Paris- O recrudescimento da crise econômica mundial, de novo nos EUA e agora na comunidade europeia, fez surgir – como enxergam os chineses antigos: crise = oportunidade – um novo tipo de globalização, a regional. Ilhas dentro de países abalados que mantem o desenvolvimento, a riqueza e a estabilidade econômico-financeiros. Pois, Santa Catarina, sempre uma ilha privilegiada dentro do Brasil, está sendo o primeiro estado brasileiro a buscar esses novos parceiros.
Neste início de dezembro, o governo de Santa Catarina firmou importantes acordos com Portugal e Catalunha. De Portugal, buscando o aprimoramento da gestão pública, setor em que eles se destacam na Europa e no mundo. E, ainda, atraindo empresas que veem a hora de se instalarem em outros mercados que não o americano e o europeu.
Catalunha, como Santa Catarina, é uma ilha de prosperidade dentro da ameaçada Espanha. Referência em parques tecnológicos e inovação, os catalães, além de levar para o estado catarinense a exitosa e emblemática experiência do
22@Barcelona, querem levar suas empresas para portos mais seguros – e enxergaram em Santa Catarina uma bela oportunidade para isso.
O governo catalão, a Generalite de Catalunya, desenvolveu uma interessante estratégia para se fortalecer economicamente, com vista a seu fortalecimento político. O plano é fazer parcerias com grandes cidades de países diversos, que não sejam dos maiores estados e nem capitais.
Vão se espalhar pelo mundo se entrar na competição globalizada. Terão parceiros fortes em todos os continentes e que, ilhas, ainda não foram atingidos pela crise mundial. Querem não só sobreviver, mas até mesmo a Catalunha pode vir a ser o suporte parra a própria Espanha, obtendo cacife suficiente para exigir o que mais desejam, que é receber do governo central da Espanha uma participação da receita mais adequada com sua colaboração para o PIB espanhol – a Catalunha contribui com 20% do PIB da Espanha.
Depois de contatos que duraram cerca de três meses com o governo catarinense, articulados pelo secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, o governo catalão incluiu Santa Catarina na seleção que fizeram de 20 motores da economia globalizada regional.
Assim, não foi uma surpresa o fato de cerca de 200 empresários terem se reunido, em Barcelona, no dia 2 passado, para ouvir do governo catarinense as oportunidades que o estado lhes oferece. Em fevereiro e março de 2012, duas comitivas desses empresários, junto com representantes do governo catalão, retribuirão a visita.
Santa Catarina ganha, com essas parcerias, economicamente, mas, sobretudo, uma bela estratégia para a internacionalização de sua economia, objetivo macro do governo Raimundo Colombo.
NOTAS
Entrar na Europa por Lisboa deveria ser dever de casa de todo brasileiro.
Espelho. Com pouco tempo, fui na Torre de Belem e na famosa padaria que faz os maravilhosos pasteis. Um restaurante: A Horta de Bruno.
Barcelona é uma grande feira. colorida; animada; feliz. Todo mundo fala alto e convida você para a noite. Café em qualquer das ruelas e dos largos das
Ambras. Uma torre de Babel que funciona.
Munique: cerveja, cerveja, cerveja. E joelho de porco e salsichas. Garçons que mandam no cliente, dao bronca e depois dizem, rindo: no problem. E a BMW.
Paris! Dê-me o Sena e os boulevards de Haussmann que eu chego em qualquer lugar. Paris aconselha a nao descrevê-la. Quer apenas que a vivam...