
Um ippon de José Serra em Ciro Gomes,que tem falado mal dele em termos duros,seria a escolha do senador Tasso Jereissati (foto Google) para seu candidato a vice, formalizando a chapa pura sonhada pelos tucanos.A idéia não vem do PSDB do Ceará, nem do comando do partido em Brasília mas de Goiás,através da senadora Lucia Vânia.Se aceitá-la,Serra dará uma resposta enviesada a Ciro pelos ataques sofridos.Tasso, que era muito amigo dele,afastou-se ultimamente de Ciro porque não suporta o seu temperamento.
Ao mesmo tempo,Serra prestaria um favor a Lula,uma vez que Ciro,na chapa tucana,não mais teria espaços na corrida presidencial (dois cearenses não se bicam), inclinando-se então a disputar o governo de São Paulo, onde seu páreo passaria a ser com Geraldo Alckmin (PSDB-PMDB quercista) e Aloízio Mercadante (PT–PMDB não quercista).Porém,resta a Serra dizer que quer (a Presidência). E Ciro dizer que não quer (a Presidência).
A chapa pura é uma ambição antiga tucana com Aécio,mas Tasso cairia bem nela devido à sua influência nos meios empresariais paulistas,que guardam desconfiança do plano econômico de Serra. Outra vantagem é de poder atrair à chapa as simpatias do bloco independente do PMDB, de Jarbas Vasconcelos a Pedro Simon, passando por Roberto Requião e Luiz Henrique, o núcleo da candidatura própria.
Outro aspecto é que o presidente Lula detesta Tasso. Sua escolha será uma forma de radicalizar a posição anti-Dilma, o que Serra leva com certa neutralidade.
Por fim,Tasso é do Nordeste,região em que Lula nada de braçada,e Serra precisará prestigiá-la com um gesto politicamente significativo.