
O goverrnador José Serra (foto Google) ,ao que se conhece dele, não tem vocação para bonzo, o suicida vietnamita.
Algo passa por sua cabeça, um estratégia impercebida de todos,para não aceitar os clamores de seus pares para apresentar sua candidatura a presidente nesses idos de março.
Serra há de estar calculando as condições de tempo e terreno para refugar por enquanto uma concorrência parelha com Dilma Rousseff, e aguardar um momento mais à frente.
O ano atípico de 2O1O, com Copa do Mundo, e início efetivo da campanha apenas em 1 de agosto -- com a propaganda eleitoral na TV e rádio - o estariam conduzindo a esse raciocínio.
Já houve antes a mesma experiência de ano eleitoral junto com Copa do Mundo.E o resutado foi o que se viu: uma estreita faixa de manobra para os candidatos em campanha,que somente se apresentaram para valer em campo após terminada a Copa.
Até lá - pode ser o raciocínio de Serra - a oponente Dima atingirá o máximo de sua exibição pública, com o teto alcançado de intenções de votos, uma vez que se valerá da companhia do presidente Lula,pedindo votos.
Entretanto - seria a esperança de Serra - haverá sempre fatores imutáveis, que não se abalarão mesmo com a torrente da presença de Lula.Por exemplo, os votos do Sul e Sudeste, que não são favas contadas para Diilma.O Nordeste irá todo para ela, graças à mitologia que Lula consegue ter na região.
Mas é verdade que a eleição se decidirá nos colégios eleitiorais de São Paulo e Minas, onde as chances de ambos são iguais,
Lá com os seus botões,Serra há de estar considerando que a partir da apresentação fornmal de sua candidatura conseguuirá compensar os tempos de silêncio.
Quando começar a campanha efetiva - a eletrônica e os debates de TV, depois da Copa - prevalecerão seu maior conhecimento nacional, com o recall de uma campanha anterior para presidente e a solidez de ser governador de São Paulo. Contará também, é claro, com os votos de Aécio Neves em Minas.
Um livro, um Rubicão, uma Minas.
A Editora Batel e o jornalista e escritor Ramiro Batista lançam amanhã,1O,o livro "O Dossiê Rubicão – Quando a Morte assume o Poder",25 anos depois da morte de seu principal personagem,Tancredo Neves, Será no Foyer do Palácio das Artes, em Belo Horizonte,das 19h30 às 24 horas.
Po quê o Rubicão? Ramiro respnde: em março de 1985, o mineiro Tancredo Neves tinha atravessado o seu Rubicão, depois de conduzir o país na delicada transição do regime militar para o civil, mas a morte o aguardava na outra margem. O enredo de suas artimanhas para superar ameaças de golpe, boicotes, traições e chantagens para chegar à posse que não houve, típico da melhor literatura, merecia um romance como este, que entrelaça personagens reais e fictícios diante de situações limite, na trama de um dos momentos mais dramáticos de nossa história recente.
No mesmo dia, entra no ar o site www.odossierubicao.com.br, com linha do tempo e recursos de pesquisa para mais informações sobre os fatos, pessoas e ideias citados. São mais de 200 referências históricas de um dos períodos mais marcantes da história brasileira.
Frase do dia:
"Quem não faz campanha, evidentemente paga um preço por isso. Até o momento, a candidatura Dilma [Rousseff] é a única"
(Do presidente do PSDB paulista, deputado Antonio Mendes Thame, avaliando que a queda do governador José Serra (PSDB) nas pesquisas de intenção de votos para eleição presidencial é resultado de sua opção por dar preferência ao governo de São Paulo neste início de ano, segundio a Folha On line).