Brasília, 04 de Setembro de 2010


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FHC critica marqueteiro de Serra.

Que o marqueteiro de José Serra comete erros é uma unanimidade nacional.

 

Luiz Gonzalez não está agradando àqueles que esperavam uma campanha tucana mais participativa, com a contribuição dos aliados que se julgam em condições e com experiência para dar sua cota de opinião.

 

O mais recente dos críticos ao trabalho de González tem sido FHC, por enquanto, em circuito fechado.

 

A amigos íntimos, o ex-presidente tem externado que dois principais fatores prejudicam a campanha: o próprio Serra, com seu centralismo, e González, como suas orientações ao candidato, para FHC, equivocadas.

 

Provavelmente, essa tenha sido a razão do sumiço do ex-presidente da campanha desde aquele 10 de abril, em  Brasília, quando o PSDB e os seus aliados promoveram o ato de admissão por Serra de sua candidatura.

 

Já na convenção nacional de Salvador que a oficializou FHC não mais estava presente, e sumiu de vez.

 

Quebrou com isto uma regra da competição que é da relação do candidato com seu maior eleitor: enquanto Dilma Rousseff tem orgulho em exibir o presidente Lula, Serra esconde o ex-presidente.

 

Sem pagar um preço alto, não se alija de uma campanha presidencial alguém com experiência política e psicologia de relacionamentos como FHC.

 

É jogar fora o que se tem â mão, um luxo que a campanha tucana não poderia dispensar.

 

De fato, o reverso da medalha é a excessiva centralização  da agenda e do tom da campanha com Serra e o seu marqueteiro, anulando a participação do conselho político integrado por políticos com sabedoria eleitoral como Roberto Jefferson e Roberto Freire.

 

FHC não é consultado para nada, Aécio Neves é avisado apenas na véspera das idas de Serra a Minas, e Sérgio Guerra está mergulhado em sua campanha para deputado federal.

 

É um cenário confuso.

 

 


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Três receitas de um vazamento tresloucado.
03/09/10


A Receita é um organismo de Estado, mas age como um braço de governo.

 

Já foi utilizada antes para vasculhar a vida do empresário Fernando Sarney, fato que levou ao Palácio do Planalto  a então secretária Lina Vieira,para receber instruções da chefe da Casa Civil,Dilma Rousseff.

 

Quando um órgão de Estado curva-se diante de um braço de governo (e que braço) o republicanismo cede lugar à locupletação.

 

É uma farra,locupletação por razões políticas. Impõe-se a mesquinharia nas intenções e o nível baixo na escolha dos agentes.

 

Esse contador papalvo encarregado da operação é uma besta fera que serve ao Estado moderno.

 

A pobre moça, a auditora fiscal, cuja senha de computador na Delegacia de Mauá foi violada várias vezes (um estupro cívico) para obter-se os dados é de uma atroz ingenuidade, mais parecendo uma freira num lupanar.

 

São os atores desqualificados para servir ao Estado nos subterrâneos das operações, que arrastam consigo reputações de instituições centenárias como a Receita.

 

Os questionamentos sobre as razões do vazamento de dados encontram já algumas respostas:

  

1. ”‘forças tucanas mineiras” que atuavam nos idos de 2008 e 2009, para galgar à cabeça da chapa tucana, e cujo objetivo era debilitar a reputação de José Serra dentro do PSDB, não ainda em escala nacional como agora.

 

2. “PT mineiro: já em 2010, na pós-escolha de Serra como candidato, o núcleo inicial de operações de dossiês” da campanha de Dilma chefiado por Fernando Pimentel e Luiz Lanzetta teriam ativado as mesmas acusações a  com base no IR familiar.

 

3. “haraquiri tucano paulista”: teria sido uma manobra do tucanato paulistano  para criar um escândalo que perturbasse o andamento da campanha, que brando seu favoritismo.

 

Com qual alopração o leitor fica?  

 

Frase do dia:

  

“Na verdade, não foi só o sigilo de algumas pessoas com vinculações partidárias que foi que brado, foi num número muito maior. Portanto, isso tem que ser investigado. Isso está sendo investigado por uma comissão de sindicância com toda celeridade possível. É incomum essa celeridade. As “informações têm sido trazidas ao público, tanto que todo dia há novas notícias nos jornais”,

 

(Do ministro Guido Mantega, ontem, segundo o G1).

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PT quer Câmara para compensar Temer.
02/09/10


Nem bem concluída a campanha eleitoral, começou a disputa pela cadeira número 3 do Pais -  a da Presidência da Câmara.

 

Os primeiros movimentos para a ocupação desse espaço estratégico - que deu o candidato à vice-presidente da República na chapa de Dilma Rousseff – fora d PT

 

O líder do partido, deputado Candido  Vaccarezza, tonitroou a intenção do partido de reconquistar o lugar já ocupado pelo deputado João Paulo Cunha, defenestrado de lá pelo mensalão.

 

Depois desse episódio o PMDB lançou-se à caça da Presidência, valendo-se de sua condição de partido com maior número de deputados federais. Ganhou-a com Michel Temer, depois reeleito.

 

Aparentemente, o PMDB violou a norma do  equilíbrio com o PT nas duas casas do Congresso, uma vez que já ocupava a do Senado. Poder demais.

 

Mas o que fazer, se o PT teve  a sua oportunidade e a perdeu nas águas do mensalão?

 

Desta vez, com Dilma Rousseff apontando nas pesquisas como provável eleita no primeiro turno, o PT se alvoroçou para ocupar a estratégica posição.

 

Choca-se com o PMDB, que quer  eleger o substituto de Temer.

 

Não é por simples capricho que essa disputa se fere. O PT deseja compensar o que julga ser um desequilíbrio entre os dois maiores partidos da base de sustentação a partir de uma vice-presidência ocupada  por Michel Temer. 

 

Com a vice assegurada pelo PMDB, o PT considera vá perder uma importante fatia de poder e influência sobre a eventual futura presidente, sobretudo na repartição de cargos.

 

Quem irá prevalecer? É cedo para se saber. Porém, a luta surda já está instalada antes mesmo da eleição.

Trata-se de pessoas práticas.

 

 

Frase do dia:

 

“Nós vamos para cima porque falta pouco tempo. Nós sabemos o que a oposição está aprontando.”

 

(Da candidata ao Senado por São Paulo, Martha Suplicy, segundo o Terra).

 

 

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Pesquisas na hora da verdade.
01/09/10


Faltam 32 dias para as eleições, e por tradição nessa reta final os resultados das pesquisas eleitorais tendem a refinar-se em amostragem mais apuradas.

 

Nenhum dos institutos quer falhar para não ficarem marcados para as próximas eleições como oportunistas ou manipuladores de dados em favor de patrocinadores.

 

À hora da verdade é a pesquisa de boca de urna, em que nenhum deles falha. O Ibope de Augusto Montenegro (foto Google) chegou a acertar numa eleição para governador do Rio resultados eleitorais em prévias divulgadas na véspera com diferença de décimos.

Aí eles brilham. No entanto, técnicos desse segmento separam o joio do trigo e defendem a metodologia empregada por eles. São enfáticos quando afirmam que não atendem aos interesses de clientes.

 

No entanto, ainda pairam dúvidas quanto à seriedade das pesquisas. Um dos mais renomados profissionais de pesquisas do País rebate esses argumentos:

 

“Não existe, ou não deveria existir, no mundo moderno dúvidas sobre um instrumento de medida consagrado universalmente. Ou seja, as técnicas de pesquisa quantitativa irão sobreviver às criticas do senso comum. Elas são proporcionais aos resultados indesejados, política ou partidariamente.”


E sobre o costumeiro reparo de que poucos recebem a visita de um pesquisador:

 

- Tenho 53 anos e, graças à teoria da probabilidade, descobri que o fato de já ter sido entrevistado ou não, em uma pesquisa eleitoral, só reforça a minha insignificância estatística. Ou seja, existem milhares ou milhões de outros que,  sorteados para fazer parte da amostra, me representam adequadamente. “Pode ser ainda pior, não sou tão singular ao ponto de ser obrigatória a minha participação na amostra.”

E completa:  

 

“Uma amostra é sorteada em múltiplos estágios,  é um processo complexo, e não precisa ser proporcional ao número de eleitores por município, estado ou região. Para estas correções existem fatores de ponderação que ajustam a amostra ao universo. Assim sendo, cidades de diferentes portes podem ter o números aparentemente desproporcionais de entrevistas, elas representam cidades de determinado tipo e não o conjunto de seu eleitorado. “

 

Conselho final aos incrédulos:

 
“Não devemos brigar com a realidade, mas sim compreender o por que das manifestações eleitorais. Se não vamos parecer aquela mãe que acha que o filho é o único a marchar corretamente na parada....”

 

 Frase do dia:

 

“É espantoso a gente ver o grau de delinqüência que envolve a campanha dela, uma candidata inventada, a quem se atribui um monte de coisas que não fez”,

 

(Do candidato José Serra, no Jornal da Globo, ontem,segundo o Terra).

 

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O espírito de Minas.
31/08/10


Há tempos, mais ou menos dois anos atrás, reuniram-se em Brasília para um almoço três expoentes da política mineira, o vice José Alencar (foto Google), o então governador Aécio Neves e o ex-presidente Itamar Franco.

Na pauta: como Minas sobressairá novamente como fonte do poder nacional?

 

Conversaram, e estabeleceram um roteiro para viabilizar a proposta.

Cada um ficou de agregar outras cabeças, mineiras ou não, preocupadas com o excesso de poder de São Paulo na Federação.

 

Naquele momento, Aécio era cogitado para candidato a presidente pelo PSDB como alternativa a José Serra.

E até mesmo tendo a opção de filiar-se ao PMDB para como seu candidato próprio, caso a solução tucana fosse mais uma vez a paulista.

 

Essa indefinição ria perdurar até á véspera da convenção nacional do PSDB que entronizou Serra.

 

Aécio recebeu então o apelo de seus correligionários para montar a dobradinha com Serra como seu vice, o que jamais aceitou Jogava para a cabeça, pela cabeça, com a cabeça.

 

Por Minas, veia aberta da sucessão presidencial, jamais passaria o propósito de ser coadjuvante de São Paulo.

 

Aécio, Alencar e Itamar de uma forma ou de outra encontraram uma maneira de viabilizar sua proposição ao negar combustível para alimentar as caldeiras do poder paulista.

 

A fórmula era (e é) muito simples: São Paulo já tem demais. Tem o maior PIB dos estados, Alavanca a economia e o consumo internos.

 

Se dominar a política nacional, elegendo mais uma vez o presidente depois de 16 anos de controle,   desequilibrará o todo, tornando Minas, Rio e os demais estados meros  coadjuvantes, o que Aécio não quis ser.

 

Através dessa via oblíqua impôs-se o espírito de Minas, que não é somente a marca de uma famosa aguardente de exportação mineira. É a própria seiva de Minas.

 

Frase do dia:

 

“Fora da Presidência, vou me dedicar de corpo e alma, por meio do PT e em acerto com outros partidos, ao esforço de promover uma reforma que represente uma modernização das nossas práticas políticas”.

 

(Do presidente Lula, em sua coluna O Presidente Responde, segundo o UOL).

 

 

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O garrote lulista.
30/08/10


Não se aposte um réis na informação de que o ministro Nelson Jobim poderia ser presidente nacional do PMDB.

 

Isto seria a vontade expressa do presidente Lula sobre os passos do maior partido em número de filiados, parlamentares eleitos para o Congresso e diretórios em todo o País.

 

O PMDB tem um dono: o grupo comandado pelo deputado e candidato a vice-presidente na chapa de Dilma, Michel Temer.

 

Este grupo dita as diretrizes do partido, pois controla suas Executiva e Diretório Nacional. Temer dispõe de aliados fiéis que rezam pela mesma cartilha há pelo menos uma década.

 

Nem todo o prestígio de Lula junto a seus  aliados do PMDB – como José Sarney – foi capaz de empurrar o nome de Jobim na eleição anterior de presidente da legenda, vencida por Temer.

 

Se não teve apoio político para vencer ali, muito menos terá agora, quando o PMDB assume uma postura política de maior densidade por ter sido um dos principais fatores da quase certa vitória de Dilma.

 

O PMDB não permitirá que Lula o trate como partido palaciano, pois sua força de argumento estará justamente na sua autonomia diante do PT e das demais forças governistas.

 

Jobim na sua presidência representaria o garrote lulista que retirará do PMDB qualquer sinal de vida própria.

 

Frase do dia:

 

“Acho que essa declaração tem uma  certa falta de respeito para com as pessoas. É alguém sentando na cadeira a mais de um mês da eleição. Quem vai decidir quem vai sentar na cadeira é o povo, não é um candidato isoladamente. Isso me parece ser uma atitude pouco respeitosa com os eleitores

 

(Do candidato José Serra, sobre a declaração de Dilma de que poderá estender as mãos aos adversários, segundo o G1).

 

 

 

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Sem gritos,com sussuros,vem aí a oposição Lulécio.
29/08/10


A presença no Senado do parlamentar  mais bem votado do Pais – Aécio Neves – dará o tom da futura  composição oposicionista da Casa em nada desejosa de entornar o caldo contra Dilma por conta de suas pontes de diálogo com Lula.

Aécio, mestre em estender pontes até o adversário,estará desde o  primeiro momento plasmando seu caminho para disputar as eleições presidenciais de 2014.

O vazio tucano, por conta da derrota de José Serra,se apresentará diante dele como uma oportunidade inafastável.

Para Aécio, será pegar ou largar mais uma vez. Os erros de 2010, quando  perdeu a vez para Serra, serão uma lição aprendida.

Para ser presidente em 14 terá que manter Lula ao máximo por perto. Não romper com ele, fazendo uma oposição cega a Dilma como vinha sendo feita por Arthur Virgílio.

Com o peso de sua enorme votação e Minas e sua imagem de político nacional,Aécio influirá para que  a oposição ao governo Dilma seja mais temática e propositiva, do que denuncista ou barulhenta.

Os tempos de UDN da oposição no Senado parecerão encerrados definitivamente, mesmo porque os demais nomes de proa que a integrarão têm tez moderada: Itamar Franco, Marco Maciel (se reeleger-se),César Maia.

Arthur Virgilio (foto Google) ,José Agripino e Tasso Jereissati estarão isso,lados como flibusteiros de plantão.

Da cepa oposicionista antiga restará Alvaro Dias, a quem estará destinada a tarefa de reconstruir o discurso oposicionista no País, como prócer de maior credibilidade, e que não se queimou nessa equivocada campanha tucana.

De 2011 a 1014,passando pelas eleições municipais de 2012, será o tempo do Lulécio,uma ponte estendida de Lula para Aécio,que fará do governo Dilma um consulado consentido  por ambos, enquanto aguardam um novo tempo.

Frase do dia:

"A discussão de governo não cabe nesse momento, não cabe de forma alguma. Qualquer discussão de nome da minha parte ou da minha campanha é factoide. Nós desautorizamos todas as especulações sobre quem quer que seja ocupar qualquer cargo porque nós não achamos isso politicamente correto, eticamente correto, é colocar o carro na frente dos bois”.

(Da candidata Dilma Rousseff, em seu briefing dominical, segundo o G1).

Resultado da enquete:

500 leitores votaram (recorde):
 Nos debates, Marina Silva poderá crescer acima de 10% nas pesquisas?
Sim:85%,Não: 15%

 Nova enquete:
 A derrota de Serra já está definida?


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A Temer-dependência de Dilma.
28/08/10


 

 

 

 

 

 

 




 

 

 

Eles nunca aparecem juntos. Parecem brigados.

Mas na verdade Dilma Rousseff e Michel Temer (foto Google) são obrigados a conviver no mesmo espaço.

O PMDB,por enquanto, ouve tudo calado, sem reação.

Não emite um só  grunhido de insatisfação  com o desprezo com que  o PT o trata.

É um  partido de profissionais calejados.

Ainda existe o impasse de Minas, sem solução aparente, que mantém a coligação lulista em suspenso.

Porém, quando Dilma finalmente eleger-se e começar a escolher o seu governo, começará a pressão do PMDB para ampliar sua atual participação nas tiras do poder.

Será uma pressão insidiosa, que terá no vice-presidente Michel Temer um delegado  avançado.

O PMDB virá com a sede de várias gerações desatendidas. Acha que os atuais 6 ministérios que detém no governo Lula são apenas um aperitivo para a era que chega.

Com Dilma - essa será a regra - o PMDB se julgará  detentor do poder e não seu coadjuvante.
Vai querer logo impor a Dilma a Temer-dependência.

Pressupostos: o presidente Lula já estará fora, experimentando a maldição brasileira de que o político destituído de cargo eletivo não tem nada na mão.

Sua influência sobre o governo Dilma deverá decair mês após mês, na medida em que encontrar sua própria dinâmica, que virá do uso da caneta. 

Lula começará a ser esquecido depois do Carnaval, que em 2O11 será  em março.

Começará aí o império do PMDB no Congresso Nacional, em que deterá ampla maioria, e será o grande fiador do governo Dilma.

No Senado, terá entre 18 e 20 senadores. O PT dependerá muito do PMDB com 19 a 2O senadores.O PDB terá de 13 a 15, será ainda maior que o PT, com 10 a 12.

Se Dilma não se curvará à Temer-dependência  começarão as hostilidades a princípio disfarçadas.Os projetos iniciais que a nova presidente mandar ao Congresso serão trancados em solenes gavetas para não serem votados. Até os cargos aparecerem.

Não é melhor aderir logo, dona Dilma?


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E se Aécio ganhar em Minas?
27/08/10


Se o ex-governador Aécio Neves eleger o seu candidato em Minas, o atual governador Antonio Anastásia chegará ao Senado em condições de ser a nova referência para a reorganização das oposições após o debâcle de José Serra.

 

Nem se Geraldo Alckmin vencer a eleição em São Paulo conseguirá fincar no Palácio dos Bandeirantes uma liderança nacional tão funda quanto à de Aécio no Senado.

 

Isto, evidente, se sair bafejado por uma vitória histórica contra Lula, Dilma e Hélio Costa, já desdenhada na recuperação de 12 pontos do candidato aecista na última  pesquisa Datafolha.

 

Se Hélio ganhar, porém, o senador Aécio será mais um na bancada do PSDB.

 

Derrotado por Lula, não irradiará tanto brilho.

 

Entretanto, com a fama de ter eleito um poste,e derrotado o candidato de Lula na reta final ele inevitavelmente será o centro das atenções das oposições, e por ele correrá o novo impulso de combate ao eventual   governo Dilma.

 

Por apresentar um temperamento conciliador, Aécio mudaria o tom e o foco da atitude do PSDB e das oposiçõe,adapaptando-as à linha do diálogo,mais propositivas e menos verbais e guerreiras.

 

Há de se recordar que Aécio era o candidato ideal para presidente por, pelo menos, 4O% das bases nacionais tucanas.

 

Ademais, para alicerçar sua influência nos demais partidos oposicionistas, o DEM é seu aliado fiel, que chegou a manifestar que só abriria mão da indicação do vice de Serra se fosse para Aécio, na chapa pura.

 

A ascensão de Aécio nessas condições seria natural como interlocutor não somente junto aos lideres governistas, mas também ao Palácio do Planalto, uma vez que se sabe da proximidade temática que manteve com Lula e certamente manterá com Dilma Rousseff.

 

Frase do dia:

 

 “Por que agora não termos o segundo turno? Ainda temos 40 dias para reconsiderarmos o que estamos fazendo com o Brasil nesta eleição de 2010”.

 

(Da candidata Marina Silva, ontem, em Porto Alegre, no debate com a RBS, segundo G1)...

 

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