CURSO DE COMO DESTRUIR UMA EMPRESA. PROFESSOR, GUILHERME CAMPOS

O atual presidente Correios Guilherme Campos deve ganhar um título de professor na disciplina de como destruir uma empresa, suas ações dentro da empresa no período de 2016 e 2017 conseguiram praticamente inviabilizar os Correios. Vejamos os números alcançados por sua gestão (analise de números contábeis até novembro/2017)

1) Os Correios de um Patrimônio líquido (PL) de R$ 3,179 bilhões em novembro/2015, passou para R$ 238,8 milhões em novembro de 2017, redução de 92,49% em apenas dois anos.

2) Déficit contábil acumulado (Receita – despesa) de R$ 1,715 bilhões em novembro de 2015 para R$ 2,03 bilhões em novembro de 2017, aumento de 18,41%.

3) Aumento de indenizações para clientes com atraso/extravio de objetos postados saltou de R$ 128,09 milhões (acum. Nov/2015) para R$ 206,2 milhões (acum nov de 2015), um aumento de 59,97% em, apenas 2 anos.

4) Com a reposição tarifaria autorizada pelo Governo Federal, as receitas no segmento de mensagens saltaram de R$ 7 bilhões (acum nov/2015) para R$ 7,2 bilhões (acum nov/2017), um aumento de receita de 2,3%. Apesar de ser utilizado por Guilherme Campos como fator estrutural para justificar a crise dos Correios, a verdade é que o monopólio postal ainda garante mais de 50% da receita operacional da empresa e, não teve queda acentuada em comparação a 2015, em que pese toda a recessão porque passa o país. A queda registra no comparativo em relação a 2016, foi de apenas 4,58%., muito inferior a todas as justificativas apresentadas por Guilherme Campos para seu fracasso como Gestor.

5) No tocante ao segmento de encomendas, em que pese todas as ações desastradas realizadas por Guilherme Campos como decretação do fim da marca do e-sedex (impactos negativos no segmento de encomendas provocou acirramento dos concorrentes para apresentação de produtos substitutos) e desestruturação da área comercial da empresa com o fim dos gerentes de contas de grandes clientes (não houve redução de custos praticamente nenhuma, já que a grande maioria dos empregados já tinham incorporado as ratificações na justiça), o boom do e-commerce no Brasil garantiu aos Correios o aumento de sua receita de R$ 5,9 bilhões (acum nov/2015) para R$ 7 bilhões (nov/2017), aumento de 18% no período.

Destaca-se entretendo, que os Correios perderam no período percentual de participação no mercado para outros concorrentes, principalmente em função da perda de qualidade do serviço decorrente de falta de pessoal e de problemas em relação a falta de RPN (Rede Postal Noturna) entre as regiões do Nordeste e região Norte.

6) No segmento financeiro, a desastrosa ação de Guilherme Campos com o distrato do serviço do Banco Postal com o Banco do Brasil e a realização de uma licitação fracassada, obrigando os Correios a celebrarem com o BB um novo contrato com modelo de remuneração desvantajoso para os Correios, fez cair um receita de R$ 1,19 bilhões (acum até nov/2016) para R$ 250,19 milhões (acum até nov/2017), ou seja, uma queda de quase um bilhão de reais (79,12%) sem que tenha ocorrido praticamente nenhuma redução no custo de operação das agências dos Correios).

7) Por outro lado, a mudança implementada por Guilherme Campos no modelo de remuneração das agências franqueadas, fez a despesa dos Correios saltarem de R$ 960,9 milhões (acum nov/2015) para R$ 1,284 bilhões (acum nov/2017), um aumento de 33,71%, ou seja, muito inferior ao próprio aumento das receitas de postagens que foi de 2,3% nas mensagens (cartas) e 18% nas encomendas no mesmo período.

8) A realização de PDV (programa de Demissão voluntária) representou para os Correios sem nenhum planejamento e sem avaliação dos impactos operacionais provocou uma despesa contábil em 2017 do valor de R$ 1,247 bilhões, praticamente torrando quase todo o valor do Patrimônio liquido da empresa (PL), praticamente deixando os Correios numa situação muito vulneral de dependência com a União, além de ter provocado a falta de pessoal e perda da qualidade do serviço, fato totalmente comprovado pelo aumento do valores referentes a indenização e perda de mercado dos Correios para empresas concorrentes.

9) A redução do valor de provisionamento de saúde pós-emprego reduziu de R$ 836 milhoes (nov/2015) para R$ 576 milhões (nov/2017) em decorrência exclusivamente da queda da taxa de juros no pais e de seus impactos no cálculo atuarial, ou seja, fato decorrente independente de ações de Guilherme Campos.

10) Destaca-se ainda, que os atrasos de cargas ocorridas no final do ano de 2017, foram decorrentes principalmente da ação desastrada de um PDV não planejado e ainda da suspensão de férias dos empregados ocorrida no início do ano de 2017, quando a empresa optou por atrasar as férias já programadas pelos empregados no período do primeiro trimestre de 2017 (época de baixa volume de postagens por causa de sazonalidade do mercado) para o final do ano de 2017 (época de aumento de postagens, e que a empresa sempre realizou a chamada POFA – Período de Operação de Final de Ano com aumento do número de empregado).

Por fim, Guilherme Campos faz de tudo para liquidar os Correios em sua Gestão, mas garantindo recursos para sua campanha de deputado, conforme as denúncias publicadas em relação ao caso Nexera, Accenture e cabides de emprego na Postal Saúde.

Editor

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