Uma bancada de arrepiar.
2010-03-13

Quando o projeto do pré-sal, aprovado na Câmara subir ao Senado, encontrará uma bancada fluminense pouco representativa,atônita e desorganizada.

Pobre governador Sérgio Cabral e das finanças do Ro de Janeiro, que terão de se valer de um trio de senadores de baixíssima assiduidade.

Eles expressam o atual nível da política naquele Estado, que a se ressente da invasão cultural da Baixada Fluminense que impuseram uma metodologia estranhos aos antes refinados métodos cariocas de fazerem política,sempre pautados por alta representatividade nacional.

Hoje, os interesses são pessoais,e o nível caiu muito.

Como os três senadores Francisco Dornelles(PP),Marcelo Crivella(PRB) e Paulo Duque (PMDB, e na foto do Radar On Line), poderão, do alto de suas ausências,irão conduzir uma negociação delicada com as bancadas dos demais estados, em ambiente tenso e emocional, para tentar repor a antiga base de repartição dos royalties?

Na Câmara dos Deputados a bancada fluminense também mostra falência de coesão.Um parlamentar votou contra o interesses do Estado na emenda Ibsen Pinheiro.Embora numerosa, e contando com deputados influentes como Eduardo Cunha,do PMDB e Fernando Gabeira do PV, a bancada não conseguiu deter a onda avassaladora dos parlamentares dos demais estados.

Desenha-se o pior cenário para o Rio de Janeiro.O Senado tende a ratificar a Câmara.O presidente Lula, em ano eleitoral não se posicionará contra 25 estados e o Distrito Federal para vetar a emenda aprovada.

O acordo será imoprovável, pois feito na bacia das almas. Ou na bacia do petróleo.

O que Lula disse ao PMDB.

Disse exatamente o que vem dizendo há anos: que vai providenciar tudo; atender aos pleitos (cargos, cargos, cargos); que vai propor a Dilma escolher Michel Temer como presidente.

Mas, quando pessoal do partido vai embora, Lula relaxa no atendimento. Ganha tempo.Empurra com a barriga como faz com tudo aquilo que lhe dá ao olfato a sensação de gasolina vazando. E continua namorando a solução Henrique Meirelles, odiado pelos caciques do partido,para vice da Dilma.

O PMDB lhe pediu manter os cargos ministeriais com seus indicados.Lula quer promover os secretários-executivos dos ministérios, todos técnicos,circunspectos, não-filiados a partidos.Essa regra vale até para os
arqui-aliados como Hélio Costa,que anda furioso.Divergências sérias à vista.

A corda um dia rebentará.No lado mais fraco.Qual é o lado mais fraco ?

Ciro coloca Dilma na condicional.

O deputado Ciro Gomes posa como co-candidato do governo para enfrentar José Serra e com essa postura atrapalhando a fixação do nome da ministra Dilma como preferida de Lula. Este, ao mesmo tempo,não colabora, afirmando  com fez ontem no Paraná: que Dilma ainda é uma possível candidata. Tudo no
condicional.

Tudo,bem que essa confusão exista na cúpula da coligação PT-PMDB- PSB, etc.Mas já era tempo de ter acabado na cabeça do eleitor lulista, que deve saber exatamente quem é o candidato, com todas as letras e não dissimulações.

Até Dunga já ultrapassou o tempo dos testes.

Frase do dia

"Serra já me disse que é candidato. Fico espantado como esse País está ficando pervertido em seus costumes. O que o Serra está fazendo é, basicamente, o que uma pessoa direita deve
fazer... Ninguém questiona a delinquência eleitoral dos outros partidos, né? Ele guarda os prazos, quer fazer a pré-campanha e depois a campanha dele".

(Do senador Arthuir Virgílio em entrevista ao Magazine Terra).