Itens filtrados por data: Dezembro 2017

OK, LULA, VOCÊ VENCEU; O PAÍS PAROU

Nos anos 9O, depois de passar alguns anos vampirizando o embaixador Roberto de Oliveira Campos, e ter pespegado nele o apelido Bob Fields que o glorificou, um tradicional jornal paulistano reuniu seu conselho editorial para chegar à seguinte conclusão: não adianta bater nele, é mais inteligente, preparado e sarcástico que todos nós juntos.

Ato contínuo o jornalão mandou editar um caderno especial sobre  a vida do gênio mato-grossense sob o seguinte título:'OK, BOB FIELDS, VOCÊ VENCEU".

O titulo vem agora à memória como referência desses dias atuais no Brasil. Nada se faz, nada se programa, nada se propõe. Inércia, anestesiamento  desinteresse por tudo que se move, se arrasta ou voa. Todos aguardam o da 24 de janeiro, com a ordem de proa Porto Alegre.

Podemos dizer hoje:  OK Lula, você venceu; o País parou.

 

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JUCÁ MARCOU PASSAGEM DE VOLTA PARA BRASILIA DIA 24: LULA EXPLICA

O senador Romero Jucá, que está enfronhado nas questões políticas de Roraima, marcou passagem de volta para Brasilia no dia 24. O líder do PMDB no Senado . quer acompanhar junto à cúpula do governo o julgamento do ex-presidente Lula e avaliar qual vai ser o cenário político que se abrirá depois desta data.

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NADA COMO TER POETA EM VIAGEM PRESIDENCIAL: TURIBA FEZ INVEJA A TANCREDO

A viagem do presidente eleito Tancredo Neves a sete países, antes de tomar a posse que não tomou, foi extremamente cansativa para os 4O jornalistas que o acompanharam.

Da neve de Washington às noches calientes da Cidade do México, a trupe de escribas nem notou que o ancião com disposição de menino já dava sinais de padecimento. Era um resfriado aqui, era uma tosse acolá, encobrindo a grande verdade do corpo.

Chegamos a Buenos Aires, última parada antes de voltar à terra. Os jornalistas organizaram uma homenagem ao velho estadista. Sabiam que dali para a frente o mineiro seria tragado pelo cordão de seguranças e por outro cordão bem mais cruel, o dos puxa-sacos. Ninguém mais privaria com o bom velhinho que nos sorria, apesar da dor que deveras sentia.

Fizemos a vaquinha para a champanha e o bolo com os míseros dólares que nos sobraram. Formou-se a roda para aguardar a descida do casal presidencial da suite do hotel, acompanhado do porta-voz Mauro Salles e do neto Aecinho (era assim mesmo que o champávamos, bem garoto quer era).

Escolhemos o orador para saudar o presidente: recaiu no jornalista Carlos Henrique de Almeida Santos (SBT), porque o pai dele, o falecido deputado Almeida Santos, havia sido deputado federal e contemporâneo de Tancredo no Congresso.

Tudo pronto para começar, quando alguém, fazendo a contagem da trupe, notou que faltava um. Era o misto de jornalista e poeta Luiz Turiba. Procuramos daqui, dali, e nada. Onde estava o Turina? Mistério total.

Começamos sem ele, porque o presidente eleito dava mostras de extremo cansaço. No meio da homenagem eis que Turiba adentra o salão de recepções, com um sorriso matreiro e feliz de quem esteve em algum paraíso portenho.

E tinha sido mesmo. Quebrou o mistério:

- "Vocês vão morrer de inveja. Passei o dia na casa do grande poeta Jorge Luis Borges, a convite dele de sua companheira Maria Kodama..."

Até o Dr. Tancredo ficou com inveja.

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RUÍDOS COM MAIA CHEGAM A NÍVEL INTOLERÁVEL PARA GOVERNO

As reiteradas manifestações do deputado Rodrigo Maia, sempre em discordância com o pensamento do governo na questão da votação da Reforma da Previdência, têm para o governo sinais não de um simples desalinhamento, mas de aberta hostilidade aberta.

Hoje, por exemplo, o presidente da Câmara deu como praticamente perdida a causa da reforma, ao se pronunciar nos Estados Unidos no sentido de que, não sendo votada em fevereiro, não o será mais. Pelo menos, ele não colocará em pauta.

Quase no mesmo instante, o ministro Carlos Marun afirmava no Palácio do Planalto que a pauta permanece a mesma: votação da reforma em 19 de fevereiro. Uma brutal desalinhamento.

O governo nada pode fazer: Maia é doNo da pauta da Câmara. E é candidato a presidente da República cada vez mais apoiado por um leque de partidos do centrão. Só que não tem votos fora da Câmara.

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PAÍS PARADO À ESPERA DO DIA 24: NÃO EXISTE OUTRO TEMA EM BRASILIA

O clima em Brasilia está de vaca não reconhecer bezerro: não há outro assunto que não o do julgamento de Lula no dia 24. Ninguém fala em outra coisa, e ninguém consegue entabular agenda a médio prazo nos confins desertos do Congresso Nacional. É a mesma a ansiedade nos gabinetes do governo federal e nos tribunais superiores.Tudo gira em torno do dia 24.

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TEMER BUSCA CANDIDATO QUE POSSA CONTINUAR SEU LEGADO

Embora publicamente alinhados como nas imagens deste domingo em que caminharam juntos até o Palácio da Alvorada, o presidente Michel Temer e o ministro Henrique Meirelles estão mais afastados em matéria de objetivos na eleição presidencial do que nunca estiveram.

A disputa aberta do ministro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pela posse do centro, foi não somente lamentada nos sítios palacianos mas reprovada como coisa de amadores apressados.  

O presidente está certo de que o candidato que tiver o seu apoio, e se dispuser a continuar o seu legado reformista, terá fortes chances de ir ao segundo turno, seja qual for o cenário pós-dia 24 de janeiro em Porto Alegre..

Aposta que a recuperação da economia até a época da campanha eleitoral será tão evidente que favorecerá a recuperação da popularidade do presidente em nível de no minimo 20%, no  inicio do calendário eleitoral.

Uma coisa é certa: esse candidato não é conhecido hoje.Não será nem Meirelles nem Rodrigo.Quem será? Geraldo Alckmin, por sua vez, patina. Cartas ao Palácio do Planalto.

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IRRITAÇÃO COM RODRIGO, EX-AMIGO DOS GABINETES PALACIANOS

As declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia aos jornalistas em Washington causaram irritação no Palácio do Planalto,  sobretudo a que joga um balde de água fria na votação da Reforma da Previdência em 19 de fevereiro, considerada extremamente difícil por ele. O mínimo que se ouviu nesta manhã sobre Maia foi: "Com um aliado desse a gente não precisa de inimigo" 

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"NEM BOLSONARO NEM PT"

(Do deputado Rodrigo Maiua,. aos jornalistas em Washington, falando sobre as propostas eleitorais do DEM para disputar a presidente da República, seguindo a Folha de S.Paulo)

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CORREDORES DO PODER APOSTAM EM MAIS UM MANDATO DO DR. ANTÔNIO

O Dr. Antônio - como é conhecido nos corredores do poder em Brasília o presidente da CNC, Antônio Oliveira Santos - é tido como provável eleito (embora diga que não deseje) para mais um mandato na importante confederação empresarial, apesar de seus bem vividos 91 anos. Tão bem vividos  que os concorrentes estão perdendo fôlego, como o deputado Laercio Oliveira, do Solidariedade de Sergipe, e vice-presidente da entidade, há tempos dado como favorito por carregar a bandeira renovação. A eleição será neste ano.

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"A REAÇÃO AO RATING É MAIOR QUE O RATING EM SI"

(Do ministro Henrique Meirelles, ao comentar o rebaíuxamento da nota de investimento do Brasil pela Standard & Poor´s, dizendo: "A reação ao rating é maior que o rating em si”, a jornalistas após participar de evento na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. “A pergunta é: será que isso significaria algum impacto no crescimento? E a resposta é não, o crescimento vai continuar”, segundo a Reuters).

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BORNHAUSEN, CONSELHEIRO SECRETO DE TEMER, LHE TRAZ PENSAMENTO EMPRESARIAL

O ex-ministro (Educação e Casa Civil) Jorge Bornhausen, que preza o anonimato, tem sido constante conselheiro político do presidente Michel Temer. No conselho da poderosa da Associação Comercial  de São Paulo, o ex-presidente nacional do DEM traz para suas conversas com  Temer no Palácio do Planalto o pensamento do grande empresariado. E o presidente agradece. 

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MEIRELLES TEVE REBAIXADA SUA NOTA COMO CANDIDATO A PRESIDENTE

Debite-se ao ministro Henrique Meirelles, na qualidade da economia brasileiras, de ter criado o mito de que a não-aprovação da Reforma da Previdência pelo  Congresso seria o fundo do poço para o Brasil e levaria ao rebaixamento da nota de investimento.

Enquanto isso acontecia, o presidente Michel Temer desenvolvia uma linguagem branda e negocial, sempre em tom de diálogo Meirelles, aparecia sempre no Congresso como um trator, alarmando todo mundo,As 

As agências - primeiro, a Standard & Poor´s - tomaram o aviso de Meirelles como uma senha para o rebaixamento da nota. Afinal, a equipe econômica passou aos parlamentares da base uma imagem de "causa finita" sem a refiorma, que todas as instituições se desgovernaria e Brasil mergulharia no caos.

Já passamos por momentos piores em nossas estruturas econômicas, como a inflação de Sarney de  8O% ao mês.  Mas logo a seguir sobreveio o Plano Real e tido se estabilizou.

Meirelles não poderia ter emitido um discurso catastrófico, monótono e monolítico, mas demonstrado que dispunha de outros instrumentos para salvar a economia.

Deu a senha, e com isto também rebaixada sua nota como candidato a presidente.

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FOTO DE CRISTIANE CONTINUA NO SITE DO MINISTÉRIO, MAS SEM DESTAQUE

A foto da deputada Cristiane Brasil continua aparecendo no topo do site do Ministério do Trabalho sobre a legenda:  nova ministra. A chamada no site divide o espaço com quatro outras chamadas, mas de fato é o grande destaque. Uma coisa é certa: vai ser difícil retirá-la de lá. Na família, já há consenso de que a posse s[o deverá acontecer em fevereiro, quando o Suprempo voltar de férias .Enquanto isto, a foito continua lá. 

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FAMÍLIA JEFFERSON DESCONFIADA DE QUE QUEREM BARRAR CRISTIANE

No clã Roberto Jefferson grassa enorme desconfiança de que ministros que assessoraM o presidente Michel Temer querem na verdade livrar-se da indicação da deputada federal Cristiane Brasil.

O sentimento do clã é o seguinte: não foi ela, Cristiane, quem se ofereceu como ministra, e nem foi o ex-deputado federal e presidente nacional do PTB quem levoU o nome dela, e sim, de mais duas opções para o recusado deputado federal Pedre Fernandes. 

Acha o clã que, devido a essas circunstâncias, o Palácio do Planalto está preso aos compromissos políticos com o PTB e não poderá fazer nada para alterar essa regra. E nem torcer para que a Justiça barre Cristiane.

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TEMER DISTRIBUIU CAMISAS PARA JOGO DE SUA SUCESSÃO

Na sua entrevista a Eliane Cantanhêde, do Estadão, o presidente Michel Temer, como autêntico dono da bola do setor político governista, distribuiu as camisas para o jogo de sua sucessão, tentando: 1) tirar a braçadeira de capitão de Henrique Meirelles, devolvendo-o à condição de ministro até o último dia de governo; 2) retirar de campo e mandando Rodrigo Maia para o banco de reservas, como candidato à suia reeleição à Câmara. O time por enquanto não chiou. Ouviu caladinho o dono da bola e das camisas. 

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"NINGUÉM QUER AVENTURA"

(Do presidente Michel Temer, sublinhando que as pessoas estão cansadas de crises e que irão votar na segurança e na estabilidade, em entrevista a Eliane Cantanhêde, do Estadao)

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LEI DE MURPHY EXPLICA BEM EPISÓDIO CRISTIANE BRASIL.

Uma avaliação política que se faz em torno do "imbroglio" da posse da deputada Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho é que está sendo um fator novo e inesperado para dificultar os planos do governo Temer para aprovar a Reforma da Previdência no dia 19 de fevereiro. 

O mais lamentável é que um mero episódio de substituição de ministro de pasta considerada secundária foi capaz de gerar todo o desgaste interno, pelas proporções inesperadas que o fato tomou. Fugiu ao controle.

O presidente Temer viu-se envolvido em um acontecimento politicamente oneroso para o governo porque quis prestigiar o presidente de um dos partidos da base, que vota lealmente com ele, mas sem se dar conta de que o próprio pai não sabia de nada sobre a folha corrida da filha na Justiça.

No caso, a filha falhou com o pai, por não tê-lo informado antes da conversa com o presidente Temer, na qual surgiu o convite.

Se Jefferson soubesse, teria dito a Temer, que teve a iniciativa: "Obrigado, presidente, prefiro indicar um outro nome da da bancada do PTB na Câmara".

Isto, para preservar Cristiane Brasil da indesejável exposição na imprensa, que todos os dias publica uma nova aleivosia debitada a ela, e também preservar Temer da embrulhada em que se meteu, o que o levou a confrontar-se mais uma vez com o Judiciário, tudo o que não queria agora.

Esse caso deve ser explicado pela Lei de Murphy. Diz que se algo pode dar errado, dará.

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BISCOITOS GLOBO NA CASA DE JEFFERSON? NEM PENSAR!

Diz-se no Rio, à guisa de piada pronta,  que a empregada do apartamento do ex-deputado Roberto Jefferson jogou no lixo todo o suprimento de Biscoitos Globo que havia na despensa. Essa marca, como se sabe, é um dos ícones de consumo nas praias do Rio. Tem um fundo de verdade: ele canaliza toda a sua irritação e atribui a culpa do que esta acontecendo à sua filha à Globo. Não o biscoito.

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FIGUEIREDO SÓ NÃO DIZIA "NÓS VAI" POR CAUSA DE FARHAT

 

O jornalista e publicitário Said Farhat era um dínamo no trabalho, até bem idoso empenhava-se incansavelmente em seus projetos, e nisso tinha um quê de semelhança com Carlos Heitor Cony. Não se entregava nunca, nem quando ficou viúvo de Rai Farhat, seu talismã, arimo e companheira. Outro que morreu trabalhando.

Said tinha a mania do detalhe. Consumia suas energias para encontrar a pedra filosofal em tudo que fazia, organizava  escrevia e editava. Como ministro da Comunicação de João Batista Figueiredo chegou às rajas do perfeccionismo em cada discurso que elaborava para o presidente desde sua campanha ,Campanha, sim, porque teve que enfrentar o colégio eleitoral indireto contra Paulo Maluf, atualmente prisioneiro na Papuda.

Um outro dado sobre a tal campanha: embora fosse durante o regime militar, a sucessão de Geisel foi decidida em ambiente tipicamente de disputa aberta,  pois do outro lado da candidatura militar estava o malufismo movido a uma caixa fornida para seduzir membros do colégio eleitoral. Era orquestrada or Calim Eid, lugar-tenente financeiro de Maluf

O que teve Said a ver com isso? Teve muito. O então candidato Figueiredo, então ex-chefe do SNI, não era o preferido de Geisel para a sucessão. Geisel o achava um tanto "militar". Quera um perfil mais liberal ate mesmo civil  que simbolizasse o final do regime duro. Alguém tipo Petrônio Portela, senador pelo Piauí, presidente do Senado. Com a oficialização de Figueiredo como candidato, era preciso adocicar sua imagem para se tornar mais palatável para a sociedade. Carregava a imagem de turrão. 

Said Farhat entrou na campanha com a missão de mudar a imagem de Figueiredo. Em todos os discursos do candidato procurava introduzir uma linguagem mais popular, leve e até mesmo populista.

No final da campanha, exausto, os assessores do "bunker"  de campanha instalado no Hotel Aracoara mandavam para aprovação enxurradas de textos para escolha do que o general iria falar nos eventos. Esbaforido, com o jeitão de prima dona de redação em dia de fechamento de revista, bufava:

"Chega de mandar textos para corrigir! Desde que o presidente não fale "nós vai" tudo bem!"

 

 

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NÃO FOI INICIATIVA DE SILVIO: PALÁCIO ACERTOU ENTREVISTAS ANTES

Ao contrário do que noticiou hoje um grande jornal, hoje, não partiu de Silvio Santos o convite ao presidente Michel Temer para que concedesse  duas entrevistas ao SBT - a ele e a Ratinho - para explicar a Reforma da Previdência

Na verdade, essas entrevistas já haviam sido acertadas bem antes com o dono do SBT por emissários do Palácio do Planalto. O que ocorreu foi a segunda denúncia do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, o que atrapalhou o calendário das entrevistas.

Silvio tirou uma casquinha de Temer. Mas, quem não tira casquinha de um presidente?

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PALÁCIO DÁ COMO SUPERADA QUESTÃO MÉDICA DE TEMER

O Palácio do Planalto considera superada a possibilidade de agravamento do estado de saúde do presidente Michel Temer a ponto de suspender as próximas viagens presidenciais de longa duração e os compromissos internos de sua agenda de contatos políticos e administrativos. Isto está fora de cogitação, os médicos o liberaram, e o estado de saúde é página virada. 

Por enquanto, segundo importante fonte palaciana, o que tem havido é precaução para livrá-lo de longas audiências e reuniões cansativas. Ele tem cumprido apenas a metade do  expediente no Palácio do Planalto.

Para tanto, foi instalado um escritório de despacho no Palácio do Jaburu, dotado de todos os serviços de apoio de que dispõe no Planalto para que o presidente possa seguir sua rotina em casa.

Temer passa longo tempo ao telefone em contatos e articulações durante a tarde a a noite no Jaburu.

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TEMER PRECIPITA BUSCA DE UM CANDIDATO INCERTO

O governador Geraldo Alckmin recebeu o desafio do PSDB de se viabilizar como candidato a presidente na forma da conquista de um patamar de 20% nas pesquisas, ele que patina hoje entre apenas 5 a 7%. Abril, o prazo.

O repto veio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que na semana abriu a janela para a alternativa de sua legenda apoiar candidato de outro partido caso comungue da mesma cartilha tucana. Alckmin com isto fica duplamente desafiado. 

Para o presidente Michel Temer, que busca um perfil de centro para ancorar seu governo no pleito de outubro, foi uma dificuldade a mais a se somar ao cipoal de desafios que o cerca. Sem Alckmin, fica restrito a apoiar Henrique Meirelles e Rodrigo Maia, ambas as candidaturas de musculatura incerta.

Ainda que o governador paulista reunisse possibilidades reais, a pintura do quadro depende do resultado do julgamento do ex-presidente Lula no dia 24. Antes disso, qualquer movimento se anula diante da expectativa de um fato novo que o final de janeiro vai trazer.

O governo perde mais que todos os atores de 2018 porque o tempo urge. Tem que aprovar a reforma em fevereiro ou nada mais deve almejar se houver derrota. Neste caso perde a base que ainda controla no Congresso para aprovar qualquer outra reforma ou PEC e mesmo as MPs que aguardam na fila. 

Um janeiro desafiador para Temer. 

 

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