ATÉ JK PECOU QUANDO CEDEU À BAIXA POLITICA, NÃO CONSTRUINDO METRÔ

O desastre na estrutura do Eixão em Brasilia faz recordar uma história digna do caráter político brasileiro: frascário e regido pelo medo da língua do povo.

Com JK, o fundador, mesmo sendo de estirpe pessoal rara, acima do vulgar dos projetos humanos, visionário e nefelibata, ocorreu um lance torpe de baixa política.

O jornalista Carlos Chagas, na sua fase da TV Manchete, certa vez entrevistou JK na sua fazenda nas cercanias de Brasilia.

Os temas políticos nacionais finalmente cederam espaço ao tema preferido de Juscelino - sua amada Brasilia.

Chagas, portador da capital, e como cidadão que se deslocava diariamente para o trabalho dirigindo seu carrinho esporte, sentia falta de um metrô moderno ligando todos os quadrantes da capital, e não esse que nós temos até hoje, simulacro de trem envergonhado, que falha e tarda
Então sacou em direção ao ex-presidente a pergunta:

-"Presidente, por que numa cidade construída em terreno plano, com plano urbanístico totalmente planejado, o Sr. não teve a lembrança de abrir um metrô que ligasse toda a cidade? Teria sido fácil e barato naquela época. Hoje, Brasilia não estaria padecendo do estreitamento das vias urbanas com a quantidade de carros nas ruas (inclusive o dele, um Karmann Ghia).

JK, sem pensar muito, respondeu pelo lado pequeno da política, o medo da vaia, da denúncia, da condenação.

- "Chagas, vou lhe dizer a razão. se e tivesse construído o metrô, a UDN, que acolhia meus adversários políticos na famosa Banda de Música, teria me acusado no primeiro buraco que abrisse: "Juscelino está enterrando o dinheiro do povo".

Última modificação emQuarta, 07 Fevereiro 2018 09:17
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