
Se o candidato José Serra vencer a eleição de outubro, e governar de acordo com as diretrizes expostas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (foto Google) em seu artigo de ontem.Não mudará nem 5% do receituário atual do presidente Lula.
Então, para que todo esse esforço pseudo-oposicionista para mostrar originalidade em um programa de governo? Não há originalidade porque não existem novas idéias além das que estão aí.
Quando Lula assumiu as idéias que passou a perfilar eram mais ou menos as do governo FHC, mas nem por isso o novo presidente afirmou que iria mudar a cartilha.
Ao contrário de dizer que mudaria todas as diretrizes tucanas, mudou tudo de si próprio, alterando fisionomia e personalidade, além de escrever a Carta aos Brasileiros em que assumiu uma atitude conservadora( na acepção de conservar os programas - menos o Bolsa Escola,que se tornou Bolsa Família - e respeitar os contratos).
No mais, manteve tudo do governo FHC, a destacar, os fundamentos da política econômica – e nem por isso Lula sentiu-se como tendo caído numa armadilha deixada pelos tucanos.Seguiu sua vida em frente, com essas armas e instrumentos.
Lula tratou de erigir suas próprias bandeiras,ampliando os programas sociais, e chamando os movimentos sociais à participação na grande festa do poder, embora de forma errática, anárquica e ilegal.
A melhor obra de Serra, se for candidato e se vencer a eleição, será realizar o que FHC não relatou no seu artigo como tarefas do novo presidente: é dar um tratamento de legalidade a tudo o que Lula não tratou no legalismo.
Abandonar a leniência com a corrupção, que vem desde Collor e FHC (lembram-se do discurso de ACM que acusava o governo FHC de leniente?). Não passar a mão sobre a cabeça dos teimosamente corruptos, sob a alegação, que banaliza, de que “ todos agiram assim em todos os tempos, em todos os partidos."
Claro, a uniformização da corrupção dá um saída para todos os ratos.Mas, há sempre um que fica com o rabo preso, e estraga a festa de todos.
Frase do dia
“O futuro do País está em nossas mãos. Não vamos deixar que as coisas que avançaram dêem um passo para trás”.
(Da pré-candidata Dilma Rousseff, ontem, no Rio, junto ao governador Sérgio Cabral, segundo O Globo On Line).