José Serra

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Atualizado às 10h11m

Publicado pela Folha de S.Paulo

Serra ataca e diz que MST invadirá mais com Dilma

Foto Terra

Estratégia é associar petista a imagem de desrespeito a valores democráticos

José Serra, Gilberto Kassab, ao fundo, e o vice do tucano, Indio da Costa, em encontro com empresários

CATIA SEABRA
RICARDO BALTHAZAR
DE SÃO PAULO

Disposto a associar a petista Dilma Rousseff a uma imagem de radicalismo e desrespeito aos valores democráticos, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, subiu o tom de seus ataques à adversária ontem, durante almoço com empresários.
Citando uma entrevista em que o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra João Pedro Stédile declarou apoio a Dilma, Serra disse que o MST aumentará o número de invasões caso Dilma seja eleita: "Porque com ela vão poder fazer mais invasões, mais agitação".
A disseminação da ideia de que o PT e sua candidata representam uma ameaça aos "valores democráticos" é uma estratégia da campanha. Um dos articuladores políticos de Serra, o deputado Jutahy Magalhães (BA) afirmou que essa é "uma linha mestra da campanha".
"Se o governo instrumentaliza um movimento que adota práticas ilegais, temos que denunciar", afirmou.
Até agora, Serra mirava o PT. Ontem, porém, avançou um degrau, falando especificamente no nome da adversária. O MST não será o único alvo. Ontem, Serra sugeriu que o governo deveria se valer de sua influência para salvar presos políticos em Cuba.
Dias depois de seu vice, o deputado Indio da Costa (DEM), associar o PT às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Serra sugeriu que o Brasil deveria ter usado sua influência para evitar o recente rompimento entre Venezuela e Colômbia.
"É inegável, indiscutível, que o Brasil sempre teve mais simpatia pelo [presidente venezuelano, Hugo] Chávez", disse Serra. "É inegável que o Chávez abriga essas Farc."
Em seguida, ao criticar o loteamento de estatais e agências reguladoras pelos partidos governistas, o tucano acusou os petistas de promoverem o que classificou como "patrimonialismo sindicalista" e "bolchevique".
No encontro de ontem, em que 497 integrantes do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) se reuniram para ouvi-lo, Serra também se esforçou para desfazer a imagem de competência administrativa que muitos empresários costumam associar a Dilma.
Ao criticar um comentário da petista sobre o tamanho da carga tributária no Brasil, que em termos relativos é inferior à de alguns países ricos, Serra disse que a "assessoria dela deixou de informá-la que a gente deve comparar o Brasil com países de desenvolvimento equivalente".

 



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Atualizado às 09h32m

Publicado pelo Blog do Josias

Serra não fará menção às Farc na propaganda de TV

Principal novidade da campanha eleitoral, o azedume que José Serra injetou no discurso não será reproduzido na propaganda de TV do candidato. 

O Serra da televisão não vai repetir, por exemplo, a acusação de vínculo do PT com as Farcs que o Serra das entrevistas dos últimos dias alardeou. 

Os operadores do comitê tucano concluíram que esse tipo de ataque serve para constranger o petismo, mas não rende votos para Serra. 

Tampouco retira votos da rival Dilma Rousseff. Munido de pesquisas quantitativas e qualitativas, o QG de Serra verificou: 

1. O pedaço do eleitorado sensível ao discurso de que o PT é dúbio nos valores que professa já vota em Serra.

2. O grosso do eleitorado de Dilma, simpático a Lula e agradecido pelas benesses do Bolsa Família, nem sabe o que são as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Na estratégia de campanha de Serra, a vinculação do PT com as Farc foi reduzida à condição de um “acidente de percurso”.

Resultado de um “escorregão” de Índio da Costa (DEM-RJ). Algo que, para não desautorizar o vice, Serra viu-se compelido a endossar. Parcialmente.

Ao corroborar o vice, o candidato teve o cuidado de não repisar o pedaço da declaração de Índio que insinuava o envolvimento do PT com o narcotráfico.

O assunto ainda terá alguma sobrevida no noticiário, graças às ações judiciais movidas pelo PT contra Índio e o PSDB.

Mas, a depender do tucanato, vai ficar nisso. Na propaganda de televisão, Serra pretende se ocupar de sua própria biografia.

Os responsáveis pelo marketing da campanha tucana contemplam a hipótese de recorrer a ataques pontuais. Sempre a Dilma e ao PT, jamais a Lula.

Mas está decidido que a chamada “baixaria” não será a tônica da propaganda eletrônica. As pesquisas internas indicam que o jogo bruto não se trazuz em votos.

 



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Atualizado às 10h08m

Publicada pelo Blog do Josias

Serra associa Pimentel à violação fiscal do tucano EJ 

O presidenciável tucano José Serra injetou o nome do petista Fernando Pimentel no caso da violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB. 

Deu-se numa entrevista concedida por Serra na viagem que fez a Porto Alegre (RS), nesta quinta (22). A jornalista Rosane de Oliveira perguntou: 

“O senhor acha que o sigilo de Eduardo Jorge foi quebrado com autorização superior, a pedido de Dilma, ou gesto de uma ‘aloprada’ da Receita Federal?”

E Serra: “É estratégia do PT. Eles tinham montado um grupo de dossiê sujo. Dossiê limpo não é obrigatoriamente algo criminoso...”

“...Quando é feito com baixaria, você está comprando depoimento. Isso é jogo sujo, e o PT estava montando isso e foi descoberto...”

“...Tudo coordenado por um personagem importante do PT, que é o Fernando Pimentel. Não é um Zé Ninguém. Uma delas foi começar a quebrar sigilo usando de funcionários ligados ao PT”.

A entrevista está disponível na edição desta sexta (23) do diário gaúcho Zero Hora (aqui). O caso EJ consta do miolo de uma conversa que tratou variados -de metrô à previdência.

A resposta de Serra à questão sobre o fisco evoca o grupo de “inteligência” que se tentou montar no núcleo de comunicação do comitê petista de Dilma Rousseff.

Exposto no noticiário como uma espécie de usina de espionagem de tucanos, entre eles o próprio Serra, o grupo foi desmobilizado em junho.  

Associado à encrenca, o jornalista Luiz Lanzetta, cuja empresa (Lanza Comunicação) fora contratada pelo PT, desligou-se da campanha.  

Próximo de Lanzetta, Fernando Pimentel foi vinculado nas manchetes à ação de espionagem que o noticiário abortou.  

Amigo de Dilma da época da militância contra a ditadura, Pimentel era um dos coordenadores da campanha presidencial do PT. 

Hoje, candidato ao Senado, ele se dedica à sua campanha, em Minas Gerais. Também tomou distância do comitê de Dilma.

Ex-prefeito de Belo Horizonte, amigo do tucano Aécio Neves, Pimentel sempre negou ter participado das ações de bisbilhotagem atribuídas à campanha de Dilma.

Negou, por exemplo, que estivesse por trás de uma reunião supostamente organizada em seu nome, em 20 de abril, no restaurante Fritz, em Brasília.

Nesse encontro, Lanzetta foi à mesa com o delegado aposentado da PF Onésimo de Sousa e dois espiões de “pijamas” de órgãos de informação.

Depois, em entrevistas e em depoimento no Senado, o delegado Onésimo declarou que fora convidado para uma conversa com Pimentel, que não apareceu.

Acrescentou que Lanzetta lhe encomendara a montagem de uma operação para espionar Serra e embros do próprio comitê de Dilma.

Pimentel negou ter ordenado o encontro. Mais: negou também ter sido informado posteriormente sobre o teor da conversa.

Com suas declarações, Serra como que ressuscita o episódio. E adiciona a ele a pimenta do caso Eduardo Jorge, ligando a violação fiscal a Pimentel.

Também nesta quinta, enquanto Serra borrifava querosene na fogueira, Dilma cuidava de afastar de si e do PT as labaredas.

Em sabatina do portal R7, a rival de Serra disse esperar que a sindicância aberta na Corregedoria da Receira termine “o mais rápido possível”.

Sem saber que Serra jogara Pimentel no fogo, Dilma acrescentou: "É muito estranho atribuir um vazamento na Receita à minha campanha...”

“...Se tivesse isso claro, não estavam investigando. Não há provação, há ilações, acusações infundadas...”

“...Recentemente, a diretoria da Petrobras teve seus dados fiscais vazados e nem por isso dissemos que foi a oposição".

Por ora, a apuração do fisco concentra-se em Antonia Aparecida Rodrigues Silva, servidora da Receita de Santo André, no ABC paulista.

Ao dizer que a bisbilhotagem fiscal “é estratégia do PT”, Serra insinua que descrê da hipótese de que Antonia Aparecida seja o alvo central.

Atribui-se à servidora o acesso não justificado aos dados fiscais de Eduardo Jorge. Chegou-se a ela por meio de um rastreamento de senha.

Não se obteve, por ora, prova de que, além de acessar, Antonia Aparecida tenha vazado as informações. Algo indispensável para caracterizar a violação.  



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Atualizado às 12h26m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Indio insinua elo PT-Comando Vermelho

]Vice de Serra acirra polêmica iniciada no fim de semana, quando acusou partido de envolvimento com as Farc

Democrata nega ter sido repreendido dentro da campanha tucana por suas declarações e diz que "fala o que pensa"

ITALO NOGUEIRA
DO RIO

O deputado Indio da Costa (DEM-RJ), candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB), ligou indiretamente ontem o Comando Vermelho, maior facção criminosa do Rio, ao PT.
A declaração aumenta a polêmica criada por ele no fim de semana ao acusar o partido de ligação com as Farc e com o narcotráfico.
Indio, que acompanhou Serra em visita ao Rio, afirmou existirem "vários indícios de ligação do Comando Vermelho com as Farc".
"A gente vive aqui no Rio de Janeiro, no meio de uma guerrilha urbana alucinada por conta do narcotráfico. Veja só: PT e as Farc. As Farc e o narcotráfico. O narcotráfico e o Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, com indícios muito claros de relacionamento. Agora ela [Dilma] tem que dizer o que ela acha. Se ela acha que tem problema ou não essa relação."
O vice de Serra disse considerar "ridículos" os processos que o PT pretende mover.
Referindo-se à candidata petista, Indio citou a quebra do sigilo fiscal de Eduardo Jorge. "Será que ela acha que é legal e merece respeito quebrar o sigilo bancário e fiscal contra um cidadão?"
Seguindo a estratégia de preservar Serra de discussões, Indio disse ainda que gostaria de saber o que Dilma acha da "pressão" que sua campanha estaria fazendo sobre a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, autora de ações contra Lula por campanha antecipada.
Indio negou ter sido repreendido por tucanos dentro da campanha por suas declarações. "Entrei na política para falar o que eu penso."

NOVA AÇÃO
O PT entrou nesta quarta-feira com uma ação na 13ª Vara de Justiça do DF por danos morais contra o PSDB e Indio pelas declarações ligando o partido às Farc e ao narcotráfico. A legenda pede R$ 40 mil por difamação.
O PT solicita ainda que a decisão, se favorável, seja reproduzida no Twitter e no site Mobiliza PSDB, que divulgou a entrevista. Para o PT, o PSDB deve responder criminalmente pelas acusações do vice porque "foi conivente".
O PT já havia ingressado na segunda-feira com uma ação no STF por crime contra honra e na Justiça Eleitoral com um pedido de resposta.

 



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Atualizado às 02h35m

Publicado pelo Blog do Josias

Em campanha de Aécio e Anastasia ‘esquecem’ Serra

Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é visto como um Estado estratégico por todos os presidenciáveis. 

Nesse contexto, o PSDB de José Serra atribui a Aécio Neves, grão-duque do tucanato mineiro, um papel central na sucessão de 2010. 

Porém, Aécio e Antonio Anastasia, o candidato dele ao governo mineiro, não parecem tão preocupados com o futuro de Serra. 

Em eventos de campanha, o nome do presidenciável tucano só é recitado no microfone naqueles em que está presente.  

Quando Serra está ausente, o quase-futuro-senador Aécio e Anastasia são acometidos de uma espécie de surto de amnésia. 

Olvidam-se de que o partido tem candidato ao Planalto. O esquecimento dorme nas páginas dos discursos eleitorais divulgados pelo PSDB-MG. 

O repórter Rodrigo Vizeu deu-se ao trabalho de ler as peças. Não encontrou nenhum vestígio de Serra. 

Realizaram-se, por ora, pelo menos cinco atos públicos. Serra não obteve menção espontânea em nenhum deles. 

Numa oportunidade, Anastasia até se ocupou da defesa da candidatura de Serra. Mas só depois de ter sido inquirido por um repórter. 

Deu-se no último sábado o mais relevante evento de campanha organizado pelo PSDB mineiro até o momento. 

Foi um encontro dos candidatos ao governo e ao Senado com líderes políticos do Estado. Aécio definiu-o como a “grande largada”. 

Ao discursar, Aécio bradou: "Viva Minas, viva Anastasia, viva Itamar Franco”. Nenhum viva a Serra. 

Anastasia e Itamar, candidato ao Senado pelo PPS, também discursaram. De novo, nada de Serra. 

Como se vê, a perfeita solidão de Serra pressupõe, em Minas, a presença de pelo menos três amigos fiéis.

 



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Atualizado às 10h30m

Publicada pela Fooha de S.Paulo

Serra endossa vice e repete que PT tem elo com as Farc

Candidato e dirigente tucano evitam ligar partido de Dilma ao narcotráfico

No Twitter, candidato a vice suaviza as críticas; presidente do PSDB diz que estratégia petista é tentar "esconder Dilma"

Foto de Alexandre Guzanshe/Fotoarena/Folhapress: José Serra, ontem, em comitê do PSDB em Belo Horizonte

RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
CATIA SEABRA
ENVIADA ESPECIAL A DIVINÓPOLIS (MG)

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, endossou ontem a associação entre o PT e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), feita por seu candidato a vice, Indio da Costa (DEM), mas evitou referendar a ligação entre o partido e o narcotráfico, como o deputado havia feito.
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, também engrossou o coro de ataques ao partido de Dilma Rousseff.
"A ligação do PT é com as Farc", disse Serra, em Belo Horizonte. "Isso todo mundo sabe, tem muitas reportagens, tem muita coisa. Apenas isso. Agora, as Farc são uma força ligada ao narcotráfico, isso não significa que o PT faça o narcotráfico."
Em São Paulo, Guerra também procurou caracterizar o ataque do vice como uma mera citação de notícias sobre a suposta ligação do PT com a guerrilha.
"O Indio disse o que a gente sabe: as Farc se sustentam com dinheiro do narcotráfico, e o PT é ligado às Farc. É um sócio incômodo que o PT tem", afirmou.
Pelo Twitter, o próprio Indio tentou suavizar o tom de suas declarações, feitas em bate-papo com tucanos na internet e noticiadas pela Folha no domingo.
"PT não faz narcotráfico. As Farc, sim", escreveu. Em seguida, o vice publicou links para duas reportagens de jornais colombianos vinculando o PT à guerrilha.
Na entrevista que deu origem à polêmica, o vice de Serra foi claro ao vincular o PT ao tráfico: "Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", disse, na ocasião.

EXAGERO
Em conversa reservada com o ex-governador Aécio Neves, candidato do PSDB ao Senado por Minas Gerais, Serra admitiu que Indio exagerou nos ataques, mas argumentou que é preciso ultrapassar o episódio e tocar a campanha adiante.
Em público, ele procurou manter o tema das drogas na ordem do dia. Sem que fosse questionado, defendeu o combate ao crack e criticou o policiamento das fronteiras.
Serra insinuou que o PT usa a polêmica em torno da declaração de Indio para encobrir a violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB, o que chamou de "uma coisa mais séria".
"É quebra de sigilo de tucanos como arma de baixaria eleitoral. É um crime muito grave", afirmou.
Diante do anúncio de processos contra o vice de Serra, Sérgio Guerra chamou o partido adversário de "campeão do mensalão", lembrou o escândalo dos aloprados e acusou Dilma de não ter opinião.
"A Dilma não tem a menor condição de liderar este país ou coisa nenhuma. O povo não é bobo. A ideia deles é: "Vamos esconder a Dilma e enganar o povo". Nós temos um candidato e um projeto. Eles têm uma fraude", afirmou o presidente tucano.
Ele mirou no ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que disse que Indio age "como idiota". "Qual autoridade ele tem para chamar alguém de idiota? Ele produz um Orçamento vergonhoso todo ano. Não vou dizer que a cabeça dele é grande e a inteligência é menor."
Os tucanos anunciaram que pedirão ao Ministério Público para apurar a suposta existência de fitas que registrariam encontro de Dilma com Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal.
Em agosto do ano passado, Lina disse ter sido pressionada ao investigar empresas de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).



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Atualizado às 06h15m

Publicada pela Folha.com

Vice de Serra, Indio da Costa liga PT a narcotráfico e guerrilha 

BERNARDO MELLO FRANCO,DE SÃO PAULO

Candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB), o deputado Indio da Costa (DEM-RJ) radicalizou o embate com o PT e acusou o partido de ligação com o tráfico e os guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Ele fez os ataques em entrevista concedida sexta-feira ao portal "Mobiliza PSDB", que integra o aparato da campanha tucana na internet.


"Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", afirmou.

Indio também mirou na adversária Dilma Rousseff (PT). Disse que, se eleita, ela pode dar um "chute no Lula" para governar com petistas acusados de envolvimento no escândalo do mensalão.

"Quem nos garante que no dia seguinte à eleição ela não vai fazer o que no Brasil é comum entre criatura e criador? Dá um chute no Lula e vai governar sozinha, com as garras do PT por trás dela."

"Em janeiro, se a Dilma é eleita, o Lula volta para casa. Mas o PT fica com todos aqueles mensaleiros. O Lula tem poder sobre eles, mas eles têm muito poder sobre a Dilma", continuou.

Após ligar o PT às Farc, o vice de Serra contou que, em visita a Cuba, provocou autoridades da ilha ao circular com uma revista que ligava o partido de Lula e Dilma à guerrilha colombiana.

"Ia para tudo que era canto com ela debaixo do braço. Até queria ser preso, para ver como é que era lá em Cuba essa história que tanto falam. Mas é um horror aquilo. Vocês não podem imaginar. Coitado do cubano", disse.

Em março de 2005, a revista "Veja" disse ter tido acesso a dossiê da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que relataria o envio de US$ 5 milhões das Farc para o PT na campanha de 2002, quando Lula foi eleito. O partido negou a acusação, que nunca foi comprovada.




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Atualizado às 10h39m

Publicada pela Folha de S.Paulo

"Lula e FHC são mais parecidos do que parece", afirma Serra

Candidato tucano diz que não precisa que governador de S. Paulo peça votos para ele

FÁBIO GUIBU
ENVIADO ESPECIAL A CARUARU (PE)

Ao fazer campanha pelo Estado natal de Lula, o candidato tucano à Presidência José Serra disse que é "amigo pessoal" do presidente e que o líder petista e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso "são muito mais parecidos do que parece".
"O ouvinte aqui pode estar surpreso, mas eu conheço os dois", disse Serra em Recife (PE), em entrevista a uma rádio local. "Ambos são, embora de maneira diferente, meus amigos pessoais, independentemente das diferenças em política."
Serra disse também que se considerava "um amigo" de Pernambuco e que amava o povo do Estado. "Tem o Lula, que é pernambucano, mas cresceu em São Paulo, e tem eu, que nasci em São Paulo, mas cresci na política aqui em Pernambuco desde a época de estudante", afirmou.
O ex-governador paulista disse ainda que votou em Lula para presidente em 1989.
Na sua estratégia de poupar Lula e atacar Dilma, Serra cobrou a presença da petista em debates. "Dilma não está a fim de comparação, de debater, de expor ideias, ouvir o contraditório", declarou.
"Dilma precisa começar a andar com as pernas dela, ela não vai ser nomeada pelo Lula e pelo PT." Ele afirmou que irá a todos os debates.
Ontem, Serra afirmou que não precisa que o governador de São Paulo, Alberto Goldman, mencione seu nome em eventos oficiais do Estado -o que é proibido pela legislação eleitoral.
Ele admitiu que o governador "pode ter citado uma ou outra coisa", mas ressaltou que ele não precisa "que nenhum outro amigo, companheiro, peça [votos para ele], porque é o meu Estado".

 

 



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Atualizado às 10h36m

Serra discute economia com presidente da Comissão Europeia

Candidato defendeu estreitamento do Mercosul com a UE.

Tucano fez críticas aos diálogos de Lula com o Irã.

Tássia Thum,Do G1 RJ

O candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, se reuniu na tarde desta quinta-feira (15) com o presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso. O encontro foi em um hotel em Ipanema, na Zona Sul do Rio, freqüentado por diversas celebridades internacionais.

O principal assunto da conversa foi o estreitamento da relação do Brasil e do Mercosul com a União Europeia. O tucano também fez críticas à algumas medidas políticas e econômicas adotadas pelo governo Lula, como acordos com a China e diálogo com o Irã. A reunião durou cerca de uma hora. Serra classificou a conversa como proveitosa.

Relações do Mercosul com a UE

O presidente Durão Barroso afirmou que é essencial começar as negociações da União Europeia com o Brasil, já que os países do velho continente têm propostas de investimento para o Brasil.


“Há mais investimento da União Europeia no Brasil do que na China, Rússia e Índia juntos. Uma relação entre a União européia e o Mercosul juntos traria prosperidade, além de um fato muito importante. No entanto, acredito que alguns setores se sentiriam prejudicados, por isso, é preciso encontrar um acordo ambicioso e mais equilibrado”, lembrou Durão Barroso.

A taxação global dos bancos e o aumento da regulação não foram abordados no encontro dos dois. Entretanto, Serra ressaltou que se eleito, pretende criar mecanismos que previnam crises futuras e se mostrou favorável à adoção de medidas flexíveis no Mercosul.

“O Brasil tem condição de avançar muito mais sozinho na União Europeia do que os outros parceiros. Isso pode se fazer de uma maneira, em que não seja preciso mexer em tratados, e, fazendo por intermédio dos ministros”, declarou o tucano.

Serra defendeu uma política comercial mais agressiva. Segundo ele, nos últimos tempos, o Brasil só firmou contrato com Israel, que é um país de economia pequena e de pouca visibilidade.

“O Brasil tem que fazer acordos que beneficiem o nosso país. Houve estratégias equivocadas como em relação à China. Com isso, o Brasil ficou inibido de adotar medidas de defesa contra as práticas desleais dos chineses no mercado mundial. O Brasil não seguiu o interesse econômico, e, só pensou no âmbito político”, disse o candidato.

 




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Atualizado às 10h36m

Serra discute economia com presidente da Comissão Europeia

Candidato defendeu estreitamento do Mercosul com a UE.

Tucano fez críticas aos diálogos de Lula com o Irã.

Tássia Thum,Do G1 RJ
 
O candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, se reuniu na tarde desta quinta-feira (15) com o presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso. O encontro foi em um hotel em Ipanema, na Zona Sul do Rio, freqüentado por diversas celebridades internacionais.

O principal assunto da conversa foi o estreitamento da relação do Brasil e do Mercosul com a União Europeia. O tucano também fez críticas à algumas medidas políticas e econômicas adotadas pelo governo Lula, como acordos com a China e diálogo com o Irã. A reunião durou cerca de uma hora. Serra classificou a conversa como proveitosa.

Relações do Mercosul com a UE

O presidente Durão Barroso afirmou que é essencial começar as negociações da União Europeia com o Brasil, já que os países do velho continente têm propostas de investimento para o Brasil.




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Atualizado às 07h49m

Publicado pelo Portal Terra

Serra: Dilma é 'fruto de marketing' e usa máquina estatal

Serra recebe o apoio de artistas em encontro no Rio de Janeiro: defesa da 'descentralização da cultura'

João Pequeno ,Direto do Rio de Janeiro

Após debate sobre políticas culturais no Rio de Janeiro, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, acusou, como tem feito, a sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT) de usar a máquina estatal em sua campanha por ser uma candidata "fruto de marketing". O tucano foi questionado sobre o pedido de desculpas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter elogiado a candidata petista Dilma Rousseff em evento do governo federal.

"Ela é fruto de marketing e constantemente precisa recarregar a candidatura e aí fica usando a máquina governamental que não é uma coisa boa do ponto de vista eleitoral", afirmou Serra. "A máquina do governo não deveria ser usada para fins eleitorais. No caso da Dilma tem sido usada basicamente porque, ao que parece, ela não anda pelas próprias pernas", reiterou o candidato que já tinha feito a mesma acusação em evento da União Geral dos Trabalhadores (UGT) nesta tarde, em São Paulo.

Nesta terça-feira (13), no lançamento do edital do trem-bala que ligará as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, Lula afirmou que a responsabilidade do projeto era da ex-ministra da Casa Civil. O presidente já foi multado pelo Tribunal Superior Eleitoral seis vezes por propaganda antecipada.

O tucano discursou no encontro com artistas de todas as áreas e não poupou ataques à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tanto na área de cultura, quanto de forma mais abrangente na administração estatal.

Serra disparou uma série de ataques ao governo petista no que tange a gestão do Estado. Segundo ele, há uma "partidarização frenética" no Estado brasileiro e voltou a usar o termo "república sindicalista" para caracterizar a Gestão Lula. Serra também acrescentou que há hoje "uma elite sindical amarrada ao governo fazendo política partidária".

Também estiveram presentes ao encontro o vice-candidato à presidência pelo PSDB, Indio da Costa; a recém empossa do site Serra45, Soninha Francine; e o ator Carlos Vereza.

 



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Atualizado às 11h29mn

Publicado por O Globo

Serra: Presdência não se terceiriza

Tucano vai a São Luís para lançamento de candidatura de Jackson Lago, que teve mandato cassado pelo TSE

Fancisco Junior

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, procurou minimizar ontem o apoio que sua adversária do PT, Dilma Rousseff, recebe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem seus maiores índices de apoio na Região Nordeste. Em visita a São Luís, no Maranhão, Serra afirmou que não é possível terceirizar o exercício da Presidência:

— O Lula termina o mandanto em 31 de dezembro. Presidente não se terceiriza. Presidente tem que comandar as coisas. A campanha não está voltada para o Lula e sim para o Brasil — afirmou Serra, ao ser perguntado sobre as pesquisas de intenção de voto na Região Nordeste, onde Dilma lidera.

Serra foi a São Luís para participar do primeiro ato de campanha do candidado do PDT ao governo do Maranhão, Jackson Lago, apoiado por uma coligação da qual faz parte o PSDB. Lago foi cassado em 2009 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por crime eleitoral durante a campanha de 2006 e teve que deixar o cargo de governador. Sua adversária, Roseana Sarney(PMDB), que apoia a petista Dilma Rousseff, assumiu o governo.

O tucano também criticou a proposta do governo Lula de criar uma empresa estatal para a área de seguros é uma aposta arriscada porque pode estimular a corrupção.

— Empresa de seguros é uma área potencialmente de muito corrupção. É muito difícil em uma empresa de seguro estatal, segurar a corrupção", afirmou Serra.

Ao ser perguntado sobre o assunto, durante entrevista coletiva, Serra disse que estava sendo informado sobre o tema naquele momento e que precisaria obter mais detalhes:

— Seguro é uma área mais complicada para combater a corrupção eu espero que eles tomem medidas para coibir isto.



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Atualizado às 10h14m

Publicada pelo Blog  do Josias

QG de Serra: programa será detalhado, não mudado

Conforme noticiado aqui, na madrugada de segunda (12), o comitê de José Serra prepara uma nova versão do programa de governo do candidato. 

O repórter ouviu o coordenador do trabalho. 

Chama-se Francisco Graziano Neto. 

É ex-secretário de Meio Ambiente do governo de São Paulo. 

Ele cuidou de afastar a analogia com a rival de Serra, Dilma Rousseff:  

"Não dá para comparar o que acontece com a Dilma com o nosso processo", disse.

 "Não vamos trocar nada. Estamos promovendo acréscimos ao documento que foi entregue ao TSE".

Na semana passada, sete horas depois de ter protocolado o "programa" de Dilma no TSE, o PT substituiu-o por outro texto.

Retirou da segunda versão temas que, caros ao PT, não soaram adequados a uma candidata apoiada por partidos que vão do centro assumido à direita disfarçada.

Jogaram-se ao mar teses como a tributação de grandes fortunas e combate "ao monopólio dos meios eletrônicos" de comunicação.

De passagem por Belo Horizonte, Serra sentiu-se à vontade para fustigar a adversária, a exemplo do que fizera na semana passada:

"Nós não temos essa dupla cara. Uma hora é aliado do MST, noutra é inimigo...”

“...Uma hora defende o fim da liberdade de imprensa, noutra prega a imprensa livre. Nossos programas são setoriais e sempre coerentes".

O pedido de registro da candidatura de Serra no TSE traz anexado não um programa de governo, mas a junção de dois discursos do candidato.

São “diretrizes do programa”, diz Graziano. Segundo ele, a versão final não será levada ao TSE.

"O que está no tribunal é um conjunto de diretrizes, que nós estamos decompondo. Estou trabalhando 40 temas".

Informa que o trabalho será divulgado na web por partes, numa página aberta para receber sugestões de internautas.

"Você vai encontrar em todas elas trechos correspondentes dos discursos do Serra. Não se trata de mudança, mas de aprofundamento dos temas".

Em reunião com os dez partidos que integram o “conselho político” de sua campanha, Dilma constituiu três grupos. Um deles destinado à elaboração de um programa, o terceiro.

O primeiro não valeu. O segundo tampouco. O “definitivo” ficará pronto até o dia 10 de agosto.

Espremendo-se os fatos, chega-se ao caldo de uma pantomima.

Pela primeira vez, exigiu-se dos candidatos à Presidência a apresentação de programas de governo à Justiça Eleitoral.

E as peças submetidas ao TSE pelos candidatos que polarizam a disputa ou valem por dois palanques ou não valem uma mísera rubrica.
 



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DESTAQUES DE HOJE:

* Centrais sindicais chamam José Serra de ‘mentiroso’ 

* Serra também prepara segunda versão de ‘programa’.

Atualizado às 10h39m

Publicadas  pelo Blog do Josias

Serra também prepara segunda versão de ‘programa’

Foto Folha 

A despeito das críticas que fez ao vaivém programático da rival Dilma Rousseff, José Serra também prepara uma segunda versão do seu programa de governo. 

Mantém na web uma página para recolher sugestões de eleitores.  

Chama-se “Proposta Serra, um programa de governo participativo”. 

Na madrugada desta segunda (12), Serra convidou seus seguidores no twitter a visitar a página: “Colaborem”. 

Na semana passada, Serra fustigara Dilma por ter trocado, no TSE, uma versão azeda de programa de governo por outra mais amena. 

A primeira peça, apinhada de idéias polêmicas, trazia a assinatura de Dilma em cada folha.  

Numa inusitada tentativa de arranjar desculpa, Dilma dissera: “Rubriquei, não assinei”.  

Antes, reconhecera que não havia lido o texto, em verdade uma proposta do PT, aprovada no Congresso que a legenda realizara em fevereiro. 

Para complicar, o PT informou que prepara uma terceira versão do programa, incluindo teses defendidas por legendas aliadas. 

Aproveitando-se do episódio, Serra acusara Dilma e Cia. de ter “não duas, mas várias caras”. 

Pois bem. O “programa” que Serra protocolou no TSE, em verdade uma junção de dois discursos do candidato, também não é o definitivo. A versão final está por vir.  

Dito de outro modo: Os dois presidenciáveis que polarizam a sucessão fizeram o TSE de bobo. Ambos levaram ao tribunal textos natimortos. 

Por sorte, o grosso do eleitorado, escolado, já aprendeu que programas de governo são feitos de verdades que, passada a eleição, se esquecerão de acontecer.         

Uma internauta que segue Serra no micro-blog perguntou, em timbre jocoso: “Você apenas rubrica um documento de suma importância ou dá uma lindinha antes?” 

E o candidato tucano: “Não há perigo de eu assinar sem ler. Sou cricri. Sempre escrevi meus textos. Viro a madrugada escrevendo e lendo”. 

Ah, bom!

Centrais sindicais chamam José Serra de ‘mentiroso’ 

Em “manifesto” assinado pelos presidentes de cinco centrais sindicais, o presidenciável tucano José Serra foi chamado de “mentiroso”. 

O texto contesta duas informações difundidas por Serra: a de que seria responsável pela criação do FAT e a de que teria tirado do papel p seguro-desemprego. 

“Não fez nem uma coisa, nem outra”, anota o libelo das centrais, fechadas com a candidatura petista de Dilma Rousseff. 

O documento traz as assinaturas dos presidentes da CUT, Força Sindical, CGTB, CTB e NCST. “Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores”, eis o título.

 Quanto ao seguro-desemprego, os mandachuvas das centrais sustentam que “a verdade” é que foi criado por meio de decreto presidencial (número 2.284).

 Editado em 10 de março de 1986, foi assinado pelo então presidente José Sarney. O texto das centrais acrescenta:

 “Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores”.

Sobre o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), as centrais afirmam: “Foi criado pelo projeto de lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS)”. 

Acrescentam: “Um ano depois, Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara”. 

Deu-se, segundo as centrais, “na sessão de 13 de dezembro de 1989”.  

A proposta de Serra teria descido ao arquivo porque “o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado”. 

Como que decididos a abortar o esforço de Serra para "apresentar-se como beneméreito dos trabalhadores", os presidentes das centrais capricharam na desqualificação: 

 “[...] Tanto no Congresso quanto no governo [de São Paulo], sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores. A mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano”. 

Na Constituinte (1987-1988), escrevem os dirigentes das centrais, Serra “não votou” uma série de propostas. Listaram-se nove temas: 

1. “Serra não votou a redução da jornada de trabalho para 40 horas”.
2. “Não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo.
3. “Não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário”.
4. “Não votou para garantir 30 dias de aviso prévio”.
5. “Não votou pelo aviso prévio proporcional”.
6. “Não votou pela estabilidade do dirigente sindical”.
7. “Não votou pelo direito de greve”.
8. “Não votou pela licença paternidade”.
9. “Não votou pela nacionalização das reservas minerais”.

De acordo com o “manifesto” das centrais, foi “por isso” que o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) deu nota baixa a Serra. 

O desempenho do então deputado constituinte tucano rendeu-lhe média 3,75 na aferição do Diap. A nota máxima era 10. 

De resto, os presidentes das cinco centrais esmeraram-se nos ataques ao estilo de Serra à frente do governo de São Paulo. Anotaram coisas assim: 

“Reprimiu a borrachadas e gás lacrimogênio os professores que estavam reivindicando melhores salários”. 

Em maio, a ministra Nancy Andrighi, do TSE, aplicou multa de R$ 7.000 à Apeoesp, associação sindical que representa os professores do Estado de São Paulo. 

A multa foi estendida à presidente da entidade, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel. Ela desancava Serra em assembléias e manifestações. 

Acionado pelo PSDB e pelo DEM, o TSE entendeu que a greve, por política, promoveu “propaganda negativa de Serra”. Daí as multas. 

Em 1ª de junho, as centrais que agora atacam Serra realizaram, em São Paulo, um encontro batizado de Conferência Nacional da Classe Trabalhadora”. 

Nessa reunião, aprovaram um “programa de desenvolvimento” para o país. E declararam apoio à candidatura petista de Dilma Rousseff. 

Serra ainda não se manifestou publicamente sobre os ataques que lhe foram dirigidos pelos mandarins do sindicalismo pró-Dilma.



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Atualizado às 10h34m

DIA DO CANDIDATO

JOSÉ SERRA (PSDB)
Faz caminhada às 12h em Jundiaí (SP) com Alckmin

Publicada pela Folha de S.Paulo

Serra é multado em R$ 5.000 pelo TSE

É a 1ª punição do tucano; ministro entende que inserções do PSDB na BA em maio foram propaganda antecipada

Campanha tucana diz que vai recorrer; corte rejeitou argumento de que TSE não pode julgar propaganda regional

DE BRASÍLIA

Pela primeira vez, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) multou ontem o candidato tucano à Presidência da República, José Serra, em R$ 5.000, por propaganda eleitoral antecipada. O PSDB da Bahia também foi multado e terá de pagar R$ 7.500.
A punição, aplicada pelo ministro auxiliar Joelson Dias, ocorreu devido às inserções veiculadas na Bahia pelo partido no dia 19 de maio, quando Serra aparece e diz: "Ainda tem muita coisa para fazer e dá para fazer. Com união, seriedade e trabalho, eu tenho certeza: o Brasil pode muito mais".
A multa foi requisitada pelo Ministério Público. O advogado da campanha de Serra, José Eduardo Alckmin, afirmou que irá recorrer da decisão ao plenário do TSE.
Para o advogado, não houve desvio de finalidade nas inserções do PSDB: "Quando se diz que o Brasil pode mais, significa dizer que o governo não faz tudo o que pode. É apenas uma crítica ao governo federal. José Serra não pediu voto, não disse que era candidato", disse Alckmin.
O PSDB e o próprio Serra haviam argumentado no processo que, por se tratar de propaganda regional, o TSE não teria competência para julgar o caso, mas o ministro Joelson Dias não concordou. Para ele, Serra aparece nas inserções "já na notória condição de pré-candidato".
A legislação proíbe a propaganda eleitoral antes do dia 6 de julho, mas define como única punição a multa, de R$ 5.000 a R$ 25 mil.
Até agora, a candidata do PT, Dilma Rousseff, recebeu duas multas, de R$ 5.000 cada uma. Já o presidente Lula foi multado seis vezes -ao todo, as punições somam R$ 42,5 mil. Cabe recurso.

 



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Atualizado às 15h2Om

Publicado pelo Terra

No primeiro dia de campanha, Serra desafia Dilma para debates
 
Beto Richa e José Serra durante campanha em Curitiba

Foto: Denis Ferreira Netto/Futura Press

 Marcela Rocha ,Direto de Curitiba

Em seu primeiro dia oficial de campanha, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, seguiu à risca sua estratégia de campanha. O tucano chamou a adversária Dilma Rousseff (PT) para debates e ironizou suas recentes ausências. Serra começou sua campanha nesta terça-feira (6) em Curitiba.

"Tem que ter debates (...) parece que a candidata Dilma não sabe porque quer ser presidente", afirmou em referencia a uma matéria feita pelo jornal O Globo , onde os três candidatos - Serra, Marina e Dilma - foram perguntados sobre o que os motivava a disputar o Planalto e a candidata petista se recusou a falar. Essa foi uma das poucas vezes em que Serra mencionou o nome da adversária.

Serra ainda disse que "a omissão e não comparação está chegando ao exagero (...) mais importante são os confrontos, o que eu quero mesmo é poder debater". O ex-governador de São Paulo defendeu até que fossem feitas as mesmas perguntas para todos os candidatos e ironizou: "pode até por numa gaiola de vidro". O tucano num tom professoral também disse que "a gente aprende comparando".

Ao ser questionado sobre a troca do programa de governo da adversária petista, Serra disse que o primeiro programa era "a alma" do que é defendido pelo PT, por ter sido homologado na convenção do partido.

Em um Estado agroindustrial como o Paraná, Serra disse que as primeiras diretrizes apresentadas pelo PT defendiam, por exemplo, facilitar a invasão de terras e o controle da imprensa. "Eu não diria nem que são duas caras, mas várias caras", em seguida Serra disse ter uma cara só e que mesmo que alguns achem feia seu mulher, filhos e netos adoram.

Sobre suas diretrizes que foram apresentadas ao TSE, o candidato disse que foram "minuciosamente descritas". A oposição criticou o fato de terem sido os dois discursos feitos por Serra.

Ausência de Alvaro Dias
Questionado sobre a ausência de seu correligionário e quase vice, Alvaro Dias, Serra disse que o convidou para participar da estreia da campanha e admitiu ter sido ele a sua escolha "num primeiro momento". Pela manhã, o Terra entrou em contato com Alvaro Dias e ele disse que estava em Brasília, pois tinha atividade parlamentar programada para a semana. Na coletiva que concedeu aos jornalistas, Serra disse que Dias merece todo respeito, é um grande parlamentar, e reafirmou que ele terá papel destacado em sua campanha. Papel que ainda será definido.

Temas de Campanha
Serra enfatizou também que escolheu os seguintes temas para serem tratados no seu primeiro dia de campanha: "a mãe brasileira, mutirões para eliminar as filas em hospitais e ambulatórios médicos". O candidato manteve a saúde no topo de sua plataforma de campanha.

Em Curitiba, Serra entrou numa loja de calçados, tomou o clássico cafezinho de campanha e foi recebido com uma chuva de papel picados e fogos de artifício. O tucano caminhou pela rua XV de Novembro ao lado do candidato ao governo do Paraná pelo partido, Beto Richa, do vice na chapa, Flávio Arns, e dos candidatos ao Senado, Gustavo Fruet (PSDB) e Ricardo Barros (PP).

 



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Atualizado às 04h35m

Publicada pelo Portal UOL

A foto do dia

Serra e Indio da Costa na convenção do DEM.Foto da galeria de imagens da UOL.



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Atualizado às 05h11m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Serra não estanca crise, e chapa sofre novo revés

Irmão de Alvaro Dias se lança ao governo e dá palanque para Dilma no PR

Após tensas reuniões e intervenção de FHC, PSDB e DEM não obtêm acordo sobre indicação do candidato a vice

Marcelo Justo/Folhapress


 
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao sair de reunião entre líderes do DEM e do PSDB em hotel na capital paulista

DE SÃO PAULO

Não bastasse a crise com DEM, a chapa José Serra-Alvaro Dias sofreu ontem um novo revés. O senador Osmar Dias (PDT-PR) anunciou a decisão de concorrer ao governo do Paraná, consolidando palanque para a petista Dilma Rousseff no Estado.
Acertada ontem numa reunião entre Osmar e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a decisão representa um duplo golpe para a candidatura de Serra. Além de oferecer um palanque para Dilma, desmonta o principal argumento em favor de Dias na queda-de-braço entre PSDB e DEM para indicar o vice de Serra.
Até ontem, Osmar dizia que não seria candidato ao governo do PR caso Dias, seu irmão, fosse vice de Serra.
Ontem, porém, Osmar disse a interlocutores que, como não haverá "disputa direta" entre eles, não haverá problema em integrar outra coalizão.
Nas reuniões com o DEM, o tucanato usou a perspectiva de implosão do palanque de Dilma como motivo para indicação de Dias. Com a candidatura de Osmar, esse trunfo não existe mais.
No final da noite, a avaliação entre líderes tucanos era de que o lançamento da candidatura de Osmar fragiliza a indicação de Alvaro Dias.
Esse ingrediente azedará mais a relação com o DEM, que ameaçou suspender sua convenção, afinal confirmada para hoje, em Brasília. O presidente do partido, Rodrigo Maia, disse que "se possível" a sigla apoiará Serra. Após duas tensas reuniões, tucanos e democratas não chegaram a um consenso. Serra atuou diretamente e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi acionado para tentar convencer os aliados a aceitar Alvaro Dias.
A definição sairia de um novo encontro da cúpula do DEM ontem à noite em Brasília -o terceiro em 24 horas.
Os democratas diziam que, sem acordo, a convenção poderia ser cancelada. O encontro acabou sem o anúncio do fim do impasse. A decisão ficou para a convenção de hoje, que começará às 8h.
Em telefonemas aos democratas, Serra apelou para o instinto de sobrevivência do DEM: alegou que o veto a Dias impõe risco não só ao PSDB mas ao futuro da aliança. Para pressionar, tucanos recrutaram democratas nos Estados nos quais o DEM depende do apoio do PSDB para ser mais competitivo: a ameaça é abandonar essas alianças se o DEM romper com o PSDB nacionalmente.
Convocado a pedido de Serra, FHC pediu responsabilidade a todos na reunião. Ao sair, não descartou o risco de ruptura: "Certeza [de que a aliança está mantida], nunca pode se dizer que sim".
A cúpula do DEM chegou a admitir até a substituição de Dias por outro tucano, mas mantinha o veto ao senador. Já o PSDB insistia no tucano. Apesar de a hipótese de recuo existir de ambos os lados, a estratégia é esticar a corda para ver quem cede. Se o DEM decidir manter o veto, o PSDB terá de negociar.

 

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Colaborou DIMITRI DO VALLE, de Curitiba

 

 



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Atualizado às 08h58m

Publicada pelo UOL

Serra intervém, mas impasse entre PSDB e DEM permanece

CATIA SEABRA, DE SÃO PAULO

À véspera da convenção nacional do DEM, continua o impasse em torno do vice de José Serra à Presidência. O candidato do PSDB participou na madrugada desta terça-feira (29) de uma reunião na casa do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), com democratas e tucanos, para tratar sobre a reação do DEM à indicação do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), numa chapa tucana puro-sangue.

No encontro, Serra --que inicialmente resistiu em participar da reunião-- alegou que não interessa o partido, pois democratas e tucanos terão a mesma participação na campanha. Apesar da intervenção, o impasse entre os dois partidos continua e ainda nesta terça-feira será realizada uma nova reunião.

"O impasse continua. Deveríamos ter negociado antes, como estamos fazendo agora", afirmou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. "Começamos a superar o impasse porque estamos na mesa de negociação", completou.

O comando do DEM --inclusive o comedido ex-senador Jorge Bornhausen (SC)-- alertou Serra para o risco de "derrota na convenção do partido", que será realizada na quarta-feira, caso seja mantida a indicação de Dias. Segundo participantes da reunião, Bornhausen fez o mais contundente discurso de crítica à indicação de um tucano a vice.

De acordo com participantes, a reunião foi tensa. Rodrigo Maia, presidente do DEM, negou o argumento de que não estaria disposto a negociar.

Em meio a discussão, um democrata sugeriu a análise do nome de outro candidato do PSDB a vice. Maia reagiu e, segundo participantes, disse que "agora tem que ser do DEM. Eu estou fechado com 70% do partido".

De acordo com Guerra, houve o reconhecimento de que o PSDB errou na forma de indicação de Dias. Esse era o gesto que o DEM reivindicava para abrir as negociações com o partido.

Questionado sobre o apoio do PSDB a escolha de Dias, Guerra disse que "todos nós do PSDB defendemos um candidato".

Inicialmente, Serra resistiu em participar da reunião para ser poupado da crise, mas os democratas alegaram que a ausência do candidato só iria fomentar o embate. A reunião começou com um jantar entre tucanos e democratas. O candidato foi chamado por volta das 23h40 e deixou a casa do prefeito à 1h. v

 



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Atualizado às 05h09m

A foto do dia

Serra cumprimenta um artista de rua em Guarulhos (SP).Foto de Jorge Araújo, da Folha Press,publicada pela Folha de.Paulo

Publicada pela Folha de S.Paulo

ANÁLISE

Para os tucanos, pior que os números, é a prova de que tática atual não funciona

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

A pesquisa Ibope sobre intenção de voto para presidente representa uma péssima notícia para a oposição. Menos pelos números apurados e mais pelo que projeta como cenário futuro.
O candidato do PSDB, José Serra, fez todos os movimentos possíveis neste mês para alavancar seu projeto presidencial. Apareceu como estrela única no programa partidário de dez minutos em rede nacional de rádio e TV. Foi o protagonista de dezenas de comerciais de 30 segundos.
Ainda assim, apareceu com 35%, contra 40% de Dilma Rousseff (PT) no Ibope.
Serra disse logo no início de seu programa na TV que vai dar continuidade ao Bolsa Família. De maneira cirúrgica, em suas entrevistas, critica o governo e sempre preserva o presidente Lula.
Esse delicado equilíbrio no discurso tem sido suficiente para segurar o tucano nos últimos meses no patamar dos 35%. Mas a tática se mostra imprópria para impedir o avanço de Dilma, ancorado no crescimento da economia e na popularidade de Lula.
Pior um pouco para o PSDB: houve agora uma demonstração prática de que, quando Dilma vai à TV ao lado de Lula, sobe. Foi o que se passou em maio. Já Serra, ao adotar um caminho semelhante (não tem Lula), não conseguiu impulso extra.
Há também um aspecto de marketing local não muito explorado. PSDB e seus aliados DEM, PPS e PTB concentraram suas propagandas para a atual fase da campanha. O PT preferiu diluir seus comerciais ao longo do ano. Também separou o que era mídia nacional da regional.
Enquanto Serra aparecia em mídia nacional neste mês, Dilma também estava presente em comerciais regionais do PT em vários Estados. Pelos cálculos do QG dilmista, a candidata de Lula atingiu quase 80% do eleitorado com essas inserções.
Quando se observa o percentual de 35% conquistado por Serra, não se pode afirmar que é uma marca ruim. O problema não é esse. A equação ainda não resolvida é como fazer para crescer e estancar o avanço da candidata do PT. Apresentar-se na TV como alternativa não teve a eficácia desejada pelo PSDB.

Publicada pela Folha de S.Paulo

VALDO CRUZ

Algo deu errado!

BRASÍLIA - Tão logo foi divulgada mais uma pesquisa de intenção de voto, os tucanos fizeram circular que não esperavam o resultado e que seus levantamentos internos indicam outra realidade. E aguardam novas pesquisas.
O fato é que José Serra se aproxima do início oficial da campanha presidencial numa situação desconfortável. Seu plano de voo era chegar nessa fase à frente de Dilma. No mínimo empatado.
Pois bem, o resultado do Ibope mostrou exatamente o contrário. Dilma com 40%, Serra com 35% e Marina com 9%. Isso depois que o PSDB assumiu a tão criticada tática petista e fez propaganda eleitoral explícita de Serra na TV.
Ou seja, algo deu errado. Primeiro, os tucanos não contavam com a estratégia petista de usar os programas regionais como vacina. Depois, não conseguiram criar notícias positivas para seu candidato -nem negativas para Dilma.
A pesquisa indica que a história do dossiê contra Serra, fabricado por pessoas ligadas à pré-campanha de Dilma, não tirou votos da candidata petista. E que insistir na tecla da fuga de debates ainda não funcionou a contento.
A nova queda nas pesquisas vem num momento ruim, na reta final do fechamento de alianças estaduais ainda indefinidas. Confirmado por novas pesquisas, o resultado pode estimular defecções de última hora na seara tucana.
O maior receio tucano é o PP desistir da já anunciada neutralidade e apoiar oficialmente Dilma, engrossando ainda mais o tempo de TV da petista. Sem falar nas ameaças de prefeitos democratas de apoiar a candidata de Lula.
Tudo perdido para os tucanos? Claro que não, ainda virá a fase dos programas de TV e dos debates.
O retrato do momento, porém, mostra que a missão do PSDB será garantir o segundo turno. E aí, sim, apostar na comparação direta entre as duas candidaturas e suas propostas, coisa que fica diluída no primeiro round.

 

 

 



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Atualizado às 17h51m

Publicada pelo Portal Terra

Serra se recusa a comentar liderança de Dilma em pesquisa.

Vagner Magalhães, Direto de São Paulo.

O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, se recusou a comentar a pesquisa CNI/Ibope em que a candidata do PT, Dilma Rousseff, aparece na liderança da corrida ao Planalto com 38,2% das intenções de voto, contra 32,3% do tucano. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (23) na pesquisa encomendada ao Ibope pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A candidata do PV ao Palácio do Planalto, Marina Silva, registra 7%.

Antes de ser informado sobre o resultado da pesquisa CNI/Ibope, um repórter questionou o que o tucano achou da última Datafolha, que apontou crescimento de Dilma. Serra respondeu: "Pesquisa vai, pesquisa vem. A campanha começa mesmo depois da copa do mundo, quando começam os debates políticos e o horário eleitoral na TV".

É a primeira vez nos levantamentos da parceria CNI/Ibope que a petista lidera a disputa. Quanto à rejeição, Serra tem 30% do eleitorado que afirma que "não votaria nele de jeito nenhum para presidente". Há três meses a cifra negativa correspondia a 25%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 16292/2010 e realizada entre os dias 19 e 21 deste mês. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 140 municípios.

Quando o instituto divulgou os dados da pesquisa, o tucano fazia uma caminhada pelo calçadão comercial de Guarulhos (SP) na tarde desta quarta, acompanhado dos candidatos Geraldo Alckmin (governo de São Paulo)e Orestes Quércia (Senado).

O tucano disse que "a grande prioridade é ampliar o aeroporto de Guarulhos com a construção do terceiro terminal". Na avaliação dele, "o processo está muito lento". Serra defendeu também a ampliação do aeroporto de Viracopos, em Campinas. "Se a iniciativa privada quiser construir, é so obedecer as questões ambientais", acrescentou.

Serra chegou perto das 15h30 em frente a Igreja Matriz e percorreu cerca de 300 metros do calçadão, cumprimentando seus eleitores. Recebeu pedidos no setor de habitação e saúde e foi criticado na questão da educação. Uma senhora o acusou de ser responsável pela demora do reajuste salarial dos professores.

 

 



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Atualizado às 04h41m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Serra critica recusa de Dilma em ir a debates

"O que ela tem para esconder?", provoca tucano em entrevista a TV

Depois do DEM, PTB de Roberto Jefferson quer entrar na briga para indicar o candidato a vice na chapa do PSDB

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
ENVIADO ESPECIAL A TERESINA
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

José Serra, candidato do PSDB à Presidência de República, sugeriu ontem que Dilma Rousseff, candidata do PT, não comparece a debates por ter algo a esconder.
"Você não acha estranho que ela deixe de debater? Não é esquisito se ela quer ser presidente? O que ela tem para esconder?", questionou, em entrevista a emissoras de TV de Teresina (PI). Serra chamou a atitude de Dilma de "curiosíssima".
Na semana passada, Dilma cancelou a presença em uma sabatina promovida pela Folha e pelo UOL, alegando conflitos na agenda. Ela está em viagem à Europa.
Serra negou que, caso eleito, pretende parar a obra de transposição do rio São Francisco. Ele disse que a informação provém de uma "indústria da mentira" criada pelo governo Lula.
Serra disse que a escolha do vice em sua chapa não é problemática, e sim uma preocupação da imprensa. E minimizou a importância da definição: "A população não sabe que o Michel Temer [PMDB] é vice da Dilma."

PTB TAMBÉM QUER
Depois do DEM, ontem foi a vez de o presidente do PTB, Roberto Jefferson, afirmar que seu partido também está disposto a entrar na briga pela indicação do vice.
"Não nos imporão vice do DEM. Vamos brigar pela vice de Serra. Temos nomes: Benito Gama, da Bahia", afirmou no Twitter.
Além de tesoureiro do PTB, Gama é pré-candidato a deputado federal. No sábado, o partido realiza, em São Paulo, sua convenção para oficializar apoio ao tucano.




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Atualizado às 04h59m

A foto do dia

Serra e a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, assistido o jogo do Brasil no Rio. Foto UOL.

Atualizado às 05h19m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Após ataques, Serra abranda tom na TV

Tucano usa discurso comedido em inserções para evitar que PT tente suspender programa do PSDB de amanhã

Fala serena contrasta com a do lançamento da candidatura; estratégia é que 30 inserções sejam mais ousadas

CATIA SEABRA
BRENO COSTA
DE SÃO PAULO

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, optou por um discurso sereno, mais emotivo e pouco técnico, no primeiro de quatro dias de inserções do partido em rádio e TV programadas até o fim do mês.
Ele foi o protagonista solitário dos 30 segundos de cada um dos dois modelos de inserção veiculados ontem à noite. Outras 30 ainda serão exibidas nos dia 22, 26 e 29, sempre dez por noite, em rede nacional.
Na TV, Serra falou sobre saúde, em uma das inserções, e sobre seu modo de administrar, na outra. Ao final, um locutor disse: "A experiência garante o avanço", uma menção a um dos eixos a partir do qual ele tenta se diferenciar da candidata petista, Dilma Rousseff.
Em ambas as inserções, o ponto comum foi a citação às "famílias" e às "pessoas". Na propaganda focada na saúde, área da qual já foi ministro, o candidato disse que o governo deve ter, "acima de tudo, cuidado com as pessoas, com as famílias".
Na outra propaganda, o mesmo tom, ao afirmar que o governante deve "melhorar a vida das pessoas, das famílias, no seu dia-a-dia". Nesse mesmo bloco, disse: "Esse é o meu jeito. Como eu sempre fiz. Do fundo do meu coração, é nisso que eu acredito".
No rádio, suas palavras foram introduzidas como "um convite de José Serra, do PSDB". Ao fim, um breve jingle: "Quem compara não tem comparação".

COMPORTADAS
As inserções foram classificadas como "supercomportadas" até pelo comitê de Serra. Segundo integrantes da campanha, as próximas ficarão mais ousadas na defesa da candidatura.
As de ontem, que contrastam também com o tom agressivo usado por Serra no lançamento de sua candidatura, no último sábado, foram mais contidas para evitar que o PT entre na Justiça para suspender a veiculação do programa do PSDB, previsto para amanhã.
Sob a orientação do coordenador de comunicação da campanha, Luiz Gonzalez, já foram produzidos filmes mais criativos, sem a presença do candidato. Mas só nas inserções após o programa de amanhã Serra será apresentado mais explicitamente como candidato.
Todos os comerciais foram submetidos a pesquisas qualitativas, duas vezes, em dez Estados. Os melhores para a estratégia de consolidação da imagem de Serra são os protagonizados por ele.

 

 



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Atualizado às O5h01m

Publicada pela Folha de S.Paulo

PSDB intensifica exposição de Serra na TV

Candidato monopolizará as 40 inserções que partido passa a veicular a partir de hoje

CATIA SEABRA
BRENO COSTA
DE SÃO PAULO

Na tentativa de reverter o cenário de empate com a petista Dilma Rousseff, o PSDB investirá, a partir de hoje, na exposição de José Serra na propaganda partidária.
Segundo integrantes do comando da campanha, Serra monopolizará as 40 inserções que o PSDB levará ao ar nas noites de hoje e dos dias 22, 26 e 29.
Nas peças, Serra falará em rádio e TV. Ele atuará como porta-voz de valores e ações do partido. A intenção é martelar a imagem de Serra, como contraponto à ideia de que Dilma está sob a tutela do presidente Lula.
Já o programa partidário do PSDB, de dez minutos, será veiculado na noite de quinta-feira.
No PSDB, a opção pela propaganda partidária em plena Copa do Mundo foi objeto de controvérsia.
Para alguns tucanos, ela será ofuscada pelos jogos. Outros acreditam que, com os olhos voltados para a tela, mais eleitores assistirão às inserções; não ao programa.
Apesar de estar se recuperando de uma sinusite, Serra deverá assistir ao jogo de estreia da seleção em lugar público no Rio. Se ele não melhorar, porém, deverá ver o jogo numa cantina na Mooca, bairro onde foi criado.

CONTROVÉRSIA
A data do programa não é o único motivo de controvérsia na oposição -também é o vice de Serra.
Enquanto o comando do PSDB insiste na chapa puro-sangue, parte do DEM estrila.
Ontem, o presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ), e seu antecessor, Jorge Bornhausen (SC), se reuniram com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e reafirmaram a defesa de um democrata para a vice.
À saída do encontro, Maia ficou mudo ao ser questionado sobre o risco de ruptura caso o DEM não tenha a vaga.
"Não vetamos ninguém. Mas entendemos que o vice deva ser do DEM", declarou Bornhausen.
Cotado para a vice com o apoio de outra fatia do DEM, Guerra afirma que qualquer decisão dependerá do aval do aliado, mas não rechaça a hipótese de ocupar a vaga:
"Não dá para recusar convite que não recebi", disse.
Na reunião, Guerra foi informado da decisão do PMDB de Santa Catarina de apoiar o DEM para o governo, o que une PSDB e os Democratas.




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A foto do dia:

Serra em Salvador.

Atualizado às 05h09m

Publicada pelo Blog do Josias:

Serra ‘sinaliza’ vice tucano e o DEM ensaia uma crise.

Oficializado como candidato sem definir o nome do vice, José Serra convive com a perspectiva de inaugurar uma crise em sua coligação. 

Em privado, Serra torce o nariz para a hipótese de acomodar um político do DEM em sua chapa. Revela preferência pela escolha de um tucano. 

Aliado tradicional do PSDB, o DEM farejou o cheiro de queimado. E ameaça reagir caso venha mesmo a ser preterido. 

O único tucano que a tribo ‘demo’ aceitaria de bom grado seria Aécio Neves, que já refugou a incumbência. Qualquer outro resultará em encrenca. 

É crescente a irritação dos caciques da tribo ‘demo’ com o estilo de Serra. Tacham-no de “centralizador”. Acusam-no de conduzir uma campanha “solitária”. 

Enquanto Serra esteve à frente nas pesquisas, as diferenças foram escamoteadas. A subida de Dilma Rousseff içou-as à superfície. 

“Se tivéssemos um nome alternativo, já teríamos mandato o Serra para aquele lugar”, disse ao repórter um dirigente do DEM, com a irritação à flor da pele. 

As queixas alcançam da organização da agenda do candidato à demora na resolução de pendências regionais. No topo, a definição do vice.

“Para não acrescentar problemas a uma campanha já problemática, temos evitado a crítica pública. Mas o Serra não ajuda”, aditou o ‘demo’ queixoso. 

O DEM não é um partido uniforme. Em meio à irritação, há os que empunham panos quentes. É o caso de José Agripino Maia, líder do DEM no Senado.

Em privado, Agripino advoga a tese de que, mediante uma negociação bem conduzida, seu partido pode digerir um vice tucano. 

O problema é que as vozes da ponderação, como a de Agripino, vão sendo sufocadas pela algaravia que vem dos subterrâneos da legenda. 

Presidente do DEM, o jovem deputado Rodrigo Maia (RJ) afastara-se de Jorge Bornhausen (SC), o antecessor da velha guarda que patrocinara sua ascensão.

Súbito, Rodrigo e Bornhausen encontraram na questão do vice um ponto de contato. Os grupos de ambos pegam em lanças pela escolha de um nome do partido. 

A reaproximação das duas alas é sintomática. Serra não morre de amores por Rodrigo, que preferia a candidatura presidencial de Aécio Neves à dele. 

Mas Bornhausen, atraído pelo prefeito ‘demo’ de São Paulo, Gilberto Kassab, achegara-se a Serra. E operava afinado com ele. 

Entre as pendências regionais que se acumularam sob Serra está a Santa Catarina de Bornhausen. Ali, o DEM disputará o governo com o senador Raimundo Colombo. 

E o governador Leonel Pavan, do PSDB, demora-se em apoiá-lo. Pior: Pavan cultiva a própria candidatura, a despeito de Colombo estar mais bem-posto nas pesquisas. 

No plano nacional, o DEM admitira ceder a vice a Aécio em respeito à lógica. Adensaria a chapa. E renderia votos em Minas, o segundo colégio eleitoral do país. 

O mesmo não se dá, alegam os ‘demos’, com outros tucanos que desfilam pelo noticiário como opções de Serra –Sérgio Guerra e Álvaro Dias, por exemplo. 

O que se diz é que as opções do DEM –José Carlos Aleluia (BA) e o próprio Agripino—nada deixam a dever a nomes como o de Guerra e Dias. 

O DEM marcou sua convenção nacional para 27 de junho. A pauta contém dois tópicos: a aprovação da coligação com o PSDB e a homologação do vice. 

“Impossível dissociar uma coisa da outra”, diz, em timbre de ameaça, o mandachuva do DEM que conversou com o repórter.  

“Os convencionais não ficarão confortáveis em aprovar a aliança com um partido que nos trate como aliados de segunda classe”. 

Entre os tucanos, diz-se que, em parte, a demora na definição se deve à necessidade de aguardar pela definição do PP. Algo que tonifica o mal-estar do DEM. 

Presidente do PP e primo de Aécio, o senador Francisco Dornelles (RJ) é um dos nomes que Serra leva ao rol dos vices. Em jogo, um minuto e meio de tempo de TV.  

O diabo é que Dornelles se equilibra entre duas posições. A pessoal, favorável à “neutralidade”, e a da maioria de seu partido, adepta de uma aliança com Dilma. 

A hipótese de o PP cair no colo de Serra é, hoje, uma improbabilidade concreta. Mas, ainda que houvesse chances, o DEM levaria o pé atrás. 

Pai de Rodrigo Maia e amigo de Serra dos tempos de exílio no Chile, o ex-prefeito carioca Cesar Maia trata a opção Dornelles como inaceitável. 

Entre quatro paredes, Cesar Maia argumenta que o DEM entrega a Serra uma vitrine televisiva mais vistosa que a do PP. Coisa de três minutos. Assim...

 



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Atualizado às 05h07m

Publicada pela Folha de S.Paulo

A foto do dia

Serra,na convenção do PSDB em Salvador,com a camisa 45 da seleção, que é o número do partido.Foto de Lalo de Almeida, da Folhapress, publicada hoje pela Folha de S.Paulo.José Serra durante a  convenção: "Sim, eu aceito ser candidato a presidente da República".

Publicada pela Folha de S.Paulo

Serra acusa governo de criar "esquadrão de militantes"

Lançado candidato, tucano diz que "patota" é paga com dinheiro público

Discurso de Serra no evento de lançamento de sua candidatura foi o mais duro que já fez contra seus adversários

CATIA SEABRA
SILVIO NAVARRO
BRENO COSTA
ENVIADOS ESPECIAIS A SALVADOR

No lançamento oficial de sua candidatura à Presidência, o tucano José Serra fez ontem o seu discurso mais duro desde o início da pré-campanha, acusando o governo de "montar um esquadrão de militantes pagos com dinheiro público".
Na festa, que reuniu cerca de 8.000 militantes em um clube de Salvador, segundo a PM, o tucano disse que "essa patota corporativa" exerce uma "patrulha de ideias" para intimidar a oposição.
"Não tenho esquemas, não tenho máquinas oficiais, não tenho patotas corporativas, não tenho padrinhos, não tenho esquadrões de militantes pagos com dinheiro público", discursou.
Os ataques aconteceram no mesmo dia que a Folha revelou que um "grupo de inteligência" ligado à campanha da petista Dilma Rousseff quebrou o sigilo fiscal de um dirigente tucano.
Serra comparou, indiretamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Luís 14 (1638-1715), rei da França no auge do regime absolutista e autor da máxima "O Estado sou eu".
"Luís 14 achava que o Estado era ele. Nas democracias e no Brasil, não há lugar para luíses assim."
Embora não tenha citado diretamente a montagem do grupo para a produção de dossiês, Serra criticou o "uso maciço do aparelho e das finanças do Estado".
"Num regime democrático, [a oposição] jamais deve ser intimidada e sofrer tentativa de aniquilação pelo uso maciço do aparelho e das finanças do Estado."
Sem citar Dilma, Serra fez referências a ela. Disse, por exemplo, que não tem mal-entendido com o passado, numa alusão sutil à participação da petista em movimentos de guerrilha.
O tucano também a desafiou para o debate ao afirmar que não se pode representar o povo sem se submeter ao julgamento do próprio povo.
Dentro da estratégia de lançar dúvidas sobre a biografia da petista, afirmou que ele tem um única cara.
"Não comecei ontem e não caí de paraquedas. [...] Sou o que sou. Sem disfarces e sem truques. Tenho uma cara só e uma só biografia."

"NEOCORRUPTOS"
Serra chegou a usar a expressão "neocorruptos" para quem comete deslize moral sob o argumento de que os outros também o praticam; mencionou o mensalão, ponto mais vulnerável da era Lula, e acusou o governo de ataques a órgãos fiscalizadores.
Criticou ainda a política externa do governo: "Não devemos elogiar continuamente ditadores em todos os cantos do planeta, só porque são aliados eventuais do partido de governo".
A relação do governo com os movimentos sindicais também foi objeto de ataques. "Organizações pelegas e sustentadas com dinheiro público devem ser vistas como de fato são: anomalias."
Um dos oradores da convenção, o ex-governador de Minas Aécio Neves disse que não se deve desdenhar a democracia e que o país não precisa de "messias".
Reunidos em Salvador, os líderes de PSDB, DEM, PPS e PTB estiveram presentes na festa tucana.
Sem vice, a convenção delegou à Executiva do partido a escolha do companheiro de chapa de Serra.

 



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Atualizado as 05h27m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Serra dirá que PT despreza instituições

Em discurso no lançamento de sua candidatura, tucano deve enfatizar a importância da ética, sem citar casos

Presidenciável chega à convenção sem escolher candidato que será o vice em sua chapa; PP desencoraja assédio

DOS ENVIADOS A SALVADOR

Em mais um confronto com o PT, partido da adversária Dilma Rousseff, o tucano José Serra insistirá na exaltação de valores e princípios éticos hoje no lançamento oficial da candidatura à Presidência da República.
Segundo interlocutores, Serra enfatizará a importância do respeito à democracia, numa tentativa de colar no PT a imagem de descaso com as instituições democráticas.
Em meio às denúncias de produção de dossiês contra o PSDB, o discurso deverá endossar a estratégia de associar Dilma ao sectarismo. Mas, na intenção de ser atemporal, não deverá citar casos pontuais nem nomes.
Disposto a humanizar o discurso, Serra contará mais uma vez sua trajetória, a origem humilde na Mooca, para oferecer o currículo ao PSDB.
A intenção é se apresentar como capaz de garantir desenvolvimento. Numa fala voltada ao Nordeste -região onde vai pior, nas pesquisas- o candidato condenará o desequilíbrio regional.
O discurso deverá se inspirar no que fez na sua despedida do governo, ao pregar a honra e o caráter na política, mas incluir dados biográficos e promessas de investimentos, especialmente em projetos de infraestrutura.
A pedido de Serra, seus principais colaboradores levantaram números que amparem a tese de que a falta de infraestrutura emperra o crescimento contínuo da economia brasileira.
A essência do raciocínio é que a alta taxa de juros é uma consequência, adotada para desacelerar a economia e evitar a volta da inflação.
Ao relatar sua biografia, Serra reforçará o discurso de que foi incentivador dos fundos de desenvolvimento regional, além de medidas como grandes obras hídricas no Nordeste. A ideia é tornar mais nacional a imagem do ex-governador paulista.
Uma das prioridades de sua campanha, o combate às drogas também deverá ser abordado no discurso.
Depois de citar Guimarães Rosa ao deixar o governo, Serra deverá recorrer a um autor baiano na sua fala.
Para evitar ataques violentos a Lula e Dilma no reduto adversário, o tucano sugeriu que fosse reduzido o número de aliados escalados para discursar no evento. O tempo dos demais discursos também deverá ser menor. São esperadas 4.000 pessoas.

SEM VICE
Ainda ontem à noite, Serra se dedicava à redação do discurso, programado para a tarde de hoje em Salvador.
No evento, num clube da capital baiana, cerca de 600 delegados votarão três pontos: indicação de Serra como candidato do partido, autorização para a Executiva escolher o vice; e autorização para se coligar com outras siglas, além das atuais aliadas.
Os pontos são uma demonstração de que o PSDB, apesar de desencorajado pelo comando do partido, ainda torce por uma aliança com o PP. Ao deixar as portas abertas, os tucanos, ao menos, tentam impedir que o PP se alie formalmente a Dilma.
O próprio comando do PP informou ao PSDB as dificuldades de consolidação de aliança. Com isso, cresce a chance de uma alternativa caseira para a vice, como a escolha de Álvaro Dias (PR).
(CATIA SEABRA, BRENO COSTA e SILVIO NAVARRO)

Atualizado às 05h20m

Pubicada pela Folha de S.Paulo

José Serra (PSDB)

Bater ou não bater

Serra vem se equilibrando na tentativa de não bater de frente com Lula e, ao mesmo tempo, mostrar ser o mais capaz de sucedê-lo. Último dos principais candidatos a assumir a intenção de concorrer, chega hoje à convenção do PSDB, em Salvador, sem vice.

BRENO COSTA E CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

Principais frases da pré-campanha

10.abr
"Quanto mais mentiras eles disserem sobre nós, mais verdades falaremos sobre eles"
Em referência ao PT, no discurso de lançamento de sua pré-candidatura

"De mim, ninguém deve esperar que estimule disputas de pobres contra ricos, ou de ricos contra pobres"

26.abr
"Bandido tem que ser combatido, enfrentado com dureza. Não tem opção.Você não precisa desrespeitar o ser humano, mas você tem que engaiolar"
Opinando sobre segurança em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, na Band

3.mai
"Aprecio muito pescoços de mulheres. Mas não a ponto de morder para tirar sangue"
Em entrevista ao humorístico "CQC"

"[O Mercosul] é uma barreira para o Brasil fazer acordos [com outros países]. É uma farsa, só serve para atrapalhar"
Em 19.abr.10

10.mai
"O Banco Central não é a Santa Sé"
Questionando a autonomia do BC, em entrevista à CBN

13.mai
"Não comparo nada com o Lula. O Lula está acima do bem e do mal"

26.mai
"Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disso"
Ao falar sobre a entrada de drogas no Brasil

2.jun
"A principal responsabilidade desse dossiê é da candidata Dilma. Não tenho dúvidas"
Em referência a suposta tentativa de ataque da campanha petista contra ele e sua filha, Verônica Serra

Viagens do pré-candidato

24
Cidades visitadas

55 mil km
percorridos
Distância aérea em linha reta, aproximada. De 5 abr. a 7.jun

Na largada
Em Brasília, ao lado de Aécio Neves e FHC, lança sua pré-candidatura, em 10.abr

Na TV
Em entrevista a programa policial, em 16.abr, faz sua principal promessa até aqui, a criação do Ministério da Segurança Pública
No rádio
Na CBN, discute com a jornalista Miriam Leitão ao falar sobre a autonomia do Banco
Central, em 10.mai

No ataque
Em 26.mai, acusa o governo boliviano de ser cúmplice da entrada de cocaína no Brasil

 



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Atualizado às 05h31m

A charge do dia

 

Clayton, O Povo, Fortaleza



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Atualizado às 05h02m

Publicada pelo Terra

Com Aécio em Minas, Serra minimiza queda nas pesquisas 


 
José Serra, Aécio Neves e Antonio Anastasia tomam café tradicional de Montes Claros.

Foto: PSDB Minas/Divulgação

Direto de Belo Horizonte

Em visita a Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, nesta segunda-feira (7), o pré-candidato à presidência da Répública pelo PSDB, José Serra, minimizou as pesquisas que têm sido divulgadas sobre a corrida eleitoral. "Pesquisa eleitoral vai ter muita e eu não costumo comentar", desconversou, ao falar com os jornalistas, ao lado do ex-governador mineiro, Aécio Neves (PSDB).

O tucano, que nas últimas pesquisas apareceu empatado com a concorrente petista, Dilma Rousseff, argumentou que a campanha só vai acelerar depois da Copa do Mundo e, principalmente, com os debates e o horário eleitoral na TV. "É aí que a população vai fazendo a sua cabeça. Agora são fotografias de determinados momentos que vão pra lá, vão pra cá, segundo a exposição e vários outros fatores".

Aécio saiu em defesa da candidatura de Serra e disse acreditar que existe espaço para crescimento do presidenciável tucano. "Temos um candidato extremamente competitivo e o meu sentimento é que no momento do embate, sem demérito nenhum para o nosso principal adversário, vai ficar muito claro que é José Serra que tem as melhores condições, a maior experiência."

Dossiê
Serra também comentou as últimas denúncias de que petistas estariam se armando de dossiês para atacar a candidatura tucana. Sem citar nomes disse que se trata de um factóide. "O que precisa acabar é a baixaria, é contratar arapongas, é espionar, é denegrir famílias e pessoas. Isto precisa acabar no Brasil".

    



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Atualizado às 07h08m

A charge do dia

 

Dalcio, Correio Popular, Campinas



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Aualizado às 11h00m

Publicada pelo UOL

Serra nega cobrança para ficar agressivo, mas critica Lula e a carga tributária em entrevista

Dary Jr,Especial para o UOL Notícias


Em Curitiba, o pré-candidato a presidente José Serra (PSDB) negou que exista pressão do partido para ele adotar um tom mais "agressivo" em relação ao governo Lula. A declaração foi dada em entrevista gravada ontem (3), em Curitiba, e exibida nesta manhã pela RIC TV, afiliada da Rede Record. "Eu tenho meu estilo, sou do jeito que eu sou", disse, ao ser questionado sobre a cobrança para ser mais crítico.

Na entrevista, o tucano criticou o presidente Lula e a carga tributária: "Eu não teria orgulho (como Lula) da carga tributária brasileira. Se cobra imposto até sobre saneamento".

Serra tentou minimizar a importância do encontro da cúpula tucana, convocado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, nesta quinta-feira (3), em São Paulo, para discutir mudanças na campanha. "Não houve reunião alguma", disse.

O pré-candidato também afirmou que o Brasil sofre com o tráfico de drogas e o contrabando de armas porque "o governo não mergulha nestes problemas". Ainda no assunto, ele voltou a abordar a relação com o governo boliviano. "Se a Bolívia é amiga, poderia nos ajudar mais."

O pré-candidato do PSDB à presidência foi menos enfático ao falar sobre a sucessão estadual. "Sapo de fora não chia", desconversou. No entanto, indicou um prazo para a definição de alianças, "até a semana que vem".

"Sou amigo do (ex-prefeito tucano de Curitiba) Beto Richa, do (senador do PDT) Osmar Dias, do (ex-governador peemedebista Roberto) Requião. Meu dou muito bem com os paranaenses", afirmou Serra.

Richa, pré-candidato a governador, e o presidente do PSDB no Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni, não acompanharam a gravação. Apenas um pequeno grupo de assessores estava com Serra.



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Atualizado às 150h04m

Publicada pelo G1 

Serra diz que Dilma tem responsabilidade em suposto dossiê

Tucano participou de evento da Associação Comercial de São Paulo.

Presidente do PT rebate e diz que acusações são 'patifaria'.
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse nesta quarta-feira (2) que a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e o partido do governo devem explicações sobre um suposto dossiê preparado contra opositores. "O PT tem uma longa tradição nesta matéria", disse Serra a jornalistas durante evento na Associação Comercial de São Paulo.

Reportagem publicada na última edição da revista Veja relata que um grupo dentro da campanha teria ensaiado a produção de um suposto dossiê, cujo alvo principal seria a filha de Serra, Verônica.

"A principal responsabilidade por esse novo dossiê é da candidata Dilma Rousseff. Disso eu não tenho dúvida", acrescentou o ex-governador. Ele acusou ainda o senador Aloizio Mercadante de ter sido responsável por um dossiê da campanha de 2006 em que ambos disputavam o governo do Estado. Mercadante concorre novamente ao mesmo posto na eleição deste ano.

Serra acusou ainda o ex-presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, por relatórios similares na eleição de 2002. "Então caberá a eles explicarem o que aconteceu", disse Serra.

O pré-candidato também acusou o governo federal de usar materiais escolares para fazer propaganda. Sem detalhar a denúncia, Serra diz ter visto chegar às escolas estaduais de São Paulo "um calhamaço de propaganda pura". Segundo o tucano, a confecção do material seria paga com verbas da educação. "É do governo federal. Suponho que nenhum município de xiririca vai imprimir uma propaganda do governo federal."

PT diz que é patifaria
Pelo Twitter, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, rebateu as acusações dos tucanos. “Acabo de ver uma entrevista do Sergio Guerra (presidente nacional do PSDB), cobrando explicação da Dilma sobre o tal dossiê. Só há uma definição para isso: PATIFARIA”, escreveu em seu perfil no serviço de microblogs.

“Nós nunca responsabilizamos o Serra sobre as baixarias que aparecem na internet, contra a Dilma. Seria absurdo se o fizéssemos”, disse. “E o Sergio Guerra ainda disse num debate comigo no Estadão que queria uma campanha de alto nível”, ironizou.

O G1 entrou em contato com a assessoria da campanha de Dilma e aguarda retorno.


 
 
 



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Atualizado às 10h18m

Publiocada pelo G1

Diante de empresários, Serra testa discurso econômico de campanha

Tucano eleva tom das críticas à gestão do PT na economia.

Ineficiência e aparelhamento da máquina pública são principais argumentos.

Thiago Guimarães
Do G1, em São Paulo
 
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, elevou nesta segunda-feira (31) o tom de suas críticas à atuação do governo federal na economia.

Dirigindo-se a uma plateia de empresários em seminário em São Paulo, o ex-governador de São Paulo deu uma amostra do que será seu discurso econômico durante a campanha.

A artilharia de Serra centra-se em dois eixos. No primeiro, procura desfazer a ideia de que o Brasil viva um novo "milagre" econômico. Diz que, sob Lula, o país cresceu menos do que poderia _o que avançou, afirma, foi resultado da "bonança extraordinária" da economia mundial pré e pós crise.

"Curiosamente, nos oito primeiros anos depois do Plano Real [governo Fernando Henrique Cardoso] o crescimento do Brasil esteve mais próximo da média mundial do que no atual", disse Serra.

Na ponta do lápis, segundo dados do Banco Central, o crescimento médio anual da economia brasileira nos anos FHC (1995-2002) foi de 2,3%. Sob Lula, esse índice até agora  é de 3,5%.

Para o tucano, para chegar a 2040 como quinta economia do mundo (hoje é a décima, pelo critério de paridade de compra), o Brasil terá que crescer a 4,5% anuais. Levando em conta as médias das décadas, o país não supera esse índice desde os 8,6% dos anos 1970.

Entraves
Serra emenda, neste ponto, a segunda parte de sua argumentação: elege o que vê como obstáculos ao crescimento, associando-os todos a uma suposta ineficiência da gestão petista.

Refere-se muitas vezes, contudo, a problemas que já acompanham o Brasil desde o governo do PSDB, como a carga tributária, que manteve sob Lula praticamente o mesmo ritmo de crescimento da gestão Fernando Henrique Cardoso.

São os entraves citados por Serra:

- taxa de investimento público: "Temos juros reais mais altos do mundo, a carga tributária mais alta entre países emergentes e uma das menores taxas de investimento público do mundo."

- carga tributária: "Compromete os investimentos, do ponto de vista da rentabilidade futura e do próprio custo do investimento."

- política de juros e de câmbio: "É preciso encontrar outro tipo de combinação a médio e longo prazos."

- infraestrutura: "Estamos em 123 lugar entre 134 países em ruindade de portos. E o que dizer então dos aeroportos?"

 - comércio exterior: "O Brasil se projetou muito do ponto de vista político nos últimos anos, mas não se projetou na política de comércio exterior. Não negociou nenhum vantagem nos últimos anos".

Como contraponto à ênfase do governo no petróleo na camada do pré-sal, Serra diz que o Brasil aposta em energia "suja", danosa ao ambiente, como termelétricas.

Enquanto a pré-candidata petista, Dilma Rousseff, ao participar do mesmo evento pela manhã, citou o pré-sal como "passaporte para o futuro" do país, Serra não citou o recurso em sua exposição aos empresários. Preferiu apontar, mais uma vez, falta de planejamento do governo no setor.

Em linha com sua atuação nos últimos dez dias, quando passou a ser mais incisivo nos ataques ao governo Lula, Serra associou a suposta ineficiência do PT na economia ao que vê como loteamento político da máquina pública.

"Eu, em São Paulo, não permiti que nenhum partido, nenhum grupo de deputados, nomeasse diretores de empresas [estatais]. Nem por isso perdi maioria na Assembleia. O que aconteceu no governo federal é gravíssimo."

A mudança de tom de Serra coincide com o avanço de Dilma nas pesquisas eleitorais. Pelos últimos levantamentos do Sensus e do Datafolha, ambos dividem agora a liderança na preferência dos eleitores, em uma situação de empate técnico
 



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Atualizado às 12h31m

Publiocada pçelo Radar On Line

Serra, o ex-algoz

O formato de programa do PTB na tevê, com a exibição do candidato na convenção da legenda, já passou pelo crivo da Justiça Eleitoral. Em 2002, o partido dedicou seu programa pré-eleitoral à convenção que declarou apoio a Ciro Gomes. Ironicamente, na ocasião, a campanha de José Serra entrou na Justiça contra a propaganda, mas saiu derrotada. Os ministros do TSE entenderam, por unanimidade, que a convenção era um ato claramente partidário.

Por Lauro Jardim

Atualizado às 10h11m

Publcada pelo Blog do Josias

Serra intervém para tentar ‘ressuscitar’ aliança de SC

Clayron, O Povo, Fortaleza, e que também está publicada no Blog do Leo(www.leobardomotanetop.com.,br)

 

O presidenciável tucano José Serra decidiu se mexer para reagrupar os partidos que compunham a chamada tríplice aliança de Santa Catarina: PSDB, DEM e PMDB. 

Essa trinca de legendas assegurou a reeleição de Luiz Henrique (PMDB) na eleição de 2006.  

Garantiu também, no Estado, a vitória do tucano Geraldo Alckmin (PSDB) sobre Lula na disputa presidencial daquele ano. 

Luiz Henrique, hoje candidato ao Senado, tentou manter o grupo unido. Esbarrou, porém, na pluralidade de candidaturas. 

Cada legenda tem o seu nome: No PMDB, Eduardo Pinho Moreira; no DEM, Raimundo Colombo; e no PSDB, Leonel Pavan. 

Pois bem, Pavan, agora acomodado na cadeira de governador que herdou de Luiz Henrique, foi chamado a São Paulo. 

Viajou às pressas, neste domingo (30). O repórter Moacir Pereira conta que Pavan se reuniu com o próprio Serra. 

A cúpula tucana cobra uma definição de Pavan, às voltas com uma denúncia de corrupção. Deseja, de preferência, a renúncia dele à candidatura ao governo. 

A saída de Pavan, imaginam os tucanos, diminuiria o tamanho da encrenca catarinense.  

Restaria promover um acordo entre o pemedebê Pinho Moreira e o ‘demo’ Raimundo Colombo. 

Segundo colocado nas pesquisas, Colombo está mais bem posto que Pinho Moreira. Vem daí que o DEM não admite abrir mão do candidato. 

O PMDB tampouco parece disposto a apoiar outro nome que não o seu. Serra e seus operadores equilibram-se entre um e outro. 

Prevê-se para esta segunda (31) um encontro de Serra com os três personagens da discórdia catarinense: Pavan, Colombo e Pinho Moreira. 

O envolvimento de Serra pode ter chegado tarde demais. Antes de voar para São Paulo, Pinho Moreira deve reunir a Executiva do PMDB-RS, que preside. 

O candidato pretende arrancar da legenda uma delegação para abrir o leque das articulações. Além de Serra, quer sentar com Michel Temer e com Dilma Rousseff. 

O encontro com Temer, presidente do PMDB federal e virtual vice de Dilma, pode ocorrer já nesta segunda.  

A movimentação de Pinho Moreira indica que o ex-governador Luiz Henrique, fechado com Serra, já não segura as rédeas do processo. 

Para complicar ainda mais o que já parece intrincado, o PSDB realiza uma negociação paralela com a deputada Ângela Amin, candidata do PP ao governo catarinense. 

Ângela frequenta as pesquisas em primeiro lugar, à frente de Colombo. Além da corte que lhe fazem os tucanos, a deputada é assediada pelo PT. 

O partido de Lula vai às urnas, em Santa Catarina, com a candidatura de Ideli Salvatti. Mas sonha com a abertura do palanque de Ângela para Dilma. 

Parceiro de primeira hora de Serra, o DEM olha de esguelha para a aproximação do PSDB com Ângela. Cobra fidelidade.



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Atualizado às 08h33m

Publicada pela Folha.com

KENNEDEY ALENCAR

Cadê o discurso?

Claro que a vaga de vice é um problema para a campanha do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Mas encontrar o discurso parece ser um problema ainda maior.

Até agora não existe um mote, uma ideia que sintetize a candidatura e que faça o grosso do eleitorado entender a razão de optar por ela.

Serra oscila entre maior e menor agressividade direta contra Dilma Rousseff e o PT, quase sempre poupando Lula. Há ataques a Lula, mas são cifrados demais para o grosso do eleitorado.

Alguns exemplos para não cansar. Insinuar que não teria boa relação com ditadores, porque Lula tem. Não lotear os cargos, porque com ele seria diferente, não teria essa coisa de ceder à fisiologia. Neste exemplo, o próprio Serra se esquece das boas relações que manteve e mantém com José Roberto Arruda e democratas, tucanos e peemedebistas que não ficam nada a dever à turma da pesada que apoia Lula.

Mas o que importa é que ele tenta ferir Lula. Discretamente, repita-se. Motivo: boa parte dos que hoje optam pelo tucano avalia bem o governo do presidente. Seria suicídio político brigar de frente com o petista.

Resta, portanto, bater no PT e em Dilma. Mais à frente, virá a chamada tentativa de desconstrução. Em outras palavras, ataques mais duros à pré-candidata do PT. Simultaneamente, fará um discurso algo doce para tentar mostrar a suposta superioridade no quesito preparo para governar. Mas, de novo, a pergunta: qual é o mote?

Dilma tem o seu: continuar a obra de Lula, de fácil compreensão para a maioria dos eleitores.

Sem discurso, começam a bater o desespero e o destempero no próprio candidato. E, aí, ocorrem ataques como o desferido contra a Bolívia. Ninguém entendeu a razão.

Especulação: pode ser uma tentativa de construir um discurso mais linha dura em relação à segurança pública, um dos temas de maior preocupação do eleitorado. O risco é soar meio malufista. Existe indício nesse sentido: o violento comportamento da Polícia Militar de São Paulo hoje em dia.

A PM paulista está matando mais, de acordo com dados do primeiro trimestre deste ano comparados com a mesma época do ano passado. Nesse período, em que Serra governava o Estado, cresceram 40% as chamadas ocorrências em que há resistência seguida de morte.

Falar mais duro em relação ao combate às drogas pode atrair uma fatia do eleitorado. No entanto, numa primeira avaliação, parece estreito para virar um discurso de campanha eficiente a fim de derrotar a candidata de um presidente com popularidade recorde.

Atualizado às 07h19m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Queda de Serra expõe atritos DEM-PSDB

Divergência sobre vice é principal causa de desavença; apenas Aécio é "ponto pacífico'

CATIA SEABRA
BRENO COSTA
DE SÃO PAULO

Enfrentando trajetória descendente nas pesquisas de intenção de votos, o palanque PSDB-DEM começa a expor suas fissuras.
Contidas quando o pré-candidato tucano, José Serra, liderava com ampla vantagem a disputa pela Presidência, as divergências vêm à tona especialmente agora, na discussão do vice.
Integrantes da cúpula do DEM se dizem excluídos da coordenação da campanha e preteridos em negociações nos Estados. Para completar, discordam das alternativas ao nome de Aécio Neves, caso ele resista mesmo aos apelos para que ocupe a vice.
Apesar da falta de um nome que unifique o partido, os democratas já avisaram ao PSDB que só cederiam a posição para Aécio.
Até mesmo os mais afinados com Serra reagem à indicação do presidente do PP, Francisco Dornelles (RJ).
Cotado para a vaga mesmo após apresentar emenda que atenua o projeto Ficha Limpa, ele sofre resistência do PP e do DEM. Dornelles, que já foi filiado ao antigo PFL, desfalcou o partido quando saiu.
No DEM, não há consenso sobre a indicação de Kátia Abreu (TO), José Carlos Aleluia (BA) ou José Agripino Maia (RN).
Os democratas resistem ao senador Tasso Jereissati (CE), mas, no PSDB, não impõem tantas restrições ao ex-ministro Pimenta da Veiga.
Há trepidações em Estados como Santa Catarina e Goiás. Mas a tensão promete ser acirrada em São Paulo.
Sob o patrocínio do prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidatos a deputado federal do DEM que disputam vagas contra tucanos têm o apoio formal de vereadores e diretórios do PSDB.
O próprio Geraldo Alckmin reagiu com surpresa ao ouvir a manifestação da presidente de um diretório do PSDB em favor de um candidato democrata."Há casos de diretórios inteiros. É um salve-se quem puder", diz o coordenador de programa de Alckmin, José Aníbal (PSDB).

AVARIAS
O DEM terá de lidar, nas eleições deste ano, com avarias internas. O partido deverá ter candidato próprio em apenas quatro Estados. Em outros sete não deve concorrer nem para o Senado.
O escândalo do mensalão no DF, que culminou na prisão e renúncia de José Roberto Arruda, único governador do partido eleito em 2006, levou o Democratas a perder influência na definição das coligações. O partido defende-se dizendo que expurgou Arruda de seus quadros com rapidez.

Atualizado às 07h41m

Publicada pela Folha de S.Paulo

PF avaliza visão de Serra sobre Bolívia

Itamaraty enviou relatório à Câmara que revela crescimento na produção de cocaína sob a gestão de Morales

Aumento é resultado de política que combate o tráfico, mas valoriza a produção da folha de coca, afirma ministério

JOSIAS DE SOUZA
DE BRASÍLIA

Documentos oficiais produzidos pelo governo durante a gestão do presidente Lula reforçam a acusação de José Serra (PSDB) contra o governo da Bolívia.
O pré-candidato acusou o governo boliviano, na última quarta-feira, de ser "cúmplice" dos traficantes que enviam cocaína para o Brasil. Em reação, a rival petista Dilma Rousseff disse que Serra "demoniza" a Bolívia.
Dados colecionados pelo governo, porém, avalizam a versão do tucano.
Sob condição de anonimato, uma autoridade da Divisão de Controle de Produtos Químicos da Polícia Federal falou à Folha que, segundo relatórios oficiais da PF, 80% da cocaína distribuída no país vem da Bolívia -a maior parte na forma de "pasta". O refino é feito no Brasil.
Para a PF, a evolução do tráfico revela que há "leniência" do país vizinho. Serra usara uma expressão análoga: "corpo mole".
A PF atribui o fenômeno a aspectos culturais, pois o cultivo da folha de coca é legal na Bolívia. O produto é usado de rituais indígenas à produção de medicamentos. Seu excedente abastece o tráfico.

ITAMARATY
Num documento endereçado à Comissão de Relações Exteriores da Câmara, em 2007, o Itamaraty disse que, "entre 2005 e 2006, a área de produção de folha de coca na Bolívia cresceu de 24.400 para 27.500 hectares".
Também informa que, sob o governo de Evo Morales, adotou-se tanto uma política de combate ao narcotráfico quanto de "valorização" da folha de coca.
Segundo o Itamaraty, uma delegação de brasileiros e chilenos foi à Bolívia, em junho de 2007, para reunião com autoridades locais. "Sem resultado", diz o texto.
Sob Lula, realizou-se um esforço para reativar, sem sucesso, as comissões mistas antidrogas Brasil-Bolívia.
Em setembro de 2008, o Itamaraty enviou à Câmara uma atualização do relatório assinado pelo chanceler Celso Amorim. No tópico sobre drogas, ele afirma que a ONU "divulgou relatório que indica aumento na produção de coca na Bolívia pelo quinto ano consecutivo".
Em outubro de 2008, Morales expulsou da Bolívia cerca de 20 agentes do departamento antidrogas dos EUA que ajudavam no combate ao tráfico. O pretexto foi a acusação de que a DEA (agência americana antidrogas) realizava espionagem.
A Bolívia firmaria, dois meses depois, um acordo com o Brasil, segundo o qual a PF passaria a atuar na Bolívia no combate ao tráfico de cocaína e armas. Diz a PF que o acordo esbarra até hoje em entraves financeiros. La Paz deseja que Brasília arque com os custos.

 



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Atualizado às 16h44m

Publicada pelo JB

De olho no eleitorado de Marina, PSDB rejeita Kátia Abreu

Marcela Rocha, Portal Terra

RECIFE -

De olho no eleitorado da pré-candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, para o segundo turno, a cúpula tucana descarta colocar a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) como vice do presidenciável José Serra (PSDB). A parlamentar preside a Confederação Nacional da Agricultura e é líder da bancada ruralista na Casa, o que afastaria o eleitorado dos "verdes" num possível segundo turno entre Serra e a petista Dilma Rousseff.

O partido avalia que o eleitorado de Kátia já está garantido para Serra. No entanto, os tucanos poderiam atrair os simpatizantes do PV e, até mesmo, reproduzir nacionalmente no segundo turno a aliança PSDB-DEM-PV feita no Rio de Janeiro para eleger o deputado Fernando Gabeira como governador. Apostam também nos votos daqueles que escolhem Marina no primeiro turno por não quererem votar no PT ou no PSDB.

Kátia Abreu foi cotada para o posto e a única a manifestar satisfação com isto. No dia do lançamento da pré-candidatura de Serra, 10 de abril, a parlamentar disse estar pronta para assumir a tarefa caso seu partido lhe pedisse. Os nomes levantados pela coligação foram os senadores Francisco Dornelles (PP-RJ), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, que se afastou da possibilidade nesta quinta-feira (27) ao reforçar sua intenção de concorrer ao Senado.

Segundo membros da oposição, a senadora articula uma antecipação da decisão sobre quem estará ao lado de Serra na corrida eleitoral porque precisa deixar o cargo de presidente da CNA até o fim de maio e não quer se arriscar a ficar de mãos abanando caso seu nome seja vetado para o posto na campanha de Serra. A parlamentar tenta pressionar o DEM para que a legenda, por sua vez, pressione o PSDB.

Mas o prestígio do DEM não está em alta desde o caso do mensalão no Distrito Federal, que envolveu diversos políticos do partido e, mais recentemente, respingou no presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia. Agora, o partido está dividido entre duas correntes: os que disputam a indicação do vice de Serra, da qual Maia faz parte, e os que querem deixar a decisão para o pré-candidato tomar. Inicialmente, o ex-PFL reivindicava a vaga de vice, mas admitia abrir mão caso Aécio aceitasse o cargo.

Convenção

O DEM pré-agendou a sua convenção partidária para o dia 28 de junho, que seria a data limite tendo em vista que os nomes devem ser oficializados até o dia 30. Assim, Serra estende seu prazo até o fim do mês para divulgar a escolha de seu vice, como tem defendido publicamente. A legenda alega que a escolha da data é apenas uma questão de agenda e que faltou outro dia vago. No mês de São João, todos os partidos farão suas convenções e vão aproveitar as festas juninas para ocupar mais espaço na mídia.

Embora o PSDB tenha rechaçado a possibilidade logo de saída, o DEM chegou a cogitar unir as duas convenções. A ideia não foi adiante. Serra precisa fazer, segundo sua coordenação de campanha, uma "superexposição" no mês de junho. Para justificar o crescimento da ex-ministra nas pesquisas eleitorais, tucanos usaram o excesso de propaganda em torno da petista e garantiram que o mês de São João seria de José Serra. A propaganda eleitoral do partido acontece neste mês e haverá uma força tarefa da agremiação para inserí-lo no maior número de espaços.

Segundo membros do DEM que participaram da escolha da data da convenção, optaram pelo final do mês para, também, deixar um espaço de tempo maior entre as demais convenções da coligação. Assim, o efeito "superexposição" seria assegurado.

Atualizado às 05h19m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Para Serra, vice ideal não pode trazer "aporrinhação"

Tucano diz que companheiro de chapa pode ser definido após convenção

Para tucano, vice deve ser como Marco Maciel; pré-candidato se exime de culpa por aparição no programa de TV do DEM

Foto Aldo Carneiro/Folhapress:Serra abraça o candidato do PMDB ao governo de PE, Jarbas Vasconcelos, em lançamento de sua pré-candidatura

FÁBIO GUIBU
DE RECIFE

Um dia após o ex-governador Aécio Neves reafirmar que não vai integrar uma chapa puro-sangue tucana, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse que o partido poderá ir a sua convenção, em 12 de junho, sem um candidato a vice.
"Pode ser que vá, pode ser que não vá", afirmou Serra ontem, em Recife. Ele disse que o partido tem todo o mês de junho para definir. "Vamos trabalhar direito."
Apesar da aparente tranquilidade, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), já convocou uma reunião com aliados para a próxima semana. O principal tema é justamente a escolha do vice. A ideia é insistir em Aécio até convenção. Se não funcionar, a Executiva Nacional deverá escolher o vice.
Serra negou pressão sobre Aécio."Nunca fiz pressão nem retirei pressão de ninguém para ser vice."

VICE IDEAL
No lançamento da pré-candidatura do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo de Pernambuco, Serra elogiou o também senador do Estado Marco Maciel (DEM), que, segundo ele, criou um padrão como vice-presidente: "Discreto, cooperativo e de confiança".
"A pior coisa que tem para um político que está no governo é ter um vice que faz aporrinhação, porque é infernal", afirmou. "O Marco virou um padrão", disse Serra, olhando para o senador, sentado ao seu lado.
Donos de forte personalidade, o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-presidente Itamar Franco (PPS-MG), cotados para vice, não atendem ao "padrão Maciel".
O nome do ex-ministro Pimenta da Veiga também foi ventilado, pelo fato de ser mineiro. No DEM, os nomes em estudo são os de José Carlos Aleluia (BA), José Agripino Maia (RN) e Kátia Abreu (TO).
Em entrevista a uma rádio de Recife, Serra se eximiu de culpa por eventuais transgressões eleitorais cometidas na propaganda do DEM, exibida na noite de anteontem. Ele atribuiu a responsabilidade ao aliado e disse que não gravou para o programa.
"Não vi [a propaganda], mas não gravei diretamente para o programa", afirmou. "Se a Justiça achar algo errado, a gente vê o que faz."
"Mas a responsabilidade no caso é do próprio partido que fez o programa, porque minha imagem foi utilizada, acho isso perfeitamente normal", declarou Serra.

 

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Colaborou CATIA SEABRA, de São Paulo

Atualizado ás 05h02m

Publicada pelo Blog do Josias

Tasso rejeita vice de Serra: ‘Sou candidato a senador’ 

Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que não cogita comparecer às urnas de 2010 como candidato a vice na chapa do presidenciável tucano José Serra. 

“Eu não penso nisso. Sou candidato a senador. Quero continuar trabalhando aqui no Ceará”, disse. 

A declaração foi feita nesta sexta-feira (28), no município cearense de Paracuru, distante 85 km da capital, Fortaleza. 

O nome de Tasso fora mencionado como alternativa de vice pelo presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, Sérgio Guerra (PE). 

Ao rejeitar a idéia, Tasso mimetiza Aécio Neves. O grão-duque do tucanato mineiro também reafirmou, na quinta (27), que é candidato ao Senado, não a vice. 

Conforme já noticiado aqui, a escolha do companheiro de chapa de Serra deve ser empurrada para o final do mês que vem. 

Marcada para 12 de junho, a convenção nacional do PSDB deve aprovar apenas o nome de José Serra, sem definir o segundo da chapa. 

Com a saída de Aécio do páreo, a cúpula do DEM voltou a reivindicar a vaga. E cogita esticar a negociação até 28 de junho, data de sua convenção. 

Serra admitiu a hipótese de adiamento. Deu-se em Recife, no ato de lançamento da candidatura de Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo pernambucano. 

Ao discursar, Serra disse que não há pior coisa para um presidente do que “vice que faz aporrinhação”.  

Citou como modelo o ex-vice de Fernando Henrique Cardoso, o senador Marco Maciel (DEM-PE), presente à cerimônia de lançamento de Jarbas. 

Secretário-geral do PSDB federal, o deputado Rodrigo de Castro (MG), também declarou que a convenção de 12 de junho não é data fatal para a escolha do vice. 

“Dá pra segurar mais um tempo”, disse Rodrigo, que integra o grupo de Aécio. 

Que dá para segurar, não há dúvida. A lei não impede. Mas a delonga vai à crônica da sucessão como um problema, não como opção.

 

 



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Atualizado às O5h)9m

Publicada pela Folha de S.Paulo

JANIO DE FREITAS

OBRIGADO

Aécio Neves fez uma gentileza às senhoras e aos senhores ouvintes e leitores de jornal. Fez também, na mesma atitude, uma perversidade com os jornalistas que, muito mais do que o comando do PSDB, multiplicaram expectativas e apelos a Aécio para curvar-se à vice-presidência de José Serra. O ponto final (sic) posto por Aécio Neves nessa lenga-lenga jornalística é, antes de tudo, motivo de agradecimento.
A reafirmação de Aécio foi acompanhada de um comentário de Itamar Franco tendente a ser outro ingrediente de especulação. Há algum tempo, o ex-presidente é citado, fora da imprensa, como solução alternativa para a chapa de Serra, no caso de um forte desempenho em Minas mostrar-se decisivo para dar-lhe condições de êxito.
O comentário de Itamar Franco foi de crítica, pelos elogios de Serra a Lula, porém seguida da ressalva de que votará nele por disciplina partidária. Seu partido é o PPS, aliado do PSDB. É notório que Itamar e Serra não se apreciam. Mas Itamar e Collor não se apreciavam. O novo nome já entrado nas especulações, aliás, está na mesma: é também notório que Serra e Tasso Jereissati estão muito longe de se apreciarem.
Então, amizades e apreços não devem impedir especulações, como não impedirão a difícil escolha de um vice para Serra.

Atualizado ás O5h01m

Publicada pela Folha de S.Paulo

ELIANE CANTANHÊDE

Foi uma cacetada

BRASÍLIA - O solene "não" de Aécio Neves para ser vice na chapa de José Serra pega a oposição de jeito e deixa o candidato na mão. A alternativa para vice era Aécio ou Aécio. Em não sendo ele, ocorrem automaticamente dois efeitos: os partidos da coligação tendem a se engalfinhar pela vaga, e qualquer um que seja escolhido será sempre o que foi porque Aécio não quis. Não chega a ser emocionante.
Há também a questão da oportunidade, pois a negativa de Aécio ocorre justamente quando Dilma Rousseff empata com Serra, deixando a oposição nervosa. Uma interpretação legítima é que Aécio fez os cálculos, olhou o horizonte e não apostou nas chances de vitória.
E há, por fim, um punhado de interrogações no rastro da decisão de Aécio: sem ser vice, até que ponto ele vai se envolver com a campanha além das formalidade e atrair votos para Serra? E como fica o poderoso eleitorado de Minas, segundo colégio eleitoral do país?
O passado condena Aécio, que é inequivocamente o principal líder político de Minas, sempre tem expressivas votações e já mostrou que é capaz de transferir montanhas de votos. Mas tem que querer. Há sérias dúvidas se realmente quis em 2002, quando Serra foi o candidato tucano, e em 2006, com Geraldo Alckmin concorrendo. Lula deu de lavada no Estado nas duas vezes.
Olhando para a frente, Serra tem três opções. Pela ordem: indicar um vice do PP, que engrossaria o tempo de TV; pinçar um do DEM no Nordeste; e, "se não tem tu, vai de tu mesmo" -a chapa puro-sangue.
Péssimo para Serra? Mas ainda pode piorar. Basta ele chegar à convenção de 12 de junho só, sem Aécio e sem vice nenhum.
As perspectivas de Aécio, porém, não são melhores: quatro anos num Senado às traças, para bater de frente com o candidato Lula em 2014, não é o melhor dos mundos. A não ser que, ao contrário de Serra para a vice, Aécio tenha um mirabolante plano B. A ver.

Atualizado às O4h36m

Publicada pelo Blog do Josias

Serra ocupa 75% do programa de TV e rádio do DEM

Diz-se que o crime não compensa. Bobagem. No universo eleitoral, o delito pode ser extremamente compensatório.  

Na sucessão de 2010, segundo jurisprudência criada pelo PT, propaganda partidária tornou-se peça de campanha.  

Rende multas mixurucas no TSE. Mas não há dinheiro que pague a felicidade de ver uma ex-poste convertida em presidenciável competitiva. 

Pois bem, nas pegadas do petismo, o DEM levou ao ar, em rede nacional de rádio e TV, sua “propaganda partidária”. Uma peça de campanha de 10 minutos. 

Foi quase que integralmente terceirizado a José Serra, do PSDB

O grosso da matéria-prima veio do ato de lançamento da candidatura de Serra, ocorrido em 10 de maio —chamado de “encontro de partidos”. Haja eufemismo! 

A exemplo do que fizera a oposição com publicidade ilegal de Dilma, o PT vai representar no TSE contra o DEM e Serra. 

O tribunal tende a expedir novas multas. Em junho, PPS e PSDB reincidirão. O PT recorrerá. Mais duas ou três multas. E estará feita a pantomima.

Se fosse levada ao pé da letra, a legislação facultaria a impugnação das candidaturas. No limite, poderia até tisnar a posse do eleito. 

Mas quem acredita que os ministros do TSE terão peito para levar a lei a ferro e fogo?  

Se quisessem, os partidos poderiam se unir no Congresso para modificar a lei. Nada faz crer que o farão. 

O crime no Brasil, quando compensa, muda de nome. Na eleição, chama-se esperteza de campanha. Também atende pelo nome de hipocrisia coletiva. 

Na peça do DEM, Serra discursa a certa altura: "Eu quero que os meus netos cresçam em um país em que as leis sejam aplicadas para todos”. 

Então, tá!



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Atualizado às 08h53m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Governo Evo é "cúmplice" do narcotráfico, diz Serra

Para tucano, Bolívia faz "corpo mole" no combate à exportação de cocaína

Ministro boliviano reage às declarações e desafia pré-candidato a mostrar provas do que sabe e fazer denúncia formal

Domingos Peixoto/Agência O Globo
 
Pré-candidato José Serra em entrevista a uma rádio no Rio

SERGIO TORRES
DO RIO

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse ontem no Rio que o governo da Bolívia é "cúmplice" do tráfico de cocaína para o Brasil.
Serra disse isso em entrevista ao programa "Se Liga, Brasil", de Roberto Canázio, na rádio Globo, quando falava sobre a ideia de criar um Ministério da Segurança Pública caso ele seja eleito sucessor do presidente Lula.
"A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo, não é? Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disso. Quem tem que enfrentar essa questão? O governo federal."
Depois do programa, questionado pelos jornalistas, o pré-candidato do PSDB afirmou que o governo boliviano faz "corpo mole" ao permitir que, "de 80%, 90%" da cocaína que entra no Brasil venha "via Bolívia".

CORPO MOLE
"Você acha que poderia entrar toda essa cocaína no Brasil sem que o governo boliviano fizesse, pelo menos, corpo mole? Eu acho que não", disse Serra, que definiu a afirmação sobre a suposta conivência do governo de Evo Morales com o tráfico de drogas como "uma análise", não uma acusação.
Para Serra, o que afirmou sobre a Bolívia não é motivo para um incidente diplomático: "Por quê? A melhor coisa diplomática é o governo da Bolívia passar a combater ativamente a entrada de cocaína no Brasil, não apenas o Brasil combater", afirmou.
A necessidade de o Brasil combater o narcotráfico nas fronteiras foi citada pelo tucano como uma das razões para criar um ministério para a área de segurança. "Estou falando de coisas que nós podemos fazer. Com relação ao governo boliviano, nós não podemos obrigar. Estou apenas registrando isso", disse.
O ministro da Presidência da Bolívia, Oscar Coca Antezana, reagiu às declarações. "Isso não me parece correto, cabível. Se ele [Serra] sabe algo, que diga o que sabe e siga os trâmites legais para fazer a denúncia. Se não fizer, ele é que é o cúmplice", afirmou o ministro boliviano.
"Em nossas cadeias há narcotraficantes brasileiros. Mas eu vou opinar sobre isso?", disse.

CONSTITUIÇÃO
Serra disse que, caso eleito, poderá propor mudanças na Constituição para que a União amplie sua responsabilidade na área de segurança, hoje tarefa dos Estados. "Se for necessário, a gente altera a Constituição e põe como responsabilidade compartilhada. Para a família brasileira quais são as duas coisas mais importantes para a vida: a segurança e a saúde.
Não acredito que alguém se oponha a isso", declarou. Após a entrevista, o ex-governador tucano circulou pelo centro do Rio, abraçou pedestres, apertou mãos e ouviu aplausos e gritos com os nomes das adversárias na sucessão Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV).
De metrô, partiu da estação Largo do Machado e voltou para a Glória, onde conversou com o cardeal dom Orani Tempesta por 40 minutos, na Arquidiocese do Rio.

Colaborou FLÁVIA MARREIRO, de Bogotá

Atualizado às 08h37m

Publicada pela Folha de S.Paulo

VINICIUS TORRES FREIRE

Serra e o mingau quente de Lula

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Serra critica governo pelas bordas, sem enfrentar Lula em seu altar "pop". Mas tucano ainda não tem mote
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SAÚDE E segurança são as "duas coisas mais importantes para a família brasileira", disse ontem José Serra após cutucar o governo da Bolívia, de Evo Morales, agregado de Lula. O candidato tucano a presidente praticamente afirmou que o governo boliviano é conivente com o tráfico de cocaína para o Brasil. Anteontem, Serra chamara de ditador outro colega de Lula, Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã.
Não é provável que Serra se ocupe de fazer de política externa um assunto de campanha. Aliás, é difícil imaginar qual assunto será de fato tema de debate nesta campanha vazia. Mas Bolívia, Venezuela e Irã podem ser oportunidades de avacalhar um pouco Lula sem ter de enfrentá-lo no campo em que, segundo o eleitorado, o presidente é imbatível -o "social" e a economia. Serra procura comer o mingau quente de Lula pelas bordas que sobraram.
Não é por acaso que Serra mencionou saúde e segurança. Pelo menos desde o final dos anos 1990, as pesquisas de opinião mostram que as principais preocupações do eleitorado são emprego, saúde e segurança. Quando a economia vai um pouco melhor, a preocupação com o emprego cai para terceiro lugar. Quando não há uma onda de violência ou de "comoção popular" com um crime, a saúde vai para o topo das preocupações, como agora.
Lula não tem medalhas para mostrar no caso da saúde, área em que as melhorias têm sido incrementais e resultado do fato de que não se buliu muito em algumas políticas corretas e de longo prazo. Várias delas, aliás, incentivadas por Serra quando ministro da Saúde. Pouca gente vai lembrar disso. Mas há uma ruela de campanha aberta aí.
Apesar da queda do número de assassinatos, os mais pobres continuam sitiados por assassinos, ladrões, comandos, milícias, grupos de extermínio etc. O assunto é, basicamente, estadual. Mas Serra disse que se pode mudar a Constituição para que o governo federal tenha mais atribuições no setor.
O tucano ainda tem batido em temas como corrupção, aparelhamento petista, politização de agências reguladoras e escassez de investimentos federais. Vai colar?
Falar de agências reguladoras é um aceno para empresários. O eleitorado não tem noção do que se trate. Se os tucanos insistirem no assunto, o petismo lembrará que no governo FHC houve intervenção branca na Aneel, durante o desastroso apagão. Não vai pegar bem.
Corrupção? Ok, mas os tucanos e o DEM têm seus mensaleiros, para nem mencionar que o PTB de Roberto Jefferson, um sultão do suíngue do mensalão, aderiu a Serra.
Tratar da escassez de investimentos federais seria um assunto sério. Mas ainda abstrato. A campanha de Dilma Rousseff pode mostrar montes de imagens de refinarias, estaleiros e portos em construção. Não vai dizer nada de sério, mas faz efeito. Como chantili nesse bolo, dirá que tanto houve investimento que "foram gerados" 12 milhões de empregos nos anos Lula.
O candidato tucano, pois, morde o mingau de Lula apenas pelas bordas. Tem caminhos alternativos de campanha, trilhas não exploradas pelo governo Lula, como saúde e segurança. No caso da educação, é imenso o telhado de vidro de 16 anos de governo tucano em São Paulo.
Mas Serra ainda não tem nem mote nem marca na mídia eleitoral

Atualizado às 08h22m

Publicada pela Veja On Line

Serra promete metrô para a Baixada Fluminense

Depois de 55 minutos no trânsito, para percorrer cerca de 30 quilômetros no rush da tarde, José Serra chegou à Baixada Fluminense falando em transporte. Ao lado do prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, defendeu a criação de um metrô de superfície para os municípios da região, com aproveitamento da estrutura de trilhos e estações dos trens.

Na Baixada, o reconhecimento pelo público não é tão imediato quando na zona sul do Rio. Mas, em Caxias, é impossível não ser popular ao lado de Zito. “Podem esperar o metrô de superfície. Este é o meu candidato”, repetia o prefeito, conduzindo Serra pelas ruas num horário em que a cidade ferve.

Como mastigar é um ofício de candidato, José Serra não fugiu à regra. Aceitou pipoca várias vezes – depois de já ter beliscado um pouco de tudo no bordejo pelo Largo do Machado, no Rio. Filou um biscoito de um estudante, aceitou algumas balas, desviou de um churros e, noutra carrocinha, encarou mais pipoca.

Sem citar projetos específicos, o fim do périplo na Região Metropolitana do Rio foi com críticas ao PAC. “O PAC, hoje em dia, é mais anúncio do que ação. Vou completar o que foi começado e ampliar o programa”.

(Aline Erthal)

Atualizado às 08h08m

Publicada pelo Blog do Josias

PTB terceiriza seu programa de TV à equipe de Serra

O apoio do PTB de Roberto Jefferson a José Serra é, por ora, um acerto de gogó. Só será formalizado numa convenção agendada para 19 de junho. 

A despeito disso, Jefferson resolveu iniciar a lua-de-mel antes do casamento. Praticamente terceirizou o programa de TV de seu partido ao tucanato. 

Noves fora um lote de inserções de 30 segundos, o PTB terá à sua disposição uma janela televisiva de dez minutos. Coisa fina. Rede nacional.

Pois bem, Jefferson confiou à equipe de Luiz Gonzalez, o marqueteiro de Serra, a produção de oito minutos da peça do PTB. 

E quanto ao resto? Será usado pelo próprio Jefferson. Para quê? "Só preciso de um a dois minutos para apresentar Serra", diz o presidente do PTB. 

Curioso. Serra é do PSDB. A coligação com o PTB é, por ora, uma intenção. Pela lei, a campanha só começa em julho. Na TV, só em agosto. 

Dá-se à parceria eletrônica da turma de Serra com o partido de Jefferson o nome de “ilegalidade”.  

Ou seja, depois de criticar o PT por ter convertido programas partidários em peças eleitorais, a oposição leva o vale-tudo às últimas consequências.

 



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Atualizado às O5hO7m

Publiocada pelo Blog do Josias

Jefferson dá a Serra apoio do PTB e 58 s de televisão


 Foto  AP,publicada pelo Blog do Josoas


Nas palavras de Roberto Jefferson (RJ), o apoio do PTB à candidatura tucana de José Serra está “fechadinho, fechadinho”. 

Será oficializado em convenção marcada para 19 de junho. Com isso, Serra ganha, além da companhia de Jefferson, mais 58 segundos de televisão. 

Por ora, a coligação de Serra dispõe de cinco legendas: PSDB, DEM, PPS, PSC e, agora, o PTB.  

Tenta-se atrair ainda o PP de Francisco Dornelles (RJ), que, hesitante, empurrou a definição para o mês que vem. 

A despeito do acerto nacional com o tucanato, Jefferson liberou o PTB dos Estados para fecharem os acordos que mais lhe aprouverem. 

Mesmo em âmbito nacional, há defecções. Com o assentimento de Jefferson, que preside o PTB, um pedaço da legenda declara-se pró-Dilma Rousseff. 

É o caso dos líderes do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO); e no Senado, Gim Argello (DF).  

Outro apoiador convicto de Dilma é o senador Fernando Collor, candidato do PTB ao governo de Alagoas. 

É o caso também de Fernando Collor, candidato ao governo de Alagoas. Combinou-se que a turma de Dilma não incomoda Jefferson e vice-versa. 

O último Datafolha, que registrou empate de Serra e Dilma em 37% não abalou as convicções do denunciante do mensalão. 

“Serra é tão sólido que se manteve nos 37%. Na hora que a campanha começar, ele passa a Dilma", disse o deputado cassado Jefferson.



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Atualizado às 09h08m

Publicada pelo Portal G1

Secretário-geral do PSDB aguarda reunião com Aécio nesta semana

Segundo Rodrigo de Castro, ideia é 'vincular ao máximo' imagem de Serra, Aécio e do governador Antonio Anastasia juntos.

Do G1, em São Paulo
 
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Serra foi recebido por Aécio em visita a BH em abril
Foto: (Cristiano Couto/Hoje em Dia/AE)O secretário-geral do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG), espera se reunir nesta semana com o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves. Segundo Castro, o ex-governador retorna nesta semana de uma viagem ao exterior.

A pauta da reunião será a elaboração de estratégias para a campanha em Minas - tanto ao governo do estado quanto à Presidência da República - e a participação de José Serra, pré-candidato do PSDB ao Planalto, nas viagens que Aécio fizer pelo estado com o governador Antonio Anastasia, pré-candidato à reeleição. "Queremos vincular ao máximo a imagem dos três juntos", diz o secretário-geral.

Uma das últimas aparições públicas de Aécio foi no dia 19 de abril em Belo Horizonte, quando recebeu Serra num encontro de empresários.

Questionado sobre a vaga de vice na chapa de Serra, Castro desconversa. "O que a gente tem do Aécio é a posição dele no sentido de se candidatar ao Senado. (...) Acho normal que haja o anseio por parte de alguns setores [do partido pela candidatura de Aécio como vice]. Mas entendemos que o grande papel que ele vai ter será em Minas", disse.

No ano passado, Aécio disputou a indicação do PSDB para a campanha à Presidência com Serra. O mineiro insistiu na realização de prévias no partido para a escolha de um dos dois, mas, em dezembro, diante do impasse, acabou desistindo da disputa e anunciando que irá concorrer a uma vaga no Senado.


 

 



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Atualizado às 15h46m

Publicadas pelo Radar On Line, Veja On Line

Voo duplo para Serra

José Serra tem usado dois jatos em sua campanha presidencial. O principal é o LearJet 60 do ex-deputado Ronaldo Cezar Coelho. Só quando este está em manutenção ou sendo usado pelo dono é que Serra aluga um LearJet 45 da OceanAir.

O homem dos jatos

Não é novidade o fato de um candidato tucano voar no avião de Ronaldo Cezar. Desde 1989 isso acontece. Naquele ano, Mário Covas fez sua campanha usando um avião de Ronaldo. Cinco anos depois, foi a vez de FHC. Serra, em 2002, e Geraldo Alckmin, em 2006, deram azar. Ronaldo tinha vendido seu avião. Só recentemente comprou o que está sendo usado agora por Serra.

Por Lauro Jardim

Atualizado às 08h56m

Publicada pelo Portal UOL/Folha de S.Paulo

Pesquisa faz PSDB voltar à carga para Aécio ser vice

CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

Sob o impacto do último Datafolha, que registra um empate com a petista Dilma Rousseff para a Presidência, a coordenação de campanha de José Serra (PSDB-SP) se reúne hoje para redesenhar sua estratégia e agenda, que agora será intensificada.

Além disso, o partido pretende fazer uma nova investida sobre Aécio Neves, que volta amanhã após 25 dias fora do país, para que o mineiro aceite ser vice na chapa.

O comando da campanha avalia que, com Aécio como vice, Serra somaria mais 2 milhões de votos, ao menos.

Aécio encontrará um cenário em que aliados, antes relutantes, recomendem que reconsidere. Na semana passada, o secretário-geral do PSDB-MG, Lafayette de Andrada, expressou esse desejo -foi a primeira vez que um dirigente tucano em MG admitiu a chapa puro-sangue.

"Vou conversar com ele, sem ansiedade para que seja vice, mas para que trabalhe de corpo e alma na campanha", disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Além de Tasso, o ex-ministro Pimenta da Veiga conversará com Aécio nesta semana sobre seu futuro político.

Fora a pesquisa, pesa sobre Aécio um tropeço do senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Cotado como alternativa ao mineiro, Dornelles apresentou, na semana passada, uma emenda que atenua a exigência de ficha limpa para que políticos concorram às eleições.

AGENDA

A campanha irá priorizar visitas a Estados onde Serra não tem boa performance, mas pretende também demarcar espaço em tradicionais redutos eleitorais e acelerar a montagem de palanques até agora em segundo plano, como os de Amazonas e Distrito Federal.

Os tucanos evitam falar em mudanças imediatas, mas admitem que o resultado da pesquisa, além de acender o sinal amarelo na campanha, revela que a eleição será muito acirrada.

Para o Distrito Federal, a ideia é lançar um candidato que divulgue o número do partido, como Maria Abadia.

No Amazonas, Serra deverá ir ao Estado (mesmo sem palanque definido) e construir um discurso favorável à Zona Franca de Manaus.

Segundo tucanos ligados a Serra, não se deve exigir esforço apenas do candidato (que tem dormido cinco horas por dia), mas da sigla.

O núcleo da campanha crê que Serra voltará à dianteira após o programa eleitoral do PSDB, em 17 de junho.

Colaboraram ANDREZA MATAIS e GABRIELA GUERREIRO, de Brasília



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Atuaizado às O9h51m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Dilma cresce em todas as regiões e faixas de eleitores

Serra mantém vantagem sobre a petista só no Sudeste; Sul tem empate técnico, com tucano 3 pontos à frente

Taxa de conhecimento de Marina Silva cresce dez pontos desde abril, atingindo 73%; entre as mulheres, petista perde

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

O crescimento que levou Dilma Rousseff (PT) a empatar com José Serra (PSDB) em 37% na pesquisa Datafolha se deu em quase todos os grupos de eleitores e em todas as regiões do país em pouco mais de 30 dias.
Há uma outra novidade na pesquisa. Agora, Dilma abriu larga vantagem sobre Serra quando se trata de disputar voto entre os eleitores que aprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em março, quando o presidente tinha 76% de aprovação no Datafolha, Dilma e Serra registravam 36% de intenção de voto cada um entre esses eleitores pró-Lula.
No levantamento deste mês, a história é outra. Lula repetiu os 76% de aprovação de março, mas Dilma passou a ter 45% entre esses eleitores -nove pontos a mais do que tinha em março.
Já Serra recuou para 32% nesse grupo -ficando 13 pontos atrás da petista. A pré-candidata Marina Silva (PV) tem 10% de intenção de voto no universo pró-Lula.
Outro fato relevante que sustenta a alta de Dilma na pesquisa realizada nos dias 20 e 21 deste mês é ela ter melhorado seu desempenho em todas as regiões do país.
A postulante do PT ao Planalto elevou suas taxas de intenção de voto de 7 a 9 pontos, dependendo da região.
No Sudeste, onde estão 44% dos eleitores brasileiros, Dilma está com 33% e perde para Serra, cuja taxa é de 40%. Mas no mês passado, o tucano vencia por 45% a 26% -a diferença encolheu de 19 para 7 pontos.
Em todas as outras regiões, Dilma está à frente ou empatada com Serra. No Sul, a petista subiu nove pontos e foi a 35% das intenções.
O tucano caiu dez pontos desde abril e está com 38%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, eles estão empatados.
No Nordeste, onde Lula é aprovado por 85%, Dilma registrou 44% das intenções de voto -alta de sete pontos.
Essa foi a única região do país na qual Serra não perdeu votos: manteve seus 33%. Uma explicação possível são as viagens que o tucano fez a Estados como Bahia e Ceará nas últimas semanas.
No Norte e no Centro-Oeste, regiões agrupadas pelo Datafolha, Dilma registra 40% das intenções de voto (mais nove pontos) contra 34% de Serra (menos oito).
No universo de eleitores mais pobres, com renda familiar mensal de até dois salários mínimos (R$ 1.020), Dilma teve uma alta de sete pontos percentuais, saindo de 29% em abril para os 37%.
No mesmo período,Serra desceu de 42% para 37%.
Esse grupo de eleitores de renda mais baixa representa 51% do universo total dos que votam no país. É também onde estão os de mais baixa escolaridade e com menos informação -inclusive sobre o processo eleitoral.
Dilma sempre perdeu para Serra nesse segmento. Agora, pela primeira vez, eles aparecem empatados.
A candidata do PT ainda perde para Serra entre as mulheres, o eleitorado em que tem mais rejeição. Nesse segmento, o tucano tem 38%, e ela, 33%. Entre os homens, Dilma lidera, por 42% a 36%.

CONHECIMENTO
Outra novidade do novo Datafolha é que a taxa de conhecimento de Marina Silva subiu dez pontos em um mês. O período coincidiu com o lançamento da pré-candidatura da senadora e do anúncio de Guilherme Leal como seu vice.
Em abril, o índice dos que diziam conhecer Marina era de 63%, e saltou para 73%.




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Atualizado às O4hOOm

Publicada pela Folha de S.Paulo

Serra eleva tom em evento do PPS e critica "patrimonialismo" do PT

Pré-candidato tucano também atacou a política de desenvolvimento de Lula

BRENO COSTA
DA REPORTAGEM LOCAL

Diante de uma plateia composta por integrantes do Diretório Nacional do PPS, um dos partidos de sua coligação, o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, elevou o tom das críticas ao governo Lula, em comparação com o que tem adotado em entrevistas e discursos a outros públicos.
As críticas miraram da política de desenvolvimento econômico à ética do PT. Entre elas, a de que houve, sob o governo Lula, um "tremendo aprofundamento das práticas de patrimonialismo" e que este é o "momento mais patrimonialista da nossa história", em referência ao loteamento de cargos na administração pública federal, que ele diz ser opositor.
"Acho que mesmo comparando com a República Velha, que bem ou mal era um sistema oligárquico, eu não sei se tinha um patrimonialismo selvagem como tem hoje", disse Serra.
Sobraram críticas ao PT e a um suposto desencanto gerado na sociedade por práticas de corrupção no governo.
""Se aquele que era o guardião da moral, da ética, do antipatrimonialismo toma outro rumo, o rumo oposto, para muita gente Deus morreu", afirmou o ex-governador.
A política econômica também foi alvo de críticas de Serra. Segundo ele, o Brasil adota uma política de desenvolvimento atrasada, voltada exclusivamente para o setor agrícola, para exportação.
"Nós estamos voltando rapidamente a um modelo que não atende à demanda de emprego que o país possui. Nós precisamos de uma economia que desenvolva não apenas o setor primário", disse ele.
Ao falar de "investimentos que não saem do papel", Serra usou o exemplo da ferrovia Transnordestina, obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que está atrasada, para citar o que ele apelidou ironicamente de "The New Brazilian Way of Privatization" (o novo modelo brasileiro de privatização): o governo financia a construção de um empreendimento, mas o controle é da iniciativa privada.
O evento, realizado ontem à noite em São Paulo, serviu, oficialmente, para o PPS entregar propostas a serem incorporadas ao programa de governo do PSDB, em elaboração.

 

 

 



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Atualizado em 11h17m

Publicada por Lauro Jardim, Radar On Line, Veja On Line: 

Oposição aposta nas inserções

Mais do que os programas partidários de dez minutos, os marqueteiros e dirigentes da oposição apostam na sequência de inserções publicitárias de 30 segundos para alavancar a candidatura de José Serra até o início do período eleitoral propriamente dito, em 5 de julho. De hoje até o fim do semestre, haverá 17 dias com inserções. Desses, 14 serão estrelados por DEM, PPS, PSDB e PTB. O PR é o único partido que está alinhada com a pré-candidata do PT e terá inserções a serem veiculadas, três.

Os estrategistas acreditam que as inserções têm melhor efeito eleitoral que os tradicionais programas partidários – aqueles conhecidos e enfadonhos dez minutinhos de políticos em pleno horário nobre. Com duração de trinta segundos a um minuto, as inserções podem ser veiculadas por uma emissora a qualquer momento, como no intervalo de novelas, surpreendendo o potencial eleitor. A cada dia desses, o partido tem cinco minutos diários de inserções por emissora.

Atualizado às O5h25m

Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line

Serra intervém e PSDB gaúcho decide se aliar ao PP

Em viagem decidida de última hora, o presidenciável tucano José Serra desembarcou em Porto Alegre nesta quinta (20). 

Foi apagar um incêndio local, cujas labaredas tisnavam o seu projeto nacional.  

Num instante em que Serra tenta atrair o PP federal para sua coligação, o PSDB de Yeda Crusius hesitava em se juntar à seccional gaúcha da legenda. 

Depois de reunir-se com Serra, o PSDB local anunciou que vai recepcionar o PP na coligação encabeçada pela governadora Yeda, candidata à reeleição. 

Presidente do PP fedeeral, o senador Francisco Dornelles (RJ) dissera, no início do mês, que o acerto gaúcho teria peso na decisão nacional, a ser tomada em junho. 

Antes de se reunir com seus correligionários, Serra fora ao encontro da bancada do PMDB na Assembléia Legislativa gaúcha. 

Avesso ao PT, o PMDB de José Fogaça, outro candidato ao governo gaúcho, flerta com o apoio a Serra. Daí os afagos do presidenciável. 

À saída, Serra limitou-se a dizer aos repórter que tem “grande afinidade” com o PMDB gaúcho. Sobre a perspectiva de acordo, desconversou: 

“Foi uma conversa muito agradável, só notei uma divisão grave na bancada, grave: gremistas e colorados. Tem até um palmeirense, mas não vou dedá-lo”.

Atualizado às O5h23m

Publicada pelo Blog do Josias, Folha on Line

Propaganda do DEM reproduz cena de ato pró-Serra


O DEM começou a exibir as inserções televisivas a que tem direito. O partido reproduz a tática que levara a oposição a reclamar do PT no TSE. 

A peça do DEM exala José Serra. Exibe uma cena do ato de lançamento da candidatura do presidenciável tucano, ocorrido em 10 de abril, em Brasília. 

Serra não fala, mas a imagem dele aparece na propaganda ‘demo’. Na abertura, o locutor faz menção ao lema do candidato: “...Unido, o Brasil pode mais”. 

Na sequência, um pedaço do discurso que Rodrigo Maia, presidente do DEM, pronunciou no ato pró-Serra: 

“Gostaria de falar aqui em nome de milhões de jovens brasileiros. Temos a obrigação de devolver a eles a capacidade de ter fé num futuro melhor...” 

Depois, uma ironia com o bordão de Lula: “...O futuro começa aqui e agora, mas com uma força poucas vezes vistas na história desse país”. 

Atrás do orador, um painel que não deixa dúvidas quanto à natureza eleitoral da propaganda: “Serra, Serra, Serra...” 

Nesta mesma quinta (20), o corregedor-geral do TSE, Aldir Passarinho, julgou reclamação do PT contra propaganda do DEM-SP. 

Determinou a suspensão da publicidade. Tachou-a de campanha eleitoral disfarçada. Nela, o prefeito 'demo' Gilberto Kassab festeja Serra. 

O PT prepara agora recurso contra a peça do DEM federal. Depois de usar o seu tempo de TV para trombetear Dilma, o petismo também mimetiza a oposição.  

O partido de Lula guia-se pela Lei de Talião. Os advogados do PT terão de fazer hora-extra. Na quinta (27) da semana que vem, o DEM leva ao ar programa de dez minutos. Estará, de novo, impregnada de Serra. 

Em junho, virão as inserções e os programas do PPS e do PSDB. Serra num. Serra noutro.  

Sobrevirão as reclamações do PT. O TSE talvez imponha à oposição as mesmas multas que espetou no petismo. E a hipocria, pacificada, dará jucundas gargalhadas.

 



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Atualizado às 1Oh41m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Questionado sobre fim do Bolsa Família, Serra se irrita com rádio estatal

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ficou irritado e discutiu com jornalistas ontem durante a 13ª Marcha dos Municípios.
Um repórter da Rádio Nacional, emissora estatal, perguntou se o tucano acabaria com o Bolsa Família. Serra reagiu de forma ríspida.
"Por que a pergunta? Porque disseram para você que eu vou acabar? Então eu gostaria de saber a fonte. Isso é uma mentira total", afirmou.
No debate com os prefeitos, o tucano manteve o bom humor, mas mudou o tom na entrevista coletiva após o ato.
Em outro momento de irritação, Serra não quis detalhar sua posição referente à divisão dos royalties do pré-sal. "Não vou ficar repetindo."
Assessores de Serra procuraram repórteres para pedir desculpas pelo tom do tucano, que chegou ao evento com 40 minutos de atraso.
No último dia 10, Serra também discutiu com a jornalista Míriam Leitão em entrevista à rádio CBN, depois de ser questionado sobre interferência no Banco Central.
No início do ano, ele também se irritou com um jornalista da TV Brasil, outra estatal, ao falar sobre combate às enchentes em São Paulo.
Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) mantiveram o bom humor nas entrevistas. A petista prometeu dançar o "Rebolation" se for eleita.

 



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Atualizado às 12h34m

Publicada por O Globo

Despaulitizar

De Ilimar Franco:

A preocupação não é nova, mas ficou aguda depois das recentes pesquisas. Aliados do PSDB defendem que a candidatura José Serra emita sinais de que fará um governo plural. "Precisamos de uma campanha mais nacional e menos paulista", resumiu um dirigente da oposição.

Por isso, é grande a expectativa para que Aécio Neves aceite ser o vice da chapa. Os tucanos avaliam que se Aécio não topar, o prejuízo irá além de Minas.

Sobre a possibilidade de Aécio Neves ser o candidato a vice de José Serra, fala o presidente do PSDB mineiro, deputado Nárcio Rodrigues (MG): "O Aécio está de férias até dia 28 e sua ausência gera muita especulação". O tucano diz que Aécio não mudou, continua candidato ao Senado e fechado com Serra.

"Depois de duas vindas do Serra aqui, o Aécio ligou pedindo que o Serra não viesse mais a Minas, enquanto ele não retornasse. Ele quer evitar comentários de que não estaria engajado na campanha", contou.

A estreia de Aécio na campanha de Serra está marcada: será no dia 31 de maio, na Feira do Agronegócio, em Uberaba.

Atualizado às 11h53m

Publicada pelo Portal Terra

Serra quer usar royalties do pré-sal em investimentos

Luciana Cobucci

O pré-candidato tucano à Presidência da República, José Serra, defendeu nesta quarta-feira (19) o uso dos royalties do petróleo extraído da camada pré-sal em investimentos futuros. Durante debate da XIII Marcha dos Prefeitos à Brasília, Serra defendeu que o projeto de lei que trata da divisão dos royalties seja discutido fora de ano eleitoral.

"A emenda (Ibsen, que divide os royalties entre Estados e municípios de acordo com os critérios dos fundos estaduais e municipais) foi posta em ano eleitoral. Mas o pré-sal vai demorar ainda, penso que é uma coisa para 2017, 2018 até 2020, portanto poderia ser melhor trabalhada. Na minha opinião, num ano como este, temos que deixar essa questão para ser examinada depois. Este é um ano quente, vai estimular luta fratricida, vai gerar um clima muito ruim. A questão da divisão tem que ser pensada e trabalhada", disse.

O tucano também defendeu que Estados e municípios não produtores de petróleo recebam os royalties diretamente, mas ponderou que os recursos já garantidos para as unidades produtoras da commodity não sejam retirados abruptamente.

"Sou a favor de que os Estados e municípios brasileiros que não têm petróleo recebam benefícios diretos da exploração de petróleo. Espírito Santo e Rio de Janeiro vivem desses royalties, inclusive é garantido pela legislação. Campos (RJ), por exemplo, recebe R$ 1 bilhão do petróleo e se esse recurso for tirado da noite pro dia, esse município entra em colapso. Com a emenda Ibsen, dois estados quebram e muitos municípios também. Acho uma medida extrema, temos que pensar na distribuição do que virá e no bolo atual, mas sem fazer com que eles entrem em colapso", afirmou.

Atualizado às 11h45m

Publcada pelo Portal UOL

Presidente do DEM critica comentário de Serra sobre Lula, mas aprova tom anti-PT

Maurício Savarese

Um dos oposicionistas mais críticos à gestão petista no Palácio do Planalto, o presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), criticou seu candidato à Presidência, José Serra (PSDB), por dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está “acima do bem e do mal”. Mas avalia que o tucano usa o tom adequado ao poupar o popular mandatário e centrar fogo no PT e no governo federal.

Em entrevista a uma rádio de Recife no fim da semana passada, Serra afirmou que não desejava comparações entre ele e Lula, cuja candidata preferida é a ex-ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Em sua pré-campanha, o tucano tem evitado ataques diretos ao presidente, que goza de aprovação popular de cerca de 80%, de acordo com pesquisas de opinião pública.

“Não achei uma frase boa. Ninguém está acima do bem e do mal, ninguém está acima das leis. Mas certamente foi em um contexto e eu não estava presente”, disse Maia em entrevista ao UOL Notícias. “O que o governador Serra tem feito de forma muito competente é um discurso mostrando as falhas do governo, o que o governo deixou de fazer, onde tinha que ter avançado.”

“Em alguns momentos ele faz a crítica correta. Em outros, não cai na armadilha de entrar em críticas pessoais ao presidente. O PT foi bastante criticado, junto com as políticas do governo. Não há nenhum problema na forma como o nosso candidato vem conduzindo esse processo”, disse o deputado.

O presidente do Democratas, que na disputa interna do PSDB esteve contra Serra e a favor do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, agora vê unidade entre DEM, PPS e PSDB. E diz que não se incomoda com pesquisas de intenção de voto que apontam acirramento da disputa entre o tucano e a petista.

Maia diz que Serra não será afetado pelo desgaste do aliado DEM durante o escândalo que levou à queda do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda , ex-filiado do partido. E critica as siglas que tiveram membros envolvidos em escândalos nos últimos anos e não os expulsaram. “Os [envolvidos em corrupção] dos outros partidos estão neles até hoje”, rebateu.

Prognóstico e vice
Para o presidente do Democratas, “a eleição vai abrir com cinco ou seis pontos [em favor de Serra] e vai ficar por aí”. Ele considera “imbatível” uma chapa formada por Serra e Aécio. “Não faremos nenhum movimento que atrapalhe essa decisão que nós entendemos ser a melhor para o nosso candidato.”

Maia disse também que seu partido só insistirá para ter candidato a vice-presidente se o ex-governador mineiro não aceitar a tarefa. “Qualquer discussão na imprensa neste momento de outros nomes, reivindicação de vaga é atrapalhar a pré-campanha do governador Serra, que já começou, na nossa avaliação, atrasada.”

Sobre a falta de aliados em torno da candidatura oposicionista, o presidente do Democratas alegou a falta de “partidos com compromissos ideológicos”. “Na oposição você tem três deles com certeza. No governo, você tem alguns que têm compromisso com seus ministérios e que nos Estados fazem o liberou geral”, atacou.

Veja a íntegra da entrevistaNa terça-feira, o antes fragmentado PMDB indicou seu presidente, deputado Michel Temer (SP), para ser candidato a vice na chapa de Dilma. Em São Paulo, no Rio Grande do Sul e possivelmente em outros Estados, o partido apoiará Serra.

“[Sempre aderir ao governo] é uma posição daqueles que não querem ter posições e ideias claras, que seguram suas bases com espaço no governo, cedendo espaço na televisão para o candidato do governo”, afirmou o presidente do Democratas.

A sigla, que na reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso somava 105 deputados, derreteu para 84 na votação de 2002. Quando Lula foi reeleito, em 2006, encolheu para 65 parlamentares na Casa. Ao longo do segundo mandato do petista no Palácio do Planalto, diminuiu de tamanho para 56 – muitos deles migraram para siglas satélites do governismo como PR, PTB, PP e PMDB.

Nos cenários estaduais, Maia vê chances claras de vitória no Rio Grande do Norte, com a senadora Rosalba Ciarini, líder nas pesquisas, e também em Sergipe, Santa Catarina e Bahia e Sergipe. O presidente do partido espera eleger entre 65 e 70 deputados e ficar com uma bancada de 12 a 14 parlamentares no Senado. “Minha conta é mais realista e com um pouco de pessimismo, para a gente não sofrer no futuro”, completou. 

Atualizado às 1Oh36m

Publicada pelo Jornal da  BAND

Serra lidera em MG e PR; Dilma no no RN, PB e DF

O pré-candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), lidera as intenções de voto no Paraná (44%) e Minas Gerais (38%). Nestes dois Estados, Dilma Rousseff (PT) aparece com 32% e 35%, respectivamente. Marina Silva (PV) tem 7% de votos no Paraná e 8% em Minas Gerais.

Nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Distrito Federal, no entanto, Dilma está na frente com 45%, 55% e 42% das intenções de votos, respectivamente. Serra aparece com 34%, 29% e 32% nestes estados. Marina tem 7% dos votos no Rio Grande do Norte, 3% na Paraíba e 12% no Distrito Federal.

Os números são do instituto Vox Populi que divulgou a pesquisa, encomendada pela Rede Bandeirantes, ontem.



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Atuaizado as O5hO6m

Publicada pela Folha de AS.Paulo

Serra roga ao padre Cícero para ser eleito

Pré-candidato ao Planalto diz que religioso era "um homem avançado" e passa três vezes por baixo da mão de sua estátua

Tucano promete construir a ferrovia Transnordestina e diz que espera conquistar o voto dos simpatizantes do deputado Ciro Gomes (PSB)

PAOLA VASCONCELOS
COLABORAÇÃO PARA A AGÊNCIA FOLHA, EM JUAZEIRO DO NORTE (CE)

Em visita ontem a Juazeiro do Norte (CE), o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, pediu a ajuda a padre Cícero para ganhar a eleição.
"Fiz três pedidos", disse Serra. "Primeiro, que essa região possa progredir muito mais do que já progrediu. Melhorou, mas que possa progredir ainda mais do ponto de vista econômico, do emprego e do social. Segundo, pelos meus netos.
Terceiro, pela eleição. Que todos ganhemos", afirmou. Serra passou três vezes por baixo da mão da estátua do religioso, entre a bengala e a batina. Diz a tradição que, quando uma pessoa passa três vezes, ela consegue salvar sua alma.
Serra disse que padre Cícero (que se estabeleceu em Juazeiro do Norte em 1872) era "um homem avançado", preocupado em diversificar a atividade econômica, trazer indústrias e construir assentamentos. "E, acima de tudo, um homem considerado um guia espiritual de todos nós, muito especialmente desta região e do Nordeste."
Ele falou ainda sobre o apoio de Tasso Jereissati, que descreveu como crucial, e sobre a possibilidade de transferência de votos de Ciro Gomes (PSB) para ele: "Espero o voto dos cearenses e aqui vamos trabalhar com o nosso partido e com os nossos aliados, aqui capitaneados pelo Tasso Jereissati".
Serra foi recebido com fogos e banda de música. Também foi ao Hospital Maternidade São Vicente de Paulo, em Barbalha, onde recebeu uma comenda pelos serviços prestados ao setor de oncologia do hospital, quando era ministro da Saúde. O ex-governador elogiou ainda a criação da ferrovia Transnordestina, mas aproveitou para alfinetar o governo Lula.
"É uma coisa extraordinária, só foi tocada no final desse governo, mas, mesmo assim, não se gastou 1%, 2%, 3% daquilo que está orçamentado, ou seja, é uma obra que está por se fazer." Questionado se daria continuidade às obras do governo Lula, respondeu que, "no caso da Transnordetina, não é nem dar continuidade, é fazer".
Juazeiro do Norte é parada obrigatória para candidatos em campanha. Em 1989, Fernando Collor de Mello visitou a cidade ao lado de Frei Damião, e foi eleito. Fernando Henrique Cardoso fez o mesmo em 1994 e 1998. Nos anos seguintes, Lula, Serra, Alckmin e Heloisa Helena também visitaram a cidade.

 



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Atualizado às O5hO3m

Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line

Serra corteja os ‘órfãos’ de Ciro em viagem ao Ceará

Foto Divulgação

O presidenciável tucano José Serra inicia nesta segunda (17) uma viagem de dois dias ao Ceará.

Vai testar o apoio do grão-duque do tucanato cearense, Tasso Jereissati, que se negou a apoiá-lo na cruzada presidencial de 2002. 

Terá, de resto, a oportunidade de cortejar o eleitorado de Ciro Gomes (PSB), arrancado da corrida sucessória em articulação urdida por Lula. 

Ciro liderava as pesquisas no Ceará no instante em que o PSB, cedendo às pressões de Lula, passou a candidatura dele na lâmina.

Para sorte de Serra, o eleitor de Ciro, seu desafeto, se confunde com o de Tasso, seu neo-aliado.  

Para azar de Serra, os eleitores em disputa são, em sua maioria, clientes do Bolsa Família. 

É gente que, ainda que se disponha a devolver Tasso ao Senado, será sensível aos apelos de Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva em favor de Dilma Rousseff. 

O primeiro estágio da visita de Serra é a região do Cariri. Vai visitar três municípios, sempre com Tasso a tiracolo. 

Vai, primeiro, a Juazeiro do Norte. Baterá o ponto na estátua de Padre Cícero. Um personagem que, embora a Igreja não tenha canonizado, é tratado como santo. 

Nas eleições de 1994 e 1998, em que FHC prevaleceu sobre Lula, Tasso levou-o à mesma estátua.  

Em 2006, ano em que Lula bateu Geraldo Alckmin, Tasso também levou o tucano à presença do santo petrificado.

 Corrige agora o hiato de 2002. Fechado à época com a candidatura presidencial do amigo Ciro, Tasso se esquivara de levar Serra à presença de Cícero. 

No mais, a agenda de Serra foi concebida de modo a evocar a passagem dele pelo governo FHC. Na cidade de Bandalha, vai visitar um hospital. 

Chama-se Maternidade São Vicente de Paulo. O setor de oncologia foi construído com verbas federais, na época em que Serra era ministro da Saúde. 

Na cidade de São Gonçalo do Amarante, Serra vai ao Porto de Pecém. Obra da era FHC, feita numa fase em que Serra era ministro do Planejamento. 

O candidato tenta dar consistência a um discurso que empinara na semana passada, em Pernambuco.  

Em entrevista radiofônica, Serra fora inquirido sobre uma pecha que o persegue: a fama de antinordestino. 

Dissera que, entre os políticos de fora da região, considera-se principal benfeitor do Nordeste.  

A exemplo do que vem fazendo desde que levou os sapatos à estrada, Serra passará pelo Ceará sem pronunciar ataques a Lula ‘Acima do Bem e do Mal’ da Silva. 

Dá um boi para entrar numa briga com Dilma. E uma boiada para não se meter numa contenda com o presidente, dono de popularidade lunar.

 



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Atualizado às O6hO9m

Publicada por O Globo

Serra visita o Ceará de olho nos votos de Ciro

Pré-candidato do PSDB visitará obras que receberam recursos quando ele era ministro no governo FH

Palanque do tucano no estado será o de Tasso Jereissati, que disputará reeleição no Senado e deve apoiar Cid

De Isabela Martin:

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, desembarca amanhã no Ceará de olho no patrimônio eleitoral do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), que liderava as intenções de votos no estado antes de ser alijado da disputa presidencial. Essa é a primeira visita de Serra como pré-candidato ao único estado do Nordeste onde o PSDB não deverá ter palanque de governador.

Os tucanos esperam atrair os votos dos simpatizantes de Ciro contando com a mágoa do deputado pela forma como foi rifado da disputa pelo PT e pelo próprio partido, o PSB, que deve formalizar apoio à petista Dilma Rousseff, adversária de Serra.

Antagônicos na disputa presidencial, no Ceará PSB e PSDB podem se aliar informalmente pela reeleição do governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro e que pedirá votos para Dilma. Mas o palanque de Serra será o de Tasso Jereissati (PSDB-CE), amigo de Ciro e que tentará a reeleição.

Serra visitará o Porto do Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Fortaleza. O pontapé inicial do porto — que está sendo ampliado com a ajuda do governo federal — foi dado quando Serra era ministro do Planejamento (1996-1996) na gestão de FHC. Ele remanejou verbas, possibilitando a abertura da licitação, em 1996.

Na assinatura da ordem de serviço e na inauguração da obra, em 2001, Serra compareceu representando o presidente. Nessa mesma linha, ele visitará, em Barbalha, município localizado na região do Cariri, um hospital contemplado com recursos federais quando ele era ministro da Saúde (1998-2002).

No Cariri e em Fortaleza, Serra terá encontro com líderes do PSDB e partidos aliados, numa espécie de movimento pró-Serra.

 



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Atualizado às O7h10m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Oposição também vai promover Serra na TV

Juntos, DEM, PPS, PTB e PSDB terão 40 minutos de tempo de propaganda até junho; anteontem, TSE multou Dilma e o PT

O primeiro contra-ataque à campanha do PT virá no dia 27; dos aliados de Dilma, só o PR ainda tem programa eleitoral, no dia 20 de maio

A oposição prepara o contra-ataque ao programa do PT apresentado anteontem e que foi dedicado à pré-candidatura de Dilma Rousseff.

Embora a área técnica da campanha discorde da estratégia -e defenda uma investida contra o PT na Justiça-, o PSDB e seus aliados se preparam para promover o pré-candidato tucano José Serra.

Até junho, DEM, PPS, PTB e PSDB têm juntos direito a 40 minutos (dez cada partido) de programa partidário na TV.

Anteontem, o Tribunal Superior Eleitoral multou o PT em R$ 20 mil e Dilma em R$ 5.000, por entender que houve propaganda antecipada no programa que foi ao ar em dezembro.

Só que anteontem o partido também usou o programa de dez minutos para promover a candidata petista. A lei proíbe propaganda eleitoral no programa partidário, o que tradicionalmente é ignorado pela maior parte das legendas.

A oposição afirma que será mais cautelosa do que o PT, que incluiu no programa comparações entre os "governo Lula/ Dilma e FHC/Serra". Dos aliados de Dilma, só o PR ainda tem programa, em 20 de maio.
A ideia é mostrar Serra em eventos promovidos pelos partidos e explicar a aliança. "Vamos apresentá-lo como nosso candidato", disse o presidente do PPS, Roberto Freire.

O primeiro contra-ataque ao PT será no dia 27, no programa do DEM. "Nosso programa será conectado com o fato de estarmos às vésperas da eleição e articulado com a campanha do Serra", afirmou o presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ).

No PSDB, a avaliação é que o impacto do programa do PT nas pesquisas é inevitável. "O partido adotou o lema de que o crime compensa", disse o deputado Jutahy Magalhães (PSDB-BA), para quem a aplicação de multa é pequena em comparação com o ganho eleitoral.

 



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Ataizado às 14h29m

Publicada pelo Portal Terra

RJ: Serra critica Lula por atrasar obras e pôr culpa no TCU

João Pequeno,direto do Rio de Janeiro

Em entrevista concedida na manhã desta sexta-feira (14), à Rádio Tupi AM, no Rio de Janeiro (RJ), o pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra disparou, direta e indiretamente, contra o governo Lula. Sem se alterar, Serra criticou o hábito de "culpar os tribunais de contas" por atrasos em obras - ainda que sem citar o nome - do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) precisará ser tocado pelo próximo governo, por seu "baixo grau de execução".

Questionado se daria sequência ao PAC 2 - segunda fase do programa, já anunciado pelo Governo federal -, Serra disse que quem for eleito precisará fazer "o PAC 1 mesmo", do qual relatou discrepância entre os investimentos anunciados e executados no Estado do Rio - ao qual foi dedicado boa parte da entrevista com cerca de meia-hora.

"De execução, o programa tem R$ 14 bilhões, quando o anúncio foi de R$ 196 bilhões. Ou seja, daquilo que foi anunciado, foi cumprido 13%. Se até o fim do ano, forem 15% ou 16%, ainda faltam quase 80%. É como em uma corrida de 100 metros, termos 20 percorridos. O PAC 1 terá que ser adotado pelo próximo governo federal, no qual o Lula estará fora".

Serra aproveitou para relacionar o PAC ao Avança Brasil, do governo Fernando Henrique Cardoso. "Não sou contra isso, não (PAC). É bom ter itens, porque já vai se abrindo caminho, como fez o Avança Brasil, do governo passado. O PAC recolheu muitas coisas do Avança Brasil".

Após criticar a baixa execução do PAC, José Serra aproveitou para exaltar uma obra de seu governo em São Paulo, o Rodoanel Mário Covas, "a maior obra rodoviária do Brasil. Fizemos, começou e terminou em três anos", afirmou. Nem todo o rodoanel foi concluído, porém. Seu trecho sul é que foi inaugurado, em abril, e, na ocasião, o atual governador, Alberto Goldman - então vice de Serra - admitiu que ainda faltavam "alguns viadutos" a serem finalizados entre 30 e 60 dias.

Ainda em relação a execução de projetos, Serra defendeu discussão com órgãos ambientais e tribunais de contas como forma de evitar atrasos em obras. "Tem um projeto? Vai discutir antes: que problema teria aqui?. Em São Paulo, fiz duas pistas novas na Marginal Tietê em um ano. Na hora que anunciamos, já tinha todo o problema ambiental resolvido. Não adianta culpar Tribunal de Contas, Ministério Público, meio ambiente".

No final do ano passado, o presidente Lula culpou o TCU (Tribunal de Contas da União) por atrasos em obras do PAC. Neste ano, ele mudou o Orçamento aprovado no Congresso, destinando verba a quatro obras da Petrobras com suspeitas de irregularidades, segundo o TCU, e chegou a inaugurar uma delas, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba.

Serra ainda afirmou que o governo federal em que assumir responsabilidade pela segurança pública, lembrando que o tráfico de armas "é de responsabilidade federal" e disse que o Rio precisa ampliar seu metrô, culpando o trânsito por ter chegado 10 minutos atrasado à entrevista.

Luta Armada
Durante a entrevista, José Serra também criticou, indiretamente, a luta armada da qual participou Dilma Rousseff (PT), sua principal adversária na eleição.

As considerações sobre o assunto começaram quando o apresentador Francisco Barbosa perguntou sobre a posição de Serra sobre julgamentos por torturas na ditadura militar. O ex-governador de São Paulo afirmou ser a favor de "saber tudo o que aconteceu", mas contra julgamentos, citando a manutenção, pelo Supremo Tribunal Federal, da Lei da Anistia, e a prescrição dos crimes.

"Nunca me envolvi em luta armada, que nunca foi empecilho para a repressão. Morreu muita gente que defendia uma via pacífica, como o (ex-deputado federal) Rubens Paiva, que não sabia atirar nem estilingue. Eu quero saber o que aconteceu de fato com ele. Agora, não é um assunto simples abrir os arquivos (da ditadura). O governo Lula, em sete anos, não abriu".

Nesta quinta-feira (13), a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, afirmou ter lutado "pela liberdade e pela democracia" contra a ditadura militar. De fato, sua organização, VAR-Palmares, se opôs ao regime, mas não tinha como objetivo restaurar a democracia, e sim, instalar um governo socialista, nos moldes de China e Cuba 

Atualizado às 13h55m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Serra afirma que Lula está "acima do bem e do mal"

Pré-candidato tucano diz que não há ironia na frase

 

Serra em Recife com Jarbas. Foto Michele Souza do JC Imagens.

FÁBIO GUIBU
DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse ontem em Recife que "Lula está acima do bem e do mal" e que a popularidade do petista em Pernambuco é "merecida".
"Não comparo nada com o Lula", disse ele ao ser questionado por uma rádio sobre quem seria mais de esquerda, ele ou o presidente. Mais tarde, afirmou que não foi irônico.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), declarou que "Lula virou uma entidade": "Isso é uma constatação, estão aí as pesquisas". O PSDB, disse Guerra, tem "restrições" ao governo, "mas o fato concreto é que a população aprovou".
Cada vez mais comuns na pré-campanha, os elogios dos tucanos ao presidente fazem parte da estratégia da oposição de não contrariar a opinião pública e utilizar a grande popularidade de Lula para realçar diferenças entre ele e a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.
"A consequência [de Lula ser uma entidade] é que fica claro que Dilma não é Lula", afirmou Guerra, que também coordenará a campanha de Serra. "Há uma imensa diferença entre um e outro", declarou. "Lula não vai se repetir nem hoje nem amanhã nem nunca: é um episódio na história do Brasil."
Além de afirmar que a popularidade do presidente era "merecida", Serra disse que dará continuidade às obras federais de grande apoio popular na região, como a ferrovia Transnordestina e a transposição das águas do rio São Francisco.

 



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Atualizado às o5h08m

Publicada pelo Blog do Josias, Foolha On Line

PP gaúcho fecha com Serra, o presidenciável tucano

O diretório do PP do Rio Grande do Sul declarou apoio à candidatura presidencial de José Serra (PSDB). Deu-se numa cerimônia realizada em Brasília. 

Presentes, os presidentes nacionais das duas legendas: Sérgio Guerra (PSDB) e Francisco Dornelles (PP). 

Coordenador da campanha tucana, Guerra tenta convencer Dornelles a integrar à chapa de Serra, na condição de vice. 

Inquirido a respeito, nesta quarta (13), Dornelles não disse que sim nem que não. A decisão, disse ele, será tomada em junho. 

O PP gaúcho foi ao colo de Serra a despeito de não ter selado, ainda, um acordo com o PSDB da governadora Yeda Crusius. 

Serra e a cúpula nacional do tucanato pressionam a sessão gaúcha do partido a acomodar o PP na chapa de Yeda, candidata à reeleição. 

O PP reivindica a indicação do vice de Yeda e uma vaga ao Senado para sua jornalista, a Ana Amélia Lemos.  

É no Rio Grande do Sul que o PP possui sua maior e mais azeitada engrenagem partidária. 

São 9 deputados estaduais, 5 deputados federais, 149 prefeitos, 120 vice-prefeitos e 1.177 vereadores. É uma estrutura da qual Serra não quer abrir mão. 

Atualizado às O4h58m

Publicada pelo Radar On LOine,. Veja On Line

Serra com Jarbas

José Serra desembarca nesta madrugada a Recife em sua primeira viagem a Pernambuco nesta campanha. O primeiro evento do dia será uma participação no programa Debate, da Rádio Jornal do Commercio. Mas a tendência é que o humor esteja melhor que o de segunda-feira, quando brigou com Miriam Leitão na CBN. Desta vez, o programa está marcado às 11h, não às 8h.

Em seguida, segue com Jarbas Vasconcelos, Sérgio Guerra e Marco Maciel para uma churrascaria onde almocara com dezenas de liderancas estaduais.



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Atualizado às O5h24m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Serra critica juro alto e uso da máquina

Tucano diz que PT criou "ministérios a granel", mas depois promete mais dois

Pré-candidato evita criticar a independência do BC, mas afirma que em seu governo não vai haver conflitos dentro da equipe econômica

ANDREZA MATAIS
ENVIADA ESPECIAL A GOIÂNIA

Um dia depois da polêmica sobre o grau de autonomia do Banco Central, o presidenciável José Serra (PSDB) voltou ontem a criticar as taxas de juros do Brasil -"as mais altas do mundo"- e o aparelhamento do Estado pelo atual governo.
Segundo Serra, foram criados "ministérios a granel" e "muitos" cargos comissionados, quando o governo "deveria ter investido no povo".
Em sua primeira visita a Goiânia na pré-campanha, Serra fez corpo a corpo num shopping ao lado de políticos de dez partidos, incluindo o PP.
Beijou crianças, fez galanteios a mulheres ("voto de mulher bonita vale o dobro") e prometeu reformar o aeroporto. Também reafirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública e um outro para pessoas com deficiência.
De Freud de Melo (PMDB), ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, ouviu discurso no qual ele pediu para Serra ser mais agressivo com Dilma Rousseff, do PT: "Se não for você, arruma alguém para fazer isso". Serra apenas ouviu e prometeu fazer a reforma política.
A autonomia do Banco Central foi tema recorrente na peregrinação do pré-candidato, que deu entrevista a TVs, jornais e rádios locais. Serra se esforçou para desfazer a imagem de crítico à autonomia do BC.
"O BC tem que ter liberdade e autonomia para trabalhar e deve ter integração com a política econômica, com o Ministério da Fazenda, com o próprio presidente, que escolhe os diretores do banco. Tem que estar voltado da mesma maneira que todas as instituições da área econômica. Na minha equipe será assim, todo mundo entrosado", disse.
Questionado se essa era uma "realidade do atual BC", Serra quase perdeu o humor: "Eu não vou falar do BC de hoje senão de novo vai causar ventania sem razão. Estou dizendo como vai ser comigo, tá certo?"
Serra criticou Dilma por apoiar o BC: "A Dilma defendeu isso?", disse. "Defendeu a política do BC", disseram os jornalistas. "BC que mantém os juros reais como os maiores do mundo. Para mim é novidade que ela tenha defendido o maior juro real do mundo", disse ele.

 



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Atualizado às O5h28m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Em discussão ríspida no rádio, tucano defende que presidente "tem de fazer sentir sua posição"

DA REPORTAGEM LOCAL
DA SUCURSAL DO RIO

Os três principais pré-candidatos à Presidência revelaram ontem divergências sobre o grau de autonomia que o Banco Central teria em seus governos.
O tema veio à tona depois de uma declaração de José Serra (PSDB), que pela manhã defendeu que "o presidente da República tem que fazer sentir sua posição" se houver "erros calamitosos" na condução da política monetária do país.
Apesar de o tucano ter declarado ser favorável à autonomia do BC, suas principais adversárias, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), aproveitaram a frase para tentar se contrapor ao tucano, defendendo a autonomia da instituição e sua atuação na crise mundial -que havia sido criticada por Serra.
Na entrevista matinal, à rádio CBN, Serra mais uma vez negou que vá ocorrer "virada de mesa" na economia caso ele seja eleito, mas afirmou que o BC não está "acima do bem e do mal". Para o tucano, "o Banco Central não é a Santa Sé".
O pré-candidato do PSDB chegou a ter uma discussão ríspida sobre o assunto com a colunista Míriam Leitão. Ao participar da entrevista por telefone, ela perguntou se o tucano respeitaria a autonomia do BC ou se presidiria também a instituição se vencesse a eleição.
Serra disse que a suposição era "brincadeira" e afirmou que "o tripé câmbio flutuante, responsabilidade fiscal e meta de inflação veio para ficar".
Mas rebateu: "Você acha isso, sinceramente, que o BC nunca erra? Tenha paciência".
Questionado se interviria ao se deparar com um erro do BC, Serra interrompeu. "O que você está dizendo, vai me perdoar, é uma grande bobagem. Você vê o BC errando e diz: "Não posso falar porque são sacerdotes, eles têm algum talento, alguma coisa divina, mesmo sem terem sido eleitos, alguma coisa divina, alguma coisa secreta, e você não pode nem falar "pessoal, vocês estão errados".
À tarde, voltou ao assunto e disse defender a autonomia do BC "dentro de certos parâmetros, que são os interesses da estabilidade de preços e do desenvolvimento da economia". Afirmou ser "um grande admirador" da jornalista e negou ter ficado incomodado com as perguntas. "Eram 8h, o que vocês querem? Que eu chegue sorrindo como chego aqui?", disse, às 17h, o notívago pré-candidato.

Dilma e Marina
Poucas horas depois da primeira entrevista de Serra, Dilma defendeu, no Rio, o que chamou de "agilidade, competência e precisão" da gestão do BC no governo Lula. "Relações institucionais têm que se pautar pela maior tranquilidade possível, pela serenidade. Sempre tivemos uma relação muito tranquila com o Banco Central, de muito pouca turbulência, de muito pouca confusão", disse.
Marina foi na mesma linha e defendeu tanto a autonomia do BC quanto sua atuação durante a crise. "A experiência brasileira mostra que foi acertada a autonomia do BC. É uma autonomia não institucionalizada." (CÁTIA SEABRA, BRENO COSTA, BERNARDO MELLO FRANCO, PLÍNIO FRAGA e SERGIO TORRES)

 



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Atualizado  às 12hOOm

Publicada pelo Google 

A foto do dia

Serra concede entrebista a Heródoto Barbeiro da CNB, esta manhã. Foto do Google. 

Atualizado às 11h4Om

Publicada  pela Folha On Line

Serra diz que BC não é a Santa Sé e se rotula candidato de esquerda

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta segunda-feira que a taxa de juros no país deveria ter sido reduzida no passado e destacou que o Banco Central não é a Santa Sé, ao comentar sobre a autonomia do BC.

Serra demonstrou irritação ao ser questionado sobre também agir como presidente do BC, se eleito. O tucano defendeu a autonomia do BC, mas afirmou que se houver "erros calamitosos", o presidente deve interferir e opinar. "O presidente tem que fazer sentir sua posição."

"O Banco Central não é a Santa Sé. Não sou contra incentivos tributários, mas é preciso um mecanismo que não puna os municípios", disse ele em entrevista à rádio CBN.

Segundo ele, o Brasil continua com a maior taxa de juros do mundo. Como alternativa, defendeu uma política de médio e longo prazo para evitar a alta da taxa como mecanismo de conter a inflação.

Serra foi questionado sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter dito, em entrevista ao jornal espanhol "El País", sobre a certeza da vitória do PT nas eleições. O tucano afirmou que isso é normal, estranho seria Lula ter dito o contrário, e destacou que mais importante foi a declaração de que qualquer candidato que vencer as eleições não trará "nada de absurdo" para o Brasil.

Para o tucano, essa foi uma afirmação importante porque é quase um "jogo de terrorismo" dizer que se o candidato do PT não vencer, haverá uma calamidade no país. "O Lula não deve estar preocupado, tanto como imaginam, se a candidata dele [Dilma Rousseff] não ganhar."

Serra também defendeu um estado forte, "musculoso, mas não obeso", e afirmou que do ponto de vista da análise convencional, é de esquerda. "Defendo um projeto de desenvolvimento nacional para o Brasil, defendo o ativismo governamental."

O tucano afirmou que, se eleito, irá criar o Ministério da Segurança. "É uma coisa indispensável no Brasil, o consumo de drogas e o tráfico de armas é alimentando no exterior. O governado federal tem que jogar, não pode se esquivar mais."

Serra destacou como suas prioridades a segurança, a saúde e a educação. Segundo ele, o Bolsa Família deve ser mantido. "Ele ajuda os necessitados, mas precisa ser fortalecido."

Vice

O tucano evitou comentar sobre o nome que irá compor sua chapa como vice. "Não estou me metendo muito nesse assunto. Vai ser alguém da base aliada, mas qualquer coisa que eu disser aqui vai dar margem à fofoca."

Serra afirmou que não vai lotear cargos e nem aparelhar o Estado com o PSDB.



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Atualizado às O5h18m

Publicada pelo Radar On Line, Veja  On Line

Lago abre palanque a Serra no Maranhão 

Candidatíssimo a disputar o governo do Maranhão mais uma vez, Jackson Lago afirmou ao Radar On Line que dará palanque no estado a José Serra. O PDT de Lago deve convidar o PSDB para ser vice e, dessa forma, garantir pelo menos três minutos no horário eleitoral. Os cotados para compor a chapa são Pastor Porto, vice-governador até a cassação de Jackson ano passado, e o deputado tucano Roberto Rocha.

Ao contrário do PDT maranhense, a cúpula do partido tende a apoiar Dilma Rousseff em outubro. A petista apoiará a reeleição de Roseana Sarney. Sobre o conflito do PDT local em apoiar Serra, Jackson diz:

– Aqui no Maranhão só temos dois palanques: o do Sarney e o contra Sarney. Não podemos estar no mesmo palanque de um grupo político contra o qual fazemos oposição há 30 anos. A nossa realidade nos impõe isso.
 



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Atualizado às 10h37m

Publicada pela Folha de S.Paulo

PAINEL - RENATA LO PRETE

Fora de negociação

Assim como Dilma Rousseff não terá o PMDB se o PT insistir em lançar candidatura própria em Minas, José Serra perderá qualquer chance de atrair o PP e seu minuto e meio de televisão se o PSDB não aceitar a coligação com esse partido no Rio Grande do Sul tanto na chapa majoritária, dando-lhe o posto de vice de Yeda Crusius, como na proporcional, vitaminando as chances de seus candidatos a deputado.

No segundo ponto reside o problema. A cúpula tucana chegou a anunciar que estava tudo resolvido, apenas para ser desmentida, horas depois, pela seção local do partido, que teme ver sua bancada na Câmara desidratada pelo desempenho eleitoral dos pepistas.E então? O PP exige a coligação proporcional porque a bancada gaúcha é de longe a mais forte do partido. "Sem isso, pode esquecer Dornelles vice de Serra", resume um dirigente nacional. O candidato tucano, que está no Rio Grande do Sul, discutiria o assunto ontem à noite com Yeda.

Atualizado ás 05h3Om

Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line

PSC adere a Serra e amplia o tempo de TV do tucano

O minúsculo PSC decidiu aderir à candidatura tucana de José Serra. Com isso, o tempo de TV de Serra ganha mais 18 segundos.

Ganha também a companhia incômoda de Joaquim Roriz, o pluridenunciado candidato do PSC ao governo do Distrito Federal.

A decisão do PSC foi comunicada pelo telefone. Presidente da legenda, o pastor Everaldo ligou para o mandachuva do PSDB, Sérgio Guerra (PE).

Deu-se quatro dias depois de Serra ter participado, a convite de Everaldo, do encontro religioso da Assembléia de Deus, em Santa Catarina.

Membro do consórcio partidário que dá suporte congressual a Lula, o PSC agendara para esta terça uma reunião com Dilma Rousseff. Desistiu.

Dilma almoçou, porém, com dirigentes do PP, outra legenda governista cobiçada por Serra. Terminado o repasto, o PP manteve-se onde estava: no muro.

Assediado pelo tucanato para ocupar a chapa de Serra, como vice, o presidente do PP, Francisco Dornelles (RJ), reafirmou:

Só no final de maio seu partido vai decidir de que lado do muro pretende descer.

Afora o já assegurado PSC e o ainda indefinido PP, a coligação de Serra tenta atrair o PTB, outra legenda associada ao governo Lula.

Coordenador da campanha de Serra e condutor das negociações, Sérgio Guerra soou otimista:

"O Roberto Jefferson [deputado cassado que presidente o PTB] já disse que apoia o Serra. E ele tem a maioria do partido".

No melhor cenário, o tempo de TV de Serra será elevado para pouco mais de 8 minutos, contra cerca de 10 minutos que Dilma deve ter.



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Atualizado às O5h22m

Publicado pelo Blog do Josias,. Folha On Line

PSDB ajudou a bancar o evento evangélico pró-Serra 

O governo de Santa Catarina e a prefeitura de Camboriú, ambos geridos por tucanos, injetaram R$ 540 mil no encontro anual da Assembléia de Deus. 

O nome oficial do evento é 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários. No sábado (1º), converteu-se em “palanque” de José Serra. 

Orçado em cerca de R$ 800 mil, o ato missionário teve dois terços de seu custo bancado pelas arcas do Estado e do município. 

Submetido ao governador tucano Leonel Pavan, o tesouro catarinense entrou com R$ 300 mil.  

Comandado pela prefeita tucana Luzia Coppi, o erário municipal de Camboriú borrifou no borderô do evento R$ 240 mil. 

Deve-se a revelação ao repórter Graciliano Rocha. Os dados recolhidos por ele foram levados às páginas da Folha. 

Associados à candidatura Serra, PSDB, DEM e PPS passaram o final de semana fustigando Lula e a candidata oficial Dilma Rousseff. 

Informaram que, nos próximos dias, levarão ao TSE uma nova representação contra o presidente e a candidata dele. 

Acusam-nos de transformar os festejos de 1º de Maio das centrais sindicais em atos de campanha.

Afora a propaganda eleitoral extemporânea, cogita-se questionar o patrocínio estatal. 

Juntos, Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNDES, Petrobras, Eletrobras e Infraero despejaram no 1º de Maio político-sindical algo como R$ 2 milhões. 

A descoberta de que Serra desfilou sua candidatura em evento que também foi azeitado com verbas públicas sujeita o tucanato ao mesmo tipo de ação. 

Ouvidos, governo e prefeitura do PSDB negaram que o patrocínio sacrossanto de Santa Catarina tenha ligação com a presença de Serra.

O governo federal também nega que o adjutório dado às centrais tenha motivação política.  

Empatados na retórica, petistas e tucanos só não podem negar o inegável: fizeram campanha pendurados à bolsa da Viúva. 

Estima-se que Lula e Dilma viram e foram vistos por cerca de 1,3 milhão de pessoas. Fizeram campanha aberta.  

Na festa da CUT, Lula injetou drama na pantomima. Ao lembrar que o fim de seu governo está próximo, o cabo eleitoral de Dilma chorou. 

Quanto a Serra, discursou para uma platéia estimada em 160 mil pessoas. Falou num ginásio. E teve a imagem reproduzida em telões instalados do lado de fora. 

O lero-lero de Serra foi transmitido também, ao vivo, por 180 emissoras evangélicas.  

Serra pediu aos fiéis que orassem a Deus, pedindo que ele tenha "sabedoria para enfrentar as lutas e desafios daqui por diante". 

Os pastores dispensaram a Serra um tratamento de “futuro presidente”. Instaram a platéia a fritar-lhe o nome. Braços erguidos, o candidato fez o “V” da vitória. 

Instado a comentar o apoio dos pastores, Serra saiu-se com essa: "Só faltaria eu dizer que não estou de acordo. O contrário. Todos os votos positivos eu acolho". 

Então, tá! Resta saber se, processado pela oposição, Lula e o PT dirão amém.



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Atualizado ás 14h35m

Publicada por O Globo

Serra: sem Ciro, nordeste é o alvo  

Adriana Vasconcelos e Gerson Camarotti 

Tucanos iniciam ofensiva para tentar neutralizar avanço de Dilma na região

BRASÍLIA. Com a saída do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) da disputa presidencial, o PSDB deflagrou uma ofensiva para tentar contornar problemas de palanques de seu candidato à Presidência, José Serra, no Nordeste. Os tucanos pretendem tirar proveito das sequelas provocadas pela pressão exercida pelo presidente Lula e o PT contra Ciro, na expectativa de reduzir a vantagem que a candidata do PT, Dilma Rousseff, mantém hoje na região. Continua sem solução ainda no campo da oposição um dos principais palanques do Nordeste, o de Pernambuco, onde Jarbas Vasconcelos (PMDB), o candidato pretendido por Serra, adiou por mais uma semana sua definição.

- A saída de Ciro da disputa ajudará nos acertos regionais, principalmente no Nordeste - aposta o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

A prioridade da cúpula tucana passou a ser viabilizar candidaturas ao Senado em estados onde ainda não tem candidato ao governo. Serra precisa resolver palanques em ao menos quatro estados, onde Dilma já tem alianças consolidadas - Ceará, Pernambuco, Paraíba e Maranhão.

A principal aposta dos tucanos é que a saída de Ciro da sucessão presidencial possa aproximar ainda mais seu irmão e governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), ainda que numa aliança informal. Tasso pretende disputar um novo mandato para o Senado, com o apoio de Cid.

- A minha base eleitoral é quase a mesma de Ciro no Ceará. Minha expectativa é que uma boa parte dos votos que Ciro teriam no estado migrem para Serra - afirmou Tasso. 

Atualizado às 12hO3m

Publicada pelo Correio Braziliense

BRASILIA DF/LUIZ CARLOS AZEDO

Quem não está conseguindo resolver o problema da vice, porém, é o candidato tucano José Serra. Desde quando Dilma Rousseff deixou o governo, o ex-governador de São Paulo nada de braçada, sem cometer nenhum erro, nenhuma gafe, ocupa os espaços na mídia com desenvoltura e pula todas as cascas de banana. Serra não perde uma oportunidade de entrar em sintonia com o presidente Lula, inclusive nos elogios à escolha do presidente da República como um dos homens mais influentes do mundo pela revista Time, para neutralizar a estratégia de Lula na eleição: o “nós contra eles”.
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O principal problema da campanha de Serra, porém, está longe de se resolver e pode ser a encruzilhada que separa o caminho da vitória do da derrota. Serra quer Aécio Neves na vice, mas o ex-governador de Minas recusa a tarefa. Itamar Franco, que seria uma opção em Minas, sequer foi ao lançamento da pré-candidatura de Serra. O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), político mineiro eleito pelo Rio de Janeiro, foi vetado pelo ex-prefeito Cesar Maia e o ex-deputado Márcio Fortes, porque é aliado do governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB). Serra sabe que a escolha do vice vai decidir a eleição, mas empurra o problema com a barriga. Não tê-lo ainda é uma desvantagem estratégica em relação a Dilma Rousseff. E o futuro escolhido pode ser uma grande decepção.

Atualizado às 11h45m

Publicada pela Folha de S.Paulo

PAINEL - RENATA LO PRETE

Dupla função 1. Na origem apenas um entre vários nomes mencionados, Francisco Dornelles (PP-RJ) terminou a semana como o mais provável companheiro de chapa de José Serra, desde que Aécio Neves (PSDB), primo do senador, não se interesse mesmo pela vaga.

Dupla função 2. Se eventualmente Aécio quiser ser vice, Dornelles não se oporá à ideia, pelo contrário, e ainda terá cumprido uma função importante: guardar a cadeira, afastando outros postulantes e evitando que o assunto seja discutido agora, algo que não interessa a ninguém.

Três na bancada. Serra, Dilma e Marina Silva (PV) aceitaram participar no próximo dia 25 de evento no qual a CNI (Confederação Nacional da Indústria) lançará sua agenda 2011-2015.

Atualizado às 11hO9m

A foto do dia

Serra ontem no encontro com os evangélicos em Camboriú. Foto estampada hoje pelo Diário Catarinense.

Publicada pelo Diário Catarinense

José Serra participou de encontro religioso em Santa Catarina

Político voltou para São Paulo depois da visita

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, participou neste sábado à noite do 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, promovido pela Assembleia de Deus, em Camboriú, Litoral Norte de Santa Catarina e que ocorre até dia 4 de maio.

José Serra falou para um público de 10 mil pessoas, conforme a organização do evento. Ele discursou acompanhado do governador Leonel Pavan (PSDB), o ex-governador do Estado Luiz Henrique da Silveira (PMDB), a prefeita de Camboriú, Luzia Coppi (PSDB), e outras lideranças políticas.

O pré-candidato começou o discurso à massa de fiéis da Assembleia de Deus com um 'que todos estejam com a paz do Senhor", a tradicional saudação dos evangélicos. Em seguida, pediu que os religiosos presentes orassem por ele.

— Peçam que Ele me dê sabedoria para enfrentar as batalhas daqui por diante. Todas elas voltadas ao progresso do país — discursou, sob o olhar atento do pastor Cezino Bernardino, presidente dos Gideões.

Ele falou bastante em saúde. Citou a importância da vacinação contra a Gripe A e relacionou o fumante como uma pessoa sem Deus na vida.

— A pessoa que fuma sabe que o cigarro vai fazer mal, mas continua assim mesmo. Depois, adoece e mesmo assim continua fumando. Assim é uma pessoa sem Deus. Sabe que Ele está ali, mas não o procura — disse o pré-candidato.

Durante a coletiva de imprensa, Serra foi questionado se a investigação da Polícia Federal contra o governador Leonal Pavan (PSDB) atrapalha os planos dele em Santa Catarina com foco em Brasília.

— Não tenho avaliação sobre isso. Não conheço os termos desta investigação — salientou.

Sobre os planos para Santa Catarina, caso eleito presidente da República, disse os catarinenses precisam de melhorias na infraestrutura das rodovias e mais parcerias ligadas ao aumento do emprego.

Após quase duas horas em Camboriú, o pré-candidato seguiu com a comitiva em direção ao Aeroporto Internacional de Navegantes Ministro Victor Konder, de onde partiria de volta a São Paulo.

 

 



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Atualizado às O5h26m

Publicada pela Folha de S.paulo

Lula vai assumir a tarefa de desmontar discurso de Serra

Objetivo é "desconstruir" imagem do tucano como alguém que dará continuidade a seu legado

O petista avalia, no entanto, que o comitê de campanha deve agora preparar Dilma e deixar que, em agosto, ele próprio "entre em campo"

JOSIAS DE SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avocou para si uma "tarefa" que os operadores da campanha presidencial da petista Dilma Rousseff consideram "estratégica".
Caberá ao presidente, por decisão dele próprio, a missão de "desconstruir" o discurso "continuísta" do oponente tucano, o ex-governador José Serra.
Em privado, Lula recomendou "calma" aos coordenadores do comitê oficial. Acha que devem se preocupar mais com Dilma e menos com o rival.
Ele disse que cuidará do tucano "no momento certo". O presidente avalia que hoje só duas tribos seguem os desdobramentos da campanha: políticos e jornalistas.
Na opinião de Lula, o eleitor só vai se ligar no processo sucessório em agosto, quando a propaganda eleitoral chegar ao horário nobre da televisão.
É quando pretende, segundo a expressão que usou, "entrar em campo". Até lá, disse o presidente, a prioridade deve ser a preparação da pré-candidata petista.
Há um grande incômodo no quartel-general do petismo com os rumos que Serra tenta imprimir à pré-campanha.
Avalia-se ali que o presidenciável tucano tenta anular o principal trunfo da candidatura de Dilma: a continuidade da gestão Lula.
O exemplo clássico é o Bolsa Família. Em sucessivas entrevistas, Serra disse que, além de "manter", vai "aperfeiçoar" o principal programa social do governo de Lula.

Expressões
Em reação ao adversário, Dilma cunhou um par de expressões. Primeiro, disse que a oposição comporta-se como "lobo em pele de cordeiro".
Depois, pespegou em Serra uma metáfora aeroportuária. Chamou-o de "biruta de aeroporto". Um modo de enfatizar que a opinião do rival muda conforme o vento.
O receio de Lula é o de que, ao responder ao ex-governador, Dilma acabe por reforçar a estratégia do inimigo, baseada no confronto de biografias.
Daí a decisão do presidente de cuidar, ele próprio, da descaracterização de Serra como um continuador do seu legado.
Lula deseja grudar no tucano outra herança: o espólio da gestão do antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Quer repor nos trilhos a tática plebiscitária que idealizou.
Como não será candidato a nada, o presidente Lula não enfrentará nenhum óbice legal para levar o rosto à propaganda eleitoral televisiva de sua candidata.
Ele participará também de comícios, mas imagina que é na TV que a batalha eleitoral vai ser decidida.




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Atualizado às 1Oh39m

Publicada pelo Radar On Line, Veja On Line

Serra, em Minas, sem Aécio…

Mal se despediu de Minas Gerais ontem e José Serra já tem nova agenda prevista no estado. Serra vai segunda-feira a Uberaba participar da Feira Agropecuária ExpoZebu. Será a primeira agenda de Serra em Minas sem a presença de Aécio Neves, que estará de férias na Europa.

Por Lauro Jardim

Atualizado às 1OhO7m

Publicada pela Folha de S.Paulo

Em baixa no NE, Serra percorrerá interior

Pré-candidato fará caravana de cinco dias de carro pela região, a única em que fica atrás de Dilma nas pesquisas eleitorais

Roteiro final ainda não foi definido, mas deve incluir PI, CE, PB e PE; ideia é ir a locais que possam ser focos de desenvolvimento no futuro

BRENO COSTA
DA REPORTAGEM LOCAL

Em mais um capítulo da tentativa de conquistar o eleitorado do Nordeste, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, prepara uma caravana pela região em maio -única na qual ele fica atrás da adversária Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas de intenção de voto.
O plano da coordenação da campanha tucana, segundo a senadora Marisa Serrano (MS), designada pelo PSDB para cuidar da agenda de Serra, é que ele passe cinco dias seguidos na região, viajando de carro pelo interior. A maratona deve ocorrer dentro de duas semanas.
O roteiro será definido até o início da semana que vem. Ontem, a senadora se reuniu com o colega Tasso Jereissati (PSDB-CE) para tratar do assunto. Um pré-roteiro já inclui visitas a Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco, nessa ordem. Os municípios, contudo, ainda estão sendo discutidos.
"Será uma viagem na qual o candidato possa se aproximar de realidades do Nordeste em geral, percorrendo a região. A ideia é ele ficar a semana toda no Nordeste, com endereço lá", diz o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador nacional da campanha de Serra.
A ideia, apurou a Folha, é que a maratona na região tenha conotação propositiva. Apesar de incluir atos típicos de campanha para mostrar o lado "humano" do tucano, a tendência é que as visitas se concentrem em locais que venham a ser "núcleos de desenvolvimento" num eventual governo Serra.
A viagem casa com o discurso recorrente do pré-candidato nas entrevistas que vem concedendo a rádios e TVs da região, quando defende que cada Estado identifique um foco de desenvolvimento, capaz de dinamizar a economia local. Serra já passou por cinco cidades nordestinas, em três Estados, e deu entrevistas para nove rádios e TVs regionais desde o início de sua pré-campanha, há 20 dias.
Os números da última pesquisa Datafolha para a corrida presidencial, divulgada há duas semanas, mostram que Dilma tem 33% das intenções de voto na região contra 27% de Serra.

Colaborou GABRIELA GUERREIRO, da Sucursal de Brasília

 

 



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Atualizado ás o5H3om

Publicada pela Veja On Line:

PP anuncia apoio a Serra (em MG)

No momento em que o PSDB busca o apoio do PP nacional, a sigla anuncia que sua estrutura estadual em Minas Gerais está com José Serra, Aécio Neves e o governador de Minas, Antonio Anastasia. “Aqui em Minas somos Serra” , afirmou o prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, vice-presidente estadual do PP. “Conte com a nossa região, prefeitos, vereadores, empresários”, ele disse a Serra.

O candidato tucano convidou Leão para um café após os compromissos públicos desta quarta. Nesta semana, o nome do senador Francisco Dornelles (PP) foi cogitado para vice de Serra. O PSDB quer o apoio formal do PP, para aumentar seu tempo de TV. Mesmo ao afirmar que a questão da vaga de vice não está sendo discutida no momento, Serra elogiou Dornelles e disse que ele é um ” homem preparado”. Também afirmou querer contar com o apoio do partido nacional, mesmo que ainda não esteja definido oficialmente.

Dornelles é primo de Aécio Neves. O ex-governador de Minas falou que tem conversado com ele, mas que isso “não significa pressa para a decisão sobre a vaga de vice” .



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Atualizado às O5h25m

Publicada pela Veja On Line

Slogan de Serra vira jingle

Desde que entrou na disputa pela presidência do país, o candidato do PSDB, José Serra, tem repetido uma frase que virou slogan em sua campanha: “O Brasil pode mais”. Nesta quarta-feira, em sua visita a Uberlândia (MG), o slogan virou jingle. A música diz que “o triângulo [mineiro] pode mais, Minas pode mais e o Brasil pode mais”. Contudo, não há referência ao nome de Serra, já que a lei eleitoral ainda não permite campanha.

Mais de 40 prefeitos dos partidos PSDB, PP, DEM e PPS participaram do encontro com o ex-governador de São Paulo. Durante a manhã, eles fizeram uma reunião na Associação Mineira de Municípios (AMM). Depois participaram de um almoço com comida típica mineira. Em seguida, seguiram em ônibus alugado para o evento com Serra e o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves.

No evento, Aécio disse que o partido não tem pressa para escolher o vice. Ele repetiu que ajudará mais José Serra se ficar em Minas, como candidato ao Senado. “Estou absolutamente engajado na vitória de Serra. Minas será muito importante para eleger nosso companheiro”, afirmou o tucano.

Ele prometeu viajar a outros estados com Serra. “Ele me convidou hoje para que vá com ele a outros estados, mesmo não sendo vice, e eu aceitei. Vou estar ao seu lado, no limite das minhas forças”, afirmou. “Hoje, o interesse do país passa pela eleição de Serra.

Aécio é considerado a escolha dos sonhos para montar a chapa. Questionado se Francisco Dornelles, seu parente e nome do PP, seria um bom vice para Serra, voltou a afirmar que o partido não tem pressa para a definição.

A interlocutores, Aécio afirmou que o momento ideal para anunciar quem ficará com o posto é o mês de junho, período das convenções partidárias que oficializam as candidaturas.

(Fernando Mello, de Uberlândia)



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Atualizado às 21h23m

Do blog Balaio do Kotscho, citado pelo Blog do Noblat:

Campanha de Serra começa na frente

Um breve balanço sobre as andanças dos dois principais candidatos neste primeiro mês de campanha presidencial nas ruas mostra o tucano José Serra na frente da petista Dilma Rousseff, não apenas nas pesquisas, mas nas estratégias adotadas por seus partidos.

As marés, neste momento, são opostas. Enquanto a de Serra sobe, no embalo de entrevistas bem planejadas e breves viagens para gravar cenas de campanha, Dilma começou sua campanha solo em maré baixa, com tropeços verbais, agenda errática, problemas na coordenação inchada e o mau uso da estrutura de internet, que mais atrapalha do que ajuda.

Na versão 2010, o ex-governador paulista aparece mais sorridente e sereno, evitando bater de frente com a popularidade do presidente Lula, que continua em alta. Para agradar às platéias, faz qualquer coisa. Na contra-mão da sua pregação em defesa de um “Estado musculoso, mas enxuto”, já prometeu a criação de dois novos ministérios, um para a segurança pública, outro para portadores de deficiência. Parece disposto a fazer concessões para assumir um perfil mais popular.

Do outro lado, Dilma ainda não conseguiu se livrar do figurino e da linguagem de tecnocrata, pouco à vontade no papel de candidata. Ninguém muda assim de um dia para outro, é claro, mas o seu comando de campanha também não ajuda a lhe facilitar a vida.

Até agora, a candidata do governo mais perdeu do que ganhou nas viagens e eventos dos quais tem participado. Ainda nesta terça-feira, ao participar de um encontro com mulheres de caminhoneiros em congresso de transportadores de carga, em Brasília, entrou em mais uma bola dividida.

O encontro foi promovido pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro, uma dissidência da Associação Brasil Caminhoneiro, que, em represália, prometeu distribuir adesivos da “Fora Dilma” aos seus 800 mil associados.

Em toda a mídia, ainda repercute a obra de jerico da sua equipe de internet, que colocou uma foto de Norma Bengell entre outras duas da candidata, para mostrar sua participação nas lutas contra a ditadura, imaginando que ninguém fosse perceber. Depois, em vez de pedir desculpas pela mancada e sair de fininho, o responsável ainda acusou a imprensa de “interpretar a montagem equivocadamente”.

 



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Atualizado às O4h28m

Publicada pelo site da Band

Serra pretende criar o Ministério da Segurança Pública

Da Redação

Em entrevista ao grupo Bandeirantes de Comunicação, nesta segunda-feira, o pré-candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) disse que pretende criar o Ministério da Segurança Pública, caso seja eleito.

O papel deste novo ministério seria o de repressão e enfrentamento direto do crime, mas o órgão não seria conflitante com o Ministério da Justiça, garante o pré-candidato. Serra prometeu mais rigor no combate à violência com a criação de uma espécie de guarda nacional, que na prática seria o trabalho integrado das polícias e Forças Armadas. Além disso, ele criticou algumas medidas judiciais e pretende rever a lei de progressão de pena.

Sobre infraestrutura, o pré-candidato deixou claro que não vai interromper nenhuma obra do PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento) e que governo federal e Estados vão trabalhar juntos para avaliar e tocar os projetos. O tucano evitou críticas diretas ao PAC, mas ressaltou que a maior parte das metas anunciadas não foi alcançada.

Ainda na questão de infraestrutura , Serra defendeu a criação de linhas de metrô e trem em todas as grandes e médias cidades do país. Segundo ele, o governo federal deve incentivar e financiar a construção de metrôs antes que os municípios se tornem grandes metrópoles. Só assim, seria possível planejar o trânsito e evitar custos com desapropriações e construções de túneis e viadutos.

O candidato do PSDB foi bastante incisivo nos projetos de saúde. Serra criticou o governo Lula por ter estagnado os projetos na área da saúde o que para ele representa um retrocesso. “Falta remédio gratuito para a população. O governo precisa dar remédio de graça, além de dinamizar s saúde no Brasil”.

No que se refere aos aposentados, Serra foi cauteloso. “A aposentadoria precisa de melhorias gradativas, com responsabilidade. Não podemos gastar mais do que temos”.

Entre os projetos do governo Lula que Serra promete manter está o Bolsa Família. “ Vou manter e ampliar o projeto, que será reforçado com a questão da saúde e emprego”. Serra pretende criar um mecanismo de fomento ao emprego para os jovens atendidos pelo Bolsa Família.

Em relação à política internacional, Serra disse que teria uma postura diferente com o Irã. Para o pré-candidato tucano, Lula não deveria ter uma relação tão próxima do país. “Temos que manter as relações comerciais, mas o Brasil não deve dar suporte político ao Irã, que é uma ditadura”.

Na reforma tributária, Serra culpou a sonegação pela alta carga tributária e disse que vai incentivar os Estados a adotarem projetos como a Nota Fiscal Paulista. Em São Paulo, os consumidores podem reaver até 30% dos impostos pagos ao exigir a nota fiscal e vinculá-la ao próprio CPF (Cadastro de Pessoa Física).

Fofocas de palanque

Serra não quis comentar nada sobre o apoio ou a candidatura de Ciro Gomes (PSB). “É uma negociação entre o PT e o PSB. Sapo de fora não chia”.

Sobre as afirmações de Aloizio Mercadante, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Serra foi enfático: “Responder ao Mercadante é um atraso de vida. Não dou importância ao que ele diz. Não sou candidato ao governo de São Paulo“. Na manhã desta segunda-feira, em entrevista à Rádio Bandeirantes, Mercadante criticou a lentidão nas obras do Rodoanel e do metrô.

Redação: Gisiela Klein



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Atualizado às 11h52m

Publicada por O Globo

Guerra: 'O Brasil tomou nota do que Ciro falou'  
 
Em entrevista pelo Twitter, presidente do PSDB diz que declarações sobre Dilma são "verdades"
BRASÍLIA. O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), comemorou ontem discretamente em entrevista ao jornalista Ricardo Noblat, por meio do Twitter, as declarações do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) sobre a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Segundo ele, os comentários de Ciro são “verdades” e o Brasil não vai esquecê-los. Irritado com o PT e com seu próprio partido, Ciro disse, na semana passada, que o pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra (SP), é mais bem preparado para governar do que Dilma.

— Ciro é uma pessoa que fala o que pensa. O que ele disse sobre Dilma são verdades. O Brasil tomou nota do que o Ciro falou e não vai esquecer disso — afirmou Guerra.

O presidente do PSDB evitou especular sobre como Ciro vai se posicionar na corrida presidencial, mas destacou: — Ciro afirmou que Serra estava mais qualificado para governar do que Dilma. Para mim, isso já é o bastante.

Segundo Guerra, um governo Dilma seria “fraco e antidemocrático”, enquanto um governo Serra seria “democrático, eficiente e sem aparelhamento”.

O senador afirmou que o PSDB no poder daria mais dinheiro ao programa Bolsa Família e não privatizaria o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e a Petrobras.

Mesmo assim, disse que o partido faria um governo austero e gastaria com responsabilidade.

Senador diz que aliança com o PP não foi decidida O senador descartou a possibilidade de o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, ser vice na chapa de Serra.

Disse também que ainda não há decisão sobre uma possível aliança com o PP, que teria como resultado o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) se tornar vice de Serra: — O PP vai decidir o seu rumo mais à frente.

Guerra afirmou que as pesquisas eleitorais encomendadas pelo PSDB no Nordeste mostram a liderança de Serra em Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Norte. Já Dilma está na frente na Bahia e no Maranhão.

Ciro lidera no Ceará.



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Atualizado às O9h24m

Publicada pela Folha de S.Paulo

"Não quero acabar com o Mercosul", diz Serra

Tucano afirma que sua intenção é "flexibilizar" bloco, mas que, se for eleito, decisão será "bem negociada com parceiros'

Proposta do pré-candidato é dar "funções executivas" à Câmara de Comércio Exterior, subordinando-a à Presidência da República

CLAUDIA ANTUNES
DA SUCURSAL DO RIO

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse que não quer acabar com o Mercosul, mas flexibilizá-lo de forma "negociada com nossos parceiros" e revelou que, se eleito, pretende dar funções "mais executivas" à Camex (Câmara de Comércio Exterior). Na semana que passou, o tucano foi criticado pela Argentina por suas declarações sobre o bloco comercial. Abaixo, trechos da entrevista, por e-mail. 

FOLHA - O senhor tem falado numa política comercial mais agressiva. Por quê?
JOSÉ SERRA - Nossas exportações cresceram muito até 2008, consequência do aumento de preços e da demanda por nossas commodities. Conquistamos imensos superávits. Mas agora estamos em outra fase. Os superávits encolheram, e o déficit em conta corrente está crescendo, até porque as importações dispararam. Nosso déficit em produtos industriais tornou-se gigantesco: proporcionalmente, exportamos menos e importamos muito mais. Minha preocupação é livrar o Brasil de um estrangulamento externo futuro e sustentar o crescimento do emprego.

FOLHA - Se eleito, pretende mudar a estrutura do comércio externo?
SERRA - É indispensável fortalecer e agilizar a Camex, dando-lhe funções mais executivas e mais agilidade. O presidente da Camex, subordinado ao presidente da República, deve pilotar as delegações do comércio exterior. A Camex foi criada no governo FHC, em 1995, por sugestão minha, reunindo representantes de quatro ministérios, além do BC. Vem tendo papel positivo, mas aquém do que hoje se necessita.

FOLHA - Há outras mudanças a fazer, na sua opinião?
SERRA - A área de defesa comercial do Brasil ainda é pouco atuante e mal equipada -e isso não vem só do governo do Lula. A abertura comercial do início dos anos 90 exigia o fortalecimento dessa área, como acontece, por exemplo, nos EUA. Isso não foi feito na medida exigida. Há demora no exame dos pedidos em casos de defesa comercial e falhas no apoio às empresas. Os processos de antidumping contra a China demoram mais do que em países que não a reconhecem como economia de mercado. Há pouco tempo, verificou-se que a China registrava exportações têxteis ao Brasil de cerca do dobro das importações brasileiras de têxteis chineses. Entram sem registro, para não pagar impostos. E competem com a produção brasileira, que paga. Os produtores brasileiros, tão ou mais eficientes que os chineses, sofrem com o câmbio e com a insuficiente defesa comercial.

FOLHA - O senhor disse que o Mercosul atrapalha a busca brasileira por novos mercados. O que propõe mudar no bloco?
SERRA - O Mercosul deve ser flexibilizado, para que não seja um obstáculo para políticas mais agressivas de acordos internacionais. Não se trata de acabar com o Mercosul, pelo contrário. Há duas instâncias de integração econômica. A primeira é a zona de livre comércio, a ser gradualmente implantada. A segunda, alcançada só depois de décadas pela União Europeia, é a política comercial comum - os integrantes renunciam à soberania comercial e fixam tarifas comuns de importações. Além disso, só podem fazer acordos com terceiros se todos concordarem. Sempre achei irrealista fazer tudo isso em quatro anos, a partir de 1995 [quando começou a vigorar a Tarifa Externa Comum]. Defendia que, primeiro, o Mercosul se fortalecesse como zona de livre comércio. Mas o livre comércio não se consolidou e a união alfandegária não se materializou totalmente. O Mercosul acabou sendo obra inconclusa.

FOLHA - A reação argentina a sua declaração não foi positiva.
SERRA - O que defendo é a flexibilização do bloco, a fim de que nos concentremos no livre comércio. Claro que isso não seria uma decisão unilateral do Brasil. Teria de ser bem negociada com nossos parceiros.

FOLHA - Mas, mesmo negociando sozinho com outros, o Brasil terá que fazer concessões.
SERRA - Como já disse, nos últimos oito anos houve cem tratados de livre comércio. O Brasil fez apenas um, assinado pelo Mercosul com Israel. É óbvio que o maior acesso a determinados mercados envolve concessões recíprocas. Sempre é assim. Por isso, cada caso é um caso, e só devemos assinar tratados que nos tragam vantagens líquidas.
Outra questão importante é a da infraestrutura, que aumenta os custos de nossas exportações. O transporte da soja de Mato Grosso ao porto de Paranaguá [PR] custa algo parecido ao transporte desse porto até a China.

 



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Atualizado às 13h33m

Publliocadompor O Estado dev SW.Paulo

Lula brinca com Serra sobre início de campanha presidencial
 
Presidente e tucano riram juntos após Lula ter perguntado se Serra já havia iniciado sua campanha
 
 

Lula conversa com Serra durante posse de Celso Peluso no STJ 

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA- Depois de participar da posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal, Celso Peluso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez questão nesta sexta-feira, 23, de ir até o fundo do plenário para conversar com o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

Num dia em que foi surpreendido com elogios do aliado Ciro Gomes a Serra, Lula teve de passar por dezenas de pessoas para chegar até a cadeira onde o tucano estava sentado.

No momento em que Lula chegou, Serra demonstrava estar sonolento. O presidente estendeu a mão para o adversário. "Aí, Serra, você já está em campanha?", perguntou Lula, rindo. Serra, surpreendido com o gesto do presidente, também sorriu e provocou mais risos: "Não". Os dois deram gargalhadas diante da encenação política. Depois do rápido cumprimento, eles se despediram.

Ao deixar o STF, Serra evitou polemizar sobre as declarações de Ciro Gomes. "Não vou me pronunciar como candidato diante de uma situação de um problema em outros partidos", disse o tucano. "Não é que não tenha opinião, mas é que não me sinto confortável comentando a respeito", completou.
 
Atualizado às 13hOOm

Publicada por O Estado de S.Paulo

Serra diz que greve dos professores foi propaganda eleitoral antecipada
 
Procurador já havia considerado manifestação da Apeoesp como peça negativa ao pré-candidato tucano
 
Christiane Samarco - O Estado de S.Paulo

Candidato do PSDB à Presidência, José Serra disse nesta sexta-feira, 23, que a greve dos professores da rede estadual em São Paulo, no mês passado, foi uma propaganda eleitoral antecipada.

Nesta semana, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, publicou parecer onde considera procedente a denúncia apresentada pelos partidos de oposição em que acusam o Sindicato dos Professores de São Paulo de usar a greve da categoria, em março, para fazer propaganda eleitoral negativa contra Serra.

Os grevistas interromperam, na ocasião, uma cerimônia de inauguração de uma obra na capital com manifestações de repúdio e vaias ao então governador paulista. "A iniciativa da denúncia não foi minha - os autores são o PSDB e o DEM - mas eu também creio que foi propaganda antecipada", disse Serra pouco antes de participar, ontem, da solenidade de posse do ministro Cezar Peluso na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).

No parecer, enviado na véspera ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gurgel avaliou que, em vez de debater as condições de trabalho dos professores da rede estadual paulista, o movimento grevista mirou o candidato a presidente, detendo-se na "depreciação do candidato ao cargo majoritário do governo federal pelo PSDB". Serra concordou com todas as letras do parecer.

"Aquela realmente foi uma decisão tipicamente político eleitoral, a pretexto de uma ação sindical", disse o presidenciável tucano, sem contudo arriscar um palpite sobre a repercussão deste parecer na atuação dos sindicatos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT durante a campanha. Indagado se a manifestação de Gurgel vai inibir ações semelhantes ao movimento do sindicato dos professores de São Paulo, Serra disse apenas que "não ajuda".

O tucano se recusou a comentar os elogios recebidos do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que até agora vinha fazendo oposição ferrenha ao PSDB paulista e críticas severas ao governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Em entrevista ao portal IG, Ciro o considerou "mais preparado" do que a adversária petista Dilma Rousseff para governar o País. "Não vou fazer nenhuma declaração a esse respeito. Não costumo comentar questões de outros possíveis candidatos, ou não", afirmou Serra. A candidatura Ciro está na iminência de ser oficialmente descartada pelo PSB.

Indagado sobre a defesa do fim da reeleição com cinco anos de mandato, que ele fez no início da semana ao lado do ex-governador mineiro Aécio Neves, Serra observou que esta não é uma questão que envolve as eleições, tampouco é um item de seu programa de governo e, destacou, "muito menos um vale". Segundo ele, o tema não é prioritário porque "o Brasil não está pedindo uma definição a esse respeito".

Aos que consideraram sua manifestação "um aceno ou um carinho" a Aécio Neves, como sinal de que ele poderá abrir espaço à candidatura presidencial do mineiro em 2014 caso vença as eleições de outubro, Serra disse que "isto é over" porque não foi o que ele quis dizer quando indagado sobre a reeleição. "Esta é uma posição minha, que vem de longe, e eu não precisaria, para ter Aécio a meu lado, defender uma posição dessas".
 

 



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Atualizado às 1Oh12m

Publicada pela Folha de.S.Paulo

PAINEL -RENATA LO PRETE

Fotografia. Ibope encomendado pela Associação Comercial de SP e feito de 13 a 18 de abril aponta Serra com 36% e Dilma com 29%. Os sete pontos que os separam eram cinco na pesquisa anterior (35% a 30%), oscilação dentro da margem de erro.

Mix. O senador José Agripino (DEM) preparou a agenda de Serra amanhã no Rio Grande do Norte: visita a um hospital para tratamento de câncer, almoço na câmara de lojistas e entrevistas em série.

Atualizado às 1OhO6m

Publicado pelo Radar On Line

Política e boato

De Francisco Dornelles agora há pouco sobre a possibilidade de ser vice de José Serra, como tem sido soprado aqui e ali por diversos políticos:

- Não se faz política sem boato…

Por Lauro Jardim

Atualizado às O5h23m

Publicado pelo Radar On Lione

Serra quer solução para aliança no Rio

José Serra procurou ontem o presidente do DEM, Rodrigo Maia, para discutir como será resolvida a aliança da oposição no Rio de Janeiro. Filho do ex-prefeito Cesar Maia, que é pré-candidato ao Senado, Rodrigo afirmou que o DEM continua defendendo a aliança com Fernando Gabeira, que faria campanha para Serra e Marina Silva.

Mas diante das seguidas trocas de farpas entre o verde e Cesar, a condução da aliança foi entregue a dois tucanos que têm interlocução com Gabeira: o ex-deputado Márcio Fortes e o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha. O que os dois decidirem, será aceito.

Atualizado às O5h15m

Publicado pelo  Blog do Josias, Folha on Line

Tasso vê rancor em Dilma e ‘paz e amor no Serrinha’

O senador Tasso Jereissati, cacique da etnia tucano-cearense, reuniu a tribo para esboçar a estratégia da campanha de José Serra no seu Estado. 

Os repórteres instaram Tasso a comentar declaração atribuída ao presidente do PT, José Eduardo Dutra. 

O mandachuva petista dissera que Serra faz elogios simulados a Lula para achegar-se ao eleitorado que venera o presidente. E Tasso, entre risos:  

"O presidente do PT deveria se preocupar mais com a agressividade, com o aspecto rancoroso da sua candidata, do que com a paz e o amor do nosso Serrinha". 

Famoso pelas divergências internas que lhe renderam a fama de inimigo cordial de Serra, Tasso se esforça agora para demonstrar unidade. 

Expressa a suposta união de maneira peculiar: "Dizem que Serra não gosta do Nordeste. E dizem até que eu não me dou bem com ele...” 

“...É verdade que eu não o acho bonito e nem cheiroso. Mas, na época em que ele foi ministro do Planejamento, ajudou a fazer o [açude] Castanhão". 

O senador planeja levar Serra ao Ceará pelo menos cinco vezes durante a campanha.  

 

 



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Atualizado às 14h36m

Publicado pela Folha de S.Paulo

Estofadinhos

De Fernando de Barros e Silva:

(....) O jornal "Valor Econômico" divulgou na semana passada uma enquete com 142 executivos. Resultado: todos afirmaram que suas empresas cresceram de forma significativa sob Lula, mas, apesar disso, 111 disseram preferir Serra, contra apenas 13 que escolhem Dilma. Marina teve 8 votos. Ciro, só 1.

Ou seja: Lula conquistou os empresários pelo bolso, mas o coração deles (que também pulsa no bolso) não bate por Dilma. De onde vem tanta resistência?

Reação à retórica de classe (ricos contra pobres) da campanha? Medo de uma tutela maior do Estado sobre o setor privado? Desconfiança de que Dilma e Lula sejam tão diferentes? A verdade é que Serra, apesar da fama de mau, larga com a preferência da turma que Lula deixou estofadinha.

Atualizado às 1Oh3Om

Publicada por O Estado de S.Paulo

Em Minas, Serra se compromete a tocar obras recomendadas por Aécio  

Pré-candidato tucano à Presidência fez questão de dizer que, se for eleito, cuidará da ampliação do metrô de BH e do aeroporto em Confins

Eduardo Kattah e Christiane Samarco - O Estado de S.Paulo

O que era para ser um ato simbólico se transformou num gesto concreto do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, de compromisso com reivindicações históricas de Minas na área de infraestrutura. Antes mesmo de receber das mãos do ex-governador Aécio Neves (PSDB) o documento Agenda de Minas – relação de obras e políticas federais reclamadas pelo Estado –, Serra fez questão de se comprometer, caso eleito, com demandas como a ampliação do metrô de Belo Horizonte e do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, que já opera no limite de sua capacidade.

Logo no primeiro compromisso na capital, durante entrevista à rádio Itatiaia, o tucano classificou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como "uma lista de obras" e aproveitou para introduzir o assunto. Citou também a recuperação do Anel Rodoviário de BH – de responsabilidade do governo federal – e a duplicação da BR 381, no sentido Belo Horizonte-Vitória, até Governador Valadares.

"Tudo isso tem de ser feito. Se está no PAC, não está no PAC, foi anotado ou não foi anotado, o fato é que não se avançou para Minas se desenvolver mais. Minas tem a vocação, olha, vou falar aqui com todo o realismo, de ser o estado mais desenvolvido do Brasil", disse. "Vamos ser realistas, a maior parte não foi feita. As obras a gente tem que definir, tocar e fazer acontecer."

Com críticas ao que considera os investimentos insuficientes do governo federal, principalmente na área de logística e nas rodovias, Serra repetiu o compromisso no encontro com empresários na sede da federação das indústrias (Fiemg), onde classificou os gargalos no como "custo Minas". Para os industriais, o pré-candidato tucano também destacou a necessidade de se agregar valor às exportações de commodities, principalmente o minério de ferro.

Em sintonia com uma reivindicação antiga de Aécio, cobrou a revisão das alíquotas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), espécie de royalties que as mineradoras pagam aos municípios, Estado e União pelo direito de explorar as riquezas minerais. Para Serra, Minas recebe uma "ninharia" de royalties pela exploração mineral em suas terras.

Bússola. Ao entregar o documento elaborado pelos PSDB-MG, que enumera projetos e obras consideradas prioritárias no Estado para que constem da plataforma de governo do presidenciável, Aécio disse que ele deveria servir como uma "bússola". Serra pediu que o ex-governador de Minas fizesse dedicatória no livreto. "Vou estudar esse documento azul e mais ainda: nos outros Estados eu vou dizer, porque vocês não fazem uma coisa igual a Minas", ressaltou.

Coro. O PSDB de Minas contabilizou a presença de pelo menos 200 prefeitos mineiros no encontro com lideranças políticas, ponto alto da visita de Serra, a Belo Horizonte. Foi recepcionado de forma calorosa. Ao entrar no teatro do Sesiminas, acompanhado de Aécio e do candidato tucano ao governo do Estado, o atual governador Antonio Anastasia, teve seu nome gritado pelo público, que lotou o teatro.

"Olê, olá, Serra, Serra", cantou em coro parte da plateia. "Minas unida é coisa certa: Anastasia, Aécio, Serra", entoaram depois militantes vestidos com camisas do PPS. Com capacidade para 646 lugares, o auditório recebeu cerca de mil pessoas, segundo os organizadores. No lado de fora do teatro, pelo menos seis carros com placas oficiais de prefeituras do interior de Minas estavam estacionados. Militantes com bandeiras chegaram ao local em ônibus fretados. Alguns disseram que foram arregimentados em troca de lanches.
 



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Atualizado às 1Oh27m

Publicado por O Estado de S.Paulo

Política
 
Média dá 4,4 pontos de frente para Serra
 
José Roberto de Toledo ESPECIAL PARA O ESTADO
 
Pesquisas mostram tucano na faixa de 33% a 35% e, na média, Dilma tem hoje 30,5%

Com as pesquisas cada vez mais divergentes, a média das intenções de voto torna-se um instrumento ainda mais valioso para analisar a sucessão presidencial. Incluindo-se a recente sondagem do Datafolha, José Serra (PSDB) segue à frente de Dilma Rousseff (PT), agora com 4,4 pontos de vantagem. Na média anterior, a diferença era de 4,1 pontos.

A média móvel revela tendências mais suaves e permanentes, aplainando vales e picos. Comparando-se o gráfico das pesquisas ponto a ponto com o da média móvel, o que se parece com um jacaré abrindo a boca se transforma em uma garrafa com um gargalo afunilado e comprido.

Observando-se as curvas dos candidatos, nota-se que Serra está consolidado no patamar entre 33% e 35% das intenções de voto estimuladas desde o final de janeiro, sem sofrer alterações significativas. Tem sido o suficiente para lhe assegurar a liderança da corrida eleitoral. O tucano tem hoje, na média, 34,9%.

Dilma vem se aproximando desde o ano passado. Teve uma ascensão mais rápida entre setembro de 2009 e janeiro de 2010. Desde então, quando ultrapassou o patamar dos 25%, o ritmo de crescimento diminuiu, mas nunca parou. A petista tem hoje, em média, 30,5%, que é a média histórica de presidenciáveis do PT nesta época da corrida eleitoral.

Na primeira fase, a petista cresceu convertendo eleitores de Serra, de Ciro Gomes (PSB) e que não tinham candidato. Parte dessa fonte secou depois que a maior parte dos eleitores que davam nota 9 ou 10 ao governo Lula descobriu que Dilma é a candidata do presidente e trocaram Serra por ela.

Tendo que conquistar eleitores menos interessados no processo eleitoral e ir além dos simpatizantes do PT, a intensidade do crescimento de Dilma diminuiu. Ao mesmo tempo, ela deixou o governo e reduziram-se suas atividades públicas ao lado de Lula. Menor exposição juntos implica menor identificação de Dilma como proxy eleitoral de Lula. Ou seja, ela não consegue se beneficiar da alta aprovação do governo como gostaria.

O outro terço do eleitorado é dividido entre Ciro Gomes, Marina Silva (PV) e os eleitores que pretendem votar em branco, anular o voto ou que estão indecisos. Esse grupo está diminuindo lentamente, seja porque a candidatura de Ciro está perdendo força, seja porque está caindo o porcentual de eleitores sem candidato (soma dos que anulam, votam em branco ou não sabem responder).

Novo cenário. Ciro pode ser o próximo fato novo da eleição. Ele está cada vez mais dependente dos votos do eleitorado do Nordeste, justamente onde o PT e Lula mais têm investido para associar a imagem do presidente à de Dilma.

Se o pré-candidato do PSB sair da disputa, haverá uma reacomodação de seus eleitores. Se ela ocorresse hoje, Serra seria o maior beneficiado. Mas isso vai depender da atitude de Ciro numa eventual desistência: se ele declarar voto em Dilma e for para seu palanque, talvez revertesse mais eleitores em favor da petista.

Marina Silva, por sua vez, pode também sair do marasmo em que vinha até agora nas pesquisas. Sua campanha, pobre de recursos, tem se concentrado no seu eleitorado cativo, e acrescentado poucos novos eleitores. Mas, à medida que se torna mais conhecida de outros grupos, talvez consiga romper a barreira dos 10% de intenção de voto.

Esse é o quadro da pré-campanha, que talvez se estenda por mais algumas semanas. Após a Copa do Mundo e as convenções partidárias, a campanha começa para valer. Aí, mais eleitores se interessarão em comparar os candidatos, em analisar seus perfis e em descobrir quem é o candidato de Lula, por exemplo.

Logo em seguida, em meados de agosto, começa o horário eleitoral. Será a reta de chegada da campanha, e só então as tendências vão se definir.

PARA ENTENDER
Método é muito usado nos EUA e na Europa

A média móvel das pesquisas eleitorais é uma técnica usada há anos nos Estados Unidos e na Europa para detectar tendências mais permanentes do eleitorado. Foi muito usada na campanha que elegeu Barack Obama presidente norte-americano, nas últimas eleições.
A vantagem da média das pesquisas é eliminar as oscilações bruscas dos porcentuais entre os institutos. No caso da média calculada pelo Estado levam-se em conta a intenção de voto estimulada - quando o instituto mostra aos eleitores entrevistados o cartão com opções de nomes - de todos os candidatos nas três últimas pesquisas publicadas.

 

Atualizado às O4h47m

A charge do dia

Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line

 



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Atualizado às O7hO9m

Pubicada pela Folha de S.Paulo

Serra: ministério para atender deficientes físicos

Promessa é a primeira do tucano após ser escolhido pré-candidato do PSDB

De Laura Capriglione:

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, prometeu ontem em São Paulo que criará um ministério extraordinário do deficiente físico. "Se eu merecer a confiança do povo brasileiro, vou fazer isso", disse o tucano durante visita a uma feira de produtos voltados para pessoas com deficiência.

Foi a primeira promessa de campanha desde o lançamento da candidatura do tucano na convenção do PSDB, no dia 10.

Calcula-se que, no Brasil, aproximadamente 15% da população tenha algum tipo de deficiência -são quase 30 milhões de pessoas diretamente interessadas no assunto, sem contar familiares e amigos de deficientes.

Atualizado às O7hOOm

Publicada pelo Blog do Josias, Folha On Line

Serra veta exploração de passado ‘armado’ de Dilma

O presidenciável tucano José Serra começa a delimitar a crítica que pretende dirigir à rival petista Dilma Rousseff. 

Em privado, Serra avisou: não permitirá que a participação de Dilma na “luta armada” contra a ditadura vire tema de sua campanha. 

Há dois dias, em entrevista ao Grupo RBS, Dilma se disse vítima de uma "campanha insidiosa" na web. Negou que seu passado inclua ações armadas.



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Atualizado às 17h27m

Publicada pela VEJA

Brasil
Com a casa em ordem,
Serra vai à luta
Depois de unificar o PSDB em torno da sua candidatura, José Serra começa a pavimentar o caminho rumo ao seu objetivo: liderar o Brasil na era pós-Lula

Fábio Portela

Foto Paulo Vitale
 
EM PAZ
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra: campanha
na rua. Agora, com o partido unido

Ungido há menos de dez dias candidato oficial do PSDB à Presidência da República, José Serra não poderia encontrar ambiente mais propício para iniciar sua campanha. Duas novidades contribuem para isso. A primeira é que os tucanos estão animadíssimos – o que havia muito tempo não ocorria. Desde 2003, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso colocou a faixa presidencial no pescoço do petista Luiz Inácio Lula da Silva, os militantes do PSDB passaram a amargar uma espécie de fossa de fundo existencial. A saída do poder jogou o partido numa crise de identidade em que ninguém sabia ao certo que bandeiras defender ou que líderes seguir. Na semana passada, o PSDB parecia ter reencontrado o seu eixo. Ao barulhento lançamento da candidatura de Serra, acorreram mais de 6 000 militantes do partido. Vindos de todos os estados, carregavam bandeiras, espremiam-se uns contra os outros e cantavam sem parar no amplo auditório alugado pela sigla. A maioria usava camisetas nas cores azul e amarelo, algumas com inscrições como "temos orgulho do que criamos". Era um clima diametralmente oposto ao registrado nos últimos encontros do partido. O motivo da animação é que o PSDB, finalmente, tem um projeto definido, aprovado e defendido por todos na sigla: eleger José Serra presidente da República. E eis aí o segundo elemento a pavimentar o caminho de Serra nessa campanha. Seu partido vai unido para a briga. E isso, tratando-se de PSDB, é outra grande novidade.

O próprio Serra é o maior responsável pela unificação do partido. Nas duas últimas eleições presidenciais, o PSDB marchou dividido. Em 2002, a primeira candidatura de Serra à Presidência só se consolidou ao custo de engalfinhamentos com tucanos diversos, como o ex-ministro Paulo Renato e o senador Tasso Jereissati. Em 2006, Geraldo Alckmin foi o escolhido – mas também só depois de emparedar Serra e toda a cúpula de seu partido. Essas contendas internas costumavam causar fraturas que custavam a cicatrizar. Como resultado, cada um remava para um lado e o barco tucano não saía do lugar. Desta vez, a situação é outra. Serra impôs sua ascendência de forma natural. Depois de passar pelo governo Fernando Henrique, pela prefeitura e pelo governo de São Paulo, ele é hoje reconhecido por seus pares como o mais preparado entre os tucanos para enfrentar o desafio de presidir o país. O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, que também sonhava em se lançar na disputa pelo Planalto, abriu-lhe passagem, no fim do ano passado, num gesto maduro e generoso. Na festa de lançamento de Serra, foi Aécio o autor do discurso mais inflamado do dia em defesa do candidato. Os tucanos que ainda sonham ver o mineiro candidato a vice-presidente na chapa do partido quase levitaram.

No discurso com o qual se lançou, Serra refutou a narrativa petista de que o Brasil só começou a ser construído em 2003, com a chegada de Lula ao poder. Disse que o momento positivo que o Brasil vive hoje se deve às conquistas obtidas por toda a sociedade desde o fim do regime militar, sobretudo à Constituição de 1988. Criticou a política externa brasileira e a sua inclinação para sustentar regimes autoritários, como os de Cuba e do Irã, e reservou boa parte da fala para condenar a estratégia petista de estimular uma disputa entre pobres e ricos na sociedade. "Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros, e não pela sua divisão", disse. O tucano também criticou o modo petista de governar, abrigando apaniguados em todas as engrenagens da máquina pública: "O Brasil pertence aos brasileiros que não dispõem de uma ‘boquinha’, que exigem ética na vida pública porque são decentes, que não contam com um partido ou com alguma maracutaia para subir na vida". Por fim, repisou o slogan que deverá dar o tom da sua campanha, "O Brasil pode mais". Serra está decidido a sublinhar suas diferenças em relação ao PT, mas sabe que não levará vantagem colocando-se como o "candidato da mudança", como fez Lula em 2002 ou Barack Obama, nos Estados Unidos, em 2008. Por isso, pretende insistir no raciocínio segundo o qual o Brasil melhorou muito desde a redemocratização, e ele, José Serra, é o mais preparado para dar continuidade a esse ciclo virtuoso.

Na forma, o discurso do ex-governador de São Paulo foi sensivelmente diferente daquele que ele proferiu em 2002, na primeira vez em que se candidatou a presidente. Naquela ocasião, ainda ministro da Saúde, discorreu de forma técnica e preocupou-se, sobretudo, em elencar seus feitos como homem público. Desta vez, preferiu apelar para a emoção: "Venho hoje, aqui, falar do meu amor pelo Brasil; falar da minha vida; falar da minha experiência; falar da minha fé; falar das minhas esperanças no Brasil", disse. Segundo três linguistas consultados por VEJA, ao entrelaçar sua história pessoal à do país, ele se aproxima de seus ouvintes. O uso mais frequente de metáforas e imagens, afirmam os especialistas, ajuda a produzir o mesmo efeito. "Num determinado trecho, ele diz que governos, como as pessoas, têm alma. A personificação é eficaz porque as pessoas compreendem o mundo em grande parte através de referências físicas", explica Lilian Ferrari, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Um estudo americano, publicado em 2001 na Administrative Science Quarterly, analisou discursos de presidentes americanos, de George Washington a Ronald Reagan, e descobriu que o carisma atribuído a um político está diretamente relacionado ao número de palavras de um determinado gênero que ele usa em seus discursos. Aquelas que evocam imagens, sons, gostos e outras sensações, diz o estudo, atingem mais fácil e imediatamente os ouvintes do que as que exprimem conceitos. Assim, "suor" é mais eficaz do que "esforço" e "mão" é mais forte do que "ajuda". Serra parece ter aprendido a lição.

Embora esteja bem posicionado nas pesquisas, o candidato tucano tem a clara noção de que o mapa eleitoral brasileiro neste momento é muito mais favorável para ele nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste do que no Norte e no Nordeste, onde sua principal adversária, Dilma Rousseff, deve levar a melhor. Foi por isso que o primeiro estado visitado por Serra após o lançamento da sua campanha foi a Bahia. No Mercado Modelo de Salvador, ele cantou versos de Ataulfo Alves numa roda de samba ("Atire a primeira pedra, ai, ai, ai, aquele que não sofreu por amor"), amarrou uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim no pulso e abraçou quem passou pela sua frente. Um candidato em estado puro. Para aumentar sua massa de eleitores no Norte e no Nordeste, Serra conta com bons palanques estaduais. Ele terá, ao contrário do que ocorreu com Geraldo Alckmin em 2006, diversos candidatos competitivos disputando o cargo de governador a lhe dar sustentação nessa empreitada.

 

Andre Dusek/AE
 
NINHO DE AMOR
No lançamento da candidatura Serra, foi do ex-governador Aécio Neves o discurso
mais entusiasmado. "Vice, vice", gritava a militância

 

No Nordeste, o tucano subirá em palanques com probabilidade de vitória em seis dos nove estados, sendo que na Bahia, dona do quarto colégio eleitoral do país, ele terá o apoio do único candidato capaz de azedar a reeleição do petista Jaques Wagner: Paulo Souto, do DEM. Na Paraíba, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Piauí, Serra terá ao lado candidatos apontados entre os favoritos nas pesquisas eleitorais. Em Pernambuco, o PSDB contará com o apoio do senador Jarbas Vasconcelos, do PMDB. Apesar de ter poucas chances contra o atual governador e favorito à reeleição, o dilmista Eduardo Campos (PSB), Jarbas tem excelente reputação no estado e vai usá-la em favor do candidato tucano. O ponto fraco de Serra no Nordeste é o Ceará. Na Região Norte, ele terá bom palanque no Pará, com o ex-governador Simão Jatene. Kátia Abreu, no Tocantins, também é uma candidata forte.

Já no Sul e no Sudeste, os ventos não poderiam ser melhores para o tucano. Menos por causa da montagem dos palanques estaduais do que pela sua influência na região. Em São Paulo, por exemplo, estado que ele governou nos últimos três anos, Serra espera impor uma respeitável dianteira de 4 milhões de votos sobre Dilma. Nesse diagrama eleitoral, há um estado que se destaca: Minas Gerais, que tem o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, com 14 milhões de eleitores. Nas últimas duas eleições presidenciais, quem venceu lá foi Lula. Desta vez, o ex-governador Aécio Neves, provavelmente o mais popular da história mineira, garante que colocará todo o seu peso a favor de Serra. O PSDB acredita que Aécio é capaz de dar aos tucanos a vitória no estado. E que essa vitória pode ser determinante para definir o resultado da eleição nacional. Dez entre dez militantes do PSDB, no entanto, acreditam que Aécio arrastaria muito mais votos atrás de si se aceitasse integrar a chapa, no papel de vice. Ele resiste, e diz que prefere o Senado. O próprio Serra leva a discussão em banho-maria, e diz que vai esperar até o fim de maio para anunciar quem fará dobradinha com ele.

Serra tem dito que se preparou a vida inteira para este momento. Como ele, o Brasil de 2011 não poderia estar mais maduro para iniciar uma nova fase da sua história. A era pós-Lula, que virá com Serra ou com Dilma, celebrará e colherá os frutos de 25 anos de redemocratização e dezesseis anos de estabilidade monetária. Tem, portanto, todos os elementos para ser uma primavera do desenvolvimento. Com Serra, ela poderá vir com a vantagem adicional da alternância de poder, seiva da democracia, sem a qual se corre o risco de ver vicejar o voluntarismo dos governantes, a corrupção da máquina do estado e o fenecimento das novas ideias. É em busca dessa oxigenação no poder que os tucanos, com Serra à frente, alçaram voo na semana passada. E agora estão voando juntos.

 

Com reportagem de Kalleo Coura, Laura Diniz, leonardo coutinho e Marina Yamaoka


Tucano, signo Peixes

 

Foto Alexandre Scheiner
 
ORÁCULO
Para Oscar Quiroga, o astrólogo preferido
de Serra, está escrito nas estrelas:
o tucano será o próximo presidente


José Serra, dizem os que o conhecem, é do tipo que se pauta sempre pela razão. Há, no entanto, pelo menos uma irracionalidade que o fascina: a astrologia. Sim, o tucano adora ler horóscopo. "Acho curioso quando alguém chega para o outro e fala: ‘Você é de Peixes?’. E acerta na mosca. Eu não tenho capacidade de entender essas interpretações, mas acho incrível, fico intrigado. Há uma espécie de ciência por trás disso", disse Serra a VEJA. Seu astrólogo favorito é Oscar Quiroga, do jornal O Estado de S. Paulo. A pedido de VEJA, ele traçou o mapa astral do candidato. Os prognósticos não poderiam ser mais auspiciosos para o tucano. No que depender dos astros, arrisca Quiroga, José Serra está eleito.

Perfil astrológico de José Serra

Nascimento: 19/3/1942, às 2h, em São Paulo

Signo: Peixes

"Sol e Netuno em oposição É movido pelo idealismo. Como todo visionário, tem dificuldade de comunicar o que vê. Por isso, é hermético e tem um ar de quem está fazendo mistério

Lua em Áries Liderança inata

Saturno e Urano em conjunção É motivado pela necessidade de reformular dogmas. Tem habilidade organizacional e de trabalhar em equipe. Consegue reunir pessoas diferentes em prol de uma mesma causa

Ascendente Aquário Sua estrela é racional-intuitiva. Navega bem em ambientes e situações complexas e sua "missão" neste planeta é descomplicar

Prognóstico para os próximos meses
É notável a coincidência de que no dia 10 de abril, quando sua pré-candidatura a presidente foi formalizada, o planeta Urano tenha atingido a localização em que o Sol se encontrava no momento do seu nascimento. Esse aspecto se repetirá em 7 de outubro. Urano representa a comunidade organizada. A natureza desse relacionamento astrológico indica que José Serra se tornará capaz, durante esse período, de reunir o apoio de diferentes vertentes em torno de sua candidatura.

A esse aspecto, agrega-se o fato de que Júpiter também atingirá a posição de seu mapa natal no fim de maio e de setembro, o que é outro sinal positivo para seu desempenho como candidato à Presidência. O sinal mais marcante e auspicioso de sua candidatura se dará entre os dias 1º e 25 de agosto de 2010, quando a Lua progredida estará em trígono com Vênus e Júpiter de seu mapa natal, indicando sucesso e bem-aventurança.

Com todos esses sinais astrológicos, seria tolice não arriscar a afirmação de que José Serra deve ser o próximo presidente do Brasil, a não ser que o mapa dos outros candidatos também possua elementos tão ou mais favoráveis do que esses. Porém, isso não significa que o caminho até lá seja um mar de rosas, pois o destino humano funciona de forma dialética. Ou seja, quando há aspectos afortunados acontecendo, como é o caso de José Serra, as circunstâncias se tornam mais duras e adversas, justamente para demonstrar a boa fortuna em andamento através da capacidade de administrar essas adversidades com perícia."

Atualizado às 1Oh37m

Publicadas pela Folha de S.Paulo

Após lançamento de tucano, Serra tem 38% e Dilma, 28%

Marina fica com 10% e pela primeira vez passa numericamente Ciro, com 9%

Tucano é maior beneficiado por uma eventual saída do pré-candidato do PSB da disputa; no 2º turno, Serra bate Dilma por 50% a 40%

FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A corrida presidencial teve pouca oscilação apesar do lançamento oficial da pré-candidatura de José Serra em grande festa do PSDB no último dia 10. Segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16, José Serra (PSDB) registrou 38% das intenções de voto contra 28% de Dilma Rousseff (PT).
No final de março, Serra tinha 36% e Dilma marcava 27% no Datafolha. A vantagem do tucano era de nove pontos. Agora, é de dez pontos. Do ponto de vista estatístico, o quadro não sofreu alteração -a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Nesse mesmo cenário, Marina Silva (PV) teve 10% das intenções de voto. É seguida por Ciro Gomes (PSB), com 9%. Em março, Marina tinha 8%. Ciro estava com 11%. Essas oscilações estão também dentro da margem de erro.
Segundo o Datafolha, 7% dos entrevistados respondem que votarão em branco, nulo ou em nenhum. Outros 8% dizem ainda estar indecisos.
Quando Ciro Gomes é retirado do quadro de candidatos -há ainda dúvidas se o PSB vai lançá-lo oficialmente-, a diferença entre Serra e Dilma alarga-se um pouco. O tucano fica com 42% contra 30% da petista -uma distância de 12 pontos.
Ou seja, Serra "herda" quatro pontos de Ciro. Já Dilma fica com dois pontos a mais sem o candidato do PSB no páreo. Marina Silva vai a 12% (ganho de dois pontos). Nesse cenário, há 8% de indecisos e também 8% dizendo votar em branco, nulo ou em nenhum.
O Datafolha realizou esta pesquisa agora porque também havia feito um levantamento em 24 e 25 de fevereiro, cinco dias após o lançamento oficial da candidatura da petista Dilma Rousseff. Agora, a coleta dos dados se dá também cinco dias após a festa do PSDB para José Serra se lançar na disputa.

Tendências
Embora os números do levantamento do Datafolha sejam semelhantes aos do final de março, é possível identificar tendências ao observar as curvas a partir de dezembro.
Nota-se que Serra voltou a estacionar no seu patamar do final de 2009, quando registrava 37%. Dilma também mostra uma taxa consistente em 2010, sempre de 27% ou de 28%.
Outra curva que aparece clara é a da queda gradual de Ciro. Ele tinha 13% em dezembro. Oscilou para 12% em fevereiro. Foi a 11% em março. E, agora, num período de três semanas, bateu em 9%.
Pela primeira vez, Ciro Gomes fica numericamente atrás de Marina Silva, embora do ponto de vista estatístico ambos estejam empatados.

Segundo turno
Numa simulação de segundo turno, Serra tem 50% e Dilma fica com 40%. No final de março, os percentuais eram 48% e 39%. A variação se deu, portanto, dentro da margem de erro.
O Datafolha testou também um eventual segundo turno entre Dilma e Ciro. A petista marcou 47% contra 36% do deputado do PSB.

Espontânea e nanicos
Ao questionar os eleitores sem mostrar os nomes dos candidatos, o Datafolha registrou agora um empate: Dilma tem 13% e Serra aparece com 12%. No mês passado, a petista tinha 12% e o tucano estava com 8%. Os dois concorrentes apresentam curvas ascendentes.
Pela segunda vez o Datafolha testou os candidatos de partidos pequenos. Apenas no cenário em que não aparece Ciro, dois nanicos pontuam 1% cada: Mário de Oliveira (PT do B) e Zé Maria (PSTU). Nessa hipótese, Serra tem 40%, Dilma fica com 29% e Marina registra 11%.

PAINEL - RENATA LO PRETE

No tribunal. A campanha de José Serra entrou ontem na Justiça Eleitoral contra o evento realizado para a candidatura de Dilma no sábado em que o tucano foi lançado em Brasília. A ação inclui Lula, a ex-ministra e as centrais sindicais que promoveram o ato no ABC paulista.

Para o mato. Em entrevista a uma emissora de rádio em Maceió, Serra escapou da milésima pergunta sobre Lula x FHC com a seguinte tirada: "Eu quero dizer que o Cleiton Xavier, aqui de São José da Tapera, é hoje o melhor jogador do meu Palmeiras!".

De cima... Para assegurar palanques ao aliado Serra, o PPS decidiu que qualquer aliança regional com partidos que não PSDB ou DEM terão de passar pelo crivo da direção nacional.

Atualizado às 1Oh32m

A charge do dia

 

 

Tiagio Recchia, Gazeta do Povo, Curitiba.

Atualizado às 11h31m

Publicada pela Folha on Line:

KENNEDY ALENCAR, colunista. 

Jogo duro

A pesquisa mostra que Serra será osso duro de roer. Ele tem feito um bom começo de campanha. Desapareceram as críticas sobre sua demora em assumir a candidatura. E ele tem feito uma campanha profissional. Sinaliza que tem muita em relação a erros que não pode cometer contra a candidata de um governo popular.

 

 

 



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Atuaizado às O3h48m

Publicado pelo Portal Terra

Advogados do PSDB vão fiscalizar Sensus

SÃO PAULO - Na manhã desta sexta-feira, dois funcionários do escritório de advocacia do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) irão até a sede do Instituto Sensus, em Belo Horizonte, fiscalizar os dados da última pesquisa eleitoral, divulgada na terça-feira passada. A conferência de dados foi autorizada hoje, em decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral.

O ministro Joelson Dias deferiu o pedido do partido, protocolado ontem, com a alegação de que houve descumprimento do prazo estabelecido por lei.

Segundo a legislação, o resultado só pode ser publicado cinco dias depois da inscrição da pesquisa na Justiça Eleitoral. Na representação, o partido alegou que o Sensus inscreveu o levantamento no dia 5 de abril, mas fez alterações no dia 9. Por esse motivo, a pesquisa deveria ser divulgada apenas nesta quarta-feira, 14.

A alteração mostrada pelo PSDB é referente ao nome do contratante da pesquisa. Pela divulgação feita no dia 13, o estudo foi feito por encomenda do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo (SINTRAPAV), mas o registro inicial fazia referência ao Sindicato de Trabalhadores em Concessionárias de Rodovias (Sindecrep).

Inicialmente o tesoureiro do Sintrapav negou que houvesse solicitado o levantamento, mas depois o seu presidente da entidade voltou atrás e confirmou o pedido. O PSDB argumentou que "o representado (instituto Sensus) requereu a inusitada emenda ao pedido de registro que formulara, pugnando pela alteração de uma informação que é considerada essencial pela lei, quais sejam, os dados acerca do contratante da pesquisa, bem como sobre a origem dos recursos e o pagante do trabalho".

Como punição, os tucanos pedem que o Instituto Sensus seja condenado a pagar multa no valor máximo previsto pela legislação, de aproximadamente R$ 53 mil.

No levantamento, Serra aparece, com 32,7% das intenções de voto. Dilma Rousseff aparece em segundo, com 32,4%. O deputado Ciro Gomes (PSB) aparece com 10,1% e a senadora Marina Silva (PV), com 8,1 %. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

 



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Atualizado às 1Oh15m

Publicado pelo Blog do Josias, Folha On Line

Serra quebra acerto com Aécio e faz 1ª viagem à BA


Menos de 48 horas depois de anunciar que a campanha de José Serra começaria por Minas Gerais, o PSDB deu meia-volta.  

Serra desembarca nesta quarta (14) em Salvador (BA). Na quinta (15), deve exibir sua candidatura em Maceió (AL). 

Manteve-se na agenda a viagem a Belo Horizonte (MG), marcada para a próxima segunda (19). 

Alegou-se, porém, que Serra não poderia permanecer inerte por tantos dias. Oficialmente, diz-se que Aécio concordou. Lorota. 

Um deputado do grupo do grão-tucano mineiro contou ao blog que a mudança causou gerou mal-estar. 

“O Serra retardou a entrada na campanha por meses a fio. Será que não poderia esperar mais uma semaninha? Começa mal a relação com o Aécio”, disse. 

Escolheu-se a Bahia como palco inaugural para aproveitar um curto-circuito que eletrifica as relações dos aliados de Dilma Rousseff no Estado. 

A encrenca se desenrola desde domingo (11) passado, quando o senador Cesar Borges fechou uma aliança do seu PR com o PMDB de Geddel Vieira Lima. 

Borges bandeou-se para a coligação de Geddel num instante em que nove em cada dez políticos baianos davam como certo o acerto dele com Jaques Wagner (PT). 

Serra será recepcionado em Salvador por uma delegação de políticos do PSDB e do DEM, fechados com a candidatura do ‘demo’ Paulo Souto. 

As pesquisas locais informam que Souto ocupa, por ora, a segunda colocação na preferência dos eleitores.  

Na frente está Jaques Wagner, candidato à reeleição. Bem atrás, em terceiro, vem Geddel. 

Em comum, Geddel e Wagner cultivam o apoio à candidatura de Dilma Rousseff, a rival petista de Serra. 

Afora o encontro político, Serra irá às obras sociais de irmã Dulce, falará aos repórteres no Mercado Modelo e dará entrevista a uma emissora de rádio. 

Depois, parte para Alagoas.

Publicado pelo Magazine Terra:

Quarta, 14 de abril de 2010, 09h27 Na Bahia, Serra inaugura estratégia de campanha eleitoral

Claudio Leal/Terra Magazine
 
Depois do lançamento da candidatura presidencial em Brasília, José Serra inicia pré-campanha em viagem rápida a Salvador, antes de cumprir agenda em Minas Gerais

Em sua visita a Salvador, na tarde desta quarta-feira, o pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, vai inaugurar uma estratégia que deve marcar sua campanha nos próximos meses: viagens rápidas pelo País, ramificando encontros políticos. A agenda baiana, azeitada ontem às pressas, inclui uma visita às Obras Sociais de Irmã Dulce, a freira baiana morta em 1992 e responsável pelo mais famoso trabalho de caridade na capital.

Depois do Hospital Santo Antonio, Serra andará pelo Mercado Modelo, cartão-postal da Cidade Baixa, famoso por suas bancas de artesanato e rodas de capoeira. Dessa forma, são esperadas as poses fotográficas mais tradicionais da Bahia. Encerrado o tour, o pré-candidato concederá uma entrevista à Rádio Metrópole, do apresentador e ex-prefeito de Salvador Mário Kertész.

Durante o roteiro, Serra vai ser acompanhado pelo pré-candidato do DEM ao governo da Bahia, Paulo Souto, e lideranças do PSDB no Estado, como o deputado federal Jutahy Magalhães, um de seus principais articuladores políticos, e o ex-prefeito Antonio Imbassahy. O líder tucano na Câmara, João Almeida, se encontra em São Paulo, mas pretende se incorporar à comitiva. Semanas atrás, especulou-se o nome de Souto para vice de Serra.

- Esse modelo de visita à Bahia vai ser muito comum na campanha, vai se repetir em diversos Estados. A ideia é ter contato com a sociedade e ganhar visibilidade através de entrevistas, aproximando-se da realidade local - diz Jutahy Magalhães.

Presidente do PSDB baiano e cotado para uma vaga na chapa do Senado, Antonio Imbassahy garante que a visita "não tem nada de política". Na próxima segunda-feira, Serra iniciará "oficialmente" a pré-campanha em Minas Gerais. Mas há todo o sabor de que a Bahia passou uma rasteira de camará nos mineiros.

- Vamos optar pela agilidade e não por aquele modelo tradicional de fazer reuniões fechadas com cúpulas e discursos. Isso pode até ocorrer, mas o modelo de Salvador vai se repetir a partir de agora - completa Jutahy.

O cenário eleitoral baiano se complicou com a aliança PMDB-PR no Estado: o ex-ministro peemedebista Geddel Vieira Lima tirou do colo petista o senador César Borges, que deseja reeleger-se. Com isso, o governador Jaques Wagner (PT) enfraqueceu suas sereias para atrair ex-afilhados de Antonio Carlos Magalhães (1927-2007). Lideranças tucanas ouvidas por Terra Magazine afirmam que Serra não se meterá nas brigas do terreiro local. "Ele vai estar longe disso", esquiva-se um dos interlocutores do ex-governador paulista.



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Atualzado às 1Oh49m

Publicado pela Folha de S.Paulop

Serra tenta colar Sarney e Collor em Dilma
 
BRENO COSTA 

"Fico intrigado por que ex-presidentes que são aliados da Dilma são bem tratados", afirma, em reação à tática do PT de ligá-lo a FHC

Entrevista do tucano a rádio foi pontuada por avaliações sobre políticas públicas e suas realizações à frente do governo de São Paulo

Numa mudança de estratégia nas reações à tática do PT de vinculá-lo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, buscou colar a imagem dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor de Mello em sua rival Dilma Rousseff (PT) .
"Esta eleição tem a ver com o futuro. Porque o Lula não é candidato, nem o Fernando Henrique é candidato, nem o Collor e o Sarney, que apoiam a Dilma, são candidatos", disse Serra. "Às vezes eu fico intrigado por que ex-presidentes que são aliados da Dilma são bem tratados, não têm problema nenhum. Mas quando não são aliados, são muito criticados pelo PT e tudo o mais."
As declarações foram dadas durante entrevista de quase duas horas à rádio Jovem Pan, com transmissão para mais de 1.500 municípios.
Uma das apostas centrais do PT e partidos aliados para as eleições é transformar a disputa em uma espécie de plebiscito, em que os eleitores, na prática, escolheriam entre o herdeiro do governo Fernando Henrique ou a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente do PSDB e coordenador nacional da campanha de Serra, senador Sérgio Guerra, negou que essa será uma estratégia recorrente na campanha como forma de neutralizar os ataques do PT.
Serra evitou dar declarações que soassem como pressão para que Aécio Neves aceite o posto de vice em sua chapa, mas não conseguiu esconder o desejo de contar com o nome do mineiro. No lançamento de sua pré-candidatura, no sábado, em Brasília, Aécio foi aclamado aos gritos de "vice".
"Não vou dizer que tenho uma expectativa ou não tenho. É um assunto sobre o qual eu não vou me manifestar nas próximas semanas. Acho que há outras prioridades agora e, por outro lado, cada um poderá tomar suas decisões de maneira bem pensada", disse.
O engajamento de Aécio também foi abordado por Serra, ao dizer que o voto "Dilmasia" em Minas -híbrido de Dilma com o governador de MG, Antonio Anastasia (PSDB)- "parece nome de doença".
A maior parte da entrevista foi pontuada por avaliações de Serra sobre políticas públicas e suas realizações em São Paulo. No quesito economia, se disse contrário às privatizações do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e, ao criticar juros altos e câmbio desfavorável às exportações, disse que mudanças na área têm de ser "responsáveis" e "graduais".

Frase

"Esta eleição tem a ver com o futuro, porque o Lula não é candidato, nem o Fernando Henrique é candidato, nem o Collor e o Sarney, que apoiam a Dilma, são candidatos" JOSÉ SERRA 
 



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Atualizado  às 1Oh17m

Publicado por O Globo:

No discurso, Serra deu pistas de suas propostas
 
Gerson Camarotti e Fábio Fabrini
 

Pré-candidato defendeu que União assuma mais responsabilidades no combate à violência

BRASÍLIA. Em discurso no lançamento de sua pré-candidatura à Presidência, sábado, o ex-governador José Serra (PSDB) apresentou diretrizes do que será seu programa de governo. Citando áreas que tradicionalmente pautam o debate nas campanhas, mirou algumas das principais deficiências do governo Lula e propôs medidas para superá-las. Na educação, criticou a falta de oportunidades para adolescentes. Na segurança, defendeu que a União assuma mais responsabilidades no combate ao crime e, em meio à epidemia do crack, ofereça tratamento a dependentes.

O tucano também citou inadequações da política macroeconômica, dizendo que não pode continuar a perversa combinação de baixos investimentos em infraestrutura, frouxa rigidez fiscal e crescimento do déficit do balanço de pagamentos.

- No discurso, Serra deu uma primeira linha programática para o debate eleitoral. Ficaram claras as nossas diferenças com o atual governo. Por exemplo, a educação é uma questão central para nós, e o PT trata como um marketing - disse o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), ex-líder do governo tucano.

O pré-candidato identificou os principais problemas na condução da política econômica, com foco nas carências da infraestrutura. Criticou o fato de que os investimentos governamentais proporcionais ao PIB no Brasil são dos mais baixos entre os países em desenvolvimento e defendeu que seja resolvido esse gargalo para não comprometer ou encarecer a produção e a exportação. Serra disse que o PIB poderia crescer cerca de 50% mais se a infraestrutura fosse adequada.

Em relação à política monetária, o tucano reconhece virtudes atuais como a inflação baixa, a ampliação do crédito e reservas elevadas. Mas alertou para problemas como o desequilíbrio das contas públicas, o crescimento do déficit no balanço de pagamento e a elevada carga tributária. Não adiantou, porém, qual linha será adotada em seu programa de governo.

- Serra fez um discurso crítico da situação atual do país, mas sem mostrar saídas. Mostrou, porém, como vai enfrentar o principal desafio: melhorar o gargalo da infraestrutura sem aumentar o gasto público. É preciso fazer o ajuste nas contas públicas e reduzir gastos, como o de pessoal. Não tem como reduzir a carga tributária sem isso - avaliou Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.

O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$3,25 bilhões em fevereiro, o pior para este mês do ano na série do Banco Central, e surpreendeu analistas, que previam algo entre US$1,8 bilhão e US$3 bilhões.

Para tucano, estagnação da escolaridade é retrocesso

Na área social, Serra classificou a estagnação da escolaridade entre adolescentes como retrocesso. Para fazer frente ao problema, propôs "turbinar" o ensino profissionalizante, o que geraria empregos para a juventude, em parceria com estados e municípios.

Professora da Faculdade de Educação (FAE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sara Mourão diz que o esforço dos últimos governos para universalizar o ensino fundamental contrasta com a falta de políticas para o nível médio. E aplaude a participação dos municípios:

- Quando você trata as propostas da educação no plano local, tem mais condições de implementar projetos em sintonia com as necessidades da comunidade. Não adianta oferecer curso de técnico em enfermagem se não há demanda na cidade - afirmou Sara, dizendo que o próximo governo terá de se voltar para a qualidade.

- Universalizamos o acesso à escola, mas não o conhecimento. Nem sempre a qualidade está relacionada ao aspecto financeiro, mas é importante investir na remuneração dos professores - disse, afirmando que o piso de pouco mais de R$1 mil é baixo.

Serra também apontou caminhos para a área de segurança pública, como o aumento da participação do governo federal no combate à violência. Para ele, cabe à União enfrentar o contrabando de armas e drogas.

Com a epidemia do crack, o tema deve pautar o debate, na visão do sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Pesquisa em Segurança Pública da PUC Minas.

- Não existe rede pública de atendimento. E é preciso uma política mais efetiva nas fronteiras, como a criação de uma guarda especializada.
 
O que disse o tucano 
 
SEGURANÇA: Defendeu presença maior do governo federal no setor, alegando que a União não pode deixar de atuar na área porque está na Constituição que é competência dos estados. E lembrou que cabe às forças federais o combate ao crime organizado. No discurso, afirmou: "Se tem uma área em que o Estado não tem o direito de ser mínimo, de se omitir, é na segurança pública".

EDUCAÇÃO: Chamou a atenção para o que considera um retrocesso grave: a estagnação da escolaridade entre os adolescentes. Para essa faixa de idade pretende incrementar o ensino técnico e profissional, "aquele que vira emprego". E propõe que essa ação do governo federal seja feita de forma descentralizada, em parcerias com estados e municípios. Além de melhorar a qualidade em todos os níveis.

SAÚDE/DROGAS: Citou os avanços obtidos quando era ministro da Saúde - como SUS mais forte, genéricos, programa de Aids e patentes, por exemplo - e considera que o setor estagnou ou avançou pouco nos últimos anos. Como política pública de saúde, defende que o governo federal invista em clínicas e programas de recuperação de dependentes de drogas.

INVESTIMENTOS/PIB: Com mais investimentos em infraestrutura, o Brasil pode crescer 50% mais do que cresce hoje, acredita Serra. Para crescer mais, sua receita é, além de melhorar a infraestrutura do país, aumentar a rigidez fiscal (reduzir gastos públicos), controlar o déficit do balanço de pagamentos (transações externas realizadas pelo país) e atuar de forma mais agressiva na conquista de mercados.

MEIO AMBIENTE/AGRICULTURA: Preservação ambiental e dinamismo à agricultura não são incompatíveis, prega o tucano. Dar a todos os brasileiros saneamento básico, água encanada de boa qualidade, esgoto coletado e tratado. "Não são luxo, isso também é meio ambiente. A economia verde é promissora para o Brasil".

DIREITOS HUMANOS: As críticas aos regimes autoritários, como de Cuba e do Irã, indicam tendência de mudança na relação do Brasil com esses países. "Democracias não têm operários morrendo por greve de fome quando discordam do regime", discursou Serra.

Atualizado às 1Oh11m

Publicado por O Globo:

Ricardo Noblat - O destino de Serra 
 
"Quanto mais mentiras eles disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles" -  José Serra, pré-candidato a presidente
 
Ninguém duvida que o Brasil possa mais, como disse José Serra ao se lançar candidato do PSDB a presidente da República. A dúvida é se Serra desta vez poderá mais. Dos que aspiram suceder a Lula, ele é de longe o mais preparado para governar o País. Mas isso não importa muito. Serra detinha tal condição em 2002. E, no entanto, foi derrotado.
Esta será uma caminhada longa e difícil, antecipou Serra diante de seis mil entusiasmados correligionários reunidos no último sábado em um centro de convenções de Brasília. A frase nada tem de original. Está em muitos discursos que marcaram o início de campanhas. Talvez com uma diferença: Serra valeu-se dela porque está perfeitamente consciente das dificuldades que enfrentará para se eleger.

Examinemos a maior das dificuldades: o significado da candidatura dele. Os manuais de ciência política ensinam que os eleitores, aqui e em toda parte, costumam votar de preferência no candidato que represente a continuidade ou a mudança. Em algumas circunstâncias há espaço para uma terceira via. Mas esse não será o caso em outubro próximo. Não foi o caso em nenhuma eleição presidencial de 1989 para cá.

Dilma Rousseff é a candidata da continuidade. Serra e Marina Silva, do PV, da mudança. Em 1989, o eleitor pôde escolher entre 23 candidatos que prometiam varrer do mapa a desastrosa administração do então presidente José Sarney. Aquela foi uma eleição sem candidato de continuidade. O PMDB estava no governo. Mas até seu candidato, o deputado Ulysses Guimarães, fazia oposição a Sarney.

O candidato da situação é ungido por quem pode fazê-lo os que governam no momento. Sarney não teve candidato em 1989. Lula tem. E se deu ao luxo de escolhê-lo sem ouvir os que governam junto com ele. Do alto dos seus quase 80% de popularidade, obrigou-os a engolir Dilma. Nem mesmo o PT iria com ela se pudesse dizer não a Lula. Ou se tivesse coragem para dizer não a Lula.

Em 2002, Serra sabia que estava diante de uma caminhada longa e difícil. O governo do presidente Fernando Henrique Cardoso chegou às portas das eleições com algo como 30% de aprovação. Menos de 10% dos brasileiros se diziam dispostos a votar em candidatos que mantivessem tudo como estava. Cerca de 40% diziam preferir candidatos capazes de mudar tudo.

Mesmo assim, Serra batalhou para ser candidato de um governo impopular do qual fora ministro do Planejamento e da Saúde. Por quê? Sempre fora contra a política econômica do governo. Estava convencido de que somente ele poderia mudá-la. Não via competência para isso em Ciro Gomes. Via no PT. Mas achava que Lula, uma vez eleito, não teria apoio político para mudar. Como não teve. E nem ousou buscar.

O medo do PT e de Lula abriria caminho para a passagem de Serra. Ocorre que o medo se evaporou. Não foi a esperança que o venceu. Foi a Carta aos Brasileiros, onde Lula se comprometia a conservar os fundamentos da política econômica. Banqueiros e empresários aflitos sossegaram. E foi também a feliz campanha do publicitário Duda Mendonça, o inventor de Lulinha paz e amor.

Pesquisas de intenção de voto confirmam que uma larga maioria de brasileiros quer a continuidade do governo de Lula. Como Serra imagina vencer? Apresentando-se como o dono de melhor currículo para continuar o que Lula fez e fazer mais? Confronto de currículos só empolga o eleitor quando ele quer mudar. A peleja entre a continuidade e a mudança desobriga as pessoas de pensarem muito a respeito.

Serra sabe disso. Então por que é candidato? Ora, porque às vezes você não tem escolha. Há mais de um ano e meio que ele lidera as pesquisas de intenção de voto. Governou o maior Estado do País. Era o nome natural do PSDB e de outros partidos para suceder a Lula. De resto, Presidência da República é destino, segundo Antonio Carlos Magalhães. E Serra acredita que o impossível é só aquilo que ainda não foi feito.
 
Atualizado às O8h43m

Publicado pela Folha de S.Paulo

FERNANDO RODRIGUES

A estratégia de Serra

BRASÍLIA - O discurso de José Serra no sábado revelou sem eufemismos a estratégia do candidato do PSDB a presidente. Três pontos são os mais salientes:
1) biografias - Serra deseja ser comparado à sua adversária direta, Dilma Rousseff (PT). Nesse embate, o tucano acredita levar vantagem. Na sua cabeça, a experiência como deputado, senador, ministro, prefeito e governador terá impacto forte sobre o eleitorado;
2) continuidade de Lula - nunca numa eleição brasileira pós-ditadura um presidente entrou no processo com avaliação positiva perto de 80%. O tucano conhece essa realidade. Decidiu enfrentá-la não se indispondo com o eleitorado de Lula. Elogia o que é bem avaliado e planta uma dúvida na cabeça dos eleitores: quem é o melhor para continuar e ampliar essa obra? A expectativa é fazer o eleitor médio concluir que Serra é o nome apropriado. Daí o tão martelado slogan serrista "o Brasil pode mais";
3) país unido - quando falou que "o Brasil não tem dono", no sábado, Serra fez um apelo à unidade nacional. É uma tese polêmica. Eleições em democracias representativas tendem a fracionar e não a unificar. Barack Obama, Lula, FHC e outros sempre só tiveram pouco mais de 50% dos votos quando eleitos.
A seis meses da eleição, é difícil fazer um juízo e afirmar se serão eficazes os três eixos principais da campanha serrista. Até porque a trajetória de Serra não estará sozinha no tempo e no espaço. Os outros candidatos reagirão. Sobretudo Dilma e o PT. É um truísmo, mas vale repetir: os políticos estão sob forte tensão. Podem acertar e errar.
O tamanho dos acertos e dos erros determinará a maior ou menor conexão com o eleitorado. Num ambiente hostil para a oposição, Serra tem feito o possível como candidato anti-PT. Apesar dos titubeios nos meses recentes, o tucano errou pouco até agora. Mas a disputa está apenas no começo.

Atualizado as O4h39m

Publicado no Blog do Josias, Folha On Line

Para atar laço com Aécio, Serra inicia viagens em MG

O presidenciável tucano José Serra escolheu Minas como primeira parada do seu ciclo de viagens de campanha. Será na próxima segunda (19). 

A opção por Minas tem dois propósitos:  

1. Solidificar a propalada unidade que liga Serra a Aécio Neves. 

2. Por meio de Aécio, dono de popularidade alta, Serra tenta achegar-se ao eleitor mineiro. 

No sábado (10), ao discursar no ato de lançamento da candidatura de Serra, o próprio Aécio o convidara a voar até Minas. 

Formou-se na oposição um sólido consenso: as chances de êxito eleitoral de Serra passam por São Paulo e Minas. 

Parte-se de um raciocínio lógico: Serra precisa prevalecer nos dois maiores colégios eleitorais do país para anular a vantagem de Dilma nos Estados do Nordeste.

O tucanato dá de barato que Serra terá mais votos que Dilma em São Paulo. Trabalha para ampliar o placar de 2006.

Naquele ano, o candidato do PT era Lula. E o tucano Geraldo Alckmin o venceu nas urnas paulistas –54,1% a 36,7% no primeiro turno; 52,2% a 47,7% no segundo.

Em contrapartida, Alckmin perdeu para Lula em Minas. O grosso do eleitorado que deu um segundo mandato de governador a Aécio reelegeu também Lula.

Serra tenta evitar a repetição desse desastre. Remando em sentido contrário, Dilma se esforça para se reaproximar de Minas, seu Estado natal.

Nos subterrâneos, os grupos de Serra e Aécio cogitam converter a estratégica aliança entre os dois num documento.

Conteria um rol de projetos que, assentados em Minas, dependem de verbas federais. Serra se comprometeria a atender às demandas caso seja eleito.

Na passagem por Minas, Serra deve fazer uma palestra para empresários. Terá também um encontro com prefeitos e políticos que gravitam em torno de Aécio.

Antes de viajar, o candidato tucano se dedicará à organização da campanha. Nesta terça (13), reúne-se com Luiz Gonzales, o marqueteiro do seu comitê.

 



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Atualizado às 15h36m

A charge

Do tvtvvaletudo.com.br

Atualizado às 15h)3m

Publicadas pela Folha de S.Paulo

Serra diz ter "conteúdo poular"

Tucano diz ter "conteúdo popular", mas admite que não é conhecido pela origem humilde; na segunda candidatura, diz estar mais preparado para presidir o país

ENTRE as reminiscências de infância do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, 68 anos recém-completados, aparecem imagens de caldeiras industriais do bairro paulistano da Mooca, a banca de frutas que o pai, Francesco, tinha no Mercado Municipal, a fila do pão na época da guerra e o futebol na rua com os amigos. "Nasci e cresci num bairro operário", faz questão de pontuar. No entanto, reconhece, não é visto como um político "popular", de trajetória humilde. Ainda assim, prefere não investir numa mudança de tom. "Não fico me programando muito porque a pior coisa é querer ser o que você não é. Tenho que ser como sou. Prefiro ter uma cara só."

Às vésperas de iniciar sua segunda campanha presidencial em oito anos, Serra afirma que seu pensamento sobre o Brasil mudou pouco desde que iniciou a carreira política, nos anos 60, no movimento estudantil, s se diz mais preparado para governar o país.

 
VERA MAGALHÃES
EDITORA DE BRASIL
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Embora ainda evite entrar em polêmica com a candidata do PT, Dilma Rousseff, e discorrer detalhadamente sobre economia, Serra diz que pregará o "ativismo estatal" na campanha e defende um modelo de desenvolvimento que privilegie o "dinamismo industrial".
Também escapa da comparação entre os governos FHC -no qual ocupou as pastas do Planejamento e da Saúde- e Lula. "Quem vai julgar o governo do Fernando Henrique é a história. Quem vai julgar o governo Lula é a história." Serra conversou com a Folha por mais de uma hora na quinta à noite, no Palácio dos Bandeirantes, depois de solenidade em homenagem ao presidente do Chile, Sebastián Piñera.  

FOLHA - O sr. disputará a Presidência pela segunda vez. Em que mudou de 2002 para 2010?
JOSÉ SERRA - De lá para cá, eu aprendi mais. Foi uma derrota na campanha presidencial de 2002, mas uma derrota sem sabor amargo, o que foi bom. Mas foi algo que marcou minha vida. Depois de um ano refletindo, em que fiquei fora, houve a Prefeitura de São Paulo, e depois o governo do Estado, aprendi muito mais. Não é que não me sentisse preparado em 2002, é que hoje me sinto mais.

FOLHA - Mudou algo nas suas relações políticas?
SERRA - Minha relação era boa, como é hoje. Na Constituinte, fui o parlamentar que aprovou a maior proporção de emendas. Não era só por ter boas ideias. Mas porque sabia articular, negociar. No Ministério da Saúde, consegui aprovar seis projetos de lei e uma emenda, até com apoio da oposição. Aprendi a conviver e negociar desde o movimento estudantil, não transigindo exageradamente.

FOLHA - Como assim?
SERRA - Tem-se que lidar com diversidade de interesses. Então tem que procurar somar, sem trair o que você é. Na política, você sempre anda num fio de navalha. De um lado, tem a traição, a negação dos princípios, o oportunismo. Do outro lado, você tem a intransigência. Você tem que procurar o equilíbrio que componha seus princípios com a busca de apoio.

FOLHA - Da esquerda à direita, onde o sr. se posicionaria no início da sua trajetória política e hoje?
SERRA - Acho que essa divisão entre direita e esquerda é cada vez menos prática e significativa. Na época de estudante, estava bem à esquerda. Mas, dentro da Ação Popular, eu era do centro. No MDB, PMDB, era da esquerda. Quando o PSDB começou, eu era do centro à direita. Depois, fiquei à esquerda do PSDB, sem ter mudado muito. A visão que tenho hoje não é diferente da que tinha na Constituinte a respeito do Brasil. Tenho as ideias mais ou menos parecidas, mas cada circunstância é diferente no tempo.

FOLHA - O sr. era presidente da UNE em 1964, quando houve o golpe militar, e foi exilado, mas não participou de luta armada. Por quê?
SERRA - Antes de 64, quando eu era líder ativo, não tinha nada de luta armada. Nem de estilingue. Aquilo que se diz, de subversão, dou meu testemunho de quem viveu e conhecia: não existia. Na época, as entidades estudantis tinham muito mais peso específico e força relativa do que hoje. Depois de 64, nunca estive a favor de uma estratégia de luta armada. Achava que só ia terminar radicalizando o regime e a repressão.

FOLHA - Era contra por uma questão tática ou filosófica?
SERRA - Pelas duas coisas. Nunca tive apreço pela violência.

FOLHA - O sr. é da Mooca, seu pai era feirante, mas essa origem não é associada a sua imagem política.
SERRA - Meu pai não era feirante. Ele tinha uma banca no Mercado Municipal. Mas o padrão de vida era semelhante. Não sei. É curioso. Um dia perguntei a duas jornalistas: "Vocês acham que meu pai era o quê?". Responderam: "Seu pai era um juiz, um empresário".

FOLHA - Talvez pelo fato de o sr. não ter um estilo popular.
SERRA - Tenho conteúdo popular. Além do mais, não tenho a menor dificuldade de relacionamento com o povo e com as pessoas. Mas não fico me programando muito porque a pior coisa é querer ser o que você não é. Tenho que ser como sou. Prefiro ter uma cara só. Não fico ensaiando isso. Quem convive comigo sabe que sou bem-humorado, engraçado... Não tenho a menor dificuldade nas ruas, com as crianças. O grande desafio é aparecer tal como sou.

FOLHA - Tem aliados seus que defendem uma mudança de estilo, que o sr. deveria falar com emoção.
SERRA - Mas eu falo com emoção. Quando estou emocionado. Sou realmente tímido. O teatro ajudou a vencer um pouco. Facilitou a comunicação. Na escola, os professores todos achavam que seria político.

FOLHA - Quando passou pela sua cabeça pela primeira vez o desejo de ser presidente da República?
SERRA - Não tenho claro. Amigas de minha mãe dizem que falava isso desde pequenininho. Confesso que tenho dúvidas. Não sei. Às vezes, as pessoas misturam. Mas desde muito tempo. Desde criança, já pensava em me envolver na política.

FOLHA - Por quê?
SERRA - Era uma coisa natural. Algo prazeroso. Para mim, a política é uma atividade prazerosa. Não é pelo brilho, pelo prestígio, pela badalação. É prazerosa quando te permite fazer acontecer as coisas, genuinamente. Foi assim no movimento estudantil. Depois, no governo Montoro, na Constituinte, no Ministério do Planejamento. Na Saúde, principalmente, porque havia uma margem para inovação imensa. Minha decisão de ser ministro da Saúde foi difícil. Não veio a público, mas foi difícil, porque era uma área muito complicada. Quando é que eu decidi? No momento em que me ficou claro o seguinte: vou para lá, posso não consertar tudo, mas a população vai ver que eu estou do lado dela, autenticamente. Mais que as coisas concretas, tinha alguém que estava ao lado dela por um melhor atendimento, u ma coisa mais decente.

FOLHA - Consta que ser candidato a prefeito em 1996 e em 2004 também não foram decisões pacíficas...
SERRA - Não é que não era pacífico. Inicialmente, não queria mesmo. Não é por temer dar errado. Às vezes, você não está muito a fim. Olhando a posteriori, 96 foi um erro, mas 2004 foi um acerto. Não só por causa dos resultados, porque 2002 foi um acerto. Não tive hesitação. Num processo eleitoral, você tem derrotas ruins e derrotas boas. Claro que derrota é derrota, mas depende de como acontece. Disputei oito eleições: ganhei cinco e perdi três. Duas das que perdi não foram derrotas amargas: para prefeito em 88 e para presidente.

FOLHA - Por que o sr. hesitou mais quando decidiu deixar a prefeitura em 2006 do que agora?
SERRA - Hesitei mais? Porque era muito pouco tempo de prefeitura. Aqui não. Não há sensação de gestão incompleta: 39 meses é bastante. E todo mundo tem consciência de que está nos trilhos. Lá, eram só 15 meses. Acho que a cidade ganhou com isso. Com tudo que eu tinha assimilado a respeito da cidade, e com a minha equipe que ficou e o entendimento com o Kassab, fizemos muita coisa.

FOLHA - O sr. diz que seu pensamento sobre o Brasil mudou pouco. E o Brasil, em que mudou?
SERRA - O Brasil mudou muito. Da Nova República para cá, se afirmou o processo democrático, o período mais longo de democracia da nossa história, democracia de massas. Não se sonha, não se cogita intervenção militar. A Constituição pode ter lá seus defeitos, mas avançou muita coisa em matéria de liberdades, em matéria cultural. Ou na área social. Porque, ao fim e ao cabo, foi a nova Constituição que criou o SUS, que é talvez a principal conquista do povo brasileiro em matéria social no pós-guerra. Depois teve derrota da superinflação, que parecia impossível, depois de quase 15 anos. Realmente, foi uma conquista e tanto do país. Teve coisas importantes como a responsabilidade fiscal, o fortalecimento financeiro do ensino básico, a diminuição forte da inflaç&at ilde;o e uma retomada do crescimento.

FOLHA - Já dá para falar em um ciclo virtuoso de crescimento?
SERRA - Ainda não se tem elementos para achar que esse crescimento está garantido para adiante. Temos que dar luta para isso. Por isso que eu disse que o país pode mais. Pode manter esse crescimento e crescer. Fala-se que o Brasil saiu bem da crise. Depende da referência. Saiu bem comparativamente aos países desenvolvidos e até a alguns outros em desenvolvimento. Mas você teve do outro lado a China e a Índia, que tiveram altas taxas de crescimento. Não há razão da natureza para o Brasil não ter um desempenho semelhante, ou pelo menos mais próximo, ao de Índia e China. Precisa ter as políticas adequadas.

FOLHA - Quando o sr. faz esse inventário das conquistas da Nova República para cá, divide os méritos por todos os presidentes do período?
SERRA - São incomparáveis os períodos, porque cada um deles governou em situações diferentes. Quem vai julgar o governo do Fernando Henrique é a história. Quem vai julgar o governo Lula, anos depois que ele não estiver mais em posição de poder, é a história. O tema da eleição deste ano é o futuro, não o passado. É quem vai ser eleito e que capacidade tem para tocar o Brasil para a frente. Isso é óbvio, claro, transparente. O resto é estratégia eleitoral.

FOLHA - O sr. se definiria como desenvolvimentista?
SERRA - Acho que essa distinção entre gente preocupada com o desenvolvimento e gente preocupada com a estabilidade é muito simplista. Eu diria tola. Não faz muito sentido. A estabilidade é uma condição para o crescimento. É uma condição necessária, mas não suficiente.

FOLHA - Esse foi o embate entre o sr. e Pedro Malan no governo FHC?
SERRA - É um período muito recente para ser analisado. Havia diferenças, evidentemente. Mas nunca houve uma época da minha vida pública em que tivesse havido tanto folclore quanto aquela. A campeã de todas. Sempre nos demos bem, nos damos bem até hoje.

FOLHA - O sr. foi contra o Plano Real? Qual foi sua participação?
SERRA - Logo que o Fernando Henrique assumiu o Ministério da Fazenda, fiz um trabalho ajudado pelo Martus [Tavares] e pelo José Roberto [Afonso], meus assessores na época, para enfrentar o descontrole fiscal. Depois, participei no segundo semestre de 1993 de discussões sobre o plano propriamente de estabilização, com base em modelos esquematizados pelo André Lara Resende e pelo Pérsio Arida, com participação do Gustavo Franco. Dei a cobertura que podia. Agora, eu tinha dúvida sobre se ia dar certo no meio da eleição. É aquela coisa de o besouro voar: voa, mas você fica com dúvida, do ponto de vista da aerodinâmica. Muita gente da equipe também tinha dúvida sobre fazer naquele momento, queria adiar.

FOLHA - O sr. vai pregar na campanha o Estado ativo. O que significa?
SERRA - É o ativismo estatal, ativismo governamental, em contraposição ao Estado do passado, que se associou a um forte período de expansão da economia brasileira. De 1930 a 80 nós fomos uma das economias que mais cresceram no mundo. Agora, este é um modelo que se esgotou, e, em contraposição a ele, não se deve pensar no Estado da inércia, da improdutividade. O Estado deve ser forte, não obeso. Forte em seu papel de cumprir as funções básicas e ativar o desenvolvimento, a justiça social e o bem-estar da população. E eu defendo um Estado ativo. Minha trajetória é marcada por grande ativismo estatal-governamental, mas não estatização.

FOLHA - Qual é o modelo de desenvolvimento que o sr. prega hoje?
SERRA - Temos três modelos de desenvolvimento que estão postos. O primeiro é voltar à economia primária exportadora -com um pouco mais de valor agregado, mas ainda assim primária exportadora. O segundo é o da chamada economia de serviços, que prega que a indústria já foi. O primeiro não tem condições de gerar empregos num país com 200 milhões de habitantes como é o Brasil. O segundo é uma bobagem, porque os serviços são importantes, têm valor adicionado, mas se desenvolvem a partir de uma economia industrializada. O terceiro é um modelo industrial competitivo, não fechado, como no passado. É o único modelo capaz de gerar empregos e crescimento sustentado. O problema é que o Brasil está caminhando para o primeiro modelo, e eu acho isso errado. Não é que não tenh a de exportar recursos primários, mas o Brasil tem um tamanho, uma dotação de recursos naturais e uma população que lhe permitem se desenvolver em várias direções. É um país agrícola, industrial, pode exportar produtos primários e mais elaborados. Esse é o grande desafio.
 

INFÂNCIA E FAMÍLIA
 
 
Eu ia me chamar Jorge, que é o nome do meu avô, pai do meu pai. Mas como nasci no dia de São José, isso mudou

Eu não gosto disso [de ser notívago], mas vem desde a adolescência, porque eu ficava lendo. A época em que eu mais li foi dos 10 aos 15 anos, porque meu pai ficou sócio do Clube do Livro: pagava 10 cruzeiros e recebia um livro por mês

Eu lia tudo sobre a Segunda Guerra Mundial. Toda a humilhação pela qual a Itália passou era muito dura para o meu pai. Eu tinha 2, 3 anos, mas me lembro do ambiente

O meu pai, em situações difíceis, costumava se descontrolar. E, evidentemente, eu sofria muito com isso. E talvez por isso, é uma hipótese, eu me desenvolvi no sentido oposto. O meu melhor é nas horas difíceis, eu não perco o controle nunca
 
 
EXÍLIO
 
 
De repente eu me vi fora da faculdade, sem poder viver no Brasil, num país estranho, sem dinheiro

Imagina você ficar com duas crianças pequenas por vários meses dentro de uma embaixada. Acho que nunca um pai cuidou tanto de um bebê quanto eu do Luciano nesse período
 
Topo
 
No governo, tucano multiplicou receita, obras e propaganda  
 
Investimentos saltaram de R$ 3,5 bilhões no último ano de Alckmin no comando de SP para R$ 10,3 bilhões em 2009

Verba de publicidade teve um impulso ainda maior, de R$ 55 milhões em 2005, auge do antecessor, para recorde de R$ 311 milhões sob Serra

GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Herdeiro de um sistema penitenciário conflagrado e de uma piora nos resultados da educação, José Serra preferiu escolher como prioridade administrativa e publicitária de seu governo em São Paulo a mesma agenda adotada pelo Palácio do Planalto -a ampliação das obras públicas de infraestrutura.
Levantamento feito pela Folha nas contas do Estado dos últimos dez anos aponta que o volume de R$ 10,3 bilhões em investimentos de 2009, de longe o maior do período, beira o triplo dos R$ 3,5 bilhões do último ano da gestão de Geraldo Alckmin, que, como seu sucessor faz agora, então se lançava candidato à Presidência.
Nenhuma das grandes despesas do Orçamento paulista teve expansão comparável. Entre as pequenas e médias, uma, ao menos, teve impulso maior: gastos com publicidade e propaganda foram multiplicados por quase seis, dos R$ 55 milhões de 2005, recorde do antecessor, para R$ 311 milhões.
Dono do quarto mandato consecutivo do PSDB em São Paulo, Serra foi o primeiro tucano a dispor de relativa fartura; estava superada a crise de endividamento da década passada, e a recuperação da economia impulsionou a arrecadação de impostos. Ainda assim, a retomada de investimentos, puxada por Rodoanel, estradas vicinais e metrô, se baseou em receitas de caráter temporário.
Enquanto a arrecadação do ICMS, principal tributo estadual, aumentou respeitáveis 20% acima da inflação em três anos, os recursos obtidos com empréstimos, concessão de rodovias e venda de empresas estatais cresceram 200% -espelhando quase à perfeição, na contabilidade oficial, a expansão das despesas com obras.
Financiar investimentos com receitas extraordinárias permitiu a conveniência de preservar verbas destinadas às demais áreas. Educação, saúde e segurança puderam ampliar programas em ritmo semelhante ao da receita tributária.
A estratégia, porém, deixa dúvidas quanto a sua sustentabilidade. O sucessor não verá a cor dos R$ 5,4 bilhões pagos pelo Banco do Brasil pela aquisição da Nossa Caixa, dos R$ 3,5 bilhões da outorga relativa à exploração das rodovias Ayrton Senna, Dom Pedro 1º, Raposo Tavares e Marechal Rondon nem dos R$ 2 bilhões pelo trecho oeste do Rodoanel.

Ajuste driblado
Trata-se da adoção pela metade do ideário que seduzia tucanos e petistas às vésperas da campanha de 2006. Pregava-se, na época, que, para estimular a economia, seria preciso reduzir despesas permanentes com pessoal, custeio administrativo e programas sociais. Haveria mais espaço no Orçamento para rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, geração de energia, habitação e saneamento.
No governo federal, a primeira parte do plano foi bombardeada pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Lula acabou reeleito com a defesa de mais gastos, e Alckmin, que chegou a ser apresentado como "o candidato do ajuste fiscal", teve de renegar tal plataforma. Não por acaso, Dilma foi a escolhida para gerenciar o que sobrou do projeto -a ampliação dos investimentos, ou seja, o que foi apelidado de PAC.
À sua moda, Serra também usou o receituário remodelado em São Paulo. Enquanto seu partido atacava o "inchaço da máquina pública" atribuído a Lula, ampliou o quadro de servidores e concedeu reajustes salariais acima da inflação. Em vez de caírem, as despesas de pessoal e custeio, incluídos gastos com propaganda, ficaram estáveis em 6,6% do Produto Interno Bruto estadual -no governo federal, houve um salto de 16,2% para 17,1% do PIB.

Dificuldades em comum
Comparações diretas entre as despesas dos governos federal e paulista são perigosas. Primeiro, porque as demandas do Estado mais rico da federação e as do resto do país não são as mesmas. Segundo, porque a legislação estabelece responsabilidades diferentes para as políticas públicas a cargo de União, Estados e municípios.
Competem à União os programas de Previdência, seguro-desemprego e assistência a idosos e portadores de deficiências; aos Estados, ensino básico, polícias Civil e Militar e sistema prisional. Independentemente da orientação ideológica, o presidente terá como gasto principal transferências de renda às famílias, e o governador, salários dos servidores.
São comparáveis, no entanto, as dificuldades e os resultados obtidos por Serra e Lula na tentativa de reerguer as obras.
A alta percentual dos investimentos no governo Serra supera a do segundo governo Lula, mas o Estado partiu de um patamar ainda mais deprimido que o da União -tanto que os investimentos federais, equivalentes a 1,09% do PIB nacional, ainda superam os paulistas, de 0,97% do PIB estadual. Com as estatais, o percentual paulista sobe a 1,67%, e o federal, a 3,4%.
Em ambos, os resultados ficaram aquém das promessas, por deficiências de gestão ou empecilhos burocráticos. Em São Paulo, a execução efetiva dos projetos ficou em dois terços do previsto no Orçamento, só um pouco acima dos 63% apurados na metodologia mais aplicada ao PAC.
As explicações para atrasos também coincidem. "Problemas ambientais" e "dificuldades no processo licitatório" estão entre as justificativas apresentadas ao Tribunal de Contas do Estado, que apontou, em 2008, descumprimento de metas em 6 das 11 ações do programa de ampliação e modernização da malha rodoviária.
 
Educação melhorou um pouco, mas continua ruim  
 
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

José Serra mal iniciava o segundo mês à frente do governo paulista quando a divulgação dos resultados do exame nacional do ensino básico abalou a imagem de eficiência administrativa à qual o PSDB sempre procurou se associar.
Revelou-se que, entre 1995 e 2005, o desempenho em português e matemática havia piorado em todo o país, provavelmente devido à maior inclusão de alunos de baixa renda -em São Paulo, governado pelos tucanos em todo o período, a queda superava a média nacional em vários indicadores. O dado motivou uma troca de acusações entre os ex-secretários da Educação do partido.
A crise amainou a partir do ano seguinte, com o anúncio das notas de 2007, superiores às de 2005, embora ainda abaixo das de dez anos antes. Exames posteriores do governo estadual apontaram o início de uma tendência de melhora, mas nem a mais otimista das autoridades deixa de fazer a ressalva de que os resultados continuam insatisfatórios.
Principal despesa a cargo dos governadores, a educação recebeu, ao longo do governo Serra, basicamente o mínimo exigido pela Constituição do Estado, de 30% da receita de impostos. O percentual é maior que os 25% determinados pela Constituição nacional, mas só é atingido graças a uma brecha na legislação local que permite a inclusão de gastos com o pagamento de servidores aposentados.
A expansão da arrecadação, no entanto, garantiu o aumento real do gasto -o ensino profissionalizante mereceu o maior aumento percentual de verbas. A política tributária adotada fez com que a receita do ICMS aumentasse mais em São Paulo que no resto do país.
A mesma lógica beneficiou a saúde, cujas verbas ficaram próximas do piso constitucional de 12% da receita de impostos -instituído, aliás, quando Serra era o ministro do setor no governo FHC.
Se pôde colher uma melhora na educação após dez anos de piora, o tucano teve de contabilizar uma piora na violência após dez anos de melhora. A taxa de homicídios no Estado subiu em 2009 de 10,69 para 10,95 por 100 mil habitantes, interrompendo uma trajetória de queda apresentada como um dos troféus do partido.
Ainda não há um diagnóstico consensual sobre as razões do aumento, nem se pode dizer que uma nova tendência tenha sido iniciada. A redução da criminalidade em São Paulo começou no final da década passada, quando a taxa de homicídios chegava a 35,71 por 100 mil habitantes. Sob Serra, as verbas para a segurança mantiveram o ritmo de crescimento do governo Alckmin, e os índices de violência continuaram entre os menores do país.
Perdeu fôlego o compromisso de construir 44 novas unidades prisionais, que sofre resistência de prefeitos do interior. Em um levantamento de 2007, o Estado mantinha 153 mil encarcerados em um sistema penitenciário que não deveria abrigar mais de 96 mil. No ano anterior, as penitenciárias superlotadas foram palco de rebeliões comandadas pela facção criminosa PCC.
(GUSTAVO PATU)
 

 



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Atualizado às 12h2Om

Publicado pelo Terra

Discurso de Serra no Encontro dos Partidos de hoje em Brasília:

Veja a íntegra do discurso

Venho hoje, aqui, falar do meu amor pelo Brasil; falar da minha vida; falar da minha experiência; falar da minha fé; falar das minhas esperanças no Brasil. E mostrar minha disposição de assumir esta caminhada. Uma caminhada que vai ser longa e difícil mas que com a ajuda de Deus e com a força do povo brasileiro será com certeza vitoriosa.

Alguns dias atrás, terminei meu discurso de despedida do Governo de São Paulo afirmando minha convicção de que o Brasil pode mais. Quatro palavras, em meio a muitas outras. Mas que ganharam destaque porque traduzem de maneira simples e direta o sentimento de milhões de brasileiros: o de que o Brasil, de fato, pode mais. E é isto que está em jogo nesta hora crucial!

Nos últimos 25 anos, o povo brasileiro alcançou muitas conquistas: retomamos a Democracia, arrancamos nas ruas o direito de votar para presidente, vivemos hoje num País sem censura e com uma imprensa livre. Somos um Estado de Direito Democrático. Fizemos uma nova Constituição, escrita por representantes do povo. Com o Plano Real, o Brasil transformou sua economia a favor do povo, controlou a inflação, melhorou a renda e a vida dos mais pobres, inaugurou uma nova Era no Brasil. Também conquistamos a responsabilidade fiscal dos governos. Criamos uma agricultura mais forte, uma indústria eficiente e um sistema financeiro sólido. Fizemos o Sistema Único de Saúde, conseguimos colocar as crianças na escola, diminuímos a miséria, ampliamos o consumo e o crédito, principalmente para os brasileiros mais pobres. Tudo isso em 25 anos. Não foram conquistas de um só homem ou de um só Governo, muito menos de um único partido. Todas são resultado de 25 anos de estabilidade democrática, luta e trabalho. E nós somos militantes dessa transformação, protagonistas mesmo, contribuímos para essa história de progresso e de avanços do nosso País. Nós podemos nos orgulhar disso.

Mas, se avançamos, também devemos admitir que ainda falta muito por fazer. E se considerarmos os avanços em outros países e o potencial do Brasil, uma conclusão é inevitável: o Brasil pode ser muito mais do que é hoje.

Mas para isso temos de enfrentar os problemas nacionais e resolvê-los, sem ceder à demagogia, às bravatas ou à politicagem. E esse é um bom momento para reafirmarmos nossos valores. Começando pelo apreço à Democracia Representativa, que foi fundamental para chegarmos aonde chegamos. Devemos respeitá-la, defendê-la, fortalecê-la. Jamais afrontá-la.

Democracia e Estado de Direito são valores universais, permanentes, insubstituíveis e inegociáveis. Mas não são únicos. Honestidade, verdade, caráter, honra, coragem, coerência, brio profissional, perseverança são essenciais ao exercício da política e do Poder. É nisso que eu acredito e é assim que eu ajo e continuarei agindo. Este é o momento de falar claro, para que ninguém se engane sobre as minhas crenças e valores. É com base neles que também reafirmo: o Brasil, meus amigos e amigas, pode mais.

Governos, como as pessoas, têm que ter alma. E a alma que inspira nossas ações é a vontade de melhorar a vida das pessoas que dependem do estudo e do trabalho, da Saúde e da Segurança. Amparar os que estão desamparados.

Sabem quantas pessoas com alguma deficiência física existem no Brasil? Mais de 20 milhões - a esmagadora maioria sem o conforto da acessibilidade aos equipamentos públicos e a um tratamento de reabilitação. Os governos, como as pessoas, têm que ser solidários com todos e principalmente com aqueles que são mais vulneráveis.

Quem governa, deve acreditar no planejamento de suas ações. Cultivar a austeridade fiscal, que significa fazer melhor e mais com os mesmos recursos. Fazer mais do que repetir promessas. O governo deve ouvir a voz dos trabalhadores e dos desamparados, das mulheres e das famílias, dos servidores públicos e dos profissionais de todas as áreas, dos jovens e dos idosos, dos pequenos e dos grandes empresários, do mercado financeiro, mas também do mercado dos que produzem alimentos, matérias-primas, produtos industriais e serviços essenciais, que são o fundamento do nosso desenvolvimento, a máquina de gerar empregos, consumo e riqueza.

O governo deve servir ao povo, não a partidos e a corporações que não representam o interesse público. Um governo deve sempre procurar unir a nação. De mim, ninguém deve esperar que estimule disputas de pobres contra ricos, ou de ricos contra pobres. Eu quero todos, lado a lado, na solidariedade necessária à construção de um país que seja realmente de todos.

Ninguém deve esperar que joguemos estados do Norte contra estados do Sul, cidades grandes contra cidades pequenas, o urbano contra o rural, a indústria contra os serviços, o comércio contra a agricultura, azuis contra vermelhos, amarelos contra verdes. Pode ser engraçado no futebol. Mas não é quando se fala de um País. E é deplorável que haja gente que, em nome da política, tente dividir o nosso Brasil.

Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma Nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros e não pela sua divisão. Pode haver uma desavença aqui outra acolá, como em qualquer família. Mas vamos trabalhar somando, agregando. Nunca dividindo. Nunca excluindo. O Brasil tem grandes carências. Não pode perder energia com disputas entre brasileiros. Nunca será um país desenvolvido se não promover um equilíbrio maior entre suas regiões. Entre a nossa Amazônia, o Centro Oeste e o Sudeste. Entre o Sul e o Nordeste. Por isso, conclamo: Vamos juntos. O Brasil pode mais. O desenvolvimento é uma escolha. E faremos essa escolha. Estamos preparados para isso.

Ninguém deve esperar que joguemos o governo contra a oposição, porque não o faremos. Jamais rotularemos os adversários como inimigos da pátria ou do povo. Em meio século de militância política nunca fiz isso. E não vou fazer. Eu quero todos juntos, cada um com sua identidade, em nome do bem comum.

Na Constituinte fiz a emenda que permitiu criar o FAT, financiar e fortalecer o BNDES e tirar do papel o seguro-desemprego - que hoje beneficia 10 milhões de trabalhadores. Todos os partidos e blocos a apoiaram. No ministério da Saúde do governo Fernando Henrique tomei a iniciativa de enviar ou refazer e impulsionar seis projetos de lei e uma emenda constitucional - a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Agência Nacional de Saúde, a implantação dos genéricos, a proibição do fumo nos aviões e da propaganda de cigarros, a regulamentação dos planos de saúde, o combate à falsificação de remédios e a PEC 29, que vinculou recursos à Saúde nas três esferas da Federação - todos, sem exceção, aprovados pelos parlamentares do governo e da oposição. É assim que eu trabalho: somando e unindo, visando ao bem comum. Os membros do Congresso que estão me ouvindo, podem testemunhar: suas emendas ao orçamento da Saúde eram acolhidas pela qualidade, nunca devido à sua filiação partidária.

Se o povo assim decidir, vamos governar com todas e com todos, sem discriminar ninguém. Juntar pessoas em vez de separá-las; convidá-las ao diálogo, em vez de segregá-las; explicar os nossos propósitos, em vez de hostilizá-las. Vamos valorizar o talento, a honestidade e o patriotismo em vez de indagar a filiação partidária.

Minha história de vida e minhas convicções pessoais sempre estiveram comprometidas com a unidade do país e com a unidade do seu povo. Sou filho de imigrantes, morei e cresci num bairro de trabalhadores que vinham de todas as partes, da Europa, do Nordeste, do Sul. Todos em busca de oportunidade e de esperança.

A liderança no movimento estudantil me fez conhecer e conviver com todo o Brasil logo ao final da minha adolescência. Aliás, na época, aprendi mesmo a fazer política no Rio, em Minas, na Bahia e em Pernambuco, aos 21 anos de idade. O longo exílio me levou sempre a enxergar e refletir sobre o nosso país como um todo.

Minha história pessoal está diretamente vinculada à valorização do trabalho, à valorização do esforço, à valorização da dedicação. Lembro-me do meu pai, um modesto comerciante de frutas no mercado municipal: doze horas de jornada de trabalho nos dias úteis, dez horas no sábado, cinco horas aos domingos. Só não trabalhava no dia 1 de janeiro. Férias? Um luxo, pois deixava de ganhar o dinheiro da nossa subsistência. Um homem austero, severo, digno. Seu exemplo me marcou na vida e na compreensão do que significa o amor familiar de um trabalhador: ele carregava caixas de frutas para que um dia eu pudesse carregar caixas de livros.

E eu me esforço para tornar digno o trabalho de todo homem e mulher, do ser humano como ele foi. Porque vejo a imagem de meu pai em cada trabalhador. Eu a vi outro dia, na inauguração do Rodoanel, quando um dos operários fez questão de me mostrar com orgulho seu nome no mural que eu mandei fazer para exibir a identidade de todos os trabalhadores que fizeram aquela obra espetacular. Por que o mural? Por justo reconhecimento e porque eu sabia que despertaria neles o orgulho de quem sabe exercer a profissão. Um momento de revelação a si mesmos de que eles são os verdadeiros construtores nesta nação.

Eu vejo em cada criança na escola o menino que eu fui, cheio de esperanças, com o peito cheio de crença no futuro. Quando prefeito e quando governador, passei anos indo às escolas para dar aula (de verdade) à criançada da quarta série. Ia reencontrar-me comigo mesmo. Porque tudo o que eu sou aprendi em duas escolas: a escola pública e a escola da vida pública. Aliás, e isto é um perigo dizer, com freqüência uso senhas de computador baseadas no nome de minhas professoras no curso primário. E toda vez que escrevo lembro da sua fisionomia, da sua voz, do seu esforço, e até das broncas, de um puxão de orelhas, quando eu fazia alguma bagunça.

Mas é por isso tudo que sempre lutei e luto tanto pela educação dos milhões de filhos do Brasil. No país com que sonho para os meus netos, o melhor caminho para o sucesso e a prosperidade será a matrícula numa boa escola, e não a carteirinha de um partido político. E estou convencido de uma coisa: bons prédios, serviços adequados de merenda, transporte escolar, atividades esportivas e culturais, tudo é muito importante e deve ser aperfeiçoado. Mas a condição fundamental é a melhora do aprendizado na sala de aula, propósito bem declarado pelo governo, mas que praticamente não saiu do papel. Serão necessários mais recursos. Mas pensemos no custo para o Brasil de não ter essa nova Educação em que o filho do pobre freqüente uma escola tão boa quanto a do filho do rico. Esse é um compromisso.

É preciso prestar atenção num retrocesso grave dos últimos anos: a estagnação da escolaridade entre os adolescentes. Para essa faixa de idade, embora não exclusivamente para ela, vamos turbinar o ensino técnico e profissional, aquele que vira emprego. Emprego para a juventude, que é castigada pela falta de oportunidades de subir na vida. E vamos fazer de forma descentralizada, em parcerias com estados e municípios, o que garante uma vinculação entre as escolas técnicas e os mercados locais, onde os empregos são gerados. Ensino de qualidade e de custos moderados, que nos permitirá multiplicar por dois ou três o número de alunos no país inteiro, num período de governo. Sim, meus amigos e amigas, o Brasil pode mais.

Podemos e devemos fazer mais pela saúde do nosso povo. O SUS foi um filho da Constituinte que nós consolidamos no governo passado, fortalecendo a integração entre União, Estados e Municípios; carreando mais recursos para o setor; reduzindo custos de medicamentos; enfrentando com sucesso a barreira das patentes, no Brasil e na Organização Mundial do Comércio; ampliando o sistema de atenção básica e o Programa Saúde da Família em todo o Brasil; prestigiando o setor filantrópico sério, com quem fizemos grandes parcerias, dos hospitais até a prevenção e promoção da Saúde, como a Pastoral da Criança; fazendo a melhor campanha contra a AIDS do mundo em desenvolvimento; organizando os mutirões; fazendo mais vacinações; ampliando a assistência às pessoas com deficiência; cerceando o abuso do incentivo ao cigarro e ao tabaco em geral. E muitas outras coisas mais. De fato, e mais pelo que aconteceu na primeira metade do governo, a Saúde estagnou ou avançou pouco. Mas a Saúde pode avançar muito mais. E nós sabemos como fazer isso acontecer.

Saúde é vida, Segurança também. Por isso, o governo federal deve assumir mais responsabilidades face à gravidade da situação. E não tirar o corpo fora porque a Constituição atribui aos governos estaduais a competência principal nessa área. Tenho visto gente criticar o Estado Mínimo, o Estado Omisso. Concordo. Por isso mesmo, se tem área em que o Estado não tem o direito de ser mínimo, de se omitir, é a segurança pública. As bases do crime organizado estão no contrabando de armas e de drogas, cujo combate efetivo cabe às autoridades federais . Ou o governo federal assume de vez, na prática, a coordenação efetiva dos esforços nacionalmente, ou o Brasil não tem como ganhar a guerra contra o crime e proteger nossa juventude.

Qual pai ou mãe de família não se sente ameaçado pela violência, pelo tráfico e pela difusão do uso das drogas? As drogas são hoje uma praga nacional. E aqui também o Governo tem de investir em clínicas e programas de recuperação para quem precisa e não pode ser tolerante com traficantes da morte. Mais ainda se o narcotráfico se esconde atrás da ideologia ou da política. Os jovens são as grandes vítimas. Por isso mesmo, ações preventivas, educativas, repressivas e de assistência precisam ser combinadas com a expansão da qualificação profissional e a oferta de empregos.

Uma coisa que precisa acabar é a falsa oposição entre construir escolas e construir presídios. Muitas vezes, essa é a conversa de quem não faz nem uma coisa nem outra. É verdade que nossos jovens necessitam de boas escolas e de bons empregos, mas se o indivíduo comete um crime ele deve ser punido. Existem propostas de impor penas mais duras aos criminosos. Não sou contra, mas talvez mais importante do que isso seja a garantia da punição. O problema principal no Brasil não são as penas supostamente leves. É a quase certeza da impunidade. Um país só tem mais chance de conseguir a paz quando existe a garantia de que a atitude criminosa não vai ficar sem castigo.

Eu quero que meus netos cresçam num país em que as leis sejam aplicadas para todos. Se o trabalhador precisa cumprir a lei, o prefeito, o governador e o presidente da República também tem essa obrigação. Em nosso país, nenhum brasileiro vai estar acima da lei, por mais poderoso que seja. Na Segurança e na Justiça, o Brasil também pode mais.

Lembro que os investimentos governamentais no Brasil, como proporção do PIB, ainda são dos mais baixos do mundo em desenvolvimento. Isso compromete ou encarece a produção, as exportações e o comércio. Há uma quase unanimidade a respeito das carências da infra-estrutura brasileira: no geral, as estradas não estão boas, faltam armazéns, os aeroportos vivem à beira do caos, os portos, por onde passam nossas exportações e importações, há muito deixaram de atender as necessidades. Tem gente que vê essas carências apenas como um desconforto, um incômodo. Mas essa é uma visão errada. O PIB brasileiro poderia crescer bem mais se a infra-estrutura fosse adequada, se funcionasse de acordo com o tamanho do nosso país, da população e da economia.

Um exemplo simples: hoje, custa mais caro transportar uma tonelada de soja do Mato Grosso ao porto de Paranaguá do que levar a mesma soja do porto brasileiro até a China. Um absurdo. A conseqüência é menos dinheiro no bolso do produtor, menos investimento e menos riqueza no interior do Brasil. E sobretudo menos empregos. Temos inflação baixa, mais crédito e reservas elevadas, o que é bom, mas para que o crescimento seja sustentado nos próximos anos não podemos ter uma combinação perversa de falta de infra-estrutura, inadequações da política macroeconômica, aumento da rigidez fiscal e vertiginoso crescimento do déficit do balanço de pagamentos. Aliás, o valor de nossas exportações cresceu muito nesta década, devido à melhora dos preços e da demanda por nossas matérias primas. Mas vai ter de crescer mais. Temos de romper pontos de estrangulamento e atuar de forma mais agressiva na conquista de mercados. Vejam que dado impressionante: nos últimos anos, mais de 100 acordos de livre comércio foram assinados em todo o mundo. São um instrumento poderoso de abertura de mercados. Pois o Brasil, junto com o MERCOSUL, assinou apenas um novo acordo (com Israel), que ainda não entrou em vigência!

Da mesma forma, precisamos tratar com mais seriedade a preservação do meio-ambiente e o desenvolvimento sustentável. Repito aqui o que venho dizendo há anos: é possível, sim, fazer o país crescer e defender nosso meio ambiente, preservar as florestas, a qualidade do ar a contenção das emissões de gás carbônico. É dever urgente dar a todos os brasileiros saneamento básico, que também é meio ambiente. Água encanada de boa qualidade, esgoto coletado e tratado não são luxo. São essenciais. São Saúde. São cidadania. A economia verde é, ao contrário do que pensam alguns, uma possibilidade promissora para o Brasil. Temos muito por fazer e muito o que progredir, e vamos fazê-lo.

Também não são incompatíveis a proteção do meio ambiente e o dinamismo extraordinário de nossa agricultura, que tem sido a galinha de ovos de ouro do desenvolvimento do país, produzindo as alimentos para nosso povo, salvando nossas contas externas, contribuindo para segurar a inflação e ainda gerar energia! Estou convencido disso e vamos provar o acerto dessa convicção na prática de governo. Sabem por quê? Porque sabemos como fazer e porque o Brasil pode mais!

O Brasil está cada vez maior e mais forte. É uma voz ouvida com respeito e atenção. Vamos usar essa força para defender a autodeterminação dos povos e os direitos humanos, sem vacilações. Eu fui perseguido em dois golpes de estado, tive dois exílios simultâneos, do Brasil e do Chile. Sou sobrevivente do Estádio Nacional de Santiago, onde muitos morreram. Por algum motivo, Deus permitiu que eu saísse de lá com vida. Para mim, direitos humanos não são negociáveis. Não cultivemos ilusões: democracias não têm gente encarcerada ou condenada à forca por pensar diferente de quem está no governo. Democracias não têm operários morrendo por greve de fome quando discordam do regime.

Nossa presença no mundo exige que não descuidemos de nossas Forças Armadas e da defesa de nossas fronteiras. O mundo contemporâneo é desafiador. A existência de Forças Armadas treinadas, disciplinadas, respeitadoras da Constituição e das leis foi uma conquista da Nova República. Precisamos mantê-las bem equipadas, para que cumpram suas funções, na dissuasão de ameaças sem ter de recorrer diretamente ao uso da força e na contribuição ao desenvolvimento tecnológico do país.

Como falei no início, esta será uma caminhada longa e difícil. Mas manteremos nosso comportamento a favor do Brasil. Às provocações, vamos responder com serenidade; às falanges do ódio que insistem em dividir a nação vamos responder com nosso trabalho presente e nossa crença no futuro. Vamos responder sempre dizendo a verdade. Aliás, quanto mais mentiras os adversários disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles.

O Brasil não tem dono. O Brasil pertence aos brasileiros que trabalham; aos brasileiros que estudam; aos brasileiros que querem subir na vida; aos brasileiros que acreditam no esforço; aos brasileiros que não se deixam corromper; aos brasileiros que não toleram os malfeitos; aos brasileiros que não dispõem de uma ¿boquinha¿; aos brasileiros que exigem ética na vida pública porque são decentes; aos brasileiros que não contam com um partido ou com alguma maracutaia para subir na vida.

Este é o povo que devemos mobilizar para a nossa luta; este é o povo que devemos convocar para a nossa caminhada; este é o povo que quer, porque assim deve ser, conservar as suas conquistas, mas que anseia mais. Porque o Brasil, meus amigos e amigas, pode mais. E, por isso, tem de estar unido. O Brasil é um só.

Pretendo apresentar ao Brasil minha história e minhas idéias. Minha biografia. Minhas crenças e meus valores. Meu entusiasmo e minha confiança. Minha experiência e minha vontade.

Vou lhes contar uma coisa. Desde cedo, quando entrei na vida pública, descobri qual era a motivação maior, a mola propulsora da atividade política. Para mim, a motivação é o prazer. A vida pública não é sacrifício, como tantos a pintam, mas sim um trabalho prazeroso. Só que não é o mero prazer do desfrute. É o prazer da frutificação. Não é um sonho de consumo. É um sonho de produção e de criação. Aprendi desde cedo que servir é bom, nos faz felizes, porque nos dá o sentido maior de nossas existências, porque nos traz uma sensação de bem estar muito mais profunda do que quaisquer confortos ou vantagens propiciados pelas posições de Poder. Aprendi que nada se compara à sensação de construir algo de bom e duradouro para a sociedade em que vivemos, de descobrir soluções para os problemas reais das pessoas, de fazer acontecer.

O grande escritor mineiro Guimarães Rosa, escreveu: O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Concordo. É da coragem que a vida quer que nós precisamos agora.

Coragem para fazer um projeto de País, com sonhos, convicções e com o apoio da maioria.

Juntos, vamos construir o Brasil que queremos, mais justo e mais generoso. Eleição é uma escolha sobre o futuro. Olhando pra frente, sem picuinhas, sem mesquinharias, eu me coloco diante do Brasil, hoje, com minha biografia, minha história política e com . esperança no nosso futuro. E determinado a fazer a minha parte para construir um Brasil melhor. Quero ser o presidente da união. Vamos juntos, brasileiros e brasileiras, porque o Brasil pode mais.

Atualizado às 1Oh45m

Publicado pelo Blog do Josias, Follha On Line

Serra: ‘Tema da eleição é o futuro, não é o passado’

‘Lula não é  candidato, e  a Dilma  Rousseff  não é o  Lula’
Governo Lula ‘trouxe  alguns avanços.  Foi  ágil na  crise’
‘Brasil não é país construído.  Há muita coisa a ser  feita’
‘O Estado  no Brasil é  obeso.  Defendo um Estado  ativo’
‘Sou a  favor da  existência de  Banco do  Brasil e  Caixa’
‘Defendo concessão de aeroportos,  não a  privatização’
‘Tripé [inflação-câmbio-responsabilidade] veio pra ficar’
‘Os  escândalos,  no Brasil,  não  são  exclusivos  do  PT’

Neste sábado (10), José Serra entra oficialmente na corrida presidencial. Vai à disputa com a disposição de produzir algo parecido com uma mágica. Candidato de “oposição”, foge do figurino do anti-Lula. Esquiva-se de fazer críticas frontais ao presidente superpopular.

 

Promete, na essência, algo muito próximo da “continuidade”. Com uma diferença: declara-se mais preparado do que a rival Dilma Rousseff. Esmiuçou suas ideias numa entrevista aos repórteres Alberto Bombig, Guilherme Evelin e Helio Gurovitz.

 

O resultado foi às páginas da última edição da revista Época, que começa a circular neste sábado. A íntegra pode ser lida aqui. Na conversa, em vez de criticar, Serra elogia Lula. Reconhece que o país avançou em várias áreas.

 

Ao situar as conquistas na linha do tempo, cuida de recuar a um período que inclui as duas gestões do amigo Fernando Henrique Cardoso: “25 anos”. Vai abaixo o que há de essencial sobre o pensamento de Serra:

 

- Por que um brasileiro deve votar em Serra? Eu me considero preparado para esse desafio. É algo para o qual eu talvez tenha me preparado a vida inteira. [...] Você se candidatar e chegar à Presidência, além de uma decisão pessoal, envolve muito destino.

– O que mudou em relação à derrota na campanha presidencial de 2002? Aprendi bastante desde lá. Aprendi com a derrota. Aprendi com a reflexão. Aprendi com a prefeitura, aprendi com o governo de São Paulo. [...] Eu me considerava preparado em 2002. Mas hoje eu estou mais preparado que em 2002.

– Lula tem altíssimos índices de aprovação. Como convencer o eleitor a votar em Serra?O tema da eleição é o futuro, não é o passado. As pessoas vão eleger quem vai dirigir o país nos próximos anos. O Lula não é candidato, e a Dilma não é o Lula. [...] Nós vamos dar um passo para o futuro a partir de um diagnóstico atual sobre o que pode ser feito para o Brasil ter mais. Basicamente isso.

– Que avaliação faz do governo Lula? Trouxe alguns avanços, sim. Acho que, por exemplo, foi bastante ágil durante a crise internacional.

– A impressão é que o país nunca esteve tão bem. O sr. diz que o Brasil pode mais. O que é esse mais? O Brasil não é um país construído. Há muita coisa a ser feita. [...] Você tem muitas coisas por fazer. A retomada do crescimento é promissora, mas ela tem de ser sustentável ao longo dos anos...

– O Brasil hoje, na comparação com o país da sua juventude, melhorou na oferta de oportunidades? Nos últimos 25 anos, o Brasil avançou bastante. Nós tivemos a redemocratização, uma Constituição que garantiu a democracia, a pluralidade e avanços sociais significativos. Nós tivemos também um fortalecimento da agricultura, um avanço de eficiência na indústria. Temos um sistema financeiro muito sólido. Conseguimos domar a superinflação com o Plano Real. Entramos numa era de responsabilidade fiscal. Avançamos muito na área da saúde, com o SUS, e na da educação, no que se refere à inclusão. Reduzimos a pobreza. Isso tudo é fruto desses 25 anos. Mas falta muito ainda, né? [...] Que o Brasil pode mais, eu tenho certeza. O problema é como fazer.

– Qual é sua posição sobre o papel do Estado? O Estado no Brasil é um pouco obeso. Eu defendo um Estado ativo, que se contrapõe ao Estado paternalista e produtor do passado e ao Estado da inércia e da pasmaceira. Minha opção não é intermediária, mas nova. [...] Se você incha o Estado, você até o enfraquece. A obesidade é uma doença. Não é uma virtude física...

– Na prática, um Estado ativo significa o quê? Eu não sou a favor do Estado produtor como ele era no passado, mas isso não significa que você vai retirar o Estado de tudo. Sou a favor do Estado eficiente naquilo que faz e ativista, insisto. É o Estado que regulamenta, em vez de intervir. [...] Agora, eu sou a favor da existência de banco nacional, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica...

– Vai manter o tripé baseado em metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal? Olha, sem ser pretensioso, eu tenho a impressão de que quem fez a denominação “tripé” fui eu. [...] Esse tripé está aí para ficar.

– Não não há o que mexer? Não. Agora, a forma como você aplica cada uma das coisas não é única, sempre é determinada. Nós não estamos falando de ciências matemáticas ou físicas. E mesmo as físicas, hoje, já são relativas.

– O que acha da idéia de dar autonomia para o BC? O BC brasileiro já tem bastante autonomia na prática. Quando falam que querem fazer um banco igual ao FED [banco central americano], isso, na verdade, implicaria ter de mudar totalmente o BC, porque o FED, por exemplo, não tem a função de supervisão bancária. Você teria de fazer uma legislação muito complexa. Não creio que seja necessário.

– Privatização virou palavrão no Brasil. Mas há casos, como o dos aeroportos, em que ela parece ser indispensável, não? O termo correto não é privatização, é concessão. Concessão tem um contrato, regras, pode ser quebrada. É completamente diferente de privatização. Eu defendo a concessão de aeroportos. [...] Não é que a concessão é a salvação da lavoura. Mas, quando você faz uma concessão, você tem um cronograma. É a via mais rápida e mais eficiente.

– O governo Lula se aproximou de Cuba, Venezuela e do Irã. Qual é sua opinião sobre essa política externa? Defendo a política de autodeterminação. Você não deve interferir nos assuntos de outros países. Por outro lado, nós temos também uma responsabilidade com direitos humanos e com democracia. O Brasil deve fazer ativamente todas as gestões que puder fazer no sentido de serem respeitados os direitos humanos. Um princípio tem de ser claro. Onde há preso por opinião, não há uma democracia. Isso não significa que não vamos ter relação com esse ou aquele país...

– Como o senhor vê sua principal adversária, Dilma Rousseff? Fica meio despropositado como competidor analisar agora cada uma das pessoas. Sempre tive relações cordiais com ela. Espero que a campanha seja cordial dentro do possível.

– Ao se despedidir do governo de São Paulo, disse que não permitiu “roubalheira”. Foi uma referência aos governos petistas?  [...] Eu estava sublinhando a importância desse valor. A imprensa deu uma ênfase ao que era uma parte restrita do discurso, e alguns vestiram a carapuça sem que minhas palavras tivessem sido direcionadas. Você vai olhar os escândalos no Brasil. Não são exclusivos do PT.

 

 



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Atualizado às 16h51m

Publicado pelo UOL:

PSDB festeja candidatura de Serra em meio a dúvidas sobre engajamento de Aécio

Maurício Savarese

Do UOL Notícias

Cerca de 3.500 pessoas devem acompanhar neste sábado (9) em Brasília o ato de lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República. A festa entre as 9h e as 13h reunirá líderes de partidos e militantes que ajudarão a apontar o tom da campanha oposicionista neste ano. As dúvidas sobre o papel do ex-governador Aécio Neves na disputa, no entanto, devem persistir.

Serra lidera as pesquisas de intenção de voto, mas a trajetória ascendente da petista Dilma Rousseff, ex-ministra-chefe da Casa Civil, faz tucanos defenderem a entrada de Aécio na chapa presidencial. Até o fim do ano passado, ele disputava internamente com o ex-governador de São Paulo a candidatura à Presidência. O mineiro resiste, diz que é candidato ao Senado, mas sinalizou que pode rever a posição.

Se a festa da pré-candidatura de Serra já era esperada, em meio ao ritmo desacelerado do tucano, a incorporação de Aécio à lista de oradores é novidade. Inicialmente, tucanos afirmaram que apenas os presidentes de partidos falariam no ato da pré-candidatura oposicionista. Fernando Henrique, que não compareceu ao Palácio dos Bandeirantes para o último discurso de Serra no governo, foi incluído entre os oradores na semana passada. Aécio, apenas nesta semana.

Alencar desiste de sair O movimento de trazer o ex-governador de Minas serve para atenuar o afastamento dele em relação ao presidenciável. Lideranças do PSDB dizem que durante o evento não deve haver faixas nem coros para pedir para que o neto do ex-presidente Tancredo Neves seja candidato a vice. Nos bastidores, porém, a pressão deve aumentar. Serra já deu seu aval para isso.

Na quarta-feira, Aécio foi criticado por tucanos paulistas por não ter repelido comentários de Dilma durante sua visita a Minas Gerais. A ex-ministra-chefe da Casa Civil visitou o túmulo de Tancredo, em um roteiro incomum para membros do PT, e admitiu que mineiros poderiam votar nela para a Presidência e no oposicionista Antonio Anastasia para o governo estadual. No dia seguinte, Anastasia foi a público para reforçar apoio a Serra. Mas o próprio Aécio nada disse até a sexta-feira (9).

Organização e confronto

As mídias sociais também marcarão o encontro dos oposicionistas em favor de Serra. "O evento promete ser o primeiro passo para uma grande inovação na política brasileira, principalmente, com o uso da internet como forma de interação com o público", diz um texto sobre o assunto no site do PSDB. "Foram disponibilizados 20 computadores para comentários da militância em redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook e You Tube."

A mestre de cerimônia do evento deve ser a modelo Ana Hickmann, que é também apresentadora na "TV Record". O PSDB espera gastar cerca de R$ 500 mil no evento, que será financiado com recursos dos próprios partidos oposicionistas.

No início do mês, Aécio rejeitava vicePela ordem, discursarão antes do pré-candidato os presidentes de PPS, DEM e PSDB, Aécio, em nome dos governadores oposicionistas, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em seguida será exibido um vídeo sobre a trajetória de Serra e sobre os desafios do país. Finalmente, por volta do meio-dia, falará o presidenciável, provável adversário da petista Dilma Rousseff nas eleições de outubro.

Os presidentes Roberto Freire (PPS), Rodrigo Maia (DEM) e Sergio Guerra (PSDB) terão cerca de 10 minutos para falar. Eles deverão fazer duras críticas contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aécio e FHC devem ter mais liberdade para falar. Todos, no fim, terão construído uma plataforma para o discurso final do ex-governador de São Paulo. Quando isso acontecer, o tucano avisará pelo microblog Twitter, onde tem cerca de 190 mil seguidores.

Segundo a organização do evento, uma sala paralela à que receberia 2 mil pessoas teve de ser alugada para suprir o número de interessados em comparecer. Isso praticamente dobrou a expectativa de número de presentes. Não haverá uma mesa de autoridades no evento, e sim um púlpito, onde cada um dos escolhidos falará.

Enquanto os tucanos e seus aliados estiverem no evento em Brasília, entre as 9h e as 13h, Lula e Dilma deverão participar de um ato com centrais sindicais em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, por volta do mesmo horário. Tanto o evento tucano como o petista serão transmitidos nos sites dos partidos na internet.

A homologação das candidaturas só ocorrerá em junho, após as convenções dos partidos, como diz a lei eleitoral. Apenas a partir desse mês os partidos podem fazer seus encontros para definir quem disputará que cargo nas eleições de outubro.

Atualizado às O4h55m

Publicadas pelo Painel, Folha de S.Paulo

RENATA LO PRETE

Sono da beleza. Tucanos tentam convencer José Serra a ir para a cama mais cedo hoje, para estar com o semblante descansado no lançamento de sua candidatura, amanhã na hora do almoço. Na véspera da desincompatibilização do governo paulista, ele virou a noite finalizando o discurso.

Tudo menos isso. A ordem entre os dirigentes do PSDB é fazer com que Aécio Neves "se sinta confortável" no evento. Tradução: nada de faixas ou palavras de ordem conclamando-o a ser vice.

Convidado. Ainda que uma aliança formal com o PP seja sonho distante, tucanos tentam conseguir levar à festa o presidente do partido, Francisco Dornelles. Primo de Aécio, o senador já figurou em lista de cotados para a vice de Serra.

Atualizado às O4h4Om

Publicada pela Folha de S.Paulo:

Governador mineiro rejeita "Dilmasia" e sai em defesa de Serra

Expressão foi usada por Dilma em referência à dobradinha de sua candidatura ao Planalto com a de Anastasia no Estado

Segundo presidente do PT, ex-ministra telefonou para Hélio Costa, pré-candidato do governo em Minas, para desfazer mal-estar interno

MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
ANA FLOR
DA REPORTAGEM LOCAL

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), afirmou ontem que as expressões "Dilmasia" e "Anastadilma", usadas pela pré-candidata petista Dilma Rousseff durante visita ao Estado anteontem, não encontram "amparo na realidade" e que o pré-candidato José Serra (PSDB) terá "situação eleitoral favorável" entre os mineiros.
Os dois termos se referem a dobradinhas híbridas no segundo maior colégio eleitoral do país unindo as candidaturas de Dilma à Presidência e de Anastasia ao governo estadual, reeditando o fenômeno do voto "Lulécio", observado em 2006, que abarcou fatia dos eleitorados de Lula e Aécio.
Ontem, a direção do PT e os pré-candidatos petistas ao governo de Minas minimizaram a declaração de Dilma, afirmando que foi uma brincadeira. Em sua primeira visita "institucional" a Brasília como governador, Anastasia afirmou também que "soou estranha" a visita da ex-ministra ao túmulo de Tancredo Neves, avô de Aécio, pela atitude do PT no colégio eleitoral, em 1985.
"Nós lembramos que, naquela oportunidade, o PT não só não apoiou como até expulsou deputados que votaram no presidente Tancredo", disse. Da tribuna da Câmara, petistas defenderam Dilma. "Acho estranha essa raiva, espécie de ciúme da oposição. Ela visitou o túmulo do Tancredo a convite da família dele", disse o deputado José Genoino (PT-SP).
Sobre o mal-estar gerado entre os partidos aliados por causa da expressão "Anastadilma", o presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que a petista telefonou para o ex-ministro Hélio Costa (PMDB), pré-candidato ao governo, para dar explicações e que ele entendeu que "tudo não passou de um chiste da [ex-] ministra". O coordenador da campanha de Dilma foi na mesma linha.
"É blague", afirmou Fernando Pimentel, que disputa com o ex-ministro Patrus Ananias a chance de concorrer ao governo do Estado pelo PT.
Pimentel, que acompanhou Dilma na entrevista, afirmou que ela não defendeu um apoio direto ao tucano, mas se referiu àqueles que apoiam Anastasia e preferem, em nível nacional, a continuidade do governo Lula -principal bandeira de campanha da ex-chefe da Casa Civil.
Para definir o imbróglio petista em Minas, deve acontecer no dia 25 uma reunião dos delegados do partido no Estado para definir o pré-candidato. Para o presidente do PT-MG, Reginaldo Lopes, o encontro evitará uma "prévia traumática".
Carta
Sob orientação de Aécio, o PSDB mineiro prepara uma lista de reivindicações a ser entregue ao pré-candidato do partido, José Serra. O documento, denominado "Agenda de Minas", enumera as obras "estruturantes" no segundo maior colégio eleitoral do país que carecem de recursos da União no quadriênio 2011-14, como investimentos na ampliação do metrô de Belo Horizonte.

Colaboraram FÁBIO ZAMBELI e RANIER BRAGON, da Sucursal de Brasília

 



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Atualizado às 2Oh15m

Publicado pelo Portal UOL:

Aécio, FHC e presidentes de partido falarão no lançamento da candidatura Serra

Maurício Savarese

No ato, Aécio representará governadores da oposição
 
Mineiro quer Senado, mas pode acabar na chapa de Serra

A festa de lançamento da pré-candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência da República terá como oradores, pela ordem, os presidentes de PPS, DEM e PSDB, o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o próprio presidenciável. Cerca de 3.500 convidados deverão acompanhar o ato de sábado (10) em Brasília, previsto para durar quatro horas.

Antes de Serra falar, será exibido um vídeo institucional sobre a trajetória política de Serra. Os outros oradores construirão uma plataforma para o discurso final do ex-governador de São Paulo, provável adversário da petista Dilma Rousseff nas eleições de outubro deste ano.

Estarão presentes, além de políticos e militantes, personalidades da cultura e do empresariado. Segundo a organização do evento, uma sala paralela à que receberia 2 mil pessoa teve de ser alugada para suprir o número de interessados em comparecer. Não haverá uma mesa de autoridades no evento, e sim um púlpito, onde cada um dos escolhidos falará.

As críticas mais duras à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem ficar por conta do ex-presidente Fernando Henrique e dos presidentes das legendas, Roberto Freire (PPS), Rodrigo Maia (DEM) e Sérgio Guerra (PSDB). Freire será o primeiro a falar.

A expectativa é de discursos curtos dos presidentes de partidos, de cerca de 10 minutos cada. Aécio e FHC deverão ter mais liberdade para falar. Serra concentrará os holofotes por volta das 12h. Quando o fizer, avisará pelo microblog Twitter, onde tem cerca de 190 mil seguidores.

Inicialmente, tucanos de São Paulo afirmaram que apenas os presidentes de partidos falariam no ato da pré-candidatura oposicionista. Fernando Henrique, que não compareceu ao Palácio dos Bandeirantes para o último discurso de Serra no governo, foi incluído entre os oradores na semana passada.

A homologação da candidatura só ocorrerá em junho, com a convenção partidária. Apenas a partir desse mês os partidos podem fazer seus encontros para definir quem disputará que cargo nas eleições de outubro.

Incorporado
Aécio foi incorporado à lista em uma tentativa de atenuar o afastamento do ex-governador mineiro em relação ao presidenciável. O mineiro comparecerá ao evento sem definição sobre se tentará vaga no Senado ou se aceitará o clamor de setores do partido que querem vê-lo como vice na chapa encabeçada por Serra.

Aécio, que falará em nome dos governadores tucanos, deverá passar o dia ouvindo apelos de lideranças das siglas oposicionistas. Na quarta-feira, o ex-governador, que foi adversário de Serra na disputa interna pela candidatura presidencial, foi criticado por tucanos paulistas por não ter repelido comentários de Dilma durante sua visita a Minas Gerais. Nesta quinta-feira (7), Anastasia afirmou que o ex-governador paulista é seu candidato ao Palácio do Planalto.

A ex-ministra-chefe da Casa Civil visitou o túmulo do avô de Aécio, o ex-presidente Tancredo Neves, em um roteiro incomum para membros do PT, e admitiu o voto dividido entre ela e o candidato tucano à sucessão estadual, Antonio Anastasia.

O comentário também irritou peemedebistas, já que o ex-ministro Hélio Costa deve ser candidato ao Palácio da Libertade, supostamente com apoio do PT.

Enquanto os tucanos e seus aliados estiverem no evento em Brasília, entre as 9h e as 13h, Lula e Dilma deverão participar de um ato com centrais sindicais em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, por volta do mesmo horário.

Além da incorporação de Aécio ao discurso, as mídias sociais também deverão estar presentes. "O evento promete ser o primeiro passo para uma grande inovação na política brasileira, principalmente, com o uso da internet como forma de interação com o público", diz um texto sobre o assunto no site do PSDB.

"Para o encontro nacional, foram disponibilizados 20 computadores para comentários da militância em redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook e You Tube."

A mestre de cerimônia do evento deve ser a modelo Ana Hickmann, que é também apresentadora na "TV Record". O PSDB espera gastar cerca de R$ 500 mil no evento, que será financiado com recursos dos próprios partidos oposicionistas.
 
Atualizado às 11h45m

Publicado pelo Radar On Line, Veja On Line:

Esquentando os motores tucanos

Luiz Gonzales vai se reunir com José Serra e Sérgio Guerra terça-feira, dia 13, para acertar os detalhes finais de sua entrada na campanha tucana como o marqueteiro da campanha presidencial.

Parece incrível, mas algumas importantes definições sobre a campanha - como essa, do marqueteiro - Serra deixou para fazer depois do lançamento oficial de sua candidatura.

Atualizado às 11hO1m

Publicadas pela Folha de S.Paulo:

Serra analisa dados do PAC para discurso de pré-candidatura 
 
Tucano também estuda "nós" do setor de energia, que já esteve sob comando de Dilma, para contrapo r seu currículo ao dela

Ex-governador quer mostrar "linhas de ação" e exaltar resultados obtidos por seu governo para destacar sua capacidade de investimento

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, se debruça sobre os buracos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para a redação do discurso de lançamento de sua candidatura, no sábado.
Além do PAC -plataforma de lançamento da ex-ministra Dilma Rousseff (PT)-, Serra estuda os "nós" no setor de energia, que já esteve sob responsabilidade da ministra.
Segundo seus interlocutores, a intenção não é expor números negativos. Mas contrapor o seu currículo ao da ex-ministra. Ao propor a superação dos problemas de infraestrutura, Serra lançará luz sobre os obstáculos para o crescimento do país.
Apostando no lema "o Brasil pode mais", Serra pretende avançar um degrau em relação ao discurso de despedida do governo, semana passada.
Além de manter a defesa de valores e princípios éticos na política - mesmo negando que o PT seja o destinatário do recado - Serra apresentará o que chama de "linhas de ação".
Serra pediu a colaboradores dados sobre o crescimento do país em comparação ao resto do mundo, bem como os gargalos para o desenvolvimento.

Ações em SP
Defensor de um Estado ativo, mas enxuto, Serra deverá exaltar ações do seu governo como demonstração de capacidade de investimento. A política ambiental deverá ser exibida como contraponto a Dilma.
Serra deverá enaltecer gastos sociais para deixar claro que, se eleito, não acabaria com o Bolsa Família. A educação profissionalizante surge como fonte de emancipação.
Ele evitará ainda expressões como "corte de gastos". Segundo interlocutores, Serra está disposto a neutralizar a ideia de que intervirá na economia caso eleito. Mas não dá sinais de que pretenda se aprofundar em números no sábado.
 
PSDB ataca Dilma por homenagear Tancredo

Presidente tucano diz que PT negou apoio ao peemedebista há 25 anos e que visita agora a túmulo é "encenação" e "oportunismo" 

Ex-ministra se diz surpresa com críticas dos adversários e declara que "nenhum homem público no Brasil é propriedade" de um partido

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE 

Partidos de oposição consideraram "oportunismo" e "encenação" a visita feita anteontem pela pré-candidata petista Dilma Rousseff ao túmulo do ex-presidente Tancredo Neves, avô do ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB).
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que coordena a campanha do ex-governador de São Paulo José Serra ao Planalto, criticou o roteiro da petista.
"O que ela foi fazer no túmulo do Tancredo às vésperas da eleição? Por que não foi das outras vezes em que esteve lá?", questionou Guerra.
Em nota divulgada ontem, assinada por dirigentes de PSDB, DEM e PPS, os oposicionistas cobraram coerência da pré-candidata, uma vez que o PT negou apoio a Tancredo e expulsou de seus quadros os deputados que votaram nele no Colégio Eleitoral há 25 anos.
"Com a arrogância habitual, nem o PT nem Dilma Rousseff nem Lula da Silva jamais se retrataram por suas posições equivocadas e mesquinhas nesse passo decisivo da caminhada do Brasil rumo à democracia", diz a nota da oposição.
Ainda em visita a Minas, a ex-ministra rebateu as críticas, dizendo que nenhum partido tem poder sobre a memória de Tancredo, porque ele é um "patrimônio brasileiro".
"Acho surpreendentes [as críticas] porque nenhum homem público no Brasil é propriedade de nenhum partido", disse Dilma. "O fato de a gente respeitar o Tancredo Neves... Ele foi brasileiro eleito presidente da República e, infelizmente, não pôde governar. Ele não era propriamente nem do PT nem do PSDB, era do PMDB", disse.
"Podemos perfeitamente ser do PT e respeitar o Tancredo Neves, até porque hoje ele é um patrimônio do Brasil."
Segundo os tucanos, Dilma será "surpreendida" com a pauta do PSDB, que lançará o seu candidato no sábado, em Brasília, num evento que custará R$ 500 mil. A festa poderá ser acompanhada pelos sites do partido em tempo real e terá a participação de internautas que poderão fazer comentários pelo Twitter. As mensagens serão exibidas em telões espalhados em um auditório. (ANDREZA MATAIS e PAULO PEIXOTO)

Atualizado às 1Oh5Om

Publicadas pelo Painal, Folha de S.Paulo

RENATA LO PRETE

Viveiro 1. O PSDB prevê gastar R$ 500 mil no lançamento da candidatura presidencial de José Serra, neste sábado em Brasília. Segundo a cúpula tucana, os recursos vêm do fundo partidário e do caixa do Diretório Nacional.

Viveiro 2. No evento, um telão exibirá em tempo real mensagens postadas no Twitter, seja pelos presentes, seja por quem seguir via internet.



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Atualizado às 18h29m

Publicado pelo Blog do Noblat

Oposição critica visita de Dilma a túmulo de Tancredo

Sob o título "Um atraso histórico", a oposição distribuiu há pouco a nota que segue aqui:

"A homenagem de Dilma Rousseff a Tancredo Neves chega com 25 anos de atraso e sem explicações devidas e nunca apresentadas todo esse tempo.

O PT, partido ao qual Dilma Rousseff aderiu recentemente, mas que hoje representa no nível mais alto, negou apoio a Tancredo Neves e ao pacto de transição democrática que sua candidatura presidencial possibilitou.

Intransigente no erro, o PT expulsou seus deputados que entenderam a importância desse pacto para o Brasil e votaram em Tancredo no colégio eleitoral.

Luis Inácio Lula da Silva, numa de suas lamentáveis bravatas oposicionistas, desprezou a proposta de diálogo entre trabalhadores e empresários formulada por Tancredo em sua pregação.

Com a arrogância habitual, nem o PT, nem Dilma Rousseff, nem Lula da Silva jamais se retrataram por suas posições equivocadas e mesquinhas nesse passo decisivo da caminha do Brasil rumo à democracia.

Da mesma forma, jamais se retrataram da negativa de apoio a outro mineiro ilustre, Itamar Franco, quando lhe coube a missão de resgatar a democracia brasileiras dos descaminhos de Collor de Mello - hoje aliado dileto do governo Lula e da candidatura de Dilma Rousseff.

Tardia e mal explicada, a homenagem a Tancredo Neves se reduz a uma encenação com as marcas inconfundíveis da impostura e do oportunismo, presentes em outras passagens da carreira da neo-petista Dilma Rousseff."

Senador Sérgio Guerra (PE) - Presidente Nacional do PSDB
Deputado Rodrigo Mais (RJ) – Presidente Nacional do DEM
Roberto Freire – Presidente Nacional do PPS

Atualizado às 18hh22m.

Publicado pelo Radar On Line, da Veja On Line:

Milhares confirmados na festa de Serra

A oposição já reservou 1 100 quartos para abrigar no sábado os políticos e militantes que irão a Brasília para o lançamento da candidatura de José Serra. Como cada quarto abriga ao menos duas pessoas, os partidos já contam com a presença confirmada de pelo menos 2 200 pessoas.

A conta está sendo rateada. Em muitos casos, os próprio políticos pagam suas passagens, mas as legendas de oposição também vão financiar ônibus e passagens para militantes que não podem bancar-se.

Por Lauro Jardim

Aliados diversos.

A festa de José Serra em Brasília vai abrigar mais que o PSDB, DEM e PPS. Muitos militantes do PTB, do PSC e do PMN estarão presentes. Até mesmo filiados do PP, que não deve fechar aliança com Serra, prometem ir e levar aliados locais.

Por Lauro Jardim

Atualizado às 18hO6m.

Publicado pelo Magazine Terra

"Serra tem que começar logo a campanha", alerta Castro

Marcela Rocha

Em entrevista a Terra Magazine, o secretário-geral do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG), defende que o pré-candidato da legenda José Serra (SP) "comece logo sua campanha". Para o mineiro, o ex-governador de São Paulo precisa "começar a andar". "Não importa a região do país", acrescenta.

Os tucanos debatem sobre qual seria o melhor lugar para Serra começar suas andanças. Se pelo Nordeste do Brasil, base eleitoral do presidente Lula, ou se pelo Sul/Sudeste, base tucana. Para o secretário-geral tucano, isso "pouco importa", tendo em vista que o correligionário "percorrerá o país inteiro".

- Ele tem que começar logo! Não interessa por onde. O mais importante é que ele comece a andar e levar sua mensagem o mais rápido possível.

Leia abaixo a íntegra da entrevista:


Terra Magazine - O PSDB, agora, também aguarda a decisão de Ciro Gomes no Ceará para definir mais essa aliança regional. O senhor acha perigoso pautar o calendário do partido nessa decisão?
Rodrigo de Castro - Olha, todas as nossas articulações estão caminhando muito bem. Estamos desatando os nós que faltam. Paraná, Rio de Janeiro e também Ceará. Tasso Jereissati está cuidando disso. Está tudo caminhando como esperávamos.

Aécio vai discursar dia 10 no lançamento da pré-candidatura de José Serra? Quantas pessoas o partido espera receber no evento?
Vai, vai sim. Mas não sei o conteúdo. Esperamos receber umas 1.500 pessoas.

Especula-se que o PT organiza um evento no ABC Paulista como uma tentativa de ofuscar o lançamento da pré-candidatura de Serra. O senhor observa essa movimentação?
Se esse movimento ocorre, não nos preocupa de maneira alguma. Nós faremos o nosso bem feito contando com a participação não só do PSDB, mas de todos os aliados justamente para demonstrar o peso da candidatura de Serra.

Por qual razão o senhor acredita que Serra evita tocar no nome de FHC?
Isso não acontece. O que acontece, na verdade, é que temos duas concepções diferentes de campanha. Eles (PT) têm uma mensagem para trás e olham essa campanha como um embate entra Fernando Henrique e Lula. Para nós, esse é um momento de olhar para o futuro e colocaremos a questão entre quem tem a melhor proposta e melhores condições de implementar.

Serra e Dilma, então?
Sim e desse debate a ministra Dilma foge.

Se fizermos uma comparação, Dilma fala mais de Lula do que Serra fala de FHC. Existe uma resistência em falar do ex-presidente tucano?
Não tem cabimento fazer uma campanha voltada para o passado. Mas é claro, precisamos lembrar as contribuições deixadas por FHC e pelo presidente Lula, mas temos que pensar no que ainda pode ser feito pelo país. Mas, já que Dilma não tem brilho próprio e pega o de Lula, é natural que ela só fale dele.

O senhor acredita que agregaria para a campanha de Serra ter FHC ao lado dele como faz Dilma com Lula?
Sempre é bom ter o ex-presidente Fernando Henrique. Ele é sempre muito bem vindo.

Do que depende uma chapa Serra-Aécio? FHC, em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo neste domingo, 4, pediu a união dos dois na corrida tucana ao Planalto...
Não. Não há a mínima condição de essa chapa existir. Simplesmente porque Aécio não quer e acha que esse não é o melhor caminho. Ele já descartou essa ideia e esse projeto não faz parte do caminho dele. Nem existe a possibilidade de repensar isto.

O senhor acredita que haja qualquer dificuldade para o PSDB em Minas Gerais? Há preocupações sobre Aécio?
Não existe nenhum tipo de preocupação em relação a isso. Aécio e Minas Gerais têm demonstrado, tanto em discursos quanto em ações que há preocupação e compromisso com a campanha de Serra em Minas Gerais. Não há qualquer indisposição.

Sobre o programa de viagens de José Serra. Alguns tucanos defendem que ele comece pelo Nordeste do país, onde o PT tem maior inserção. Outros, que ele comece pelos estados onde ele já tem grande aprovação. O que o senhor acha disso?
Ele tem que começar logo! Não interessa por onde. Mas logo. Independentemente do lugar por onde ele vai começar, ele percorrerá, obviamente, todo o Brasil. O mais importante é que ele comece a andar e levar sua mensagem o mais rápido possível.

O que já foi decidido sobre as linhas gerais do programa político a ser apresentado?
Ainda não tratamos disso.

Quais são os próximos passos do partido?
Estamos concentrando muito esforço no evento do dia 10. Esperamos que seja um encontro de bastante êxito. Estamos trabalhando na organização da campanha, calendário e agenda.

Atualizado às O5h25m

Publicado pela Folha de S.Paulo.

Lançamento de candidatura de Serra agora terá discurso de FHC

Estratégia é comparar tucano e Itamar a Collor e Sarney, que apoiam Dilma

DA REPORTAGEM LOCAL

Depois de muita controvérsia, o PSDB decidiu escalar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como um dos oradores da cerimônia de lançamento da candidatura Serra, no próximo sábado, em Brasília. Convidado em nome do PPS, o ex-presidente Itamar Franco também terá vez, caso confirme que estará presente.
Convencido de que já tem sua imagem associada à de FHC, o tucanato tenta sair da defensiva e acuar a petista Dilma Rousseff. Disposto a investir no discurso ético contra o PT, o PSDB vai comparar FHC e Itamar aos dois ex-presidentes que integram a aliança de apoio a Dilma, Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AC).
Apoiada por integrantes do comando da campanha de Serra, a estratégia parte da constatação de que a associação é inevitável. Venceu o argumento de que a ausência, ou silêncio, de FHC dominaria os jornais caso ele não se manifestasse no evento. Além disso, a intenção é mostrar que o PSDB usará os exemplos de Collor e Sarney se o PT concentrar a disputa na comparação entre Lula e FHC.
O ex-governador de Minas e vice dos sonhos de Serra, Aécio Neves, também deverá discursar durante o lançamento.
Os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra (PE), do DEM, Rodrigo Maia (RJ) e do PPS, Roberto Freire (PE), falarão para uma plateia de cerca de 2500 militantes. A ideia é que uma mulher também discurse.
Serra não deverá presenciar os discursos. Para que a cerimônia não se alongue, e ocorra a tempo de ocupar espaço robusto no domingo, a intenção é que chegue ao auditório somente minutos antes de seu próprio discurso, recebendo cumprimentos apenas depois.
Na semana passada, a participação de FHC foi objeto de polêmica. Enquanto alguns tucanos sugeriam que ele nem sequer fosse à cerimônia, outros insistiam na avaliação de que o tucanato errou ao não apoiar o legado de seu ex-presidente.
Contrariado com a exposição do debate, FHC chegou a afirmar que Serra teria de defender seu governo, do qual foi duas vezes ministro. (CATIA SEABRA)

Atualizado às O4h558m:

Publicado por Fernando Rodrigues, Folha On Line, no UOL:

Dia 10: Serra em Brasília, Dilma no ABC

O presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff (PT) bateram o martelo: devem estar na região do ABC, na Grande São Paulo, no próximo sábado, 10 de abril. 

Ao mesmo tempo, o candidato José Serra (PSDB) estará em Brasília lançando oficialmente sua campanha ao Palácio do Planalto. 

A decisão de Dilma foi demorada e suada. Pensou-se em muitas opções, mas acabou vencendo uma ida não muito espalhafatosa ao ABC no momento em que Serra e os tucanos estarão festejando em Brasília. 

Não está claro ainda o tamanho do evento dilmista no ABC. Mas Lula tem defendido nos últimos dias algo mais para o discreto do que para o grandioso. Acha que não pegaria bem querer fazer uma competição com o PSDB no dia do lançamento da candidatura de Serra –seria uma provocação infantil, argumentam alguns lulistas.
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Atualizado às 11h36m

Publicadas por Lauro Jardim, Radar On Line, Veja On Line:

Serra debruçado no discurso…

José Serra começou a escrever o discurso que fará no dia 10. Já pediu colaboração a várias pessoas. Mas o texto final será dele. 

Por Lauro Jardim 

… e os aliados também |

A propósito, Rodrigo Maia e Roberto Freire também estão escrevendo os discursos que farão no sábado no lançamento da candidatura de José Serra. Maia pediu ideias para o ex-deputado federal Roberto Brant, o ex-secretário de Assistência Social do Rio de Janeiro, Marcelo Garcia (coordenadores do programa de governo que o DEM vai apresentar ao PSDB) e Cesar Maia.

Freire preferiu fazer a tarefa sozinho. Já tem alguns rascunhos, mas só terminará o discurso na sexta-feira. Não pretende voltar ao tempo e comparar os governos Lula e FHC como tanto gostam os petistas. Sobre isso, provoca:

- Isso é uma bobagem. Se fosse assim, também poderíamos comparar o passado dos aliados de cada um. Do nosso lado temos FHC e Itamar Franco. Do lado de Dilma, José Sarney e Fernando Collor.
  

tualizado às O4h59m

Publicado pela Folha de S.Paulo: 

No Twitter, Serra invoca imperador romano e diz que "sorte está lançada"

ANA FLOR
DA REPORTAGEM LOCAL

Comedido ao falar publicamente sobre os detalhes da decisão de deixar o governo de São Paulo para concorrer à Presidência da República, o pré-candidato José Serra (PSDB) soltou o verbo no Twitter nos últimos dias.
No microblog, o ex-governador comentou a saída do cargo com seguidores. "Quase toda a minha vida foi feita de incertezas e acasos. A sensação é de "alea jacta est" [em latim, a sorte está lançada]... e seja o que Deus quiser", publicou, às 3h25 de sábado.
A frase é atribuída ao imperador romano Júlio César ao tomar uma de suas decisões mais difíceis, a de iniciar uma guerra para tomar o poder.
Em outro comentário, publicado às 2h10 de 1º de abril, o ex-governador respondeu a um seguidor: "Há batalhas que a gente escolhe, mas há outras que nos escolhem". Logo em seguida, citou um antigo ditado: "Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece".
Com observações postadas quase sempre de madrugada, o tucano vem utilizando o Twitter para comentar sua agenda e indicar livros, filmes e músicas. Nos últimos dias, já fora do governo, aproveitou para prestar contas e relatar ações de sua gestão.
Na madrugada de domingo, Serra escreveu que tirou o final de semana para "reorganizar a vida e voltar para casa". Citou uma expressão que ouviu de um amigo: "Ótima pra esses momentos: freio de arrumação = hora de parar tudo e acertar as coisas".
Serra é o pré-candidato ao Planalto mais ativo no Twitter. Até ontem, seus seguidores chegavam a 187.589.
Marina Silva (PV) também passou a fazer comentários diários no microblog. Tem 14.390 seguidores. Ciro Gomes (PSB), com 9.716 seguidores, é menos ativo. Seu último comentário, até ontem, era de 22 de março.
Dos principais candidatos ao Planalto, só a petista Dilma Rousseff ainda não tem perfil oficial no Twitter, apesar daqueles alimentados por simpatizantes e por opositores. Sua assessoria afirma que as primeiras "tuitadas" acontecerão ainda em abril.

Atualizado às O4h58m:

Publicado pela Folha de S.Paulo:

"Vamos ressuscitar os aloprados", diz tucano

Presidente do PSDB afirma que manterá tática de discutir ética com o PT, mas que Serra não irá para linha de frente dos ataques

"Deixa o Serra em casa, ele não precisa falar", afirma Sérgio Guerra, sobre frase de Dilma de que o "debate ético é muito bom" para o PT

BRENO COSTA
DA REPORTAGEM LOCAL

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que o partido vai partir para o debate ético com o PT, inclusive ressuscitando o escândalo dos "aloprados", mas que a missão ficará a cargo dos caciques tucanos. O pré-candidato do partido, José Serra, não vai para a linha de frente dos ataques, segundo o coordenador da campanha do paulista.
"Deixa o Serra em casa. Ele não precisa [falar a respeito de escândalos]", disse Guerra, em resposta a declarações da ex-ministra e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que afirmou que "esse debate é muito bom para a gente".
Na última quarta-feira, na cerimônia que marcou sua despedida do cargo de governador de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes, Serra fez suas mais duras declarações em relação ao governo federal.
Entre outras críticas, disse, referindo-se veladamente ao escândalo do mensalão, que "aqui [no seu governo] não se cultivam escândalos, malfeitos, roubalheira, mas também porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito".
Até então, vinha buscando manter distância de um confronto mais aberto com o governo, estratégia que não era seguida pelo resto da cúpula tucana, como Guerra, que sempre fez ataques diretos a Dilma.
"Vamos ressuscitar os aloprados. Vamos fazer isso no foro adequado, que é o Congresso", disse Guerra.
No domingo, a Folha revelou que os envolvidos vivem sem preocupações com o desenrolar do caso do dossiê contra José Serra, na véspera das eleições de 2006. Na época, a Polícia Federal apreendeu uma mala com R$ 1,7 milhão que seria usado para comprar informações contra Serra.
O suposto dono da mala, Hamilton Lacerda, um dos "aloprados", hoje é fazendeiro na Bahia e administra um capital social de R$ 1,5 milhão.
Dilma também tem usado a passagem de Serra pelo Ministério do Planejamento (1995-1996), durante o governo Fernando Henrique Cardoso, para dizer que na gestão do adversário não houve planejamento, o que, segundo a petista, levou ao apagão energético, no fim do governo FHC.

"Vistosa propaganda"
"O Serra não tem nada a ver com o apagão. Todo mundo sabe disso", disse Sérgio Guerra. "O Serra, quando ministro [do Planejamento], lançou um programa chamado Brasil em Ação, que, bastante deturpado nos seus objetivos iniciais, transformou-se no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], que é uma vistosa propaganda", afirmou.
Ontem, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) entrou na discussão ao dizer que o PSDB não tem moral para falar do PT tendo o DEM como aliado.
"O DEM está aberto para discutir ética com o PT. Vamos discutir o mensalão de Brasília e o do PT. Eles estão com Bancoop vivo, mensalão vivo, aloprados vivos", disse o líder do partido na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC).
Para o deputado, o efeito de escândalos sobre Dilma será distinto do sentido por Lula, que manteve a popularidade. "Ela não tem blindagem para isso, ela vai ter que se explicar."

 



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Atualizado às O5h28m

Publicado pelo Painel, Folha de S.Paulo:

Circuito mineiro

Com a candidatura de José Serra ao Planalto colocada na praça, a prioridade do PSDB é tentar fazer com que Aécio Neves, mesmo mantendo a decisão de não ser vice na chapa, se envolva de fato na campanha. O recado mais recente foi registrado ontem em artigo de Fernando Henrique Cardoso. "A aliança entre Minas e São Paulo -que se pode dar de forma variada- salvou-nos do autoritarismo no passado", escreveu o ex-presidente. O PSDB pretende organizar um roteiro para que, em maio, Serra faça uma imersão no segundo colégio eleitoral do país ao lado de Aécio e de seu candidato ao governo, Antonio Anastasia. Uma das paradas será no Vale do Jequitinhonha, onde Lula levou Dilma Rousseff (PT) recentemente.

Água fria 1. O Datafolha sobre a sucessão gaúcha desanimou o PSDB, que, com base em pesquisas próprias, apostava na recuperação de Yeda Crusius. Com 8%, contra 31% de Tarso Genro (PT) e 30% de José Fogaça (PMDB), ela está muito longe dos "quase 20%" que vinham lhe atribuindo.

Água fria 2. A perspectiva de Yeda ir ao segundo turno voltou a parecer remota. De todo modo, os tucanos acreditam que a polarização com o PT obrigará Fogaça, cujo PMDB participa do governo estadual, a dar palanque a José Serra, mesmo que apenas na fase final da campanha.

Veja bem. Para justificar o fraco desempenho, aliados de Yeda afirmam que PTB e DEM teriam acertado que apoiarão sua reeleição. Luis Augusto Lara (PTB) tem 3%, e Paulo Feijó (DEM), 2%.

 



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Atualizado às 18h19m.

Publicado pelo

Presidente do PSDB diz que será coordenador de campanha de Serra.

Senador Sérgio Guerra confirmou informação no Twitter.

Candidatura de Serra à Presidência será lançada no dia 10.

Do G1, em São Paulo 

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), informou nesta segunda-feira (5), em seu perfil no Twitter que será o coordenador da campanha do ex-governador de São Paulo José Serra à Presidência da República. 

"Me perguntam se serei coordenador da campanha do Serra. Sim, eu serei", escreveu o senador. A candidatura de Serra será lançada oficialmente no sábado (10), em um evento em Brasília. 

O tucano deixou o governo de São Paulo na semana passada. Numa cerimônia no Palácio dos Bandeirantes com cerca de cinco mil convidados, Serra fez referências indiretas aos adversários, rebateu críticas que costumam ser associadas ao seu perfil político e disse que seu governo é popular.

Atualizado às 14h44m.

Publicado pelo Magazine Terra.

Presidente do PSDB: "Ou Lula fala de Dilma ou ela morre"

Ed Ruas

Do Recife (PE)

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), avaliou, nesta segunda-feira, 5, que a estratégia dos governistas será a de propagar o nome da candidata do PT sempre que possível. "Vai ser assim agora. Ou ele (Lula) fala dela (Dilma Rousseff) o tempo todo ou ela morre", alfinetou, apesar de ter admitido que não assistiu à entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, neste domingo.

Escolhido como coordenador de campanha do presidenciável tucano José Serra, Guerra negou que a agenda de eventos será intensificada no Nordeste. Segundo ele, "na prática as coisas não funcionam assim", referindo-se aos melhores percentuais de votos que Dilma teria na região. Para ele, o PSDB manteve espaços importantes no Nordeste e um bom montante de votos na última eleição.

De acordo com Sérgio Guerra, o PSDB ainda busca ampliar alianças. Ele deu como certa a entrada do PTB no bloco de oposição - já explicitada pelo líder da sigla, o ex-deputado federal Roberto Jefferson (RJ). No entanto, o líder tucano sabe que a adesão não será total. Um exemplo disso é o deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB-PE), que concorrerá a uma vaga ao Senado, apoiando a reeleição de Eduardo Campos (PSB) e a eleição de Dilma Rousseff.

Sérgio Guerra também fez questão de desmentir a possibilidade de desistir de concorrer à reeleição para o Senado. A especulação, segundo ele, foi obra de quem "não sabe de nada". "Isso é boato sem o menor sentido", garantiu. Este ano, o tucano e o senador Marco Maciel (DEM) tentam a reeleição.

Em Pernambuco, Guerra ainda aguarda uma definição do grupo de oposição para escolha do candidato que enfrentará o governador Eduardo Campos (PSB). "Só vamos nos reunir no Estado após o lançamento da candidatura de Serra". O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) é o mais cotado para encarar Campos.

"Não conversei com Jarbas desde a volta dele (da Tailândia). Devemos nos encontrar aqui em Brasília, mas não temos nada agendado", explicou. Jarbas Vasconcelos chegou a pressionar José Serra para adiantar as ações de campanha, mas foi ignorado.

Questionado sobre qual poderia ser o discurso contra Eduardo Campos durante a campanha, Guerra foi ácido. "Não estou preocupado com o discurso deles, eles vão ter que se preocupar com o nosso".

Atualizado às 12h17m:

Publicada pela Folha de S.Paulo.

Dilma sobe mas Serra mantém a liderança, diz pesquisa Vox Populi.

Pesquisa divulgada neste sábado pelo instituto Vox Populi e encomendada pela rede de televisão Bandeirantes mostra o pré-candidato da presidência pelo PSDB José Serra na liderança com 34% dos votos, mesma porcentagem registrada em janeiro. A pré-candidata do PT Dilma Rousseff subiu quatro pontos percentuais, segundo a pesquisa Vox Populi, e possui 31% das intenções de voto.
Ciro Gomes, do PSB, aparece com 10% e Marina Silva, do PV, com 5%. Votos nulos e brancos somam 7% e 13% dos pesquisados não quiseram ou não souberam responder.
Em um cenário sem Ciro Gomes, Serra possui 38%, Dilma com 33% e Marina Silva com 7% das intenções de voto. Neste caso, brancos e nulos somam 7% e 15% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa do Vox Populi foi registrada sob o número 7337/2010 e realizada entre os dias 30 e 31 de março com 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Datafolha
No último dia 27, em pesquisa realizada pelo Datafolha, Serra aparece com nove pontos de vantagem sobre Dilma. O tucano tem 36% e a petista 27% das intenções de voto.
Na pesquisa realizada em fevereiro, Serra tinha 32% e Dilma 28%.
Ciro Gomes (PSB) ficou com 11% (tinha 12% em fevereiro). Marina Silva (PV) está estacionada e manteve os 8% obtidos no mês passado.
Em um eventual segundo turno, o tucano venceria a petista por 48% contra 39%.
A pesquisa, registrada sob o número 6617/2010, foi realizada nos dias 25 e 26 com 4.158 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Atualizado às O7hOOm:

Publicado pela Folha de S.Paulo:

Serra chama o mesmo grupo que o ajudou 4 anos atrás

José Gregori ficará no comitê financeiro, e Luiz Gonzaléz cuidará da comunicação

Convidado para o comitê, Xico Graziano diz que sua função é trazer "propostas inovadoras, já que o PT se apropriou das nossas"

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, deixou ontem o governo de São Paulo acompanhado de apenas um assessor e dois ajudantes de ordem (como determina a lei). Agora, se dedica à delicada tarefa de desenhar sua estrutura de campanha sem provocar um desmonte da equipe do Estado e da Prefeitura de São Paulo.
Para o comitê financeiro, planeja indicar o tesoureiro da sua campanha a governador, o ex-ministro José Gregori, hoje no município. Confirmada a escolha, reproduzirá, em 2010, boa parte da equipe de 2006: para a coordenação administrativa, o ex-secretário estadual José Henrique Reis Lobo; na comunicação, Luiz Gonzaléz; e, no jurídico, Ricardo Penteado.
Além do coordenador-geral da campanha, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, o secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano, e o presidente da SPTuris, Caio Carvalho, serão escalados para o comitê: Graziano para o programa de governo, e Carvalho para a organização de eventos.
"Minha tarefa é apresentar propostas inovadoras, já que o PT se apropriou das nossas", disse Graziano na quarta-feira, um dia depois de convidado.
Mas, para além da estrutura formal, um time recrutado por Serra já se reunia, há seis meses, toda segunda-feira, religiosamente, na mesa do ex-ministro Andrea Matarazzo.
Nesses jantares, que invadiam a madrugada à espera de Serra, foi traçada boa parte da estratégia da pré-campanha, da data para renúncia do pré-candidato ao desenho de palanques nos Estados. Foi num desses encontros que o ex-chefe da Casa Civil Aloysio Nunes Ferreira informou a disposição de tentar o Senado, abrindo mão de disputar o governo paulista.
Deles participavam Guerra e o hoje governador Alberto Goldman. Um dos principais articuladores políticos de Serra, o deputado federal Jutahy Magalhães viajava diretamente da Bahia para as reuniões.
Cada integrante cumprirá uma missão na campanha. Além da interlocução com o empresariado -seja para quebrar resistências ao candidato ou busca de apoio financeiro-, Matarazzo e o ex-presidente da Emplasa Márcio Fortes assumem também outras tarefas.
Artífice do acordo com Fernando Gabeira (PV) no Rio, Márcio Fortes trabalhará por Serra no Estado. Matarazzo atuará informalmente na coordenação-geral da campanha.
Para o diálogo com o empresariado, os dois contarão com a ajuda do ex-deputado Ronaldo Cezar Coelho. Já Eduardo Graeff atua no conteúdo de comunicação pela internet.
Sua participação revela um nó da campanha: a velha dissonância entre Brasília e São Paulo. Homem da confiança de Serra, mas alvo de tucanos desde 2006, Gonzaléz pretende concentrar em São Paulo toda a estrutura de comunicação, sem ingerência política.
O comando do PSDB insiste em criar um núcleo de comunicação. Os dois grupos serão, geograficamente, separados. Em São Paulo, deve funcionar a logística da campanha; em Brasília, o comando político.


Atualizado às O6h51m.

Publicado opr Elio Gaspari, Folha de S.Paulo:

José Serra não é Carlos Lacerda

A agressividade destruidora afogou a biografia do maior governante da história do Rio .


COMO ERA previsível, uma única palavra -"roubalheira"- deu o tom do discurso de despedida de José Serra. Pena. Foi uma fala tediosa, mas uma só palavra desviou o curso de uma reflexão em torno de ideias, honradez e sobriedade administrativas. Ela não caiu como cabelo na sopa. Foi um flerte com "a busca da notícia fácil" que o próprio Serra criticaria no mesmo discurso.
Com suas pressões e ansiedades, as campanhas moldam os candidatos. Quando entrou na disputa pela Presidência, Barack Obama não tinha proposta para a reforma dos planos de saúde. Juscelino Kubitschek nunca pensara em construir Brasília até que, meses antes da eleição, um estudante chamado Toniquinho perguntou-lhe se cumpriria o dispositivo constitucional que previa a transferência da capital para o Planalto.
Na atual campanha há uma energia interna no mandarinato oposicionista que procura um foco na denúncia da amoralidade do governo de Lula. Foi essa força que levou o "roubalheira" para o discurso de Serra.
Se essa tática prevalecer, acarretará vários riscos, todos lesivos ao nível político do país e à biografia do candidato. O combate à corrupção não deve ser plataforma de governo, mas pressuposto. O país sofre com o desembaraço dos mensaleiros e com a proteção paternal que Lula lhes dá, assim como padece com o silêncio tucano diante da cassação do mandato, pela Justiça, de seu governador da Paraíba. O mais ilustre detento do sistema carcerário nacional é o ex-governador José Roberto Arruda, o queridinho do DEM, que chegou a aspirar à Vice-Presidência na chapa de Serra.
Dois presidentes chegaram ao Planalto montados na bandeira da moralidade: Jânio Quadros (seu símbolo de campanha era uma vassoura) e Fernando Collor. Nenhum dos dois concluiu o mandato, e Jânio tornou-se o único governante nacional com conta secreta no exterior disputada em juízo. Esses exemplos não devem estimular complacência, apenas ilustram que o moralismo é um refúgio habitual do corrupto.
Serra nada tem a ver com Jânio e Collor. Faltam-lhe até mesmo a teatralidade, o oportunismo e a mediocridade administrativa. Pelas obsessões, pelo estilo e pela visão de governo, ele se parece com Carlos Lacerda, seu adversário juvenil. Lacerda foi o maior governante da história do Rio de Janeiro (1960-1965). Fez a adutora do Guandu e resolveu o problema secular do abastecimento de água da cidade. Urbanizou o Aterro do Flamengo, abriu o túnel Rebouças e remendou a rede escolar pública. Desse Lacerda, o "Carlos" dos amigos, pouco se fala. O personagem da história foi outro, o "Corvo" dos inimigos, que carimbava "roubalheira" nos adversários. Demolidor audaz, escondia em ímpetos de calculada agressividade um temperamento egocêntrico e depressivo. Carregava nas costas o suicídio de Getúlio Vargas (cujos capangas tentaram matá-lo em 1954), assim como carregou a deposição de João Goulart e um pedaço da ditadura que se instalou em 1964. Vale ouvi-lo:
Sobre Vargas: "Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à Presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar".
Sobre Juscelino Kubitschek: "Um político notoriamente desonesto, cujo enriquecimento, seu e de seus amigos, constitui uma afronta ao país".
Sobre João Goulart: "Eu agarro o touro pelos chifres". Diante dos risos da plateia, fez um adendo infame: "E ele os tem".
Sobre o presidente Castello Branco: "O marechal é um anjo da rua Conde Lages". (Numa referência aos santos colocados nas salas de estar dos bordeis da Lapa.)
Nada a ver com Serra. Numa trapaça do tempo, ele recorreu ao "roubalheira" no dia 31 de março, exatos 46 anos depois do levante militar que o levou ao exílio e deu a Lacerda um breve período de esplendor.
Uma campanha desqualificadora, que fecha seu foco na denúncia da corrupção alheia, precisa que o candidato puxe o samba. Para aprender esse papel, Serra tem idade demais e treino de menos.

 



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Atualizado às 17hOOm.

Publicado pelo Portal G1:

Serra deixa oficialmente o governo à 0h deste sábado, diz assessoria

Goldman assume cargo como interino; posse será na terça (6).

Assessoria não soube informar se carta de renúncia foi entregue.

Do G1, em São Paulo.

Foto de Paulo Toledo Piza, do G1.

Goldman e Serra no Bandeirantes, ontem,quando o governador ao telefone agradecia o ministro Guido Mantega.

De acordo com informações da assessoria de comunicação do governo do Estado, José Serra deixa oficialmente de ser governador a partir da 0h deste sábado (3). Automaticamente, o vice Alberto Goldman assume como interino, até a próxima terça-feira, quando ele será empossado oficialmente.

Estão programadas duas cerimônias: a primeira na Assembleia Legislativa e a segunda no Palácio dos Bandeirantes.

Serra não tem nenhum compromisso oficial programado para esta sexta-feira (2). Para oficializar sua saída do governo, ele tem que entregar uma carta de renúncia. A assessoria não soube informar se isso já foi feito, mas afirmou que a entrega não precisa ser feita pessoalmente.

Pré-candidato à Presidência da República, Serra despediu-se na quarta-feira (31) do governo paulista durante evento no Palácio dos Bandeirantes. Ele evitou fazer um balanço com números da gestão, que afirmou que ainda continuará sob a administração do vice Alberto Goldman. A pré-candidatura do governador deve ser anunciada dia 10.

Secretários

Além de Serra, pelo menos sete secretários estaduais devem deixar o governo nos próximos dias para disputar as eleições de 2010 ou para ajudar os correligionários em campanha. 

O ex-governador Geraldo Alckmin, provável candidato ao governo de São Paulo, vai deixar a Secretaria de Desenvolvimento, cargo que ocupa desde o final de janeiro de 2009. No lugar dele, assume o secretário-adjunto Luciano de Almeida. 

O atual secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, deixará o cargo para, possivelmente, tentar uma vaga no Senado. A assessoria de imprensa da Casa Civil, no entanto, só confirmou que ele deixará o cargo e não informou o nome de seu substituto.

Também possível candidato ao Senado, mas pelo Democratas, o atual secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, deixa o cargo para o secretário-adjunto, Pedro Rubez Jeha.

Com saída prevista para o dia 1º, o secretário de Esporte, Lazer e Turismo, Claury Santos Alves Silva deverá ser candidato a deputado federal pelo PTB. A assessoria de seu gabinete ainda não sabe informar quem deve substituí-lo.

O atual secretário de Gestão Pública, Sidney Beraldo, reassume seu mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa para concorrer a deputado federal. O cargo dele na secretaria fica temporariamente com o secretário-adjunto, Marcos Monteiro.

Secretário de Relações Institucionais, José Henrique Reis Lobo, presidente do diretório municipal do PSDB, deve deixar o governo para ajudar na campanha. Embora não seja candidato e portanto não tenha prazo para sair, ele deve deixar a estrutura do governo para entregar-se apenas à campanha.

Atualizado às O7h18m

Publicado pelo Blog do Josias, Folha On Line.

Serra agradece a Mantega a 'correção' com São Paulo.

Em sua última visita, Serra vai a ambulatório em Heliópolis: "Meu grande orgulho"

Um dia depois de pronunciar um discurso recheado de ataques a Lula e ao governo dele, José Serra rendeu uma homenagem à gestão petista.

Neste 1º de abril, ‘Dia da Mentira’, o governador de São Paulo tocou o telefone para o ministro petista da Fazenda, Guido Mantega.

Agradeceu o tratamento “correto” dispensado a ele próprio e ao governo de São Paulo. Mantega cuidou de transmitir o agradecimento a Lula.

Na véspera, Serra soara bem menos amistoso. Em discurso de despedida, criticara as “bravatas” de Lula.  

Pior: insinuara que o cabo eleitoral de sua rival, Dilma Rousseff, chefia uma administração dada a “escândalos, malfeitos e roubalheiras”.

Mais: sugerira que o governo Lula serve à “maquina partidária”, não ao “interesse público”. 

O Serra desta quinta (1º) tratou de tornar público o agradecimento ao governo que o Serra da quarta (31) desqualificara. 

Em nota levada ao seu microblog nesta madrugada, Serra informou:  

“Liguei hoje para agradecer ao Guido Mantega, ministro da Fazenda, que foi sempre correto e responsável comigo e com o governo de SP”. 

O atestado de correção foi expedido em meio a outros pequenos textos nos quais Serra deu conta de seus últimos atos como governador. 

Antecipou: “Fazendo a mudança... Envio nesta sexta-feira (2) à Assembléia Legislativa minha carta de renúncia ao governo de SP. É uma exigência legal”

Celebrou: “Ah, a estréia do Rodoanel foi um sucesso”. Referência à obra que fizera questão de inaugurar antes de mergulhar na campanha. 

Um pedaço de rodovia concebido para desafogar o trânsito de São Paulo, retirando diariamente do miolo da Capital 16,5 mil caminhões e 55,5 mil carros de passeio. 

Serra também deu conta de sua passagem por um ambulatório médico da favela de Heliópolis, sua “última visita como governador” 

Jactou-se: “É o primeiro ambulatório do país com ressonância magnética. Salas de cirurgia, leitos, 45 consultórios para 2 milhões de pessoas”. 

No mais, Serra prestou contas de uma demanda que lhe chegara pelo twitter. Um seguidor reclamara de remédio o governo lhe sonegava.  

De saída, Serra informou: “[...] O governo de São Paulo já entregou a ele o medicamento importado”. 

A madrugada já ia alta, 4h desta sexta (2), quando Serra deixou o computador. Despediu-se: “Do governo de SP era isso. Acabou. Bom feriado a todos”. 

Deixou a platéia virtual em boa companhia: Pavarotti e Sting, entoando, em dueto, Panis Angelicus. 

Na madrugada anterior, Serra despedira-se com uma peça mais sugestiva: &ldquo