Marina Silva

ver perfil

Notícias relacionadas :

Atualizado às 10h16m

A foto do dia

 

Marna dirige-se ao estúdio do Terra para debater na sabatina com os inernautas. Foto Terra.; 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 09h21m

A foto do dia

Marina ontem em SP, com novo  "loook".Foto de Fred Chalub, Folha Press, publicada pela Folha de S Paulo



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 10h15m

Publcada pela Folha de S.Paulo 

Marina compara sua campanha à de Obama

CRISTINA FIBE, DE NOVA YORK

Em visita de dois dias aos EUA, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, comparou sua candidatura à do presidente americano, Barack Obama, e disse acreditar em uma "virada".
A senadora, que se inspirou no democrata no uso da internet, disse não ter dúvidas de que a campanha de Obama estabeleceu "novos paradigmas".
A campanha de Marina espelha imagens da candidata no cartaz de Obama criado por Shepard Fairey, ícone da corrida americana.
Em entrevista, Marina disse não ter planos de mexer no figurino e no penteado nem de fazer cirurgias plásticas, mas disse não ter "nada contra quem faz isso [plástica] para se sentir melhor".
A senadora saiu em defesa do PT sobre a suposta relação do partido com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), apontada pela chapa tucana. "Não faço coro com aqueles que estão fazendo, no meu entendimento, acusações gratuitas ao presidente Lula, à ministra Dilma e ao PT", disse.
Pela manhã, Marina discursou para cerca de 200 empresários, em evento da Bovespa que levou Dilma a Nova York em maio. Serra também foi convidado, mas ainda não confirmou presença.
Marina reafirmou o compromisso de manter a política macroeconômica, mas chamou a atenção para o risco de superaquecimento.
Após gaguejar durante a leitura do texto, ela se desculpou. "Tenho uma deficiência visual e foi difícil fazer essa leitura com essas lâmpadas todas nos olhos."




comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 12h30m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Marina diz em NY que não mudará a economia

Candidata do PV pede fim de taxação a etanol

Foto Gilberto Tadday/Folhapress:Marina e Leal (ao fundo) chegam a encontro com empresários, em Nova York

CRISTINA FIBE
DE NOVA YORK

Candidata do PV à Presidência, Marina Silva defendeu ontem, em Nova York, a manutenção da política macroeconômica atual. Pediu, porém, mais investimentos em infraestrutura e redução de gastos públicos.
Em almoço com empresários brasileiros e americanos, no Council of the Americas, a senadora afirmou que o Brasil "vive momento privilegiado" e precisa "transformar essa janela de oportunidade em uma grande porta".
Acompanhada do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, Marina disse que "o Brasil passou por essa crise [iniciada em 2008] sem grandes sobressaltos, e o que nós queremos é manter o tripé da política econômica".
Ela prometeu manter "o controle de inflação, o câmbio flutuante e as nossas reservas, o superavit primário". Disse ainda que o país precisa reduzir gastos públicos, mas sem diminuir investimentos em "áreas estratégicas, como saúde e educação", e sim "evitando o desperdício de recursos".
No encontro com cerca de 40 empresários, Marina foi questionada sobre a infraestrutura do Brasil para investimentos externos.
A candidata respondeu que é preciso investir "na infraestrutura física, planejando, e na humana, investindo muito forte em educação".
Marina pediu ainda o fim da taxação americana ao etanol brasileiro e afirmou que "o Brasil tem dado uma contribuição importante [aos EUA], inclusive no processo de recuperação americana, porque o nosso país importa mais do que exporta".

POLÍTICA EXTERNA
Sobre outra questão que opõe Brasil e Estados Unidos, o Irã, a candidata fez duras críticas ao apoio do governo Lula ao regime de Mahmoud Ahmadinejad.
"Conversar não é proibido, mas eles [iranianos], infelizmente, têm uma tradição de tentar construir a bomba atômica, e o tempo todo estão perseguindo esse objetivo", afirmou Marina a jornalistas.
O governo brasileiro defende o direito de o Irã enriquecer urânio com fins pacíficos. Para os EUA, o país persa busca armas nucleares.
Marina inaugurou ontem a primeira Casa de Marina no exterior. Hoje, ela volta a se reunir com empresários, em encontro promovido pela Bovespa que já levou Dilma Rousseff (PT) a Nova York.
 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às O5h32m

Publicada pela Coluna Claudio Humberto

Marina Silva fará campanha em N.York

A candidata à Presidência, Marina Silva (PV), embarca  para Nova York, onde  terá encontros com investidores internacionais, empresários, executivos, jornalistas e brasileiros residentes na cidade. Entre outras atividades que realizará durante a viagem, a candidata fará a inauguração da primeira “Casa de Marina” no exterior. O comitê domiciliar será instalado na casa do catarinense Ivy Goulart, que é ator e diretor de documentários, e faz parte do “Movimento Marina Silva”, grupo que reúne simpatizantes da candidata no Brasil e no exterior. Estarão acompanhando a candidata durante a viagem, seu vice Guilherme Leal, o economista Eduardo Giannetti da Fonseca, que participa da elaboração de seu programa de governo, o executivo Álvaro de Souza, ex-presidente do Citibank no Brasil, e Alfredo Sirkis, vice-presidente nacional do PV.

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 01h21m

Publicado por Malu Delgado, da Agência Estado

Foto do dia do Blog do Noblat

Marina Silva protesta contra baixarias

 

Foto: Marcos Alves / Agencia O Globo

A candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva, protestou mais uma vez neste domingo contra a polarização na campanha presidencial e contra o "festival de baixarias" promovido pelas campanhas de seus adversários do PT e do PSDB.

Em tom de ironia, criticou o deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ), candidato a vice na chapa de José Serra (PSDB). "Aprendi com os índios na Amazônia que é muito importante estar bem preparado politicamente, tecnicamente e inclusive emocionalmente para pretender o lugar de cacique. Acho que talvez o deputado Índio não esteja suficientemente preparado para ser cacique do Brasil", afirmou, sobre entrevista de Índio da Costa em que ele dizia que são claras as ligações do PT com as Farc e o narcotráfico.

"Não vamos entrar neste festival de baixaria em hipótese alguma. Antes parecia que era um plebiscito de currículos. Agora, querem fazer o plebiscito entre quem faz mais baixarias. Isso não é bom para o Brasil", afirmou a senadora, que visitou hoje, em São Paulo, o 13º Festival do Japão.

O evento atraiu, no final de semana, cerca de 160 mil pessoas. Marina Silva disse que tem respeito pelo PT - partido que integrou por quase 30 anos - e pelo PSDB e que acusações como as feitas por Índio da Costa "não são boas para a democracia".

O deputado do DEM deu as declarações em entrevista ao site Mobiliza, criado pelo PSDB para fomentar debates em redes sociais. Hoje, o vídeo da entrevista não constava mais na lista de entrevistas do site tucano.



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 03h51m

Divulgado pela Assessoria de Imprensa da candidata

Agenda Marina Silva - de hoje a 19 de julho   

 São Paulo, 17 de julho de 2010 - A candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva, participa na noite deste sábado, dia 17 de julho, de comício em Teresina (PI) com a candidata do partido ao governo do Estado, Tereza Brito. No domingo pela manhã, inaugura uma Casa de Marina, comitê domiciliar na Vila Monte Alegre, e participa de encontro com lideranças suprapartidárias.

Marina estará na tarde de domingo em São Paulo para visitar o 13º Festival do Japão, organizado pela Kenren (Federação das Associações de Províncias Japonesas no Brasil), considerado um dos maiores eventos de cultura japonesa no mundo e o maior da América Latina.

Segue a agenda da candidata:


Sábado, dia 17 de julho

Teresina (PI)

20h - Comício
Local: praça Piçarreira - avenida João Antonio Leitão


Domingo, dia 18 de julho

8h - Inauguração da Casa de Marina
Local: residência de Antônio Nogueira dos Santos - rua 02, 1.741, Vila Monte Alegre

9h30 - Encontro com lideranças políticas, religiosas e ambientais do Piauí
Local: Auditório do Mestre Dezinho, no Centro de Artesanato - rua São Pedro, em frente à praça Pedro II, Centro

10h30 - Coletiva de imprensa
Local: Auditório do Mestre Dezinho, no Centro de Artesanato - rua São Pedro, em frente à praça Pedro II, Centro


São Paulo (SP)

16h - Visita ao Festival do Japão
Local: Centro de Exposições Imigrantes - rodovia dos Imigrantes, km 1,5

 
Segunda-feira, dia 19 de julho
7h20 - Entrevista por telefone e ao vivo para a rádio Grande Rio de Petrolina
Freqüência: 100,7 FM ou www.granderiofm.com.br


Informações para a imprensa:
MVL Comunicação
E-mail: comunicacaomarina@mvl.com.br
Telefone: (11) 2592-6745, ramais 21 e 22

Marina Silva na internet
Site: www.minhamarina.org.br
Twitter: twitter.com/silva_marina
Imagens: www.flickr.com/photos/marina-silva/sets
Youtube: www.youtube.com/user/msilvaonline
   
  
 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 05h27m

Divulgado pela Assessoria de Imprensa da campanha

Ibama: Guilherme Leal age corretamente

Ao tomar conhecimento de que o presidente do Ibama, Abelardo Bayma, declarou na tarde de hoje não haver nenhuma irregularidade em sua fazenda São Roque/Tijuipe, localizada no sul da Bahia, o candidato a vice-presidente pelo PV, Guilherme Leal, afirmou: "Sempre estive sereno e confiante que o Ibama cumpriria o seu papel com isenção".
  



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 10h27m

Publicada pelo Portal UOL

Marina diz que PT e PSDB ficaram reféns de aliados

Candidata do PV à Presidência criticou modo de governar de adversários.

Marina voltou a dizer que quer governar 'com os melhores' do PT e PSDB.

Do G1, em São Paulo
 
A senadora Marina Silva, candidata do PV à Presidência da República rejeitou, nesta quinta-feira (15), a ideia de que teria dificuldades para governar, caso eleita, por não fazer parte de uma grande coligação e por seu partido não ter maioria no Congresso. “As maiorias podem ser construídas a partir da diversidade”, disse, durante sabatina promovida pela Record News e pelo portal R7.

A candidata afirmou que fez uma opção “programática” e que é possível fazer um “alinhamento” com outros partidos na composição dos ministérios. “Quero governar com os melhores do PT e do PSDB”, disse, para, em seguida, criticar a forma de governar dos dois partidos. A senadora afirmou que o PT  ficou refém de “parte do fisiologismo do PMDB” e o PSDB, dos Democratas.

Marina ponderou que não estava generalizando e citou o senador Pedro Simon (PMDB-RS), a quem chamou de “um grande conselheiro”, como alguém que admira no partido. Ela defendeu a “otimização da boa política” e rejeitou a distribuição de cargos. “O meu governo não precisa ser em troca de cargos. Tem pessoas que votam e se mobilizam sem ser por isso”, disse.

Dilma e Serra


Em outro momento da sabatina, Marina disse que tem uma relação de respeito com a candidata do PT, Dilma Rousseff, e com o candidato do PSDB, José Serra. A senadora procurou mostrar os dois como candidatos iguais em alguns pontos, como em relação ao modelo de desenvolvimento do país.

“Infelizmente, na visão mais importante desse projeto, no desenvolvimento sustentável, Dilma e Serra são iguais. Eles não defendem as idéias que eu acho mais importantes e têm uma visão desenvolvimentista, que é repassada para a saúde, para a educação", disse.

Para a candidata do PV, outro ponto de identificação entre a petista e o tucano é que Dilma e Serra “têm um perfil quase puramente gerencial”. “O que é diferente do presidente Lula e do presidente Fernando Henrique, que tinham um perfil de liderança política, de visão estratégica. E agora querem convencer o povo de que o país precisa de um gerente. E eu digo que o Brasil precisa de um estrategista”, afirmou.

Reformas


Questionada, a senadora disse que não poderia prometer que fará reformas como a da Previdência, a tributária e a política. “Elas são necessárias e precisam ser feitas. O problema é que elas não devem ser fáceis, senão, já teriam sido feitas. (...) Não digo que vou fazer porque isso depende do Congresso”, ponderou.

Sobre a reforma da Previdência, Marina disse que o déficit é um problema grave e que precisa ser suprido. Ela defendeu um modelo voltado para a capitalização da Previdência e sugeriu a utilização de recursos do pré-sal para isso. A senadora disse ainda que é necessário um programa de recuperação progressiva do poder aquisitivo dos aposentados.

Código Florestal


Marina voltou criticar o Código Florestal aprovado numa comissão da Câmara dos Deputados e disse que, se fosse presidente, o vetaria. A candidata afirmou ainda que o projeto “nem merece o nome de código” e que é “um dos piores retrocessos”.

“Está sendo feito um perdão de desmatamento ilegal na ordem de 42 milhões de hectares. Em qualquer país do mundo, isso não aconteceria. Como é que ficam aqueles que conseguiram, a duras penas, cumprir a legislação?”, questionou, acrescentando que tentará convencer outros senadores a votar contra o projeto.

Maconha, aborto e casamento gay


A candidata do PV disse ser contrária à descriminalização da maconha, mas afirmou que defende um plebiscito sobre o assunto. Questionada, afirmou que nunca fumou maconha, nem ingeriu bebidas alcoólicas. “Só Biotônico Fontoura”, brincou.

Ela disse acreditar que a descriminalização da maconha “talvez não seja o melhor caminho para o combate ao tráfico” e que isso poderia ser “uma porta de entrada mais fácil” para jovens se tornarem usuários.

A senadora também foi questionada sobre o casamento gay e se mostrou favorável ao reconhecimento dos direitos civis. “As pessoas que têm um patrimônio junto, por que não gozar do patrimônio junto? Por que não ter um plano de saúde junto?”, disse. No entanto, ela afirmou que não defende o casamento religioso entre pessoas do mesmo sexo.

Assim como em relação à maconha, Marina disse ser contrária ao aborto, mas defendeu a realização de um plebiscito para discutir se a lei deve permitir o aborto em outros casos além dos já previstos em lei. 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 10h04m

Publicada pelo G1

Marina defende suspensão de prefeito do PV por apoio a Dilma

Prefeito de Itapira (SP) responderá a processo na Comissão de Ética do PV.

Candidata do PV visitou fábrica da Embraer em São José dos Campos.

Thiago Guimarães,do G1, em São José dos Campos
 

Marina Silva e Guilherme Leal assistem
a uma apresentação em 3D em visita à Embraer
nesta segunda-feira (12) (Foto: Divulgação)

 

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu, nesta segunda-feira (11), a decisão do diretório do partido em São Paulo de suspender a filiação de um prefeito que teria declarado apoio à candidata petista Dilma Rousseff.

"Acho que é o cumprimento daquilo que é a fidelidade partidária. Todos os partidos fazem isso que a lei eleitoral manda, que candidatos e líderes políticos que foram eleitos por aquele partido e por aquele programa sejam coerentes com seus partidos e seus programas", declarou, durante visita à fábrica da Embraer, em São José dos Campos (SP).

Na semana passada, a direção estadual do PV decidiu afastar e suspender a filiação do prefeito de Itapira (SP), Antonio Belini. Segundo informações da executiva, ele participou de um ato de apoio a Dilma em Campinas e, no evento, declarou publicamente apoio à petista.

A comissão de ética do partido irá analisar a gravidade do caso e julgar se o prefeito deve ser expulso do PV ou não. O PV também abriu processo para investigar a participação de outros prefeitos do partido no ato. O G1 procurou a assessoria de imprensa de Antonio Belini e aguarda resposta.

Gastos com publicidade
Marina também cobrou fiscalização sobre os gastos de publicidade do governo federal e do governo de São Paulo. As gestões do PSDB em São Paulo e do PT no plano federal aumentaram em 2010 a média mensal de despesas publicitárias em, respectivamente, 156,5% e 97,5%, apontou a "Folha de São Paulo" nesta segunda-feira.

"Espero que o Ministério Público e o Tribunal de Contas estejam fazendo essa avaliação sobre gastos com publicidade. O que está dentro da lei é legítimo que seja feito", disse a candidata do PV.

Infra-estrutura e educação
A senadora do PV criticou o que vê como ausência de programa para o setor de infra-estrutura no país. Afirmou conceber o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) apenas como um "processo gerencial", uma "junção de obras" desprovida de planejamento estratégico.

""Em um programa você pensa não apenas as obras que já estão demandadas ou que estão em curso por esse ou aquele prefeito ou governador, ou até mesmo por iniciativa das próprias empresas, mas o planejamento estratégico que precisa ser feito", afirmou Marina.

Marina prometeu ainda privilegiar investimentos em educação. Citou como meta elevar o investimento público no setor em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) dos atuais 4,7% (dados de 2008) para ao menos 7%.

"Estamos investindo pouco em educação. No Brasil se investe R$ 1.114 por ano por aluno. Isso é muito pouco. Temos 30 anos de atraso em relação ao Chile. Para que tivéssemos uma educação de qualidade precisaríamos estar investindo cerca de R$ 2.180. Isso não acontece da noite para o dia,  mas é fundamental que se tenha uma política de progressivamente aumentar os recursos, e aplicar melhor também os recursos", disse a candidata, que defendeu "qualificação continuada e remuneração justa" para professores e "reforma do ensino brasileiro" com "atualização da grade curricular às necessidades do conhecimento desse início de século". 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 11h14m

Publicada pela Folha de S.Paulo

FOCO

Apoiadores de Marina Silva querem 10 mil "Marininhas"
DE SÃO PAULO

Se o PT quer vender bonecos do "Lulinha" durante a campanha, apoiadores da candidata Marina Silva (PV) se mobilizam para comprar 10 mil "Marininhas".
Com cerca de 3 cm, a boneca tem sido usada por membros do Movimento Marina Silva como um broche.
Por enquanto são 150 "Marininhas". Após a boa recepção, o movimento estuda como encomendar o novo lote.
Produzida pela cooperativa Casa da Boneca Esperança, da Paraíba, a "Marininha" é uma adaptação das bonecas tradicionalmente vendidas pelas 40 mulheres que constituem o grupo.
O preço de custo de cada uma é R$ 1,5. O movimento não pretende vender "Marininhas" para arrecadar fundos, mas ainda não sabe como distribuirá as bonecas. (UIRÁ MACHADO)

Diuvulgada pela Assesoria de Imprensa:

Agenda Marina Silva - São José dos Campos
   

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, estará nesta segunda-feira em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em visita ao DCTA/IEA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial/Instituto de Aeronáutica e Espaço) e Embraer. Ela estará acompanhada do candidato a vice, o empresário Guilherme Leal.

Eles concedem entrevista à imprensa às 15h nas dependências da Embraer. Para participar da coletiva, os jornalistas devem solicitar credenciamento de imprensa pelo e-mail comunicacaomarina@mvl.com.br até as 10h de segunda-feira. No pedido de credenciamento, deve ser informado nome, nome do veículo e o número do documento de identidade.

Segue a agenda da candidata:

Segunda-feira, dia 12 de julho

São José dos Campos (SP)

10h - Visita ao DCTA/IEA
Local: praça Marechal Eduardo Gomes, 50

12h - Visita à Embraer
Local: avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.170, portaria F-46

15h - Entrevista à imprensa nas dependências da Embraer
Local: avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.170, portaria F-46

 

 

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 10h29m

DIA DO CANDIDATO

MARINA SILVA (PV)
Visita a feira Francal, às 10h, em São Paulo. Às 18h, inaugura comitê em MG.

Publicada pela Folha de S.Paulo

Marina abre microcomitê e se convida para visitar eleitor

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Numa agenda improvisada de última hora, a candidata Marina Silva (PV) pediu votos sem a militância que cercou os rivais no primeiro dia oficial da campanha.

Acompanhada por poucos assessores, ela visitou uma casa no Campo Limpo (zona sul de SP), onde inaugurou um comitê domiciliar batizado de "Casa de Marina".

Foi recebida pelo entregador de revistas Adriano Prado, 27, ex-eleitor de Lula que frequenta um site de apoio à senadora há dois meses.

Ele foi avisado da visita pela manhã. "Fiquei surpreso. Nunca imaginei que ela viesse aqui", contou. Marina passou 20 minutos na casa e partiu sem fazer o tradicional corpo a corpo no bairro.

O plano de abrir a campanha no Rio foi descartado na madrugada de ontem, porque o candidato a governador Fernando Gabeira (PV) decidiu ir para Brasília.

Os verdes querem espalhar mais comitês em casas de simpatizantes pelo país.

 

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 03h40m

Publicada pela Folha.com

Marina declara patrimônio de R$ 149 mil e Guilherme Leal, de R$ 1,1 bilhão

DE SÃO PAULO

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, pediu nesta quinta-feira ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o registro de sua candidatura.

Ela estimou um gasto de R$ 90 milhões durante a sua campanha.

Na declaração de bens, Marina afirma ter uma casa em Rio Branco no valor de R$ 60 mil, lotes que somam R$ 42,4 mil e uma conta bancária de R$ 46,7 mil. Somado, o seu patrimônio é de R$ 149 mil.

Já a lista de bens do vice, o empresário Guilherme Leal, sócio da Natura, ainda está sendo digitalizada pelo TSE. O seu patrimônio é de cerca de R$ 1,1 bilhão.

Os candidatos têm até o dia 5 de julho para se registrarem na Justiça Eleitoral.

Atualizado às 03h15m

Divulgada pela Assessoria de iImprensa:

Agenda Marina Silva - dias 2 e 3 de julho

São Paulo, 1º de julho de 2010 - A candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva, estará nesta sexta-feira, dia 2 de julho, e no sábado, dia 3, em São Paulo. Nesses dois dias, ela participa de reuniões com a coordenação da campanha para discussão do plano de governo. Não terá, portanto, agenda pública.


Informações para a imprensa:
MVL Comunicação
E-mail: comunicacaomarina@mvl.com.br
Telefone: (11) 2592-6745, ramais 18 e 19
 
Marina Silva na internet
Blog: www.minhamarina.org.br/blog/
Twitter: twitter.com/silva_marina
Imagens: www.flickr.com/photos/marina-silva/sets
Youtube: www.youtube.com/user/msilvaonline

  

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 04h32m

Publicada pela Folha.com 

Eleição não é disputa de torcidas, diz Marina Silva

GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE

Lutando para sobreviver à polarização entre PT e PSDB, a candidata Marina Silva (PV) disse hoje, em Porto Alegre, que a sucessão presidencial não é uma "disputa entre torcidas".

Marina esteve em Porto Alegre para o 30º Congresso de Municípios do Rio Grande do Sul.

"A sociedade brasileira está revogando o plebiscito porque ele é empobrecedor do debate e coloca o eleitor num lugar de passividade como se fosse duas torcidas. Um torcendo pro vermelho, outro torcendo para o azul", disse.

Segundo a ex-ministra do Meio Ambiente (2003-2008), a tese do plebiscito entre tucanos e petistas é "perda de tempo" em uma eleição de dois turnos.

Marina foi a única presidenciável a participar da sabatina proposta pela Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul).

José Serra cancelou a participação no evento hoje à tarde, em meio às negociações para a definição de seu vice. Segundo a Famurs, Dilma Rousseff não respondeu ao convite.



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 18h12m

Publicada pela Assessoria de Imprensa de Marina Silva 

A senadora Marina Silva, candidata do PV à Presidência da República, estará em Belo Horizonte nesta quinta-feira, dia 24 de junho, onde participa da Convenção Estadual do partido, que vai homologar a candidatura de José Fernando ao governo do Estado. Antes da convenção, ela concederá entrevista à imprensa no Hotel Mercure Lourdes. O candidato a vice, o empresário Guilherme Leal, acompanha Marina na agenda em Minas Gerais.

Segue a agenda da candidata:

Belo Horizonte (MG)

Quinta-feira, dia 24 de junho

13h30 - Entrevista à imprensa
Local: Hotel Mercure Lourdes - avenida do Contorno, 7.315

14h30 - Encontro de militantes no Café Nice e caminhada até o Hotel Dayrell
Saída: Café Nice - avenida Afonso Pena, 727
Chegada: Hotel Dayrell - rua Espírito Santo, 901

15h - Convenção Estadual do Partido Verde
Local: Hotel Dayrell - rua Espírito Santo, 901


Informações para a imprensa:
MVL Comunicação
E-mail: comunicacaomarina@mvl.com.br
Telefone: (11) 2592-6745, ramais 18 e 19
 
Marina Silva na internet
Blog: www.minhamarina.org.br/blog/
Twitter: twitter.com/silva_marina
Imagens: www.flickr.com/photos/marina-silva/sets
Youtube: www.youtube.com/user/msilvaonline
  
 
--------------------------------------------------------------------------------
 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 05h3m

A foto do dia

Marina Sllva no debate da Folha de S.Paulo.Foto de Danilo Verpa/Folha Imagem

SABATINA FOLHA

MARINA SILVA

Brasil não precisa de um "continuador", diz Marina

CANDIDATA DO PV DIZ QUE SERÁ "SUCESSORA" DE LULA SAÍDA

DO PT FOI DITADA PELA QUESTÃO AMBIENTAL 

SENADORA ELOGIA PRESIDENTE E DIZ QUE AINDA CONSEGUE "SENTIR" SEU CORAÇÃO

Nem opositor nem continuador. Em sabatina promovida pela Folha e pelo UOL, a candidata do PV ao Planalto, Marina Silva, disse ontem que o país precisa de um sucessor do presidente Lula, que saiba reconhecer defeitos e qualidades de seu governo.
Ela tentou se diferenciar de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), que estariam comprometidos com o ataque e a defesa incondicional da gestão petista.
Em terceiro lugar na corrida presidencial, com 12% pelo Datafolha, a senadora negou ser mais condescendente com o tucano. E afagou o eleitorado lulista, dizendo ser capaz de sentir "a alma e o coração" do presidente. "As pessoas vão continuar votando num Silva, só que na Marina Silva", brincou.

DE SÃO PAULO
Participaram da sabatina Vera Magalhães, editora do caderno Poder; Renata Lo Prete, editora do Painel; Fernando Rodrigues, colunista da Folha e do UOL; e Rodrigo Flores, gerente-geral de notícias do UOL.
Marina também respondeu perguntas enviadas por internautas e eleitores que assistiram à entrevista no Teatro Folha, em São Paulo.

 

 


Sucessão presidencial
Como diz a música do Caetano Veloso, o presidente Lula aprendeu a dor e a delícia de ser o que é. Por não ter sido capaz de enfrentar todas as dificuldades, ele precisa de um sucessor, não de um continuador. O Brasil precisa de um sucessor, e não de um continuador ou um opositor. O opositor tende a jogar tudo na lata do lixo, e o continuador acha que já está tudo pronto e basta seguir acelerando até o nirvana político.

Papel na disputa
A gente ia fazer um plebiscito para discutir quem é mais desenvolvimentista, quem é mais gerente, quem tem mais currículo e quem tem melhor passado. Será que essa é a discussão que interessa? É por isso que estou aqui: para quebrar o plebiscito.

Dilma e Serra
Não estou sendo generosa nem condescendente com nenhum dos dois. Estou me esforçando muito para ser justa, e isso não é fácil. A Dilma e o Serra são muito parecidos, totalmente parecidos. Os dois têm uma visão desenvolvimentista, crescimentista. Não vejo diferença.

Lula e FH

O presidente Lula conseguiu quebrar o velho paradigma de crescer para depois distribuir, e o presidente Fernando Henrique conseguiu estabilizar nossa economia. Olho para os dois e vejo duas claridades. Mas os dois ainda não foram capazes de integrar critérios de sustentabilidade em suas visões políticas.
Relação com o presidente
Eu senti o coração do presidente Lula durante 30 anos. Hoje, mesmo afastada, continuo sentindo. Enganam-se aqueles que acham que eu não contribuo com ele. A gente contribui também quando critica e quando se afasta. Às vezes, se afastar dói mais do que ficar junto.

Saída do PT
Saí pelas mesmas razões que fiquei durante 30 anos. Bastaria [para não sair] o PT estar comprometido com a agenda da sustentabilidade e ter um candidato com o compromisso de fazer a transição para uma economia de baixo carbono. Eu seria cabo eleitoral, como sempre fui, do presidente Lula. Não precisaria ser candidata. [O partido] perdeu a atualidade, a capacidade de ter visão antecipatória das coisas.

Embates com Dilma
Minha saída [do governo] foi a maior explicitação das divergências. Se fosse ficar contando bastidores de reuniões, eu resvalaria para a falta de ética. Mas não quero me fazer de vítima. Não era. Nós discutíamos de igual para igual. Existiam coisas em que divergíamos, e quem decidia era o presidente Lula.

Partido Verde
O PV não é um partido perfeito, tem as dificuldades e os problemas dos outros partidos. Quando estava no PT, descobri que ele não era o partido perfeito que nós, idealisticamente, achávamos que fosse. O PV se dispôs a atualizar seu programa e colocar questão da sustentabilidade ambiental como eixo estratégico da atuação.

Perfil do eleitorado
Meus eleitores não estão associados às máquinas partidárias e aos velhos caciques, que se sentem donos de tudo e ainda do resto. A gente olha para os palanques e dá 500 anos de política velha no Brasil. Difícil é você ter a quantidade que eu tenho de pessoas que, espontaneamente, num movimento suprapartidário, estão mostrando que votaram no Lula e agora vão continuar votando num Silva: na Marina Silva.

Apoio de Sarney Filho
Não dá para a gente simplesmente pegar a trajetória do presidente Sarney e colocá-la, com todo seu peso, nas costas do Sarney Filho, ainda que eu reconheça que ele vem da política tradicional.

Custo da campanha
Sabemos que é muito difícil essa arrecadação [de R$ 90 milhões, teto estabelecido pelo PV]. Fizemos o que achamos razoável para uma disputa como essa, sem demagogia. Não chega nem perto dos outros candidatos, mas é razoável.

Escolha do vice
O Guilherme [Leal] está nesse projeto pelo que ele representa. Não é por ser um homem rico. É porque ele é um empresário que, fazendo a coisa certa dos pontos de vista social e ambiental, conseguiu os resultados certos do pontos de vista econômico. Obviamente, ele agrega mobilizando aqueles que têm uma visão de vanguarda para investir nesse projeto.

Política externa
O Brasil acertou quando se voltou para outras regiões do mundo, como a África. Em relação ao Irã, vejo com preocupação [a aproximação], porque cria uma audiência para um país que desrespeita os direitos humanos e tem presos políticos. Acho temerário, porque temos uma cultura de paz.

Apologia do pré-sal
O petróleo é um mal necessário. Temos que utilizar essa fonte de energia e fazer com que sua riqueza produza, até meados do século, a tecnologia que vai substituí-la. Agora, as pessoas estão fazendo a apologia, pura e simplesmente, do pré-sal.

Divisão dos royalties
O problema é que a questão dos royalties foi contaminada pelo processo político. Quem puder vai dar o maior lance para ganhar voto. Não se pode resolver assim. Eu defendi que fosse adiada [para depois da eleição].

Transgênicos
Nós deveríamos ter um modelo de coexistência, uma legislação que permitisse áreas com transgênico e áreas sem transgênico. Para isso, precisaríamos ter um regramento que protegesse os plantadores de ter suas plantações contaminadas. Hoje eu te digo: a legislação é tão permissiva, que eu acho que não tem mais como voltar atrás.

Cotas raciais
Às vezes, o debate resvala para uma espécie de guerra entre negros, brancos e amarelos. Não precisamos disso.
Nós precisamos nos constituir como um povo diversificado, mas é necessário que tenhamos políticas de cotas para suprir a mazela histórica em relação aos índios e aos negros. Quando a sociedade tiver um acúmulo de oportunidades para todos, não fará mais sentido termos cotas.

Igualdade de oportunidades
Nossos filhos e os filhos dos ricos têm muitas oportunidades. Os filhos dos pobres às vezes não têm nenhuma, e ainda são chamados de preguiçosos, vagabundos e incompetentes. Como alguém pode ser trabalhador se não tem uma profissão para trabalhar? A única chance que eu tive foi o Mobral. E se eu não tivesse me alfabetizado em 15 dias?

Reeleição
Sou favorável à ampliação dos mandatos para cinco anos e ao fim da reeleição. Hoje se faz o que é necessário para se reeleger, e não o que é necessário para o país.

União de gays
Não sou favorável ao casamento, mas defendo os direitos civis: que eles possam ter união de bens, plano de saúde conjunto e direitos assegurados aos outros. Não é justo que quem construiu o patrimônio junto não possa usufruir dele. Não concordo com o casamento porque entendo que é um sacramento. Tenho sido criticada por alguns segmentos, mas outros entendem a minha posição.

Aborto
Como tenho posição em defesa da vida, sou contrária ao aborto, mas defendo que se faça um plebiscito para que a sociedade brasileira decida.

Adoção por homossexuais
Não tenho ainda opinião formada. Vou ficar sempre a favor da criança. Seja casal homossexual ou hétero, [a adoção] sempre vai passar por uma avaliação técnica. Não tenho competência para fazer essa avaliação.

Liberação das drogas
Não sou favorável, mas também defendo um plebiscito. Não vou pelo discurso raso de dizer que as pessoas que defendem a liberalização das drogas são pervertidas ou destruidoras da sociedade, mas às vezes me tratam como se eu fosse fundamentalista.

Mulher na Presidência
São mais inclusivas, têm mais capacidade de negociação, tendem muito mais ao consenso do que à disputa.

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 04h26m

Publicada pelo UOL

Para Marina, país vive sob ameaça de um apagão energético

Marina ontem no Roda Viva. Foto do G1.

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, disse nesta segunda-feira que o país sofre ameaça de apagão "o tempo todo". Ela criticou a política energética e disse que "há 16 anos" falta planejamento para o setor.

"Tivemos ameaça de apagão no governo do presidente Fernando Henrique, e no governo do presidente Lula a gente sofre o tempo todo essa ameaça de apagão. Isso tem um nome: falta de planejamento", afirmou.

Marina defende licenciamento das usinas hidrelétricas do Rio Madeira
Marina diz que sancionaria aumento de 7,7% aos aposentados

Marina disse que o problema também marcou a gestão da adversária Dilma Rousseff (PT) no Ministério de Minas e Energia, entre 2003 e 2005.

"A ministra de fato era uma pessoa competente, mas isso não foi resolvido", disse ela.

Marina afirmou, no entanto, que as críticas se estendiam ao governo tucano: "A gente não pode esquecer que o apagão surgiu no governo Fernando Henrique Cardoso".

Evangélicos

Marina Silva afirmou que espera o apoio de eleitores evangélicos, mas não das igrejas, de forma institucional.

"Os cristãos evangélicos, como cidadãos brasileiros, vão votar em quem eles quiserem e acreditam", disse. "Não vou transformar os púlpitos em palanques, não vou satanizar as pessoas. Eu sofria muito quando via isso sendo feito contra o Lula, e não vou fazer isso com ninguém".

Marina disse que "não é nenhum problema" que as pessoas votem nela por "identificação" ou "identidade religiosa".

Ao ser perguntada se vai orar antes de tomar decisões, caso seja eleita, disse que todos os presidentes brasileiros devem ter feito isso. "Não sei se eles tinham coragem de confessar e dizer que faziam orações".

Seleção brasileira

Quanto à estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo da África do Sul, nesta terça-feira, a candidata afirmou que acredita no time do técnico Dunga.

"Estou confiante e pedindo a Deus que o Brasil seja um grande vencedor", disse ela, que afirmou que irá assistir ao jogo em São Paulo, embora não tenha definido o local exato.

Ela concedeu entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura.

Mediado pelo apresentador Heródoto Barbeiro, o programa tem como entrevistadores Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha, Merval Pereira, colunista do jornal "O Globo", Marcelo Beraba, editor-chefe do "Estado de S. Paulo" e Vera Brandimarte, diretora de redação do "Valor Econômico".

Marina é a primeira presidenciável que será sabatinada pelo programa. Segundo o último Datafolha, ela tem 12% das intenções de voto.

Marina defende licenciamento das usinas hidrelétricas do Rio Madeira

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, defendeu nesta segunda-feira o processo de licenciamento ambiental das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em sua gestão como ministra do Meio Ambiente.

Marina sofreu forte pressão do Palácio do Planalto pela demora para autorizar os empreendimentos. Até o presidente Lula criticou publicamente o impasse, o que provocou forte desgaste a ela no governo.

Para Marina, país vive sob ameaça de um apagão energético

Marina diz que sancionaria aumento de 7,7% aos aposentados

Segundo a senadora, não era possível conceder as licenças antes que todas as exigências do ministério fossem cumpridas. Ela chegou a ser ironizada na época por dizer que temia o futuro dos bagres que viviam no rio.

"Qualquer pessoa com seriedade e probidade não teria dado as licenças", defendeu-se, em entrevista ao "Roda Viva" da TV Cultura.

Ela disse ser contra a energia nuclear, que chamou de "fonte insegura e cara".

 

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 06h23m

Publixcada pela Agência Brasil

Agora começa o processo político propriamente dito, diz Marina Silva

No dia em que o PMDB, o PDT e o PSDB fizeram as suas convenções nacionais, a candidata do Partido Verde (PV) à Presidência da República, Marina Silva, disse hoje (12) que a partir de agora é que começa “o processo político propriamente dito”. Em visita à Itu, no interior de São Paulo, Marina afirmou que espera que cada candidato mostre daqui para a frente “propostas e realmente o que interessa ao povo brasileiro”.

“Eu acredito que o Brasil não terá mais medo de ter mais uma Silva na Presidência da República”, afirmou. “No primeiro turno as pessoas votam no candidato do coração”, completou, evitando polemizar em torno da discussão sobre a eventual polarização entre o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, e a pré-candidata do PT ao governo federal, Dilma Rousseff.

Atualizado às 06h20m

Publicada pelo Blog do Jefferson:

Linha auxiliar do PT

"Agradeço por ter feito parte deste governo. Não posso dizer que não estou aqui sem uma dorzinha no coração. É claro que estou... Peço a Deus que eles continuem vitoriosos. Estamos separados momentaneamente, mas vamos nos encontrar no segundo turno, se Deus quiser." As palavras são de Marina Silva, referindo-se ao governo Lula e a seus amigos petistas do Acre. A candidata verde deixou claro, portanto, de que lado vai estar no 2º turno. A candidatura de Marina, pelo menos se depender dela e do seu grupo, é linha auxiliar do PT. Alguma dúvida?



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 05h22m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Marina quer usar militares para proteger a Amazônia

Ideia é suprir a ausência de fiscais do Ibama em locais isolados na floresta

Promessa faz parte de plano de governo do PV, que tenta atrair aliados históricos do PT, como índios e sindicalistas

BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA

A presidenciável Marina Silva (PV) quer usar os militares no combate ao desmatamento da Amazônia e incorporar a proteção do meio ambiente à lista de missões das Forças Armadas.
A ideia é mobilizar a tropa para compensar a falta de fiscais do Ibama, especialmente em áreas isoladas.
A promessa está entre as diretrizes do plano de governo do PV, concluídas esta semana. O documento afirma que, se Marina for eleita, as ações ambientais serão "objetivos prioritários da política de defesa nacional".
De acordo com o coordenador da campanha, João Paulo Capobianco, os verdes ainda não definiram, porém, se os militares ganhariam poder de polícia para reprimir devastadores.
Como ministra do Meio Ambiente, Marina acionou os militares para apoiar operações do Ibama na Amazônia, em funções logísticas.
Um oficial com larga experiência na Amazônia afirmou à Folha que vê problemas na proposta. Ele chamou de "temerária" a ideia de incorporar a proteção do meio ambiente às missões das Forças.
"Se isso acontecer, o militar vai deixar de ser colaborador para ser responsável por uma área que não conhece", afirmou.
"O soldado não sabe dizer se uma nota fiscal de madeira é fria ou quente, por exemplo", disse o oficial.

PROGRAMA
O programa do PV também prevê a criação de uma Agência Nacional de Clima, para adaptar o Brasil às mudanças climáticas.
Ligada à defesa das minorias, Marina incluiu um capítulo com promessas como a demarcação de novas reservas indígenas, a titulação de territórios quilombolas e ações contra a homofobia.
Ela tenta atrair o apoio desses setores, historicamente aliados ao PT. Fez parte desta estratégia a presença de índios e sindicalistas na festa de lançamento de sua candidatura, anteontem, em Brasília.

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 05h24m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Marina troca coordenador de campanha

Sirkis sai para buscar reeleição a deputado e dá lugar a João Paulo Capobianco, ex-secretário da pré-candidata 

Ambientalista dividirá comando com o vice, Guilherme Leal; amigo de Lula também atuará na equipe da senadora 

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

A campanha da presidenciável Marina Silva (PV) vive um momento de troca de guarda. O coordenador nacional Alfredo Sirkis está de saída para se dedicar à própria candidatura a deputado federal, pelo PV do Rio.
O cargo será assumido pelo ambientalista João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente na gestão da senadora. Ele dividirá o comando com o vice da chapa, o empresário Guilherme Leal.
A dupla conta com a confiança de Marina, mas não tem experiência em eleições presidenciais. Isso levou os verdes a buscarem o reforço de mais um ex-petista: o ex-deputado Airton Soares, 64.
Ele terá a missão de traçar estratégias e articular apoios nos Estados. Fundador do PT, foi um dos três deputados obrigados a se desfiliar da sigla em 1985, após votar em Tancredo Neves na eleição indireta para a Presidência.
Depois do episódio, passou por PMDB, PDT, PSDB e PPS, até se filiar ao PV, no ano passado. Atuou nos bastidores de duas campanhas presidenciais: de Leonel Brizola (PDT), em 1989, e de Ciro Gomes (PPS), em 1998.
Amigo do presidente Lula, o ex-deputado é do conselho da Infraero desde o início do governo, em 2003. Ele disse à Folha que não pretende deixar o cargo, que paga jetom de R$ 1.900 por reunião mensal: "É um valor irrisório. O que me sustenta é meu escritório de advocacia".
Sobre o apoio a Marina, afirmou: "Sou amigo do Lula, mas não devo subordinação a ele".
A campanha ainda conta com outros egressos do PT, como o ex-deputado Luciano Zica, responsável pela agenda da senadora, e o publicitário Paulo de Tarso Santos, que lançou o slogan "Lula-lá" na campanha de 1989.

Atualizado às 05h1Om

Publicada pelo Terra

Marina critica bancada ruralista em evento.

 
 
A pré-candidata à presidência pelo PV, Marina Silva, durante o encontro promovido pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única)

 Marsílea Gombata
Direto de São Paulo

A pré-candidata à presidência da República Marina Silva (PV) criticou abancada ruralista, durante a entrega do "1º Prêmio Top Etanol" realizado nesta segunda-feira (7) em São Paulo. "No congresso, quando nos estávamos discutindo como resolver o desafio da reserva legal, ouve oposição por parte da bancada ruralista", afirmou a verde.

Durante seu discurso, Marina disse que o etanol brasileiro pode fazer um "resgate histórico e social, conjugado com o meio ambiente". Ela ressaltou que o processo de produção de etanol no Brasil carece de modernização. "Não podemos continuar fazendo essa oposição entre meio ambiente e desenvolvimento. O nossos produtos também podem ser preferidos pelo valor ético, ambiental."

A ex-ministra do meio ambiente lembrou que quando tentou aliar a área de preservação ambiental com reserva legal, o que chama de "conectividade", o projeto foi vetado e acabou sendo inviabilizado. "Precisamos de reforços para corrigir os erros do passado". Ela ainda destacou o plano de desmatamento, quando esteve a frente do ministério, que reduziu o desmatamento de 27 mil quilômetros quadrados para 7 mil.

Marina resaltou que o desafio atualmente é poder dizer: "o álcool brasileiro continua promissor (...) e o desmatamento caindo". Ela ainda afirmou que era importante que todos saíssem "comprometidos com uma agenda que leve ao desenvolvimento ambiental".

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 07h33m

Publicada pelo Painel,  Folha de S.Paulo

RENATA LO PRETE

Sinto muito Marina Silva (PV), que havia meses tinha acertado participar da Confint (Conferência Internacional Infanto-juvenil), que ocorre nesta semana em Brasília, foi discretamente "desconvidada" pelo MEC. Lula falará no evento.

Criatividade A equipe da candidata verde torceu o nariz para o slogan "preste atenção neste cara", que Duda Mendonça criou para Paulo Skaf (PSB) em São Paulo. No início da pré-campanha, ela 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 11h18m

Publicada pela Gazeta do Povo, Curitiba

Marina Silva apresenta suas propostas para a área social

"Não há rompimento com a atual política social", disse a pré-candidata. Senadora elogia Bolsa Família e defende "transição" para inclusão produtiva

G1/Globo.com 

A  pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, apresentou nesta quinta-feira (3) o núcleo de suas propostas para a área social.

A plataforma de Marina é centrada no aprimoramento de iniciativas já existentes, como o Bolsa Família, o principal programa social do governo Luiz Inácio Lula da Silva. "Não há rompimento com a atual política social", disse a pré-candidata.

Saiba mais
Marina e Serra cumprem agenda em SP neste feriadoMarina diz que campanha não deve repetir episódios de "triste memória"Marina espera que dossiê não prejudique campanhaCoordenada pelo economista Ricardo Paes de Barros, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), a proposta prevê atendimento individual às famílias pobres, para concessão de uma "cesta de oportunidades customizada [adaptada ao gosto indivudual]".

"Não adianta mandar uma única cesta de oportunidades para todas as famílias. Não adianta fazer a mesma cesta para uma família que vive no morro do Alemão e uma que vive no Acre. Cada família receberá uma cesta diferente, adequada a ela", disse o economista.

O atendimento às famílias seria feito pelos chamados agentes de desenvolvimento familiar, eixo da proposta. Esses agentes identificariam as necessidades das famílias, encaminhando-as para outros programas sociais, como cursos profissionalizantes e de capacitação de mão-de-obra.

Se hoje no Brasil, por exemplo, a prefeitura decide qual família tem direito à creche e o governo federal define os beneficiários do Bolsa Família, a proposta do PV é utlizar o chamado Cadastro Único para Programas Sociais, do governo federal, como "única via" de entrada aos benefícios.

O Cadastro Único identifica e caracteriza as famílias brasileiras de baixa renda (com renda familiar per capita menor ou igual a meio salário mínimo, R$ 255). Conta hoje com 19,7 milhões de famílias, das quais 12,5 milhões são beneficiárias do Bolsa Família.

Pela proposta de Marina, uma vez incluída no Cadastro Único, a família decidiria em conjunto com o agente de quais programas sociais participar.

"Na maioria dos serviços sociais no Brasil o beneficiário é selecionado por quem produz o serviço, como o Ministério do Trabalho ou a Secretaria da Educação do município. É preciso que uma pessoa [agente de desenvolvimento], junto com a família, decida de quais programas a família vai participar", afirmou Paes de Barros.

A inspiração da proposta do PV é o programa Chile Solidário, focado na extrema pobreza e criado pela coalizão de centro-esquerda Concertação, derrotada nas eleições presidenciais de janeiro. Com 332 mil famílias atendidas, dura dois anos em sua primeira fase, mede e monitora 53 aspectos de qualidade de vida e faz repasses mensais decrescentes de R$ 33 a R$ 12.

Agentes de desenvolvimento
Segundo Paes de Barros, a proposta é de baixo custo porque prevê a utilização de estruturas já existentes, desde programas até pessoal. Os agentes de desenvolvimento, por exemplo, poderiam ser recrutados entre agentes de saúde municipais, disse.

"O programa custa pouco monetariamente, mas vai exigir um esforço de gestão e coordenação política incríveis para ser implementado", afirmou Paes de Barros.

A ideia, afirmou o economista, é que cada agente acompanhe até 50 famílias, atuando como "técnico e torcedor", orientando e cobrando o cumprimento de condicionalidades - os compromissos assumidos pelas famílias para continuarem a receber os benefícios.

Confira quais são as condicionalidades atuais do Bolsa Família, que oferece benefício básico de R$ 58 por mês a famílias com renda familiar mensal per capita de até R$ 60, mais benefícios variáveis de R$ 18 e R$ 30, que dependem de itens como número de crianças ou adolescentes na família:

Considerando o número atual de famílias no Cadastro Único, 19,7 milhões, seriam necessários 394 mil agentes para cumprir o programa do PV. Os funcionários, afirmou Marina, seriam profissionais de sistemas sociais já existentes nas esferas federal, estaduais e municipais.

"Você pode treinar as pessoas que já existem", afirmou a pré-candidata. "Em grande parte podem ser agentes do Paif [Programa de Atenção Integral à Família, do governo federal]", disse Paes de Barros.

Iniciativas já existentes
O Paif é um programa já existente no governo e que se assemelha à proposta do PV. Busca acompanhar famílias de baixa renda individualmente, fazendo encaminhamentos a outras programas. Na mesma linha, há o PlanSeq (Plano Setorial de Qualificação e Inserção Profissional para os Beneficiários do Programa Bolsa Família).

Paes de Barros reconheceu a semelhança entre as iniciativas, mas disse que a chave do programa do PV está em conceder aos agentes a capacidade de resolver problemas, com autonomia para encaminhar as famílias a diversos programas.

Questionado se Estados e municípios aceitariam abrir mão de selecionar os beneficiários de seus programas para deixar a escolha com o governo federal, Paes de Barros negou essa possibilidade. "É um programa de descentralização. Ninguém diferente do município vai ser capaz de selecionar os beneficiários", afirmou.

Consenso

Com a alta popularidade de Lula (76%, segundo última pesquisa do Datafolha) sendo atribuída em parte ao Bolsa Família, o programa é consenso até o momento entre os pré-candidatos. O próprio ex-governador José Serra, pré-candidato do PSDB, fez nesta semana proposta semelhante a de Marina, ao prometer bolsas de capacitação para adolescentes que integrem famílias beneficiárias do programa.

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 05h23m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Sem recursos, Marina vê "fuga" de aliados regionais

PV tenta evitar debandada, mas já admite perda de palanques estaduais

Falta de apoios locais afeta tempo de TV e exposição durante a campanha; sigla admite dificuldades no caixa

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

A falta de recursos e o assédio de grandes partidos a pré-candidatos do PV aos governos estaduais ameaçam deixar a presidenciável Marina Silva sem palanques regionais antes mesmo do início oficial da campanha.
Os verdes tentam evitar uma debandada, mas já admitem perder espaços importantes para os adversários José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Isso compromete a estratégia de lançar chapas próprias em todo o país para garantir visibilidade e tempo de TV a Marina.
Sem dinheiro ou chance de vitória, militantes verdes que concorreriam "no sacrifício" têm dado sinais de que podem desistir.
Em Estados onde o PV conseguiu definir chapa própria o problema é outro: evitar que os pré-candidatos a deputado e senador abandonem a presidenciável para se aliarem informalmente a legendas maiores.
"Há um processo de cooptação em curso em todo o país. É um problema grave, que nos atormenta", admite Alfredo Sirkis, coordenador da campanha de Marina.
O comitê da senadora tem sido procurado por aliados que relatam ofertas de ajuda financeira para compor "dobradinhas" com outras legendas. Em muitos casos, a contrapartida exigida é omitir o nome de Marina do material de campanha.
"A tendência é que isso aconteça em todos os Estados. Onde não está acontecendo ainda vai acontecer. O jogo é bruto", diz Sirkis.
O Nordeste é considerado a região mais problemática para o PV. De 9 Estados, o partido só conseguiu definir candidaturas próprias em 3: Bahia, Sergipe e Pernambuco, onde o verde Sérgio Xavier sofre assédio do serrista Jarbas Vasconcelos (PMDB) para ser seu vice.
"Jarbas foi um grande governador, mas precisamos manter o palanque para Marina", diz o pré-candidato.
O comitê de Marina admite que é preciso captar recursos para bancar as campanhas estaduais, mas os dirigentes dizem ainda não saber o valor necessário para garantir os palanques próprios.
Na quarta-feira, Marina admitiu dificuldades no caixa, mas prometeu compensar a falta de palanques formais nos Estados "construindo palanques no coração das pessoas". "Não temos a pretensão de querer competir com a megaestrutura desses partidos", afirmou, referindo-se a PT e PSDB.
Por enquanto, os verdes só confirmam oficialmente que ficarão sem palanque em dois Estados: Acre, onde Marina apoia o amigo Tião Viana (PT), e Rio Grande do Norte, onde é aliado da serrista Rosalba Ciarlini (DEM).
No Rio, único lugar onde o PV tem chance de vitória, Fernando Gabeira faz jura de apoio à senadora, mas se sustenta cada vez mais na aliança com PSDB e DEM. Ele já declarou voto em Serra num segundo turno com Dilma.




comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 10h29m

Publicada por O Globo

Marina Silva - As razões para sair do governo Lula

 A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, falou ontem sobre a operação da Polícia Federal que prendeu assessores do ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi por desmatamento ilegal. Marina lembrou que foram as pressões de Blairo e dos ministros Reinhold Stephanes (Agricultura) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) que a levaram a deixar o governo.

— Maggi fez toda aquela disputa comigo, junto com o ministro Mangabeira Unger e o ministro da Agricultura. Eles se colocaram contra mim de tal forma, querendo revogar medidas de combate ao desmatamento, a ponto de eu sair do governo. Dois anos se passaram e agora a PF mostra que eu estava inteiramente correta. O governador estava fazendo discurso pseudoambientalista e, na prática, destruía florestas.

Segundo a ex-ministra, por pouco o presidente Lula não atendeu a Blairo, que queria revogar as medidas que proibiam o desmatamento:

— Ele (Blairo) se colocou contrário aos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, queria que Lula revogasse as medidas, e por pouco ele não revogou. Naquela hora saí. As pessoas disseram: "A senadora está sendo inflexível". Se eu não tivesse saído, Lula talvez tivesse revogado as medidas com a pressão dos governadores, de Mangabeira e Stephanes.

Blairo teve uma conversa telefônica gravada pela PF na qual intercede, junto a um dirigente da Secretaria de Meio Ambiente, por processos administrativos que estavam "enrolados" no órgão. "Anota dois protocolos aí, para você me dar uma resposta porque esse trem tá enrolado", pediu Blairo, em janeiro, ao então secretário adjunto de Mudanças Climáticas, Alex Marega, um dos presos na Operação Jurupari, que investiga crimes ambientais em MT.

O delegado federal Franco Perazzoni relata quatro processos em que Marega teve atuação "ativa e irregular".

A PF prendeu ainda o ex-secretário de Meio Ambiente Luís Henrique Daldegan e o ex-secretário adjunto de Gestão Florestal Afrânio Migliari. A Justiça, porém, mandou soltar 38 dos 91 presos. Blairo negou interferência na Secretaria de Meio Ambiente e disse que, em nenhum momento, a conversa "configura solicitação de privilégios".

Atualizado às 07h54m

Publicada pela Folha on Line

Marina ataca gestão Minc no Ministério do Meio Ambiente

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Pela primeira vez na corrida presidencial, a pré-candidata do PV, Marina Silva, atacou a gestão de Carlos Minc, seu sucessor no Ministério do Meio Ambiente e colaborador do plano de governo de Dilma Rousseff (PT).

Ela disse que a flexibilização do licenciamento ambiental, vendida como avanço por Minc e elogiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria rendido uma série de processos contra o ex-presidente do Ibama Roberto Messias.

"Quando saí, não tinha nenhum processo na Justiça. O presidente do Ibama da gestão do Minc acaba de sair com 17 processos. Por quê? Porque começaram com essa história de flexibilizar os processos de licenciamento", afirmou Marina, em entrevista à rádio Bandnews.

"Devemos agilizar os empreendimentos, mas flexibilizar as regras de forma anti-republicana não pode", acrescentou, sem citar casos concretos.

Procurado pela Folha, o ex-ministro rebateu a crítica: "Essas ações têm sido derrubadas. O licenciamento da BR-163, na gestão dela, não foi cuidadoso e aumentou o desmatamento na região".

Na entrevista, Marina também comemorou a prisão de assessores do ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi (PR), aliado de Lula e um dos pivôs de sua saída do ministério.

"Dois anos se passaram e agora a PF mostra que eu estava correta. Ele fazia um discurso pseudoambientalista, mas na prática estava destruindo florestas", acusou.

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 08h31m

Publicadas  pelo Radar On Line.

Preparador oficial de Marina 

Marqueteiro de Lula em 1989 e 1994, Paulo de Tarso Santos está totalmente integrado à campanha de Marina Silva. No domingo, em São Paulo, ele preparou a pré-candidata do PV à Presidência para dois importantes eventos com a mídia: a entrevista de ontem pela manhã à rádio CBN e a sabatina de logo mais na CNI com a presença de Dilma Rousseff e José Serra. Longe do papel tradicional, que impõe tudo, fez uma preparação ao lado de dirigentes do partido e especialistas em diversas áreas.

O publicitário só não acertou com o PV o quanto vai ganhar por esses e os futuros serviços. Recentemente ele saiu da sociedade na Matisse sob suspeita de ter aplicado um calote em pequenas emissoras que recebiam recursos da Secretaria de Comunicação do governo Lula (a agência, aliás, é única que conseguiu a proeza de ficar sete anos ininterruptos com a conta da Secretaria de Comunicação do PT).

Por Lauro Jardim

Previdência em pauta no PV 

Por falar em Marina, dezenas de páginas do seu programa de governo já foram escritas pela equipe coordenada pelo economista Paulo Sandroni da FGV-SP. Nas duas últimas reuniões (na quinta-feira e domingo passados), o principal assunto debatido pelo grupo foi o déficit da previdência brasileira. Sem admitir mexer em direitos trabalhistas adquiridos, discutiu-se a possibilidade de usar recursos do pré-sal para eliminar o problema. 

 A próxima reunião da equipe será ainda esta semana.

Por Lauro Jardim

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 10h48m

Publicada pelo Portal UOL

Marina afirma que Dilma e Serra fazem propaganda antecipada

DE SÃO PAULO

A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, afirmou nesta segunda-feira que a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra fazem propaganda antecipada. "Estou me referindo aos dois", respondeu ao ser questionada em entrevista à rádio "CBN" se falava de Serra ou Dilma ao dizer que há pré-candidatos não cumprindo a legislação eleitoral.

Ela disse que foi involuntária a propaganda em seu nome feita no dia 11 de maio em evento na Assembleia do Rio Grande do Norte. Por causa de uma faixa colocada no prédio da Assembleia, o Ministério Público Eleitoral apresentou uma representação contra ela. A faixa tinha uma foto da pré-candidata e a frase "Marina é a cara do Brasil".

De acordo com a pré-candidata, a propaganda foi feita por militantes do PV sem o seu conhecimento. "Estou aguardando para saber mesmo se involuntariamente nós estamos extrapolando."

Marina também negou que tenha motivo político a exclusão de seu nome em faixas no lançamento da pré-candidatura do deputado Fernando Gabeira ao governo do Rio, que aconteceu ontem no Rio de Janeiro. "Foi uma orientação de quem está entendendo a legislação e não quer extrapolar." Mesmo com o PSDB de Serra apoiando a aliança de Gabeira, não houve censura a ela, de acordo com Marina.

Ela ainda rebateu as críticas de aparelhamento do Ministério do Meio Ambiente durante a sua gestão. Segundo a ex-ministra, as indicações seguiram critérios éticos e técnicos. O aparelhamento, para Marina, aconteceu porém tanto no governo Lula quanto no de Fernando Henrique Cardoso. "Tem uma forma de agigantar o Estado que não são das melhores."

Marina admitiu que hoje votaria a favor da lei de responsabilidade fiscal e do Plano Real. De acordo com ela, os votos contrários nessas matérias foram orientação do seu partido na época, o PT.

"Eu digo que foi um erro não termos avaliado que havia um ganho com o Plano Real", disse. Ela afirmou que não vê problema em mudar de posição em matérias como esse tipo. "Quando mudo de opinião, não é por conveniência, mas por convicção."

A senadora disse que, se fosse presidente, vetaria a mudança no fator previdenciário, mas manteria o reajuste de 7,7% para os aposentados --aprovados semana passada pelo Senado.

Ela também defendeu uma reforma previdenciária. "A Previdência vai precisar de uma resposta, um saneamento."

Sobre o acordo com Irã, conduzido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela disse que é preciso esperar para avaliar se teve resultado. "Temos que ficar em compasso de espera. Não é bom celebrar antes do tempo", afirmou. Segundo Marina, o governo iraniano já desrespeitou acordos parecidos antes e é um país que não respeita os direitos humanos.

Atualizado às 08h42m

Publiucada pelo Radar On Line, Veja On Line

Sem viagens pelo Brasil 

Marina Silva manterá a rotina de agendas pacatas esta semana. Entre quarta e sexta, estará dedicada a reuniões com coordenadores da campanha. Viaja apenas para Campinas onde vai prestigiar no sábado o lançamento da candidatura de Luciano Zica a deputado federal. No dia seguinte, participa de um debate na PUC de São Paulo. A agitação maior deve mesmo ficar por conta de entrevistas para rádios, emissoras e revistas.

A agenda é mínima mesmo se comparada com a do radical Plínio Arruda Sampaio, que alcança hoje apenas 1% de intenção de votos nas pesquisas. Durante a semana, Plínio, que tem 79 anos, passará por três estados: São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre.

Por Lauro Jardim  



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às O9h53m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Dilma cresce em todas as regiões e faixas de eleitores

Serra mantém vantagem sobre a petista só no Sudeste; Sul tem empate técnico, com tucano 3 pontos à frente

Taxa de conhecimento de Marina Silva cresce dez pontos desde abril, atingindo 73%; entre as mulheres, petista perde

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

O crescimento que levou Dilma Rousseff (PT) a empatar com José Serra (PSDB) em 37% na pesquisa Datafolha se deu em quase todos os grupos de eleitores e em todas as regiões do país em pouco mais de 30 dias.
Há uma outra novidade na pesquisa. Agora, Dilma abriu larga vantagem sobre Serra quando se trata de disputar voto entre os eleitores que aprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em março, quando o presidente tinha 76% de aprovação no Datafolha, Dilma e Serra registravam 36% de intenção de voto cada um entre esses eleitores pró-Lula.
No levantamento deste mês, a história é outra. Lula repetiu os 76% de aprovação de março, mas Dilma passou a ter 45% entre esses eleitores -nove pontos a mais do que tinha em março.
Já Serra recuou para 32% nesse grupo -ficando 13 pontos atrás da petista. A pré-candidata Marina Silva (PV) tem 10% de intenção de voto no universo pró-Lula.
Outro fato relevante que sustenta a alta de Dilma na pesquisa realizada nos dias 20 e 21 deste mês é ela ter melhorado seu desempenho em todas as regiões do país.
A postulante do PT ao Planalto elevou suas taxas de intenção de voto de 7 a 9 pontos, dependendo da região.
No Sudeste, onde estão 44% dos eleitores brasileiros, Dilma está com 33% e perde para Serra, cuja taxa é de 40%. Mas no mês passado, o tucano vencia por 45% a 26% -a diferença encolheu de 19 para 7 pontos.
Em todas as outras regiões, Dilma está à frente ou empatada com Serra. No Sul, a petista subiu nove pontos e foi a 35% das intenções.
O tucano caiu dez pontos desde abril e está com 38%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, eles estão empatados.
No Nordeste, onde Lula é aprovado por 85%, Dilma registrou 44% das intenções de voto -alta de sete pontos.
Essa foi a única região do país na qual Serra não perdeu votos: manteve seus 33%. Uma explicação possível são as viagens que o tucano fez a Estados como Bahia e Ceará nas últimas semanas.
No Norte e no Centro-Oeste, regiões agrupadas pelo Datafolha, Dilma registra 40% das intenções de voto (mais nove pontos) contra 34% de Serra (menos oito).
No universo de eleitores mais pobres, com renda familiar mensal de até dois salários mínimos (R$ 1.020), Dilma teve uma alta de sete pontos percentuais, saindo de 29% em abril para os 37%.
No mesmo período,Serra desceu de 42% para 37%.
Esse grupo de eleitores de renda mais baixa representa 51% do universo total dos que votam no país. É também onde estão os de mais baixa escolaridade e com menos informação -inclusive sobre o processo eleitoral.
Dilma sempre perdeu para Serra nesse segmento. Agora, pela primeira vez, eles aparecem empatados.
A candidata do PT ainda perde para Serra entre as mulheres, o eleitorado em que tem mais rejeição. Nesse segmento, o tucano tem 38%, e ela, 33%. Entre os homens, Dilma lidera, por 42% a 36%.

CONHECIMENTO
Outra novidade do novo Datafolha é que a taxa de conhecimento de Marina Silva subiu dez pontos em um mês. O período coincidiu com o lançamento da pré-candidatura da senadora e do anúncio de Guilherme Leal como seu vice.
Em abril, o índice dos que diziam conhecer Marina era de 63%, e saltou para 73%.


 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizad às O3h25m

Publicada pela Folha On Lne

Procuradoria Eleitoral pede multa a Marina por propaganda antecipada

O Ministério Público Eleitoral apresentou representação pedindo a aplicação de multa à pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, por propaganda antecipada. A ação foi protocolada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A multa pode ir de R$ 5.000 a R$ 25 mil.

Segundo a procuradoria, a propaganda aconteceu no dia 11 de maio em evento na Assembleia do Rio Grande do Sul. No ato, Marina recebeu o título de cidadã do Estado. O Ministério Público afirma que a propaganda aconteceu por conta de um banner fixado no prédio da assembleia. A faixa tinha uma foto da pré-candidata e a frase "Marina é a cara do Brasil".

"[A frase] é um recado direto ao eleitor, uma clara mensagem no sentido de que a representada é a pessoa ideal para ocupar o cargo eletivo máximo deste país", afirma a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau. Para ela, a faixa é uma propaganda subliminar.

Segundo a procuradora, "o caráter eleitoreiro da propaganda em questão fica mais evidente diante da presença da figura estilizada da face da representada, idêntica àquela que se encontra no sítio eletrônico de sua campanha".

Em nota, Marina afirma que não notificada sobre a representação da procuradoria até o momento, e por isso não irá comentar o assunto. "Ressalte-se, no entanto, que tanto o PV como a própria Marina Silva têm sido ciosos no cumprimento da legislação que orienta este período de pré-campanha."



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 10h19m

Publicada pelo Portal G1

Foto William Volcov, AE, publicada pelo G1

Marina quer voltar ao Senado para votar 'ficha limpa' e reajuste

Pré-candidata do PV à Presidência está licenciada do Senado até junho.

Nesta quarta, ela pretende participar de votação de ficha limpa no Senado.
Do G1, em São Paulo
 
imprimir
Marina Silva está licenciada do Senado desde o
final de abril (Foto: William Volcov/AE)Licenciada do Senado para se dedicar à pré-campanha à Presidência da República, a senadora Marina Silva (PV-AC) pretende voltar à Casa para votar determinados projetos.

Segundo a Mesa Diretora do Senado,  a parlamentar pode fazer isso durante a licença, se quiser.

Nesta quarta-feira (19), Marina participa em Brasília de uma sabatina com Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), pré-candidatos ao Palácio do Planalto, na 13ª Marcha em Defesa dos Municípios e, depois, segue na capital federal para aguardar a votação do projeto ficha limpa, que pretende barrar a candidatura de políticos com problemas na Justiça. Ela já havia anunciado, pelo Twitter, que pretende votar o projeto.

Além desse projeto, Marina também quer participar da votação de outros temas como o reajuste para os aposentados, o fator previdenciário, o Código Florestal e a Política de Resíduos Sólidos, segundo o ex-deputado Luciano Zica, que faz parte da coordenação política da pré-campanha da senadora.

No final de abril, Marina encaminhou requerimento à Mesa Diretora do Senado pedindo licença de suas atividades, sem ônus para o Senado, até dia de 17 de junho. Ela argumentou que precisava se dedicar às tarefas do partido "como a reestruturação programática da legenda e a elaboração de um plano de governo com vistas à disputa eleitoral", mas fez a ressalva de que  poderia voltar ao Senado " a qualquer momento, antes da data estabelecida, se isso for importante para a defesa dos interesses nacionais", segundo nota divulgada pela assessoria da senadora.
 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às O5h13m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Empresários elogiam Marina, mas hesitam em votar nela

Em palestra a executivos do Lide, pré-candidata do PV evita temas econômicos

Enquete com 25 executivos que viram sabatina mostra que maioria gosta do que ela diz, mas só 4 declaram .

BRENO COSTA
DA REPORTAGEM LOCAL

O anúncio do empresário Guilherme Leal como vice na chapa de Marina Silva não rendeu adesão imediata de pesos-pesados do empresariado à pré-candidatura do Partido Verde à Presidência.
A Folha aproveitou a sabatina informal à qual Marina foi submetida por cerca de 350 executivos, ontem em São Paulo, para promover uma enquete sobre a pré-candidata.
Sob a condição de anonimato, foram ouvidos 25 empresários. Apenas quatro afirmaram que pretendem votar em Marina. Os executivos foram ouvidos aleatoriamente.
Ao lado de Leal, executivo da Natura e dono de fortuna estimada em US$ 2,1 bilhões, a pré-candidata falou durante 20 minutos e, em seguida, respondeu a 11 perguntas feitas pela plateia, sobre temas como reformas fiscal, tributária e agrária, mídia e meio ambiente.
À maioria delas, não conseguiu responder objetivamente, especialmente questões de cunho mais econômico.
Questionada sobre qual ela acha que deve ser a meta de crescimento da economia, por exemplo, Marina disse que não falaria na base do "achômetro" e que está "em fase de elaboração de plano de governo".
A reportagem fez duas perguntas aos empresários. A primeira pedia uma avaliação da performance de Marina: "ruim", "regular", "boa" ou "muito boa". A maioria (18 empresários) considerou "muito boa" ou "boa" a palestra.
Em seguida, ao serem questionados se votariam em Marina, 21 disseram que não.
Informada do resultado da sondagem, Marina desconversou: "Não faço esse cálculo tão pragmático. Eu venho aqui para uma discussão que eu pretendo que seja programática. Vim aqui para ouvir as pessoas através de suas perguntas".
O almoço-palestra foi organizado pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais), presidido pelo empresário João Dória Jr.
Os pré-candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) também deverão participar em breve. O grupo tem cerca de 650 empresas associadas e afirma representar 43% do PIB privado nacional.

Gradual
A organização do evento não informou quantas empresas estavam representadas ontem. Na plateia estavam, entre outros, o copresidente do Conselho de Administração da Brasil Foods Luiz Fernando Furlan e o diretor-executivo da Klabin, Roberto Klabin.
Para Guilherme Leal, o apoio de empresários à senadora -um dos objetivos de sua escolha para vice- virá com o tempo. "É uma coconstrução. [Virá] na hora em que os empresários puderem aprofundar essa construção e se sentirem mais copartícipes desse projeto."




comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às O5h21m

Publicada pela Veja on LIne

Guilherme Leal é confirmado na vice

O empresário Guilherme Leal, dono da Natura, será o vice de Marina. Foto: AE

A pré-candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, confirmou que o empresário Guilherme Leal, da Natura, vai ser o candidato a vice-presidente na sua chapa.

“Temos uma aliança com o núcleo vivo da sociedade, composto por jovens, trabalhadores, empresários e políticos com visão de futuro”, disse Marina. “É com alegria que tenho a honra de apresentar o vice que cada candidato à presidência pode sonhar para transformar o Brasil numa aliança  pela sustentabilidade.”

Leal agradeceu: “A reflexão não foi fácil, mas essa convocação era impossível de ser negada”.

(Por Mirella D’Elia)

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às O5h55m

Publicada pela Folha de Paulo

PERFIL - MARINA SILVA

A filha da floresta

Senadora, que oficializa hoje sua pré-candidatura à Presidência pelo PV, nasceu em seringal no Acre, fez a carreira política na luta ambiental e foi ministra de Lula até 2008, quando saiu após seguidas derrotas no governo

ANA FLOR
DA REPORTAGEM LOCAL

Em maio de 2008, um grupo de ambientalistas distribuiu, na cerimônia de abertura da 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, um adesivo verde-amarelo com os dizeres "Marina Silva Presidente".
O intuito daqueles simpatizantes da então ministra do Meio Ambiente era pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participaria do ato, a considerar o nome de sua colaboradora para sucedê-lo.
A tentativa falhou. Lula soube da manobra e preferiu não ir ao evento. Seis dias depois, Marina deixava o governo -e dava o primeiro passo para lançar, por outros caminhos, a candidatura proposta pelo adesivo. A então ministra Dilma Rousseff, com quem acumulara divergências no governo, já era àquela altura a preferida de Lula.
Numa trajetória incomum, que faz lembrar a do próprio Lula, Maria Osmarina Silva saiu dos seringais do Acre, onde viveu até os 16 anos, ainda analfabeta, para ganhar reconhecimento internacional na defesa do ambiente, tornar-se ministra e postular à Presidência.
O PV lança oficialmente sua pré-candidatura hoje, no Rio.
"Marina sempre foi a mais desembaraçada", lembra o pai, Pedro, 82, orgulhoso da "coragem dela de enfrentar essa barra" -a disputa eleitoral. Quando a filha tinha menos de cinco anos, ele caminhou 22 horas em um dia para buscar as "45 injeções" que a curaram de uma leishmaniose.
Marina, 52, nasceu em um dia chuvoso do inverno acriano, em fevereiro de 1958. Foi a avó Júlia quem fez o parto na localidade de Breu Velho, no seringal Bagaço, distante 70 quilômetros de Rio Branco. Era a segunda filha do cearense Pedro Augusto da Silva, que migrou na tentativa de ganhar a vida com a extração de látex. Lá, casou com Maria Augusta.
Enquanto o pai trabalhava nos seringais e a mãe, na roça de subsistência, o cuidado dos oito filhos -foram 11 ao todo, mas três morreram ainda bebês- ficava a cargo da avó.

Floresta e religião
A menina Marina encantava-se com as lendas e os segredos da floresta contados pelo tio Pedro Mendes, uma espécie de xamã, que conviveu dos 12 aos 30 anos com índios do Alto Rio Madeira antes de ir para o Acre ao encontro da família. "Ele tinha o saber católico, mas tudo era adaptado ao mundo do xamanismo", conta Marina.
Se vieram do tio o amor pela floresta e o respeito à cultura indígena, foi da avó Júlia, com quem viveu dos 5 aos 14 anos, que herdou o fervor religioso. Ela doutrinava a neta com passagens retiradas de uma inseparável Bíblia em papel cuchê com reproduções dos afrescos pintados por Michelangelo na Capela Sistina.
"Eu aprendi a falar fazendo minhas orações com minha vó", lembra Marina, que também sempre anda em companhia de sua Bíblia.
Aos 14 anos, depois de perder a mãe e ver a irmã mais velha se casar, a adolescente acabou assumindo o papel de chefe da casa, enquanto o pai passava o dia trabalhando no seringal. "Eu ia e voltava da cidade com meus irmãos", lembra ela, que os levava na tentativa de curar doenças como malária e meningite. Muitas vezes, precisava caminhar 11 horas com um irmão no colo para chegar às margens do rio Acre e pegar um barco para Rio Branco.
Marina se emociona ao lembrar de quando precisou mentir a um taxista para que ele aceitasse levar no carro a irmã Dóia, com meningite, ao hospital. Afirmou que era malária.
"Fomos abraçadas no banco de trás até Rio Branco. A febre era muito alta e ela vomitava, fiquei com a roupa molhada e toda suja de vômito", conta. "Eu tinha uma convicção muito grande de que devia ir até as últimas consequências, tinha fé em Deus de que aquela doença não pegaria em mim", lembra. Dóia ficou mais de um mês internada e sobreviveu.
Ainda criança, Marina encantou-se pela cidade. Foi em Rio Branco que viu pela primeira vez uma árvore de Natal. Fora à cidade para tentar curar o que hoje acredita ter sido uma intoxicação originada do tratamento da malária. De volta ao seringal, só falava nas luzes e bolas coloridas.
Aos 16 anos, já estava decidida a se mudar para a capital. Queria cuidar da saúde, estudar e seguir o que acreditava ser sua vocação -tornar-se freira.
Àquela altura, a jovem que aprendera as quatro operações da matemática em uma noite para não ser enganada pelos compradores de látex ainda não sabia ler e escrever. Foi morar em Rio Branco, na Casa Madre Elisa, um pré-noviciado. Limpava a cozinha e cuidava da horta. Estudava no Instituto Imaculada Conceição.
A colega Maria Auxiliadora Ribeiro, a Dôra, lembra que Marina vestia saias longas, cores escuras, e dificilmente mostrava os ombros. "Não foi coisa do colégio de freiras. A gente usava vestido curto. Ela, nunca. E jamais soltava o cabelo."
Em quatro anos, Marina foi do analfabetismo ao vestibular, passando por um curso supletivo. O sonho de ser noviça durou dois anos e oito meses. Ela se digladiava com a polêmica entre freiras conservadoras e progressistas.
As primeiras tachavam de comunista quem era ligado às Cebs (Comunidades Eclesiais de Base), incluindo o bispo e o sindicalista Chico Mendes. "Aquilo me incomodava porque sabia que o que o bispo comunista e o Chico Mendes comunista faziam era defender os seringueiros e os índios", diz.

Fome
O discurso da igualdade exercia forte atração sobre ela, que conheceu a fome de perto. Quando o pai certa vez decidiu tentar a sorte em Manaus e, depois, em Belém, a família enfrentou muitas dificuldades. Marina lembra de uma noite de Natal em que havia apenas farinha e um ovo na casa. Só os mais novos comeram.
Ela conheceu Chico Mendes em um curso da ala progressista da Igreja Católica, em 1976. Começaram a ter contato e ele a apresentou a leituras clandestinas sobre direitos dos trabalhadores. "Eu entrei em conflito e saí do convento", conta ela.
A convivência com Chico a levou ao PRC (Partido Revolucionário Comunista), grupo semiclandestino que fazia oposição aos militares. Ali, conheceu José Genoino, também do PRC, em uma das muitas viagens dele ao Acre. "Ela era tímida, contida, ainda não se destacava muito", relembra o deputado petista.
Sua primeira passagem pela capital paulista ocorreu por intermédio de dom Moacyr Grechi. Internada em Rio Branco por causa de uma hepatite, ela ouviu o médico desenganá-la.
Saiu do hospital e foi ao bispo pedir ajuda. Ele prometeu que, se ela conseguisse dinheiro para a passagem, cuidaria do tratamento em São Paulo. A família vendeu alguns animais e Marina foi encaminhada para o Hospital São Camilo.
Ao voltar a Rio Branco, entrou no curso de história da Universidade Federal do Acre. A ex-colega Bernardete Carioca da Silva, hoje diretora de escola, lembra das greves que faziam para melhorar a comida do restaurante universitário.
"Nós éramos todos matutos. Mas ela sabia o que queria e, se preciso, subia no banco para discursar." Entre os colegas de faculdade, a fragilidade física rendeu a Marina o apelido de "Maria doentinha".
O envolvimento político fez naufragar a união com o primeiro marido, Raimundo Souza, com quem havia casado pouco depois de sair do convento -com ele, teve dois filhos, Shalon, que é psicóloga, e Danilo, publicitário.
O casamento se desfez na época em que Marina ajudou Chico Mendes a fundar a CUT (Central Única dos Trabalhadores), em 1984. Comandava sindicalistas durante greves e enfrentamentos que renderam a ela a inimizade dos patrões.
As denúncias de destruição da Amazônia que Chico levava ao exterior deixaram o grupo numa situação difícil no Acre.
As críticas não eram muito diferentes das que ouviu como ministra, algumas vezes do próprio presidente Lula. Certa vez ele sugeriu que a área ambiental do governo se preocupava mais com a preservação de "bagrinhos" do que com a necessidade de construir hidrelétricas no rio Madeira.
Em 1985, Marina entrou no PT. Sua estreia nas urnas aconteceu um ano depois, quando concorreu a deputada constituinte, enquanto Chico Mendes tentava chegar à Assembleia Legislativa do Acre. O partido não atingiu quociente para elegê-los, mas ela foi a quinta mais votada. "Ninguém achava que ela fosse se eleger, queríamos era puxar voto para o Chico. Mas ela foi a surpresa das eleições", lembra o amigo e ex-governador Jorge Viana.
A ascensão meteórica fez dela a primeira vereadora de esquerda de Rio Branco, em 1988.
Dois anos depois, foi a deputada estadual mais votada. Em 1991, novamente se afastou para tratar da saúde. Viajou a São Paulo, onde contou com o apoio de Genoino e Lula.
Passou cerca de um ano na casa da sogra em Santos, no litoral paulista. A essa altura, já casada com o atual marido, Fábio Vaz de Lima, estava grávida de Mayara, filha mais nova da união -também tivera Moara.
Precisou esperar o nascimento para começar a se tratar.
A sensação, diz ela, era a de quem chupasse moedas. A contaminação por metais pesados era a fatura que pagava pelos tratamentos de leishmaniose, três hepatites e cinco malárias.
Aos 36 anos, em 1994, foi eleita a mais jovem senadora da República. Em seu primeiro mandato, concentrou a atuação em temas ambientais e indígenas. Mesmo na oposição, mantinha boa relação com o então presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. Tanto que, mais tarde, ao assumir a pasta ambiental, avisou que não iria "desconsiderar" avanços e experiências do antecessor.

Retorno à fé
Sua saúde voltou a piorar.
Voltou a São Paulo, foi ao Chile e aos Estados Unidos em busca de tratamento. O sofrimento acabou levando-a de volta à religião. "Fiz um acerto de contas comigo mesma e retomei a minha fé", diz ela. Mais tarde, trocou o catolicismo pela Assembleia de Deus, na qual foi batizada em 1997. Marina diz que a mudança foi fruto de "um toque do espírito".
Para ela, a fé a ajudou a superar os problemas de saúde. Hoje, Marina segue uma estrita dieta, que exclui carne vermelha, laticínios e até café. Tem alergia a pó, carpetes e cheiro de tinta. Faz jejum pela manhã, quando reserva um momento para as leituras bíblicas.
A convicção religiosa já lhe rendeu a pecha de intransigente por ser contra pesquisas com células-tronco provindas de embriões e contra a descriminalização do aborto.
Curiosamente, alia a fé ao interesse por psicanálise -fez pós-graduação na área. Considera Freud "um dos monstros sagrados do pensamento ocidental". Para ela, religião e psicanálise têm "pontos de contato". "Não acho que essa visão possa desconstruir a fé, nem acho que a fé deva ter a pretensão de querer desconstruí-la."
Em 2002, com a eleição do amigo Lula, Marina, novamente senadora, era o nome natural para a pasta do Meio Ambiente.
Um manifesto de apoio foi subscrito por 160 ONGs da área e entregue ao presidente eleito.
Seu nome foi anunciado por Lula em Washington.
Quando estava no ministério, seu marido assumiu como assessor no gabinete do suplente no Senado, Sibá Machado.

Problemas no governo
De um começo pomposo na pasta, seu primeiro cargo executivo, Marina viu seu poder minguar nos cinco anos e meio que se seguiram. O primeiro embate que quase a fez deixar o ministério foi a decisão do governo de liberar o plantio de transgênicos. Radicalmente contra, chorou em público.
Depois vieram a transposição do rio São Francisco e as hidrelétricas. O discurso que pregava à exaustão, o da "transversalidade nas ações do governo", parecia não funcionar.
Cultivou opositores internos e sofreu boicotes. Para os críticos, sempre que tinha um embate no governo, ela se refugiava no "mito Marina". Usava o capital adquirido com o amigo Lula para tentar vencer as batalhas internas. Não funcionou.
Ela também foi criticada por dar excessiva atenção a questões amazônicas e não dimensionar corretamente, no primeiro ano, a importância de uma reestruturação do licenciamento ambiental. Marina rebate -e cita o próprio Lula.
"Eu aprendi com ele que, quando você tem cinco telhas numa casa, você coloca no quarto das crianças. Naquele momento, o que estava sendo colocado como um desafio era diminuir o desmatamento."
A diminuição nos índices de desmatamento foi sua principal vitória. Segundo Marina, somente ela, vinda da floresta, poderia mexer nas questões amazônicas. "Duvido muito que alguém tivesse estatura pra propor acabar com a Secretaria da Amazônia, que era um ministério dentro do ministério.
Eu a descriei e propus que a Amazônia fosse uma política transversal", diz em seu discurso característico.
Com Lula reeleito, Marina quase não foi reconduzida. O amigo Jorge Viana chegou a ser convidado três vezes para substituí-la. Pressionada pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a urgência de obras de infraestrutura, manteve suas posições e viu seu isolamento no governo aumentar.
Deixou a pasta sob o lamento das organizações ambientalistas. "Perco a cabeça mas não o juízo", disse à época.
"Meu sonho", diz ela, "era ver o governo apostar na visão de desenvolvimento sustentável como uma política transversal.
Mas não foi possível".

Do PT ao PV
Sua volta ao Senado deu início a um inevitável assédio de outros partidos e a novas costuras políticas. A decisão de sair do PT, depois de quase 30 anos, foi tomada em agosto de 2009.
Jorge Viana a resumiu como "um baita problema".
A filiação ao PV já estava engatilhada e foi formalizada dias depois de ela ter deixado o PT.
Marina crê que sua pré-candidatura pressionou as demais a dar mais ênfase à questão ambiental. "O tema passou a fazer parte da agenda política dos partidos, que anteriormente não o estavam colocando com esse nível de importância."
A pré-candidata do PV surpreendeu muitos ao encontrar alianças no meio empresarial -como seu provável vice, Guilherme Leal, da Natura- e formular um programa que também dá ênfase a questões como reforma tributária e do Estado.

 

--------------------------------------------------------------------------------
Colaborou MARCOS AUGUSTO GONÇALVES, editor de Opinião




comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 09H41m

Divulgada pela Assessoria de Imprensa;

Agenda Marina Silva - 17 de maio   
      
 A senadora Marina Silva (PV), pré-candidata do PV à Presidência da República, estará nesta segunda-feira, dia 17 de maio, em São Paulo, para participar de um debate sobre o tema Perspectivas e metas para um país mais sustentável. O evento é promovido pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais).

Segue a programação:

Segunda-feira, dia 17 de maio

São Paulo (SP)

12h - Almoço-debate Lide sobre o tema Perspectivas e metas para um país mais sustentável
Local: hotel Grand Hyatt, na avenida das Nações Unidas, 13.301

14h30 - Entrevista coletiva
Local: Hotel Grand Hyatt

 

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 15h18m

Publicada pelo UOL e Folha On Line

Marina Silva lança pré-candidatura à Presidência e confirma Guilherme Leal de vice

CIRILO JUNIOR
BERNARDO MELLO FRANCO,da Reportagem Local

A pré-candidata às eleições presidenciais Marina Silva (PV) anunciou na tarde deste domingo o empresário Guilherme Leal como seu vice na chapa do partido. O anúncio foi feito durante o lançamento da pré-candidatura de Marina, em Nova Iguaçu (RJ).

Acompanhe o lançamento da pré-candidatura de Marina
Marina inaugura "ambientalismo para as massas"

Empenhado na causa verde, Guilherme Leal, 60, foi levado ao PV pela senadora no ano passado. Antes de anunciar seu nome como vice, Marina fez elogios e afirmou que Leal "está inteiramente integrado com o projeto".

Após o anúncio, o empresário afirmou que sente profunda emoção em aceitar concorrer à vice-presidência. "Não podemos deixar de lutar pelo sonho de construir um Brasil mais justo, mais solidário, mais fraterno, mais feliz", completou.

Antes de Marina e Leal, Gabeira e o vereador Alfredo Sirkis já tinham falado durante o evento. Em meio a muito barulho feito pela plateia, Sirkis afirmou que a pré-candidatura de Marina estava sendo lançada "perto do povo", ao contrário do que ocorreu no lançamento de outros pré-candidatos.

O evento acontece na casa de espetáculos RioSampa, que segue a linha axé-pagode-funk. Ao lado de cartazes da festa de Marina há ainda cartazes de outras grandes atrações da casa: Furacão 2000 e Chiclete com Banana.

Durante o evento, Marina deve lançar o "ambientalismo para as massas", uma nova versão do discurso ambientalista, voltado para os problemas dos moradores de favelas e periferias das grandes cidades.

Segundo a última pesquisa Datafolha, a senadora tem 18% de intenções de voto entre eleitores com renda familiar acima de 10 salários mínimos. Na faixa abaixo de dois salários mínimos, ela despenca para 10%.

Atualizado às 17h38m

Publicada pelo Blog do Noblat, Globo On Line

Enviado por Erich Decat

Vice na chapa de Marina está ‘politicamente’ confirmado

A confirmação do nome do empresário Guilherme Leal como vice na chapa do Partido Verde (PV), pode ocorrer neste domingo (16), ocasião em que será lançada a pré-candidatura de Marina Silva na disputa à presidência da República.

O evento está marcado para acontecer em Nova Iguaçu (RJ), na casa de shows Riosampa, com a presença do pré-candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira; do coordenador de campanha presidencial, Alfredo Sirkis; e da pré-candidata ao Senado pelo Estado do Rio, Aspásia Camargo.

“Essa questão [da confirmação de Guilherme Leal] está politicamente fechada. A questão agora é ele acertar o ‘timming’ do anúncio”, disse ao blog Sirkis.

Quanto à possibilidade de Leal recuar na última hora e o partido ter que recorrer a um plano B, Sirkis foi enfático: “Não trabalhamos sobre hipóteses”.

Segundo ele, a escolha do empresário será um diferencial na corrida eleitoral para Marina Silva.

“Ele é uma vantagem comparativa porque compõe uma chapa harmônica com a Marina. Dessa forma, lançamos luz sob o ponto fraco dos adversários, porque para nós a vice não é problema, ao contrário do que acontece para a Dilma [Rousseff] e o [José] Serra”, cutucou.

Atualmente, o nome do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), é tido como praticamente certo para compor a chapa da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.

Do outro lado, o senador Francisco Dornelles (PP) é assediado pelo PSDB para ser vice do pré-candidato do partido, José Serra.

A inclusão de Guilherme Legal na chapa de vice do PV é também uma tentativa de atrair o apoio do setor empresarial para a campanha de Marina Silva.

Dono da Natura, Leal, segundo a revista americana Forbes, tem uma fortuna estimada em US$ 1,2 bilhão. O valor o coloca na posição de número 601 dentre os únicos 793 bilionários vivos hoje no planeta.

Antes de assumir a Natura, o paulista, que é formado em administração de empresas, trabalhou em instituições financeiras e na antiga Ferrovia Paulista (Fepasa).

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 15h21m

Divulgada pela Assessoria de Imprensa do PV

PV lança pré-candidatura de Marina no Rio     

Pré-Convenção será realizada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense   
  
São Paulo, 12 de maio de 2010 - O Partido Verde lança neste domingo, dia 16, a pré-candidatura de Marina Silva à Presidência da República em evento em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A pré-Convenção do partido será realizada no Riosampa (rodovia Presidente Dutra, km 177), a partir das 11h. Marina estará ao lado de Fernando Gabeira, pré-candidato do PV ao governo do Rio, Alfredo Sirkis, coordenador da pré-campanha presidencial, e Aspásia Camargo, pré-candidata ao Senado pelo Estado do Rio. 

"A Baixada Fluminense simboliza as periferias das grandes cidades brasileiras: abandonadas, repletas de problemas socioambientais, mas palpitantes de esperanças. O lugar apropriado para Marina apresentar as suas mensagens", afirma Sirkis ao comentar a escolha do local para a festa partidária fora dos grandes centros urbanos. 

De acordo com o coordenador da pré-campanha presidencial, "Marina tem uma poderosa mensagem para a população dessas periferias: sua vida e seu exemplo de superação. Isso é suficiente para diferenciá-la e estabelecer aquele forte vínculo de coração com a mulher pobre e cristã, com o trabalhador que perde quatro horas por dia se deslocando ao trabalho, a partir de sua esquecida cidade- dormitório, o jovem de classe média local, que se vê privado de equipamentos culturais ou de entretenimento saudável". 

No início dos trabalhos da pré-Convenção do PV, a presidenciável Marina Silva receberá o título de Cidadã Iguaçuense, oferecido pela Câmara Municipal de Nova Iguaçu. 

Das 14h às 15h, Marina concederá entrevista coletiva aos jornalistas credenciados para a cobertura do evento. 

Atualizado às O5h22m

Publicada pela Folha d .Paulo

ONG cria "roda de conversa" para Marina

Primeiro encontro aberto do novo Instituto Democracia e Sustentabilidade debate soluções para a segurança pública

Ideias e propostas podem alimentar futuro programa de governo; pré-candidata recusa descriminalização de drogas e novo ministério

MARCELO LEITE
COLUNISTA DA FOLHA

Pareceu um oásis, para quem não se satisfaz com o enquadramento maniqueísta -ou "plebiscitário"- da campanha presidencial. Durante três horas, anteontem em São Paulo, cinco especialistas debateram soluções para a segurança pública. Um pré-candidato ouvia tudo com atenção. E em silêncio.
Não era José Serra, nem Dilma Rousseff. Era "o duende que veio da floresta para nos devolver a paixão pela política" (Marina Silva), como a definiu Marcos Rolim, jornalista e ativista de direitos humanos, na "roda de conversa" que lançou o IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade), presidido pela pré-candidata.
Marina qualifica o IDS como uma espécie de Instituto Cidadania, ONG que acolhia o candidato Lula entre uma campanha e outra. A ex-ministra do Ambiente diz que se licenciará do instituto quando oficializar a candidatura, em junho, "para não misturar os canais".
A ideia é que as rodas alimentem um programa de governo, mas sem vinculação direta. O IDS já estava em gestação antes de surgir a candidatura, como um "fórum de debates de propostas e ideias que contribuam para aprofundar a democracia e colocar a sustentabilidade como valor central para a vida".
Já ocorreram rodas sobre saúde, cidades e educação. Segurança foi a primeira aberta. A coordenação foi do antropólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário de Segurança Pública de Lula e coautor do livro "Elite da Tropa" (com André Batista e Rodrigo Pimentel), base do filme "Tropa de Elite".
Além de Soares e Rolim, estavam na mesa José Luiz Ratton, assessor do governo de Pernambuco, Luis Flavio Sapori, ex-secretário-adjunto de Defesa Social de Minas, e Oscar Vilhena Vieira, da Escola de Direito da FGV-SP.
Soares apontou como central o "modelo de polícia herdado da ditadura", com desmembramento da função policial em duas corporações, as polícias militares (policiamento ostensivo) e civis (investigação). Em países com mais de uma polícia, ou elas atuam em bases territoriais diversas ou ficam responsáveis por crimes diferentes.
Hostilidade e competição contribuem para a ineficiência e a irracionalidade do trabalho policial. E elas se traduzem na baixa qualidade das provas levadas ao Judiciário.
Apesar de falido, o modelo terminou consagrado na Constituição de 1988 (artigo 144). Pesquisa realizada em 2009 com mais de 64 mil profissionais de segurança pública revelou que 70% rejeitam o modelo de divisão do ciclo policial.
Marina Silva ouviu tudo e elogiou a rodada no IDS: "Existe uma inteligência na tessitura social que pode ser trazida a lume". Não se pronunciou, contudo, sobre a proposta de Soares de encaminhar ao Congresso em seis meses, caso eleita, proposta de emenda constitucional modificando o art. 144.
Definições da pré-candidata, por ora, há aquelas apresentadas na entrevista coletiva que antecedeu a roda de conversa: contra a descriminalização das drogas (defendida pelo ex-presidente tucano FHC) e contra um Ministério da Segurança Pública (defendido por Serra).

 

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizada às O5h14m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Senadora leva o "marinês" à campanha

Pré-candidata do PV surpreende eleitores ao introduzir termos como "desadaptação criativa" na corrida presidencial

Marina diz que expressões como "descarbonização" e "problemas multicêntricos" não foram criadas por ela e têm sentido num contexto

BERNARDO MELLO FRANCO
BRENO COSTA
DA REPORTAGEM LOCAL

Depois de transformar a questão ambiental em tema obrigatório na campanha, a pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, tenta promover uma pequena revolução no vocabulário eleitoral.
Em discursos e palestras pelo país, ela tem surpreendido ao recitar expressões estranhas ao dicionário político, como "problemas multicêntricos" e "desadaptação criativa".
A senadora jura não inventar nada, mas reconhece ter dado um sentido particular a alguns verbetes. Um de seus hits é "transversalidade", criado no tempo de ministra do Meio Ambiente e adotado pelos assessores mais próximos.
A "tradução", como em outros casos, parece mais complicada do que a própria palavra. "Esta era muito usada por mim e por minha equipe para mostrar que a gente precisa de um conhecimento que seja transversal, com uma interação que seja transdisciplinar", explica.
No ABC do "marinês", índios e ribeirinhos da Amazônia são sinônimo de "povos da floresta". Causas que todo político diz apoiar e que nunca saem do papel, como a reforma tributária, viram "consensos ocos". Ou, numa variação mais dramática, para reforçar a ideia de paralisia: "ocos e congelados".
Algumas expressões parecem pedir a tecla SAP para serem decifradas pelo eleitor. Um exemplo muito usado: "Precisamos construir uma aliança intergeracional com compromisso ético". Em linguagem corrente, significaria que ela quer atrair pessoas de todas as idades e honestas.
Ao justificar o fato de ter entrado na disputa a bordo de uma legenda pequena e isolada, ela costuma se dizer à frente de um "movimento transpartidário". Nesse caso, a tradução seria que sua candidatura não se limita aos filiados ao PV.

Origem acadêmica
Outro hábito dela é dizer que a realidade está "grávida de múltiplas respostas". Desta vez, o truque serve como desculpa para driblar perguntas difíceis. Algo como: "Não há respostas prontas para tudo".
Questionada pela Folha sobre a etimologia de seu vernáculo, que às vezes lembra o "do-in antropológico" do colega de partido e também ex-ministro Gilberto Gil, ela invocou raízes acadêmicas. "Essas palavras não foram criadas nem inventadas por mim", garantiu.
"Desadaptação criativa é uma expressão usada por um psicanalista argentino. Acho que tem tudo a ver com o contexto das transformações que o Brasil e o mundo precisam em relação a fazer novas perguntas para obter novas respostas."
O termo é citado sempre que Marina menciona a necessidade de mudança nos hábitos de consumo para evitar o esgotamento de recursos naturais.
"Se a gente não tivesse se desadaptado de usar as rodas apenas puxadas por bois ou cavalos, até hoje estaríamos andando de carroça", explica.
Ela gosta de dizer ainda que o mundo está diante de uma "inflexão civilizatória", ou seja, ficando mais civilizado.
As falas também reciclam termos da cartilha ambiental, como a "descarbonização" da economia. A tradução é simples: a senadora defende um modelo de produção que reduza a emissão de gases-estufa.
"Descarbonização é um termo utilizado no âmbito da convenção de mudanças climáticas", explica. "Mas aos poucos vai fazendo parte do repertório de grupos sociais, de vários segmentos da sociedade."
Marina diz já ter ouvido uma observação semelhante na rua sobre seu vocabulário: "Uma vez, um estudante brincou comigo, sugerindo que talvez fosse necessário fazer um glossário dessas expressões todas. Não seria de todo ruim".
Mas ressalva: "As pessoas, diferentemente do que se pensa, compreendem o que se diz dentro de um contexto. E eu procuro usar sempre as palavras dentro de um contexto".




comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 11h34m

Divulgado pela Assessoria de Imprensa do IDS

Marina Silva debate segurança pública com sociedade civil

Presidenciável do PV inaugura Instituto Democracia e Sustentabilidade

São Paulo, 7 de maio de 2010 - A senadora Marina Silva, pré-candidata do PV à Presidência da República, participa nesta segunda-feira, dia 10 de maio, de Roda de Conversa sobre segurança pública promovida pelo IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade). Marina, que preside a entidade, vai debater com outros convidados o tema "Desafios para a Segurança Pública no Brasil". O evento terá início às 15h no espaço Matilha Cultural (Rua Rego Freitas, 542, no Centro, São Paulo). 

O evento vai reunir especialistas da área para debater os principais desafios e soluções para o país, como desarmamento, sistema prisional, direitos humanos e combate às drogas. Participam da discussão, o antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, ex-Secretário Nacional de Segurança Pública, os sociólogos José Luiz Ratton, da Universidade Federal de Pernambuco, Luis Flávio Sapori, da PUC Minas, o jornalista e consultor em Segurança Pública e Direitos Humanos Marcos Rolim e o advogado Oscar Vilhena Vieira, professor da Fundação Getulio Vargas. Ao final das apresentações de cada um dos especialistas, a plateia poderá fazer perguntas. 

Antes do início dos debates, às 14h30, a pré-candidata concederá entrevista coletiva à imprensa. Os jornalistas interessados em acompanhar a roda de conversa ou participar da entrevista devem confirmar presença no e-mail comunicacaomarina@mvl.com.br ou nos telefones (11) 3594-0328 / 3594-0329. 

O encontro também poderá ser acompanhado ao vivo pelo blog www.minhamarina.org.br/blog, no site www.ideasbr21.org ou no www.twitter.com/ideasbr21.

 Sobre o IDS

 O Instituto Democracia e Sustentabilidade é uma organização da sociedade civil plural e apartidária, recém criada, cuja missão é promover o debate sobre idéias e propostas para o Brasil no Século 21. O objetivo é aprofundar a democracia e fortalecer a transição do nosso modo de vida para padrões sustentáveis.

  

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 95h24m

Publicada pelo Portal UOL

Sem citar Serra, Marina diz que não faz de "cultos um palanque eleitoral"

Antonielle Costa,Especial para o UOL Eleições

Em Cuiabá

A pré-candidata à Presidência da República Marina Silva (PV) afirmou em Cuiabá (MT), nesta terça-feira (4), em um evento da Igreja Assembleia de Deus que não faz desse tipo de encontro um palanque para disputa eleitoral. “Se acompanhar minha trajetória desde 1997, nos finais de semana participo de congressos, encontros, mas nunca fiz dos cultos um palanque eleitoral para disputa política e nunca farei”, disse a senadora.

Marina disse ainda que sua candidatura é “transpartidária”, se referindo ao fato de receber apoio de grupos que estariam fora das coligações do PV em muitos Estados. “Em vários Estados temos membros de partidos políticos que possuem candidatura própria, mas me apóiam em função do meu projeto e das minhas ideias. No Acre, por exemplo, apoiarei o candidato ao governo do PT. Minha candidatura é transpartidária”, afirmou a senadora em entrevista coletiva na capital mato-grossense.

Em Mato Grosso, existe a expectativa de que os presidenciáveis José Serra, Dilma Rouseff (PT) e Marina Silva dividam o mesmo palanque na candidatura do empresário Mauro Mendes (PSB) ao Governo do Estado. O partido socialista e o PDT estão fechados em torno da campanha de Dilma e o PPS integra a coligação que tem Mendes como pré-candidato, mas pedirá voto para José Serra. Além disso, Mendes tem o apoio do PV.

Afastada do Senado de forma temporária, Marina afirmou que deve retornar ao Congresso Nacional, para votar o projeto “Ficha Limpa”. “Me afastei do Senado temporariamente, sem remuneração, por entender que precisava de mais tempo para a campanha e ainda para fazer uma revisão pragmática dos projetos do PV. Como posso retornar ao cargo a qualquer momento, voltarei para votar a favor do projeto "Ficha Limpa", mesmo entendendo que algumas alterações subtraíram o rigor no combate da ilegalidade”, disse.



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 11h31m

Publicada pelo Radar n nLine, Veja On Line

Marina na Baixada Fluminense

Já tem local, data e hora marcada o lançamento da candidatura de Marina Silva à presidência da República: será numa casa de shows em Nova Iguaçu, a RioSampa, no dia 16 a partir das 10h.

O ambiente foi escolhido para sinalizar a preocupação do PV com as periferias. Se quiser, o PV poderá convidar mais de 10 000 pessoas para o evento. Nos próximos dias, começam a ser definidos os detalhes da festa.

Atualizado às 11h26m

Publicada pelo Portal Terra

Com aliança no Rio, tucanos miram votos de Marina no 2º turno

João Pequeno, Direto do Rio de Janeiro

Quando realizar sua convenção lado a lado com o PV, como ficou acertado nesta segunda-feira (3) em reunião conjunta, o PSDB do Rio estará de olho nos votos de Marina Silva para o segundo turno. Não por acaso, ficou combinado que José Serra visite a convenção de ambos os partidos possivelmente junto com sua adversária verde Marina Silva. DEM e PPS, coligados ao PSDB, e que também participam da reunião, realizarão suas convenções estaduais na mesma data e local - a definir - que verdes e tucanos.

É previsto que José Serra ainda participe de caminhadas e do programa de TV de Fernando Gabeira (PV), que a coligação PSDB/DEM/PPS apoiará no Rio.

Questionado sobre se, com a presença de Marina e Serra nas convenções dos dois partidos, os tucanos já buscam um apoio da ex-senadora para o segundo turno, o deputado federal Otávio Leite (PSDB) respondeu que "pelo menos os eleitores dela" o partido tentará conquistar. Leite frisou que os candidatos, adversários no primeiro turno, poderão ir juntos ou "em momentos separados" a cada uma das convenções. O deputado disse não se preocupar com o apoio declarado de Marina a um petista, Tião Vianna, no Estado dela, o Acre, por considerar que não comprometerá uma aliança nacional.

Outro político tucano presente na reunião, o deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha ponderou que "ainda é cedo para falar em segundo turno, primeiro precisamos chegar a ele; há três candidatos e ela (Marina) também quer ir para o segundo turno". Luiz Paulo confirmou, no entanto, que, ocorrendo, a presença de Marina Silva na convenção do PSDB do Rio será bom sinal para ambos os partidos. "O fato de estarmos juntos já é bom 'simbolismo'", disse.

Afirmando preferir caminhadas a comícios, Gabeira disse que Serra será bem-vindo para andar ao seu lado quando vier ao Rio. Para o vereador Alfredo Sirkis, presidente regional do PV no Rio, isto será natural, "já que o Serra apoia a candidatura do Gabeira no Rio, com o PSDB indicando o vice". Indicado pelos tucanos para vice, o ex-deputado federal Márcio Fortes ponderou que sua escolha para vice ainda dependeria de "conversas", mas deixou clara a intenção do partido de ter um "palanque forte" para Serra no Rio.

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 1Oh29m

Publicada pela  Foha de S.Paulo

ARTIGO

Novas conquistas
 
 
NAS CELEBRAÇÕES de mais um 1º de Maio, participei de duas atividades que ilustram bem o potencial que o Brasil tem no setor produtivo e no mercado de trabalho.
Primeiro, estive na usina Santo Antônio, em Sertãozinho (SP), que produz álcool e açúcar de forma sustentável e fabrica produtos orgânicos, gerando empregos verdes e sendo exemplo de sustentabilidade no campo.
Depois, participei do ato público unificado, com a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), em São Paulo.
Celebramos os 70 anos de criação do salário mínimo e discutimos as principais reivindicações dos trabalhadores, como a redução da jornada de trabalho, a ratificação da Convenção 158 e o fim do fator previdenciário.
Precisamos continuar a nos desenvolver econômica e socialmente, mas teremos que agregar o imperativo ético de que só é possível fazê-lo com respeito aos direitos dos trabalhadores e à preservação do meio ambiente.
No início do século passado, ficou claro: o desenvolvimento não poderia se dar com o sacrifício de trabalhadores em turnos que chegavam a 16 horas por dia. No fim do século 20, ficou também evidente que a prosperidade não pode se dar à custa da destruição do ambiente, essencial à própria subsistência da vida.
Condições melhores de trabalho vieram após um longo processo histórico, com muitas lutas, derrotas e vitórias, conquistadas com a ajuda dos sindicatos. Do mesmo jeito tem caminhado o socioambientalismo, em todas suas formas.
O sindicalista Chico Mendes foi o pioneiro e é o nosso melhor exemplo. Na luta pelos direitos dos seringueiros e pela preservação da floresta, ele percebeu, como poucos, que o respeito aos trabalhadores e o desenvolvimento sustentável caminham juntos: estão igualmente fundados em princípios de justiça, cujo fim é qualidade de vida para todos, com reflexos positivos para a produtividade.
A crise ambiental pela qual passamos hoje, com as mudanças climáticas globais, estão relacionadas diretamente ao modelo de desenvolvimento atual. Nessa realidade, os diversos setores econômicos urbanos e rurais têm um papel fundamental. Se hoje são parte do problema, podem avançar para ser parte da solução.
A construção dessa nova economia verde, entretanto, baseada nos princípios do trabalho digno, no comércio justo, no respeito ao meio ambiente, vai depender das escolhas e do esforço comum da sociedade, particularmente da visão antecipatória das lideranças, dos trabalhadores, dos empresários e dos governos.

contatomarinasilva@uol.com.br
 
 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 11h47m

Publicada pela Folha de S.Paulo

PAINEL - RENATA LO PRETE

Três na bancada. Serra, Dilma e Marina Silva (PV) aceitaram participar no próximo dia 25 de evento no qual a CNI (Confederação Nacional da Indústria) lançará sua agenda 2011-2015.



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado ás 5h49m

Publicada pela Folha de S.Paulo

ELEIÇÕES

Reformas são "consensos ocos" congelados, diz Marina

MARCOS CESAR GOUVEA
COLABORAÇÃO PARA A AGÊNCIA FOLHA, EM LONDRINA (PR)

A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, disse ontem em Londrina (PR) que interesses contrários às necessidades do país impedem o andamento das reformas.
Segundo ela, as reformas política, tributária, previdenciária e trabalhista se transformaram em "consensos ocos" congelados por deputados e senadores.
Marina disse esperar que uma proposta do senador Pedro Simon (PMDB-RS) para a convocação de uma "constituinte exclusiva" para as reformas consiga prosperar em 2011.
Ela afirmou que o momento atual ainda é de "largada" na corrida presidencial e que os eleitores estão "prestando atenção nos pré-candidatos" apresentados.
De acordo com Marina, os números das pesquisas são promissores.
"A sociedade está despolarizando as eleições", disse.
A retirada da candidatura de Ciro Gomes (PSB), antes mesmo de iniciada a campanha, foi criticada. "Lamento a operação para excluir o Ciro Gomes pelos mesmos que, depois, devem tentar cooptá-lo", afirmou.
A senadora licenciada disse que a campanha deve se pautar pelo "diálogo" com a sociedade e pelo "debate" com os concorrentes.
"Estivemos juntos com Dilma [Rousseff, do PT], com [o tucano José] Serra e muitos outros na luta pela democracia. Não há isso de um ser melhor ou pior [do que o outro]. Há ideias e projetos diferentes que serão apresentados à sociedade", disse.
"Nós vamos apresentar o que entendemos que seja o melhor para o Brasil, mantendo e ampliando as políticas sociais, firmes na economia e no desenvolvimento do país de forma sustentável do ponto de vista ambiental", afirmou Marina.

Atualizado ás O5h15m

Publicado pelo Blog do Josias, Folha On Line

Marina: ‘Quem for ao 2º turno comigo, eu converso’

Rodeada de previsões sombrias, Marina Silva olha para as pesquisas de opinião e não vê motivo para pessimismo. 

Parece enxergar na inanição dos índices uma grande oportunidade para engordar o seu percentual de intenção de votos. 

Pois bem, de passagem por Curitiba, a presidenciável do PV falou para uma platéia de estudantes. A certa altura... 

Um aluno perguntou a Marina a quem ela dará apoio no segundo turno da eleição. E a candidata: 

“Você sabe que às vezes eu fico me perguntando: será que as pessoas fazem essas perguntas pra Dilma e pro Serra...”  

A platéia dividiu-se entre os risos e as palmas. E Marina prosseguiu: “Isso é o determinismo histórico. A gente olha pras coisas e parece que estão já dadas...” 

...Lá no Acre, que saí pela primeira vez para o Senado, eu tinha 3%. [...] O senador Nabor Jr. tinha 65%. O senador Aloisio Bezerra, 40%...” 

Contou que, na rua, enfrentava o deboche de algumas pessoas: “E aíííí, senadora, fala senadora...”  

Marina disse que, agora, enfrenta a galhofa dos colegas de Senado. “Os nobres colegas fazem isso o tempo todo: Fala, presidente...” 

“...Eu digo: cuidado que os anjos dizem amém a cada segundo. E os anjos dizem mesmo porque, no primeiro mandato [de senadora]... 

“...Gastando o montante de recursos de R$ 32 mil, eu me elegi a senadora mais votada do Estado do Acre. E o que tinha 65% terminou em segundo lugar”. 

Marina concluiu: “As coisas não são tão determinadas quando se trata da consciência, do desejo e da visão de um povo que se destina a mudar...” 

“...Então, eu só discuto segundo turno no segundo turno. Quem não for pro segundo turno comigo, eu vou conversar com ele”. Ouviram-se aplausos. 

Como o Brasil é mais complexo que o Acre, Marina talvez perca a eleição. Mas, pelo menos, não perde o senso de humor.



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 1OhO9m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Marina tira licença e prepara festa no Rio

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DA REPORTAGEM LOCAL
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA

Após faltar a 20% das votações no Senado neste ano, a pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, licenciou-se ontem do cargo para se dedicar à pré-campanha eleitoral. A remuneração de R$ 16.500 está suspensa até seu retorno, previsto para 18 de junho.
De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa, a senadora foi a 49 das 61 votações. Ela justificou cinco ausências porque estava fora em atividades relacionadas ao mandato de senadora, segundo sua assessoria.
Segundo a Constituição, um deputado ou senador não perde o mandato se sair "por motivo de doença, ou para tratar, sem remuneração, de interesse particular". O suplente Sibá Machado (PT-AC) não assumirá.
No segundo semestre, Marina deve se beneficiar do recesso branco, período em que os parlamentares só vão a Brasília para votar temas urgentes, sem ter a ausência computada.
O PV marcou para 16 de maio, na zona norte do Rio, o lançamento da pré-candidatura. Entre os lugares cotados para a festa está a quadra da Portela, em Oswaldo Cruz. A ideia é reforçar a identificação com o eleitor de menor poder aquisitivo. "O PV do Rio é muito voltado para a orla. Queremos um evento mais popular, com a cara da Marina", explica o ex-deputado Luciano Zica.
Ontem, em visita a Curitiba, Marina voltou a elogiar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e confirmou que pedirá seu apoio, como antecipou a Folha.

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 12hO4m

Publicada peo Portal Terra

Marina pede licença no Senado para fazer plano de governo
 
Marina Silva pediu licença de suas atividades até o dia 17 de junho.

Laryssa Borges

Direto de Brasília

Pré-candidata do Partido Verde à presidência da República, senadora Marina Silva (PV-AC), encaminhou requerimento nesta quinta-feira (29) à mesa diretora do Senado com o pedido de licença de suas atividades até o dia 17 de junho. De acordo com a parlamentar, o afastamento temporário do Senado se justifica pela necessidade de conduzir a reestruturação programática do PV e de elaborar seu plano de governo para a corrida presidencial.

Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva é a terceira colocada nas pesquisas de intenção de votos, atrás da petista Dilma Rousseff e do tucano José Serra, que lidera, nos levantamentos disponíveis, a preferência do eleitorado.

Segundo a senadora, a data de 17 de junho para o afastamento pode ser abreviada "se isso for importante para a defesa dos interesses nacionais".

O pedido de licença à Mesa Diretora está amparado pelo artigo 43 do regimento interno do Senado, que prevê afastamento, sem ônus, para tratar de "interesses particulares" até o prazo máximo de 120 dias.
 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 14h42m

Publicadas pelo Radar On Line, Veja On Line

Eleições 2010

O que pensa o coordenador de Marina Silva 

Enquanto as opiniões de Marina Silva sobre economia não ficam claras, vale saber o que pensa aquele que será o coordenador do seu programa de governo: o economista e ex-petista Paulo Sandroni, da FGV.

Sandroni é a favor da manutenção do tripé câmbio flutuante, superávit primário e metas de inflação, mas sugere mudanças. Acha que o real deveria ser desvalorizado para incentivar as exportações e que, ao invés de usar apenas a taxa de juros, o governo deveria aumentar os depósitos compulsórios dos bancos para combater a inflação.

Na questão tributária, Sandroni é mais polêmico. Defende a redução de impostos indiretos e o aumento da taxação dos mais ricos (via imposto de renda, por exemplo). Também considera desequilibrada a partilha dos royalties do petróleo hoje do jeito que está.

Reunião para definir programa

É claro que nem todas as opiniões de Sandroni estarão no programa de governo de Marina. Mas ele tentará convencer o PV a encampar algumas de suas ideias.

A começar por este fim de semana quando o partido se reúne para colocar no papel algumas das propostas da campanha de Marina.

Por Lauro Jardim



comentários | imprimir | enviar por email

Atuialzado às O5h28m

Publicada pela Folha de S.´Paulo

Marina vai pedir apoio de Ciro na campanha

Verdes apostam em rebelião do deputado contra o PSB, que optou por aliança com Dilma ao invés de candidatura própria

Pré-candidata deve procurar ex-colega de Esplanada nos próximos dias; para membro da Executiva, eleitorado de Ciro não pertence ao PSB

BERNARDO MELLO FRANCO
DA REPORTAGEM LOCAL

A pré-candidata do PV, Marina Silva, vai pedir o apoio do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) na corrida presidencial. Ela deve procurá-lo para uma primeira conversa nos próximos dias.
Os verdes apostam numa rebelião de Ciro contra o próprio partido, que rifou sua candidatura para embarcar na campanha de Dilma Rousseff (PT).
A operação será deflagrada assim que o PSB oficializar que não terá candidato próprio à sucessão do presidente Lula. "O apoio de Ciro nos interessa. Em tempo hábil, a Marina vai procurá-lo", confirmou à Folha, de Washington, por telefone, o coordenador da campanha do PV, Alfredo Sirkis.
Aliados da senadora avaliam que Ciro demonstrou ressentimento com a cúpula do PSB, que barrou sua candidatura para negociar alianças regionais. Eles interpretaram as críticas a Dilma como um sinal de que o deputado pode boicotar a aliança do partido com o PT.
"Ciro ficou numa situação muito delicada. Apoiar a Marina seria uma boa saída para ele", diz o ex-deputado Luciano Zica, da Executiva Nacional do PV. "Ele pode ser um parceiro, quem sabe até um colaborador da campanha."
Marina volta hoje dos Estados Unidos. Antes de viajar, ela divulgou nota chamando a decisão do PSB de "retrocesso" e "intolerância democrática". "A Marina gosta muito do Ciro. E o eleitorado é dele, não do PSB", afirma Zica.
A direção do PV agora discute uma forma de iniciar o diálogo sem melindrar o deputado, que está com o orgulho ferido e se sentiu abandonado pelo próprio partido. A ideia é que Marina o procure para marcar uma conversa cara a cara.
"Temos que dar um tempo a ele para deixar a poeira baixar", disse Sirkis. "A turma da Dilma já está urubuzando o Ciro. Não vamos fazer isso. Vamos tratá-lo com respeito e seriedade."
Publicamente, Marina passará a se apresentar como única alternativa à polarização entre Dilma e José Serra (PSDB). Ciro pretendia desempenhar o mesmo papel, em oposição ao caráter plebiscitário que o governo quer dar à eleição.
Na última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 19, Marina e Ciro aparecem tecnicamente empatados -ela teve 10% das intenções, e ele, 9%. Sem o deputado, Marina alcança os 12%.

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atalizado às 11h34m

PublIcado pela Folha de S.Paulo

ARTIGO

MARINA SILVA

Represa de erros  

ESTÃO MAIS do que evidentes a complexidade e os riscos envolvidos na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu, no Pará.
Erros há 20 anos represados, sobram dúvidas e incertezas sobre a viabilidade econômica e a extensão dos impactos socioambientais do empreendimento.
Apesar de todas as manifestações em contrário, o governo se mantém indiferente. Fez-se o leilão semana passada e anunciou-se um vencedor, apesar da insegurança jurídica do processo e a fragilidade dos arranjos societários de última hora. Vê-se o direcionamento de todos os instrumentos de políticas públicas para viabilizar um projeto estrategicamente ruim, caro e de altíssimo risco socioambiental.
Enquanto isso, pouco se faz para reduzir perdas da ordem de 15% em energia no país, o equivalente a três vezes a capacidade média de Belo Monte. E o processo em curso aponta mais desperdício: Belo Monte terá uma produção energética efetiva bem menor do que sua capacidade total -4.428 MW, em função do regime hídrico do rio e da configuração do projeto, e não os 11.223 MW anunciados.
Surpreendem também as condições à disposição dos interessados em comercializar a energia gerada pelo rio Xingu. Tem-se R$ 13,5 bilhões em crédito subsidiado pelo BNDES, com prazo de 30 anos para pagamento, a juros de 4% ao ano.
Isenção de impostos sobre os lucros, o comprometimento do capital de empresas estatais e de fundos de pensão e, de quebra, o absurdo comprometimento de licenciamento ambiental com prazo preestabelecido para a obra começar já em setembro.
Mesmo assim, as duas empresas privadas que melhor conheciam o projeto não participaram do leilão.
Preferem a posição de contratadas aos de investidoras, enquanto outras, vitoriosas, ameaçam desistir dos benefícios aparentemente irrecusáveis. Imaginem se todas essas condições excepcionais fossem para melhorias da eficiência do sistema elétrico e para redução da demanda por energia?
A política energética em curso é manca: apoia-se apenas no aumento da oferta sem investir na diversificação, na conservação e na gestão do mercado. Temos um sistema com elevadas perdas por desvio, manutenção precária e pouco incentivo para o uso de técnicas construtivas de maior eficiência energética.
Definitivamente precisamos expandir a oferta de energia, mas não necessitamos, para isso, manter a cultura do desperdício e comprometer o patrimônio ambiental e os recursos do país, quando temos alternativas de geração.

Atualizado as O5h25m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Marina amplia pressão por lei ambiental

Em Washington, pré-candidata do PV é ovacionada em ato pelo Dia da Terra

Senadora discursa em evento e pede mobilização de cidadãos americanos por uma legislação "em favor da trajetória do planeta"

ANDREA MURTA
DE WASHINGTON

Apresentada como "protetora da floresta" e "candidata à Presidência do Brasil", a senadora Marina Silva (PV) recebeu aplausos e assobios antes e depois de discursar por menos de cinco minutos ontem, em Washington, em ato pelas comemorações do Dia da Terra.
Para a senadora, a intenção principal é movimentar a opinião pública americana para pressionar pela lei do clima, cuja discussão acaba de ser preterida no Senado dos EUA pelo debate sobre a reforma migratória. "O povo americano já fez isso em momentos importantes da história em favor da humanidade. Agora é o momento de assumir esse compromisso em favor da história da trajetória do planeta", disse no palco.
Mas, se a plateia de "verdes" respondeu bem à figura franzina da brasileira, o discurso de ação ética e parceria entre Brasil e EUA, em parte atrapalhado por dificuldades de tradução, teve pouco impacto entre os presentes -muitos dos quais estavam mais preocupados em tirar fotos com uma dupla de artistas vestidos de "navis" (seres do filme "Avatar") que perambulavam pelas redondezas.
"Se gostei do que ela disse? Desculpe, não prestei atenção", disse à Folha uma americana que aplaudira efusivamente a fala da pré-candidata.
Nas tendas de apoio aos oradores, a senadora teve atuação discreta. Sem falar inglês, foi abordada por poucos -como o advogado e ambientalista Robert F. Kennedy Jr., filho do senador Robert Kennedy, assassinado em 1968 quando concorria à Presidência dos EUA.
"Todo mundo que lê jornais sabe quem ela é", disse. "Marina está do lado certo do debate [ambientalista] no Brasil."
À noite, a senadora jantou com o diretor americano James Cameron, de "Avatar", apoiador entusiástico de sua candidatura. "Definitivamente faria campanha para ela", afirmou Cameron. "Apoio e endosso qualquer coisa que a ajude. Não quero entrar na política brasileira, mas muitas dessas questões [indígenas, ambientais] são globais."
Antes do encontro, tanto Cameron quanto a pré-candidata abordaram a situação da lei do clima nos EUA. Marina, que no sábado foi recebida por ambientalistas, afirmou estar confiante de que o governo Obama agirá [ainda que por medida provisória] se a legislação não avançar no Senado americano.




comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 1Oh45m,

Publicada pela Folha de S.Paulo

DIPLOMACIA: EM WASHINGTON, MARINA CRITICA APROXIMAÇÃO ENTRE BRASIL E IRÃ

Nos EUA, a pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, disse que "causa estranhamento a posição do governo brasileiro de receber [o presidente iraniano, Mahmoud] Ahmadinejad". "O Irã tem preso político, desrespeito aos direitos humanos." Para ela, Irã e Cuba passaram a ser motivo de preocupação pela condescendência de Lula com os regimes.



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizada às 12h52m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Deputado é alvo de ação perversa, diz Marina  

Para pré-candidata do PV, Ciro Gomes será afastado da corrida presidencial por "intolerância democrática" de aliados

Em blog, senadora afirma que "os mesmos grupos que trabalharam para tirar Ciro da disputa presidencial tentarão agora assimilá-lo"

BERNARDO MELLO FRANCO
DA REPORTAGEM LOCAL

Em texto publicado ontem à noite em seu blog, a senadora Marina Silva (PV-AC) atacou duramente o veto do PSB à pré-candidatura do deputado Ciro Gomes (CE) à Presidência.
Ela classificou a decisão de "retrocesso democrático" e afirmou que o ex-colega de ministério foi vítima de ação "perversa" dos próprios aliados.
"Assistimos agora, com o veto à candidatura de Ciro Gomes, a uma expressão exemplar desse tipo de intolerância democrática", escreveu. "Não é admissível que se queira manipular o direito de escolha por meio da redução forçada do leque de opções."
Numa referência às articulações do PSB para embarcar na candidatura de Dilma Rousseff (PT), Marina acusou os políticos que articularam a implosão de Ciro de não admitirem a alternância de poder no país.
"É fácil prever que os mesmos grupos que trabalharam para tirar Ciro da disputa presidencial tentarão agora assimilá-lo", afirmou. "Os que costumam agir dessa maneira são aqueles que têm dificuldade em transformar a visão democrática em ação e não admitem a alternância de poder."
Segundo Marina, os mesmos políticos "buscam eliminar os adversários que querem disputar legitimamente a preferência dos eleitores". "Depois, tentam se colocar como o único hospedeiro possível para que os expurgados consigam sobreviver na vida pública", emendou.
Num claro aceno em busca do apoio de Ciro, que saiu atirando contra Dilma e José Serra (PSDB), a senadora insinuou que ele agora deve ser cortejado para apoiar a petista.
"Aquele que foi empurrado para fora do processo passa então a ser apontado como bom companheiro, patriota, desde que aceite ser assimilado por aqueles que articularam o seu expurgo", previu. "Perde o país, perde a democracia."
O ataque de Marina contrastou com o silêncio de Serra e Dilma, que lideram as pesquisas de intenções de voto. O tucano se recusou a comentar a retirada da candidatura Ciro, e a petista evitou o assunto até o fechamento desta edição.
Desde o início da pré-campanha, Marina tem feito gestos de aproximação com Ciro, de quem foi colega de Esplanada entre 2003 e 2006 -ela no Ministério do Meio Ambiente e ele no da Integração Nacional. A senadora gosta de elogiar seu comportamento no processo de licenciamento ambiental das obras de transposição do rio São Francisco.
 
 
LÁ: "ECONOMIST" APRESENTA SENADORA COMO "OUTRA SILVA"
 
 
Com referência ao presidente Lula no título ("Uma outra Silva"), a revista inglesa "The Economist" publicou, na edição desta semana, um perfil de Marina Silva. Em tom elogioso, o texto diz que a senadora "parece ter princípios demais" para entrar na "briga de cachorro grande" de "democracia gigante" como a brasileira. Hoje ela inicia visita a Washington.
 
 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 1Oh47m

Publicada pelo Correio Braziliene

PV bate o martelo do vice de Marina Silva  
 
Segundo o presidente da legenda, o acordo com Guilherme Leal, sócio da Natura, está “consolidado”. Oficialização seria em 12 de junho

Leal não confirma a informação. Diz que ainda estuda a proposta  

Mais um traçado para a arquitetura da próxima eleição presidencial, em outubro, foi desenhado ontem, com a confirmação do nome para a vaga de vice na chapa da senadora Marina Silva (PV-AC). Pelo menos foi o que garantiu o presidente do partido, o vereador José Penna (PV-SP), à reportagem do Correio. De acordo com ele, o empresário e sócio da empresa de cosméticos Natura Guilherme Leal, 60 anos, foi mesmo o escolhido para o posto. O anúncio oficial, ainda segundo o líder do Partido Verde, será feito no dia 12 de junho, na convenção da legenda, que será realizada na capital federal ou em São Paulo.

“Não há qualquer dúvida. A escolha foi feita e o acordo está consolidado. Não adianta ficar procurando cabelo em ovo. Guilherme Leal é um exemplo do espírito empreendedor moderno no Brasil”, destacou Penna. Apesar da certeza dada pelo presidente do PV, Leal ainda mantém o mistério sobre a decisão de concorrer ao pleito. Para quem o pergunta sobre a possibilidade, afirma que está estudando a proposta com a família e os amigos.

Marina Silva é mais cautelosa em relação à decisão de Leal. “Uma coisa é o nosso desejo, a vontade do PV. Outra é o que ele quer. Ele vem de um trabalho com a agenda sócioambiental há mais de 30 anos e estamos batalhando juntos. Isso é muito animador. Mas ele tem o tempo dele para aceitar o convite. Acho bonita essa atitude de consultar as pessoas próximas”, ressaltou.

Desde que se filiou ao partido, em setembro do ano passado, Guilherme Leal engrossou o coro de boatos sobre a corrida à sucessão presidencial. Nome preferido da candidata Marina Silva, o empresário enfrentava resistência dentro da própria legenda, incluindo José Penna. Na época da filiação, os jornalistas também tentaram arrancar alguma declaração que confirmasse a escolha de Leal, mas ele despistou. “Qualquer cidadão que cumpriu esses procedimentos até 3 de outubro de 2009 (data limite para poder concorrer às eleições de 2010) pode fazer parte de um projeto político”.

Constância
Em 16 de maio, no Rio de Janeiro, Marina Silva será apresentada como pré-candidata do partido. Penna confirmou que Guilherme Leal estará presente na ocasião. A companhia do empresário nas viagens da senadora pelo Brasil é uma constante, o que é um forte indício de que ele será vice na chapa do PV. A reportagem tentou entrevistar Leal ontem, mas, segundo a assessoria, ele está viajando e ficará incomunicável até domingo, quando vai aos Estados Unidos com Marina Silva. Os dois participarão da 40ª edição do Dia da Terra (The Earth Day), em Washington.

Serra retoma visitas ao Nordeste
O comando da pré-campanha de José Serra (PSDB) à Presidência da República agendou visitas pontuais do candidato ao Nordeste e a Brasília até o fim da semana. A agenda do ex-governador de São Paulo tem encontros confirmados no Rio Grande do Norte, com empresários locais, na quinta. No mesmo dia, Serra viaja até Brasília, onde acompanha as posses de Ricardo Lewandowski como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de Cézar Peluzo no Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira. A estratégia de campanha estuda explorar o descompasso entre governo federal e prefeitos, que estariam insatisfeitos com o corte no Fundo de Participação dos Municípios e a demora pela votação do modelo de distribuição dos royalties do pré-sal.

Igor Silveira 
 
  



comentários | imprimir | enviar por email

Atualiozadp às 12h)2m

Publicada pela Radar On Line

LAURO JARDIM

Marina Silva e o preconceito racial

Na biografia de Marina Silva que será lançada em junho pela editora Mundo Cristão, a senadora reclama do preconceito que sofreu quando foi morar na “cidade grande”. Marina nasceu a 70 quilômetros de Rio Branco, no Acre.

- Na cidade, branco é que era bonito. Casar-se com alguém que não era de cor era limpar a família. O mundo até então eu o via com os olhos de minha mãe, que valorizava a força das mulheres e a cor da pele negra.

Por Lauro Jardim

O prefácio de Meirelles 

Convidado para escrever o prefácio do livro, o cineasta Fernando Meirelles é só elogios para Marina Silva em seu texto.

- Por trás daquela figura discreta, há um mundo interior muito profundo, e de alguma maneira isso é percebido ou sentido por quem está ao redor. Marina é boa escutadora, conhece e respeita o peso das palavras e as usa com coerência, precisão e propósito.

Meirelles aproveita para bater na polarização política do país:

- Enquanto as forças políticas que tocam o Brasil vivem às turras numa discussão estéril sobre quem está mais à direita ou à esquerda, ou quem é responsável por isso ou aquilo, e ainda pensam o país com os valores e olhos do passado, focados em crescimento e expansão, como se isso ainda fosse sempre razoável e desejável, Marina está voltada para o amanhã.

Por Lauro Jardim

Atualizado às 1Oh31m

Publicada por O Estado de São Pauio

Marina: de Roraima para evento em Washington  

A senadora, ex-ministra do Meio Ambiente e candidata do Partido Verde (PV), Marina Silva, é outra convidada nos festejos do aniversário da demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol. Mas ela não vai cruzar com o presidente Lula, pois só poderá desembarcar em Maturuca depois que o serviço de segurança do Planalto liberar o espaço aéreo.

Da reserva, a candidata volta para Brasília, onde deve ficar até sexta-feira. No sábado, ela desembarca na capital dos EUA para participar das comemorações do Dia da Terra. Marina é uma das estrelas de um encontro, em Washington, sobre meio ambiente e economia, no fim de semana. A candidata do PV será uma das oradoras do evento - que vai juntar o diretor Martin Scorsese, o ator Leonardo Di Caprio e o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore. Em debate, mudanças climáticas, fontes de energia renovável e a e a geração de empregos em setores do desenvolvimento sustentável.
 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizada às 12h44m:

Publicadas por O Estado de S.Paulo

Por enquanto, Marina faz campanha voltada apenas para os próprios fãs  
 
Flávia Tavares - O Estado de S.Paulo
 
Sucessão. Pré-candidata do PV à Presidência tem mantido ritmo alucinante de trabalho, mas a agenda é tomada por encontros com estudantes e empresários que se identificam com suas causas, correligionários de partido ou de fé e ambientalistas

Na quarta-feira, enquanto buscava notícias da filha caçula, internada por intoxicação alimentar, Marina Silva repartia-se. Tinha de atender o embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon, dar entrevista a uma rádio sergipana, tirar fotos com eleitores do Maranhão e conversar com um colega verde da Paraíba. Todos a aguardavam em seu gabinete.

Shannon estava empolgado em conhecer "a empregada que aprendeu a ler aos 16 anos e virou senadora", conforme lhe descreveu um assessor.

O ritmo da pré-campanha presidencial da senadora do PV tem de alucinante o que tem de autoafirmativo: uma agenda tomada de encontros com simpatizantes (estudantes e empresários que se identificam com suas causas), correligionários (de partido ou fé) e ambientalistas. Mais do que por militantes, Marina Silva vive cercada por fãs.

"Nunca presenciei uma abordagem que expressasse insatisfação. E olha que estivemos em Mato Grosso", conta Guilherme Leal, presidente do Conselho de Administração da Natura e mais do que provável vice de Marina.

Foi mesmo um ruralista, em um evento na terça-feira que discutia as mudanças no Código Florestal, que, para surpresa dos ecoativistas presentes, declarou que tenta convencer colegas da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso a votar na senadora, "para buscar uma nova narrativa no assunto".

Embora pesquisas indiquem que até 44% dos eleitores desconhecem Marina Silva - e uma estudante na porta do teatro da PUC, em São Paulo, perguntando quem era essa tal que daria palestra naquele dia confirmava a tendência -, ninguém nega a reputação internacional da pré-candidata. Enquanto falava com o embaixador Shannon, Marina não sabia, mas dispensava a participação em um documentário de uma TV belga sobre carnes, que suas assistentes não conseguiram encaixar na agenda.

Repertório. Os "mantras" que Marina entoa nas palestras pelo Brasil, sempre depois de agradecer a Deus a oportunidade de estar ali, dividem-se entre conceitos de sustentabilidade, ética e políticas sociais. Os títulos variam entre "Brasil sustentável" (em cinco palestras entre quinta-feira e sábado) e "A transição para uma economia de baixo carbono" (em dois eventos de uma mesma semana). Ela evoca incessantemente um psicanalista argentino e sua "desadaptação criativa", fala em "aliança intergeracional" e "desafio civilizatório".

"Minha agenda sempre foi ligada também aos temas de direitos humanos, educação, sociais", diz para defender-se da acusação de ser monotemática. Mas seu repertório em outros assuntos ainda não foi posto a prova.

Quando discursa para empresários, Marina dá uma conotação econômica a sua odisseia ambiental. Para estudantes, enfoca a importância de construir hoje um passado melhor para os que virão no futuro.

Aliás, ela prefere falar com empresários em almoços. Com a comoção que causa com sua presença, poucos reparam que ela quase não se alimenta nesses eventos. Frágil por causa das cinco malárias, três hepatites e várias alergias que tem no currículo, além da intoxicação por metais pesados, Marina precisa de cuidados redobrados com a alimentação.

Engana-se, porém, quem aposta que isso pode prejudicar sua campanha. Pelo menos até aqui, Marina Silva é quem cansa sua equipe com um pique surpreendente, fruto de alongamento e pilates. "Tenho pessoas que se revezam para me acompanhar", ressalta. Seu leal escudeiro, Guilherme, confirma: "Ela sabe lidar com o tempo, com demandas diversas. A agenda hoje é muito puxada e o grupo mais próximo dela até se preocupa."

Seja em entrevistas a rádios e TVs locais, cada vez mais frequentes como estratégia para aumentar sua popularidade, seja nas palestras e eventos, a senadora se autodefine como professora de ensino médio, acima de tudo. Usa, vez ou outra, termos como "sorumbática" ou "carrancuda" para falar de si, principalmente quando se compara a alguém mais carismático. Mas, sem querer, pode ser engraçada, contando causos de sua infância ou de suas andanças nos 16 anos de Senado, cinco dos quais como ministra do Meio Ambiente.

O passo leve, como o de quem vai ser arrebatado pelo vento a qualquer momento, lhe confere uma elegância que é complementada pelos vestidos longos e pelas pashminas. Mas, por vezes, suas dificuldades de pronúncia e a voz aguda afastam a atenção dos ouvintes. O discurso é mecânico no começo das palestras - quando se aquece, Marina se empolga e envolve a plateia.

Serenidade. Marina comemora sempre as conquistas dos últimos 16 anos, evitando se envolver no Fla-Flu instalado. Celebra a vitória da esperança sobre o medo enquanto roga para que não se instale uma guerra de currículos. Acena ora para Serra, com elogios à lei paulista de redução de emissão de carbono, ora para Dilma, mais indiretamente, quando louva o Bolsa-Família.

Enquanto os adversários se pautam por alfinetadas, Marina continua a defender a ideia de se defender ideias. E isso não deve atrair para ela a artilharia que os outros candidatos parecem dispostos a usar um no outro. Mesmo porque, embora Marina tenha selado uma promessa com Alfredo Sirkis, seu coordenador de campanha, de nem na solidão de uma ilha deserta falar em alianças de segundo turno, ela pode ser fundamental num cenário de PT versus PSDB em novembro. Assim, Serra é gentil com a senadora no limite do galanteio. E Dilma, orientada a abafar desafetos dos tempos em que elas se enfrentavam nos respectivos ministérios, quase a ignora.

Na internet, a guerrilha fica mais pesada e pessoas próximas a ela temem que boatos e fatos tomem proporções perigosas. "O episódio do vereador gay que entregou uma bandeira do movimento para ela virou uma corrente enorme, que não é normal", analisou um correligionário. Comentários sobre o criacionismo, conservadorismo e radicalismo ambiental seriam os preferenciais para o ataque.

Ela segue confiante, porque tem sua base de fãs. "Fico feliz de estar nascendo de novo para a política, completamente renovada aos 52 anos." Resta saber se isso será suficiente para tornar a sua campanha sustentável. 
 
Verdes querem tornar candidata uma 'causa', para atrair doações  
 
Roberto Almeida - O Estado de S.Paulo
 
Maior potencial de adesão, acreditam colaboradores, é do setor de energias alternativas e da classe média alta

O comando de arrecadação de campanha da presidenciável Marina Silva vai usar a expertise obtida em ONGs ambientalistas que, a partir do engajamento de militantes, angariaram recursos com base em uma "causa". O maior potencial de adesão, acreditam colaboradores, é do setor de energias alternativas e da classe média alta do Sudeste.

A campanha prevê que, assim que a história e as ideias de Marina se tornarem mais conhecidas do eleitorado, ela se transforme em "causa" por "seu novo jeito de fazer política". O desafio é fazer o que as ONGs conseguiram, após 10 anos de trabalho "batendo cabeça", em quatro meses. A campanha avalia como mais provável a contribuição de empresas alternativas, dedicadas à fabricação de equipamentos para produção de energia eólica, biomassa e de pequenas centrais hidrelétricas. Mas não descarta receber ajuda de empreiteiras.

"Temos a clareza de que não temos a mesma estrutura que os outros candidatos. Mas a lógica é de que serão muitos contribuindo com pouco. Vamos buscar o apoio em diversos segmentos, uma ação horizontalizada", afirmou Marina. Segundo Guilherme Leal, presidente da Natura e provável vice de Marina, a campanha não dará "selo de bons cidadãos para quem contribuir".

Engajados. Para amealhar ajuda financeira de pessoas físicas, a campanha de Marina deve buscar doações por internet e celular. Até o momento, o PV coletou R$ 200 mil por meio de seu site, considerado o pontapé inicial de uma estratégia mais complexa.

O objetivo é despertar no eleitorado um novo comportamento, preocupado com consumo de energia a partir de fontes renováveis, empregos verdes e desenvolvimento sustentável. A partir daí, produzir material de campanha "2.0", ou seja, layouts enviados pela internet que podem ser personalizados - como buttons, panfletos e adesivos.

Já há exemplo online desse tipo de iniciativa. O Movimento Marina Silva (movimentomarinasilva.org.br), de cunho suprapartidário, disponibiliza material gráfico para seus 16 mil seguidores. Em eventos recentes, os membros do movimento distribuíram seus buttons e adesivos: "Eu marinei. E você?"
 

Atualizado às O7hO2m

Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line

Marina se diz convencida de que irá para o 2º turno.

Numa campanha eleitoral, quando o candidato começa a duvidar de suas próprias chances é porque já não há a menor dúvida. 

Tome-se o caso de Marina Silva. Segundo o Datafolha, oscilou para o alto: de 8% para 10%. Está numericamente acima de Ciro Gomes (9%). 

A despeito disso, não há na praça quem se disponha a apostar uma moeda furada nas chances de Marina. Ninguém, exceto a própria candidata. 

De passagem pelo interior de São Paulo, Marina foi submetida a uma dessas perguntas incômodas: Apoiaria Dilma Rousseff no segundo turno? 

E ela, confiante: "Segundo turno a gente discute no segundo turno. Vou discutir aliança com aquele que for para o segundo turno comigo". 

Como se vê Marina já dispõe de algo indispensável a todo candidato: uma particular ‘eu’foria. Para passar ao segunto turno, basta que desperte a ‘tu’forias, a ‘ele’foria e, quem sabe, a ‘vós’forieis.

Publicada pela Fiolha de S.Paulo

Prefeita de Natal coordena campanha de Marina no NE

Liderança expressiva do PV na região, ela ainda não sabe em qual área vai atuar

Partido avalia que senadora ainda é pouco conhecida no Nordeste e enfrenta desestruturação da legenda nos principais Estados

SERGIO TORRES
ENVIADO ESPECIAL A NATAL

A prefeita de Natal, Micarla de Souza, 40, coordenará em parte do Nordeste a campanha da senadora Marina Silva, candidata de seu partido, o PV, à Presidência da República.
Única prefeita do Partido Verde em capitais, Micarla ainda se reunirá com a Executiva Nacional para decidir em que área atuará. Ela é a maior, e talvez a única, liderança verde expressiva no Nordeste.
A ideia do PV é dividir a região em duas áreas de coordenação da campanha de Marina. Na avaliação da cúpula do partido, a senadora é pouco conhecida na região e enfrenta a desestruturação da legenda nos principais Estados.
Uma das áreas de coordenação será centralizada no Rio Grande do Norte. Micarla crê que ficará responsável pela região ao sul de seu Estado, o que englobaria Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. A outra coordenação abrangeria Maranhão, Piauí e Ceará.
A primeira visita de Marina ao Rio Grande do Norte será no início de maio. Na ocasião, deverão ficar definidas as responsabilidades pela administração da campanha no Nordeste.
No Estado, em 2008, o PV teve cerca de 400 mil votos -para todos os cargos públicos-, em um universo de 2,1 milhões de eleitores. Naquele pleito, Micarla elegeu-se com 193.195 votos (50,84%), vencendo no primeiro turno a adversária petista Fátima Bezerra.
À Folha, ela disse estar entusiasmada com a tarefa. "São tantas coisas que admiro nela, tão decente e honrada. Aparenta ser uma pessoa mais frágil e é tão forte. O que mais admiro nela é a fortaleza."
Apesar da admiração, a prefeita relaciona assuntos em que discorda da opinião da senadora, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, sobre o qual Marina já se manifestou de modo negativo. "Não tenho nada contra. Não vejo sentido em ter preconceito em relação a pessoas do mesmo sexo estarem casadas", disse. A notícia de que a campanha do PV dispensará marqueteiros a desagrada. "Não concordo em não trabalhar o marketing. É uma ferramenta importantíssima no mundo de hoje."

Atualizado às O6h2Om

Publicada pela Folha de S.Paulo e O Globo

ELIO GASPARI

FEITO MARINA

Quando Lula diz que espera eleger Dilma Rousseff no primeiro turno está informando o seguinte: no segundo turno, um apoio de Marina Silva a José Serra poderá decidir a disputa.

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 16h4Om

Publicada pelo Radar da Veja On Line

Onde Marina levanta a voz

Em família: Pelo menos em casa, a doce Marina Silva também sabe erguer a voz

Uma faceta até certo ponto desconhecida de Marina Silva está na sua biografia, que chega às livrarias em junho pela editora Mundo Cristão. É uma particularidade possivelmente conhecida apenas pelo seu ex e pelo atual marido. Num trecho do livro, Marina afirma que se orgulha “de pertencer a uma linhagem de matriarcas, na qual as mulheres costumam erguer a voz e ser ouvidas pelos maridos”. O exemplo é a mãe, Maria Augusta, que controlava com mão de ferro o pai, Pedro Augusto da Silva. Dilma Rousseff, portanto, já tem uma durona para lhe fazer concorrência…

Por Lauro Jardim

Atualizado às 11h27m

Publicada pela Folha On Line:

KENNEDY ALENCAR

Colunista

Ânimo verde

O resultado do Datafolha trouxe ânimo a Marina, mas a senadora precisará aguardar outros levantamentos para descobrir se está em processo de subida gradual. Por ora, sua ascensão está dentro da margem de erro da pesquisa _dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Atualizado às 1Oh37m

Marina fica com 10% e pela primeira vez passa numericamente Ciro, com 9%

Tucano é maior beneficiado por uma eventual saída do pré-candidato do PSB da disputa; no 2º turno,

FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A corrida presidencial teve pouca oscilação apesar do lançamento oficial da pré-candidatura de José Serra em grande festa do PSDB no último dia 10. Segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16, José Serra (PSDB) registrou 38% das intenções de voto contra 28% de Dilma Rousseff (PT).
No final de março, Serra tinha 36% e Dilma marcava 27% no Datafolha. A vantagem do tucano era de nove pontos. Agora, é de dez pontos. Do ponto de vista estatístico, o quadro não sofreu alteração -a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Nesse mesmo cenário, Marina Silva (PV) teve 10% das intenções de voto. É seguida por Ciro Gomes (PSB), com 9%. Em março, Marina tinha 8%. Ciro estava com 11%. Essas oscilações estão também dentro da margem de erro.
Segundo o Datafolha, 7% dos entrevistados respondem que votarão em branco, nulo ou em nenhum. Outros 8% dizem ainda estar indecisos.
Quando Ciro Gomes é retirado do quadro de candidatos -há ainda dúvidas se o PSB vai lançá-lo oficialmente-, a diferença entre Serra e Dilma alarga-se um pouco. O tucano fica com 42% contra 30% da petista -uma distância de 12 pontos.
Ou seja, Serra "herda" quatro pontos de Ciro. Já Dilma fica com dois pontos a mais sem o candidato do PSB no páreo. Marina Silva vai a 12% (ganho de dois pontos). Nesse cenário, há 8% de indecisos e também 8% dizendo votar em branco, nulo ou em nenhum.
O Datafolha realizou esta pesquisa agora porque também havia feito um levantamento em 24 e 25 de fevereiro, cinco dias após o lançamento oficial da candidatura da petista Dilma Rousseff. Agora, a coleta dos dados se dá também cinco dias após a festa do PSDB para José Serra se lançar na disputa.

Tendências
Embora os números do levantamento do Datafolha sejam semelhantes aos do final de março, é possível identificar tendências ao observar as curvas a partir de dezembro.
Nota-se que Serra voltou a estacionar no seu patamar do final de 2009, quando registrava 37%. Dilma também mostra uma taxa consistente em 2010, sempre de 27% ou de 28%.
Outra curva que aparece clara é a da queda gradual de Ciro. Ele tinha 13% em dezembro. Oscilou para 12% em fevereiro. Foi a 11% em março. E, agora, num período de três semanas, bateu em 9%.
Pela primeira vez, Ciro Gomes fica numericamente atrás de Marina Silva, embora do ponto de vista estatístico ambos estejam empatados.

Segundo turno
Numa simulação de segundo turno, Serra tem 50% e Dilma fica com 40%. No final de março, os percentuais eram 48% e 39%. A variação se deu, portanto, dentro da margem de erro.
O Datafolha testou também um eventual segundo turno entre Dilma e Ciro. A petista marcou 47% contra 36% do deputado do PSB.

Espontânea e nanicos
Ao questionar os eleitores sem mostrar os nomes dos candidatos, o Datafolha registrou agora um empate: Dilma tem 13% e Serra aparece com 12%. No mês passado, a petista tinha 12% e o tucano estava com 8%. Os dois concorrentes apresentam curvas ascendentes.
Pela segunda vez o Datafolha testou os candidatos de partidos pequenos. Apenas no cenário em que não aparece Ciro, dois nanicos pontuam 1% cada: Mário de Oliveira (PT do B) e Zé Maria (PSTU). Nessa hipótese, Serra tem 40%, Dilma fica com 29% e Marina registra 11%.



comentários | imprimir | enviar por email

Atualoizado às 11h36m

Publicado pela Folha de S.Paulo 

Marina condena a 'política do medo'

Para pré-candidata, rivais assustam eleitores com ameaças de retrocesso em caso de vitória adversária

De Bernardo Mello Franco:

Numa referência às estratégias eleitorais de PT e PSDB, a pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, disse ontem que é preciso resistir ao uso da "política do medo" na eleição.

Ela sugeriu que as campanhas da petista Dilma Rousseff e do tucano José Serra tentam assustar os eleitores com ameaças de retrocesso em caso de vitória do grupo adversário.

"Não adianta dizerem: "Cuidado com os entreguistas", e, do outro lado, "Cuidado com aqueles que querem dividir o Brasil entre ricos e pobres". Nós não precisamos da política do medo", disse, em visita a Sorocaba.

A senadora evocou slogan de Lula na eleição à Presidência em 2002 para criticar os rivais que lideram as pesquisas.

"Dissemos que a esperança venceu o medo. Em pleno século 21, querem reeditar o medo. Fico preocupada quando ouço essa história", disse.

Assinante do jornal leia mais em Para Marina, tucano e petista devem evitar usar "política do medo'

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 13h19m

Publicada pela UOL

Marina faz viagem de três dias pelo interior paulista.

Já a senadora Marina Silva, pré-candidata do PV, viajará também em três dias por cidades no interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul. 

Já, em seu giro pelo interior de São Paulo, Marina faz palestra em Sorocaba na manhã desta quinta-feira. No período da tarde, ela tem reunião marcada com lideranças locais de Itu e faz uma em Itu e uma outra palestra Durante a tarde, ela vai para Itu onde terá reunião com lideranças políticas locais e a noite faz outra palestra. 

Na sexta, a agenda começa em Araçatuba com uma palestra na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Novamente, ela tem encontro com políticos locais e, à noite, ela viaja para Três Lagoas (MS), onde dá outra palestra. No sábado, a senadora tem almoço e palestra em Presidente Prudente e Teodoro Sampaio.

Atualizado às 12h19m

Publicada pela Folha de S.Paulo

MARINA SILVA

NO PÉ

E Marina Silva passou a seguir Dilma Rousseff no Twitter.



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 1OhO8m

Enviado pela Assessoria de Imprensa de Marina Silba

Senadora do PV diz que relatório de Aldo Rebelo sinalizará se o Brasil vai avançar na proteção de suas florestas ou terá retrocesso histórico.

São Paulo, 13 de abril de 2010 – A senadora Marina Silva (PV-AC) defendeu
hoje em seu blog (http://www.minhamarina.org.br/blog/) que os pré-candidatos
à Presidência da República se posicionem em relação a mudanças no Código
Florestal, discutidas atualmente em comissão especial da Câmara dos
Deputados. O relator Aldo Rebelo (PC do B-SP) deve apresentar seu texto até
o fim deste mês.

Com todo o respeito devido à autonomia parlamentar, acho fundamental que
todos os presidenciáveis se posicionem em relação a esse relatório”, disse a
pré-candidata do PV à Presidência da República. “Isso porque sinalizará se o
Brasil continuará avançando nos esforços para proteger suas florestas ou se
vamos ter um retrocesso histórico, com anistia dos crimes ambientais e
estímulo para se destruir ainda mais nossas florestas

Criado em 1965, o Código Florestal é um conjunto de regras de defesa dos
biomas brasileiros. “Se de fato somos a favor do desenvolvimento sustentável
e da construção de uma nova narrativa para a economia do Brasil, devemos dar
consequência prática às declarações políticas, assumindo a defesa dessa
visão, inclusive agora no debate no Congresso Nacional, afirmou a senadora
em seu blog.


 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 1Oh48m

Publicado ela Folha dec S.Paulo

Quem saiu defendeu a própria vida e não é fujão, diz Marina
 
BERNARDO MELLO FRANCO
 

A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, afirmou ontem que os brasileiros que se exilaram no exterior durante a ditadura militar agiram em defesa das próprias vidas e não podem ser chamados de fujões.
"Os que saíram do Brasil não fugiram. Eles fizeram um ato de legítima defesa de sua vida. É assim que a pessoa faz quando se sente ameaçada: age em legítima defesa", disse, após participar de seminário promovido pela revista "Carta Capital" em São Paulo.
A senadora renovou a promessa de não partir para o confronto com os adversários na corrida presidencial, mas repetiu as palavras da petista Dilma Rousseff ao rebater suas declarações sobre o assunto: "Não sei o contexto em que a ministra [Dilma] falou, mas os exilados políticos não são fujões. São pessoas que continuaram a luta fora do Brasil".
No sábado, Dilma disse que não abandonou o barco e que não tem medo da luta. A frase foi interpretada como recado ao tucano José Serra, que partiu para o exílio em 1964.
Em tom de ironia, Marina disse "se inspirar" na pré-candidata do PT e relembrou seu embate com o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), em maio de 2008. Na ocasião, o senador disse duvidar das palavras de Dilma porque ela havia mentido sob tortura.

"Fala comovente"
"Tenho uma posição inspirada na ministra Dilma. Quando o senador Agripino insinuou que ela era mentirosa, ela fez uma fala que foi comovente para todos nós", afirmou.
A senadora ainda citou como exemplos os colegas de partido Alfredo Sirkis e Fernando Gabeira, pré-candidato a governador do Rio. Os dois participaram da luta armada, foram presos e se exilaram no exterior.
Marina também ironizou Dilma ao comentar sua declaração de que nenhum pré-candidato ao Planalto teria carisma à altura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Ainda bem que o presidente Lula não é candidato. Aí dá uma chance para nós, os carrancudos".
 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 1OhO2m

Publicado por O Estado de S.Paul

Marina diz que Serra adotou seu discurso
 
Roberto Almeida
 

Em evento de seu partido, pré-candidata do PV afirma ter sido a primeira a defender a unidade nacional na campanha, tema do discurso do tucano

Marina Silva, senadora e pré-candidata do PV à Presidência, disse ontem, em São Paulo, ter ficado "feliz" com o conteúdo do discurso apresentado sábado pelo presidenciável tucano José Serra, no lançamento de sua pré-candidatura, porque suas ideias foram "acolhidas" pelo adversário.


Marina afirmou que a linha mestra da fala de Serra, que prega a união pelo País e a recusa do "nós contra eles", é sua linha mestra "desde sempre". "A ideia de união já tínhamos colocado, inclusive dizendo que não se deve ter uma relação entre biografias tão respeitáveis como se fôssemos inimigos. Fico feliz que esse discurso também tenha sido acolhido", assinalou.

Mais cedo, Marina havia discursado durante 20 minutos em evento do PV paulista para apresentar candidaturas ao governo e ao Senado. Defendera que o debate não fosse em torno de pessoas, mas de projetos, em termos semelhantes aos apresentados por Serra.

"(O debate) Não é em torno de Marina, Serra, Dilma, Ciro. O debate que temos de fazer, a união que temos de fazer é em torno dos desafios do Brasil e isso faz com que a gente dê um passo adiante, senão avançamos pouco, mas não muito", disse a senadora para uma plateia de 600 correligionários.

Para Marina, a diferença entre seu discurso e o de Serra é apontar que o debate político não pode ser pautado pelo "medo" - com críticas indiretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Não precisamos fazer o debate em torno do medo. Por um lado assombrar os brasileiros e dizer que estamos fazendo uma divisão, uma cisão, entre norte e sul, rico e pobre, e por outro dizer que temos de ter medo de voltar aos entreguistas", disse a senadora, em referência ao posicionamento do PT em relação às privatizações.

Para Marina, a adoção de seu discurso por parte de Serra significa que a eleição deixou de ser um plebiscito PT-PSDB.

"Hoje eu fiz questão de deixar bem claro de que o PV já fez. A eleição não vai ser plebiscito, vai ser processo político. E vejo que já estão aceitando a tese de que deve ser um debate e não um embate", afirmou a pré-candidata.

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às O5h12m

Publicado pelo Blog do Josias, Folha On Line:

Contra ‘apologia do medo’ Marina ofereceesperança’
  
Marina Silva, a presidenciável do PV, acha que os adversários José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) tentam injetar o “medo” na sucessão: 

“De um lado apela-se para o medo de que o país se divida [Serra], de outro, fala-se do medo de que o Brasil seja entregue e regrida [Dilma]”. 

Em artigo veiculado em seu blog, Marina anotou: 

“Depois de tanta luta para reconquistar a democracia, espero que a gente não faça da apologia do medo o mote desta eleição de 2010”. 

Sugere a adoção de sentimento mais alvissareiro: “Vamos, sim, acender a esperança e celebrar a união em torno daquilo que interessa [...] que é o próprio Brasil”. 

Marina não deixa de ter certa razão. Melhor a esperança do que o medo. Porém... 

Porém, estacionada na lanterna das pesquisas (cerca de 8%), a candidata verde talvez tenha de temperar sua campanha com uma pitada de pimenta. 

Dito de outra maneira: para crescer, Marina talvez precise pintar a esperança para a guerra. Não faria mal se inspirasse uma ponta de medo em alguém.
 
 
v



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 13h12m

Publicado pelo UOL:

Marina Silva diz que não será coadjuvante e critica polarização entre Dilma e Serra

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

 
Em Belo Horizonte - A senadora Marina Silva, pré-candidata do PV à Presidência da República, disse nesta sexta-feira (9) em entrevista à rádio Itatiaia que o seu papel na próxima eleição não pode ser considerado de coadjuvante. Questionada se caberia a ela desempenhar papel de candidata que “tiraria votos” dos pré-candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), ela disse perceber o contrário.

“As pessoas têm uma visão patrimonialista no Brasil. Elas acham que o voto do eleitor já é de alguém. O voto do cidadão é dele. Eu digo: não tiro voto nem de Dilma, nem do Serra. Eu recebo voto do eleitor, porque o voto a gente não tira, é o eleitor que, conscientemente, vota naquele ele acredita. Foi por isso que o presidente Lula foi eleito”, disse.

A senadora afirmou ainda que a eleição não deveria ser um pleito polarizado entre PT e PSDB. “(A eleição) não é um embate entre Dilma e o Serra, é um debate: o que nós queremos do Brasil? O país é uma potência ambiental, precisa fazer jus ao que é. È preciso discutir como integrar a questão do meio ambiente e melhoria da vida das pessoas”, avaliou. Segundo ela, o país não precisa de um “gerentão”. A senadora disse que tanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quanto o presidente Lula não desempenharam tal papel, mas tiveram “visão estratégica” para o país.

Sem citar nomes, mas alegando ver um tom discriminatório, a senadora disse ter se aborrecido pelo fato de, segundo ela, os opositores utilizarem contra ela argumentos que eram direcionados a Lula, quando da sua campanha para a Presidência.

“Eu fico triste porque vejo muita gente querendo usar as mesmas coisas que eram usadas contra o presidente Lula, e que eu tanto combati durante 30 anos, contra mim. Dizendo que (sou) mais ambientalista, (que vim) lá do Norte. O Brasil já aprendeu que foi muito bom ter o sociólogo e muito bom ter o operário e que será muito bom ter uma mulher na Presidência do Brasil”, disse.

Ela ainda citou sua eleição para o Senado como demonstração de cacife para sua candidatura ao Planalto. Marina diz que, à época, ouviu comentários de que deveria disputar primeiro uma cadeira de deputada federal e “não dar um passo maior que as pernas”.

“As pessoas são donas do seu voto. Elas não estão mais interessadas em uma disputa do poder pelo poder. Ou de ficar disputando se o currículo da (ex) ministra Dilma é mais denso do que o currículo do (ex) governador Serra. Por mais que eles sejam pessoas relevantes, o Brasil é maior do que os nossos currículos individuais”, afirmou a senadora, para quem “as pessoas deveriam olhar o Brasil de baixo para cima, esse Brasil que está se afogando no Rio de Janeiro”.

Rio de Janeiro

Sobre as mortes provocadas pelas chuvas no Rio de Janeiro, a senadora disse ter faltado empenho das autoridades para evitá-las. “É lamentável que ocorram essas tragédias e sejam tratadas como se fossem fenômenos naturais. As autoridades precisam trabalhar, os mais prejudicados são os pobres porque são jogados à margem. (...) Houve falta de uma visão de prevenção”, disse.

Atualizado às O5hO7m

Publiocada pela Agência Estado:

Marina segue adversários e vai a MG

O Estado de Minas Gerais se transformou em rota obrigatória dos principais pré- candidatos à sucessão no Palácio do Planalto. O segundo maior colégio eleitoral do País, com 14 milhões de votos, recebeu, nas últimas semanas, visitas do presidenciável do PSDB, o ex-governador José Serra, e da pré- candidata petista, a ex-ministra Dilma Rousseff, que escolheu o Estado como primeiro destino após sua saída da Casa Civil. Agora, é a vez da senadora Marina Silva (AC), presidenciável do PV.

Hoje, às 16 horas, a pré-candidata do PV à Presidência da República participa na Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte, do lançamento da pré-candidatura do deputado federal José Fernando Aparecido de Oliveira (PV) ao Governo do Estado. No mesmo local, a senadora acompanhará a posse do novo presidente estadual do PV, Ronaldo Vasconcellos.

Ainda na capital mineira, Marina participa, amanhã, de seu primeiro encontro formal com militantes da rede social Movimento Marina Silva (movimentomarinasilva.org.br), que reúne 15 mil seguidores no País. No mesmo dia, pela manhã, a senadora se reúne com líderes evangélicos e, à tarde, com integrantes do Núcleo Marina Silva, na Faculdade Dom Hélder Câmara. No início da noite, Marina embarca para São Paulo.

No domingo, 11, já na capital paulista, a senadora participa de convenção estadual do PV para definição dos nomes dos pré-candidatos do partido ao governo paulista e ao Senado. (da Agência Estado)



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizada às O5h29m

Publicada pela Folha Obn Line e UOPL:

No Twitter, Marina diz que crítica ao PSDB e DEM sobre ficha limpa foi um equívoco

da Reportagem Local

A senadora Marina Silva (PV), pré-candidata do PV à Presidência, disse que houve um equívoco na crítica ao PSDB e DEM publicada em seu microblog Twitter. Segundo ela, apenas o governo manobrou para impedir a votação do projeto da ficha limpa a tempo de ser válido para as eleições deste ano.

Horas antes, em seu site, a crítica incluía os partidos de oposição. "Ficha limpa não será adotado nas eleições deste ano graças a manobra do governo, PSDB e DEM", afirmou Marina. A Folha Online noticiou a crítica da senadora.

No entanto, segundo ela, houve um equívoco. "Quando ditei este texto para os meus assessores, eu estava a caminho do aeroporto e atrasada para embarcar. Meus assessores não entenderam corretamente a informação, e a nota incluiu PSDB e DEM como participantes da manobra para adiar a votação do ficha limpa. A minha assessoria pede desculpas pelo erro", afirma a senadora em seu blog.

Nesta quarta-feira, a Câmara dos Deputados decidiu adiar para maio a votação do projeto que estabelece a ficha limpa para os candidatos às eleições. O adiamento impede, na prática, que a nova regra possa valer nas eleições de outubro.

O projeto, de iniciativa popular, foi apresentado à Casa em setembro do ano passado. Os deputados, porém, afirmam que ainda precisam discutir melhor a matéria antes de colocá-la em votação.

O projeto encontra grande resistência na Casa especialmente por estabelecer a inelegibilidade para políticos condenados em primeira instância --desde que a decisão tenha sido tomada por um colegiado de juízes.

Os deputados governistas, em sua maioria, trabalham para que somente condenados em segunda instância fiquem inelegíveis, com o direito de recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para garantir o efeito suspensivo da condenação.

Na semana passada, a Executiva do PV aprovou resolução que impede a candidatura de integrante do partido condenado por órgão colegiado. Marina diz que o adiamento da votação é conveniente para todos, menos para o PV.



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 18h24m

Publicado pelo Radar On Line, Folha On Line:

Ricupero e Marina

A colaboração que Rubens Ricupero dará aos verdes na campanha será de caráter informal. Apesar de eleitor de José Serra, Ricupero fala frequentemente com Marina Silva por telefone - como, aliás, o fez no último fim de semana.

Segundo Ricúpero, Marina costuma ligar para ele antes de conceder entrevistas para correspondentes estrangeiros. Há três semanas, por exemplo, ajudou-a antes de conversar com um repórter da The Economist. Também foi importante colaborador enquanto Marina estava em Copenhague, na Dinamarca, durante a conferência mundial sobre o clima.

O convite para se engajar, de fato, na campanha verde foi feito em fevereiro. Guilherme Leal, um dos donos da da Natural e provável vice de Marina, enviou um email para Ricupero e marcou um encontro. Durante a conversa combinaram que Ricupero ajudaria informalmente na organização de palestras e opinaria sobre questões internacionais. Diz Ricupero:

- Meu papel é ser um intelectual público. Não propriamente membro de algum partido. Qualquer candidato que me ligar, terei o maior prazer de assessorar informalmente.

Por Lauro Jardim

Atualizado às O5h15m

Publicada pela Folha de S.Paulo:

Marina faz giro pelo NE para se contrapor a transposição de rio

Pré-candidata do PV alerta que obra no São Francisco não é suficiente para resolver problema da falta d'água na região

Na viagem, senadora vai abordar alternativas como a dessalinização da água de poços e a necessidade da revitalização total do rio

EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Pré-candidata a presidente pelo PV, a senadora Marina Silva prepara um giro pela região mais seca do país para marcar posição contra a ideia de que a transposição do rio São Francisco resolverá o problema da falta d'água dos nordestinos.
A obra de transposição, orçada em R$ 5,5 bilhões, é um dos carros-chefes do governo Lula e uma das vitrines da candidatura petista de Dilma Rousseff.
A meta é inaugurar ainda neste ano um dos dois canais do projeto, vendido pela propaganda oficial como a solução para a oferta de água, até 2025, para Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
A viagem, prevista para maio, deve incluir o interior do Rio Grande do Norte e o sul do Ceará, em especial o Cariri.
Enquanto ministra do Meio Ambiente, Marina nunca se posicionou diretamente contra o projeto, já que a abertura dos canais dependia de licenças do Ibama, subordinado à sua pasta -ela sempre disse que não havia, do ponto de vista ambiental, motivos para condená-lo.
Porém Marina não vê na transposição uma solução imediata para a falta de água no Nordeste. Para ela, a obra depende de um processo completo de revitalização do rio.
"A visita é importante para valorizar esse debate", afirma o ex-deputado federal Luciano Zica (PV-SP), um dos coordenadores da campanha.
Na região, Marina apresentará propostas alternativas, como de dessalinização da água retirada de poços artesianos (imprópria para beber), além de bater na tecla da revitalização.
A visita da acriana também é uma forma de afago ideológico ao PV, já que a região seria uma das mais afetadas pelo aquecimento global. "Estão no centro da atenção do partido a savanização da Amazônia, as chuvas no centro-sul e a desertificação do semiárido", diz o vereador carioca Alfredo Sirkis, outro coordenador da campanha.
No semiárido, Marina se posicionará sobre Bolsa Família e a geração de emprego.
Ontem, em seminário no Senado sobre mudanças na legislação ambiental, a pré-candidata afirmou desconhecer a real participação do governo Lula no avanço de projetos que afrouxam as regras de preservação. "Infelizmente isso acontece com a anuência ou com a omissão do governo federal."

Atualizado às O4h55m:

Publicado pela Folha On Line:

PV espera reunir 1.000 filiados no lançamento dos candidatos em SP

da Folha Online

O PV em São Paulo espera a presença de cerca de 1.000 filiados na convenção que irá lançar os candidatos ao governo paulista e ao Senado. O evento, que acontece no próximo dia 11, irá confirmar a candidatura do ex-deputado Fábio Feldmann ao governo e do empresário Ricardo Young, ex-presidente do Instituto Ethos, ao Senado.

A senadora Marina Silva (AC), pré-candidato do PV à Presidência, participará da convenção. "Não podíamos ter melhores personagens nessas eleições para serem nossos porta-vozes", afirmou o presidente estadual do PV, Maurício Brusadin.

Com a candidatura própria, o partido sai da base aliada do governador tucano Alberto Goldman, que tomou posse hoje.

Brusadin afirmou que o partido pretende indicar o número máximo de candidatos no Estado, que é de 141 para a Assembleia Legislativa e 100 para a Câmara dos Deputados.

Pesquisa Datafolha, divulgada semana passada, aponta Feldmann com 3% das intenções de voto. "Ainda nem confirmamos nossas candidaturas e já estamos pontuando", afirmou Brusadin.

Uma das estratégias para fortalecer a candidatura de Marina Silva é ter candidatura própria em todos os Estados com exceção do Acre, onde ela irá apoiar o senador Tião Viana (PT).



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às O5hO2m:

Publicado pela Folha de S.Paulo:

Marina discute enchente, mas poupa Serra

Em reunião com prefeitos paulistas afetados pelas cheias, senadora diz que problema é dever de governos estadual e federal

"É claro que isso [solucionar o problema das enchentes] é um desafio a médio e longo prazo, e cada governo deve fazer a sua parte", afirma ela

Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem

DA REPORTAGEM LOCAL

Em reunião cuja pauta central era o problema das enchentes na região do Grande ABC, a senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência da República, evitou críticas diretas a José Serra (PSDB-SP), que acabou de deixar o governo de SP, e afirmou que o problema é de responsabilidade dos governos estadual e federal.
Os estragos causados pela chuva em São Paulo são um dos pontos que a campanha da pré-candidata petista, Dilma Rousseff, deve explorar como vulnerabilidade de Serra. Somente no último verão, 78 pessoas morreram em todo o Estado em consequência da chuva, deixando 22 mil desalojados.
Na reunião, ontem de manhã, em Santo André, com os sete prefeitos do Consórcio Intermunicipal Grande ABC -entre os quais apenas o de Rio Grande da Serra, o menor deles, é do PSDB-, a Folha apurou que Marina não apontou responsáveis pelo problema.
Depois, em entrevista coletiva, seguindo essa mesma linha, disse que não entraria no "discurso fácil" de creditar a Serra a responsabilidade por um "problema estrutural".
"É claro que isso [solucionar o problema das enchentes] é um desafio a médio e longo prazo, e cada governo deve fazer a sua parte", disse.
Para a pré-candidata, cabe avaliar se "durante o seu governo, aquilo que era necessário ser feito nesse espaço de tempo proporcional ao tamanho do problema, foi feito". Segundo ela, mortes em decorrência de chuvas devem ser cobradas dos "governos [estadual e federal]".
A opção por evitar um confronto direto contra Serra ou Dilma ficou simbolizada, na entrevista, no momento em que a senadora falou sobre a suposta vantagem que terá com a desincompatibilização dos adversários de seus cargos.
"O fato de que agora estamos todos, metaforicamente falando, no mesmo tatame, também já é uma coisa boa, porque assim vai ser... Tatame não é uma boa metáfora, parece coisa de luta, né? Então, vou retirar o tatame. Estamos na mesma condição", corrigiu-se Marina.
O embaixador Rubens Ricupero negou ontem que esteja colaborando com a campanha de Marina. Segundo Ricupero, o convite foi feito há cerca de dois meses, mas ele declinou.
(BRENO COSTA)

Atualizado às O4h31m

Publicado pelo Blog do Josias, Folha on Line:

Marina diz que, se eleita, manterá política econômica


Marina Silva, a presidenciável do PV, levou sua candidatura para dar um passeio no ABC paulista, berço político de Lula, seu ex-chefe. 

Em conversa com repórteres, declarou que, se eleita, vai manter os pilares econômicos que, erigidos sob FHC, não foram dinamitados por Lula. 

 “Nós temos uma política econômica baseada no tripé superávit primário, política cambial, e controle de inflação a partir de metas...” 

“...Durante um tempo isso era chamado de política neoliberal, ultimamente não vi mais esse termo associado a essas três ferramentas...” 

“...Elas devem ser mantidas, reorientando o processo”.  

Bom, muito bom, ótimo. Deve-se à longevidade da política econômica a manutenção do Brasil nos trilhos. Porém... 

Porém, um eleitor incauto que ouvisse Marina poderia perguntar: Se é para manter, o que a torna mais capaz do que José Serra e Dilma Rousseff? 

Marina tenta responder. Diz que a dupla que polariza a disputa é assemelhada. Acha que é possível manter modificando: 

“Do ponto de vista da visão de desenvolvimento, os dois têm uma visão muito parecida, que é a visão do desenvolvimentismo, do ‘crescimentismo’. Eu prefiro qualificar o que é esse crescimento”. 

Como assim? “Crescimento que não se transformar em melhoria da vida das pessoas em todos os aspectos, inclusive em cuidado com a base natural do nosso desenvolvimento, não é desenvolvimento. É nesse sentido que é um projeto completamente diferente”. 

Oradora fina, Marina talvez tenha de ajustar o discurso se quiser conquistar os ouvidos menos, digamos, apurados.  

O signatário do blog, dono de vocabulário pobre, suspeita que a candidata tenha desejado dizer algo assim:  

Responsabilidade e crescimento sim. Mas o desenvolvimento não pode vir a qualquer custo. Convém zelar pela preservação do meio ambiente.

 

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 14h56m

Publicado pela Folha de S.Paulo

Mistério no agreste.

ARTIGO

Marina Silva

ASSISTI pela primeira vez na cidade-teatro de Nova Jerusalém, em Pernambuco, a encenação da Paixão de Cristo. Um espetáculo sem igual no mundo, não só pela grandiosidade do seu palco, com 100 mil m2, mas por sua origem, seus protagonistas e pelo trabalho artístico. As comoventes palavras de Jesus, em completo acordo com o texto bíblico, demonstram o excelente trabalho do autor, Plínio Pacheco (1926-2002), que mesclou passagens dos livros de Jó, dos Salmos e do profeta Isaías, entre outras do Novo Testamento, ditas pelos demais protagonistas da boa-nova bíblica.
Da iniciativa do comerciante Epaminondas Mendonça, sogro de Plínio, foi mesmo perfeita a ideia de encenar a Paixão de Cristo naquela paisagem do agreste nordestino. O lugar parece ter sido esculpido especialmente para acomodar e tornar mais fidedigna a atuação dos atores, sustentados o tempo todo pelo galardoado elenco de 500 figurantes locais. A religiosidade do povo nordestino, ele próprio protagonista de um espetáculo diário de paixão e fé, merecia um evento como esse. Impossível não mencionar o esforço e o talento dos mais de 60 atores, com a participação neste ano de Eriberto Leão, Suzana Vieira, Mauro Mendonça, Paulo César Grande e Dig Dutra, entre outros.
Tanta beleza só reforçou a sensação de que, por meio da arte e da fé, talvez tenhamos as melhores chaves para abrir as portas de grandes mistérios. Aliás, o que não falta no episódio da paixão de Cristo é a irrepresentável presença do mistério. Como disse o filósofo francês Dany-Robert Dufour, em "O Mistério da Trindade": "Se há mistério, é porque o homem está em ressonância direta com esta forma". Mesmo que seja como "o lugar onde a razão encontra seu limite absoluto" pela interrupção do encadeamento de causas e efeitos.
Em meio à respeitosa multidão de espectadores, nos movimentávamos pelos nove cenários, iluminados pelo maior refletor que um palco artístico pode ter: a lua -que transbordava, de tão cheia. E pude sentir o tempo todo um agradável frescor de gratidão pela feliz junção da arte, espelho de toda a representação, com a fé, chave de toda a revelação. Juntas ali, como irmãs siamesas, tornaram apreensível, para crentes e não crentes, o grandioso e incompreensível mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, que atravessa séculos e gerações.
"O elemento interior da obra [de arte] é seu conteúdo", disse o pintor russo Wassily Kandinsky (1866-1944), em "O Espiritual na Arte". "Deve, portanto, haver vibração de alma. Se esta não existe, não pode nascer uma obra. Em outras palavras, só pode haver uma aparência de obra", ensinou.

contatomarinasilva@uol.com.br



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizadop às 12h15m

Publicada pela Folha de S.Paulo:

Marina estaciona na nova pesquisa Vox Populi.

Pesquisa divulgada neste sábado pelo instituto Vox Populi e encomendada pela rede de televisão Bandeirantes mostra o pré-candidato da presidência pelo PSDB José Serra na liderança com 34% dos votos, mesma porcentagem registrada em janeiro. A pré-candidata do PT Dilma Rousseff subiu quatro pontos percentuais, segundo a pesquisa Vox Populi, e possui 31% das intenções de voto.
Ciro Gomes, do PSB, aparece com 10% e Marina Silva, do PV, com 5%. Votos nulos e brancos somam 7% e 13% dos pesquisados não quiseram ou não souberam responder.
Em um cenário sem Ciro Gomes, Serra possui 38%, Dilma com 33% e Marina Silva com 7% das intenções de voto. Neste caso, brancos e nulos somam 7% e 15% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa do Vox Populi foi registrada sob o número 7337/2010 e realizada entre os dias 30 e 31 de março com 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Datafolha
No último dia 27, em pesquisa realizada pelo Datafolha, Serra aparece com nove pontos de vantagem sobre Dilma. O tucano tem 36% e a petista 27% das intenções de voto.
Na pesquisa realizada em fevereiro, Serra tinha 32% e Dilma 28%.
Ciro Gomes (PSB) ficou com 11% (tinha 12% em fevereiro). Marina Silva (PV) está estacionada e manteve os 8% obtidos no mês passado.
Em um eventual segundo turno, o tucano venceria a petista por 48% contra 39%.
A pesquisa, registrada sob o número 6617/2010, foi realizada nos dias 25 e 26 com 4.158 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Atualizado ás O7hO6m

Publicado opela Folha de S.Paulo:

Marina se espelha em Davi e Dom Quixote

Pré-candidata do PV se apresenta como "sonhadora", vê Dilma no papel de Golias e diz estar numa luta contra gigantes

Senadora invoca metáfora bíblica como incentivo na corrida presidencial; para analista, discurso deve render poucos votos a ela

BERNARDO MELLO FRANCO
DA REPORTAGEM LOCAL

Resignada com a falta de aliados e o pouco tempo que terá na TV, a senadora Marina Silva (PV-AC) busca forças no confronto entre Davi e Golias e na história de Dom Quixote para encarar a corrida presidencial. Com 8% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, ela admite ter "pouquíssima probabilidade" de chegar ao segundo turno. Mesmo assim, tem invocado a passagem bíblica ao prever o futuro de sua pré-candidatura ao Planalto.
"A luta de Davi contra Golias é uma metáfora. Mas é uma metáfora boa, porque Davi vence no final", gracejou, no início de sua caravana pelo agreste na semana passada.
Em conversas informais, a senadora deixa claro que vê a petista Dilma Rousseff -e não o tucano José Serra, que lidera a disputa- como o gigante a ser batido nas urnas.
"Já ouvi muito esse discurso: "Seja pragmática. A senhora não tem PAC, não tem Bolsa Família, não tem pré-sal, não tem Minha Casa, Minha Vida". Mas não sou pragmática, sou sonhadora", disse, em reunião com empresários pernambucanos testemunhada pela Folha.
Em tom de desabafo, Marina reconhece ter ouvido apelos para não trocar uma reeleição certa no Senado -onde já ocupa uma cadeira há 16 anos- pela missão quase impossível de chegar à Presidência na garupa de um partido nanico. Ao justificar a escolha, compara-se a Dom Quixote, o cavaleiro trapalhão de Cervantes.
"A única diferença é que ele duelava com moinhos de vento como se fossem gigantes, e eu duelo com gigantes como se fossem moinhos de vento. Somos igualmente quixotescos", diz a senadora. "Muita gente não entende por que não quis ficar no Senado. Acontece que a política, para mim, não é essa questão de vida ou morte."
Diante de interlocutores mais desconfiados, Marina tem relembrado sua biografia para sustentar que vislumbra alguma chance de vitória em outubro. "Tenho que acreditar nisso, porque já venci eleições em condições muito mais adversas. Impossível, não é", repete, citando suas primeiras campanhas políticas no Acre, pelo PT.
A galeria de exemplos da candidata verde não se limita à Bíblia e à literatura. "Se Mandela fosse pragmático, teria renunciado ao sonho na cadeia. Se Luther King fosse pragmático, não teríamos um negro como presidente dos Estados Unidos", diz, numa referência ao democrata Barack Obama.
Embora possa parecer ingênuo à primeira vista, o discurso deve ajudar a senadora a ganhar fôlego na disputa, avalia o cientista político Marcus Figueiredo, do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro)."A metáfora do pequeno que enfrenta os poderosos é bem compreendida pela população. Jânio Quadros já usou essa ideia com sucesso", diz o professor, especialista em pesquisas eleitorais.
Na década de 1950, Jânio se elegeu prefeito e governador de São Paulo com o slogan "O tostão contra o milhão". O mote embalou vitórias sobre o grupo de Adhemar de Barros, que concorria com mais dinheiro e apoio partidário.
Para Figueiredo, Marina tenta marcar posição como alternativa ao establishment, representado na disputa por Serra e Dilma. "É uma estratégia inteligente, mas não vejo muita chance de que ela ganhe votos com isso. Em geral, os eleitores acabam preferindo os poderosos, por achar que eles têm mais chances de fazer alguma coisa por eles", avalia.
No papel de Davi, a senadora se esforça para atirar as primeiras pedras na direção da gigante petista. Nos últimos dias, ela deu uma pausa no discurso ambientalista para criticar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), apontado como o maior trunfo eleitoral de Dilma. Resta saber se Serra também entrará em sua mira.

Atualizado às O6h45m:

Publicado pelo Painel, Folha de S.Paulo

Itinerário. Depois do tour pelo Nordeste, o PV pretende fazer Marina Silva circular por Rio, Bahia e Minas. Além da densidade eleitoral dos três Estados, o roteiro se justifica pela necessidade de firmar palanques e, no caso do Rio, aproximá-la de Fernando Gabeira, cercado de tucanos. A senadora também vai participar da inauguração de comitê no descolado bairro paulistano da Vila Madalena.

Tiroteio

"É lamentável que a Marina, hoje filiada a um partido de centro-direita aliado ao PSDB, tenha descoberto o Nordeste só agora, quando começou a fazer campanha."

Do deputado FERNANDO FERRO (PE), líder do PT, sobre a candidata do PV à Presidência, que, em visita a Pernambuco, classificou o governo Lula como "refém do PMDB".
Contraponto



comentários | imprimir | enviar por email

Atualzado às O7h11m

Publicado pela Folha de S.Paulo:

Pré-candidata mistura elogios a Lula e Fernando Henrique

BERNARDO MELLO FRANCO
DA REPORTAGEM LOCAL

Às vésperas de uma eleição com clima de plebiscito, Marina Silva parece ser a única política brasileira capaz de apontar virtudes no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Em palestras e entrevistas, a pré-candidata do PV ao Palácio do Planalto tem se equilibrado nos elogios aos governos de PT e PSDB.
"Precisamos ter a humildade de reconhecer as conquistas dos últimos 16 anos", repete a senadora, num discurso-exaltação que mistura a estabilização econômica dos tucanos e o avanço social dos petistas.
Em caravana a Pernambuco, na semana passada, Marina enquadrou Lula e FHC na categoria de "mantenedores de utopia". Ela comparou a dupla a unanimidades nacionais, como o ambientalista Chico Mendes (1944-1988) e o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997). Depois, disse buscar um lugar na mesma galeria.
"Não tenho preconceito em recolher as coisas boas das pessoas", justifica.
Por onde passa, a senadora tem festejado o equilíbrio monetário e fiscal conquistado na gestão de FHC -período em que os petistas acusavam o governo de arrochar salários e se curvar aos ditames do Fundo Monetário Internacional.
Ao comentar o governo Lula, ela cita de cabeça os números que mostram aceleração no crescimento e na distribuição de renda. E se desmancha em elogios ao Bolsa Família, tachado de eleitoreiro pela intelectualidade tucana.
A boa vontade de Marina com Lula e FHC também se alastra para o campo pessoal. Em visita a Garanhuns (PE), na última quarta-feira, ela se disse emocionada por estar na terra natal do presidente.
Questionada sobre uma possível contradição entre o discurso e as críticas ao governo, invocou o tempo em que foram companheiros no PT:
"Tenho 30 anos de investimento de carinho e afeto no presidente Lula. Quando a gente investe amorosamente em alguém, os laços criam raízes".
Evitado por colegas de PSDB, que temem que o desgaste de sua imagem contamine a pré-candidatura de José Serra, FHC é uma referência cada vez mais presente nas falas de Marina -que diz admirá-lo como ex-presidente e intelectual.
Após se reunir com pastores evangélicos, ela se comparou ao ex-presidente, tachado de ateu na eleição municipal de 1985.
"É a segunda vez que as pessoas estão interessadas na fé de um político. A primeira foi com Fernando Henrique. Disseram que ele não tinha fé, e ficavam perguntando isso para constrangê-lo", disse.

 

 

Atualizado às O6h38m

Publicada perla Folha dfe S.Paulo:

PV atrai filiados após entrada de Marina

Média mensal de adesões ao partido subiu de 500, em agosto, para 8.000, em setembro; visitas ao site dos verdes também cresceram

Filiação da senadora à sigla estimulou o envolvimento político de ambientalistas e empresários até então desvinculados de partidos

MALU DELGADO
DA REPORTAGEM LOCAL

Mais que alterar positivamente as estatísticas de filiados, a entrada da senadora Marina Silva (AC) ao PV e a construção de sua pré-candidatura à Presidência renderam à sigla projeção nacional e reconhecimento internacional inéditos desde a sua criação, em 1986.
A média de filiações no PV até agosto de 2009, mês no qual Marina assinou a ficha de filiação, era de 500 pedidos, segundo a Direção Nacional da sigla. Em setembro, a média subiu para 8.000 pedidos por mês. Na esteira do movimento de Marina, ao menos 50 aliados diretos da senadora filiaram-se -muitos vindos do PT. Hoje a média mensal é de 1.200 pedidos.
O assédio aos verdes foi detectado também na internet. Dos 12 mil pageviews diários em agosto, o site do PV passou a ter 30 mil pageviews por dia no mês seguinte à filiação de Marina. Hoje a média estabilizou-se em 17 mil pageviews/dia.
"No final de 2009 houve um boom acentuado de filiações, mas é difícil contabilizar isso em todos os Estados, pois a informatização ainda não atinge todo o país", diz o coordenador da pré-campanha de Marina, o vereador Alfredo Sirkis (PV).
Candidato do PV à Presidência em 1998, Sirkis detecta uma aproximação ao partido de setores sociais que até então ficavam à margem da política. Marina, segundo ele, atraiu ao entorno do PV personalidades como o cineasta Fernando Meirelles, organizações ambientais, empresários, intelectuais e acadêmicos até então distantes de instituições partidárias.

Boom verde
O PT apresentou, da eleição do presidente Lula em outubro de 2002 até outubro de 2009, um crescimento de 44% nas filiações. No PV, considerando o mesmo período, o número de filiados cresceu 170%. Em outubro de 2009, o PV atingiu a marca de quase 260 mil filiados. Fora do poder, como contraponto, o então PFL (hoje DEM) teve uma queda de 7,5% no montante global de filiados.
Obter precisão numérica de filiados a partidos no Brasil ainda é tarefa hercúlea. Segundo o dado mais recente do TSE, o PV tem hoje 242.962 filiados, ainda um nanico se comparado a partidos como o PT, que tem mais de 1 milhão de filiados.
O PV organiza agora um recadastramento nacional. Para os dirigentes da sigla, só após a eleição de outubro deste ano será possível medir mais matematicamente o efeito Marina.
"Pessoas interessantes da sociedade que não faziam política porque achavam a vida partidária uma chatice, resolveram dar a sua contribuição motivadas pela decisão de Marina", disse Maurício Brusadin, do PV-SP.
Como exemplo, ele cita o ex-presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, que até então exercia a política ambientalista distanciada de alguma ligação partidária. A filiação do empresário Guilherme Leal, copresidente do Conselho de Administração da Natura, também embala empresários paulistas a se envolverem mais na política. "Em São Paulo também foram significativas as adesões do corpo docente de universidades."

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às O9h56m:

Publicadas pelo Radar On Line da Veja On Line:

Estou fora

A propósito, José Sarney Filho, integrante histórico da cúpula do PV, afastou-se da linha de frente da campanha de Marina Silva.

Por Lauro Jardim

Ricupero verde

O ex-ministro Rubens Ricupero integrou-se à campanha de Marina Silva. Está assessorando-a em política internacional e deverá participar da equipe que fará o programa de governo do PV.

Por Lauro Jardim

Atualizado às O8h24m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Lula virou refém do PMDB, afirma Marina

Pré-candidata do PV à Presidência critica a falta de diálogo entre PT e PSDB e defende um "realinhamento histórico"

Em Pernambuco, senadora visitou Caruaru com uma claque paga com dinheiro da prefeitura e teve o nome anunciado em alto-falantes

Foto Joel Silva, da Folha Imagem

BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL A CARUARU (PE)

A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva (PV), acusou ontem o governo de ter virado refém do PMDB por se recusar a negociar com os adversários tucanos.
A senadora defendeu um "realinhamento histórico" entre PT e PSDB, que polarizam a disputa pelo Planalto desde 1994. Para ela, a falta de diálogo entre eles leva o governo a depender de uma base parlamentar baseada no fisiologismo -a política da troca de favores.
Marina comparou a aliança PT-PMDB, que também apoia a candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff, à relação do governo Fernando Henrique Cardoso com o DEM. "O PSDB quis governar sozinho e ficou refém do DEM. E o PT quis governar sozinho e virou refém do PMDB", disse em palestra a estudantes: "É preciso que PT e PSDB tenham a maturidade de estabelecer um diálogo. Há questões que são estratégicas para o Brasil e não podem ser negligenciadas".
Marina defendeu um pacto de "governabilidade mínima" para que o vencedor das eleições monte uma base "mais qualificada, sem viés fisiológico". E classificou de ultrapassado o conceito de hegemonia do marxista Antonio Gramsci (1891-1937), referência teórica do PT: "Aquela visão não se coloca mais na realidade atual".
Ontem, Marina visitou a Feira de Caruaru acompanhada de uma claque bancada com dinheiro público. Anunciada nos alto-falantes como candidata a presidente, ela circulou entre as barracas escoltada por uma banda de pífanos e um grupo folclórico. Um dos músicos disse à Folha que a prefeitura local, do PDT, pagou R$ 30 a cada um. "Uma mixaria", reclamou.
O presidente da Fundação de Cultura de Caruaru, José Pereira, admitiu o uso da verba: "Foi uma atenção especial com a Marina. Gastamos R$ 500 ou R$ 600. O valor é tão insignificante que acho desnecessário você citar". Procurada, a assessoria de Marina diz que ela não sabia da contratação da claque.
Na caravana pelo agreste, Marina viajou num helicóptero que ficou à sua disposição por dois dias. O pré-candidato do PV a governador, Sérgio Xavier, disse que a viagem custou R$ 11 mil, pagos pelo partido.

 

 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado as 19h45m:

Publicado pelo Radar On Line da Veja On Line:

Preste atenção na Marina

Vai ao ar hoje a primeira das duas inserções de TV produzidas pelo cineasta Fernando Meirelles para o PV. Os programas, centrados em Marina Silva, também serão exibidos amanhã e nos dias 5 e 7.

“Preste atenção na Marina” será o slogan principal. Em uma das inserções, enquanto Marina é filmada sobrevoando a Amazônia, será enfatizada a sua trajetória política, a origem humilde e a formação acadêmica. O locutor ressalta:

- Aprendeu a ler com 16 anos e não parou de estudar.

Petistas podem achar que é uma provocação que remete a Lula. Não deixa de ser.

Atualizado às 1Oh1Om

Publocado pelo Estadão:

Marina se emociona ao visitar cidade de Lula  
 
Pré-candidata do PV à Presidência, a senadora Marina Silva ficou emocionada ontem ao visitar Garanhuns, onde nasceu o presidente Lula. "Hoje ele tem aquela voz rouca, a cabeça branca, mas aqui nasceu o menino Lula, aqui ele já chorou, mamou e depois se tornou presidente", discursou. Em sua primeira incursão no Nordeste após ser lançada pelo PV, Marin a lembrou que foram 30 anos de militância ao lado de Lula. "Sou professora de História, de repente chego na terra que o homem nasceu, fico emocionada, sim."
 



comentários | imprimir | enviar por email

Atualizado às 18h35m

Publicada pelo UOL:

No Twitter, Marina Silva diz que Serra e Dilma defendem mesmo modelo para o país
Maurício Savarese

Do UOL Notícias

A pré-candidata à Presidência da República pelo PV, senadora Marina Silva (AC), afirmou nesta quarta-feira (31) em sua página no microblog Twitter que seus prováveis adversários na eleição de outubro, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), defendem o mesmo modelo de país. Para a ex-ministra do Meio Ambiente, seu partido é a alternativa aos dois líderes nas pesquisas de intenção de voto.

“Não me considero uma terceira via em relação a Serra e Dilma. Eles pensam da mesma forma sobre desenvolvimento”, escreveu Marina. “A alternativa [eleitoral] é o PV. Não somos blocados e temos a humildade para recomenhecer os ganhos dos governos de Lula e FHC.”

Marina deixou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por divergências com Dilma, pertencente até esta tarde ao núcleo desenvolvimentista do ministério. Esse grupo muitas vezes foi acusado por ambientalistas de priorizar obras à proteção de recursos naturais, em especial no setor de hidrelétricas.

Serra, que tem origem na esquerda e recusa o rótulo de neoliberal dado por adversários ao PSDB, também defende um modelo de Estado com maior presença na economia, como tem sido na gestão petista iniciada em 2003.

Em visita à cidade pernambucana de Guaranhuns, onde nasceu Lula, Marina escreveu que “não tem como não se emocionar” ali, uma vez que tem “30 anos de história com o PT”. Ela deixou o partido no ano passado para ser candidata à Presidência. “Amor, carinho, afeto surgem do investimento. Tenho 30 anos investidos nessa pessoa chamada Lula”, afirmou.

Na terça-feira, Marina atacou a preferida de Lula para sucedê-lo, chamando a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), coordenado por Dilma, de “marmita requentada”. Ela se referiu ao fato de que muitas obras previstas pelo novo programa já terem sido previstas no primeiro anúncio, feito em 2008.

De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha, Marina tem 8% das intenções de voto. Serra tem 36% e Dilma, 27%.

Atualizado às 1OhO2m

Publicada pela Folha de São Paulo:

Marina diz que PAC 2 é "marmita requentada"

Em crítica a Dilma, pré-candidata do PV afirma que programa é "colagem de obras" e que é preciso não se deixar enganar por propaganda

Senadora atacou Lula, em razão da multa aplicada pelo TSE ao presidente por fazer propaganda antecipada, mas poupou o tucano Serra

BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL AO RECIFE

Em clima de campanha à Presidência, a pré-candidata do PV, Marina Silva, subiu ontem o tom das críticas ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), principal vitrine eleitoral da adversária Dilma Rousseff (PT). Ela definiu o plano como "colagem de obras" e disse que a nova etapa -PAC 2, lançado anteontem pela chefe da Casa Civil- lembra uma "marmita requentada".
Segundo a senadora, é preciso ficar "atento" para não se deixar enganar pela propaganda oficial. "O PAC não é programa, é colagem de obras. Entre o anunciado e o realizado, há uma distância muito grande. Tem coisas que são repetidas a cada PAC. Alguma coisa nessa marmita está requentada."
Sem fazer críticas ao pré-candidato do PSDB, José Serra, Marina deixou claro que Dilma será seu maior alvo: "Não defendo o crescimento pelo crescimento, não acho que chegamos ao estado ótimo da vida no nosso país. São as diferenças [entre nós]". "Mas tenho relação de respeito com a ministra Dilma". Elas travaram duros embates quando Marina era ministra do Meio Ambiente.
Em nova referência à adversária, a senadora disse que o país precisa de estrategistas, não de gerentes. "Os avanços da política econômica foram possíveis porque o presidente Fernando Henrique não era gerentão. O presidente Lula também não é", disse, antes de citar Lula e FHC como exemplos de "mantenedores de utopias".
Depois, em palestra sobre clima, Marina criticou Dilma por sua atuação na conferência de Copenhague. Ela mostrou não ter engolido a ironia da ministra sobre sua proposta de doar US$ 1 bilhão a um fundo de combate ao aquecimento global. Para Dilma, "não faria nem cosquinha". "A chefia da delegação brasileira [Dilma] não teve a clarividência de entender o que estava em jogo", rebateu.
A senadora ainda criticou Lula pelas duas multas que recebeu do Tribunal Superior Eleitoral por propaganda antecipada: "É preocupante. O exemplo tem que vir de cima".

 

 



comentários | imprimir | enviar por email

  • Atualizado às 12h46m.
  •  
  • Publicado pelo Blog do Noblat.
  •  
  • Artigo
  •  
  •  
  • Carlos Tautz 
  •  
  • O jeito Marina de ser tucana.
  •  
  • Desde o fim oficial da ditadura, em 1985, o Brasil já se deparou com pelo menos dois candidatos (Collor e Lula) que se apresentam como novidades, mas no poder repetiram e aprofundaram as opções de seus antecessores.
  • A candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência da República segue a mesma rota. Com uma diferença, apenas. Ela não esperou ser empossada para repetir o mantra “esqueçam o que eu dizia” (cuja origem foi o “esqueçam o que eu escrevi”, de FHC).
  • A meses da eleição, diz para quem tiver vontade de ouvir: eleita, ela manterá as três principais opções que conformam a macroeconomia desde 1994.
  • São as opções que agudizaram algumas das maiores crises ambientais e sociais que vivemos e que radicalizam relações nada republicana entre o Estado e alguns dos agentes econômicos que se beneficiam amplamente dessa gestão enviesada da economia.
  • Na semana passada, durante o Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental realizado em Cuiabá (MT), Marina reafirmou suas opções e afirmou que “Vou manter as 'conquistas' dos últimos 16 anos”.
  • Por “conquistas” entenda-se as medidas que impedem o País de se desenvolver e que foram preconizadas pelo ex-Ministro da Fazenda tucano Pedro Malan, e radicalizadas pelo lulista Henrique Meirelles, atual presidente do BC.
  • As três promessas da senadora verde já formavam a coluna vertebral da economia no bi-mandato de FHC.
  • Em parte, foram aprofundadas no igualmente bi-mandato de Lula. “Soberania do Banco Central, metas de inflação e superávit primário”, prometeu a política acreana.
  • Nem é necessário ler o restante de suas propostas porque as três primeiras inviabilizam todas as demais e travariam o desenvolvimento do Brasil caso a senadora chegue ao poder.
  • O grave destas idéias não é o perigo de Marina pô-las em prática caso vire Presidenta (a senadora ainda tem poucas chances de vitória – pelo menos na eleição de 2010).
  • O grande problema reside no fato de que a seringueira que criou para si o mito de herdeira do legado de Chico Mendes, formou-se politicamente numa perspectiva moderna de esquerda (incorporando a preocupação com o meio ambiente) e que até certo ponto opôs-se a obras controversas quando era ministra do meio ambiente, aos poucos passou a defender os projetos contra os quais se opunha (transgênicos, usinas na amazônia, transposição).
  • E, agora, opta por um modo de administrar o Brasil que, ao retomar práticas tucanas e petistas, inviabiliza a proteção ambiental e o resgate da enorme e dramática dívida que o Brasil tem com seus próprios nacionais.
  • Essas medidas sempre foram receitadas pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Federal Reserve (o BC dos EUA) para formar um sistema de garantias aos especuladores.
  • As economias nacionais deixam assim de ser um meio de atender às necessidades da atual e das futuras gerações e passam a ter como fim exclusivo o pagamento de dívidas internas e externas. Mesmo aquelas que, pela Constituição, precisariam ser auditadas.
  • O BC independente dedica-se a garantir que a moeda seja acumulada e mantenha um valor que atenda aos credores.
  • O regime de metas de inflação vai pelo mesmo caminho, ao limitar a expansão do desenvolvimento econômico e social. E o superávit primário corta recursos da cultura, educação, saúde e proteção ambiental para pagamento das dívidas.
  • Antes de estrear esse jeito tucano de ser, Marina gerou a expectativa de que apresentaria uma agenda ecológica e inovadora que fosse uma alternativa à crescimentista Dilma e ao neoliberal Serra.
  • Mas, ao adotar o pior do que apresentam PT e PSDB, tudo que Marina conseguiu até agora foi repetir os padrões de comportamento e de visão do Brasil que os mais reacionários políticos brasileiros sempre tiveram. E com os quais se esperava que ela rompesse.
  •  
  • Carlos Tautz é jornalista
     
  •  
  •  
  •  
  •  



    comentários | imprimir | enviar por email

    Atualizado às 12h25m.

    Publicado pela Folha de S.Paulo:

    Em ascensão, ministra ultrapassa Marina Silva em buscas no Google.
      
    ALEC DUARTE
    EDITOR-ASSISTENTE DE BRASIL

    Num período de apenas 20 dias (a partir do momento do lançamento de sua candidatura no congresso do PT, no mês passado), a ministra da Casa Civil e candidata do partido à Presidência, Dilma Rousseff, ultrapassou Marina Silva (postulante ao cargo pelo PV) em volume de buscas no Google, ferramenta que faz 2 de cada 3 operações do gênero na internet.
    Marina mantinha, entre os quatro principais candidatos à Presidência, o topo nas pesquisas no site desde 2008, com alguns momentos de alternância com os adversários.
    Os dados estão disponíveis no Trends, produto do Google que exibe a proporção das buscas por determinado termo, período e região sem informar a quantidade das ocorrências para cada caso.
    O critério usado neste levantamento foi a combinação de nome e sobrenome de cada um dos candidatos mais bem posicionados na última pesquisa Datafolha, divulgada em 28 de fevereiro.
    Nela, a liderança era de José Serra (PSDB), com 32% das intenções de voto, seguido de Dilma, com 28%, Ciro Gomes (PSB), que registrou 12%, e Marina (8%).
    A proporção de buscas no Google no Brasil, porém, mexe bastante nessas posições: a candidata do PT aparece acima dos adversários e com uma curva ascendente.
    Serra, que subia gradualmente segundo os dados do Trends, oscilou para baixo, mas manteve o terceiro posto. Já Ciro Gomes, que chegou a ser o segundo em 2009, perdeu fôlego em fevereiro e caiu para o quarto lugar.
    O início da ascensão de Dilma coincide com o lançamento de sua candidatura, na segunda quinzena de fevereiro. Só ela e Marina seguem com o interesse em alta entre quem faz pesquisas no Google.
    Segundo o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, o volume de buscas está em consonância com o grau de conhecimento dos candidatos medido pelo instituto.
    De acordo com a pesquisa, Marina atingiu 56% de conhecimento (percentual de eleitores que conhecem a candidata) no total da amostra -76% entre os mais escolarizados e 73% entre os que têm renda familiar mais alta.
    "Como o público que faz buscas no Google é mais qualificado, assim como o eleitorado de Marina é, provavelmente e neste momento, o mais engajado, acredito que tenha também mais acesso à ferramenta", afirmou. Isso explica por que, mesmo em quarto na pesquisa, a senadora é destaque no buscador.
    As buscas no país por cada candidato seguem a lógica de suas bases eleitorais. No caso de Dilma, tanto no Estado onde nasceu (Minas Gerais) quanto naquele em que construiu carreira política (Rio Grande do Sul), ela lidera.
    Marina é um nome mais nacional: a candidata do PV aparece bem posicionada em praticamente todas as regiões do país (não por acaso detinha, até recentemente, a liderança geral). Serra só se destaca em São Paulo, onde supera a senadora por muito pouco -com Dilma à frente.
    O verbete dos candidatos na enciclopédia colaborativa Wikipedia é, via de regra, o primeiro resultado que surge numa pesquisa no buscador.
    Quem procura por Marina encontra ainda uma rede social criada por simpatizantes e sua página no Senado.
    Buscas por Serra e Dilma também apontam para sites aparentemente criados por simpatizantes, enquanto a procura por Ciro revela um portal, ainda "em desenvolvimento", com o objetivo de fornecer "informação qualitativa da política nacional".
    Brasil, Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Japão e Estados Unidos são os países com maior incidência de pesquisas envolvendo os nomes dos quatro principais candidatos à Presidência.

     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Atualizado às 11h15m

    Publicado pelo Estadão:

    Política econômica será mantida, reitera Marina
     
    Venilson Ferreira - O Estado de S.Paulo 

    Segundo candidata do PV, é preciso apostar nos investimentos, mas sem descuidar do controle da inflação

    Pré-candidatado PV à Presidência, a senadora Marina Silva (AC) reiterou ontem que,se eleita, preservará conquistas obtidas pelas políticas econômicas dosgovernos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, emrelação ao controle da inflação e à autonomia do Banco Central.

    No Congresso Brasileiro de Jornalismo Científico, ontem em Cuiabá,Marina elogiou o fato de nesta semana o Comitê de Política Monetária(Copom) não ter elevado a taxa de juros. "É preciso apostar nosinvestimentos", receitou. Ela destacou o superávit primário, quepermitiu ao Brasil "atravessar o momento difícil de crise financeirainternacional. Ela fez os comentários sobre política econômica aocomentar a suposta "tucanização" de sua candidatura, após adesão deeconomistas como Eduardo Gianetti da Fonseca, Paulo Sandroni e José Elida Veiga.

    Também afirmou que o PV não faz "policiamentos", lembrando que noRio o candidato do partido ao governo do Estado, deputado FernandoGabeira, terá apoio do PSDB, enquanto no Acre o PV deve apoiar oindicado pelo PT.

    Marina disse não entender o que significa "essa história deneoliberalismo verde que está sendo inventada". Segundo ela, o objetivoé elaborar um programa com coerência interna e externa, com base nosprincípios do que será o novo modelo da economia de baixo carbono.

    Constituinte. Em relação ao pré-sal, Marina vê risco de o processoeleitoral contaminar as discussões sobre a distribuição dos royalties.Ela defendeu o adiamento das decisões para 2011, deixando que o assuntoseja analisado "à luz da reforma tributária". E defendeu a convocaçãode uma Assembleia Nacional Constituinte, cujos deputados e senadoresteriam mandato de seis meses para elaborar as reformas tributária,trabalhista e política.

    Em relação à mais recente pesquisa CNI/Ibope, em que aparece quartolugar na corrida presidencial, com 6% das intenções de voto, Marinadisse que vê o resultado como positivo. "A candidatura do PV tem apenasseis meses e outras candidaturas, com cabos eleitorais muito fortes,levaram muito tempo de para sair do 1% para 5%", comparou. "A únicanovidade em seis meses é a pré-candidatura do PV. A exposição dosoutros partidos, que têm a máquina de governo, é muito mais forte.Temos um projeto nacional que sai da polarização plebiscitária PT ePSDB."
     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Atualizado às O5h19m dfe 16.O3

    Publicada na Folha de São Paulo:

    Neófito", sócio da Natura hesita em ser vice de Marina

    MALU DELGADO
    da Folha de S.Paulo

    Aos 60 anos, o empresário Guilherme Leal, fundador e co-presidente do Conselho de Administração da Natura, se define como um "neófito" na política. Nessa condição, se preocupa com a exposição --pessoal e empresarial-- a que estará submetido com a aproximação da pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva.

    À Folha, ele afirma que, por conta disso, ainda não decidiu se aceitará ser vice de Marina. "O tempo está passando, os netos vão chegando, e nossos papéis dentro das empresas vão se transformando", diz ele, ao explicar as razões para entrar na política. Leia a seguir trechos da entrevista.

    FOLHA - O que leva um empresário bem sucedido a entrar para a política num país com tantos problemas no sistema político eleitoral?
    GUILHERME LEAL - Nos últimos 20 anos tenho tido grande envolvimento com diversos movimentos da sociedade civil, além do envolvimento na Natura, ligada a movimentos de responsabilidade social e ambiental de empresas. Sempre entendemos que mercado, sociedade civil organizada e o Estado moderno e eficiente são um tripé. Até hoje, sempre tínhamos atuado na vertente de mercado. Há 20 anos eu atuo também na sociedade civil. Neste momento, passei a considerar essa hipótese de atuar também na política. Um banquinho com três pés não se sustenta se um não estiver funcionando a contento. Sem um Estado que introduza na sua visão de desenvolvimento esses elementos do socioambientalismo, dificilmente poderíamos obter resultados mais efetivos. Daí foi a ponte para uma atuação na política e daí o encontro com a Marina Silva.

    FOLHA - A filiação foi negociada e intermediada por Marina Silva?
    LEAL - Marina é uma pessoa muito inspirada e inspiradora. Ela teve o dom e a capacidade de me convencer que a filiação era um gesto político importante. E eu cedi. Infelizmente no Brasil as pessoas de bem têm se afastado da política. Precisamos quebrar essa tendência. De alguma forma, precisamos fazer com que as pessoas que querem o bem deste país, que têm um compromisso ético, com a questão pública, voltem a se envolver com as questões de Estado.

    FOLHA - Houve retrocesso no tratamento da questão ambiental com a saída da Marina Silva do governo?
    GUILHERME LEAL - Eu acho que precede a saída da ministra Marina. O ambiente estava sendo colocado como vilão do desenvolvimento, ao contrário do que imaginamos. Isso fez com que diversas pressões sobre a legislação existissem, para que houvesse retrocessos da legislação ambiental vigente, e embates no ministério.

    FOLHA - A entrada de Marina na disputa obrigou José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) a introduzir a questão ambiental na agenda?
    LEAL - Eu acredito que sem dúvida nenhuma a entrada de Marina teve um efeito. A nossa própria participação em Copenhague, por exemplo, foi qualificada. Agora, até que ponto isso é retórica e até que ponto é uma mudança efetiva só o tempo vai dizer. Eu não vejo, para ser honesto, essa visão de futuro quando se analisa com mais profundidade os programas até agora divulgados. A gente vê ainda de uma maneira marginal a questão ambiental.

    FOLHA - O programa de Marina Silva será ambicioso a ponto de responder esses desafios?
    LEAL - O programa da Marina proporá, sim, eixos estruturantes para pensar de maneira diversa qual infraestrutura queremos e como de fato fazer da educação uma prioridade que até hoje nunca teve.

    FOLHA - Esse discurso "a educação será prioridade" é comum e fácil, adotado por vários políticos. O sr. poderia detalhar isso?
    LEAL - Significa aumentar investimentos em educação. Precisamos de meta de universalização da pré-escola. São propostas genéricas, mas precisamos de um ensino fundamental de qualidade. Todo mundo fala isso, mas ninguém fez isso efetivamente. Dá para dizer que o governo Lula fez isso efetivamente? Dá para dizer que o governo Fernando Henrique fez isso efetivamente?

    FOLHA - Na economia, o PV prega um "neoliberalismo sustentável"?
    LEAL - Não sei o que é neoliberalismo sustentável (risos). Eu não sei e não gosto de rótulos. Então não vou explicar o que eu não sei o que é. Os governos de Fernando Henrique e Lula foram anos muito positivos. Então falar de descontinuidade dessas principais políticas, seja no campo macroenômico ou social, seria desrespeito ao povo brasileiro. Agora, isso não implica em não falar de mudanças. Estamos falando de mudanças estratégicas, não gerenciais. Nenhum governante minimamente responsável pode entrar e querer mudar a política macroeconômica em curso ou programas sociais que claramente estão funcionando e precisam evoluir.

    FOLHA - Como o sr. recebe essas críticas internas, do PV? O ministro Juca Ferreira [Cultura] disse que o partido sofre de escoliose à direita.
    LEAL - Na condição de neófito eu me permito receber com muita tranquilidade essas divergências partidárias. Aliás, o ministro acabou de pedir licença por um ano do partido para exercer sua opção [apoio a Dilma Rousseff] com maior liberdade. O PV, como a maioria dos partidos, nunca foi homogêneo nas suas posições, e continua não sendo. É um partido que está em processo de revisão de si mesmo, do seu programa, de suas estruturas, de seus processos. Na verdade, os partidos precisam ser repensados. A gente sabe que a reforma política está sempre para acontecer, mas algo impede que isso ocorra. Então não vamos querer cobrar de um partido ou outro uma coerência total que não vemos no conjunto.

    FOLHA - A Natura fez uma doação a Marina em 2002. Fará de novo?
    LEAL - Minha decisão é pessoal e não tem absolutamente nada a ver com Natura. Sou grato aos meus sócios, que aliás são inúmeros, por respeitarem a minha decisão e apoiarem. Mas são coisas absolutamente distintas. A posição de Natura é clara e explícita: ela não financia. Ela financiou esse caso que você mencionou, uma quantia irrisória, e na época não tinha essa política estabelecida.

    FOLHA - O sr. é a favor do financiamento público de campanha?
    LEAL - Sou, apesar de achar que não é a panaceia universal. Não coibirá eventualmente o chamado caixa dois. Não sei exatamente como reduzir a influência do capital. Não acho que o financiamento de A ou B para X ou Y necessariamente significa corrupção. O importante é saber se os atos de governo atendem ao bem público ou não, ou são recompensas por aquele financiamento. essa é a questão central.

    FOLHA - Como viabilizar financeiramente a campanha de Marina Silva?
    LEAL - Existe a preocupação. Sabemos que será uma campanha modesta quando comparada aos pré-candidatos colocados há mais tempo. Acreditamos na força das ideias, na mobilização de Marina. Sabemos que teremos pouco tempo de TV e isso será uma dificuldade. A proposta de Marina é importante para a construção de alternativas de novos pensamentos não maniqueístas, que quebram essa polarização que há tanto tempo domina a política brasileira e que tem impedido que os melhores quadros possam governar esse país e acordos mínimos de governabilidade.

    FOLHA - Essa polarização à qual o sr. se refere é do PT versus PSDB?
    LEAL - É sim. Acho que se por um lado PT e PSDB foram forças estruturantes da política brasileira nos últimos 20 anos, essa polarização e a falta de um diálogo em torno de plataformas mínimas de governabilidade representaram um atraso para a política brasileira e acabaram provocando alianças menos nobres e processos que estamos aí vendo, nos diversos campos. Tem a ver com a construção de maiorias se utilizando de métodos pouco republicanos.

    FOLHA - Que métodos?
    LEAL - Temos o mensalão de Brasília, o mensalão de Minas, o do Congresso Nacional. Temos vários mensalões sendo apurados, de todos os lados. E isso não engrandece a política brasileira.

    FOLHA - Como o sr. avalia o governo Lula, nos dois mandatos?
    LEAL - O simples fato de ele assumir o poder foi um grande avanço para a democracia. O fato de, ao assumir, preservar o que havia sido feito foi um sinal de maturidade muito importante. A capacidade do presidente Lula de se comunicar com a população brasileira foi um fator absolutamente relevante para construir um consenso mais amplo, diálogo mais amplo com diversos setores da sociedade brasileira. Sem dúvida, a ampliação de políticas sociais do governo Lula foi muito significativa e gerou uma ativação da economia maior que a imaginada. A redução da curva de pobreza foi muito importante. Do ponto de vista da ética na política eu me preocupo porque houve como se fosse uma aceitação de que certas práticas, como falávamos há pouco de financiamento, são aceitáveis e inevitáveis na política. Isso eu não acredito que possa ser uma base para um futuro saudável de uma nação. Me preocupa também essa questão de um Estado que se amplia. Me preocupa a falta de transparência em algumas decisões do Estado. Como política externa, essa lógica multipolar é meio estranha, esses flertes do presidente Lula com lideranças pouco democráticas. Valores fundamentais deveriam estar um pouco mais presentes. Pragmatismo em excesso às vezes se torna perigoso.

    FOLHA - O sr. separou as pessoas física e jurídica. Guilherme Leal será vice de Marina?
    LEAL - O Guilherme Leal está em processo de decisão. Tem o partido para decidir, tem o Guilherme para decidir. É uma decisão difícil. Eu acho que há circunstâncias pessoais e políticas que fazem com que o momento certo ainda não tenha chegado. Está em fase final de amadurecimento. Tenho dúvidas pessoais e políticas.

    FOLHA - O sr. é citado na Forbes como uma das grandes fortunas do mundo. Isso o constrange?
    LEAL - Sem dúvida. A gente teve sempre uma posição muito de baixo perfil. Pessoalmente nunca me expus mais que o indispensável ao exercício das atividades profissionais. Esse grau de exposição, eu tenho que ser sincero, me incomoda um pouco, apesar de não ter nada a esconder. Estou considerando com muito carinho.

    FOLHA - Quem são os políticos que o sr. admira hoje?
    LEAL - O Al Gore tem tido um papel muito importante como consciência mundial. Está faltando liderança, né? O Obama, apesar do ano difícil que está enfrentando, espero que venha a demonstrar boa liderança. A Europa infelizmente não está apresentando muitas lideranças dignas de maiores destaques.

    FOLHA - Em entrevista à Folha, Al Gore afirma que a crise do clima pode ser solucionada com folga. O sr. concorda com isso?
    LEAL - Concordo com ele que soluções existem, é uma questão de ter vontade política de persegui-las. Aí é que a grande diferença de ver o ambiente como um problema ou como uma enorme oportunidade. E eu entendo como grande oportunidade.

    FOLHA - E no Brasil?
    LEAL - No Brasil Marina Silva!



    comentários | imprimir | enviar por email

    Atualizada às 12h44m

    Publicada pea Foha de São Paulo:

    Oposição de PV a Dilma é "equívoco", diz Juca  
     
    Para ministro da Cultura, candidatura de Marina contra petista vai gerar isolamento e será um retrocesso para o partido

    Legenda pediu saída de Juca do governo por considerá-lo engajado na campanha de Dilma; "fala do ministro é ridícula", diz Alfredo Sirkis

    JOHANNA NUBLAT
    DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

    Em um momento de embate com seu partido, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, afirmou ontem que a candidatura de Marina Silva (PV) à Presidência como oposição à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, é um "equívoco histórico" e vai funcionar como uma forma de isolamento.
    "Seria positivo que a candidatura do PV fizesse criticas às insuficiências do atual governo na área da sustentabilidade, mas se constituir como candidatura de oposição, eu acho um equivoco histórico, vai gerar um isolamento, perda de densidade. Vai ser um retrocesso", disse, no intervalo da 2ª Conferência Nacional de Cultura.
    As divergências do ministro com o PV foram potencializadas na semana passada, após Ferreira ter solicitado uma licença de um ano. A saída foi anunciada após a cúpula do partido ter pedido que ele deixasse o cargo até o final do mês por considerá-lo engajado na candidatura de Dilma.
    O ministro criticou ainda a postura do partido nos últimos anos. "O partido perdeu seus referenciais políticos, está com escoliose para a direita", disse.
    O PV também foi criticado por simpatizantes pela recente aproximação da candidata com o economista Eduardo Giannetti da Fonseca, interpretada como uma guinada neoliberal.
    Diante do pedido de licença de Juca, integrantes do PV irão discutir a possibilidade de expulsá-lo. "É rugido de leão desdentado. Não há possibilidade. Eu suspendi a minha filiação, isso é um direito constitucional", disse o ministro.
    Segundo Juca, seu partido não está sendo democrático. "Eles já definiram candidatura nos Estados sem ter convenções, a Constituição Federal não permite isso."
    Coordenador da campanha de Marina, o vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ) lembrou as alianças de Dilma com PP e PMDB para chamar de ridículas as declarações de Juca.
    "É de uma cara de pau. Quem está aliada à direita, ao banco, ao agrobusiness é a Dilma. Marina está correndo sozinha, com a cara e a coragem", reagiu Sirkis.
     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Atualizado às O6h49m de 14.O3

    Publicada pela Folha de São Paulo

    O grupo de economistas e empresários que gravita em torno de Marina Silva, pré-candidata à Presidência pelo PV, considera o Estado brasileiro pesado e ineficiente e planeja cortar gastos.

    Rejeita, contudo, o rótulo de "neoliberal", que a senadora atribui à "satanização do debate". De formação de esquerda, Marina constrói um discurso econômico próximo a um "liberalismo sustentável".

    A equipe descarta também a simbiose entre crescimento econômico e desenvolvimento que está na matriz do pensamento social-democrata -petista ou tucano. Para eles, crescer por crescer, sem "descarbonizar", é a receita do desastre.

    "A necessidade de descarbonização das economias do planeta é inadiável, e obviamente o Brasil tem todas as condições de dar uma contribuição tanto na redução das emissões quanto no estabelecimento de um novo paradigma", diz a pré-candidata verde. "Acelerar não significa melhorar."

    Não há ainda um grupo formal encarregado de formular um plano de governo. O alistamento de Eduardo Giannetti da Fonseca entre os apoiadores da pré-candidata do PV para a Presidência, contudo, lançou no ar a suspeita de "tucanização" da campanha.

    Assinante do jornal leia mais em: Marina constrói "liberalismo sustentável"

    Publixcada pela Folha de São Paulo:

    Para Giannetti, discurso econômico deve focar capital humano

    Economista, cuja entrada na pré-campanha de Marina Silva foi criticada por aliados, rejeita rótulo de neoliberal e diz que se identifica mais com os clássicos

    O  economista Eduardo Giannetti da Fonseca, 53, foi o pivô de uma pequena crise na pré-candidatura de Marina Silva (PV-AC) à Presidência. Sua aproximação com a senadora, revelada pela Folha, chegou a ser interpretada como uma guinada neoliberal da campanha em preparação e rejeitada por vários simpatizantes.
    O ex-trotskista, autor de "Vícios Privados, Benefícios Públicos?", entre vários livros, abriu uma exceção para declarar seu voto em Marina Silva, atraído pela promessa de um modo novo de fazer política no Brasil. Quem o levou até ela foi o empresário Guilherme Leal, provável candidato a vice na chapa, um dos donos da Natura e criador do Instituto Arapyaú, que tem Giannetti em seu conselho.

     (MARCELO LEITE)

    FOLHA - Qual é seu papel, no momento, na pré-candidatura de Marina Silva e qual deverá ser no futuro? Vai se envolver diretamente em formulação de programa de governo?
    EDUARDO GIANNETTI DA FONSECA - Esse processo está começando, tenho tido conversas frequentes com a senadora. Minha presença é complementar. Não tenho perfil executivo e nunca me envolvi em processo eleitoral. Nem sequer declarei meu voto, até hoje. Sou um virgem. Me animei com essa perspectiva porque Marina passa uma postura diferente no modo de fazer política. O Brasil não precisa ser uma cópia imperfeita do padrão americano. Eu me pergunto: se tudo der certo no Brasil, nós viramos um Estado empobrecido do sul dos Estados Unidos? É esse o nosso sonho civilizatório?

    FOLHA - Sua contribuição deve ser mais em política macroeconômica?
    GIANNETTI - Sim, mas não só. Na construção de um projeto de país que não submete tudo às decisões econômicas. Aumentar o PIB de qualquer maneira não seria a ambição desesperada de todas as nações.

    FOLHA - Em setores próximos de Marina, sua presença na pré-campanha foi rotulada como neoliberal e não muito bem vista.
    GIANNETTI - Não sei em que essa rotulagem contribui para o debate. Como pessoa que passou boa parte da vida estudando escolas de pensamento, sei da dificuldade de carimbar posições. Exemplo: uma ideia tão cara ao PT quanto renda cidadã é de um economista tachado de neoliberal, Milton Friedman. As pessoas usam esses rótulos achando que estão dizendo alguma coisa, quando nem sabem o que estão dizendo.

    FOLHA - Elas querem dizer tucano.
    GIANNETTI - Tucano seria social-democrata. Se quiserem discutir bandeiras ideológicas, vamos lá. Tem neoliberalismo austríaco, de Chicago, de Virgínia, tem o liberalismo clássico. Eu me identifico muito mais com os liberais clássicos, Adam Smith, John Stuart Mill, Alfred Marshall -que, aliás, foi quem trouxe o capital humano para a reflexão em economia.




    comentários | imprimir | enviar por email

    11.O3.2O1O

    Publicada por Lauro Jardim, Radar On Line, Veja On Line:

    Eleições 2010

    Sinal verde para o vice de Marina

    Marina Silva venceu: José Luiz Penna, presidente do PV, já aceita Guilherme Leal, dono da Natura, como vice na chapa de Marina. Não era o seu candidato, mas Penna percebeu que não dá para remar contra a maré.

    Por Lauro Jardim

    Comentario nosso:

    Quem é Leal


    Foto Google.

    Forbes avalia fortuna de Guilherme Leal, vice de Marina, em US$ 1,2 bilhão
     
    "Os bilhões de dólares que as mulheres gastam anualmente com cosméticos no mundo todo produziram dois novos bilionários: Luiz Seabra e Guilherme Leal." Assim a revista americana "Forbes" apresentou, em março deste ano, Guilherme Peirão Leal, 59, co-fundador da Natura junto com o amigo e sócio Seabra. De acordo com a publicação, Leal, hoje a figura mais cotada para ser vice de Marina Silva pelo Partido Verde (PV) nas próximas eleições, é dono de uma fortuna de US$ 1,2 bilhão - que o classificou na posição de número 601 dentre os únicos 793 bilionários vivos hoje no planeta.

    "Era uma empresa de fundo de quintal. Uma empresa improvável. Não tinha nada. Não tinha máquina, não tinha dinheiro. O capital inicial era equivalente ao preço de um Fusca. Usado!", disse Leal ao Valor, há quatro anos, ao relembrar o crescimento da fabricante de cosméticos, hoje com receita líquida anual de R$ 3,618 bilhões.

    Após ter-se afastado de funções executivas na empresa em 2004, assim como também fizeram Seabra e o terceiro sócio da Natura, Pedro Luiz Barreiros Passos (o único dos três que não entrou na lista de bilionários), Leal tornou-se co-presidente do conselho de administração da Natura e também assumiu a presidência do conselho deliberativo do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). É fundador e membro do conselho deliberativo do Instituto Ethos (Empresas e Responsabilidade Social) e integrante do conselho consultivo do World Wildlife Fund (Fundo Mundial para Vida Selvagem).

    Paulista, formado em administração de empresas e dono de cerca de 25% das ações da Natura, Leal trabalhou em instituições financeiras e na antiga Fepasa, companhia estatal de transportes ferroviários, antes de se tornar sócio do pequeno laboratório (nos fundos) e loja (na frente) abertos por Seabra em 1969 na ainda não tão glamurosa rua Oscar Freire, em São Paulo. Ao se associar ao amigo em 1979, abriu a distribuidora de cosméticos Meridiana, para facilitar a entrega dos produtos às revendedoras. Em 1981, criou a L´Arc em Ciel, que fabricava os itens de maquiagem e perfumaria vendidos - em catálogos separados - pelas mesmas consultoras da Natura, até então apenas uma marca de cremes de tratamento para pele. Foi de Leal a ideia de fundir as três empresas em uma, batizada de Natura em 1989.



    comentários | imprimir | enviar por email

    Atualizada às 18h55m

    Na retaguarda

    José Sarney Filho resolveu sair da linha de frente da campanha de Marina Silva à presidência.

    Publicada por Lauro Jardim, Radar On Line,Veja On Line:: 

    Atrasado, mas simpático 

    José Serra não falhou ontem: recebeu o novo diretor executivo do Greenpeace, o sul africano Kumi Naidoo, 55 minutos depois da hora marcada.

    ...

    Agenda verde 

    Kumi Naidoo está agora em Brasília, onde conversará com os outros dois candidatos, Dilma Rousseff e Marina Silva.

     

     



    comentários | imprimir | enviar por email

    A foto

    A candidata do PV à presidência, Marina Silva, ao lado do presidente do partido no Rio, Alfredo Sirkys, e da vereadora Aspásia Camargo, visitando o Forte de Copacabana neste domingo. Foto JB On Line



    comentários | imprimir | enviar por email

    A foto

    Marina Siva e e  o deputado Fernando Gabeira conversam ontem no Rio: aliança eleitoral à vista? Foto JB On Line.

    Marina critica uso de máquina pública pelo PT e obra do PAC

    Rodrigo Teixeira, Portal Terra

    RIO DE JANEIRO - Pré-candidata à presidência da República pelo Partido Verde (PV), a senadora Marina Silva (AC) criticou neste sábado, durante encontro de sua sigla no Rio de Janeiro, o emprego da máquina pública por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para promover a sua candidata a sucessão, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Marina ainda disse discordar da recuperação BR 119, rodovia que liga Porto Velho a Manaus. Orçada em R$ 700 milhões, a obra é uma das principais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na região Norte.

    Ao ser questionada sobre a visita do presidente Lula e da ministra Dilma ao Rio de Janeiro na próxima segunda-feira para vistoriar obras, a senadora afirmou que "existe um certo extrapolar" na pré-campanha da candidata do governo. "Durante a pré-campanha, é preciso ter um cuidado muito grande. O desafio é como fazer um processo (eleitoral) com oportunidades iguais. Em relação a este caso (visita ao Rio), acho que há um certo extrapolar. Com certeza, quem está com a máquina encontra facilidades", afirmou.

    Sobre a polêmica recuperação da BR 119, causadora de uma crise interna no governo no final do ano passado, depois de o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, dizer que não condenará licença ambiental à obra, Marina Silva disse que o investimento não é estratégico. "Essa obra não se justifica, nem economicamente. A obra corta 400 km de floresta e não tem uma justa justificativa. Não é nem um pouco estratégica. Há uma ausência de visão estratégica", disse.

    A ex-integrante do PT conversou com jornalistas depois de se encontrar com dirigentes e pré-candidatos do PV nas eleições deste ano, no hotel São Francisco, no centro da capital fluminense. Ao chegar ao local, Marina foi recebida em clima de campanha. Em pé, dirigentes gritavam "Brasil Urgente, Marina presidente" e "Brasil no clima junto com Marina".



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada pela Folha de Sáo Paulo:

    Marina sobe tom contra corrupção

    PV avalia que campanha precisa de visibilidade para aproveitar momento em que o PSDB patina

    Aumentar o tom das propostas de combate à corrupção e manter referências religiosas em seus pronunciamentos são decisões tomadas pela candidata do PV à Presidência, senadora Marina Silva (AC), na tentativa de tornar mais visível a sua campanha.

    Na avaliação do PV, a campanha de Marina peca pela falta de visibilidade no momento em que um importante partido adversário, o PSDB, patina na indefinição da chapa com que concorrerá à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Marina deu início ontem, por São Gonçalo (30 km do Rio), a algo que os auxiliares chamam de "pré-campanha". A ideia é percorrer o país tentando aumentar a exposição nacional.

    Ao receber na Câmara Municipal a medalha Joaquim Lavoura, Marina agradeceu citando um trecho bíblico e fez discurso contra corrupção. Às 80 pessoas presentes, disse que o Brasil gasta 3% de todo o seu dinheiro em educação e outros 3% em corrupção -e defendeu que toda essa verba seja revertida à educação.

    Questionada pela Folha sobre como implementar a proposta caso eleita, disse ver dois modos: o fortalecimento de órgãos fiscalizadores e tribunais de contas, e a transparência.



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada pela Folha de São Paulo:

    Marina mira mulheres, cristãos e classes C e D 
     
    PV traça estratégia para dar visibilidade à senadora em segmentos populares do eleitorado, lembrando infância pobre e católica

    Após gravar participações em programas populares na TV, pré-candidata viajará para Nordeste, onde visitará a Feira de Caruaru, em PE

    MALU DELGADO
    DA REPORTAGEM LOCAL

    As classes populares (C e D) e sobretudo o eleitorado feminino cristão são hoje alvos prioritários do PV na pré-campanha da senadora Marina Silva (AC) à Presidência da República.
    Coordenadores da pré-campanha constataram que devido ao altíssimo grau de desconhecimento do eleitorado sobre a candidatura é necessário aumentar o grau de exposição de Marina neste segmento, no qual historicamente a penetração do PV é baixa.
    Conforme dados da última pesquisa Datafolha, de fevereiro, 44% dos entrevistados não conhecem Marina. Entre os 56% que sabem quem ela é, 30% a conhecem "só de ouvir falar" e 19% "só conhecem um pouco". O melhor desempenho de Marina é entre o eleitorado com curso superior (13% das intenções de voto) e o que recebe de cinco a dez salários mínimos (11%). Os piores índices são justamente entre os eleitores com ensino fundamental (7%) e rendimentos de até dois salários mínimos (8%).
    A estratégia do PV explica a participação de Marina na semana passada nos programas de Ratinho e de Netinho, do SBT, e ontem à noite no programa católico de Gabriel Chalita, na TV Canção Nova. Nestes programas, ela tem falado sobre a biografia, as dificuldades da infância e adolescência, os elos com a religião católica -seu sonho era ser freira -, e sobre como enfrentou preconceitos de gênero na família.
    "Que diferente", reagiu Netinho, no programa Show da Gente gravado na semana passada, ao saber da ambição juvenil de Marina, hoje evangélica.
    A pré-candidata viajará no final do mês a Pernambuco e Rio Grande do Norte, onde participará de eventos populares, como a Feira de Caruaru. Visitará ainda Nova Jerusalém e Garanhuns, terra natal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
    "Marina tem bom acesso a mulheres pobres, um segmento no qual o PV nunca sonhou chegar nem perto, se identificam com ela por sua história, sua vida cristã", disse o vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ), coordenador-geral da pré-campanha. Segundo ele, a candidatura de Marina apresenta potencial de crescimento, especialmente neste segmento. "É um eleitorado extremamente fiel, uma vez conquistado. Não está sujeito às oscilações da classe média, que tem voto estratégico e volátil", explicou.
    Para o ex-deputado Luciano Zica (PV-SP), responsável pela definição da agenda da pré-candidata, "Marina tem tudo a ver com as classes C, D e E". "É a origem dela", disse. O objetivo central ao definir a agenda, afirmou Zica, é a necessidade "de expor Marina ao maior volume de pessoas, de todas as classes".
    "Minha avó sempre dizia: bicho de perna curta corre na frente", contou Marina, semana passada, ao sair do estúdio do SBT. Ela disse não ter a mesma exposição midiática que os rivais Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Ao fim do programa, Netinho disse o que o PV almeja: "Você é uma grande inspiração para mim e para quem veio de baixo".
     
    Topo



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada pelo Estadão:

    Marina grava hoje programa com Chalita  
     
    A senadora e pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, grava hoje entrevista com Gabriel Chalita (PSB), vereador de São Paulo, para a TV Canção Nova. É o terceiro compromisso seguido da senadora em programas de televisão - aposta dos verdes para que seja reconhecida como candidata pela população. Marina já participou dos programas de Ratinho e Netinho de Paula, no SBT.
     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada pelo Blog de Josias d Souza, Folha Online:

    O discurso de Marina Silva é um ‘convite’ à reflexão


    Charge O Povo, Fortaleza

    Candidata à presidência a bordo do minúsculo PV, Marina Silva injetou no debate sucessório o tema mais relevante já abordado até agora: a governabilidade. 

    Marina diz que, se fosse eleita, promoveria um “realinhamento histórico”. Governaria "com os melhores do PSDB e os melhores do PT". 

    Para ela, "enquanto o PT e o PSDB não conversarem, vai ficar muito difícil assegurar uma governabilidade”. 

    Corta para o ano de 1978. Fervilhava uma atmosfera de abertura política, conduzida pelo genral Ernesto Geisel.  

    Na região do ABC paulista, a cena sindical era sacudida por líder irrequieto: Lula. Era um Lula diferente do atual, sem engajamento partidário.  

    O Lula de então espantava os líderes políticos tradicionais com seus desafios às estruturas ideológicas convencionais.  

    Naquele mesmo ano, um professor universitário de verniz esquerdista foi convencido a disputar uma cadeira no Senado: Fernando Henrique Cardoso. 

    Deu-se numa reunião na casa do amigo José Gregori. Presentes, Francisco Weffort, Plínio de Arruda Sampaio e Almino Afonso, ex-ministro de João Goulart. 

    Após duas horas, FHC topou ir às urnas. Precisou da ajuda do amigo Flávio Bierrenbach para descobrir onde funcionava o MDB, partido ao qual se filiaria.

    FHC obteve 1,27 milhão de votos. Não foi eleito. Mas tornou-se uma novidade da política. Na campanha, fora cortejado por artistas e intelectuais.

    Melhor: o professor construíra uma ponte entre a academia e o universo sindical comandado por Lula.  

    A despeito da ojeriza que nutria por políticos, Lula atuara como cabo-eleitoral de FHC na porta das fábricas.  

    Um dos coordenadores de boca-de-urna de FHC era um estudante de pós-graduação de economia: Aloizio Mercadante. 

    Corta para 1992. Sob Fernando Collor, o Brasil se preparava para um plebiscito. O eleitor decidiria entre o presidencialismo e o parlamentarismo. 

    Lula foi ao apartamento de FHC, no bairro paulistano de Higienópolis. Presente, além do anfitrião, Tasso Jereissati, então presidente do PSDB. 

    A trinca pôs-se a discutir os rumos plebiscito que poderia converter o Brasil numa nação parlamentarista já em abril do ano seguinte. 

    Decidiu-se que Lula e Tasso correriam o país em defesa da causa parlamentarista. Iriam às universidades e aos sindicatos. Visitariam os donos de jornais. 

    Fizeram segredo da segunda parte do plano: as viagens serviriam para preparar o terreno da sucessão presidencial seguinte.  

    O PSDB apoiaria a candidatura de Lula. Indicaria o vice. Juntos, PT e PSDB negociariam o nome do primeiro-ministro. Lula e FHC pareciam, então, fadados a fazer política juntos.  

    Na memória de Lula, estava fresca a imagem do tucanato no seu palanque, no segundo turno da sucessão de 1989, que perdera para Collor. 

    Na cabeça de FHC, permaneciam intactos os ideais do professor de 1978, que animara o líder sindical a fazer campanha para ele nas fábricas. 

    Retorne-se a Marina Silva e à cena de 2010: “Devíamos ser capazes de estabelecer uma governabilidade básica, onde o PT e o PSDB digam: 'Naquilo que é essencial para o Brasil, nós não vamos colocar em risco a governabilidade'. O Brasil é maior que essas picuinhas". 

    Difícil ignorar a verdade escondida atrás das considerações da candidata do PV. Escravos das picuinhas, tucanos e petistas tornaram-se inimigos irreconciliáveis. 

    Somando-se os dois mandatos de FHC ao par de gestões de Lula, PSDB e PT governam o país há 16 anos.  

    Naquilo que realmente importa, a gestão da economia, Lula manteve o que FHC iniciara. Preservou-se a estabilidade que permitiu ao Brasil dar um salto. 

    Porém, a pretexto de assegurar a “governabilidade”, ambos ligaram-se ao que há de mais arcaico na política. Produziram escândalos em série.  

    Hoje, PSDB e PT dedicam-se a esfregar na cara um do outro as perversões que nutriram durante anos. Lula covida ao plebiscito: “Nós contra eles”. 

    Em artigo, FHC aceita o desafio. Mas parece mais empenhado em desqualificar a candidata oficial: “Boneca de ventríloquo”, “autoritária”, etc. 

    A julgar pelas pesquisas, o Brasil será presidido, a partir de 2011, por um tucano, José Serra. Ou por uma petista, Dilma Rousseff. 

    O “realinhamento histórico” de que fala Marina Silva tornou-se coisa utópica, irrealizável. Arma-se a continução da gincana de lama. Cedo ou tarde virá um novo mensalão.

     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada por O Globo:

    Marina: 'Não me coloco como vítima da Dilma'
     
    Simone Candida
     

    Senadora do PV volta a criticar falta de diálogo entre petistas e tucanos

    A senadora Marina Silva, pré-candidata à Presidência pelo PV, disse ontem, em entrevista à Rádio CBN, que não se sente vítima nem inimiga da ministra Dilma Rousseff, précandidata do PT ao Planalto, e que não pretende travar com a adversária um embate, mas um debate de ideias: — Não sou inimiga da Dilma, do Serra, do Ciro. Aliás, eu convivi durante cinco anos, cinco meses e 14 dias com a ministra Dilma e em algumas coisas divergíamos claramente. Eu não me coloco no lugar de vítima da ministra Dilma, ela tinha as posições dela, eu tinha as minhas, e quem decidia era o presidente Lula. Quando eu vi que as coisas não estavam propícias à minha opinião, pedi para sair do governo e acho que saí de cabeça erguida — disse a senadora Durante a entrevista, Marina voltou a dizer que governaria com “os melhores” do PT e do PSDB, mas fez críticas à falta de diálogo entre os dois partidos. Para Marina, não se pode seguir a lógica de “distribuição dos ministérios” entre os partidos aliados na hora de governar.

    Marina descartou algum tipo de aliança com a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL).

    — Eu e Heloísa fizemos esforço para estarmos juntas, somos amigas, temos uma relação de respeito, mas sabíamos que seria difícil e, infelizmente, não prosperou uma aliança formal, mas isso não significa que não vamos estar juntas — disse.
     

    v



    comentários | imprimir | enviar por email

    Marina Silva critica Venezuela e diz que Cuba precisa de democracia

    Em entrevista à CBN, senadora condenou subtração de liberdade.

    Ela disse que Cuba precisa se abrir à democracia: 'revolução não é o fim'.

    Do G1, com informações da Rádio CBN

    A senadora Marina Silva, pré-candidata do PV à Presidência, criticou a Venezuela, em entrevista à Rádio CBN, na manhã desta sexta-feira (25).

    Ela disse que não é possível compactuar com a subtração da liberdade. Segundo a senadora, não se pode ficar refém da combinação de democracia representativa com a democracia direta que tem ênfase no regime plesbiscitário. Para ela, isso coloca em risco a alternância de poder.

    A senadora também avaliou que Cuba precisa se abrir para a democracia. "A revolução não é o fim da história", disse, lembrando que a ação foi necessária para mudar as condições de vida no país.

    Campanha presidencial

    Marina admite que deve ser a candidata do PV na corrida presidencial e descartou a possibilidade de compor chapa com a amiga Heloísa Helena (PSOL).

    Ela afirmou que, se eleita, não deve governar "apenas com os seus". A senadora admite que tentaria governar com os melhores do PT e do PSDB, como havia declarado ao jornal Folha de S. Paulo, mas descartou uma possível divisão de ministérios entre partidos.

    "No meu entendimento, o PSDB e o PT, por não buscarem pontos de contato, ficaram reféns das maiorias. Não conversando, o Fernando Henrique ficou refém do Democrata e o Lula do PMDB", disse.

     

     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada por O Globo.
     
    Marina já monta equipe de campanha
     
    Germano Oliveira e Soraya Aggege 

    PV diz que Gianetti trabalhará como voluntário para formular programa

    SÃO PAULO. O Partido Verde confirmou ontem que o economista Eduardo Gianetti da Fonseca aceitou convite da senadora Marina Silva, pré-candidata da legenda à Presidência, para integrar a equipe que formulará o seu programa de governo. Gianetti, segundo o PV, aderiu voluntariamente à campanha e não será remunerado pelo trabalho de organização das propostas que os verdes defenderão nas eleições deste ano.

    A equipe de Marina também está sendo reforçada na área de comunicação, como informou a “Folha de S.Paulo” ontem, com o jornalista Caio Tulio Costa e João Ramires, especialista em mídias sociais. A ideia é reforçar a atuação dos verdes na internet, a exemplo do que fez Barack Obama na eleição presidencial nos Estados Unidos.

    Além de Gianetti, outros economistas aderiram ao núcleo de formuladores das políticas a serem defendidas pelo PV, entre eles José Ely da Veiga, da USP; João Paulo Capobianco, que foi secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente quando Marina comandava a pasta; e Beto Ricardo, diretor do Instituto Socioambiental. Também o sociólogo Orjan Olsen, que já foi diretor do Ibope, vai ajudar Marina no setor de pesquisas.

    PV diz que está usando reserva do fundo partidário O jornalista Caio Tulio Costa se juntará à equipe de jornalistas da MVL, de Mauro Lopes, contratada pelo PV para coordenar a assessoria de imprensa do partido e que tem o jornalista Nilson de Oliveira à frente. Ramires é um dos criadores da Migux, um game social acessado por crianças e adolescentes.

    — A Marina vai explorar todas as mídias sociais na Internet, como Twitter, Facebook e Orkut, para disseminar suas ideias e projetos, como fez Obama. Lideranças do PV, como o Fernando Gabeira, já usam muito a internet — disse um dirigente do PV.

    Um dos coordenadores da campanha de Marina, Marco Antonio Mroz, afirmou que o PV iniciou a pré-campanha com a reserva financeira do fundo partidário.

    Com a verba, contratou a MVL e uma pesquisa qualitativa.

    Os outros profissionais que estão aderindo têm feito uma espécie de contrato de risco, com a possibilidade de recebimento no curso da campanha oficial.

    Ele não quis falar sobre custos estimados, mas ironizou: — Creio que vamos gastar menos que o PT investiu em seu 4oCongresso Nacional (cujo custo foi estimado em R$ 6,5 milhões).

    O que acontece é que ao contrário do PT e de outros partidos, nós não temos dívidas no PV. Por isso temos um fundo de reserva — disse Mroz.
     
    Germano Oliveira e Soraya Aggege 



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicadas pela Folha de São Paulo:

    Gianetti participará da campanha de Marina   
     
    Crítico da alta carga tributária no país, o economista deve auxiliar na montagem do programa da pré-candidata do PV

    Senadora passou ontem por check-up detalhado, em SP, por conta de histórico de problemas de saúde, como malária e leishmaniose

    ANA FLOR
    DA REPORTAGEM LOCAL

    O PV confirmou ontem a participação do economista e escritor Eduardo Gianetti da Fonseca na estruturação do plano de governo de sua pré-candidata à Presidência, a senadora Marina Silva (AC), 52.
    Gianetti é professor da faculdade Ibmec/SP e Ph.D em economia pela Universidade de Cambridge. Uma de suas principais críticas ao governo Lula é a alta carga tributária no país.
    A campanha de Marina tem como desafio provar que ela pode ir além do discurso ambiental e ter propostas para outras áreas, como a econômica.
    O grupo que trabalha no plano de governo de Marina deve propor como um dos focos a transparência do setor público e o combate à corrupção.
    A senadora passou ontem por exames no InCor, em São Paulo, e recebeu o aval médico para a campanha presidencial.
    Na noite de segunda, ao ministrar uma aula magna para os calouros do curso de medicina da Universidade Anhembi Morumbi, Marina voltou a defender a transparência nas ações de governo. "A transparência evita corrupção, evita desvio de conduta", disse.
    Ela deu como exemplo o sistema criado em sua gestão no Ministério do Meio Ambiente para acompanhar focos de desmatamento no país.
    Uma das propostas do núcleo próximo a Marina é criar um sistema de acompanhamento on-line da prestação de contas da campanha. Apesar de considerar "possível", a equipe ainda estuda como adequar a estratégia, que serviria para constranger os demais partidos, à legislação eleitoral.
    Acenando com outro viés de sua campanha -o da mobilização social-, Marina cobrou mais participação da sociedade para cobrar promessas de governantes e legisladores. "Uma sociedade que não se mobiliza, uma sociedade que terceiriza o seu destino para um "messias", um "salvador da pátria", não é sustentável politicamente."
    Ela também defendeu uma "ética ambiental" e criticou tentativas de flexibilização da legislação ambiental, como ocorre no Congresso Nacional com o Código Florestal. "Nós não temos como mudar o teste, nós temos que passar no teste. Não é uma questão de mudar a legislação ambiental, de flexibilizar a legislação ambiental, como estão querendo no Congresso. Para passar no teste é difícil? Vai precisar de investimento, vai precisar de tecnologia? Então temos que tomar a decisão e criar os meios agora."

    Saúde
    No InCor, a senadora encerrou ontem um check-up detalhado, iniciado em janeiro. Ela passa por exames anuais por ter um histórico de problemas de saúde -teve cinco vezes malária, duas vezes hepatite, além de leishmaniose e de ter sofrido contaminação por mercúrio. Marina classificou o check-up de "preventivo". "Estou me cercando dos devidos cuidados", disse ela.
    Nas últimas pesquisas eleitorais, Marina tem em torno 8%. Segundo ela, os números não preocupam. "Não temos uma ansiedade tóxica em relação a pesquisas. Se fosse me basear em pesquisa, nunca teria saído candidata a nada", disse ela.
     
     
    PV acerta com consultoria de olho em Obama  
     
    DA FOLHA ONLINE

    O jornalista Caio Túlio Costa irá colaborar com a pré-campanha da senadora Marina Silva à Presidência. Consultor de novas mídias, ele deverá assumir, na campanha do PV, a função de replicar e adaptar à realidade brasileira as técnicas utilizadas, com sucesso, por Barack Obama na corrida presidencial americana, em 2008.
    O coordenador-geral de comunicação da pré-campanha de Marina, Nilson de Oliveira, não comenta os planos da equipe, mas diz que a última eleição americana se tornou um paradigma.
    Em 2008, a campanha do então senador por Illinois Barack Obama bateu recorde de arrecadação, com mais da metade arrecadada oriunda de pequenas doações feitas on-line por pessoas físicas.
    Texto preliminar do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porém, deixa em aberto a possibilidade de contribuição eleitoral on-line. Partidos manifestaram dúvidas em relação à operacionalidade da arrecadação via internet, ponto que também sofre oposição dos bancos.
    Outras técnicas de Obama que notabilizaram a campanha foram a mobilização por meio de um site de relacionamentos próprio e a fidelização por meio de e-mails de conteúdo pessoal.
    Todos esses aspectos que foram nada ou pouco explorados em campanhas brasileiras do passado podem ser cruciais para o PV, que conta com pouco tempo de TV, mas apela ao público jovem, ligado à rede. Marina é uma internauta novata, mas, de acordo com seu coordenador, "estará a frente" das decisões tomadas no setor.
    Oficialmente, a pré-campanha de Marina tem, por enquanto, um blog e uma conta no Twitter. "É uma parte muito pequena do que a gente vai colocar à disposição do público", diz Oliveira.
    Nem Dilma Rousseff nem José Serra têm sites oficiais.
    O especialista do PV para a internet trabalhou 21 anos no Grupo Folha, onde foi editor da Ilustrada, secretário de Redação e correspondente em Paris. Em 1989, Costa se tornou o primeiro ombudsman da imprensa brasileira. Em 1995, participou da fundação do UOL, do qual foi diretor-geral até 2002.
    Costa trabalhou na Fundação Semco e, em 2006, assumiu a presidência do iG (Internet Group), que reunia os portais iG, iBest e BrTurbo. Com a aquisição da Brasil Telecom pela Oi, Costa se tornou consultor de novas mídias.
    Desde os tempos de ombudsman, o jornalista mineiro estuda a ética no jornalismo. Sua tese de doutorado em ciências da comunicação pela USP (Universidade de São Paulo) foi lançada como livro ano passado, sob o título "Ética, Jornalismo e Nova Mídia - Uma Moral Provisória". Desde 2003, ele leciona a disciplina de ética no curso de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero.



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada plelo Blog do Noblat:

    Agenda política da Semana - 22 a 26/02/10

    Segunda-feira

    * Comitê de campanha da senadora Marina Silva (PV) se reúne, em São Paulo, para discutir estratégia de exposição para torná-la mais conhecida.



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada por O Estado de São Paulo:

    Marina mira internet para compensar TV  
     
    Candidata tem blog, Twitter e perfil no Facebook

    Roldão Arruda

     Diante da perspectiva de enfrentar uma janela de tempo estreitíssima no horário gratuito da propaganda eleitoral na TV, os responsáveis pelo marketing político da pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, miram a internet com avidez. Já criaram um blog para a senadora, montaram um perfil no Facebook e a puseram no Twitter - para que possa se comunicar de maneira mais direta e rápida com eleitores.

    Ainda são trabalhos experimentais, que passarão por completa reformulação nas próximas semanas. Mas tanto o blog quanto o Twitter já permitem à senadora debater de maneira mais ampla assuntos delicados e polêmicos - como o aborto e o ensino do criacionismo nas escolas - e também expor publicamente aspectos de sua vida privada.

    Os 4.680 seguidores da senadora no Twitter (número registrado até a sexta-feira à noite) já sabem, por exemplo, que ela não come carne vermelha, doces, frituras, nem refrigerantes. Ela também contou que passou os feriados de carnaval cuidando de coisas na sua casa. Foi ao supermercado três vezes, costurou, consertou um colar quebrado e cuidou de sua fé, fazendo preleções religiosas em dois encontros de jovens da Assembleia de Deus, igreja da qual ela faz parte.

    Isso é comum. Segundo especialistas no assunto, as comunidades virtuais do Twitter, que permite compartilhamento de mensagens curtas, com até 140 caracteres, destinam-se sobretudo a aproximar e criar certa intimidade com seus membros. O governador José Serra, virtual candidato do PSDB à Presidência, sabe bem disso.

    Ele conversa com seus 166.470 seguidores de maneira extraordinariamente informal. Dá dicas sobre filmes, conta que músicas está ouvindo e relata passo a passo suas viagens.

    No blog, conectado ao Twitter, Marina pode aprofundar a conversa. E até agora não demonstra receio de tocar em assuntos polêmicos. Em relação à descriminalização do aborto, reivindicada por parcelas da sociedade brasileira, informa que a decisão cabe ao Congresso. Mas defende que, pela complexidade da questão, o melhor seria o eleitor decidir diretamente, por meio de plebiscito.

    Com receio de que, na campanha, algumas versões de fatos se tornem mais importantes que os próprios fatos, ela criou dentro do blog um janela com o nome Versões & Fatos. Foi ali que explicou na sexta-feira que não é a favor do ensino do criacionismo em todas as escolas - como teria sido veiculado por alguns meios de comunicação.

    O que ela defende é que as escolas confessionais ou religiosas possam ensinar o criacionismo, desde que também apresentem aos estudantes os princípios de teoria evolucionista de Charles Darwin. Segundo a senadora, isso permitirá ao estudante "formar seu próprio pensamento depois."

     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada pela Folha de São Paulo:

    Novata na web, Marina já tem estratégia na internet

    Campanha de pré-candidata do PV tem especialista em redes sociais e militância plugada

    Estratégia de campanha da senadora, que terá apenas cerca de um minuto na TV e no rádio, prevê também postagens no Twitter

    De Alec Duarte:

    Marina Silva já tem cara e slogan na internet, obra de seus estrategistas de campanha, mas que uma militância espontânea, reunida numa comunidade que existe há três anos, tratou de espalhar na rede.

    Novata na web (no final de janeiro, participou de um "batismo digital" na Campus Party Brasil, maior encontro de tecnologia do país), a pré-candidata do PV à Presidência é a primeira a se mostrar na internet entre os postulantes ao cargo de Luiz Inácio Lula da Silva. Por imposição da legislação eleitoral, a senadora ainda não se apresenta como candidata.

    "O PV é um partido muito presente na web. Conta com uma forte militância on-line, atuante em blogs e redes sociais, fundamental nesta caminhada", afirma João Ramirez, que está por trás da comunicação de Marina na rede.



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada por Elio Gaspari, em O Globo e Folha de São Paulo:

    QUIROMANCIA

    Corre pela política do Rio um exercício de quiromancia eleitoral capaz de levar desassossego a Dilma Rousseff. Marina Silva pode ganhar a eleição presidencial na cidade. Essa informação vale pela ansiedade que provoca hoje. Nada a ver com o resultado de outubro, que geralmente contradiz as previsões feitas em fevereiro.



    comentários | imprimir | enviar por email

    Artigo publicado pela Folha de São Paulo:

    Impasses de Belo Monte 
     
     
    PERTO DE Altamira, no Pará, o rio Xingu desenha uma grande curva, semelhante a uma ferradura. Nessa região, conhecida como Volta Grande do Xingu, está prevista a polêmica construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, cuja licença prévia acaba de ser concedida pelo Ibama.
    A obra tem proporções gigantescas. A quantidade de terra e pedra a ser retirada é quase comparável ao que foi removido na construção do canal do Panamá. Pelo leito do rio passa uma vazão, no período de cheia, correspondente a quatro vezes a vazão das cataratas do Iguaçu.
    Os impactos socioambientais terão a mesma ordem de grandeza.
    Apenas a eficiência energética da usina não será tão grande. Uma obra que deverá chegar a R$ 30 bilhões -somado o custo da transmissão-, terá capacidade instalada para gerar, em média, 4.428 MW. E não os 11.223 MW anunciados. A energia média efetiva entregue ao sistema será de 39% da capacidade máxima de geração, enquanto a recomendação técnica é de pelo menos 55%.
    Para isso, seria preciso construir outras três usinas na bacia do Xingu, com a função de regularizar a vazão do rio. Foram descartadas pelo governo porque estão projetadas para o coração da bacia, onde 40% das terras são indígenas. Mas há forte desconfiança de que acabarão sendo feitas.
    A população indígena ficará prensada nas cabeceiras dos rios da bacia, em processo acelerado de exploração econômica e desmatamento. O plano de condicionantes nem menciona a regularização das terras Parakanã e Arara, já bastante ameaçadas. E a barragem, além de interromper o fluxo migratório de várias espécies, vai alterar as características de vazão do rio.
    É incrível que um empreendimento com tal impacto não tenha planejamento adequado para o uso e ocupação do território. A obra deverá atrair mais de 100 mil pessoas para a região. Como dar conta de tal adensamento populacional no meio da floresta amazônica, sem um bom Plano de Desenvolvimento Sustentável?
    O Brasil tem importante potencial hidrelétrico. Mas a indisposição em discutir a sustentabilidade das obras de infraestrutura na Amazônia, somada à percepção de que o governo não faz o suficiente para melhorar a eficiência do sistema como um todo e investir em energias alternativas, acaba por produzir conflitos agudos e processos equivocados, que poderiam ser evitados.


     



    comentários | imprimir | enviar por email


    Publicado por Fernando Barros e Silva. na Folha de São Paulo:

    Educação sentimental


    SÃO PAULO - O programa do PV, exibido ontem à noite em rede nacional de TV, marcou a estreia de Marina Silva como candidata à Presidência. O grande público pôde vê-la pela primeira vez neste ano. Ao final de 10 minutos, fica-se com a sensação de que o PT teria com o que se preocupar se as condições da disputa não fossem tão desiguais.

    O que fez o PV? Um programa em grande parte dedicado à importância estratégica da educação. Mas associou a defesa dessa bandeira à biografia da sua candidata, de tal forma que as coisas se confundissem num enredo comum. Marina aparece na tela como a melhor personagem da sua mensagem.

    A identificação e o contraponto com Lula não poderiam ser mais cristalinos. Nascida no interior do Acre, negra, pobre, analfabeta até os 16 anos, Marina também é uma legitima "filha do Brasil".

    Mas, contra todas as adversidades, depois de ter sido humilhada pela professora diante dos colegas no primeiro dia de aula, reuniu forças para se alfabetizar: "A minha vontade de aprender era tamanha que em 15 dias eu já estava alfabetizada". Concluiu o supletivo, passou no vestibular, cursou história e se especializou em psicopedagogia.

    "Tudo o que aconteceu na minha vida foi graças à oportunidade que tive de estudar, ainda que tardiamente", diz, orgulhosa. É como se dissesse: Lula nos trouxe até aqui, para dar o próximo passo é preciso estudar -apresentando-se, ela própria, como o espelho do futuro.

    Merece atenção a referência elogiosa que Marina faz a Lula e a FHC, de maneira equânime. Ao mesmo tempo em que se coloca como herdeira dos dois, ela vocaliza a ideia de que representa uma ruptura. Sem se definir, o programa oscila habilmente entre mensagens de continuidade e mudança, evolução e revolução, passado e futuro.

    Ouvimos de Marina expressões como "virada histórica", "grande transformação", "nova consciência" e "utopia". Mas ninguém precisa ter medo. A fala mansa está ali para nos sugerir que ela é só um Lula que estudou até o fim, direitinho. 



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada pelo Blog do Noblat:

    Marina tem o maior índice de rejeição

    A senadora Marina Silva (PV) é a possível candidata com o maior índice de rejeição segundo a pesquisa CNT/Sensus.

    O levantamento também mostra queda na rejeição da ministra Dilma Rousseff.

    * 36,6% dos eleitores não votariam em Marina Silva (eram 38,4% em novembro)
    * 30,3% não votariam em Ciro Gomes (eram 25,3% em novembro)
    * 29,7% não votariam emDilma (eram 34,4% em novembro)

    *28,4% não votariam em José Serra (eram 27,7% em novembro) 



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada pelo Portal UOL:

    Em campanha, Marina critica agenda de adversários

    Maurício Savarese
    Do UOL Notícias

    "Eles anteciparam a campanha? Infelizmente anteciparam. Agora, não dá para antecipar o jogo e dizer aos outros jogadores: ‘Não joguem’. Aí fica injusto”, disse Marina a jornalistas

    A ex-ministra Marina Silva visita a Campus Party e conversa com participantes antes de começar sua palestra "Como a internet pode apoiar causas sociais"

    Dilma também esteve na Campus PartyMarina Silva relembra tempos do MobralO governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), têm feito viagens pelo Brasil e participado de cerimônias e inaugurações, muitas vezes com discursos em tom de comício.

    Quando questionada se seu comparecimento à feira se assemelha às viagens feitas por Serra e Dilma, Marina respondeu que sim. Apesar disso, a ex-petista e ex-ministra do Meio Ambiente, afirmou que sua vinda ao evento não foi sem motivo. “Obviamente não estou aqui de forma artificial. Eu vou usar a ferramenta da internet durante a campanha e acho que nada melhor do que vir aqui para reconhecer que é uma ferramenta importante”, afirmou.

    Marina disse também que sua campanha não terá ataques aos adversários e que fará apenas críticas programáticas. Mais cedo, ela declarou que a sucessão presidencial não pode ser “uma disputa do poder pelo poder”. “Eu nunca vou dizer qualquer coisa que seja falsa ou mentirosa sobre Serra, Dilma ou Ciro”, disse a senadora, que acabou deixando o encontro minutos antes da chegada de Dilma.

    De acordo com as mais recentes pesquisas de intenção de voto, Marina é a quarta colocada atrás de José Serra, Dilma Rousseff e Ciro Gomes (PSB).

    Acompanhada do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e dos presidentes da Vivo, Roberto Lima, e da Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente, Dilma também esteve na Campus Party nesta sexta-feira. Dilma não admitiu a candidatura à Presidência e repetiu que uma definição sobre o assunto só virá no congresso do PT em fevereiro.

     

     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada pelo Estadão:

    Marina se compara a Mandela e diz que avanço de Lula é seu
     
    Wilson Tosta 

    Para ela, ""falta visão"" ao governo na questão ambiental

    Pré-candidata do PV à Presidência, a senadora Marina Silva (AC) comparou-se ao líder sul-africano Nelson Mandela, atribuiu os avanços ambientais do governo federal à sua gestão como ministra do Meio Ambiente e considerou que os eleitores já começam a sinalizar que não aceitarão este ano uma eleição plebiscitária. Em sua participação no Fórum Social Mundial, afirmou ainda que o mundo vive uma crise social e ambiental e que, atualmente, não há fuga possível se não for resolvido o problema climático. Muito aplaudida, ela repudiou críticos que estigmatizam ambientalistas como sonhadores e utópicos.

    "Não sou desse tipo que se intimida facilmente. Imaginem se chegassem para o Mandela e dissessem: "Pare com isso. Você é um sonhador. Que história é essa de querer acabar com o apartheid?" E ele desistisse?", declarou. Líder do Congresso Nacional Africano, Mandela passou três décadas preso por defender o fim do regime que separava a elite branca da massa de negros pobres, a maioria da população da África do Sul. Libertado, nos anos 90 foi eleito presidente e acabou com o regime segregacionista.

    Em entrevista, Marina criticou a "falta de visão do governo em relação à importância da questão ambiental nas políticas de desenvolvimento do País". Para ela, o atual governo não foi capaz de "integrar os critérios de sustentabilidade em todos os setores da administração". Mas ressaltou que houve "avanços em vários aspectos", como a questão do desmatamento e a criação de um plano de recursos hídricos. "Claro que falar assim parece que estou legislando em causa própria, porque isso foi feito durante a minha gestão. Mas a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", ressaltou, em tom irônico.

    A senadora afirmou que, apesar de não haver aliança formal do PV com o PSOL, não tem dúvidas de que os dois partidos encontrarão formas de estar juntos. Ela citou que apoiará a tentativa da presidente do PSOL, Heloisa Helena (AL), de voltar ao Senado. "Havia uma conversa entre os dois partidos, chegamos a constituir uma comissão para aprofundar o diálogo, mas sabíamos que era difícil", disse.

    LEAL

    Se depender da vontade da senadora, seu candidato a vice será o empresário Guilherme Leal, presidente da Natura, recentemente filiado ao partido. "Eu fiz questão que ele se filiasse em tempo hábil, pelo fato da contribuição, do ponto de vista político e social, como empresário que tem trabalhado a questão da sustentabilidade", afirmou Marina.

    "A pré-candidatura do PV é um processo político que precisa ser amadurecido", disse Leal, que acompanhou a senadora ontem no encontro com os empresários gaúchos.

    Sobre seu plano de governo, admitiu inexistir uma proposta pronta, mas falou pontualmente sobre reforma tributária e a criação de um imposto de renda ecológico, "que valorize os esforços dos que querem fazer mais e melhor". "Não existe ainda uma plataforma de governo, o que seria artificial. Nenhum dos candidatos está fazendo isso. O que existe é um entendimento de que não vamos ter uma visão aventureira com relação às conquistas econômicas do País."
     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Artigo publicado  hoje pela Folha de São Paulo:

    Marina e o tucano-petismo
     
    FERNANDO DE BARROS E SILVA
     

    SÃO PAULO - A candidatura presidencial de Marina Silva nasce lastreada numa certa elite. Isso não é uma força de expressão. A mais recente pesquisa Datafolha mostrou em dezembro a senadora do PV com 8% das intenções de voto, contra 37% de Serra (PSDB), 23% de Dilma (PT) e 13% de Ciro (PSB).
    Marina atinge seus melhores índices entre os eleitores com curso superior -13%. É preferida por 11% dos que ganham mais de 10 salários mínimos, enquanto apenas 6% dos que recebem até dois salários mínimos a escolhem. É essa massa que integra a base social do lulismo.
    A senadora atrai mais os jovens de 16 a 24 anos (10%) do que as demais faixas etárias. E seu voto é mais acentuado nas capitais (10%). Em resumo, Marina nasce como candidata de um tucano-petismo difuso de extração universitária.
    E o que essa candidatura que por ora diz pouco ao povão mas fala à imaginação de certa classe média ilustrada pretende propor ao país, além da plataforma ambiental?
    Marina vê a si mesma como o ponto de fuga, ou a convergência possível entre PT e PSDB. Sustenta que os dois estarão novamente se ferindo de morte no processo eleitoral, enquanto ela reúne condições e disposição para reconhecer no real de FHC e nos ganhos sociais do lulismo etapas de um mesmo processo, de uma única conquista histórica. Aí estaria a base do "pós-Lula", expressão que Marina empresta de Aécio Neves para frisar que uma mudança qualitativa da política brasileira só será viável no dia em que PT e PSDB estiverem juntos.
    Essa história não é nova. Mas Marina não se incomoda de ser identificada com a reciclagem da política. Pelo contrário. Seu vocabulário já recicla jargões da esquerda. Na sua boca, a "sociedade civil" dos anos 70 são os "núcleos vivos da sociedade". A candidata que seduz petistas e tucanos pelas bordas fala em "agir em rede" e em considerar as coisas na sua "transversalidade". Pode parecer papo de Gilberto Gil. Mas faz todo o sentido. Ou não
     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada pela Folha de  São Paulo:

    PSOL ENCERRA NEGOCIAÇÃO E NÃO APOIA MARINA

    Reunida ontem em Brasília, a direção do PSOL decidiu encerrar o processo de negociação com o PV em torno da candidatura de Marina Silva à Presidência. O partido trabalha agora para consolidar uma candidatura própria. Segundo Afrânio Boppré, secretário-geral do PSOL, o principal motivo do rompimento foi a decisão do PV de se coligar com o PSDB na disputa para o governo do Rio de Janeiro.

    Publicado por Lauro Jadim,no Radar Online:

    Pedra no sapato de Marina.

    Não passará de uma pequena pedra no sapato, mas talvez irrite. Celso Nonato, um integrante do PV de São Paulo, resolveu se lançar pré-candidato à presidência da República e quer bater chapa com Marina Silva.

    Ele assegura ser apoiado por vários filiados e diz ter “muitas chances”. Como todos os demais candidatos, diz que sua plataforma se baseia no “desenvolvimento econômico com distribuição de renda”.

    Só que ao contrário de todos os outros, sugere uma mudança radical: “A maior inovação será de propor uma nova ordem econômica paralela (…) baseada nas vocações locais, para dar início a uma nova ordem econômica planetária, sendo o Brasil signatário disso”. Enfim…



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada pelo Painel, Folha de São Paulo:

    Time de Marina.

    In natura. A reunião de ontem do time que coordenará a campanha da candidata verde Marina Silva praticamente sacramentou o nome de Guilherme Leal, da Natura, para a vice. A propaganda partidária, inclusive, mostrará imagens do empresário.

    Mapa. O PV administra embates entre dirigentes no Rio Grande do Sul e Paraná.



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada ontem,18, pelo Radar Online, da Veja Online:

    Verde com tintura democrata. 

    O cineasta Fernando Meirelles, que vai ajudar na construção do programa de Marina Silva, revelou ontem a O Globo que o diretor do programa da verde será Marcelo Maia.

    Trata-se do sobrinho do ex-prefeito Cesar Maia e responsável por todas as suas últimas campanhas e de suas candidatas ao governo e à prefeitura carioca: Denise Frossard e Solange Amaral, respectivamente.

    Por Lauro Jardim



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada em O Globo:

    PSOL ameaça abandonar Marina

    Chico Alencar diz que relação de seu partido com tucanos é como ‘água e azeite’

    De Cássio Bruno e Soraya Aggege:

    O acordo que está sendo costurado no Rio entre o PV e o PSDB para garantir um palanque estadual ao tucano José Serra ameaça outra aliança almejada pela pré-candidatura da senadora Marina Silva (PV) à Presidência.

    O PSOL, que daria à candidatura de Marina um viés mais à esquerda, ameaçou ontem não apoiá-la caso o PV se alie aos tucanos do Rio para lançar o nome do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) ao governo do estado.

    Com o acordo, Gabeira teria de subir em dois palanques na disputa presidencial: o de Marina e o do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

    Segundo o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), a aliança entre o partido e os tucanos é como "água e azeite":

    — Estamos num processo de convencimento. E um dos nossos pontos fundamentais abordados é a construção de uma candidatura (de Marina) que esteja fora da aliança PV e PSDB. Nossa relação com o PSDB é como água e azeite



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicado por O Globo

    Marina aprova Gabeira, mas alerta para impasse

    Senadora afirma que decisão final ficará apenas para fevereiro: ‘A questão é que não tenha ambiguidade’

    De Marco Antônio Teixeira:

    A senadora e pré-candidata à Presidência Marina Silva (PV-AC) disse ontem ser favorável à intenção do deputado federal Fernando Gabeira de disputar o governo do Rio.

    Mas, segundo ela, o partido ainda precisa discutir o fato de Gabeira ter dois palanques no estado — o dela e o do governador de São Paulo, José Serra (PSDB) — já que o deputado deverá disputar a sucessão fluminense pela coligação PSDB/DEM/PPS/PV.

    — Todos (os integrantes do PV) são favoráveis à candidatura de Gabeira. Agora, caberá debater como vamos viabilizar isso. A questão prioritária é que não tenha uma ambiguidade para não entrar em contradição com o projeto nacional do partido. Só vamos decidir depois do carnaval — afirmou a senadora.

    Marina lembrou que foi o próprio Gabeira quem decidiu, inicialmente, retirar a pré-candidatura ao governo do Rio, justamente para evitar subir nos dois palanques durante o primeiro turno das eleições de outubro:

    — Era uma tese que já estava pronta. O Gabeira tinha uma coligação (partidária) em curso. E o partido está avaliando. O Gabeira é a liderança mais forte que temos. É a nossa maior estrela. Tem um impacto político.

    O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, sinalizou que o acordo com o PV caminha bem:

    — O assunto está avançando com o PV.

    Ontem, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), pré-candidato ao Senado, conversou com o governador José Serra. Por e-mail, Cesar explicou que, na opinião do tucano, Gabeira conseguirá resolver o impasse dos palanques com dirigentes do PV. 



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada  pelo Estadáo:

    Fernando Meirelles quer ser 'palpiteiro' de Marina

    De Ana Conceição:

    O cineasta Fernando Meirelles, diretor de Cidade de Deus e Ensaio sobre a Cegueira, declarou ontem que não participará diretamente da campanha da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência, mas dará sugestões, se consultado. "Sou um palpiteiro", brincou, no intervalo de um encontro com a parlamentar, em São Paulo, para discutir o programa de TV do partido que vai ao ar no dia 4 e será feito por uma produtora do Rio.

    Meirelles disse ter afinidade com as propostas da senadora e adiantou que votará nela. Segundo explicou, embora possa colaborar na preparação do programa eleitoral, nem ele nem a sua produtora, a O2 Filmes, participarão da campanha porque ele estará fora do Brasil.

    O cineasta está preparando o seu novo longa, cujas filmagens vão de agosto a outubro, nos Estados Unidos. "Vou ficar pouco no Brasil, mas vou divulgar a campanha no boca a boca", disse ele, sem adiantar qual será a próxima produç



    comentários | imprimir | enviar por email

    Artigo publicado hoje na Folha de S.Paulo:

    Garantias, recursos e persistência
     
    MARINA SILVA
     
    POUCOS TALVEZ tenham se dado conta, mas, desde o dia 1º de janeiro deste ano, está proibida a fabricação de clorofluorcarbonos (CFCs), que destroem a camada de ozônio -uma espécie de filtro dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol- e contribuem substancialmente para o aquecimento global.
    A proibição, de caráter mundial, é fruto do primeiro acordo ambiental multilateral, o Protocolo de Montréal, criado com o objetivo de abandonar a produção e consumo de substâncias que destroem a camada de ozônio (SDOs).
    Assinado em 1987 e ratificado por 195 países, o acordo não é só pioneiro em seus objetivos. Contou com recursos para os países mais pobres e teve metas e mecanismos diferenciados para desenvolvidos e em desenvolvimento. Um exemplo de sucesso de um esforço global em prol do ambiente e da vida no planeta.
    O Brasil, que chegou a ser o terceiro maior consumidor mundial desses gases, instituiu em 1991 o Grupo de Trabalho do Ozônio para a implementação do protocolo no país. Desde então, as metas e diretrizes têm sido mantidas e cumpridas com êxito, apesar da alternância de governos, algo raro de acontecer. Se o compromisso for mantido, o país logo ficará 100% livre de CFCs e de outros gases danosos, contribuindo significativamente no esforço mundial para preservar a camada de ozônio.
    O mesmo não aconteceu com o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, o Proconve. Por mais de 20 anos, foi um projeto bem-sucedido no controle e na redução da poluição do ar nas cidades, beneficiando milhões de pessoas. Entretanto, a partir de 2006, em razão do descumprimento de prazos e diretrizes por parte, principalmente, de instituições públicas, deixou de ser uma experiência emblemática para ter futuro incerto e eficácia idem.
    Esses dois exemplos são emblemáticos dos caminhos do poder público. O da perseverança e firmeza das decisões, ou o do retrocesso e descaso com as gerações futuras e com o planeta. Num e noutro caso, medidas devem ser tomadas agora para que sobrevivam e seus ganhos sejam sentidos nas próximas décadas. Imaginem se o Protocolo de Montréal ou o Proconve não existissem, como estaríamos?
    Os compromissos com o meio ambiente não podem ser compartimentalizados, como se fossem o pequeno jardim de uma casa cercada de concreto armado por todos os lados. Tampouco reduzidos a promessas fugazes de horizontes eleitoreiros ou a reféns de interesses imediatistas. Trata-se de uma questão de Estado e, agora, no ponto em que estão as negociações climáticas globais, mais ainda precisam de garantias, recursos e persistência.

    contatomarinasilva@uol.com.br

    MARINA SILVA escreve às segundas-feiras nesta coluna.
     

     

     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicada pelo Informe JB, do Jornal do Brasil:

    Boato...

    Começou a circular um boato forte entre empresários e políticos do Acre, terra natal de Marina Silva (PV), de que ela pode ser a vice de José Serra (PSDB) na campanha presidencial.

    ... e namorico

    A coluna já informou que ambos tiveram uma prévia de diálogo em Copenhague, a sós.



    comentários | imprimir | enviar por email

    Publicado pela Folha de São Paulo: 

    Senadora afirma que participação do diretor de "Cidade de Deus" no programa do PV será voluntária

    Catia Seabra

    Diante do desafio de sobreviver à polarização de PT e PSDB com pouco mais de um minuto diário no horário eleitoral, a pré-candidata à Presidência, a senadora Marina Silva (AC), estará sob a "direção" do cineasta Fernando Meirelles -do filme "Cidade de Deus"- para a gravação do programa que o PV levará ao ar no dia 10 de fevereiro.

    Segundo a senadora, Meirelles vai colaborar voluntariamente com a sua candidatura.

    "Já conversamos sobre o olhar para o programa", contou Marina, sem adiantar se Meirelles terá um papel na coordenação de sua eventual campanha à Presidência da República.

    Mais uma vez, Marina vai monopolizar o programa. A contribuição de Meirelles é mais uma tentativa de driblar as restrições impostas à candidatura de Marina, como a debilidade de palanques estaduais e a falta de tempo na TV.

    Sem perspectivas de ampliação do leque de alianças, Marina diz que já processou "essa desvantagem".
    "Obviamente não temos a estrutura que têm as outras candidaturas, até porque estão dentro de máquina de governo, e não queremos extrapolar os aspectos da legalidade", reconheceu Marina, ao falar de limitações para agenda de viagens pelo país.

    Marina se reuniu ontem com coordenadores da sua pré-campanha para discutir alternativas para driblar as dificuldades. Ao lado do potencial candidato a vice-presidente, o empresário Guilherme Leal (da Natura) disse apostar, por exemplo, nas novas mídias.

    "Se quiser ir para o processo [eleitoral] no enquadre tradicional do política, você vai achar que não tem as ferramentas", admitiu o empresário.

    Apesar das dificuldades, Marina chama de "plantação" os rumores de que desistirá em favor do governador José Serra (PSDB). Segundo Marina, "se essas coisas aparecem, têm algum interesse político".

    "Estamos trabalhando em pleno início de ano. Talvez as pessoas estejam preocupadas com isso e ficam plantando esse tipo de coisa", disse Marina, para quem o boato pode ter origem no PT ou no PSDB.

    Serra

    Entre os obstáculos enfrentados por Marina, está a resistência que sofre por integrantes do próprio PV. Além disso, a participação de verdes do governo federal ou em São Paulo pode produzir embaraços.
    Um dos 20 coordenadores da pré-campanha de Marina, o secretário municipal do Verde de São Paulo, Eduardo Jorge, elogiou ontem publicamente o governador José Serra.

    "O projeto José Serra/Gilberto Kassab é dotar a cidade de cem parques. E distribuídos de forma democrática", discursou Eduardo Jorge, minutos antes de trocar palavras, ao pé do ouvido, com Serra.
    Eduardo Jorge nega que sua escalação na coordenação sirva de ponte para aliança nacional com o PSDB. "Fui convidado pela senadora Marina Silva", justificou-se Eduardo Jorge antes da inauguração do parque Villas-Boas, na zona leste.

    Na inauguração do parque, uma iniciativa do Estado e da prefeitura, o deputado Bruno Covas disse torcer que a parceria se reproduza no Planalto.

    "É muito difícil chegar para cada pessoa e dizer: "Não fala". A gente faz. Um ou outro escapa. Nessa altura do campeonato, não tem tanta importância", alegou Serra.

     



    comentários | imprimir | enviar por email

    O Globo

    Gerson Camarotti 

    Ex-secretário de tucano coordenará campanha presidencial de senadora

    BRASÍLIA. Ex-secretário de Meio Ambiente do governo José Serra (PSDB-SP), o ex-deputado Eduardo Jorge integrará o núcleo de coordenação da campanha da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência da República. O nome do ex-deputado, que foi secretário de Meio Ambiente do município de São Paulo, foi indicado pela própria senadora. A cúpula do PV reagiu ontem à especulação de que a candidatura de Marina se tornará uma espécie de linha auxiliar da candidatura de Serra à Presidência — alimentada pela escolha de Eduardo Jorge.

    Filiado ao PV desde 2003, Eduardo Jorge foi fundador do PT. Deixou o partido depois de um histórico de atritos com a cúpula petista, chegando a ser suspenso da legenda por ter votado a favor da CPMF durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Antes, o ex-deputado já havia assumido a secretaria de Saúde das gestões de Luiza Erundina e Marta Suplicy, em São Paulo. Quando José Serra assumiu a prefeitura, em 2007, Eduardo Jorge foi nomeado secretário de Meio Ambiente, e no ano seguinte foi mantido no cargo pelo prefeito Gilberto Kassab, do DEM. O PV rebate o argumento de que o secretário seja um serrista.

    — O Eduardo Jorge é do PV há muito tempo. Foi indicado para a prefeitura de São Paulo pelo partido. Ele não está infiltrado — ressaltou o presidente nacional do PV, o vereador José Luiz Penna, que integra a base do prefeito Kassab na Câmara de Vereadores de São Paulo.

    Eduardo Jorge confirmou, por meio de sua assessoria, que foi convidado pela própria Marina para ser coordenador de sua campanha. O grupo de coordenação da pré-campanha de Marina Silva deve ser anunciado ainda em janeiro. O partido também está definindo a estratégia política.

    O vereador Alfredo Sirkis (PV), do Rio de Janeiro, também cotado para integrar a coordenação de campanha, antecipa que a postura de Marina não será de antagonismo aos demais adversários na sucessão de 2010. Ele afirma que haverá uma relação respeitosa na campanha tanto com Serra como com a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Mas rebate as insinuações de que Marina seria uma linha auxiliar de serristas e reforça que não há possibilidade de ela ser vice numa chapa encabeçada pelo tucano.

    — Não tem a menor possibilidade de a Marina ser vice do Serra.

    Ela será candidata até o final — ressalta Sirkis.

    Procurada pelo GLOBO, a assessoria de Marina informou que ela estava em viagem.
     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Do Portal Terra: 

    Vagner Magalhães
    Direto de São Paulo

     

    A ex-ministra do Meio Ambiente do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pré-candidata à presidência da República, Marina Silva (PV), afirmou neste sábado em São Paulo que a escolha da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), para chefiar as negociações brasileiras durante a COP-15, em Copenhague, atendeu a uma lógica política da conjuntura brasileira. Ainda que considere a escolha legítima, ela diz que foi inadequada. "Não era uma negociação para amadores", disse durante discurso na convenção nacional de seu partido, na Assembléia Legislativa de São Paulo. Dilma é pré-candidata do PT à presidência da República para a sucessão de Lula.

    "Eu me ressinto da ausência do ministro Celso Amorim (Relações Exteriores), e do ministro Carlos Minc (Meio-Ambiente). Quem vai politicamente representar o governo é uma decisão do governo. Isso não está em questão. O papel da ministra Dilma Roussef é legítimo. Mas o processo negocial não poderia ficar submetido a uma lógica política da cojuntura do nosso País. Porque o que estava em jogo era muito maior. Teríamos de chegar com um grupo de negociadores, não para fazer a campanha política de 2010, mas para fazer a diferença na discussão", diz.

    Segundo ela, Minc e Amorim poderiam fazer a diferença. "Eles é quem poderiam entrar no mérito da negociação para que a gente pudesse de fato fazer a diferença. Eu acho que isso foi um prejuízo que a gente tem de avaliar no desdobrar do processo", disse.

    Marina disse que o Brasil foi o país que fez a diferença em Copenhague mais pelo mal desempenho de seus pares do que por mérito próprio. "Em terra de cego, quem tem olho é rei".

    O deputado Federal Fernando Gabeira (PV-RJ) afirmou que as candidaturas dos adversáriso estão sendo fabricadas a um preço muito alto. "Essas candidaturas ficaram bastante frágeis quando tentaram atravessar e mostrar lá do outro lado do mundo, que aqui no Brasil elas têm uma posição avançada. Lá do outro lado do mundo, o próprio subconsciente traiu a ministra Dilma, quando ela disse que o meio ambiente era um obstáculo para o desenvolvimento".

    Segundo Gabeira, a vontade de competir traiu os princípios de solidariedade do Brasil, quando a ministra recusou a proposta de ajuda aos países mais pobres. Depois o presidente Lula fez um discurso pedindo ajuda a eles, o que a Marina sempre defendeu".

    Aécio
    A pré-candidata do Partido Verde disse que aqueles que acompanham a política nacional já imaginavam que em algum momento o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), abrisse mão da disputa da campanha presidencial do ano que vem em favor do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

    "Sabíamos que mais hora, menos hora, isso iria acontecer. Não é surpresa para ninguém. Temos de investir no nosso debate interno dentro do partido, na revisão programática. O que vai valer nessa campanha são as propostas programáticas, as ideias", disse. "Não irá se eleger aquele que tem apenas o discurso do bolso. Esses vão perder o trem-bala da história", disse.

    Aos seus partidários, Marina disse que o cenário está favorável em 2010 para duas coisas: a preservação das conquistas alcançadas nos governos Lula e Fernando Henrique Cardoso e a coragem para realizar mudanças. "Precisamos pensar na economia do século 21. É possível dobrar a produção sem derrubar uma árvore".

    COP-15
    A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 7 a 18 de dezembro, que abrange 192 países, vai se reunir em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-15. O objetivo é traçar um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto.

     



    comentários | imprimir | enviar por email

    Destaque na midia:

    Entevista á Agência  Estado.reproduizida pela Veja Online:

    Marina acusa Dilma de 'uso da máquina' para campanha

    São Paulo - A senadora Marina Silva (AC) acusou ontem sua ex-colega de governo Dilma Rousseff de usar a máquina pública para fazer campanha e criticou a ministra-chefe da Casa Civil por alegar que é vítima de preconceito pelo fato de ser mulher. "Não tem nada a ver com ser homem ou mulher", disse Marina. "Há um incômodo legítimo da sociedade. Essa ida ao São Francisco em caravana caracterizou um ato de campanha. Os atos falhos falam por si", disse a senadora e pré-candidata à Presidência pelo PV, que está em Washington, nos Estados Unidos, para participar de eventos.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se referiu a uma inauguração na região do São Francisco dizendo não esperar um "comício", em um ato falho. No domingo, a ministra da Casa Civil disse que a oposição tem preconceito pelo fato de ela ser mulher e, por isso, a acusa de uso da máquina pública para fazer campanha eleitoral.

    Marina participou ontem de uma mesa-redonda promovida pelo Woodrow Wilson Center para debater as propostas de Brasil, China e Índia para a reunião do clima em Copenhagen, na Dinamarca. Hoje, ela participa de um almoço no Congresso e depois se reúne com a deputada Barbara Lee, democrata da Califórnia, líder da bancada negra no Congresso e defensora de medidas pacifistas. Marina deve se encontrar também com assessores dos senadores John Kerry e Lindsey Graham, que estão finalizando uma versão ambiciosa da Lei Climática americana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Enviado por Leobardo Mota Neto.Às 13h28m desta terça, 27 de outubno.

    Destaque na midia nacional de hoje:

    ARTIGO NA FOLHA DE S.PAULO:

    MARINA SILVA

    O caminho mais fácil

    O GOVERNO FEDERAL sinalizou que vai prorrogar, mais uma vez, o prazo para que os proprietários de terra apresentem os projetos de regularização ambiental de suas áreas, atendendo às exigências previstas em decreto do ano passado, e definidas pelo Código Florestal desde 1934.
    Mesmo com a previsão legal de um prazo de até 30 anos para recuperar as áreas de preservação permanente e da reserva legal já desmatadas, o governo opta pelo adiamento, dando espaço para as tentativas de se flexibilizar cada vez mais as leis ambientais. E, ao ceder a pressões de grupos mais atrasados do agronegócio, perde a oportunidade de alinhar todo o setor na direção correta.
    A reformulação do Código Florestal brasileiro deve ser motivada pela ampliação das condições de proteção do que ainda resta de florestas em todos os biomas do país.
    Mas o que vem sendo defendido por alguns representantes ruralistas, a exemplo do projeto que cria o Código Ambiental, vai no sentido oposto. Sem dúvida as leis devem ser aprimoradas para tornarem-se mais eficazes. Se há dificuldade para cumpri-las, pela falta de recursos para integrar novas tecnologias que conservem as florestas ou recuperem áreas degradadas, a pressão deveria ser em favor de políticas públicas nessa direção. Ao invés de incentivar-se a adoção de novas práticas, que gerem conservação ambiental e competitividade na produção agrícola, opta-se pelo caminho "fácil" de enfraquecer as leis.
    Já temos terras, tecnologia e práticas que demonstram que é possível aumentar a produção agrícola, sem a necessidade de mais desmatamento. Estimativas da Embrapa e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento dão conta de que existem entre 100 e 180 milhões de hectares de áreas degradadas no país. O que ameaça a produção agrícola é o modelo tecnológico ultrapassado, que não usa adequadamente os recursos naturais.
    Não se pode ignorar as evidências científicas que demonstram o papel crucial desempenhado pelas florestas na regulação do clima, no combate ao aquecimento global e no fornecimento de "serviços ecológicos", como a produção de chuvas e a conservação do solo e da biodiversidade. O equilíbrio climático é crucial para todos. Sem ele, compromete-se a produção de alimentos, a vida no campo e nas cidades.
    O debate não pode ser resumido a uma disputa entre ambientalistas e ruralistas. O que a sociedade brasileira espera de seus legítimos representantes são respostas para o desafio de termos uma produção agrícola pujante e cada vez mais valorizada, junto com nossa biodiversidade e meio ambiente preservados.

    Enviado por Leonardo Mota Neto, segunda, 26/10,às 11h18m

    O léxico de Mariina 

    É bom que os eleitores comecem a se acostumar com o léxico da candidata Marina Silva,que povoará a campanha presidencial de 2010.

     Hoje, no Senado, em discurso, ela se esmerava nos "apartação" e nos e nos  "pertencimentos".

    Você sabe o que significa,leitor? 

    E-mails para a candidata do PV, para que traduza seus discursos para o ... português!

    Enviado por Leionardo Mota Neto.Às 2015m.



    comentários | imprimir | enviar por email

    voltar para a página inicial