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Atualizado às 12h35m
Publcado pela Folha de S.Paulo
ARTIGO
ELIANE CANTANHÊDE
Plínio, o provocador
BRASÍLIA - No próximo dia 26, Plínio Arruda Sampaio faz 80 anos. Viu e participou de muita coisa que ocorreu neste país nas últimas seis décadas, pelo menos. Em 1964, fugiu de Brasília de carro com um casal amigo e os dois filhos pequenos de André Reis, um figuraça do velho "partidão", que os "emprestara" para fingir que era uma família.
Depois de 12 anos no exílio, no Chile e nos EUA, ele articulou com Fernando Henrique e Almino Afonso, ex-ministro de Jango, o Partido Socialista Democrático Popular (PSDP), que já tinha até programa e manifesto, mas não vingou. Segundo ele, FHC roeu a corda e passou a defendeu a união do antigo MDB contra a ditadura.
Plínio pulou para outra empreitada e fez o primeiro estatuto do PT em 1980. Mas, com o tempo, se desiludiu: "Acompanhei a virada do PT para a direita. Aí, fim de papo". E foi um dos fundadores do PSOL, pelo qual concorre agora contra Serra, Dilma e Marina, na condição de "nanico". O dissidente do PT nasceu com discurso vigoroso, mas condições frágeis.
Com uma curiosa trajetória, que começa na comportada democracia cristã -era deputado do PDC quando, aos 32 anos, relatou a reforma agrária na Câmara-, Plínio saiu do centro, guinou para a esquerda e fincou raízes na extrema esquerda, se é que é possível falar em extrema esquerda no Brasil.
Há quem entre em campanha para ganhar, custe o que custar (em vários sentidos). Não é o caso do octogenário Plínio, que entrou porque seu partido decidiu ter candidato próprio sem ter opções de nomes e porque ele quis um espaço para pregar a justiça social.
Na sua opinião, FHC e Lula avançaram pouco nessa questão fundamental, porque a redistribuição de renda é lenta e tem sido via salário, não via capital. Mas ressalva: "Eu não sou contra governos, sou contra o Estado brasileiro".
Numa eleição polarizada, Plínio pode cumprir o papel de... provocador. O que pode ser muito bom.
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Atualizado às 11h39m
Publicada por O Globo
‘O PT perdeu o rumo’, diz Plínio Arruda Sampaio
Candidato do PSOL à Presidência se reúne com membros da ABL
Cássio Bruno
O candidato do PSOL à Presidência, Plínio Arruda Sampaio, participou ontem, no Centro Cultural Austregésilo de Athayde, no Cosme Velho, Zona Sul do Rio, de um almoço com intelectuais e membros da Associação Brasileira de Letras (ABL).
No encontro, Plínio criticou o PT, partido de sua adversária Dilma Rousseff, defendeu a redistribuição de renda com reforma agrária e debateu o papel da mídia nas eleições deste ano, além de apresentar propostas para as áreas de saúde e educação.
À tarde, fez caminhada no centro comercial da cidade.
— O PT perdeu o rumo. Desviou-se do seu caminho. Era um projeto socialista, mas deixou de ser. Agora, é um projeto de poder normal como a política burguesa do Brasil — disse o candidato.
Na reunião, que contou com a presença dos imortais Cícero Sandroni, Candido Mendes e Murilo Melo Filho, entre outros, estavam ainda alguns ex-petistas, como o deputado federal Chico Alencar (PSOL), que também subiu o tom contra a legenda:
— O que aconteceu com o PT foi a peemedelização (referência ao PMDB). O velho PT não volta mais.
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Atualizado às 00h51m
Divulgada pela Assessoria de Imprensa do candidato.
Plínio Arruda Sampaio almoça com membros da ABL no Rio de Janeiro
O candidato do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) à Presidência da República, Plínio Arruda Sampaio, chega ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 19, para uma agenda com intelectuais da cidade e almoça com vários membros da Academia Brasileira de Letras, acompanhado pelo candidato a governador Jefferson Moura e Milton Temer, candidato ao Senado. Plínio participa de caminhadas pela Saara, centro de comércio alternativo e concede entrevista a rádio da região do comércio, acompanhado da militância.
Na terça-feira (20) Plínio Sampaio Chega a Brasília para fazer corpo a corpo na rodoviária do plano pilito.
Na tarde desta terça-feira, Plínio Sampaio participa da corpo a corpo junto com a militância do PSOL de Brasília na plataforma superior da rodoviária do plano piloto, Plínio será o primeiro dos presidenciáveis a fazer este tipo de campanha em Brasília, mostrando a vitalidade política em ir conversar diretamente com o povo do DF. Na oportunidade o candidato espera ser indagado sobre vários assuntos, pretende fazer uma espécie de debate público com a população, onde vai defender a soberania nacional, fim da privatização das florestas; a revogação da MP 458, que legaliza a grilagem no campo; e o apoio à demarcação, homologação, titulação e garantia de inviolabilidade dos territórios indígenas, saúde, educação e democracia direta.
Quem é Plínio Arruda Sampaio?
Promotor público aposentado, Plínio Arruda Sampaio é mestre em desenvolvimento econômico internacional pela Universidade de Cornell (EUA). Foi deputado federal constituinte e relator do projeto de reforma agrária do governo João Goulart. Atualmente, é o presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra) e, desde 1975, é consultor da ONU, onde já atuou em programas de reforma agrária, desenvolvimento rural e da pequena agricultura. Foi um dos fundadores do PT, partido pelo qual disputou o governo do Estado de São Paulo, em 1990. Em 2005, rompeu com o PT, e desde lá, constrói o PSOL, por onde foi candidato a governador de São Paulo, em 2006.
Confira a agenda de campanha para os dias 19 e 20 de julho
Segunda-Feira (19)
11 horas - Almoço com intelectuais e membros da Academia Brasileira de Letras, no Centro Cultural Austregésilo de Athayde (Rua Cosme Velho, 599, Cosme Velho/RJ).
15h30 - Entrevista à rádio Saara seguida de caminhada pelo centro comercial em companhia da militância e candidatos do PSOL (Avenida Passos, 91, cobertura 2, 3, 4 e 9, Centro/RJ).
21 horas – Viagem a Brasília
Terça-Feira (20), em Brasília.
11 horas – Entrevista ao Blog do Fernando Rodrigues (Centro Empresarial Norte - SRTVN Quadra 701, Conjunto C, Bloco A, 8º andar, sala 813, Brasília/DF).
17 horas – Corpo a corpo na rodoviária do Plano Piloto (a confirmar)
22h10 – Participa ao vivo do programa Tribuna Independente, na Rede Vida de TV (Via L2 Sul, Quadra 601, Brasília/DF) Agenda de Plínio Arruda Sampaio para os dias 19 e 20 de julho.
Contato:
Luciana Araujo (11) 9891-5169
E-mail: luciana_jornal@uol.com.brlucianaraujo_sl@hotmail.com: @luciana_jornal
MSN:
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Atualizado às 11h24m
Publicado pelo Radar Om Line
LAURO JARDIM
Bicudo lá e cá?
Ex-petista histórico, Hélio Bicudo declarou apoio à candidatura de Marina Silva na semana passada e provocou uma certa confusão no PSOL. É que estava certo que ele seria um dos colaboradores do capítulo de direitos humanos do programa de governo do partido para a disputa presidencial. Garante Plínio Arruda Sampaio:
- Sim, sim, no programa ele vai ajudar. Isso está certo.
É, mas parece que falta combinar com o outro lado. Rebate Bicudo:
- Se estou apoiando Marina, embora seja fã do Plínio, para mim seria muito difícil ir além da simpatia.
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Atualizado às 03h47m
Publicada pela Folha.com
Sem acordo com PSOL, PCB lança candidato à Presidência
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
Não houve acordo entre o PSOL e o PCB para que os comunistas se aliassem aos socialistas e indicassem o candidato a vice na chapa de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).
O PCB confirmou o lançamento da candidatura de Ivan Pinheiro e elevou a 11 o número de postulantes à Presidência da República.
Os comunistas terão 40 segundos de tempo de TV. O PSOL terá 46.
O vice na chapa de Plínio será o professor Hamilton Assis, dirigente nacional do PSOL, que era pré-candidato ao governo da Bahia.
Plínio de Arruda Sampio desembarca hoje em Salvador (BA) e participa da 33ª Romaria da Terra junto com Dom Frei Luiz Flávio Cappio.
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Atualizado às 08h43m
Divulgada pela Assessoria de Imrensa do PSOL
Convenção nacional do PSOL referenda candidatura de Plínio Arruda Sampaio neste dia 30
Fechando o ciclo de encontros para definição dos presidenciáveis deste ano, o PSOL realiza sua convenção nacional no próximo dia 30 de junho (quarta-feira), a partir das 10 horas da manhã, no auditório Teotônio Vilela da Assembleia Legislativa de São Paulo (Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera). A convenção homologa a candidatura de Plínio Arruda Sampaio para disputar as eleições presidenciais em 2010.
O evento contará com a presença dos três deputados federais que representam o PSOL na Câmara dos Deputados, do senador José Nery (PSOL-PA) e dos três deputados estaduais da sigla.
Intelectuais e personalidades que apóiam a candidatura e contribuem na formulação do programa de governo também estarão presentes. Já confirmaram: os geógrafos Aziz Ab’Saber e Ariovaldo Umbelino, os sociólogos Chico de Oliveira e Heloísa Fernandes, dom Tomás Balduíno (bispo emérito de Goiás), o mestre em planejamento energético Ildo Sauer, os filósofos Paulo e Otília Arantes, o arquiteto e especialista em projetos de habitação Pedro Fiori Arantes e o jurista Pedro Gentil. Além dos especialistas que articulam em conjunto com a coordenação da campanha as propostas programáticas que Plínio Arruda Sampaio defenderá na campanha, a convenção nacional do PSOL também contará com a presença de lideranças do MST e do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), de pastorais sociais da igreja católica e outros movimentos sociais que apóiam o candidato do PSOL.
A imprensa terá acesso ao local a partir das 11 horas e o evento será encerrado às 13 horas, com um ato de formalização da candidatura. Solicitamos aos veículos que credenciem seus representantes previamente pelo email comunicacao@pliniopresidente.com
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Atualizado às 14h38m
Nota de Plinio de Arruda Sampaio
Em resposta à carta aberta formulada por 13 organizações não-governamentais (ONGs) aos presidenciáveis sobre as mudanças propostas no Código Florestal Brasileiro, o pré-candidato do PSOL, Plínio Arruda Sampaio divulga o posicionamento que segue abaixo. A nota foi encaminhada a todas as ONGs que subscrevem a carta aberta.
Plínio aceitou ainda o convite, recebido via twitter, para assinar a petição da rede de mobilização global Avaaz.org para "salvar o Código Florestal Brasileiro". O documento pede aos deputados brasileiros que rejeitem "qualquer tentativa de alterar ou enfraquecer o nosso código e que qualquer mudança seja para fortalecer as proteções ao meio ambiente e favorecer pequenos agricultores, não o grande agronegócio".
Leia abaixo a nota de Plínio Arruda Sampaio.
Resposta à carta das ONGs sobre o código florestal
Nosso código florestal apresenta brechas. E os proprietários inescrupulosos aproveitam para burlar seus dispositivos. Precisa ser melhorado. Não é isto contudo o que os deputados federais têm em mira com o projeto de revisão deste código. Com a colaboração do relator, deputado Aldo Rebelo, esse projeto, em vias de aprovação, significa anistia aos predadores que arrasaram mais de 40 milhões de hectares de matas de 1996 até hoje, bem como a retirada de proteção legal de 35 milhões de hectares de florestas na Amazônia.
Pior: os estados brasileiros ganharão a possibilidade de reduzir em até 50% os atuais limites das áreas de preservação permanente correspondentes às margens de rios e lagos. Conhecendo-se a miopia dos governantes e a avidez das oligarquias regionais, é fácil perceber que nada restará dessas matas ciliares dentro de poucos anos.
Para culminar, o projeto outorga aos proprietários de imóveis de tamanho inferior a quatro módulos fiscais a faculdade de desmatar toda a sua área. Para se ter uma ideia: na Amazônia isto representará a possibilidade de desmatamento de 70 milhões de hectares de matas hoje preservadas como reserva legal.
É o neoliberalismo no seu limite máximo. É a medida da incapacidade e da falta de escrúpulos da elite dirigente. Além de ser uma clara amostra do servilismo do governo Lula, porque essa liberação irresponsável é feita unicamente parar abrir caminho para as mega fazendas dos grandes agronegócios internacionais, que, por sua vez, têm o objetivo de montar uma enorme empresa exportadora de “commodities” agrícolas em nosso país.
No próximo dia 21, o relatório será colocado em votação. O prazo é curto, mas ainda temos possibilidade de derrotar esse relatório absurdo.
Estou enviando meu integral apoio ao movimento das ONGs que pediram o pronunciamento dos presidenciáveis.
Plínio Arruda Sampaio
17.06.10
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Atualizado às 14h14m
Publicada pelo Radar On Line
PSOL, uni-vos!
A poeira até que enfim baixou no PSOL. Rachado após as prévias de fevereiro entre Plínio de Arruda Sampaio e Martiniano Cavalcante, a conciliação começa a ganhar corpo no partido.
Hoje, em Porto Alegre, Plínio encontra Luciana Genro, que apoiou Martiniano há três meses. Na semana que vem, se a agenda deixar, pretende encontrar Heloísa Helena, que chegou a contestar o resultado das prévias.
Para um partido com apenas três deputados, já não era sem tempo.
Por Lauro Jardim
Tags: Heloisa Helena, Luciana
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Atualizado às 11h55m
Publicada pelo Radar On Line, Veja on Line
Um ex-petista na campanha do PSOL
O jurista Hélio Bicudo será um dos colaboradores do programa de governo de Plínio de Arruda Sampaio para a Presidência da República.
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Atualizado às 14h15m
Publicada pelo Portal Terra
Dilma, Marina e Serra não têm nada de esquerda, diz Plínio
Ela (Marina Silva, do PV) é a mesma coisa que os outros dois (...) O Serra não sabe nem onde é a frente de uma vaca". O pré-candidato do nanico Psol à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, não poupa munição contra seus oponentes do PV e PSDB. Já quando o assunto é Dilma Rousseff, ele prefere centrar fogo no PT e no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nestes quase oito anos, diz ele, "a população, imantada pela demagogia do Lula, não percebeu a realidade dura que estava atrás", avalia.
Amante da música de Chico Buarque e Frank Sinatra, Plínio deu entrevista ao Terra nesta quinta-feira (13) em sua casa no Alto de Pinheiros, onde vive com Dona Marieta, mãe de seus cinco filhos. É ela quem faz o prato preferido do candidato socialista: macarrão. "Mas tem que ser vermelho", diz ela. Para Plínio, o tucano José Serra "foi" de esquerda e FHC foi "um desastre". Ele aponta contradições na "verde" Marina Silva e expõe fundas decepções com o partido de Dilma Rousseff. Plínio ajudou a fundar a legenda e a deixou em 2005, após o escândalo do Mensalão. "Não fui eu que saí do PT, mas ele de mim", diz.
Leia a entrevista:
Terra - O que motivou o senhor a ingressar na carreira política?
Plínio de Arruda Sampaio - Sou de uma família de gente política. A vida inteira se discutiu sobre isso na minha casa. As primeiras prosas de política que eu ouvi foram no colo do meu pai. Meu avô foi deputado, então, sempre fui criado com essa preocupação. Depois, fui militante da Juventude Universitária Católica e o nosso envolvimento social era enorme. E preocupação social é política.
Terra - O senhor foi exilado durante a ditadura militar e a pré-candidata petista, Dilma Rousseff, também foi vítima do regime e o combateu de outra forma, com a luta armada. O que o senhor acha desta forma de resistência e o que acha das críticas feitas à ex-ministra por conta disso?
Plínio de Arruda Sampaio - Tenho o maior respeito pela coragem desses moços e pela dedicação deles. Na época foi uma grande dúvida para a minha consciência. Eu estava exilado com a minha esposa e meus cinco filhos. Eu me perguntava se eu deveria estar aqui ou lá. Mas minha avaliação política é de que foi um erro. Tanto é que depois fizeram uma autocrítica e voltaram à vida institucional, porque daquela forma não tinha a menor condição política de vencermos a ditadura.
Terra - O que o senhor acha da Lei da Anistia?
Plínio de Arruda Sampaio - A lei é política, diz respeito aos delitos políticos. A tortura não é um delito político, mas um crime comum. Cruel. Portanto, não pode ser abrangido pelo conceito de anistia.
Terra - O senhor é a favor da legalização ou descriminalização das drogas?
Plínio de Arruda Sampaio - Estamos estudando isso no meu partido porque eu não tenho uma opinião formada. Chamei vários especialistas em psicologia e medicina, por exemplo. Estou esperando esse grupo me dar uma ideia para eu tomar uma posição clara. Reconheço que se usa o pretexto da droga para criminalizar a população jovem pobre. Se houver uma maneira de evitar que a legalidade da droga seja um fator que ajude a expansão da criminalidade, evidentemente serei favorável.
Terra - Dilma e Serra se manifestaram sobre a questão do aborto porque a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disse que apoiaria o candidato favorável à vida. O senhor é favorável à legalização do aborto?
Plínio de Arruda Sampaio - Serra fugiu da questão e passou o problema adiante. Dilma voltou para trás. Marina diz que é uma questão que é, mas não é, se fosse, seria ótimo, mas como ela não é, é ótimo também. Eu discordo da opinião da CNBB, que é uma opinião muito rígida, muito fechada. E eu sou cristão, católico apostólico romano e me confesso frequentemente. Exatamente por eu ser católico que sou contra. Do ponto de vista da administração pública, sou favorável.
Não posso, numa sociedade pluralista impor uma convicção religiosa minha a ninguém. Essa é uma questão social. Milhares de moças perdem a vida ou se machucam por causa da ilegalidade. A minha proposta é legalizar o aborto. Não é a descriminalização, é mais, é a legalização com procedimentos que assegurem que aquela moça, diante deste dilema, não tenha decisões forçadas, nem para um lado, nem para o outro. Ninguém defende mais o filho do que a mãe.
Terra - O senhor acredita que pode vencer ou é, desde já, uma candidatura de propaganda política do partido?
Plínio de Arruda Sampaio - Antes de mais nada, é uma candidatura para dizer o que nem Marina, nem Dilma, nem Serra estão dizendo sobre o aborto, sobre a reforma agrária, sobre todas as questões do País. Porque ninguém diz nada. Quando você diz, tem gente contrária e a favor. Por exemplo, o que eu disse agora sobre o aborto. Eu devo ter perdido milhões de votos dos fundamentalistas que não aceitam o aborto de jeito nenhum. Eu falo, paciência. A candidatura é para dizer que a política tem que ser o jogo da verdade. Não pode continuar a ser o jogo da mistificação. Esse é o intuito real da candidatura.
Eu quero vencer? Claro. Tenho condições? Não sei. Aparentemente não, porque tenho pouquíssimos recursos, não sou uma pessoa que esteja na mídia todos os dias, ao contrário. Minha candidatura é para afirmar uma alternativa totalmente diferente para o País, para mostrar a impossibilidade de resolver os problemas do Brasil dentro do capitalismo e para apontar a um socialismo democrático.
Terra - O que faria um eleitor votar no senhor e não em Marina Silva, tendo em vista que ambos se colocam como uma alternativa à polarização PT-PSDB?
Plínio de Arruda Sampaio - Marina polariza e não polariza. Se polarizasse, não polarizaria. Se polarizando, não vai polarizar. Assim, ela não se traduz nunca. Ela é a mesma coisa que os outros dois. Ela não se propõe a ser socialista. É assim: ou você é capitalista e do campo da ordem, ou você é anti-capitalista e do campo da ruptura democrática, revolucionária.
Terra - Em algumas pesquisas de intenção de voto, o nome do senhor sequer apareceu no questionário. Como lida com isso?
Plínio de Arruda Sampaio - Mal, muito mal. Fico irritadíssimo e absolutamente indignado. Eu sou um homem público há 60 anos, não sou um arrivista que veio brincar de ser candidato. Já fui candidato a governador do estado de São Paulo por duas vezes, fui deputado federal três vezes, fui um homem cassado pelo regime militar. É um desrespeito com a minha pessoa e, sobretudo, um desrespeito ao meu eleitor. Porque eu tenho eleitores. Posso não ter para ganhar, mas tenho e eles têm o direito de saber.
Terra - O que o senhor acha do projeto ficha limpa? Ter a ficha limpa não deveria ser um pressuposto do homem público?
Plínio de Arruda Sampaio - Acho que não deveria ser necessário. A Constituição diz que é preciso ter uma reputação ilibada. Mas eu acho que é uma prevenção razoável. Não creio que seja um instrumento final para evitar o sem vergonha malando na política. Isto só virá com a consciência política. Mas já ajuda.
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Atualizado às 12hO6m
Publicada pela Divulgação da Campanha de Plinio de Arruda Sampaio:
Twiters da Campanha do PSOL
Plínio de Arruda Sampaio - http://twitter.com/Pliniodearruda São Paulo - http://twitter.com/psolsp Nacional - http://twitter.com/PSOLnacional do PSOL na Câmara - http://twitter.com/Lideranca_PSOL José Nery – PSol/PA – http://twitter.com/SenadorJoseNery Federal Ivan Valente – PSol/SP – http://twitter.com/dep_ivanvalente Federal Chico Alencar – PSol/RJ – http://twitter.com/depchicoalencar Federal Luciana Genro – PSol/RS – http://twitter.com/lucianagenro Estadual Carlos Giannazi – PSol/SP – http://twitter.com/carlos_giannazi Estadual Raul Marcelo – PSol/SP – http://twitter.com/raulmarcelopsol Estadual Marcelo Freixo – PSol/RJ – http://twitter.com/MarceloFreixo
PSOL
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Liderança
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Deputado
Deputada
Deputado
Deputado
Deputado
Vídeo: Plínio virou ‘twitador’ e convida você a participar
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Atualizado às O7h22m
Publicada pela Assessoria de Imprensa
Plínio Arruda Sampaio comemora 1º de maio na Praça da Sé
O pré-candidato do PSOL à Presidência da República confirmou presença no ato organizado por diversas entidades em comemoração ao 1º de maio (Dia do Trabalhador) na Praça da Sé, em São Paulo. Como todos os anos, Plínio participará da missa do trabalhador, às 9 horas na catedral, e ficará para a manifestação promovida pela Intersindical, Conlutas, Pastorais Sociais e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem teto (MTST), que tem início previsto para as 10h30.
O deputado federal Ivan Valente, assim como os deputados estaduais do PSOL SP Raul Marcelo e Carlos Giannazi, também estará presente.
O 1º de maio na Praça da Sé tem se notabilizado como um ato independente, classista, organizado com recursos próprios, sem o patrocínio do governo e de empresas. Tem sido o contraponto aos megashows, sorteios de casas e de carros feito por outras centrais sindicais que distorcem o caráter do 1º de maio, que maculam seu sentido histórico de um dia de luta e resistência da classe trabalhadora em todo o mundo.
Mais informações:
Márcio Bento – Secretário de Comunicação do PSOL SP – tel: (11) 9815-7967
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Atualizado às 13h31m
Publicada pelo Radar On Line
Plínio contra Marina
O Instituto Ethos aguarda resposta de quatro presidenciáveis para um debate que vai ocorrer no dia 11 sobre desenvolvimento sustentável na sede da entidade. PSDB, PT, PV e PSOL já confirmaram presença: não necesariamente com seus candidatos, mas no caso do PT e do PSDB com representantes.
Plínio de Arruda Sampaio vai. Quer focar suas perguntas e críticas em Marina Silva, caso ela esteja lá. Vale lembrar que o seu grupo não engole até hoje o namoro que a ala do PSOL controlada por Heloísa Helena teve com o PV.
Plínio chama Marina de eco-capitalista e se autodenomina eco-socialista, seja lá o que isso signifique:
- Quero saber a opinião dela sobre Belo Monte, transgênicos e florestas. Temos divergências.
Por Lauro Jardim
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Atualizado às 1Oh59m
Publicado pelo Portal UOL
Candidato do PSOL, Plínio promete combate a Serra e chama Dilma de "técnica"
Guilherme Balza, do UOL Notícias, em São Paulo
Plínio de Arruda Sampaio, candidato do PSOL à Presidência
Fundador do PT e um dos principais ícones da esquerda brasileira, Plínio de Arruda Sampaio, 79, foi eleito pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) para disputar a sucessão presidencial em meio à maior crise vivida pelo partido em seus cinco anos e meio de história. Uma parcela significativa da legenda, liderada pela presidente do partido, Heloísa Helena, defendia a formação de uma coligação encabeçada por Marina Silva, candidata à presidência pelo PV.
A Executiva Nacional do PSOL foi contra esta opção, argumentando que o programa político do PV e as suas alianças nos Estados --sobretudo com o PSDB-- divergiam das posições centrais da sigla. Diante da decisão, o grupo da alagoana e da deputada federal Luciana Genro (RS) lançou o nome do goiano Martiniano Cavalcante nas eleições internas.
No início deste mês, a alguns dias do Congresso do partido que definiria o candidato, a página principal do PSOL foi assumidamente “sequestrada” e tirada do ar pelo grupo de Heloísa, sob a alegação que os controladores do site estariam fazendo campanha antecipada para Plínio. O paulista acabou eleito, mas a alagoana, que disputará uma vaga no Senado, já sinalizou que não apoiará o correligionário, se confirmada a sua candidatura.
Em entrevista ao UOL Notícias, Plínio disse que não há qualquer possibilidade de o PSOL escolher outro candidato. O ex-deputado constituinte, cuja candidatura tem apoio de intelectuais como Paulo Arantes, Fábio Konder Comparato, Aziz Ab'Saber e Chico de Oliveira, afirmou que defenderá um programa socialista para o país e que "combaterá fortemente" as candidaturas de Dilma Rousseff e de José Serra.
UOL Notícias - A sua candidatura foi lançada em meio a uma grande crise no PSOL. A Heloísa Helena disse na semana passada, em entrevista ao UOL Notícias, que trabalhará internamente pra aprovar a abertura de um congresso extraordinário que redefinirá a candidatura do partido. O senhor realmente será o candidato do PSOL ou existe a possibilidade de isso mudar?
Plínio de Arruda Sampaio - Nenhuma. Juridicamente e politicamente nenhuma. O PSOL já tem candidato. Inclusive vários dos meus adversários [internos] já declararam apoio.
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UOL Notícias - Como o senhor vê essa crise no PSOL, um partido que nasceu para retomar algumas bandeiras históricas do PT, mas em apenas cinco anos de existência tem um futuro incerto?
Plínio - Todo partido de esquerda tem muita briga. É normal isso. O partido de esquerda é composto por pessoas com ideias programáticas, valores. Nos partidos de direita o conflito político é conduzido de outra maneira, por baixo dos panos. Eles têm interesses, que são mais fáceis de conciliar. Agora, quando o assunto é definir uma linha programática, é mais difícil do que unir interesses.
UOL Notícias - Pela força do nome e o desempenho em 2006, a escolha de Heloísa Helena para a disputa presidencial era a opção favorita das principais lideranças do PSOL e também de outros partidos. Se ela voltar atrás e resolver se candidatar, o senhor retiraria sua candidatura?
Plínio - Nessas alturas isso é impossível. Ela quer se eleger senadora. Teve todas as chances de se candidatar à presidência, mas ela não quis.
UOL Notícias - Qual a sua expectativa para as eleições nos Estados. Acredita que o PSOL elegerá senadores e deputados?
Plínio - Somos um partido pequeno. Eu, que fundei o PT, sei o que são os primeiros anos de uma sigla. Nos primeiros cinco anos do PT não elegemos ninguém. Colocamos candidatos para serem vistos, mas não elegemos ninguém, isso numa época em que o movimento de massas era muito grande. Isso [o movimento de massas] está anestesiado, mas se fizermos uma boa campanha, já é um avanço político.
Assista à entrevista que Plínio concedeu no estúdio do UOL Notícias, em outubro de 2009
Mais trechos da entrevista
UOL Notícias - Em 2006, o senhor conquistou uma boa parte do eleitorado na reta final, obtendo uma votação razoável para um partido pequeno, eleitoralmente falando. Quais as pretensões e os objetivos de sua candidatura nesse ano?
Plínio - Vou fazer a mesma coisa. Sou cavalo de chegada. Devagarinho no começo e com chegada forte no final.
UOL Notícias - O senhor já disse que sua candidatura é uma espécie de “anticandidatura” para apontar um caminho aos que não concordam com os programas do PT e do PSDB e não tem a ambição de se eleger. Mas, se acontecer o improvável e o senhor for eleito, quais os rumos tentará dar ao país?
Todo mundo sabe que eu sou um socialista. Se eu for eleito o socialismo irá avançar no país.
UOL Notícias - Neste ano dificilmente haverá uma frente de esquerda, com PSOL, PCB e PSTU, como ocorreu em 2008. O senhor trabalhará para compor a frente?
Plínio - Já estou trabalhando fortemente. Seria extremamente importante nos unir, inclusive para diminuir essa ideia de que a esquerda é dividida. Não perdi as esperanças. Vamos tentar unir os socialistas.
UOL Notícias - O senhor é amigo pessoal de Serra e foi um dos principais ícones da história do PT, o partido de Dilma. Como o senhor avalia os programas das duas candidaturas e a atuação de ambos nos últimos cargos que ocuparam?
Plínio - Eu sempre separei amizade de política. Eu sou amigo do Serra, mas vou combatê-lo. Ele está errado, fazendo uma política de direita, contra o povo, e eu vou enfrentá-lo fortemente.
UOL Notícias - E com relação à Dilma?
Plínio - Eu não conheço essa senhora. Nunca a vi. Ela não é uma figura clássica da política. Ela se tornou uma técnica, fez um trabalho técnico, e voltou pra política. Se ela for defender o governo Lula, e é óbvio que ela o fará, vou combatê-la fortemente. Ele [o Lula] é um desastre para o povo brasileiro. Veja o que aconteceu hoje (anteontem, quando a entrevista foi feita, foi realizado o leilão para a instalação da usina de Belo Monte, no sul do Pará). Essa usina vai ser construída em um lugar que não tem demanda. Vai ser necessária uma linha de transmissão de mais de 1.000 km para chegar no primeiro centro consumidor, sendo que há no vale do rio São Francisco muita energia para ser explorada. Belo Monte vai demorar 10 anos para ser construída e vai custar R$ 30 bilhões do dinheiro do povo brasileiro. Além disso, será um desastre para os povos locais e para o meio ambiente.
Apoios a Plínio de Arruda Sampaio
Grupo de intelectuais critica PT, PSDB e Marina e lança Plínio Sampaio para Presidência
Parlamentares do PSOL lançam manifesto de apoio à pré-candidatura de Plínio ao Planalto
Mais em UOL Notícias
Página das Eleições 2010
UOL Notícias - O senhor apoiaria o Serra ou a Dilma no segundo turno?
Plínio - Não. Um candidato de esquerda não pode votar numa candidatura de direita. Se Serra e Dilma forem ao segundo turno não teremos opção. Eu proporei ao partido que votemos nulo. O partido que vai decidir, mas acredito que nós temos que marcar uma posição de protesto contra os dois.
UOL Notícias - Como o senhor enxerga a candidatura de Marina Silva, à qual o seu partido cogitou dar apoio?
Plínio - A Marina é ecologista, mas não se posiciona como socialista. Ela defende a ecologia até o ponto que o capitalismo deixa. Quando o capitalismo não deixa, ela cede. No caso dos transgênicos, na transposição do rio São Francisco e na destruição da floresta Amazônica foi assim. Esse é o problema do “ecocapitalismo”: quando mexe no lucro, ele não enfrenta o capitalismo. E a Marina não tem uma posição frontal quanto a isso. E é por isso que as bases do nosso partido escolheram não apoiar a candidatura dela.
UOL Notícias - O senhor aceitará dinheiro de empresas privadas para o financiamento da sua campanha, como ocorreu com a sua companheira de partido Luciana Genro, que recebeu R$ 100 mil da Gerdau em 2008, na disputa pela prefeitura de Porto Alegre?
Plínio - Não. Temos uma decisão do partido que diz que não se pode receber dinheiro da empresa privada. Não vamos receber dinheiro de empresa privada. Vamos receber contribuições de pessoas físicas. Se um empresário fisicamente quiser contribuir, poderá, mas com pouco dinheiro. Mas não acho que isso vai acontecer. Vamos financiar a campanha com o dinheiro dos nossos militantes.
UOL Notícias - Na sua visão, o financiamento das campanhas eleitorais deve obedecer quais regras?
Plínio - Se vivêssemos em uma democracia, o financiamento de campanha seria público, com o Estado pagando a mesma coisa para cada candidato. Se todos tivéssemos o mesmo financiamento e o mesmo tempo de televisão, aí eu queria ver se o Serra e a Dilma teriam 30% das intenções de voto e nós estaríamos lá embaixo.
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Atualizado às O629m
Publicada pla Folha de S.Paulo
Escolha de Plínio provoca racha no PSOL
Disputa interna pelo Palácio do Planalto abre crise no partido e esvazia poder de Heloísa Helena, que apoia Marina (PV)
Aliado diz que ex-senadora deve boicotar campanha nacional; grupo derrotado "sequestra" site e promete retomar controle da sigla

Marcelo Justo/Folha Imagem
Plínio de Arruda Sampaio, eleito, na semana passada, pré-candidato à Presidência pelo PSOL em meio ao racha interno da sigla
BERNARDO MELLO FRANCO
DA REPORTAGEM LOCAL
Menos de quatro anos após disputar sua primeira eleição, o PSOL já vive um racha nacional, com direito a acusações de fraude, troca de insultos entre dirigentes e até ao "sequestro" de seu site oficial na internet.
O partido se dividiu no fim do ano passado, quando sua principal estrela, Heloísa Helena, desistiu da corrida presidencial para tentar voltar ao Senado por Alagoas e pregou o apoio a Marina Silva, do PV. A decisão acendeu o pavio da crise, que explodiu semana passada com a indicação do ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio, 79, para concorrer ao Planalto.
"Houve um acordo espúrio e oportunista", esbraveja Martiniano Cavalcante, que disputou a vaga com apoio de Heloísa. "A luta está aberta. Se for preciso, vamos à Justiça para afastar os burocratas que se apossaram do nosso partido."
Plínio foi eleito por "unanimidade", mas só 89 dos 166 delegados participaram da votação. O grupo da ex-senadora não compareceu, em protesto contra a exclusão de 12 aliados acusados de fraude nas prévias estaduais. O ex-deputado Babá, que concorria com menos chances, desistiu na última hora para apoiar o vencedor.
"O PSOL não é da Heloísa. Queremos mostrar que o partido não tem dono nem dona", desafia o radical. "O problema é que ela age com o fígado, leva o confronto político para o lado pessoal. Outro dia, uma senhora me reconheceu e pediu que desse um beijo nela. Se eu tentasse cumprir a tarefa, ia levar um safanão!"
A briga entre as correntes internas da sigla, que somam mais de uma dezena, ultrapassou os limites da disputa presidencial. O grupo de Plínio tirou de Heloísa, presidente do partido, o monopólio do registro de candidaturas. A manobra foi interpretada como esvaziamento da ex-senadora, que teve 6,8% dos válidos na campanha presidencial de 2006.
"É triste. Você constrói a casa e chega alguém, que não fez nada pela construção, e quer tomar essa casa", reclamou ela, em entrevista a uma rádio alagoana na última quarta-feira.
Ao insistir em elogiar Marina, amiga do tempo de militância no PT, a ex-senadora deu margem ao entendimento de que cruzaria os braços na campanha de Plínio. Ela negou, mas o aliado Martiniano diz acreditar no boicote: "Heloísa não é cínica nem dissimulada. Não costuma manifestar afeto por quem a trata como inimiga".
O grupo derrotado ameaça convocar um congresso extraordinário para "ouvir as bases" do PSOL e mantém "sequestrado" o site da sigla. Até sexta-feira, o eleitor que acessava a página não encontrava nenhum registro sobre a indicação de Plínio.
Em meio ao clima de guerra, um grupo tenta apaziguar os ânimos. O esforço une os deputados Luciana Genro (RS), que apoiava Martiniano, e Chico Alencar (RJ), aliado de Plínio.
"É próprio da esquerda, desde os primórdios, exacerbar divergências internas. Mas Heloísa e Plínio são cristãos e sabem, como diz a Bíblia, que casa dividida sobre si mesma não subsiste", apela Chico.
Procurada pela Folha, Heloísa não quis falar. Na noite de sexta, enviou torpedo de celular dizendo não haver "força humana nem ameaça partidária" que a obrigue a falar mal de Marina. Concluiu ao seu estilo: "Para mim, são dias tristes e sombrios, tempestade em alto mar. Mas, como dizia o Velho Monge, isso também passa!"
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Publicada no Correio Braziliense:
Babá, a alternativa para Heloísa Helena.
Ex-deputado federal, o radical de esquerda com uma expulsão do PT no currículo surge como nome provável do PSol para a corrida presidencial.
À espera o consenso do partido, mas adianta que vai “bater” em Lula.
Depois das divergências com o PV e da desistência de apoiar a candidatura da senadora Marina Silva à Presidência da República, o PSol começou a formular um novo plano para o embate eleitoral de 2010. O principal objetivo da legenda é apresentar um candidato próprio que não seja a vereadora por Maceió Heloísa Helena. Presidente do partido, a alagoana não quer abrir mão da disputa por uma vaga no Senado por temer o risco de permanecer mais quatro anos longe da política nacional.
Na falta de disposição de disputar a Presidência, Heloísa tentou costurar um acordo com o PV. As discussões fracassaram depois que a legenda de Marina Silva divulgou a intenção de lançar o deputado Fernando Gabeira ao governo do Rio de Janeiro com o apoio de partidos como o PSDB e o DEM. Diante da reação indignada de integrantes do PSol, Heloísa Helena teve de desistir da ideia e articular uma saída alternativa para marcar a posição da legenda sem que isso atrapalhe seu projeto pessoal.
Para isso, o partido ensaia lançar na disputa pela sucessão do presidente Lula o nome do ex-deputado Babá, um radical de esquerda que foi expulso do PT em 2003 e trabalhou com Heloísa na fundação do PSol. O nome de Babá ainda não é consenso entre as pequenas correntes do partido, mas deve se consolidar. A intenção da legenda é lançar um nome capaz de atacar sem piedade o governo Lula durante o horário eleitoral gratuito. Uma missão que não combinaria com o professor Plínio de Arruda, que também se mostrou disposto a substituir Heloísa Helena, mas que é considerado mais contido. “Nossa ideia é a candidatura própria. Seria naturalmente a da Heloísa. Mas ela prefere a disputa pelo Senado, para onde provavelmente irá se eleger. Diante disso, surgiu a possibilidade do meu nome como alternativa. Vamo s decidir em convenção, mas já adianto que irei usar o horário eleitoral para mostrar que PT e PSDB são iguais e o presidente Lula não é santo”, comenta Babá.
Natimorta
O ex-deputado pelo Pará (2002 a 2006), que não teve sucesso na reeleição, já com o domicílio eleitoral no Rio de Janeiro, afirma que já começou a coletar dados que mostram a necessidade de se questionar a figura do presidente Lula, já que durante seu governo seus filhos enriqueceram e alianças com políticos acusados e punidos por corrupção foram consolidadas. “Tem muita coisa a ser questionada e muito detalhe que tem sido esquecido e nunca é citado nem pela oposição. Tudo porque eles todos são iguais. Até o PV é igual! Por isso, a possibilidade de apoiarmos a candidatura de Marina Silva nasceu morta. Sabemos que precisamos enfrentar a disputa de forma independente. Toparei o desafio porque não tinha grandes projetos políticos para 2010 nem a intenção de voltar para a Câmara”, explica
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Publicada pelo Painel da Folha de São Paulo:
Plano C. Com a aliança PV-PSDB-DEM no Rio, o PSOL voltou a falar em Heloísa Helena para a Presidência.
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Destaque na midia: programa nacional do PSOL hoje
Um comunicado do PSOL avisa que hoje, 7 de janeiro (quinta-feira), vai ao ar seu programa nacional. Serão 10 minutos no rádio e na TV, em cadeia nacional. No rádio, das 20h às 20h10m. Na TV, das 20h30m às 20h40m.
E cita as motivações do programa, que certamente terá a vereadora Heloisa Helena. candidata a presidente, como sua principal atração:
"Não à criminalização do movimento popular. Apoio à reorganização dos trabalhadores na luta por uma nova central. Contra a falsa polarização e a continuidade do do mesmo modelo econômico que sacrifica o povo brasileiro . Defesa de um outro projeto de desenvolvimento para o país: socialmente justo, ambientalmente sustentável e radicalmente democrático."
Esses serão alguns dos destaques do programa.
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Heloísa Helena