

Não é enlevo.É interesse politico puro.A candidata Dilma Rousseff e o senador Osmar Dias,do PDT do Paraná,trocam juras de fidelidade eleitoral ontem em Curitba.Foto de Pedro Serápico,publicada hoje pela Gazeta do Povo.
O que Arruda fez diferente de Adhemar de Barros?
O indigitado governador José Roberto Arrruda seguiu a cartilha de dois mestres:um,para efeito local e regional,Joaquim Roriz Outro, na esfera federal, Lula.Mas não soube ser um bom pupilo.Falhou na execução.Ficou na intenção.Deixou-se apanhar em flagrante.
No Brasil,pilha-se o erário público, em aberto,desde Adhemar de Barros, inaugurador da escola do "rouba mas faz", Porém, é necessário um invejável talento para roubar,acumpliciado de um grande grupo sem deixar pistas.Adhemar fazia isso muito bem.
E ainda conta - os bons malandros - com o silencioso aprovo da população.O povão adora um malandro que não se deixa apanhar pela polícia.Adhemar foi até candidato a presidente da República com o seu PRP,e obteve votação nacional estupenda,mesmo roubando o que roubou
Arruda é apenas um aprendiz de feiticeiro. Do tipo menor. Nunca entrará na categoria dos grandes porque lhe falta um ingrediente vital: a frIeza.
Lula,por exemplo,perpassou todos os sombrios acontecimentos de sete anos de governo com uma frieza absoluta.Esteve à beira do impeachment,quando rebentou o escândalo do mensalão,mas levantou-se impávido,brandindo argumentos de que não sabia de nada,sacudiu a poeira,e foi em frente.
Arruda ao contrário,sempre será o chorão do painel do Senado. Espírito frágil. cediço,inspira pena e proteção psquiátrica.O pior nesses tipos é que,enquanto detêm o poder,se tornam oniscientes, não aceitam ponderações e conselhos,pois sabem tudo.São professores de Deus.Em seus desvarios almejam até chegar a presidente da República.Não fazem por menos, por considerarem que tudo o mais é comprável.
O projeto político era ser vice de José Serra.Mas este sempre teve Arruda na conta de um estorvo. Serra até ajudou a expulsá-lo do PSDB quando se aclararam as traições de Arruda aos tucanos.No Palácio do Planalto, na era FHC, ganhou o terno apelido de " traíra".
Esconde-se atrás de 2 mil e tantas obras para justificar o " faz" do "rouba". Só que, diferente de Adhemar,o "faz" local é questoinável.As obras estão atrasadas, ameaçadas de não serem completadas em tempo,pois os repasses financeiros federais estão comprometidos.O Dnit passou a não mais transferir verbas para as obras rodoviárias do Distrito Federal.
Por ser uma máquina de execução de obras movida a interesse politico, repartida entre os partidos que apoaim Arruda,cada empreendimento tem a marca de um cartório intocável.O PMDB do deutado Tadeu Filipellii (que por sua vez traiu Joaquim Roriz) controla a NOVACAP, seu caixa e seu port-folio de mais de mil obras.
Arruda seguiu o roteiro dos mestres, mas faltou-lhe gênio.É um pobre apanhador no campo de migalhas.

Paixão,Gazeta do Povo, Curitiba.
Frase do dia:
"Uma das coisas que ficaram muito claras da crise, que quase causou uma catástrofe no sistema financeiro internacional, foi que não é possível mais aquele fundamentalismo de que o Estado acabou e que agora reina tranquilamente só o mercado. A forma como governo Lula enfrentou essa crise é o melhor exemplo disso,com os bancos públicos e o BNDES resolvendo o problema da falta de crédito internacional".
(Da candidata Dilma Rousseff, ontem, em Curitiba,segundo o site Invertia)