

Quando o Papa Gregório XIII criou o atual calendário de 12 meses e 365 dias - a 4 anos um ano bissexto - não imaginava que iria infligir tanta angústia aos políticos brasileiros.
Aqui, em Pindorama,eles trocaram a fonte da eterna juventude pela fonte da eterna continuidade no poder.Brigam por isso.Se matam por isso.
O presidente Lula, a ministra Dilma e o governador enfrentam o mesmo inimigo: o calendário gregoriano.
Gregório avisa:faltam 296 dias para o presidente Lula (foto Google) deixar o poder. Essa é uma verdade inexorável.
296 dias passam rápido, como a verdade de que a pré-candidata Dilma Rousseff tem somente mais 25 dias como chefe da Casa Civil,antes de se desincompatibilizar.
Do lado oposto, o pré-candidato José Serra tem apenas mais 25 dias para retirar sua dúvida hamletiana se concorre ou não à presidência ou à reeleição para o governo de São Paulo.
O governador Aécio Neves nem está tão preocupado, uma vez que o calendário lhe sorri. Traçou um esquema de campanha em que vai sair para ajudar a eleger seu candidato ao governo, Antonio Anastasia, e se reeleger senador.
Não dá mais para ser candidato a presidente pelo PSDB,pois que precisaria de um empuxe maior – o tempo que Serra teve e não soube usar. E passou também o tempo para Aécio ser vive. Se tivesse que ser, teria sido na festa de Tancredo.
Outro tucano que mostra saber calcular o tempo das coisas é o ex-presidente FHC, que não compareceu à festa de Aécio em Minas exatamente porque não quis ser festejador de uma falsidade: sugeriu que ele aceitasse ser o vice de Serra,e não foi ouvido.
A ausência de FHC em Minas foi um silencioso recado de desagrado.
Frase do dia:
"O crescimento de Dilma surpreendeu a eles e a nós.É a verdade, não faz mal dizer que estamos debilitados e dsarticulados".
(Do senador Jarbas Vasconcelos, em entrevista a O Globo)