a candidata a um amigo.
Uma semana antes, também em São Paulo e em local neutro, ela se reuniu com Roberto Civita, presidente do Conselho da Editora Abril e Editor do grupo.
Dilma também gostou da conversa com Civita.
Atualizado às 11h17m
Publicada pelo Radar On Line, da Veja on Line
Quanto menos PT, melhor para Dilma
De um marqueteiro simpático ao PT comentando um obstáculo na candidatura de Dilma Rousseff:
- Tem que tirar a Dilma da órbita do PT. Ela está parecendo radical demais. Em 2002, O Duda Mendonça já fez com sucesso esse movimento com o Lula.
Por Lauro Jardim .
Atualizado às 1Oh36m
Publicada pelo Jornal do Brasil
Dilma lança blog e cria conselho
Renata Meliga
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, lançou seu blog pessoal ontem, com direito a transmissão ao vivo. A sessão contou com perguntas enviadas por internautas sobre vários assuntos, como política para mulheres, educação, questões sociais e internet.
– As redes sociais são instrumentos fundamentais para propiciar a participação política e o diálogo na rede é saudável para a democracia – informou Dilma.
Na ocasião, a pré-candidata elencou a educação como prioridade, além de ressaltar a importância das mulheres para a sociedade e a universalização da internet de banda larga.
Marcelo Branco, o responsável pela área de internet da coordenação de comunicação da campanha de Dilma, informa que o site recebeu cuidados adicionais de segurança depois que a página do PT foi atacada recentemente.
O blog da pré-candidata (www.dilmanaweb.com.br) tem tons em vermelho e contém várias fotos e a trajetória da vida de Dilma, além de vídeos e campos reservados para interação com os internautas.
Dilma Rousseff foi questionada por jornalistas se José Serra, pré-candidato pelo PSDB, agia como “lobo em pele de cordeiro”, por ter criticado ontem o governo Lula, após ter elogiado, em dias anteriores, alguns aspectos da gestão petista.
– Ele está mais para biruta de aeroporto, porque cada dia é de um jeito – respondeu Dilma.
De acordo com a pré-candidata, a oposição já criticou e passou a elogiar vários programa do governo Lula.
Conselho político Na tarde de ontem, líderes e representantes dos partidos aliados a Dilma Rousseff se reuniram e instauraram o conselho político da candidata. O objetivo é discutir a agenda e o programa da ex-ministra da Casa Civil, além de aparar as arestas nos estados.
Formado por sete partidos (PT, PMDB, PDT, PC doB, PP, PR e PTB), o conselho irá se reunir a cada 15 dias. A próxima reunião está marcada para 3 de maio. Mas o apoio à candidata ainda não é certo no PTB e no PP, segundo os próprios políticos da legenda.
– Estamos ainda em um processo de convencimento dentro do PTB. É um processo de conquista – informa o vice-líder do governo no Senado e líder do PTB na Casa, Gim Argello.
De acordo com o líder do PDT na Câmara, Dagoberto Nogueira, todos os partidos foram representados e fizeram reivindicações durante a reunião.
– Temos que respeitar os interesses individuais de cada partido – ressalta Gim Argello afirma ainda que os dirigentes procuram encontrar maneiras da pré-candidata frequentar vários palanques em um mesmo estado.
– Tem estado em que a Dilma tem até quatro palanques.
Então é preciso ir ajustando e conversando antes para você não chegar lá com 40 pontos e sair com 35 porque deu problema com algum aliado.
Depois da reunião, os líderes e representantes dos partidos se encontraram com Dilma em um jantar na casa do deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE).
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O5h21m
Publicada pela Folha de S.Paulo
Dilma acomoda aliados em seu conselho político
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os seis partidos que apoiam a pré-candidatura de Dilma Rousseff à Presidência se reúnem hoje às 17h para formalizar a criação de um conselho político para a campanha.
O grupo será formado por PT, PMDB, PC do B, PDT, PR e PRB e, em tese, servirá para que os partidos que aderiram à pré-candidatura debatam o programa de governo e opinem na agenda da ex-ministra.
Mas o conselho atuará principalmente para resolver problemas nos palanques regionais. Em quase todos os Estados há disputa de aliados pela mesma vaga a um cargo e uma insatisfação com a possibilidade de a ex-ministra pedir votos para um concorrente.
Dilma não deve participar da reunião, restrita a presidentes dos seis partidos, que definirão quem integrará o conselho.
À noite, ela será recebida em jantar na casa do deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE), em evento que reunirá dirigentes do PT, PMDB, PC do B, PDT, PR e PRB. Serão discutidos os principais problemas dos partidos aliados pelos Estados.
O anfitrião, por exemplo, é pivô de uma das disputas regionais entre PMDB e PT. Candidato ao Senado, Eunício pressiona o PT a retirar a pré-candidatura de José Pimentel, que deixou o Ministério da Previdência no começo do mês decidido a concorrer a senador.
Atualizado às O5hO5m
Publicada pela Folha de S.Paulo
FERNANDO RODRIGUES
O potencial de Dilma
BRASÍLIA - A pesquisa Datafolha dos dias 15 e 16 revelou a polarização entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). A desidratação de Ciro Gomes (PSB). A dificuldade de Marina Silva (PV) para decolar. E uma tendência de a eleição acabar sendo decidida talvez no primeiro turno, mesmo não estando claro ainda quem vencerá.
Uma segunda camada de indicadores mostra também o potencial inexplorado dos candidatos.
Marina é ainda uma quase completa desconhecida dos eleitores. Meros 9% dizem conhecê-la muito bem. Em tese, ganhará mais apoios ao popularizar sua imagem.
Só 28% sabem que Serra é do PSDB. Também em teoria, muitos tucanos podem se animar a dar mais votos ao principal candidato de oposição quando descobrirem sua filiação partidária.
O caso de Dilma Rousseff é o mais intrigante. A petista tem um rosário de indicadores revelando o seu potencial. Eis três eles:
1) grau de conhecimento: apenas 16% dizem conhecer Dilma muito bem, contra 34% de Serra;
2) apoio de Lula: 61% já dizem saber que Dilma é apoiada por Lula (10% citam outros nomes). Para 38%, o aval lulista os "levará a escolher esse candidato com certeza", embora a petista tenha hoje só 28% de intenções de voto;
3) voto espontâneo: Dilma lidera com 13% no levantamento no qual não se mostram os nomes dos candidatos aos entrevistados. O "candidato do Lula" recebe 3%. O "do PT", 1%. Some-se também o fato de 43% dos votos de Dilma na pesquisa estimulada coincidirem com a escolha já verificada na pesquisa espontânea -nesse caso, a taxa de Serra é menor, de 31%.
Tudo considerado, Dilma Rousseff é proprietária de um voto consistente. Tem uma avenida pavimentada à sua frente. A incógnita agora é saber como e se ela percorrerá essa estrada -algo imprevisível a esta altura da campanha
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O5hO5m
Publicada pela Folha de S.Paulo
FERNANDO RODRIGUES
O potencial de Dilma
BRASÍLIA - A pesquisa Datafolha dos dias 15 e 16 revelou a polarização entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). A desidratação de Ciro Gomes (PSB). A dificuldade de Marina Silva (PV) para decolar. E uma tendência de a eleição acabar sendo decidida talvez no primeiro turno, mesmo não estando claro ainda quem vencerá.
Uma segunda camada de indicadores mostra também o potencial inexplorado dos candidatos.
Marina é ainda uma quase completa desconhecida dos eleitores. Meros 9% dizem conhecê-la muito bem. Em tese, ganhará mais apoios ao popularizar sua imagem.
Só 28% sabem que Serra é do PSDB. Também em teoria, muitos tucanos podem se animar a dar mais votos ao principal candidato de oposição quando descobrirem sua filiação partidária.
O caso de Dilma Rousseff é o mais intrigante. A petista tem um rosário de indicadores revelando o seu potencial. Eis três eles:
1) grau de conhecimento: apenas 16% dizem conhecer Dilma muito bem, contra 34% de Serra;
2) apoio de Lula: 61% já dizem saber que Dilma é apoiada por Lula (10% citam outros nomes). Para 38%, o aval lulista os "levará a escolher esse candidato com certeza", embora a petista tenha hoje só 28% de intenções de voto;
3) voto espontâneo: Dilma lidera com 13% no levantamento no qual não se mostram os nomes dos candidatos aos entrevistados. O "candidato do Lula" recebe 3%. O "do PT", 1%. Some-se também o fato de 43% dos votos de Dilma na pesquisa estimulada coincidirem com a escolha já verificada na pesquisa espontânea -nesse caso, a taxa de Serra é menor, de 31%.
Tudo considerado, Dilma Rousseff é proprietária de um voto consistente. Tem uma avenida pavimentada à sua frente. A incógnita agora é saber como e se ela percorrerá essa estrada -algo imprevisível a esta altura da campanha
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O7h14m
Publicado pela Folha de S.Paulo
PAINEL - RENATA LO PRETE
Ventos. O mais recente Datafolha, no qual Serra aparece dez pontos à frente de Dilma, indica recuperação da petista no Sul do país: ela subiu cinco pontos nesse segmento, e ele caiu três. Enquanto o PT já tem candidaturas na rua em dois dos três Estados da região, o PSDB sofre com a dificuldade de Yeda Crusius em atingir dois dígitos no Rio Grande do Sul e vive um dos piores impasses para montar palanque em Santa Catarina.
Sem efeito. Os números também mostram que, a despeito de toda a mobilização da campanha de Dilma em busca do eleitorado feminino, ela continua estacionada nesse segmento em 22%. Serra manteve o viés de alta, registrando hoje 38% da preferência entre as mulheres.
Atualizado às O6h42m
Publicada por O Povo, Fortaleza
Entrevista com Dilma Rousseff
"Meu governo vai ser um governo Lula avançado"
Nessa entrevista exclusiva ao O POVO, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, dá mostras de como deverá ser sua campanha eleitoral. Dilma defende um “pensamento nordestino” para o Brasil, responsabiliza os adversários pela estagnação do passado e diz ter “parte de si” no projeto do presidente Lula. Leia as declarações de Dilma na íntegra:
DILMA – Não, você sabe que hoje foi bom, porque eu acho que foi uma agenda muito prazerosa (visita a Fortaleza em 12 e 13 de abril), às vezes a agenda é mais difícil, você tem que correr muito, andar muito, né? Eu achei essa agenda assim muito prazerosa, porque eu também me senti muito bem aqui. Desde ontem eu estou assim numa trajetória muito boa, primeiro porque eu recebi o título, né, de cidadã de Fortaleza. E é comovente você receber um título de cidadão, ou de cidadã, que é o meu caso, duma cidade como Fortaleza, e eu acho que tem uma representação tão significativa de homens e de mulheres, e depois, pela manhã, eu estive com o Cid, foi uma conversa muito boa, depois eu vim aqui nessa recepção maravilhosa do jornal O POVO.
O POVO – Mas já dá um sentido de como vai ser a campanha, viagens, correria.
DILMA – Você corre, viu, você corre.
O POVO – A senhora está preparada?
DILMA – Posso falar uma coisa? A nossa vida no governo não era propriamente um mar de tranqüilidade, não, porque a gente, além de viajar muito, fazer eventos, prestar contas à população, que o presidente sempre fazia questão, e a gente correu o Brasil, além disso, eu chegava e ia trabalhar, né. E aí você não descansa, você leva para casa todas as preocupações. Na campanha também você tem igual. Agora, eu, vamos dizer, estou com um treinamentozinho, né, que me permite dizer que eu estou agüentando bem essa fase.
O POVO – A senhora já tem claro hoje por que foi escolhida pré-candidata do presidente?
DILMA – Por que que eu fui? Eu acho que porque, pelos mesmos motivos que levaram o presidente a me escolher como ministra-chefe da Casa Civil. Porque a ministra-chefe da Casa Civil é o cargo, do ponto de vista político-administrativo, mais importante do governo. É a coordenação geral do governo. Por mim passavam todas as leis, as medidas provisórias, os decretos, e passavam também os grandes programas do governo. E a minha atividade é fazer a coordenação disso. Eu acho que esse contato diário que eu tive com o presidente, e que levou que nós estreitássemos... pessoas que trabalham muito tempo perto passam a se entender pelo olhar, né, você tem uma comunicação muito forte. Acho que o presidente confia em mim para que o nosso projeto de país seja um projeto bem sucedido, e essa confiança do presidente em mim faz com que esse desafio que eu tenho pela frente... eu vou honrá-lo, eu vou defender esse projeto, vou garantir que ele avance e isso que eu chamo de uma nova era que nós abrimos no governo Lula, eu vou garantir a continuidade. Eu também acho que porque ele viu em mim qualidades para manter e para garantir essa continuidade, e ele sabe que eu conheço o governo, sabe que uma parte desse projeto tem uma parte de mim.
O POVO – Mas vai ser uma réplica do governo Lula?
DILMA – Nunca é.
O POVO – E como vai ser o governo Dilma?
DILMA – Sabe o que vai ser, vai ser o seguinte, vai ser um governo Lula avançado. Que é um governo Lula avançado? Quando nós começamos, nós começamos do nada. Não tinha projeto, o Brasil não tinha, há anos e anos que não planejava, e havia toda uma demanda também, seria muito grave uma situação do Brasil hoje se nós não tivéssemos feito os programas sociais que nós fizemos, muito grave, porque você teria uma parte muito importante da nossa população sem nenhuma perspectiva, sem futuro. Hoje, não, nós temos clareza de que a população brasileira, os mais pobres desse país têm expectativa de futuro e podem tê-la porque nós vamos cumprir essa expectativa, nós demos um início a isso. Mas ainda tem muita gente para a gente tirar da pobreza, tem muita gente, milhões e milhões de brasileiros, para a gente continuar elevando à classe média. Uma política no Brasil é uma política de desenvolvimento sustentável, então, daqui para a frente, nós vamos ter que elevar a taxa de investimento do país, o Brasil saiu de uma taxa de 13% e vai ter que chegar a uma taxa de 21% de investimento. Nós vamos ter de aprimorar a construção da nossa infraestrutura, nós não vamos parar de construir ferrovia nesse país, né, nós fizemos um pedaço do, vamos dizer, da espinha dorsal, que é a norte-sul, vamos parar no final de 2010, vamos estar aí parados em Anápolis.
O POVO – Mas a senhora tem críticas ao atual governo? Poderia ter sido feita alguma coisa a mais do que foi feito?
DILMA – Se eu elencar uma porção de se para você, poderia, “se” a gente tivesse encontrado um projeto, nós não encontramos, “se” o Brasil tivesse uma experiência de crescimento, não tinha, “se” as prefeituras que passaram anos e anos sem investir, na hora que nós colocamos dinheiro, elas também não tinham dinheiro para ficar fazendo projeto que ia para uma gaveta, “se” os governos do Estado também tivessem... Então, tem uma quantidade de se que não vale a pena a gente tratar.
O POVO – Mas são dois governos, ministra...
DILMA – Não, eu quero dizer o seguinte, nós fizemos, nós trocamos o pneu do carro com ele andando. Eu não vou precisar de trocar o pneu do carro com ele andando. Nós reconstruímos o planejamento no setor elétrico, nós pegamos o pré-sal e mudamos o pré-sal, por que é que nós montamos o marco regulatório, para poder obter mais riqueza com esse marco regulatório, nós mudamos a forma de olhar a habitação popular no Brasil. Não podia, não sei se você sabe disso, era crime subsídio, era visto como uma influência negativa, como se você estivesse deturpando o mercado, como se o mercado conseguisse resolver a equação entre uma pessoa ganhar até três salários mínimos e a casa custar R$ 50 mil. A conta não fecha, só tem um jeito dela fechar, bota a mão no bolso do Tesouro Nacional, tira o dinheiro e dá diretamente para a pessoa ou a família que vai ser beneficiada. Então, nós mudamos modelos. O que eu me orgulho é de ter ajudado a mudar esses modelos, de ter participado diretamente. Eu saía da radioterapia, ia para um prédio da Petrobras, onde a Petrobras tem escritório em São Paulo, e passava a tarde inteira de uma reunião sobre o pré-sal. Então, uma parte de mim está ali, ou seja, eu não sou uma pessoa que estou fora desse governo, ele é outro governo. Eu ajudei para que esse governo tivesse as condições de fazer o futuro. Eu sei cada passo dele, eu sei, por exemplo, a importância do Território da Cidadania, pegar as regiões mais pobres do Brasil e fazer uma política de territorialidade, os Pontos de Cultura, do Ministério da Cultura, que pegou o dinheiro e distribuiu por uma porção de cidades desse país, tirando o dinheiro da cultura do centro-sul do país e levando a cultura brasileira, que é diversificada, para todos os lugares. Hoje, eu estava saindo daquela reunião, e uma das pessoas, eu não sei nem o nome dele, me falou “olha, você não falou da banda larga nas escolas”, não falei da banda larga nas escolas, porque não dá tempo de falar de tudo. Tem... O governo abriu a banda larga, mas não fez. Nós vamos fazer a banda larga nos próximos anos.
O POVO – Agora, ministra, insistindo um pouco, existe alguma autocrítica em relação àquilo que se poderia fazer mais... Por exemplo, o Fome Zero, quando foi implantado, tinha um objetivo, mas foi transformado no Bolsa Família, e acabou sendo questionado em muitos momentos porque passou a ser unicamente um programa de transferência de renda, e não como era a proposta do Fome Zero no início, algo mais amplo, para dar autonomia às famílias. Isso é um ponto que pode ser criticado?
DILMA – De jeito nenhum. Veja bem, um programa de transferência de renda é um programa absolutamente justificado. A crítica que faziam ao Bolsa Família é que ele não tinha portas de saída, como se você pudesse ter portas de saída com o Brasil não crescendo. O que é portas de saída no Brasil? Geração de emprego, capacitação para o trabalho, educação, escola técnica. Acontece que um programa, quando você tem uma parcela tão grande da nossa população na linha de miséria, você não pode falar “ó, espera daqui a cinco anos, seis anos ou dez anos, que quando o país crescer, você resolve o seu problema.” A pessoa precisa almoçar, tomar café-da-manhã e jantar. A mãe precisa dar comida pro filho. Então, o Bolsa Família é uma coisa muito simples, é um cinturão de proteção, para as pessoas e as famílias mais frágeis, que precisam de ser tratadas hoje, e não amanhã. A gente até acha que tinha que dar mais dinheiro pro Bolsa Família, nós não temos ainda como dar mais dinheiro, mas nós temos de ter clareza que a porta de saída do Bolsa Família é o crescimento da economia brasileira, é a geração de emprego, os nossos 12 milhões vão ajudar a ter porta de saída para o Bolsa Família. O pessoal da construção civil fez um programa conosco muito importante, que chama... tem um nome horrível, Planseq, já me disseram, esse nome não quer dizer nada com nada, está certo, não quer mesmo, um nome que não é bom, mas ele tem uma excelente idéia, que é a seguinte: você pega o Bolsa Família, o pessoal, a família do Bolsa Família e fala “quem quer”, obviamente que é voluntário, você não pode obrigar ninguém a fazer isso, “se você quer uma especialidade, se você quer se formar em azulegista, se você quer ser um eletricista, se você quer ser uma pessoa para fazer uma solda, nós vamos dar um curso assim, assim”, e garantimos o curso para ele. Nós juntamos ao Bolsa Família o Projovem, com isso, você tenta fazer o jovem, através de um incentivo, a voltar aos bancos escolares. Quer ver uma coisa que eu acho importantíssima, vou dar um exemplo concreto aqui em Pernambuco. Em Pernambuco tinha uma cidade que chamava Ipojuca, cheia de gente que era cortador de cana. Cortador de cana. Uma parte do pessoal cortador de cana, das famílias, era usuária do Bolsa Família. Ao lado de Ipojuca implantou-se um estaleiro, esse estaleiro chama-se Atlântico Sul. Nesse estaleiro, que aconteceu nele, nós voltamos a construir navio, porque nós definimos que a Petrobras tinha que voltar a comprar navio aqui dentro do Brasil, navio, plataforma, você pode olhar pelos dados do BNDES qual é o segmento industrial que mais cresce no Brasil, é petróleo, gás e petroquímica. Que que aconteceu com esse estaleiro? Ele tinha de ter mão-de-obra, certo? A Petrobras estava implantando ali do lado uma refinaria chamada Abreu e Lima, então eu perguntei pro pessoal do estaleiro Atlântico Sul, porque eles tinham uma planta de treinamento de trabalhadores? “Por quê? Porque aqui tem uma concorrência enorme por mão de obra. Nós estamos formando as pessoas que eram cortadoras de cana, nós estamos formando soldadores, eletricistas, pessoas que dirigem patrola. Por que nós estamos fazendo isso? Porque aqui vai faltar mão-de-obra”. E aí, outro dia no jornal, vocês estão lembrados, saiu acho uma semana atrás, nós estávamos trazendo decasséguis de volta. Por que nós estamos trazendo decasséguis de volta? Porque está faltando mão-de-obra especializada nesse país. Ninguém fica impunemente o tanto de tempo que o nosso país ficou sem investir em educação profissionalizante. Mas é bom que os decasséguis voltem, tem decasségui com 20 anos de experiência, que hoje vem para cá e vira chefe, mas é bom, ele vai trazer a experiência dele, vai passar para os outros trabalhadores. Mas o que eu acho é que a gente tem que ter consciência de que política social ela está casada com política econômica. Está casada com crescimento industrial. Esse país tem essa parelha, crescimento econômico e distribuição de renda, é um casamento. Então, falar que nós fazemos bolsa esmola, como falavam antes, e depois que a ONU reconheceu como o melhor programa de renda do mundo, pararam de falar.
O POVO – Ministra, a senhora falou no seu discurso lá no almoço em olhar nordestino, como sendo isso uma virtude desse governo. Minha pergunta é em que medida a senhora diria que é preciso uma política nacional, que dê para cada região o papel de protagonista. Quando a senhora fala em olhar nordestino, me remete a uma certa, digamos, a um certo carinho especial.
DILMA – Não é esse o sentido.
O POVO – Então eu gostaria que a senhora explicasse.
DILMA – É também, mas não é só isso.
O POVO – Na União Européia fizeram isso, uma política de compensação...
DILMA – Que está dando errado, né.
O POVO – Como é que a senhora imagina isso para o Brasil?
DILMA – Bom, a União Européia hoje não é um bom exemplo, porque, logo depois que ocorreu os PIGS, os chamados PIGS, Portugal, Irlanda, Grécia e, não, aí tem que gente que bota outros países, mas isso não vem ao caso. O que é uma política regional? É planejamento regional para o Brasil. Planejamento regional para o Brasil não é que o Nordeste tem de passar por todas as fases que São Paulo passou para chegar a ser um dos Estados mais desenvolvidos do Brasil. O Nordeste, olhar para o Nordeste, é combinar algumas coisas, é você perceber que aqui você tem uma dinâmica que vai ter de ser estimulada a partir do fato de que nós vamos ter de relocalizar um conjunto de ramos produtivos que estavam fora daqui. Não tem porque o Nordeste não ter petroquímico, não tem porque o Nordeste não se beneficiar, mesmo que ele não tenha petróleo na quantidade que tem em outros Estados do País, não se beneficiar do boom da indústria do petróleo e gás, tem de relocalizar, tem de botar estaleiro, acho que essa é uma questão importantíssima, tem de botar refinaria, tem que ter siderúrgica, você tem que ter as chamadas indústrias pesadas, tradicionais, que sempre puxaram emprego. Agora, o Nordeste tem uma característica que é esse novo olhar nordestino. Eu dou muita importância para o que eu vi hoje nesse seminário do O POVO que é o problema do empreendedorismo. Eu estou convencida que certos arranjos produtivos locais, certas cadeias produtivas que você encontra aqui, extremamente competitivas no ramo do vestuário. Em várias regiões nordestinas elas são padrões de desenvolvimento que nós queremos para o Brasil.
O POVO – Essa idéia faz parte do Projeto Nordeste do Mangabeira Unger?
DILMA – Faz parte do Projeto do Nordeste a partir do desenvolvimento do Projeto do Nordeste. Porque isso é que nós chamamos de um olhar... É porque eu coordenei com ele esse projeto. Significa o seguinte, que você não pode deixar de perceber que essa questão da liderança empreendedora não é uma questão que se resolve pura e simplesmente trazendo grandes indústrias produtivas. Eu acho que tem de trazer para cá. Acho que aqui tem de ter uma estrutura pesada, agora acho que o olhar nordestino para o Nordeste é aprender com a própria experiência e gerada aqui de sobrevivência de ramos inteiros, das indústrias, chamadas indústrias tradicionais, vestuário, calçado, que passam a ter possibilidade de gerar receita, não é inovação só no sentido de que eu inovei em produto, eu inovei o processo. Aqui tem inovações de processo, em que você distribui a produção por vários pequenos, você trabalha em conjunto, foi tudo gerado aqui de forma espontânea. Se nós não pegarmos essa experiência, não olharmos ela, não percebermos que ela é importante para várias outras regiões do País, porque, veja bem, eu vou te falar de um Estado que eu conheço bem, que é o Rio Grande do Sul. O Rio Grande do Sul tem uma metade sul que é mais decadente ou foi mais decadente que qualquer região aqui do Nordeste, tem vários Nordestes dentro do Brasil. E tem segmentos do Nordeste que são modernizantes, que a gente tem de aprender com eles. Então, isso serve, no caso do Rio Grande do Sul, na metade sul, né, o grande problema é que essas iniciativas locais não ocorreram dessa forma, ao contrário, por exemplo, da Serra de Caxias que tem uma quantidade imensa de pequenas e médias empresas de autopeças. Então aqui, eu te digo, olhar nordestino para o Brasil é pegar o Nordeste e fazer com que o Nordeste seja paradigma para o Brasil. Aqui tem muita coisa que nós podemos aprender. E eu acho que é mérito do Mangabeira ter levantado isso, ter reconhecido isso.
O POVO – Mas isso não saiu do papel no governo Lula ainda.
DILMA – Olha, eu vou falar uma coisa para vocês, nós, se você pegar a política do BNDES e do Banco do Brasil, para a questão do crédito, saiu sim. Nós agora vamos fazer são os passos seguintes. Você não consegue fazer tudo em quatro anos. Primeiro nós pegamos o país quebrado, 2003, quebradinho da silva, vamos lembrar disso. Pegamos o Brasil devendo pro Fundo Monetário, com 14 bilhões em caixa. A inflação com 12%, a taxa de juros nas alturas. E tivemos de consertar a casa, e aí consertamos a casa. Começamos a criar os programas sociais, nós tivemos a grande aceleração do nosso governo, foi um governo muito prudente, foi com o Programa de Aceleração do Crescimento, que nós botamos os investimentos na ordem do dia e soltamos dinheiro para as prefeituras, você pode chamar qualquer prefeitura do Brasil e perguntar “selecionaram por partido, por vínculos partidários?” Nãnãnanana. “Selecionaram os Estados por vínculos partidários?” Nós distribuímos dinheiro para quem tinha projeto, e quem tinha, e priorizamos a população.
O POVO – E o ritmo do PAC, que é sempre uma questão colocada.
DILMA – Vocês viram o último dado do Contas Abertas? O Contas Abertas, absolutamente insuspeito (ironia). O que o Contas Abertas está dizendo é o seguinte: acelerou-se o PAC. Em 2007, 2008 e 2009, somados, somados os três trimestres deu R$ 3,6 bilhões de desembolso de Orçamento Geral da União. Em 2010, nos três primeiros meses, deu R$ 3,9 bilhões.
O POVO – Mas isso é efeito campanha?
DILMA – Sabe porque, eu vou explicar para você, é impossível, não sei se vocês têm noção, é impossível um gasto efeito campanha, efeito campanha você gasta migalha. Obra desse porte demanda planejamento, você não faz uma Transnordestina... Hoje eu encontrei aqui um representante do investidor, que é do grupo da CSN, nós passamos o tempo inteiro, eu olho para ele, brinco com ele, ele brinca comigo, porque nós passamos o tempo inteiro eu falando “Tufi, essa obra está parada”, “Tufi, essa obra não andou”, e ele provando para mim que a obra está andando. Eu falei hoje na entrevista à imprensa o seguinte: vai ser a maior indústria de dormentes, primeiro eu falei do Brasil, depois eu falei América Latina, ele saiu correndo e disse “É do mundo”. É do mundo, mas é verdade. O esforço para fazer não é um esforço só do governo federal, nós não construímos um quilômetro de estrada, um quilômetro de ferrovia, um megawatt de hidrelétrica, não construímos um metro linear de tubulação de saneamento. Nós demandamos o setor privado. No Brasil, tinha muito entrave para fazer. Sabe qual é a maior característica do PAC, ele não só, ele não é só Orçamento Geral da União. Nenhum país do mundo fez obra de infraestrutura baseado no Orçamento Geral da União, não, sabe por que, porque não faz, é a combinação de Orçamento Geral da União mais crédito. E nós tiramos o crédito de 380 bilhões para 1,4 trilhão. E isso não é da iniciativa privada, isso é dinheiro que o governo federal colocou à disposição. Era assim, uma questão de prêmio quem tivesse acesso ao crédito de longo prazo no Brasil.
O POVO – Era loteria...
DILMA – Era loteria. Sabe qual era o maior horizonte de crédito no Brasil, cinco anos. Quando chegava a dez, era considerado crédito de longo prazo. Nós estamos financiando 20 anos. Não existe obra de infraestrutura, gente, sem financiamento de longo prazo. O PAC é isso. Nós mudamos, você pega qualquer empresário que faz PAC, pergunta se nós não mudamos a forma de fazer investimento no Brasil. Nós baixamos juros, aumentamos prazo, conseguimos viabilizar um... Financiavam o que? Financiavam sabe quanto, 55% da obra. No resto do mundo, chegavam a financiar 100%. Nós não vamos fazer isso, nós financiamos 70/30. 70 é dinheiro que nós colocamos e 30 é capital próprio, agora pergunto para você, esse dinheiro é de quem, hein? É da União, é os 100 bilhões que nós, apesar das críticas todas da oposição, botamos no BNDES. Nós botamos 100 bilhões no BNDES para fazer o que, para fazer de longo prazo. Quem é que faz investimento de longo prazo no Brasil, quem é o banco que financia, é privado? Não. Agora vai ter de ser, um dos desafios daqui para frente é que só o BNDES não segura tudo o que nós vamos precisar de dinheiro, nós vamos precisar de mercado de capital, vamos precisar de banco privado, vamos precisar de fundo de pensão, vamos precisar de melhorar uma coisa que no crédito se chama as garantias, então, é um baita esforço que o Brasil fez, mas eu te asseguro, hoje nós somos 100 mil vezes melhor do que éramos. Quem vier depois do governo Lula pega um país arrumado para crescer, na boca ali.
O POVO – Deixa eu trazer essa questão para o Nordeste especificamente. O BNB está tentando aumentar o patrimônio dele para poder emprestar mais, ele chegou ao limite do acordo de Basiléia, é algo que trava o Nordeste.
DILMA – Nós respeitamos o acordo de Basiléia. Agora, posso falar uma coisa, o Nordeste não tem que ser só financiado pelo Banco do Nordeste.
O POVO – Mas o BNDES aqui ainda não é tão forte quanto o BNB, o BNB aqui é o que sustenta...
DILMA – Ah, é, então quem é que está fazendo a Transnordestina? Finor, FNDE e BNDES. Quem é que está fazendo o Gasene? A Petrobras, o BNDES e a União. Quem é que está fazendo, vou te dizer mais uma, transposição de bacia?
O POVO – Ok. Mas o BNB tem um papel muito importante, quer dizer...
DILMA – Mas ele não é o principal instrumento de crédito para o Nordeste.
O POVO – Mas na hora que ele trava, na hora que ele chega ao limite dele, é sinal que tem...
DILMA – Ninguém vai transpor o limite da Basiléia. Aí é Lei de Responsabilidade Fiscal.
O POVO – Isso passa pelo Congresso, passa pelo esforço do Congresso.
DILMA – Mais do que isso. Passa pelo fato da gente ter, em relação a questão bancária, a gente tem de ter padrões e critérios de, vamos dizer assim, de robustez. É uma temeridade hoje alguém propor ruptura...
O POVO – Eu não falo romper, eu falo ampliar o capital...
DILMA – Mas aí é um acordo internacional, não é um acordo do Brasil. Isso o Banco Central não pode autorizar.
O POVO – Por que não passa no Congresso o aumento do capital do banco?
DILMA – Não, isso é outra coisa, nós somos a favor de aumentar o capital do banco, porque não tem nada a ver com Basiléia, é o governo que é sócio, é só pegar dinheiro e colocar lá. Eles não autorizaram. Mas tentaremos outra vez. Por que eles não autorizaram? Porque eles vêem no banco um instrumento de política correta do governo, agora com o BNDES tem tanto direito, as empresas do Nordeste têm tanto direito ao BNDES, e os juros do BNDES está muito bom, ou seja, elas podem pegar e tal. Agora, eu acho que o BNB tem que ser capitalizado, se é isso o que você está falando. A União propôs, quando propôs a capitalização do BNB, o aumento do recurso do BNB para aumentar a capacidade dele para emprestar, ela vê no BNB uma outra questão, ela vê no BNB um instrumento de fomento da pequena e da média indústria aqui. O BNB não precisa de emprestar para grande empresa, grande empresa pode pegar isso lá embaixo, que ela tem poder de fogo. Para quem o BNB tem que emprestar, é para a pequena e média empresa daqui. Aí o governo tinha todo o interesse de fazer isso, para fazer isso não precisa de romper nenhum requisito da Basiléia, dá para fazer tranquilamente, não fomos bem sucedidos, isso não implica... Quando eu disse hoje que eu achava que tem de ter um tratamento especial para pequena e micro é isso, e por região, o BNB tem que ser o instrumento desta política do Nordeste inovador, o instrumento. O Sebrae vai ter de ser também.
O POVO – O presidente Lula em 2003, logo que assumiu o governo, lançou uma nova Sudene. A senhora diria que a Sudene que está aí hoje a satisfaz?
DILMA – Eu acho que ainda ela não incorpou totalmente, mas ela está fazendo algumas coisas importantíssimas. Sem a Sudene, que controla alguns fundos, nós não tínhamos feito a Transnordestina. O dinheiro básico da Transnordestina, que a última parcela foi de R$ 1,6 bilhão, vem daí, quem administra esse R$ 1,6 bilhão é a Sudene. Óbvio que porque é a Transnordestina, como ela é um empreendimento caro, ela pegou um pedaço dos recursos expressivamente, agora nós estamos em outro ciclo. Esses recursos vão expandir, outros projetos vão entrar na pauta, e aí você vai ter que combinar... Por isso que te falo, não pode deixar tudo nas costas do BNB, porque senão ele não faz a política de fomento para o pequeno. Então, o que for grande aqui tem que ser BNDES, o que for grande, o que for obras de R$ 6 bilhões, R$ 5 bilhões, R$ 3 bilhões.
O POVO – Mas a Sudene deve assumir outros papéis, como a questão do planejamento?
DILMA – Terá. Terá. E o BNB, quando a gente estava discutindo o Plano Nordeste, o que nós estávamos discutindo, que o BNB tem mais quadros, tem mais estrutura que a Sudene, então que tinha que combinar a Sudene com o BNB para fazer o planejamento da região, para pensar a região como um todo, e não ela partida, e que seria através do BNB e da Sudene, inclusive o Smith sempre esteve à frente dessa discussão, sempre foi feita entre o pessoal da Sudene e com o Smith. Dessa conversa, nós ficamos com a consciência clara, que esses instrumentos de planejamento, de financiamento e de gestão tinham de ser integrados. Você para fazer desenvolvimento aqui, com pequenos e médios empreendimentos, terá de unificar a Sudene, a ação da Sudene, com o BNB, com o Sebrae e terá também de ter uma presença clara dos distintos governos estaduais como eixo de planejamento. Você não pode fazer um planejamento do governo federal com as costas voltadas para os governos estaduais. Eles são elementos cruciais da constituição do ente planejador. Então, a Secretaria de Planejamento e os órgãos locais de planejamento eles têm de estar integrados numa rede que pense a região.
O POVO – E isso seria coordenado pela Sudene?
DILMA – Isso seria coordenado pela Sudene, a idéia era essa, ta? Esse é um projeto que nós temos de futuro, especificamente para aqui.
O POVO – A senhora falou que quem vier depois do governo Lula vai encontrar um governo muito arrumado, pronto para os saltos necessários. A oposição tem dito o contrário, que há uma situação preocupante, inclusive em relação a qualidade dos gastos, que há um aumento nos gastos públicos. Como a senhora responde a essa crítica da oposição? O governo de fato, em decorrência de um interesse eleitoral, está meio que relaxando com as contas públicas?
DILMA – Olha, se tem um governo que não praticou nem pratica demagogia, somos nós. Quando a gente tem que falar não, a gente fala não com todos... não tem efes e erres no não, mas é com todos os efes e erres. O que acontece nessa questão de nos acusar de inflar gastos de custeio. Eu acho que primeiro, hoje, nós somos o menor déficit primário e nominal, um dos menores do mundo, ao que eu saiba a oposição não fala isso, não. Nós somos menores de acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com o Fundo Monetário, em todos os órgãos, nós somos um dos menores, enquanto os países da OCDE estão em torno de 15%, 12%, 10% na melhor hipótese, nós estamos ali em torno dos 2%, 3%. O que nós fizemos, esse déficit aumentou por conta da crise. Por que nós saltamos – nós íamos chegar a 1,8%? Por que nós aumentamos? Nós aumentamos os gastos no ano de crise, nós fizemos um gasto que se chama contracíclico. Gasto contracíclico é aquele gasto que impede o ciclo que é de depressão de continuar. Nós preservamos empregos, nós investimos pesado. Por exemplo, as prefeituras perderam... nós demos isenção de IPI, de PIS/Cofins, as prefeituras perderam dinheiro do fundo de participação. O governo foi lá, para não ter uma crise nas prefeituras, e deu o mesmo valor, bancou o mesmo valor que elas tinham em 2008. Então nós tivemos muito cuidado esse ano com a questão do gasto público. Foi contracíclico anticrise. Ao contrário dos governos da oposição, que aprofundavam a crise, porque o estado falia, o nosso não só não faliu, como nós saímos mais fortes da crise do que entramos. A gente tinha em torno de uns 205 bilhões de dólares de reservas, fomos para 243, último dado, deve ter aumentado um pouquinho mais, último dado oficial que eu tenho é de 243 bilhões de dólares. Bom, mas não foi isso que a oposição queixa. A oposição fala muito em saúde, fala muito em educação, fala muito em segurança pública. Eu quero saber qual é a mágica que um governo pode fazer para aumentar e expandir o ensino profissional nesse país sem contratar professor. Quero saber qual é a mágica que nós podemos fazer para expandir as unidades de pronto-atendimento na área de saúde, de 24 horas, aumentar o Saúde da Família, criar o Samu, fazer tudo o que nós temos de fazer e ainda está faltando muito o que fazer na área da saúde, sem contratar médicos, enfermeiros e agentes de saúde? Quero entender como é que a gente reaparelha a Polícia Federal, porque a Polícia Federal é governo federal, reaparelha a Polícia Federal, dá condições aos profissionais da Polícia Federal para trabalhar, sem contratar delegados, inspetores da Polícia Federal? Então, o governo reaparelhou o estado sim, nós reaparelhamos, não no sentido de aparelhamento de uso, é nós reconstruímos as condições de prestação de serviço do estado brasileiro. Eu quero contar um episódio para vocês: eu era ministra de Minas e Energia escolhida pelo presidente. O Ministério de Minas e Energia só controla, é um anão deste tamanhozinho controlando um gigante chamado Petrobras, outro gigante chamado Eletrobrás. Fora outras coisas. Mas é isso que ele faz. Sabe quantos engenheiros tinha dentro do Ministério? Cinco. Sabe quantos motoristas tinha dentro do Ministério? Uns 30. Então, nós vivíamos num país que tinha reduzido o estado a uma insignificância tal e vendia uma história para todo mundo de que nós não podíamos planejar, porque planejar é estatizante. A Esso planeja, a Shell planeja, a Epson planeja, todas as grandes empresas fazem uma coisa chamada planejamento estratégico. Hoje, as pequenas e médias, as empresas todas fazem planejamento. Aí você me diz o seguinte: se você não planejar, como é que você vai fazer a integração dos modais do transporte do Brasil? Como é que você vai fazer, como é que você vai pensar energia elétrica? Hoje, se você não planejar energia elétrica com dez anos, depois cinco, para saber se vai ter energia suficiente daqui a cinco, daqui a dez, você não tem. Porque um projeto leva cinco anos, no mínimo, para amadurecer. Você, se não acompanhar de dois, tudo o que vai acontecer no Brasil de dois em dois anos, na área de energia elétrica, falta energia. Aí falam lá “ah, mas teve apagão”. Que apagão? O que houve no Brasil foi blecaute, apagão é igual a racionamento de luz, é aquele negócio que você corta a luz e fica com ela racionada durante oito meses. Não tem isso no Brasil, não, porque está sobrando energia no Brasil. Então, eu te pergunto o seguinte, por que o Nordeste por fazer energia eólica, quem é que compra? Compra a política de geração de energia do governo federal, que chega e fala “vamos comprar energia eólica”. E mais, acabou com a brincadeira de tornar todo mundo igual, porque não é. Onde tem a melhor energia eólica? Resposta: Rio Grande do Norte e Ceará. Não tem tão boa no resto do país. Então eu tenho que contratar o que for melhor para o Brasil. Inventaram uma lei, nós ficamos durante muito tempo amarrados a ela, agora passou, que a gente só podia contratar se fosse nacional, e ao mesmo tempo não podia contratar naquelas regiões que tinham maior produtividade. Então, tudo isso no Brasil nós mudamos isso, nós alteramos isso. Então, eu quero dizer pra vocês: eu acredito que nós recompusemos sim o custeio, nós aumentamos o custeio. Mas nós aumentamos o custeio no lugar que é custeio. Tem jeito de eu fazer saúde sem médico? Não. Tem jeito de eu fazer educação sem professor? Não. Tem jeito de eu melhorar saúde e educação com salário de fome dos professores? Não.
O POVO – Mas isso respeitando a capacidade financeira do governo?
DILMA – Meu querido, vou te repetir, olha só, veja bem, nós temos o menor déficit, nós chegamos ao ponto de fazer uma poupança no fundo soberano, porque em 2008 sobrou dinheiro, nós pegamos dinheiro e ta, criamos um fundo soberano e o Brasil tem uma poupança fiscal. No dia que ele quiser, pode usar. Por que esquecem isso?
O POVO – Tem um outro aspecto que a oposição já toca bastante é sobre a sua experiência num cargo eletivo. A senhora tem um vasto currículo em administrações públicas, mas não numa posição protagonista. E numa campanha diz-se que isso é fundamental, ter experiência de palanque...
DILMA – A ver, né. Isso ainda está para ser provado.
O POVO – Além disso tem um outro aspecto, já que a senhora é mulher e o Brasil nunca teve uma presidente.
DILMA – Mas o Brasil tem tanta coisa hoje... Está aqui o Ceará, que é um exemplo para mim.
O POVO – Pois é, como é que a senhora está se preparando para a campanha, já que, em vários momentos pegam pedaços do discurso da senhora e já estão falando, ah, é gafe. Como a senhora vai se portar, deve cair para o emocional?
DILMA – Não é necessário cair para o emocional, além do fato de que cada um de nós tem que ter paixão, coração, sensibilidade. Mas não é necessário, não é por aí a questão. A questão é a seguinte: a troco de que se acha que é gafe ir no túmulo do Tancredo? Por que? Eu, cada vez que falam isso, eu acho o seguinte, acho que faz parte da disputa política tentar colar no adversário, né, algumas coisas, agora.
O POVO – Esse episódio dos exilados...
DILMA – No episódio dos exilados, eles distorceram o que eu falei, é uma vilania o que estão fazendo. Eu inclusive queria ler para ti, vou ler outra vez, sabe por que eu leio? Porque eu gosto que as pessoas vejam o que elas estão distorcendo. Eu não estou falando... Eu vou ler para vocês. Eu estava falando o seguinte, eu venho aqui para as pessoas me conhecerem e quero dizer para vocês o que eu não faço, o que vocês nunca esperem de mim, porque eu não faço. Aí elenquei várias coisas que eu não faço: eu não entrego o meu país, eu não vou privatizar patrimônio público, vocês não esperem de mim repressão aos movimentos sociais, que eu não farei, eu sou a favor do diálogo etc. etc., a horas tantas, eu digo o seguinte: “eu não fujo da situação quando ela fica difícil, não fujo. Eu não tenho medo da luta, eu posso apanhar, sofrer, ser maltratada, como já fui, mas eu estou sempre firme com as minhas convicções. Em cada época da minha vida, eu fiz o que fiz porque acreditei no que fazia, fiz com o coração, com a minha alma e com a minha paixão, eu só mudei quando o Brasil mudou, eu nunca fugi da luta ou me submeti, e, sobretudo, nunca abandonei o barco.” Onde tem exilado aqui? Outra coisa, você lembra daquela discussão do Senado, eu e o José Agripino? O José Agripino pega um depoimento meu no qual eu dizia “na tortura, a gente tem de mentir. E mentir muito, e é muito difícil. Porque, porque você fala tortura, tudo o que eles querem na tortura é obter a sua verdade, e é tudo o que você não pode entregar, e essa é uma briga muito difícil, porque todo mundo tem medo. Acreditar que alguém não tenha medo é um absurdo, cada um de nós é igualzinho, dói, todo mundo tem medo, ninguém sabe... Eu até lembro da cadeia que tinha uma frase que eu achava muito bonita que era do Brecht, “feliz o povo que não precisa de heróis”, mas nós, né, aos 19 anos, ou 20, 21, tínhamos de ser um pouco. Então, você tinha que mentir, era sua grande arma contra eles. Então o Zé Agripino, no alto do seu compromisso com outros interesses, né, ele foi um grande líder político dentro... naquele período da ditadura militar, me cobra que eu não falo a verdade naquele momento. Eu falei “olha, na democracia a gente fala, democracia tem liberdade de expressão, não prendem jornalista, tem liberdade de imprensa, tem debate livre, é diferente da ditadura”. Então, há que entender o seguinte: na vida, você tem fugas e fugas. Durante a ditadura, eu fugi para a clandestinidade. Sabe por que eu fugi para a clandestinidade? Ou eu ficava clandestina, ou eu podia morrer, ou ia ser torturada, então ir para a clandestinidade era meu recurso de sobrevivência, não fui para a clandestinidade porque eu quis ou porque eu achava bonito viver longe da minha família, sem meus pais, aliás, meu pai estava morto, sem minha mãe, sem meus amigos. Fui para a clandestinidade num esquema de sobrevivência. Aí o Brasil foi fechando. As pessoas foram para o exílio por questão de sobrevivência. É uma deliberada adulteração de uma fala. Não fugi da luta, só aqueles que não viveram a ditadura podem falar isso de exilado ou de clandestino. Da mesma forma, só aqueles que não passaram por isso podem falar que diante da tortura você fala a verdade.
O POVO – Mas nitidamente vão usar toda essa sua história de vida.
DILMA – Com certeza, mas já estão fazendo isso.
O POVO – Mas o candidato José Serra (PSDB) já disse que está proibido tocar nesse assunto porque acha que seria desonesto. Mas tem os outros partidos, o PPS já falou, soltou até nota de repúdio...
DILMA – Mas sabe o que é, meu querido, chama-se a mão do gato, né, aquele negócio, pegar as castanhas com a mão do gato, queima a mão do gato. Não é correto isso.
O POVO – Então a senhora acha que não é sincera a atitude do candidato Serra?
DILMA – Não, não, não estou dizendo isso. Estou falando o seguinte...
O POVO – Quem é o gato?
DILMA – É a oposição. A oposição está fazendo isso deliberadamente, ela inventou essa história. Inventou como, naquele momento, ele inventou a questão da verdade.
O POVO – A senhora acha que a imprensa está sendo, pelo menos os veículos...
DILMA – Olha, eu acabei de agradecer ao Noblat. O Noblat hoje no seu blog, se você ler o blog do Noblat, ele reconhece. Porque eu mandei pro Noblat sabe o quê? A fita. A fala.
O POVO – Mas a íntegra já estava disponível desde cedo, né?
DILMA – Bom, se alguém não viu, agora passou a ver. Então, eu concordo contigo, a íntegra podia estar disponível, mas vá que a pessoa não viu, né?
O POVO – A senhora acha que precisa de um treinamento para falar?
DILMA – Posso te falar uma coisa? Você sabe, eu acho que tem uma tentativa de fazer com que eu não viaje, não abra a minha boca, não fale, não seja conhecida. Não vou me impressionar só por causa... Não, escuta, você acredita sinceramente que... eu tenho 62 anos de vida. Eu já fiz muita coisa. Você acredita, sinceramente, que o que eu falo é teleguiado, é porque eu não acredito? Só tem um jeito de eu comunicar com o eleitor, eu acredito no que eu falo.
O POVO – Mas o presidente Lula só conseguiu se eleger depois que ele mudou o discurso, orientado pelo Duda Mendonça.
DILMA – Mas eu, vou te dizer uma coisa, eu tenho um mestre, e meu mestre se chama Lula. Então, cinco anos, eu aprendi com o melhor dos melhores, aliás, com o cara. Não é, aprendi com ele. Acho que fui uma aluna, vamos dizer assim, muito séria, compenetrada, e eu aprendi muito.
O POVO – Ministra, a senhora assumiu o cargo na Casa Civil num momento delicado do governo, no qual o chefe da Casa Civil era muito mais político do que gestor. A senhora levou uma tranqüilidade para a gestão do governo Lula. A senhora eleita presidente, a senhora vai precisar de um braço direito na gestão ou a senhora pretende acumular esses dois papéis?
DILMA – Ah, ninguém gere sem equipe, não. Ninguém.
O POVO – A senhora precisa de um braço direito, ter um nome forte para...
DILMA – Mais do que um braço direito, preciso de uma equipe. Posso falar uma coisa? Eu não acredito que o presidente Lula precisava de um braço forte. Nós construímos foi uma equipe. Se a versão sobre o que nós fizemos é que tinha um braço forte, está errada. Eu fiz uma coordenação de equipe. De jeito nenhum eu acredito que uma andorinha faz verão. Várias andorinhas voando concertadamente fazem um lindo verão e um céu azul lindo. Agora, é preciso que as andorinhas voem concertadamente. Isso eu acho que vou ter de ter uma equipe de muita qualidade, porque hoje nós temos uma experiência de governo que ninguém tira de nós. Não sei se você lembra, quando nós chegamos no governo diziam “que pessoal incompetente”, “esse governo não dura”, “esse governo acaba amanhã”, “ih, esse pessoal não sabe governar”. Pior não é isso, pior é que “eles nunca, só tiveram vento a favor, viveram no momento em que o Brasil e o mundo estava numa fase de expansão. Nunca pegaram uma crise pela frente”. Eles (governo FHC) pegaram a crise asiática, uma crisezinha russa, todas elas na periferia. Nós pegamos a maior crise do capitalismo depois de 1929. Nós quebramos? Nãnanananananana. O Brasil entrou num grande processo de recessão? Também não. O Brasil hoje é um dos países reconhecidamente em melhor situação? É. Então, me desculpa. As versões que fazem sobre nós, nós não acreditamos nela porque nós não somos isso, faz parte da luta política. Agora eu espero que eles mostrem o que fizeram. Hoje perguntaram para mim: “mas vocês ficaram oito anos lá e não desprivatizaram o que estava privatizado”. Ora, absurdo total. Era como se pedissem para nós... nós não achamos que um país do tamanho do nosso possa quebrar contrato, possa sair por aí rasgando contrato. Um dos fundamentos da estabilidade desse país é que nós honramos todos os contratos feitos, você não pode deixar de reconhecer que um governo é uma continuidade, nós assumimos o que o passado fez. Por isso é que temos de ter cuidado com o passado, e por isso é que o passado não é que simplesmente passou, ele perdura no presente. Nós temos uma grande sorte, tá, nós não privatizamos a Petrobras, não dividimos a Petrobras. Por que? Porque o povo não deixou, também, porque eles chegaram perto. Porque mudar o nome da Petrobras para Petrobrax, tirando dela o que era o nacional dela, o Brás, de Brasil, porque o Petro é de petróleo, o Brás que é o de Brasil, não me consta que o Brasil tenha X no nome, não me consta.
ASSESSOR INFORMA QUE O BNB REPASSOU DADOS SOBRE CONTRATAÇÃO DE CRÉDITO
Em 2002, eram R$ 1,4 bilhão (Dilma: o presidente adora dar esse dado e eu esqueci de dar), e aí pulou para R$ 25 bilhões, para este ano.
DILMA – E é isso o que nós queremos, que seja para pequenas e micro empresas regionais.
O POVO – De certa forma, a senhora falou aqui que o governo do PT sofre com alguma prática de terrorismo eleitoral.
DILMA – Muito difícil de pegar na população. Dificílimo de pegar, tanto é que, um dos argumentos, uma dos jeitos que eles estão dando é dizer que eles são continuidade do governo Lula, dizer que eles... dá no mesmo, sermos nós ou sermos eles. E não pode comparar, está proibido no Brasil comparar. Como se você pudesse entrar numa eleição como se nada tivesse acontecido até hoje, e como se eu não comparasse o Brasil com o Brasil.
O POVO – Mas não é uma prática de característica semelhante dizer que o Bolsa Família pode acabar no governo do PSDB, ou o PAC.
DILMA – Não fui eu que disse. A história do PAC que pode acabar você pode pegar, recorrer à revista Veja, vai lá, ler na revista Veja, que o presidente do partido defendia o fim do PAC e, além de defender o fim do PAC, mexer na política econômica do governo, em especial no câmbio e nos juros. Está escrito, eu não inventei. No que se refere ao Bolsa Família, é ver a campanha que fizeram em 2006 contra nós em cima do Bolsa Família, que era o bolsa esmola, e que o Bolsa Família era eleitoreiro. Só mudou isso um pouco quando, eu vou repetir, quando o Bolsa Família foi considerado um dos melhores programas de distribuição de renda, só. E foi considerado isso por órgãos internacionais.
O POVO – A senhora, aqui no Ceará, não tem como não falar do Ciro.
DILMA – É uma pessoa que eu gosto muito, tenho o maior prazer de falar dele.
O POVO – A senhora tem sido bastante diplomática quanto a ele, mas ele tem sido mais agressivo em relação ao PT já faz algum tempo. A senhora teria medo da boca do Ciro durante a campanha?
DILMA – Não, não. Eu vou te dizer uma coisa, eu, em relação ao Ciro, e eu repito isso não é hoje, não, há muito tempo, eu tenho pelo Ciro admiração, respeito e amizade. E essa relação foi criada e se estreitou num momento difícil do governo. Eu cheguei na Casa Civil em 2005, e, naquele período, até o final do primeiro governo do presidente Lula, eu encontrei o Ciro sistematicamente todos os dias às oito horas da manhã, e com ele discutia como é que era o nosso encaminhamento diante de toda a crise política que estava passando, vocês têm conhecimento dela. E eu tenho respeito pelo Ciro, eu considero o Ciro um homem de caráter, uma pessoa que mantém todas as credenciais para pleitear o que ele quiser ser, eu, da minha parte, você jamais terá, em hipótese alguma, ocorra o que ocorrer, uma crítica ao Ciro. Porque tem certas coisas que você não esquece.
O POVO – Mas atrapalha a candidatura dele contra a sua?
DILMA – Para mim, eu sempre acreditarei que eu e o Ciro, no futuro, estaremos sempre do mesmo lado. E eu vou repetir para ti: ele tem direito de querer ser candidato. E além disso, quero te dizer, eu gosto muito dele.
O POVO – A senhora tocou num outro ponto que tem sido polêmico aqui, que é o estaleiro. Aqui tem uma discussão em que apóia-se a vinda do estaleiro, mas discute-se o local, que gerou polêmica. Não sei se a senhora tem conhecimento.
DILMA – Não, porque nós não interferimos nisso. A única coisa que a gente quer é a área. Inclusive a única coisa que a gente quer é a área, até porque não seremos nós que vamos construir o estaleiro. Da refinaria também, se quiser mudar a área, não tem problema. A única coisa que tem de indicar é que área que é. Nós não escolhemos área, não interferimos na política local. Até porque não tem cabimento, é uma coisa que não está na nossa área de manobra, aí vem um estaleiro para cá, vem o governo federal, bota o bedelho, dá palpite, sem ser chamado, e além de ser sem ser chamado, sobre uma realidade que ele não conhece perfeitamente. Então, nós não fazemos isso.
O POVO – Mas a senhora não é mais governo, agora a senhora é uma cidadã.
DILMA – Até duas semanas atrás eu era governo, você sabe daquele ditado, que cachimbo que toca a boca, às vezes a minha boca entorta.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O5h46m
Publicado pela Folha de S.Paulo
PAINEL - RENATA LO PRETE
Ventos. O mais recente Datafolha, no qual Serra aparece dez pontos à frente de Dilma, indica recuperação da petista no Sul do país: ela subiu cinco pontos nesse segmento, e ele caiu três. Enquanto o PT já tem candidaturas na rua em dois dos três Estados da região, o PSDB sofre com a dificuldade de Yeda Crusius em atingir dois dígitos no Rio Grande do Sul e vive um dos piores impasses para montar palanque em Santa Catarina.
Sem efeito. Os números também mostram que, a despeito de toda a mobilização da campanha de Dilma em busca do eleitorado feminino, ela continua estacionada nesse segmento em 22%. Serra manteve o viés de alta, registrando hoje 38% da preferência entre as mulheres.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 17h4Om
Publicado pelo Portal Terra:
Dilma minimiza Datafolha e diz que pesquisa é "momento"
Direto Porto Alegre
As críticas à oposição, o destaque à própria trajetória e às conquistas sociais do governo, além do comprometimento com a geração de emprego e renda marcaram a manifestação da pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, neste sábado no Colégio Rosário, em Porto Alegre, em seu último compromisso público no Rio Grande do Sul, onde ela cumpre roteiro desde a quinta-feira. Apesar da insistência dos jornalistas, Dilma não quis comentar os números da última pesquisa do Datafolha, publicada neste sábado no jornal Folha de S. Paulo, e na qual ela aparece 10 pontos atrás do pré-candidato do PSDB, José Serra. "Não vou falar sobre isso porque vocês já sabem minha opinião sobre as pesquisas. Elas refletem um momento."
Para um auditório lotado com representantes de movimentos sociais e de centrais sindicais, a ex-ministra, que nos dois dias anteriores havia cumprido agenda com empresários em Porto Alegre e em Caxias do Sul (defendendo a reforma tributária, a desoneração fiscal e a política de crédito como incentivo aos investimentos) lembrou de sua atuação durante a ditadura militar e deu um tom emotivo ao discurso. "Vou repetir para vocês aqui: eu não fujo quando a situação fica difícil. Mas não estou me referindo à ditadura." Em seguida, Dilma relatou seu depoimento sobre o tema ao Senado, e a ocasião na qual um senador disse que ela teria mentido. "Eu respondi: senador, diante da tortura, quem não mente e entrega os seus?" Foi ovacionada pelo auditório, que passou a entoar: "Dilma guerreira da pátria brasileira."
A pré-candidata também não poupou críticas aos adversários na eleição. Em alusão clara ao PSDB e seus aliados e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afirmou que jamais vai pedir que esqueçam o que ela disse, que "não entrega" seu país e que nunca vai compactuar com a visão do Estado "omisso e diminuto." "Vocês jamais me verão transformar o Estado em uma marionete. Também não traio os interesses do povo do nosso país. E há mais uma coisa que me distingue: eu respeito os movimentos sociais." Dilma ainda fez questão de lembrar que adversários já denominaram o Bolsa-Família de bolsa-esmola. "Não quero polemizar, mas considero muito interessante esse novo 'vestido' da oposição. Se achavam nossos programas bons, por que estão há sete anos e meio na oposição?"
Para além das polêmicas sobre as comparações relativas às biografias dos candidatos e às gestões de FHC e Lula, mas também em tom de comício, a pré-candidata se comprometeu com o aumento dos níveis de emprego e com mais melhorias nas condições de vida. "Defendo que democracia é também a capacidade de incorporar 190 milhões, é casa, celular, computador e comida para todos os brasileiros."
Atualizado às 16h5Om
Publicada pelo Correio Braziliense
Comando da campanha de Dilma terá como estratégia atacar a gestão da pré-candidata do PV
A campanha da pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, quer colocar a senadora Marina Silva, sua adversária pelo PV, na geladeira. Com estratégia toda voltada para a polarização com o tucano José Serra, a ordem é desqualificar a gestão dela, entre 2003 e maio de 2008, no Ministério do Meio Ambiente.
Petistas avaliam que Marina não passará dos 10% nas pesquisas
Dentro do PT e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a avaliação é que Marina tem um teto de 10% que tende a se desmanchar à medida que a campanha pegar fogo. E não é só. Pesquisas internas indicam que Marina não compete com a petista ao atingir um eleitorado insatisfeito com o governo. Por consequência, não votaria em Dilma. Essa lógica é a inversa da fomentada pelos tucanos que apostam em Marina para servir como uma âncora contrária ao crescimento da pré-candidata petista.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse não sobrar espaço para Marina no debate entre Dilma e Serra. “Toda eleição é plebiscitária. Veja o exemplo do Rio Grande do Sul, lá é para saber quem é mais contra a governadora Yeda Crusius (PSDB). Aqui também, só que os tucanos estão tentando fugir da pecha do anti-Lula, mas é isso que o Serra é”, afirmou Vaccarezza.
“Retórica ótima”
Mesmo espremida, Marina terá atenção, até porque não se pode fazer, como os próprios governistas comentam, uma campanha no Olimpo sem olhar os adversários. A ideia é tentar questionar a eficácia da senadora no comando do Ministério do Meio Ambiente. “Ela tem uma retórica ótima, mas fica só nisso, a pasta só melhorou a partir da saída da Marina do governo”, comentou um interlocutor do presidente.
Os dados sobre desmatamento são martelados por governistas e petistas envolvidos na campanha. Em maio de 2008, quando Marina saiu do governo, o desmatamento da Amazônia ficou em 1.123 km². Em janeiro e fevereiro deste ano, 208,2 km².
A senadora também enfrentou recente polêmica com o movimento gay. Instada a comentar direitos dos grupos homossexuais, Marina disse respeitá-los, mas que, diante de sua consciência cristã, não poderia defender a união civil entre pessoas do mesmo sexo. A senadora absorveu um componente conservador que pode espantar tradicionais eleitores do PV. Políticos ligados a Dilma dizem que esse é o menor dos problemas dela, lembrando que a média do eleitorado brasileiro é pragmática e conservadora, diferente do entusiasta do PV.
A estratégia de ataque da campanha de Dilma ganhará reforço a partir de segunda-feira, quando será instalado o conselho político formado por presidentes dos partidos que apoiam a petista. A ex-ministra vai se reunir depois com líderes da base aliada em jantar na residência do deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE), em Brasília. “É um grupo de trabalho para ver o que é preciso fazer pela campanha, com discussões políticas
Atualizado às 1Oh45m
Publicado pela Folha de S.Paulo
ANÁLISE
Sob o signo da continuidade
Mesmo fora da disputa, Lula é o protagonista de sua própria sucessão
JOSIAS DE SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Ao ratificar a vantagem do tucano José Serra sobre a petista Dilma Rousseff, agora de dez pontos percentuais, o Datafolha reforça uma evidência incontornável. O protagonista da sucessão de Lula é, por ora, o próprio Lula. Mesmo privado pela Constituição de frequentar a cédula de 2010, o presidente é o pivô da eleição.
No topo da pesquisa, com 38%, Serra tornou-se um candidato sui generis. Representa a oposição. Mas não se opõe a Lula. Na segunda colocação, com 28%, Dilma tenta provar-se capaz de caminhar com as próprias pernas. Mas não logrou livrar-se de seu vício. É "lulodependente". A sucessão é guiada pelo signo da continuidade. Dilma leva à vitrine o que foi feito. Serra aferra-se à cantilena de que pode fazer mais.
Para compreender o que está por vir, o observador deve prestar atenção a um dado periférico da pesquisa. O Datafolha informa, desde dezembro, que há na praça algo como 14% de eleitores que reúnem três características básicas. Declaram que, com certeza, votariam no candidato apoiado por Lula. Não são, ainda, eleitores de Dilma.
Nem sabem que ela é candidata. O grosso desse eleitorado está assentado no Nordeste. É gente pobre, com pouco ou nenhum acesso à informação. Pois bem, suponha-se que esses eleitores, ao tomar conhecimento da existência de Dilma, optem por votar nela. A candidata de Lula vai a 42%.
Foi precisamente com esse percentual de votos (42%) que Lula prevaleceu sobre Serra no segundo turno de 2002. Em 2006, Lula bateu o tucano Geraldo Alckmin, também no segundo round, com 44,5%.
Não é por outra razão que Serra joga suas fichas no estreitamento de relações com Aécio Neves, o grão-duque do tucanato de Minas Gerais. Pretende retirar das urnas de São Paulo e de Minas, os dois maiores colégios eleitorais do país, os votos que lhe faltarão no Nordeste.
Convém observar o destino de Ciro Gomes, pseudocandidato do PSB. O Datafolha informa que Ciro (9%) virou uma espécie de sub-Marina Silva (10%). Não são negligenciáveis as chances de que Ciro seja empurrado para fora do tabuleiro. Para onde vão os seus votos?
O Datafolha informa que, sem Ciro, Serra sobe quatro pontos. Vai a 42%. Dilma sobe dois (30%). Marina também escala dois (12%). Juntas, teriam 42%. Ou seja, se a eleição fosse hoje, Serra teria, sozinho, o mesmo tamanho de Dilma e Marina somadas. Daí o protagonismo de Lula.
Para seduzir os 14% que se dispõem a votar no nome indicado pelo presidente popular, o "oposicionista" Serra terá de operar uma mágica: vender a ideia de que é mais continuísta que a própria Dilma.
JOSIAS DE SOUZA escreve o blog "Josias de Souza - Nos Bastidores do Poder" no endereço www.folha.com.br/blogs/josiasdesouza
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O4h18m

Pré-candidata do PT, Dilma Rousseff fala com a deputada Manuela D'Ávila (PC do B) em evento na Federação das Indústrias do RS . Foto de Diego Vara, da RBS,publicada hoje pela Folha.
Publicadas pelo Painel, Folha de S.Paulo
RENATA LO PRETE
Com que roupa?
Dilma Rousseff (PT) foi orientada pela equipe de campanha a usar mais o tom lilás. O argumento é que a cor identifica o gênero feminino e "representa prosperidade".
Assessoria. Convocada por Dilma para ajudar na campanha presidencial, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), entrou em campo durante uma entrevista da candidata à TV Cidade, do Ceará. Luizianne interrompeu duas vezes a repórter para impedir perguntas sobre um hospital e uma refinaria no Estado.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizada às 13h26m
A charge.

Clayton,O Povo,Fortaleza.
Atualizada às 13h21m
Publicada pelo UOL
A ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, começa nesta quinta-feira uma viagem de três dias pelo Rio Grande do Sul, onde iniciou a sua trajetória política. .
Hoje, Dilma tem um almoço marcado na Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) ao meio dia. Na sexta-feira, a ex-ministra faz outro almoço com empresários, desta vez na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços. Durante a tarde, ela visita a ONG Centro de Cuidados Nossa Senhora da Paz.
Na manhã de sábado, Dilma faz uma reunião com movimentos sociais em Porto Alegre. A ex-ministra passou hoje e ontem em Fortaleza. Na semana passada, ela fez viagem de dois duas por Minas Gerais.
Atualizada às 12h15m
Publicada pela Folha de S.Paulo
Dilma discute com base problemas regionais
Pré-candidata convocou para jantar líderes de partidos governistas para tentar desatar nós entre aliados nos Estados
Para líder do PT na Câmara, a bancada governista deve aproveitar o encontro para apresentar fatura pelo apoio à candidatura de petista
MÁRCIO FALCÃO
RANIER BRAGON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em meio a divergências e disputas na montagem de seus palanques estaduais, Dilma Rousseff marcou para segunda-feira um jantar com todos os líderes dos partidos governistas da Câmara dos Deputados.
O encontro ocorrerá no momento em que a pré-candidata e o PT atuam para tentar desatar os nós entre os aliados e deslanchar um roteiro de viagens pelo país, em busca de vitrine e votos.
O jantar será servido na casa do deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE), pivô de uma das principais disputas regionais entre PMDB e PT. Candidato ao Senado, Eunício pressiona o PT a retirar a pré-candidatura ao Senado do ex-ministro da Previdência e deputado José Pimentel.
De acordo com o líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PE), os líderes das bancadas governistas devem aproveitar o encontro com Dilma para apresentar a fatura pelo apoio à candidatura.
"Vai ser uma discussão geral. Ela já tinha manifestado o interesse nessa conversa. É claro que essa questão da disputa regional, das rivalidades locais vai entrar em discussão", disse o deputado.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), que organiza o encontro, desconversa sobre as dificuldades regionais e sustenta que a prioridade do encontro é a interação de Dilma com os partidos aliados. "É mais um canal de aproximação", afirmou.
O número de palanques de apoio a Dilma é cerca de 40% maior que o de Serra, até porque a base de sustentação do presidente Lula conta com oito grandes e médios partidos (PT, PMDB, PR, PP, PTB, PSB, PC do B e PDT), e a oposição reunida em torno de Serra só tem três (PSDB, DEM e PPS).
Mas a vantagem numérica tem como contrapeso as disputas dentro da base aliada em torno das candidaturas governistas, com a consequente pressão exercida sobre a campanha nacional, alguns cobrando apoio exclusivo, outros exigindo tratamento isonômico.
Na noite de ontem, a coordenação nacional de campanha de Dilma deveria se reunir novamente em Brasília com a cúpula do PMDB para tratar dos problemas regionais, principalmente o de Minas, onde os peemedebistas pressionam o PT a apoiar a candidatura ao governo de Hélio Costa.
Também na segunda o PT lança o site oficial de Dilma, que dará entrevista coletiva a blogueiros e jornais nesse dia.
O site entra no ar uma semana depois de ela aderir ao microblog Twitter. Ontem a ex-ministra já seguia 31 pessoas, entre elas os cantores Ivete Sangalo e MV Bill e a apresentadora de TV Ana Maria Braga, com quem jantaria à noite.
Seus seguidores somavam 22.800 às 16h. José Serra (PSDB), com o microblog ativo há bem mais tempo, tem 199 mil seguidores.
Atualizada às 1Oh33m
Publicada pelo Correio Brazilense:
Mais uma frente virtual
Após página no Twitter, Dilma Rousseff prepara lançamento de site pessoal enquanto PT se esforça para montar agenda propositiva para a pré-candidata
A cúpula do PMDB pediu ao PT que corrija alguns rumos da pré-campanha de Dilma Rousseff
Em meio às cobranças sobre sua agenda antes de esquentar a corrida pelo Palácio do Planalto, a campanha da petista Dilma Rousseff se prepara para lançar, na próxima segunda-feira, a página pessoal da pré-candidata com um bate-papo ao vivo com internautas. A proposta é tornar o endereço uma fonte direta de interação com militantes e simpatizantes de sua figura e faz parte da estratégia do PT de arregimentar 100 mil entusiastas nesse período pré-eleitoral e atingir a marca de 1 milhão de apoiadores virtuais no dia da votação em outubro.
A página pessoal de Dilma soma-se à invasão de outras redes sociais famosas na web pela campanha. Em apenas quatro dias, ela reuniu pouco mais de 23 mil seguidores no Twitter. A petista também lançará um perfil no Facebook, que ainda não tem data de estreia. A comunicação do PT e da campanha, sob a batuta do marqueteiro João Santana, estabeleceu como prioridade a militância virtual e contratou Marcelo Branco, militante do software livre, além dos norte-americanos Scott Goodstein e Joe Rospars, responsáveis pelo marketing na internet da campanha vitoriosa do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
A página pessoal de Dilma servirá de espaço de debate e propostas com textos um pouco maiores do que os estocados no Twitter. E não será a mesma que ela terá à disposição quando a campanha oficialmente começar, a partir de junho. A novidade é essa espécie de bate-papo em vídeo que ela deverá fazer com os primeiros visitantes para iniciar as atividades virtuais de sua página. O lançamento na segunda-feira foi pensado para tirar a pré-candidata da defensiva, resultado das recentes polêmicas em que ela se envolveu nas visitas a Minas Gerais e ao Ceará.
Agenda
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que a cúpula da campanha converse com os partidos aliados para evitar tropeços nas agendas. E pediu para ela se tornar mais propositiva, sem necessariamente partir para o ataque contra o pré-candidato do PSDB, José Serra. Até agora, as alfinetadas deram mais fôlego ao adversário do que força à petista. Nesse momento de turbulência, o deputado Antônio Palocci (PT-SP) aumentou sua influência na pré-campanha, embora a coordenação continue nas mãos do presidente petista, José Eduardo Dutra. Mas a cúpula do PMDB pediu correções de rota na pré-campanha e sugeriu que Palocci tenha mais controle sobre as decisões.
Estava previsto que Dilma participaria de um jantar na casa da apresentadora Ana Maria Braga, em São Paulo, ontem à noite, com a presença de artistas e da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy. Amanhã e depois, Dilma volta ao Rio Grande do Sul, estado que a lançou para a política nacional, onde participará de um encontro na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul e de outro na Associação Comercial, em Caxias do Sul, cidade da região metropolitana de Porto Alegre.
Lula não comenta resultado de pesquisa
Um dia após a divulgação de uma pesquisa realizada pela Sensus a pedido do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo (Sintrapav), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva despistou e preferiu não comemorar o crescimento das intenções de voto na petista Dilma Rousseff e o empate técnico com o tucano José Serra na corrida presidencial. “Eu não comento pesquisa porque ainda é muito cedo. Agora é hora de preparar o combustível, preparar os motores e, depois, começar a campanha. Acho que ninguém deve ficar preocupado com pesquisa com muita antecedência”, afirmou o presidente da República.
O número
23 mil
Seguidores que Dilma Rousseff reuniu em apenas quatro
dias no Twitter
Tiago Pariz
comentários | imprimir | enviar por email
Atuializado às 1Oh18m
Publicado por O Globo
Deu em O Globo
PT enfrenta dificuldades com o PMDB em 10 estados
Hélio Costa: ‘Estão tentando brincar de Tiradentes com o meu pescoço’
De Adriana Vasconcelos:
O PT está enfrentando dificuldades com o principal aliado, o PMDB, em pelo menos dez estados — entre eles Minas Gerais, Rio, Pará, Bahia, Santa Catarina, Maranhão e Paraíba —, criando mais dificuldades para a aliança nacional em favor da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
Em Minas, o clima voltou a ficar ruim. Após se irritar com a fala de Dilma em que ela não descartou uma associação informal com o candidato do PSDB ao governo mineiro, Antonio Anastasia, o senador Hélio Costa (PMDB-MG) expôs ontem sua surpresa e insatisfação com a decisão do PT mineiro de realizar prévias para a escolha de seu candidato na disputa estadual. Estão na briga pela vaga o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ex-ministro Patrus Ananias.
— Estávamos trabalhando pelo entendimento em Minas. Mas, a cinco meses da eleição, quando achávamos que estávamos caminhando para esse entendimento, o PT anuncia que vai realizar prévias. Se elas acontecerem, vai ser difícil haver um acordo. Com o racha da base governista, será mais difícil derrotar o candidato do ex-governador Aécio Neves, além de colocar em risco a campanha de Dilma no estado — advertiu Hélio Costa, ex-ministro das Comunicações, que deixou o cargo para disputar o governo mineiro.
Hélio Costa demonstrou que está se sentindo traído, mas não quis adiantar como isso poderá refletir na decisão do diretório estadual na convenção nacional para oficializar a aliança com o PT.
— Minas não tem mar, mas assistimos a uma tsunami. Acho que estão tentando brincar de Tiradentes com o meu pescoço — desabafou Costa.
Inconformado, o ex-ministro anunciou que já começou a conversar com os demais partidos da base governista no estado, para tentar viabilizar sua candidatura. Entre eles estariam PR, PDT, PMN e PCdoB:
— O PMDB não pode ficar refém de uma disputa interna (no PT). Estou procurando todos os partidos governistas. Só não conversei com o PSDB, onde tenho uma excelente relação com o ex-governador Aécio Neves, e o DEM.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 11h2Om
Publicada por O Povo, Fortaleza.
Em Fortaleza, Dilma diz que Era Lula não é continuidade
Sob olhares atentos e, com direito a aplausos constantes, Dilma tentou fazer comparações das ações da Era Lula com o que o País contava recentemente
“Muitos dizem que nosso governo é uma continuidade, que nada mudou. Não concordo com isso. Na história dos últimos 25 anos, o presidente Lula abriu o caminho de uma nova época de properidade”, afirmou, em discurso, na noite desta segunda-feira, 12, após receber título de cidadania de Fortaleza, na Câmara Municipal, a pré-candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff. Sob olhares atentos e, com direito a aplausos constantes, Dilma tentou fazer comparações das ações da Era Lula com o que o País contava recentemente.
A pré-candidata, em tom de balanço, disse que a economia cresceu e que o bolo foi dividido para todos. Falou de um País que caminha para ser a quinta economia do mundo e chegou a destacar que hoje o brasileiro está bem melhor de vida e que isso se deve a fatores como o Bolsa Família, aumento do salário mínimo e crédito. Não se esqueceu de destacar o papel do Nordeste que agora contribuiu para o desenvolvimento do Brasil, ao contrário de um passado onde era relegado. “É protagonista do desenvolvimento”, acentuou Dilma.
Em seu discurso, ela destacou mulheres cearenses guerreiras como Rachel de Queiroz – de quem disse ter lido “O Quinze” que lhe inspirou a lutar pela questão social, Jovita Feitosa e, mais atualmente, Maria Luiza Fontenele, primeira prefeita eleita no Brasil, Maria da Penha “com sua luta em defesa das mulheres, e a guerreira Luizianne Lins reconduzida pelo voto popular.
Bem à vontade e chamando a a atenção pelo visual clean, segundo alguns, Dilma, única a discursar após o vereador Acrísio Sena (PT), autor do projeto e que lhe destacou qualidades eesmiuçou os porquês dela merecer o título, citou o governador Cid Gomes (PSB), ausente na solenidade conforme já registramso em post deste Blog.
Dilma foi diplomática: “Recebo a homenagem como um reconhecimento ao Governo do presidente Lula e porque ajudou a construir uma parceria republicana no Ceará como a parceria do governador Cid Gomes com a prefeita Luizainne Lins”. Para ela, esse será um dos importantes legados de Lula.
Cid não comparece à cerimônia
Sem a presença do governador Cid Gomes(PSB), a pré- candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, recebeu, nesta noite de segunda-feira, na Câmara Municipal, o título de cidadã fortalezense. A iniciativa partiu do líder da prefeita Luizianne Lins (PT), o vereador Acrísio Sena, que, nesta semana, deu estocadas em Ciro Gomes (PSB), o presidenciável e irmão de Cid Gomes.
O governador mandou seu vice, Francisco Pinheiro (PT), representá-lo numa festa que ainda contou com a presença de um rival político de Cid: o ex-governador Lúcio Alcântara que, inclusive, na semana passada, foi recebido na sede petista pela prefeita, a dirigente local do PT, para reunião em que se começou a definir uma coordenação para a campanha de Dilma no Estado.
Cid não só faltou à solenidade pró-Dilma como também mandou representantes para reunião de trabalho sobre o projeto estaleiro com a prefeita, no Paço Municipal, no fim da tarde desta segunda-feira, como postamos. O presidente nacional do PT, Joasé Eduardo Dutra, conferiu a solenidade e nem ele, nem Dilma e nem a prefeita deram entrevista. Todos entraram direto para a cerimônia.
Luizianne em busca de palanque estadual para Dilma
Luizianne, segundo alguns petistas presentes ao ato na Câmara Municipal, estaria ameaçando uma aliança com o PR de Lúcio Alcântara para lançar candidato contra Cid. A ordem é garantir palanque para Dilma no Estado. Petistas, integrantes do PR e do PCdoB predominaram no evento, que não contou com a presença de influente aliado peemedebista: Domingos Filho, presidente da Assembleia Legislativa. Francisco Caminha, presidente do PHS estadual, foi seu representante.
José Pimentel, pré-candidato ao Senado sem simpatias de Cid Gomes, que estaria flertando apoio informal pró-reeleição do tucano Tasso Jereissati, marcou presença, enquanto o senador Ináciio Arruda (PCdoB) virou o “puxador oficial” das palmas pró-Dilma durantre a solenidade.
A prefeita, mesmo vestindo vermelho, não parecia à vontade. Cochichava, vez em quando, com o vice-governador Francisco Pinheiro. A sua expressão não era das mais festivas. Descontração, só quando Dilma, em discurso, disse que o governo federal copiaria o modelo dos Cucas que a prefeita implanta em Fortaleza como forma de política de juventude com garantia de esporte, cultura e lazer.
Tasso diz que visita de Dilma é afronta a Ciro
O senador Tasso Jereissati (PSDB) ironizou na manhã desta segunda-feira, 12, a presença da ex-ministra Dilma Rousseff no Ceará. Para o tucano, a pré-candidata do PT à Presidência da República deverá ficar impressionada com o desenvolvimento e a hospitalidade do cearense. “É bom que ela venha conhecer o Ceará e o povo cearense”, destacou.
Tasso Jereissati disse, no entanto, que a visita ainda é uma afronta ao também pré-candidato Ciro Gomes (PSB), que inclusive se encontra no Estado. Para o senador, a ex-ministra de Lula poderia ter esperado o quadro nacional se definir.
O senador é um dos palestrantes do XXVII Congresso Estadual de Vereadores, que acontece no Hotel Gran Marquise, na Beira-Mar.
PROGRAMA
Nesta terça-feira, Dilma retoma a agenda às 10h30min, no Gran Marquise Hotel, concedendo entrevista de 20 minutos. Em seguida, almoçará, no mesmo local, com lideranças da sociedade civil do Estado.
Atualizado às 11h)9m
Publicado por OEstado de S.Paulo
Dilma é alvo de 'boicote' em visita ao Ceará de Ciro
Carmen Pompeu, especial para o Estado. De Fortaleza
Governador Cid Gomes não comparece a homenagem à petista nem a encontro marcado com ex-ministra e a prefeita de Fortaleza
Numa cerimônia sem a presença do governador Cid Gomes (PSB), a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, foi homenageada ontem pela Câmara Municipal de Fortaleza com o título de cidadã fortalezense. A assessoria de Cid informou que ele não compareceu à cerimônia porque estava com "problemas pessoais".
O governador do Ceará, no entanto, é irmão do deputado Ciro Gomes, que continua tentando emplacar sua candidatura presidencial pelo PSB como aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
À tarde, Cid também não foi ao encontro marcado desde a semana passada com a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). Pela manhã, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), aliado histórico dos irmãos Cid e Ciro no Ceará, indicara que a visita de Dilma não seria bem interpretada. "É uma afronta ao Ciro", definiu o tucano.
Dilma recebeu a homenagem vestida de roxo. Luizianne usava um terno vermelho e uma rosa negra nos cabelos. Em seu discurso de agradecimento, a ex-ministra lembrou o aniversário da cidade, que completa hoje 284 anos. "Tenho um carinho muito especial por Fortaleza e pelo Ceará porque aqui tem um povo forte e generoso", elogiou. E mesmo com a ausência de Cid Gomes, fez questão de ressaltar a parceria entre o governo federal e o do Ceará. "Recebo como uma homenagem ao governo do presidente Lula."
Contramão. De acordo com Tasso, a movimentação da ex-ministra no berço eleitoral de Ciro vai na contramão dos anseios do deputado, que tenta viabilizar sua candidatura à Presidência como aliado de Lula. O tucano mantém uma relação histórica de política e amizade com os irmãos Gomes no Estado. Essa relação tem até ameaçado a manutenção da aliança PT-PSB, que elegeu Cid ao governo do Ceará em 2006.
A prefeita Luizianne Lins, presidente do PT no Ceará, ameaça quebrar a aliança com Cid, presidente do PSB cearense, caso este venha a apoiar a reeleição de Tasso ao Senado em detrimento da candidatura do ex-ministro da Previdência José Pimentel (PT).
A prefeita ameaça até mesmo lançar candidato próprio ao governo cearense a fim de garantir palanque local para Dilma caso Ciro Gomes seja mesmo aclamado candidato a presidente pelo PSB. Luizianne é enfática: com o PSDB de Tasso ela não admite nem conversa. E avisou que não divide em hipótese alguma palanque com ele.
Orientação. Tasso informou que espera orientação do PSDB nacional para fechar ou não apoio à reeleição de Cid Gomes ao governo do Ceará. Com relação à posição adotada por Luizianne, ele parafraseou José Serra, pré-candidato tucano à Presidência. Disse que não faz política com ódio nem com rancor. E atacou afirmando que não quer aliança com o PT. "Com esse PT que está aí, de mensaleiros e aloprados, o PSDB não quer acordo", afirmou.
Dilma desembarcou em Fortaleza para uma estada de dois dias. Hoje pela manhã ela concede entrevistas individuais para emissoras locais de rádio e TV e coletiva às 11 horas. Depois, almoça com empresárias atendendo a convite da presidente do Grupo O Povo de Comunicação, Luciana Dummar, que promete repetir a iniciativa com os demais pré-candidatos à sucessão de Lula.
Atualizado às1Oh52m
Publicado por O Estado de São Paulo
Dilma recua e nega ter criticado exilados
Vera Rosa de Brasília
Petista deu explicações no Twitter depois da polêmica que teria Serra como alvo
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, negou que tenha criticado exilados políticos, com o intuito de alfinetar o adversário José Serra (PSDB), quando disse no sábado, durante ato com sindicalistas ? em São Bernardo do Campo ?, que nunca fugiu da luta.
++"De onde tiraram que fugir da luta é se exilar?", perguntou Dilma no Twitter. Ex-militante de organizações de extrema-esquerda que foi torturada na juventude ? e ficou presa durante três anos ?, a ex-ministra da Casa Civil expôs inconformismo com a interpretação. "O exílio significou a diferença entre a vida e a morte para os exilados brasileiros", escreveu. "Grandes amigos meus, corajosos e valorosos, só tiveram uma saída na ditadura, se exilar. Querer dizer que eu os critiquei só pode ser má-fé."
Serra se exilou no Chile durante a ditadura militar. No sábado, ao discursar para plateia de sindicalistas, no dia do lançamento da pré-candidatura do tucano à Presidência, Dilma disse que nunca abandonava o barco. "Eu não fujo da situação quando ela fica difícil", disse ela, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A intenção do comando da campanha petista era fazer "contraponto social" ao megaencontro dos tucanos, em Brasília. "Não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada, como já fui, mas estou sempre firme com minhas convicções", prosseguiu Dilma. "Em cada época da minha vida fiz o que fiz porque acreditei no que fazia. Fiz com o coração, com a minha alma e minha paixão. Só mudei quando o Brasil mudou, mas eu nunca fugi da luta ou me submeti. E, sobretudo, nunca abandonei o barco."
Ontem à noite, a assessoria da pré-candidata do PT divulgou nota intitulada "Dilma não foge da luta nem critica exilados", na qual afirma ser "totalmente equivocada" a interpretação de que ela tenha feito qualquer referência a brasileiros obrigados a viver clandestinamente em outro País durante a ditadura.
"Legítima defesa". A pré-candidata à Presidência pelo PV, senadora Marina Silva, comentou as declarações da petista. "Os exilados políticos não fugiram. Eles agiram em legítima defesa", disse. Relembrando o episódio em que foi acusada pelo senador Agripino Maia (DEM-RN) de ser "mentirosa", Marina declarou que, na época, Dilma fez relato comovente. "Ela disse que era muito fácil dizer a verdade quando se é torturado. Difícil era mentir e não entregar os companheiros. Inspirada nisso, (afirmo que) aqueles que saíram do Brasil não fugiram. Eles fizeram um ato de legítima defesa da sua vida, porque é assim que cada pessoa faz quando se sente ameaçada."
Marina completou dizendo que os exilados continuaram a luta fora do País. À noite, no Rio, Marina participou de palestra em seminário organizado por fundação, ligada ao Partido Verde alemão, que apoia iniciativas ambientais na região do Xingu, no Pará. / COLABORARAM FLÁVIA TAVARES e LUCIANA NUNES LEAL
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 1Oh2Om
Publicado pelo Magazine Terra
Dilma diz que exilados "não fugiram" da ditadura
Dilma: "exílio significou a diferença entre a vida e a morte para os exilados brasileiros"
Diego Salmen
Em seu segundo dia como usuária do Twitter, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) disse que o exílio durante a ditadura militar (1964-1985) não foi uma forma de "fugir da luta" contra o regime.
"De onde tiraram que fugir da luta é se exilar? O exílio significou a diferença entre a vida e a morte para os exilados brasileiros", escreveu no microblog às 9h15 desta segunda-feira, 12.
Segundo reportagem publicada nesta segunda pelo jornal Folha de S. Paulo, a ex-ministra fez menção ao passado de José Serra como exilado durante fala no último sábado, 10. "Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta", disse.
- Grandes amigos meus corajosos e valorosos só tiveram uma saída na ditadura, se exilar. Querer dizer que eu os critiquei só pode ser má fé.
A mensagem faz referência às críticas feitas à ex-ministra da Casa Civil por, segundo seus opositores, estimular a comparação entre sua trajetória durante a ditadura com a de Serra, seu concorrente na campanha presidencial.
Dilma chegou a ser torturada por agentes do governo militar, enquanto o tucano conseguiu sair do país a tempo e exilar-se no Chile.
Partidários da candidata petista costumam contrapor os posicionamentos de ambos durante a ditadura na tentativa de criticar o que chamam de "covardia" do ex-governador de São Paulo.
Atualizado às O8h16m
Publicado pela Folha d S.Paulo
Não se pode reduzir juros "feito maluco", diz Dilma
Pré-candidata diz que manter política econômica é "mais do que compromisso"
Petista ironiza promessa de Serra de que vai "fazer mais", diz que adversário não pode se dissociar de FHC e que ela "carregou piano" no governo
MARIA CRISTINA FRIAS
COLUNISTA DA FOLHA
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Pré-candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff diz que manter a política econômica do governo Lula "é mais do que compromisso" e que não pretende mudar a política monetária atual. "Você não pode sair por aí reduzindo os juros feito maluco", diz.
Ex-chefe da Casa Civil, responsável pelo PAC, Dilma rebate o discurso dos tucanos de que o ex-governador José Serra (PSDB) mostrará que é capaz de fazer melhor do que ela. "O que ele [Serra] foi? Ele não pode dizer que a biografia dele não passa pelo governo FHC. A minha biografia é o governo Lula. Eu carreguei o piano nesses cinco anos [na Casa Civil], eles não podem me tirar isso."
Dilma sugere que as empreiteiras desistiram do leilão de Belo Monte porque "o pessoal está estofadinho de obras", o que aumentaria o poder de escolha do empresariado.
Sobre a possibilidade de surgir um novo consórcio para disputar o leilão, ela se esquiva: "Eu já não estou acompanhando isso mais, sabe". Mas deixa claro que não é intenção do governo ceder e mudar regras.
A ex-ministra afirma que dará prioridade ao aumento das exportações, principalmente de manufaturados, e que vai procurar desonerar o setor.
Por fim, ela defende a política de criação de grandes grupos empresariais, sob estímulo do BNDES. Dilma conversou com a Folha por mais de duas horas, na quinta-feira, na casa do marqueteiro João Santana, que servirá de escritório para a pré-candidata, em Brasília.
POLÍTICA ECONÔMICA
De olho nas dúvidas que o mercado levanta sobre sua posição a respeito da política econômica, Dilma diz que manter o tripé metas de inflação, câmbio flutuante e rigor fiscal "é mais do que compromisso" e que não há motivos para mudar o que deu certo. "Por que eu iria abandonar? O que eu ganharia com isso? Vou manter as bases da nossa estabilidade."
A ex-chefe da Casa Civil, que no primeiro mandato de Lula chegou a ter divergências com a equipe do ex-ministro Antonio Palocci sobre o tamanho do superavit primário, afirma que irá manter a meta de 3,3% do PIB de economia de gastos para pagar juros da dívida durante um eventual governo seu. "Queremos inclusive ter superavit nominal, de 0,4% do PIB até 2014", afirma, acrescentando que tem a "ambição" de reduzir a dívida pública dos atuais 42,9% do PIB para 28,7%.
JUROS ALTOS
A petista diz que a manutenção do superavit primário permitirá a continuidade da redução das taxas de juros pelo BC, mas que não esperem dela tentativas de "dar um golpe de forma artificial nos juros", porque "você não pode sair por aí reduzindo os juros feito maluco" -uma alfinetada em tucanos que defendem queda brusca na taxa de juros. "Isso não é sustentável", diz ela, que antes não poupava críticas ao presidente do BC, Henrique Meirelles.
AUTONOMIA DO BC
Vista com reservas por boa parte do sistema financeiro por conta de suas críticas ao conservadorismo do Banco Central, Dilma diz que não vai alterar o modelo de autonomia informal adotado no governo Lula, mas não irá além disso. "Acho que a lei que existe hoje é muito boa. Não pretendo passar nenhuma lei [sobre autonomia do BC], não vejo por que. A que existe hoje é perfeita."
Dilma diz que não pretende tirar o status de ministro que o presidente do BC ganhou durante o governo Lula -na época, para Meirelles ter foro privilegiado e evitar problemas com o Ministério Público. "Por que vamos tirar isso?", questiona.
Indagada se o BC não perdeu em 2008 uma janela para reduzir ainda mais os juros, afirma "que é muito difícil raciocinar assim". "Hoje eu posso até achar isso, mas depois que a coisa aconteceu".
PÓS-MEIRELLES
Indagada sobre quem escolheria para substituir Meirelles, a ex-ministra evita o tema. "Isso, de ficar sentando na cadeira antes, ficar escolhendo nomes antes, não dá sorte", diz.
CÂMBIO
Lembrando que algumas medidas para o setor serão divulgadas ainda no governo Lula, a petista diz que o objetivo é reduzir o custo da produção de manufaturados. "Mesmo sabendo que o que puxa a economia brasileira é o mercado interno, nós vamos ter de dar uma força imensa na ampliação das exportações, dar prioridade para os manufaturados."
O QUE FALTOU FAZER
Fora do governo por conta da lei eleitoral, a ex-ministra diz que a "gente sempre acha que há tanta coisa que deixou de fazer". Cita especificamente o Programa Nacional de Banda Larga, prometido para ser lançado em 2009. "Essa questão da banda larga demorou muito, porque teve esse problema da Justiça." "A nossa briga não é com os acionistas", diz, em referência ao empresário Nelson dos Santos, que comprou a Eletronet por R$ 1 e assumiu dívida de R$ 800 milhões.
ESTÍMULO A FUSÕES
A ministra defende a política do governo Lula de incentivar e estimular com verbas do BNDES a fusão e criação de grandes empresas nacionais, como no caso da compra da Brasil Telecom pela Oi. "Não inventamos ninguém, fundiram-se aqueles que tinham envergadura para isso", afirma.
Em seguida, questiona e responde ao mesmo tempo: "Se você me pergunta se foi bom, eu digo que, na área de petroquímica, ou ganhamos escala ou não competimos internacionalmente". Ela defende o raciocínio para outros setores. "Em celulose, tem de ter escala. No de carnes, é bom que tenha escala. Na telefonia, também."
PRIVATIZAÇÕES
A petista procura diferenciar as privatizações do governo FHC e o estímulo a fusão de empresas do período Lula. Para ela, a venda de estatais ocorreu no passado por falta de recursos. "Fizemos aquilo porque não tínhamos dinheiro. Se tivéssemos, nós é que teríamos comprado." Em seguida, porém, defende a presença das multinacionais no setor de telefonia. "É importante que eles estejam aqui [os espanhóis da Telefonica e o mexicano Carlos Slim da Embratel]. É bom porque força nossas empresas privadas a ter mais musculatura", para logo depois defender a criação de uma grande empresa telecomunicação nacional, como a originada da fusão da Oi com a Brasil Telecom.
SERRA FAZ MELHOR?
Instada a comentar a tônica do discurso tucano, de que Serra teria capacidade para fazer melhor do que ela, Dilma responde em tom de desafio: "Vou dizer o seguinte. Convence. Convence [disso] os empresários, os prefeitos. Sabe qual a diferença? Nós fizemos, eles [empresários] sabem que nós fizemos, e sabem das dificuldades que enfrentamos."
BELO MONTE
Ao comentar a decisão das empreiteiras Odebrecht e Camargo Corrêa de desistir do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, a ex-ministra sugere que eles só fizeram isso porque há muitas obras hoje no país. "Sabe o que é? Tem muita obra no Brasil. O pessoal está estofadinho de obras. Antes, tinha só uma obra, eles sofriam. As empresas hoje têm um leque grande de oportunidades". Segundo ela, os próximos governos terão de enfrentar esse desafio, viabilizar um volume grande de obras. "Nós vamos ter de resolver, porque tem muita obra daqui para a frente." Ainda sobre Belo Monte, ela diz não saber se será formado um novo consórcio para disputar o leilão. "Eu já não estou acompanhando isso mais, sabe", acrescentando, porém, que não é intenção do governo ceder e mudar o edital com as regras do leilão.
REFORMA TRIBUTÁRIA
Questionada se a reforma tributária será um dos temas de sua campanha, ela diz que sim, mas acrescenta que os "empresários sabem da dificuldade de se fazer reforma tributária no Brasil por conta da questão federativa". Quanto à desoneração da folha de pagamentos, ela, a princípio, diz que não preferia comentá-la. Diante da insistência, afirma que "é fundamental, temos de caminhar para isso, temos de buscar a desoneração, é uma distorção que temos. Agora não é coisa simples de fazer. É o bom senso".
Atualizado às O4h51m
Publicado pelo Blg do Josias, Foklha On Line:
No rastro de Serra e Marina,Dilma adere ao microblog
Fotos: Ricardo Stuckert Jr/Twitter da Dilma e Twitter do Serra
Dilma Rousseff estendeu as fronteiras de sua campanha ao twitter. Inaugurou seu microblog neste domingo (11).
Em poucas horas, já havia amealhado uma marca robusta. Às 4h20 da madrugada desta segunda (12), somava 8.863 seguidores.
No universo virtual, está longe de seu principal contendor, José Serra. Há quase um ano no twitter, Serra coleciona mais de 190 mil seguidores.
Mas Dilma talvez não tarde a alcançar Marina Silva, a presidenciável do PV, que atraiu a audiência de mais de 19 mil internautas.
Logo, logo Dilma ultrapassará Ciro Gomes. O ‘quase-futuro-quem-sabe’ candidato do PSB é seguido por cerca de 11 mil navegantes.
Diferentemente de Serra, a quem se atribui a autoria de todas as mensagens penduradas no twitter, Dilma, logo de saída, esclareceu:
“Não vou ficar fingindo que passarei muito tempo na web. Vocês sabem que será impossível. Alguns amigos vão me ajudar”.
A candidata de Lula também informou: “Não vou fazer muito discurso por aqui. Quero trocar ideias, ouvir sugestões...”
Neste primeiro lote de mensagens, Dilma ‘lulodependente’ Rousseff encaminhou os navegantes até uma foto na qual aparece ao lado de Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva.
Imagem de sábado (10), clicada no ato que serviu de contraponto ao lançamento da candidatura de Serra, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC –“Onde tudo começou”.
De volta ao twitter após ausência de três dias, Serra também deu notícia dos momentos que se seguiram à sua aclamação como candidato.
Anotou: “Poucas vezes me senti tão à vontade num evento político como ontem [sábado]. Um clima de festa e alto astral que não via há muito tempo”.
Acrescentou: “Três momentos que me emocionaram muito: quando lembrei meu pai e a minha querida amiga Ruth Cardoso; e o discurso do Aécio”.
Noutra mensagem, José ‘Aéciodependente’ Serra apôs um link para foto enviada pelo seguidor Gabriel Azevedo.
Na camisa do admirador, os dizeres: “Minas é Serra”.
No mesmo endereço, há outra foto. É, por assim dizer, mais plástica e eloquente. Serra sapeca um beijo na face de Aécio.
Abaixo da imagem, uma legenda: "Romance Inconfidente Bandeirante".
Não se sabe, por ora, se Minas é, de fato, Serra. Mas é inegável o esforço do candidato para fundir sua imagem à do grão-duque do tucanato mineiro.
Perto da meia-noite, Serra conduziu os seguidores à companhia de Ivan Lins:
“No novo tempo, apesar dos castigos/Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos/Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer...”
E se despediu: “A partir de agora, então, vocês seguem um pré-candidato à Presidência da República. Boa noite a todos”.
- O blog do Josias, você sabe, não é candidato a nada. Mas também está no twitter. Siga-o aqui.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 15h31m
Publicado pelo Blog de Mary Zaidan, Globo On Line:
ARTIGO
Gritar, perturbar
Os tropeços da candidata Dilma Rousseff em sua primeira semana solo parecem ter
desnorteado as hostes governistas. A ex-ministra e o próprio presidente Lula
espalharam minas explosivas por baixo de seus próprios pés em um campo onde,
até pouco tempo, tudo parecia ser flores. E o trabalho para desarmá-las não
será pequeno.
Enquanto o principal adversário, descolado em batalhas eleitorais, suspendeu
sua agenda pública, preferindo distância dos holofotes até a festa de
lançamento de sua pré-candidatura, a ex-ministra provocou estragos por onde
passou. E o que era para ser uma estréia de farta e positiva exposição à
mídia, com entrevistas a rádios populares, visita a aliados, à escola da
infância e à bucólica mineiridade, virou um caos.
Dilma pode até não ter culpa. Seguiu à risca um script mal ajambrado de
execução complexa até mesmo para os mais experientes. Seus marqueteiros, com
pouca ou quase nenhuma intimidade com as filigranas da política, chegaram a
expô-la como uma farsante ao programarem uma visita ao túmulo do
ex-presidente Tancredo Neves.
Tudo deu errado nos primeiros dias de Dilma. Conseguiu multiplicar as
insatisfações do aliado e já insatisfeito governador Sérgio Cabral ao posar
sorridente ao lado de Anthony Garotinho, candidato do PR ao governo do Rio.
E, para piorar, ateou fogo no ainda descosturado e fragilíssimo acordo
mineiro ao inventar o Dilmasia ou Anastadilma - alusão a uma natimorta
tabelinha com o candidato tucano Antônio Anastasia, patrocinado por Aécio
Neves, o mais popular governador de todos os tempos.
Mas os deslizes dela viraram quase pecadinhos perto da insistência do
presidente em, mais uma vez, desrespeitar tudo e todos na tentativa de
elegê-la. E, ao contrário de sua pupila, a Lula, com sua vivência e tino
político, não cabem desculpas e muito menos perdão.
Depois de receber duas multas por campanha antecipada, o mesmo Lula que
parecia ter se rendido a algum juízo ao colocar a Presidência acima do
embate eleitoral, não resistiu. No evento de apoio do PCdoB à candidatura da
ex-ministra, talvez por ânimo excessivo com a platéia vibrante ou, quem
sabe, por desânimo absoluto com a performance pífia de Dilma sem a sua
tutela, atreveu-se muito além de qualquer limite. Voltou a infringir a lei e
a desafiar a Justiça.
Não só reincidiu no desacato à legislação como foi mais longe. Quase em tom
de ameaça, desatinou, garantindo que no ano que vem, quando estiver fora do
Planalto, vai gritar mais, perturbar mais. Um figurino no mínimo impróprio
para não dizer inconcebível para um ex-presidente.
É fato que a dinâmica da política sempre admite consertos, mas o
comportamento de ambos, criador e criatura, começa a pesar nos ombros dos
bombeiros de plantão, em especial, nos do PT. E o peso do fardo não pára de
aumentar.
Se por um lado vale tudo para não perder o controle do Estado e os muitos
milhares de cargos dos companheiros, por outro, o PT não só tem de desfazer
os nós embaraçados por Dilma como engolir a predileção do chefe pelos
aliados.
Não bastasse a aliança com gente como José Sarney, Renan Calheiros e Collor
de Melo, que lhe tirou a carapuça e o obriga sempre a tortuosas explicações
não convincentes em torno da governabilidade, o PT tem cada vez menos
espaço. Em alguns estados suicida-se em nome dos desejos de Lula.
Nos maiores colégios eleitorais não tem ou não terá candidato próprio ou
ainda digladia-se com o aliado PMDB, que mais parece o dono da festa.
Assim é em Minas, no Rio, na Bahia, no Rio Grande do Sul. E mesmo em São
Paulo, berço esplêndido do petismo, o candidato próprio de última hora
resistiu e só passou a existir porque Lula não teve êxito em convencer seu
preferido Ciro Gomes a entrar na disputa. Também não conseguiu - nem mesmo
negociando com Michel Temer a vaga de vice na chapa de Dilma -, atrair o
PMDB de São Paulo, que há tempos se aliou ao adversário José Serra.
Lula, que há anos aderiu ao pragmatismo eleitoral, corre todo o tipo de
risco. Faz o que não pode e o que não deve, e ainda rifa o seu próprio
partido sem qualquer pudor.
Terá todos os louros se vencer. E tem a certeza de que, se derrotado for, o
PT, combalido, não lhe cobrará a conta.
Irão juntos às ruas para gritar e perturbar.
Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S.
Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em
duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes.
Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu
Fernandes Comunicação e Imprensa'.
Atualizado às 15h12.
Publicado por O Estado de s.Paulo
Com direito a ironia sobre slogan de Serra, petista defende militância contra ditadura e alfineta o rival: 'Posso apanhar, mas não fujo'
Clarissa Oliveira - O Estado de S.Paulo
De um palanque montado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-ministra Dilma Rousseff soltaram a munição para tentar ofuscar o lançamento da pré-candidatura do ex-governador José Serra (PSDB). Sem se constranger ao pedir explicitamente votos para a petista, Lula juntou-se à ex-ministra em uma série de duros ataques ao tucanato.
Dilma, que assim como o presidente ironizou o slogan tucano "O Brasil pode mais", foi a primeira abrir fogo. Ao defender sua trajetória de militância contra a ditadura, mandou um recado a Serra, que na época buscou exílio fora do País. "Eu não fujo da situação quando ela fica difícil. Não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada como já fui, mas eu estou sempre firme com as minhas convicções", disse, sem citar nomes. "Fiz o que fiz porque acreditava no que fazia."
Subindo o tom a um ponto que até agora não havia aparecido nos discursos, a ex-chefe da Casa Civil definiu claramente seus alvos, diante da plateia de sindicalistas convocados na última hora para o ato. Além de Serra, voltou-se contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Vocês não me verão por aí pedindo que esqueçam o que eu afirmei ou o que eu escrevi."
Dilma voltou a criticar os "viúvos da estagnação", que agora descreveu também os "exterminadores de emprego e exterminadores de futuro". E arrematou com uma defesa do Estado forte: "Não vou diminuir o Estado, diminuir o seu papel, ao ponto de se tornar omisso e muitas vezes quase inexistente".
Votos. Lula, que foi alvo de duas multas aplicadas pela Justiça Eleitoral por propaganda antecipada, dessa vez pediu explicitamente votos para Dilma. "Vou tentar ser breve. Falarei o necessário para convencer vocês a votarem na Dilma", disse o presidente, que também defendeu abertamente a escolha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) para o governo de São Paulo.
Ainda assim, Lula procurou se explicar pelas críticas feitas nos últimos dias à Justiça Eleitoral. "Fui mal compreendido ou mal interpretado", disse. "Eu fiz uma crítica aos partidos políticos, que não estabelecem uma legislação eleitoral definitiva, para não permitir que a gente fique subordinado à interpretação dos juízes sobre a lei."
O presidente foi enfático nas críticas ao slogan tucano. "Eles falam: O Brasil pode mais. Nós falamos: Nós fazemos mais", provocou Lula, que se vangloriou dos elogios recebidos do presidente americano Barack Obama. "Não adianta eles copiarem o Obama e dizer nós fazemos mais. Porque o Obama já disse que eu sou o cara."
Sem disfarçar o objetivo do ato, Lula reclamou dos "estrategistas da campanha", por causa do horário em que Dilma discursou. "Todo mundo sabe que os jornais, no sábado, fecham às 11h30", afirmou. E, ao comentar a festa tucana, teve o cuidado de incluir o ex-governador mineiro Aécio Neves na lista de alvos. Disse que o tucano declarou que é preciso reforçar as privatizações e emendou: "Foi o maior momento de aplauso da festa deles. Eu, sinceramente, não quero esses aplausos."
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 11h15m
Publicado por O Globo
MERVAL PEREIRA
PT: o passado condena
Os que especulam sobre o significado da não-reação do ex-governador Aécio Neves ao comentário da candidata oficial Dilma Rousseff de estímulo à chapa Dilmasia, um voto híbrido nela para presidente da República e no candidato a governador Antonio Anastasia, do PSDB, querendo perceber nela uma sutil admissão de Aécio à “cristianização” do candidato trucano José Serra em Minas, não perdem por esperar.
O discurso do ex-governador mineiro hoje, no evento que marcará em Brasília o lançamento da candidatura de Serra à presidência da República será uma inequívoca tomada de posição.
Mais que isso, será uma definição de linha de ação política do PSDB, um ataque frontal ao passado do PT e um assumido orgulho do passado do PSDB.
Sobre a passagem de Dilma por Minas, o ex-governador Aécio Neves lembra que seu avô Tancredo dizia que em uma campanha eleitoral há lugares em que é melhor não ir do que ir e ter problemas.
Foi o que aconteceu com a candidata oficial Dilma Rousseff ao visitar São João Del Rey. Se fosse lá e não visitasse o túmulo de Tancredo, seria acusada de mais uma vez estar desdenhando o grande líder político mineiro.
Indo, provocou a ira dos próprios mineiros, pois o PT não apenas não apoiou Tancredo no Colégio Eleitoral em 1985 como expulsou os seus três deputados federais que o fizeram a revelia do partido.
Para exemplificar o repúdio mineiro à atitude de Dilma, basta ler o título do artigo semanal que o ex-senador Murilo Badaró escreve: “A profanação do túmulo de Tancredo”.
Dilma já havia confundido anteriormente Governador Valadares com Juiz de Fora, demonstrando que sua mineiridade não está muito em dia.
Quando, desta vez, caiu na armadilha ao defender a chapa Dilmasia, prestou dois serviços aos adversários políticos: desprezou o PT e o PMDB mineiros, que ainda se digladiam para ver quem dará o candidato a governador, e deu a chancela de que a candidatura de Antonio Anastasia é uma opção tão viável que ela admite “cristianizar” seus candidatos para receber o apoio do ex-governador Aécio Neves, o grander líder político atualmente em Minas.
Atualizado às 1Oh59m
Publicado pelo Painel, Folha de S.Paulo
RENATA LO PRETE
Sem convite
De Renata Lo Prete:
E segue a controvérsia em torno da passagem de Dilma Rousseff por Minas Gerais. Ao ver José Genoino (PT-SP) dizer na Câmara que a ex-ministra visitou o túmulo de Tancredo "a convite da família", esta veio a público ontem dizer que "não ocorreu qualquer convite".pRWE
Publicada pelo Radar, da Veja
LAURO JARDIM
Aprendiz de candidata
Com preocupação, mais de um integrante da cúpula de campanha de Dilma Rousseff lhe deu o mesmo conselho depois de sua primeira semana expondo-se como candidata sem o colo largo de Lula: diante dos repórteres que a bombardeiam com perguntas no início e no fim dos eventos de que tem participado, a melhor postura é dar respostas curtas, menos prolixas. A avaliação é que Dilma tem se exposto demais nessas ocasiões, falando muito e, portanto, aumentando o risco de dizer o que não deve.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 12h59m
Publicados por O Globo
ILIMAR FRANCO.
Dilma chuta a bola para fora
Os petistas e os aliados da candidata Dilma Rousseff (PT) ficaram assustados com sua performance em Minas Gerais. Ninguém gostou do “Dilmasia”, alusão a uma aliança informal com o governador Antonio Anastasia (PSDB).
Argumentam que ela pisou na bola com um dos quadros do PT, Patrus Ananias, e com o principal aliado, o PMDB do senador Hélio Costa. “Foi um início atabalhoado”, resume a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG).
Os políticos aliados mais experientes estão começando a se perguntar se Dilma Rousseff tem maturidade suficiente para enfrentar uma campanha dura como a dos próximos meses.
MERVAL PEREIRA
Com ou sem PT ?
A agressividade com que a candidata oficial, Dilma Rousseff, estreou na sua campanha solo, longe dos cuidados do padrinho Lula, demonstra uma ansiedade própria dos que, sem experiência pessoal anterior, querem fazer tudo ao mesmo tempo, colocando a perder o que já têm.
O caso do estímulo a um suposto voto Dilmasia é típico. Essas traições eleitorais consentidas acontecem quando elas têm a força de um fato consumado, nascem da base para o alto, nunca o contrário.
Na eleição presidencial de 1960, Jango, candidato a vice na chapa do Marechal Henrique Lott, acabou sendo eleito numa dobradinha com Jânio Quadros.
O fenômeno "jangar" tomou conta das ruas, e Jânio, mesmo na oposição a JK, estimulou a chapa popularmente conhecida por Jan-Jan, abandonando seu vice Milton Campos.
Naquela época votava-se no vice separadamente do presidente, ao contrário de hoje — como bem lembrou Aécio Neves —, quando o nome do vice nem aparece na tela da máquina de votar.
Atualizado às O4h48m
Publicadas pelo Painel, Follha de S.Paulo
RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br em ovos
Pisando
O incômodo causado ao PMDB pela visita de Dilma Rousseff a Minas Gerais reforçou o cuidado do comando da campanha com a preparação das próximas viagens da petista. No início da semana, ela irá ao Ceará para eventos em Fortaleza e Juazeiro. Desta vez, o nome do problema é Ciro Gomes (PSB). Até ontem, os responsáveis pela agenda de Dilma discutiam se devem ou não convidar o deputado a participar das atividades, posto que ela agora é pré-candidata assumida -e ele, ao menos por enquanto, também.
O fator Ciro preocupa algumas cabeças governistas. O ambiente no PSB já esteve mais favorável cortar a cabeça de seu candidato a presidente.
Me dê... Antes mesmo da declaração de Dilma sugerindo que o eleitor de Minas vote nela para presidente e no tucano Antonio Anastasia para governador, o PMDB local já estava para lá de insatisfeito. Alega que Hélio Costa só foi incorporado ao "roteiro sentimental" da candidata pelo Estado na undécima hora.
...motivo. A cúpula nacional do PMDB está usando o episódio para cobrar com veemência renovada uma solução em Minas, onde, além de Costa, há outros dois pré-candidatos no campo de Dilma.
Atualizado às O4h3Om
Publicado pelo Blog do Josias, Folha On Line:
PT aciona sindicatos para se contrapor a ato de Serra
O PT de São Paulo acionou sua engrenagem sindical para providenciar a platéia que festejará Lula e Dilma Rousseff, no sábado (10), em São Bernardo (SP).
Os organizadores da pajelança político-sindical acertam os seus relógios pelos ponteiros da oposição.
No instante em que a candidatura de José Serra for aclamada em Brasília, Dilma e seu cabo-eleitoral estarão cercados de trabalhadores.
Serra e seus aliados discursarão num auditório alugado, em Brasília. Marcou-se o início do ato para as 9h. Dilma e Lula falarão na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo.
Entre os oradores da Capital, Fernando Henrique Cardoso. Nos microfones da cidade paulista, Lula. Nada mais plebiscitário.
O PSDB espera reunir no ato pró-Serra cerca de 2 mil pessoas. O PT estima que arrastará para o evento de Dilma mais do que o dobro disso.
No comando da arregimentação está a CUT, braço sindical do PT. Acionaram-se, de resto, outras cinco centrais sindicais.
A principal delas é a Força Sindical, comanda pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.
Na fase FHC, Paulinho achegara-se ao tucanato. Servia, então, de contraponto à CUT. Na nova era, o deputado passou a orbitar ao redor de Lula.
O PDT, partido de Paulinho controla, hoje, as arcas do Ministério do Trabalho, chefiado por Carlos Lupi, mandachuva da legenda.
As centrais não devem ter dificuldades para atrair gente. Surfam na ira do sindicalismo corporativo, em guerra contra a gestão tucana em São Paulo.
O ato de Serra será politemático. O candidato da oposição deve iluminar a plataforma de governo que levará aos palanques. Fugirá da pecha de anti-Lula.
O evento de Dilma será monotemático: emprego. A julgar pelo que vem dizendo, a candidata governista venderá o inimigo como “lobo em pele de cordeiro”.
Numa tentativa de multiplicar a audiência de Serra, o tucanato decidiu transmitir o ato de Brasília pela internet, ao vivo.
Os presidentes das três legendas que estão com Serra levaram à web um convite escrito e um vídeo, reproduzido lá no alto.
Na peça, Sérgio Guerra (PSDB), Rodrigo Maia (DEM) e Roberto Freire enaltecem Serra e realçam a importância da internet.
Ao final, o endereço do sítio mobilizapsdb, no qual será acomodado o link que conduzirá, no sábado, às imagens da aclamação de Serra.
Oficialmente, o PT e o alto comando da campanha de Dilma alegam que o evento de São Bernardo nada tem a ver com o ato de Brasília.
Nos subterrâneos, Sérgio Guerra, coordenador nacional da campanha de Serra, refere-se à iniciativa dos adversários como “uma sacanagem”.
Afirma que o Congresso em que o PT lançou Dilma, em fevereiro, foi “respeitado” pela oposição. E lamenta que Lula e Dilma não têm o mesmo “respeito”.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 11hO7m
Publicada pelo Correio Brazilense:
Perto de Dilma, mas de olho em Serra
PP já analisa a possibilidade de fechar com o PSDB, caso surja convite para indicar o vice na chapa tucana, ou até mesmo ficar de fora das alianças presidenciais
DENISE ROTHENBURG
Presidente do PP, Dornelles pretende tomar uma decisão no fim de maio
Incerto quanto ao futuro ao lado da candidata do PT, Dilma Rousseff, o PP começa a olhar a perspectiva de fechar com o tucano José Serra, caso seja do interesse do PSDB, ou ficar fora da sucessão presidencial, sem firmar aliança com nenhum candidato. Nos bastidores, os deputados do partido não descartam até mesmo fazer de seu presidente, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), o nome da chapa tucana para vice de Serra, caso o PSDB desista da chapa puro-sangue ensaiada no início de fevereiro com o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves ou mesmo o senador Tasso Jereissati (CE). Para que isso ocorra, dizem os pepistas, basta Aécio pedir.
Os pepistas têm considerado em suas reuniões mais reservadas, segundo contam seus deputados, que a divisão interna de poder na aliança petista será desequilibrada em favor do PMDB, o maior partido da base. E, para completar, não há qualquer garantia de que o partido continuará a comandar o Ministério das Cidades num hipotético governo Dilma, já que essa área pertencia ao PT no início da gestão de Lula, quando o ministro era o ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra.
Os cálculos feitos nessas reuniões, afirmam os deputados, indicam que o único estado em que o PP está hoje muito bem acomodado junto aos petistas é na Bahia. Lá, o ex-líder da bancada Mário Negromonte fechou com Jaques Wagner. Com isso, o PP terá o vice na chapa, Otto Alencar. Os demais estão distantes.
No Rio Grande do Sul, o partido está mais próximo da governadora Yeda Crusius (PSDB), candidata à reeleição, que tem uma das vagas ao Senado para oferecer à jornalista Ana Amélia Lemos, o nome do PP para a negociação de alianças. O PSB, no entanto, está numa batalha para tentar levar a jornalista para o palanque do deputado Beto Albuquerque, pré-candidato ao governo estadual.
Nordeste
Em Santa Catarina, o palanque de Dilma é hoje o da senadora Ideli Salvatti e o da deputada Ângela Amin (PP), pré-candidata do PP ao governo estadual, ainda está em aberto, sem saber para que lado seguir. No Nordeste, onde o PT acredita estar tudo fechado em favor de Dilma, o PP segue com José Serra tanto na Paraíba, quanto em Alagoas, onde o deputado Benedito de Lira está prestes a firmar um acordo com os tucanos para ser um dos candidatos ao Senado na chapa do governador Teotônio Vilela (PSDB). Na maioria dos estados, o partido está indefinido, como Piauí e Amazonas.
Da parte de Dornelles, no entanto, a ordem é dar tempo ao tempo e avaliar o quadro no final de maio. “Estou consultando os estados. Teremos uma avaliação na hora certa”, diz ele. Quanto ao fato de ocupar o cargo de vice de José Serra, a resposta de Dornelles mostra que, embora faça política no Rio de Janeiro, ele é mais mineiro do que seu primo Aécio Neves: “Não há política sem lendas e sem histórias. E quando adquirem força própria, não adianta nem confirmar, nem desmentir”.
Atualizado às 1Oh52m
Publicadas pela Folha de S.Paulo
Dilma elogia Aécio e prega "dobradinha" PT-PSDB em MG
Petista admite voto "Anastadilma", com tucano Anastasia para o Estado e ela para o Planalto
Pré-candidato de Lula em Minas, Hélio Costa (PMDB) reage e afirma que seria "tão estranho como "Serrélio", em referência a ele e Serra.

Alunos cercam Dilma em sua visita a colégio onde estudou quando era adolescente, em MG.Marlene Bergamo/Folha Imagem
PAULO PEIXOTO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE
ANA FLOR
ENVIADA ESPECIAL A BELO HORIZONTE
No segundo dia de sua viagem a Minas Gerais, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, abandonou o tom beligerante que vinha dirigindo ao PSDB, elogiou o ex-governador Aécio Neves e defendeu que o eleitor mineiro vote nela e no tucano Antonio Anastasia para o governo -compondo a chapa "Dilmasia", ou "Anastadilma", que ela disse preferir.
O elogio a Aécio, que deixou o governo para concorrer ao Senado, foi feito em entrevista à rádio Itatiaia: "Respeito muito o governador Aécio Neves".
Ela o chamou de "governador exemplar", disse esperar que em Minas o PT e Aécio tenham "a melhor relação possível" e admitiu a possibilidade de o eleitor mineiro votar em uma dobradinha PT-PSDB para presidente e para governador.
Dilma falava sobre a eventualidade de ocorrer algo semelhante a 2002 e 2006, quando Aécio foi eleito governador, mas Lula foi o mais votado para presidente em Minas -o voto "Lulécio". Agora, a dobradinha seria entre ela para o Planalto e Anastasia para o governo, o que vem sendo chamado pela mídia mineira de "Dilmasia".
"A gente não escolhe a forma pela qual o povo monta as alianças. É possível que ocorra: como houve o "Lulécio", [é possível] a "Dilmasia". Eu acho até melhor a inversão, né? "Dilmasia" é meio esquisito. "Anastadilma", qualquer coisa assim", afirmou Dilma.
Ao defender a chapa híbrida, Dilma aposta no desgaste da relação entre Aécio e José Serra, seu adversário na disputa pela Presidência. O ex-governador de São Paulo ainda sonha atrair o mineiro para sua chapa.
O flerte com os tucanos, por outro lado, cria um embaraço para a própria Dilma, uma vez que o PT tem dois pré-candidatos em Minas: o ex-ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Além disso, o partido discute a possibilidade de apoiar o peemedebista Hélio Costa para o governo.
A declaração da petista repercutiu mal. Hélio Costa afirmou que uma eventual chapa "Anastadilma" faria tanto sentido quanto uma hipotética parceria entre ele e Serra. "Isso [o "Anastadilma'] é tão estranho como um "Serrélio'",disse.
Ontem, Dilma voltou a atacar Serra, afirmando que não há como ele ficar desvinculado do governo FHC, pois foi ministro do Planejamento e da Saúde na era tucana: "Acho que o ex-ministro José Serra vai ter que ser analisado no quadro do governo FHC. Eu não escondo o Lula. Espero que ele não esconda o governo do qual participou".
Dilma tem procurado reforçar a sua origem mineira -nasceu em Belo Horizonte e depois foi para o Rio Grande do Sul- e diz que agora costuma usar interjeições gaúchas e mineiras, como "barbaridade, uai".
Após 42 anos, ela voltou ontem à escola onde cursou em BH o atual ensino médio. Ouviu apelos de professores -que reivindicaram aumento- e de alunos -que querem a sua ajuda para evitar uma greve.
Depois, numa livraria na zona sul, onde foi rever três amigos, ganhou um livro e uma foto de quando tinha 12 anos.
Na rádio, ela foi questionada sobre sua participação no combate ao regime militar e, ao falar do assunto, citou uma ficha apócrifa que circulou na internet com acusações a ela.
Essa ficha foi motivo de uma reportagem da Folha, a qual Dilma citou, acrescentando que o jornal "retificou o que tinha escrito" e que ela agradecia isso ao ex-ombudsman Carlos Eduardo Lins da Silva.
Também foi questionada se estava namorando: "Infelizmente, não. As pessoas devem se apaixonar. É muito bom".
Petista ainda sofre para agir como candidata e enfrentar o corpo a corpo
ENVIADA ESPECIAL A BELO HORIZONTE
Ao final de sua primeira semana longe da Casa Civil, a pré-candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff, ainda tem dificuldades de vestir a pele de candidata e deixar para trás a de ministra.
Dilma continua viajando pelo país de forma confortável -helicóptero e jatinho agora bancados pelo PT-, com comitiva de assessores e autoridades, e vai a eventos que pouco diferem daqueles que frequentou no último ano, como homenagens e encontros com entidades.
Em sua primeira viagem como candidata, para a qual teve seu Estado natal (Minas) meticulosamente escolhido como destino, Dilma viveu poucos apertos típicos de corpo a corpo.
Em São João Del Rei, ela deixou frustrados curiosos e militantes que esperavam por uma foto ao seu lado ou um autógrafo. Em frente ao Teatro Municipal, eles viram sua candidata andar poucos metros e, por causa do aglomerado, sair pelos fundos.
A melhor tentativa de enfrentar a multidão ocorreu na escola onde Dilma estudou na década de 60, em Belo Horizonte. Ali ela se deixou cercar por alunos, que perguntaram se ela iria dançar o "rebolation" -como faz um personagem que a imita em um programa humorístico na TV.
Mesmo assim, faltou à ex-ministra deixar para trás a proteção do cargo abandonado e encarar caminhadas nas ruas, cafezinhos, pastéis e beijos.
Como disse um vendedor que esperava, em vão, a petista para cumprimentá-la em São João Del Rei, "o Zé povinho quer chegar perto, abraçar. Mesmo depois que ele [o candidato] tenha que lavar a mão com álcool". (AF)
Contrato de ex-ministra com fundação no RS foi suspenso
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Ao deixar a Casa Civil, no dia 31 de março, Dilma Rousseff teve seu contrato de trabalho com a Fundação de Economia e Estatística, ligada ao governo do Rio Grande do Sul, suspenso por prazo indeterminado.
Dilma, que entrou na FEE em 1975, estava cedida à União desde 2003, quando assumiu o Ministério de Minas e Energia, sem ônus para a fundação.
Segundo o presidente da FEE, Adelar Fochezatto, a assessoria de Dilma consultou o órgão há algumas semanas para definir o que fazer após a saída dela do governo. Ele afirmou que, após acordo entre as partes, o contrato foi suspenso por prazo indeterminado, sem pagamento de salários e encargos.
O ato saiu no "Diário Oficial" do governo gaúcho no dia 29.
A assessoria de Dilma repetiu as informações. Ontem, o site do jornalista Claudio Humberto publicou que a governadora tucana Yeda Crusius (RS) havia revogado a cessão e que Dilma poderia ser demitida por abandono de emprego. A FEE, a assessoria da petista e a de Yeda negaram tudo. (RANIER BRAGON)
Atualizado às O7h13m
Publicado por O Globo
Evento está sendo preparado para receber Lula e Dilma no ABC paulista
De Leila Suwwan:
Representantes de seis centrais sindicais — CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB e CTB — preparam um grande evento para a ex-ministra Dilma Rousseff, em São Bernardo do Campo, no próximo sábado — dia do lançamento da pré-campanha de José Serra (PSDB), em Brasília. Além de Dilma, o presidente Lula também é esperado.
No ato estão previstos elogios e um balanço positivo da gestão petista, mas também serão cobradas de Dilma promessas de maior intervenção e regulação das relações trabalhistas. Batizado de "Mais e Melhores Empregos", o evento espera reunir cerca de 700 convidados.
A previsão é que as manifestações populares fiquem fora do auditório, para evitar que os discursos se tornem um comício.
Apesar do cuidado das centrais de não declarar o endosso institucional antecipado a qualquer candidato, o clima deverá ser de campanha aberta por Dilma Rousseff.
Um dos motes será a recordação da relação ruim do PSDB com os sindicatos, a exemplo da atual greve de professores em São Paulo.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às 19H13m
Publicado pelo Blog do Noblat
Dilma diz achar possível o voto 'Dilmasia' em Minas
A ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT a presidente da República, admitiu nesta quarta-feira, em entrevista à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, que é possível que aconteça em Minas Gerais fenômeno semelhante ao "Lulécio" de 2006, quando o eleitor mineiro votou em Lula para presidente e no tucano Aécio Neves para governador.
Perguntada se achava que em 2010 o caso poderia se repetir com ela e com o candidato tucano, o governador Antonio Anastasia (PSDB), Dilma respondeu:
.- Espero que a gente aqui em Minas Gerais tenha a melhor relação possível. A gente não escolhe a forma pela qual o povo monta as alianças. É possível que ocorra. Como houve o 'Lulécio', (é possível que haja) a 'Dilmasia'. Eu acho até melhor a inversão, né? 'Dilmasia' é meio esquisito. Anastadilma, qualquer coisa assim - disse ela na entrevista.
Atualizado às O5h18m
Publcada pela Folha de S.Paulo:
Em MG, Dilma fala "uai" e ataca oposição
Na primeira viagem solo de campanha, ex-ministra tenta reforçar elo com o Estado e volta a bater em tucanos, citando FHC
Pré-candidata petista afirma que "lobos em pele de cordeiro" são os "que tentarem fingir que não divergiram do governo"
ANA FLOR
ENVIADA ESPECIAL A SÃO JOÃO DEL REI
PAULO PEIXOTO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM OURO PRETO
Na tentativa de reforçar sua origem, a pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, visitou ontem, em sua primeira viagem de campanha, cidades históricas de Minas Gerais, Estado onde nasceu. Além de reforçar sua origem -repetiu diversas vezes a interjeição "uai", tipicamente mineira-, voltou a atacar a oposição, citando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Em São João Del Rei, cidade do presidente eleito Tancredo Neves, morto em 1985 e avô do ex-governador tucano Aécio Neves, Dilma foi questionada sobre propostas concretas para Minas. "Não me consta que durante o governo Fernando Henrique Cardoso grandes obras foram executadas em Minas", reagiu, enumerando projetos do governo Lula na região.
"É mais difícil quem nunca fez nada provar que fez", disse.
Depois de visitar e colocar um buquê de flores no túmulo de Tancredo, Dilma rebateu a pergunta sobre as motivações para inaugurar sua pré-campanha em "berço tucano". "Minas é meu berço, viu? E eu não sou tucana. E acho que Tancredo, que eu saiba, também não era tucano. Que eu saiba, [o presidente] Juscelino Kubitschek não era tucano. Aliás, as cidades e os Estados não são de ninguém, são de cada um de nós."
Em outro compromisso, em Ouro Preto, a petista afirmou que os oposicionistas fingem não ser oposição ao governo. Ela voltou a usar o termo "lobo em pele de cordeiro".
Indagada sobre quem são os lobos, disse: "Quem da oposição tentar se passar como sucessor do presidente Lula, não sendo, é um lobo em pele de cordeiro. Aqueles que tentarem fingir que não divergiram do governo, que não têm projeto diferente, que não criticaram e não propuseram o fim de políticas de governo", afirmou.
Dilma procurou mostrar ainda que apenas ela, entre os pré-candidatos ao Planalto, é herdeira política do presidente. "Não existe hipótese de eu me desvencilhar do governo Lula."
À noite, em palestras na Universidade Federal São João Del Rei, Dilma atacou o governo paulista, citando os últimos atritos e confrontos entre professores grevistas da rede estadual e policiais. A ex-ministra, que não citou nominalmente o Estado, defendeu a valorização da carreira e falou que o "nós [o governo] repudiamos toda e qualquer violência policial cometida contra professores".
Dilma disse que na campanha eleitoral é preciso "caracterizar as diferenças" para que a população possa ser informada sobre os dois projetos diferentes: o de Lula e o da oposição. "Não estamos apostando nem no "bateu, levou" nem no ataque, nada disso", afirmou.
A ex-ministra afirmou que escolheu Ouro Preto para dar início à pré-campanha por ser um lugar "simbólico" -terra dos inconfidentes e onde ocorreu o primeiro ideal de liberdade, disse. Mineira de Belo Horizonte, Dilma fez carreira política no Rio Grande do Sul, e agora busca reforçar a sua identidade com o segundo colégio eleitoral do país, governado pelo PSDB.
Atualizado às O5h11m
A foto
Publicada pela Folha de S.Paulo.

Dilma Rousseff, em visita ao túmulo do presidente Tancredo Neves, em São João Del Rei (M)..Foto de Marlene Bergamo, Folha.
Atualizado ás O4h38m
Publicado pelo Blog do Josias, Folha On Line.
Chuva e Garotinho mudam a agenda de Lula e Dilma
Lula ‘Cabo-eleitoral’ da Silva programara para o próximo sábado (10) uma viagem ao Rio de Janeiro com Dilma ‘Lulodependente’ Rousseff. Deu chabu.
Concebido como contraponto ao lançamento da candidatura rival de José Serra, agendado para o mesmo dia, o deslocamento teve de ser alterado.
A dupla decidiu trocar o Rio pelo ABC paulista, berço político de Lula. Incumbiu-se o prefeito petista de São Bernardo, Luiz Marinho (na foto) de organizar a agenda.
Deve-se a mudança de rota a dois flagelos cariocas: o excesso de chuvas e Anthony Garotinho (PR).
A definição do roteiro anterior estava a cargo de Sérgio Cabral (PMDB). O temporal que produziu caos e morte no Rio deu ao governador prioridades mais urgentes.
De resto, o neoaliado Garotinho marcou para o mesmo sábado o ato de sagração de sua candidatura ao governo do Rio, contra Cabral.
Garotinho avistou-se com Dilma na segunda (5), em Brasília. Conversaram no encontro em que o PR declarou apoio à presidenciável de Lula.
Depois disso, Garotinho, por espertinho, passou a difundir o lero-lero de que Dilma, de passagem pelo Rio, não deixaria de prestigiar o seu lançamento.
Cabral, que reivindica para si a condição de único provedor de palanque para Dilma no Rio, não gostou.
Para evitar que o fio desencapado evoluísse para o curto-circuito, Lula preferiu voltar os olhos para a zona neutra do ABC paulista.
Marinho tenta agora, a toque de caixa, pôr em pé uma programação que vincule Dilma a um tema caro ao eleitor: a criação de empregos.
O PT encomendou ao prefeito uma agenda que ultrapasse o universo sindical. Algo que inclua também o empresariado local.
comentários | imprimir | enviar por email
Atualizado às O5h16m
A charge

Clayton,O Povo, Fortaleza.
Atualizado às O5h11m
Publicadas por Claudio Hmberto:
Racha: assessores
de Dilma já
brigam pelo poder
A disputa de egos e pelo poder de influenciar Dilma Rousseff provoca “racha” no comitê do PT, com marqueteiros hostilizados por jornalistas da assessoria de imprensa, que também brigam entre si. A guerra enfraqueceu o ministro da Propaganda, Franklin Martins, cujas opiniões já não são consideradas como antes: a candidata ignorou o veto dele a recente entrevista que ela concedeu ao jornal O Estado de S. Paulo.
Azedume
Franklin Martins, que não gosta de ninguém, também detesta o marqueteiro João Santana, de quem fala muito mal sempre que pode.
Brigando sozinho
João Santana, marqueteiro de Lula, nem está aí para Franklin Martins: seus aliados são o influente Gilberto Carvalho e o próprio presidente.
Atualizado às O5hO7m:
Publicado pelo Painel, Folha de S.Paulo:
A ordem é repetir
Dilma Rousseff (PT) fez ontem, em evento do aliado PR, uma clara investida para atrapalhar o esforço do adversário José Serra (PSDB) de tirar o presidente Lula do centro do debate eleitoral, protegendo-se do potencial efeito negativo de criticar a gestão do petista, hoje com popularidade recorde.
Na avaliação do núcleo da campanha de Dilma, o tucano tentará se livrar do que pode derrotá-lo, a saber, a marca de anti-Lula. Por isso, a orientação é clara: nos próximos discursos, a ex-ministra seguirá tentando caracterizar a candidatura de Serra como um projeto em tudo oposto ao atual.
Entre nós. Dilma teve uma conversa reservada com Alfredo Nascimento e Anthony Garotinho tão logo encerrado o evento do PR. O ex-governador negou ter sido a origem da notícia de que ela iria ao lançamento de sua pré-candidatura, neste sábado no Rio. O PT diz que Dilma não estará no Estado nessa data.
Atualizado às O4h42m
Publicado pelo Blog dfo Josuias, Folha on Line:
Dilma: como ministro, José Serra ‘planejou’ o apagão
Debate sobre a questão ética ‘é muito bom para a gente’
‘Se teve um governo que levantou o tapete, foi o nosso’
‘Principais descobertas envolvem os governos anteriores’
‘Serra foi ministro do Planejamento. Planejou o quê, hein?’

Foto Sérgio Lima/Folha
Em sua primeira entrevista como ex-ministra, a candidata Dilma Rousseff começou a exibir as garras.
Ela falou ao repórter Leonencio Nossa, que a abordou ao final de uma de suas caminhadas matinais às margens do Lago Paranoá.
Acompanhada apenas de Nego, o cão labrador que herdou de José Dirceu, Dilma falou de bate-pronto.
Questionada sobre as referências éticas que permearam o discurso de despedida do rival José Serra do governo de São Paulo, Dilma disse:
“Esse debate é muito bom para a gente. Pode olhar tudo o que foi feito. Nunca se esqueça que foi a CGU quem descobriu a máfia dos sanguessugas”.
Esquivou-se de mencionar A menção à quadrilha do sangue não foi gratuita. Deflagrada pela PF sob Lula, em 2006, a Operação Sanguessuga iluminou um malfeito iniciado em 2001.
Justamente o período em que Serra respondia pela pasta da Saúde. A patifaria sobreviveu a Lula. Mas Dilma não se animou a entrar em tantos detalhes.
Ao deixar o governo, Serra dissera: "Aqui não se cultiva escândalos, malfeitos, roubalheira. [...] Nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito".
Referia-se, sobretudo, ao mensalão. Um escândalo que sacudiu o governo Lula em 2005 e roubou do PT o que lhe restava de presunção moral.
Sem citar o caso em sua entrevista, Dilma não se deu por achada:
“Se teve um governo que levantou o tapete, foi o governo Lula. [...] Estava vendo, outro dia, levantamento da CGU...”
“...Mostra que as principais descobertas e investigações neste governo foram de casos que ocorreram em governos anteriores”.
Contra a tática do plebiscito –era FHC X ciclo Lula—, Serra tem declarado que prefere contrapor sua biografia à de Dilma.
A candidata petê como que serviu um aperitivo do antídoto que pretende usar para imunizar-se do veneno do rival.
Disse que, sob FHC, Serra não foi apenas ministro da Saúde. Foi também titular da pasta do Planejamento.
Perguntou: “Planejou o quê, hein? Ali, se gestou sabe o quê? O apagão”. Apressou-se em diferenciar a treva tucana do blecaute que desligou da tomada 18 Estados, no ano passado:
“O apagão que eu falo é o racionamento. Porque o pessoal usa um pelo outro. Racionamento é ficar oito meses sem energia”.
Vão abaixo as principais declarações da candidata de Lula:
- A Educação: Ele [Lula] construiu um alicerce. Vamos ter que aumentar ainda mais os investimentos. Não vou dizer porcentual porque não sou doida, mas dá para aumentar progressivamente os investimentos. Não podemos esquecer que teremos recursos da exploração do pré-sal.
- A Saúde: Não tivemos na saúde, nos últimos 30 anos, um momento tão propício, como agora. Demos um grande salto quando estruturamos o SUS, ninguém pode negar. [...] Uma pessoa ficava em filas e filas. Isso não foi resolvido por ninguém. Acho que o grande passo foi dado com as UPAs, as Unidades de Pronto Atendimento, que garantem atenção 24 horas por dia e impedem que a fila se dê no hospital, transfere o atendimento de urgência e emergência para essas unidades...
- A realidade da Saúde é outra, não? Acho que vamos mudar esta realidade. O pessoal tem toda a razão quando se queixa. Não tinha fila no INSS? Nós não falamos que íamos acabar? Acabamos. Vamos mudar a situação da saúde.
- Serra e a ética: Esse debate é muito bom para a gente. [...] Nunca se esqueça que foi a CGU quem descobriu a máfia dos sanguessugas. Tudo foi feito pela CGU, combinado com a PF. Se teve um governo que levantou o tapete, foi o governo Lula. Antes não apareciam denúncias, porque ficavam debaixo do tapete, ninguém apurava. [...] Levantamento da CGU mostra que as principais descobertas e investigações neste governo foram de casos que ocorreram em governos anteriores. A apuração das denúncias levantadas pela Operação Castelo de Areia é um caso [Esse inquérito envolve também obras do PAC, entre elas a Refinaria Abreu e Lima] Acabamos com a figura do engavetador-geral [referência ao ex-procurador-geral da República Geraldo Brindeiro, nomeado por FHC]. Onde está o engavetador? A União não engaveta mais nada. Nos sentimos muito à vontade em fazer essa discussão.
- A biografia do adversário: O Serra que me desculpe, mas ele não foi só ministro da Saúde. Foi ministro do Planejamento. Planejou o quê, hein? Ali, se gestou sabe o quê? O apagão. O apagão que eu falo é o racionamento. Porque o pessoal usa um pelo outro. Racionamento é ficar oito meses sem energia.
- Ciro Gomes: Tenho uma relação muito forte com Ciro. Por conta do fato de termos sido ministros no primeiro mandato do presidente Lula. Foi uma época muito difícil, havia muita tensão, muitas acusações. O Ciro foi um companheiro inestimável. Ele pensa semelhante a todo o projeto do governo. Agora, o que ele vai fazer só ele pode dizer...
- A abertura dos arquivos da ditadura: Não tem revanchismo em relação à memória. Fizemos todas as tratativas na Casa Civil, quando mandamos ofícios a todos os órgãos arquivistas existentes na República. Pedimos que entregassem os arquivos. Foi dito que tinham sido queimados. Então, que se apresentassem as provas. A Aeronáutica entregou a parte do arquivo. As demais Forças disseram que não existem arquivos. O que pudemos fazer, nós fizemos.
- Se eleita, vai abrir o arquivo da inteligência do Exército? O Brasil está bastante aberto. Depende do que vai ocorrer daqui para frente. O aperfeiçoamento da democracia não é uma coisa que se faz de uma vez por todas. Faz a cada dia. É um processo de consulta a pessoas.
- As Forças Armadas: O Plano de Defesa que fizemos foi uma das melhores coisas do governo Lula. Um país deste tamanho tem de aparelhar e valorizar as suas Forças Armadas, tem de ter uma estrat&eacu
Dilma Roussef